institucional educacao conservacao ecoacao cultura ecoligado


IPÊ AMARELO (Tabebuia vellosoi)
Ocorrência – Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rio de Janeiro.
Outros nomes – ipê tabaco, cavatã, ipê cascudo, ipê preto, ipê uma, pau d'arco, ipê amarelo de casca lisa, ipê comum, piúva, quiarapaíba.
Características – árvore que pode chegar a 25 m de altura. Tronco de 40 a 70 cm de diâmetro. Casca externa rugosa, pardacenta, grossa, fendida quando velha. Folhas palmadas, membranáceas ou cariáceas, 3 a 5 folioladas. Folíolos pusbescente-estrelados na face superior e densamente flocoso na face inferior, de 8 a 16 cm de comprimento por 3 a 6 cm de largura. Flores amarelo-ouro, grandes, reunidas em panícula terminal, multiflora. Na floração, perde suas folhas, resultando num belíssimo espetáculo de intensa cor amarela, onde ramos e galhos praticamente desaparecem. Quanto mais frio e seco o clima, mais intensa a florada, transformando o inverno em pré-estréia da primavera. Fruto cápsula linear-cilíndrica, coriácea, densamente pubescente. Sementes aladas, membranáceas, hialinas. Em 1961, Jânio Quadros declara a flor do ipê-amarelo “flor nacional”. Então, veja só: a árvore símbolo deste país chamado Brasil não é o pau-brasil, mas o ipê.
Habitat – floresta pluvial
Propagação – sementes
Madeira – pesada, muito dura, de grande durabilidade mesmo em condições adversas. É imune à maioria das pragas e às inundações.

ipe amarelo
Utilidade – melífera, suas flores atraem inúmeras espécies de abelhas. A madeira é ótima par usos externos, como vigas de pontes, postes e moirões, tacos de assoalhos, para confecção de artefatos torneados, bengalas, carrocerias, tonéis e construção naval. A árvore é extremamente ornamental, muito florífera e reconhecida como a "árvore símbolo do país" através de decreto federal. É ótima para o paisagismo em geral, porém é a menos cultivada dentre as outras espécies de ipê. Pela característica de porte elevado, esta espécie é mais apropriada arborização de parques e praças. A casca é adstringente, por isso utilizada no tratamento da sífilis.
Florescimento – julho a setembro
Frutificação – outubro a novembro

ipe branco

IPÊ BRANCO (Tabebuia roseo alba)

Ocorrência – Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e norte de São Paulo, podendo ocorrer em alguns estados do nordeste.
Outros nomes – pau d'arco, ipê do cerrado.
Características – árvore de médio porte, heliófita, de crescimento muito lento, secundária inicial. Alcança de 7 a 16 m de altura. Tronco reto com casca castanho-amarelada e escamas irregulares. Ramos jovens resvestidos de pêlos. Folhas compostas, trifolioladas, com longo pecíolo, folíolo ovais ou ovais-oblongos, levemente pubescentes em ambas as faces. Flores grandes, branco-arroxeadas. Fruto cápsula arredondada, muito longa e fina, com numerosas sementes aladas.
Habitat - floresta estacional semidecidual, em regiões onde o relevo ou o clima impedem a ocorrência de geadas.
Propagação – sementes
Madeira – moderadamente pesada, macia, superfície lustrosa, ótima durabilidade.
Utilidade – madeira de boa qualidade, usada na construção civil, assoalhos e vigamentos; na construção naval e em obras externas como postes, mourões e esteios, embora raramente se encontrem indivíduos de grande porte. Muito utilizada como ornamental, essa espécie pode ser empregada também em reflorestamentos, em regiões livres de geadas.
Florescimento – junho a outubro com a planta totalmente desprovida de folhagem.
Frutificação – a partir de outubro


IPÊ ROXO (Tabebuia heptaphylla)

Ocorrência – da Bahia até o Rio Grande do Sul
Outros nomes – ipê roxo de sete folhas, ipê preto, ipê rosa, pau d'arco roxo, cabroé, graraíba, ipê de flor roxa, ipê piranga, ipê uva, peúva, piuva.
Características – espécie decídua que atinge de 10 a 20 m de altura.  Tronco roliço revestido de casca parda-acinzentada, rugosa, finamente fissurada vertical e transversalmente, gerando placas persistentes, com 40 a 80 cm de diâmetro.  Os ramos dicotômicos, tortuosos e grossos formam uma copa moderadamente ampla e globosa. Ramos novos cobertos de pêlos. Folhas digitadas, opostas, longamente pecioladas, 5 a 7 folíolos oblongos, coriáceos, com margem com pequenos dentes e ápices agudos, de coloração verde-escura.  Flores arroxeadas pouco pilosas. São muito abundantes, nascendo nos ramos ainda sem folhas, com lenho adulto. O cálice é pequeno, campanulado e a corola campanulada-afunilada.  Fruto cápsula, seco e deiscente, é linear ou sinuoso, estriado, muito longo de 9 a 47 cm de comprimento, com sementes em grande quantidade, grandes e aladas. Medem de 2,5 a 3,0 cm de comprimento e cerca de 6 a 7 mm de largura. São acastanhadas e membranáceas mais ou menos brilhantes e delicadas. Para cada quilo obtém-se 29.000 sementes.
Habitat - formações florestais do complexo atlântico e ocasionalmente no cerradão e na caatinga.

ipe roxo
Propagação – sementes
Madeira – muito pesada, dura e de ótima durabilidade, resistente ao ataque de insetos e ao apodrecimento. Estas características as tornam moderadamente difícial de trabalhar, principalmente com ferramentas manuais, que perdem rapidamente a afiação. Coloração escura e alburno claro. A superfície é pouco brilhante, lisa e de aspecto oleoso. É considerada “madeira de lei”.
Utilidade – madeira usada em obras externas como mourões, pontes e dormentes; na construção civil como vigas, caibros e assoalhos e na confecção de carroçerias e bengalas. Indicada para paisagismo em geral, reflorestamento e regeneração de áreas degradadas em locais sem inundações. É muito usado em medicina popular. Da entrecasca faz-se um chá que é usado no tratamento de gripes e depurativo do sangue. As folhas são utilizadas contra úlceras sifilíticas e blenorrágicas. A espécie também tem propriedades anticancerígenas, anti-reumáticas e antianêmicas. Também é usado como recurso medicinal para tratamento de diabetes mellitus.
Florescimento – julho a setembro com a árvore totalmente desprovida de folhagem. No período que antecede a floração, as folhas caem e surgem no ápice dos ramos magníficas panículas com numerosas flores tubulosas, de coloração rósea ou roxa, perfumadas e atrativas para abelhas e pássaros.
Frutificação – setembro a novembro

jabuticabeira

JABUTICABEIRA (Myrciaria cauliflora)

Ocorrência – é espontânea em grande parte do Brasil, com mais freqüência em Minas Gerais , Espirito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, mas pode também ser encontrada em outras regiões do país, como na Bahia, ou em Pernambuco, Paraíba, Ceará, Pará, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Outros nomes - jabuticaba, fruita, jabuticaba-preta, jaboticaba, jabuticaba-açu, jabuticaba-do-mato, jabuticaba-paulista, jabuticaba-sabará, jaboticabeira
Características – espécie perenifólia, de porte médio, podendo chegar a 7 m de altura. Tronco ramificado, de casca fina e muito lisa, que se descama anualmente em placas. Folhas glabras, brilhantes, pequenas, de 3 a 5 cm de comprimento, lanceoladas, avermelhadas quando novas, com glândulas translúcidas. Flores brancas, pequenas, presas diretamente no caule e ramos (caulifloria). Fruto baga globosa, de até 3 cm de diâmetro, casca de avermelhada a quase preta com polpa mucilagenosa, branca, agridoce, comestível, saborosa, com uma única semente. Não suporta estiagens prolongadas e geadas fortes. É uma árvore de grande longevidade. Comumente demora para dar os primeiros frutos, mas quando começa não pára mais, e quanto mais velha, melhor e mais produtiva. Um grama de semente pode conter de 40 a 50 unidades.
Habitat - formações florestais do complexo atlântico e das florestas estacionais semideciduais
Propagação – sementes, estaquia, mergulhia e por enxertia

Madeira – moderadamente pesada, compacta, elástica, dura, de longa durabilidade quando protegida de intempéries.
Utilidade – fruta consumida ao natural ou como geléias. A polpa fermentada produz licor. A casca é adstringente, útil contra diarréia e irritações da pele. A madeira é utilizada para utensílios domésticos pela elevada durabilidade, para o preparo de vigas, esteios, dormentes e obras internas. É uma planta elegante de folhas pequenas e atinge seu "auge" como planta ornamental durante a floração e frutificação. É uma planta própria para o quintal ou pomar.
Florescimento – agosto a setembro
Frutificação - setembro a novembro. A planta inicia produção entre o quinto e o oitavo ano, e a produção pode prolongar-se por 30 anos ou mais.
Cuidados - apesar de todas as suas qualidades, do sabor tão apreciado e da abundância de frutos que oferece a cada floração, a jabuticabeira continua sendo, até hoje, uma fruteira quase exclusiva de pomares caseiros ou de pequenas plantações. Ou seja, não se encontram pomares verdadeiramente comerciais de jabuticabas. Os dois principais fatores que restringem a expansão de sua cultura são, em primeiro lugar, os custos e as dificuldades de uma colheita num pomar com muitas árvores; e, em segundo, a precariedade da conservação de seus frutos, uma vez que o fruto deve ser colhido pronto para o consumo e que a sua fermentação inicia-se praticamente no mesmo dia da colheita.

JACARANDÁ (Dalbergia nigra)

Ocorrência – do sul da Bahia até São Paulo
Outros nomes - jacarandá da bahia, jacarandá preto, caviúna, cabiúna, cabiúna rajada, cabiúna do mato, graúna, caviúno, jacarandá cabiúna, jacarandá caviúna, jacarandá una, pau preto, jacarandazinho.
Características – espécie decídua, com 12 a 25 m de altura. Tronco com 40 a 80 cm de diâmetro, casca fina, pardo-acinzentada, que se descama em placas longitudinais, aparecendo a madeira avermelhada-escura.  Folhas compostas, imparipinadas, folíolos oblongos, pilosos quando novos e depois tornam-se glabros.  Flores pequenas, violáceas e perfumadas.  Fruto sâmara, oblongo, com pedicelo longo, glabro, com venação reticulada, indeiscente, com sementes achatadas, negras e lisas. Um kg de frutos (vagens) contém até 10.000 unidades.
Habitat - formações florestais do complexo atlântico
Propagação – sementes
Madeira – madeira de coloração parda-escura-arroxeada com listras pretas, superfície lisa ao tato, irregularmente lustrosa, pesada, dura, resistente e de longa durabilidade em ambiente natural.
Utilidade – madeira muito usada no passado, na confecção de móveis de luxo, objetos decorativos e instrumentos musicais.  Foi a mais valiosa das madeiras nacionais, mundialmente conhecida na fabricação de pianos, estando hoje quase extinta devido a exploração sem limites.  Pela sua raridade é utilizada atualmente no paisagismo.
Florescimento – setembro a novembro
Frutificação – agosto a setembro

jacaranda

jatoba

JATOBÁ (Hymenaea courbaril)

Ocorrência – do Piauí até o norte do Paraná.
Outros nomes – jitaí, jutaí, jutaí açú, jatobeiro, jatobá mirim, jataí, jataí peba, jataí amarelo, jataí vermelho, jataíba, burandã, farinheira, burandã imbiúva, jatobá miúdo, jatobá da catinga.
Características – espécie semidecídua, com 15 a 20 m de altura, e tronco com até 1 m de diâmetro, retilíneo com casca castanha-acinzentada e lisa.  Folhas compostas, alternas, elípticas a ovais pergaminosas a coriáceas de 2 folíolos brilhantes de 6 a 14 cm de comprimento. Apresenta inflorescência (cima) terminal com várias flores de coloração branca. Possui fruto (legume) oblongo, castanho , indeiscente, com cerca de l0 cm de comprimento, com 3 a 8 sementes envoltas numa polpa amarelo-pálida, farinácea, doce e comestível.
Habitat - cerrado e cerradão
Propagação – sementes
Madeira – vermelha-escura, muito pesada, dura, difícil de ser trabalhada e altamente resistente ao apodrecimento.
Utilidade – o fruto é consumido "in natura" e sua polpa é aproveitada para fazer farinha. Apresenta uso medicinal, sua resina e entrecasca é usada para problemas respiratórios. A madeira pode ser u sada na confecção de móveis, peças torneadas, engenhos, tonéis, carroçerias e vagões; na construção civil como vigas,  caibros,  assoalhos  e esquadrias. Pelo ferimento

de seu tronco fornece uma resina conhecida como "jutaicica" ou "copal" empregada na indústria de vernizes. Sua casca fornece corante amarelo. Sua resina, folhas e sementes são utilizadas na medicina caseira. A polpa das sementes é rica em cálcio e magnésio e além de fornecer alimento a fauna, é ótima para alimentação humana. Seus frutos são comercializados em feiras regionais de todas as regiões onde ocorre esta planta.
Florescimento – outubro a dezembro
Frutificação – julho a janeiro

JENIPAPEIRO (Genipa americana)

Ocorrência – desde o Amazonas até São Paulo
Outros nomes – jenipapo, jenipá, jenipapinho, janipaba, janapabeiro, janipapo, janipapeiro.
Características – árvore elegante de médio a grande porte com 8 a 14 m de altura. Copa ramificada e bastante frondosa, com galhos pendentes e fracos. Folhas simples, opostas cruzadas, pecíolos curtos, obovadas até oblongas, ápice afilado ou arredondado, base estreita, sub-coriácea, glabras, com até 35 cm de comprimento. Flores grandes, hermafroditas, na forma de tubos longo, com 5 pétalas, brancas logo que se abrem passando a amareladas, levemente aromáticas, reunidas em grupos terminais axilares, às vezes poucas ou apenas uma flor. Fruto baga, globosa, grande, entre 8 a 12 cm de comprimento e 6 a 9 cm de diâmetro, amarelada quando madura, aromática, com polpa delicada, de coloração vinosa-escura e sabor adocicado, com numerosas sementes pardas e achatadas. Os frutos são dispersos pela fauna silvestre e também pela água dos rios. As sementes medem 0,5 cm e são de coloração marron claro. Um Kg contém entre 14.000 e 20.000 sementes.
Habitat - em várias formações florestais, principalmente aquelas situadas em várzeas úmidas ou encharcadas, pois vegeta melhor onde há abundância de água no solo.

jenipapo
Propagação – sementes
Madeira – relativamente pesada, forte, bastante flexível, fácil de trabalhar e de longa durabilidade quando não exposta ao solo e à umidade.
Utilidade – espécie de ampla utilização, tanto pela madeira usada em construção civil e naval, marcenaria, na confecção de estatuetas, gamelas, raquetes, cabos, ferramentas e colheres de pau e extrativos químicos tintoriais empregados em tecidos, artefatos de cerâmica e tatuagem. Os frutos são usados na alimentação humana, no tratamento de anemias, nas fraquezas em geral, do fígado e baço e escorbuto, provocando ligeiro efeito diurético. A raíz é purgativa e a emulsão das sementes piladas constitui um vomitório rápido e energético. Ácido para ser consumido ao natural, mas utilizado como matéria-prima alimentícia de doce, licor, xarope, vinho e quinino.
Florescimento – outubro a dezembro
Frutificação – janeiro a março

jequitiba branco

JEQUITIBÁ BRANCO (Cariniana estrellensis)

Ocorrência – Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo
Outros nomes – jequitibá, estopeira, estopeiro, pau estopa, pau de cachimbo, jequitibá rei, estopa, cachimbeiro, bingueiro, mussambê, coatinga, coatingua, jequitibá vermelho
Características – espécie semidecídua de 25 a 50 m de altura. Tronco reto, podendo chegar a mais de 2 m de diâmetro, provido de casca pardacenta, grossa, rúgida e fendida verticalmente. Folhas alternas, simples, elípticas a lanceoladas, ápice acuminado, margens serreadas, de 5 a 12 cm de comprimento e 3 a 6 cm de largura, com pecíolo levemente alado. Flores brancas, com cerca de 7 mm de comprimento. Apresenta fruto cápsula cilíndrica, lisa, com bordo apical provido de espinhos, do tipo pixidio, de 5 a 9 cm de comprimento, com sementes aladas. Cada fruto contém 20 a 35 sementes. O fruto é de decomposição lenta, uma vez caído no solo. Sementes de cor castanha, com a testa expandida em asa membranácea, até 4cm de comprimento e núcleo seminal basal mais ou menos piriforme com 1,2cm de comprimento e 0,6cm de largura. Um Kg de sementes contém 12.000 unidades.
Habitat - formações florestais do complexo atlântico e nas florestas estacionais, sendo comum em planícies e ao longo dos rios, em solos úmdos e profundos.
Propagação – sementes

Madeira – semelhante a C. legalis, porém de qualidade superior e de maiores dimensões, no entanto com baixa resistência em ambientes externos.
Utilidade – madeira usada na confecção de móveis, molduras e guarnições internas, forros, lambris, peças  torneadas, cabos de ferramentas, esquadrias, painéis, compensados, embalagens, brinquedos e canoas e, quando preservada, pode ser usada em aplicações externas. As folhas e casca produzem tanino para curtimento de couros. O fruto é muito usado na confecção de cachimbos. Produz papel de boa qualidade, além de ser usada no paisagismo de parques e jardins.
Florescimento – outubro a dezembro
Frutificação - julho a setembro

JEQUITIBÁ ROSA (Cariniana legalis)

Ocorrência – de Pernambuco a São Paulo
Outros nomes - jequitibá-vermelho, pau-carga, sapucaia-de-apito, pau-de-cachimbo, jequitibá cedro, jequitibá de agulheiro, estopa, jequitibá grande, pau caixão, congolo de porco, caixão.
Características – árvore semidecídua muito alta com 30 a 50 m de altura, tronco retilíneo, cilíndrico, com casca muito grossa, pardacenta, rígida, profundamente sulcada, de 70 a 100 cm de diâmetro. Exemplares centenários são comuns em muitas matas, onde a altura pode se aproximar dos 55 m e o diâmetro na base do tronco pode ultrapassar 2 m. É uma das árvores mais altas da flora brasileira e certamente a mais alta da Mata Atlântica. Folhas membranáceas, alternas, simples, oblongas, com bordos ligeiramente serreados e base da lâmina foliar com pequena dobra voltada para a face inferior, de 4 a 7 cm de comprimento que adquirem tonalidades róseo-avermelhadas quando novas. Flores dificilmente alcançando 1 cm de comprimento, numerosas no ápice dos rmaos brancacentos. Os frutos são cápsulas lenhosas com formato semelhante à de um cachimbo, de 4 a 7 cm de comprimento, com sementes aladas, que liberam as sementes por uma abertura em sua extremidade distal quando maduros. Um kg de sementes contém aproximadamente 22.470 unidades.
Habitat - mata atlântica clímax

jequitiba
Propagação – sementes
Madeira – madeira leve, macia, superfície irregularmente lustrosa e um pouco áspera, de baixa resistência ao ataque de organismos xilófagos quando exposta em condições adversas.
Utilidade – madeira usada para construção civil em obras internas como assoalhos e esquadrias , para confecção de contraplacados, móveis, brinquedos, lápis, salto de calçados, cabos de vassouras, etc. Suas sementes são o alimento preferido dos macacos. O tanino de sua casca é empregado no curtimento de couros, e sua casca também tem grande poder desinfetante. A árvore, apesar de seu grande porte, é ótima para a arborização de parques e grandes jardins. Esta árvore, pelo tamanho monumental, é admirada por todos a ponto de ter sido escolhida como árvore símbolo do estado de São Paulo e ter emprestado seu nome para designar cidades, palácios, parques, ruas e bairros em todo o sudeste do país.
Florescimento – dezembro a fevereiro
Frutificação – agosto a setembro

maçaranduba

MAÇARANDUBA (Manilkara huberi)

Ocorrência – Região Amazônica, do Pará ao Amazonas.
Outros nomes – maçaranduba amarela, maçaranduba de leite, maçaranduba mansa, maçaranduba preta, maçaranduba verdadeira, paraju, maçaranduba de terra firme, bully tree
Características – árvore com cerca de 40 a 50 m de altura. É a verdaedeira maçaranduba. Copa arredondada e aberta. Tronco erecto e cilíndrico com 1 a 3 m de diâmetro, com raízes tabulares (sapopemas) e casca profundamente fissurada. Folhas simples, grandes, amarelas na face inferior, concentradas nas extremidades dos ramos, coriáceas, distintamente discolores, glabras na face superior e densa e minutamente pubérula com pelos pálido-amarelados formando uma película na face inferior, de 12 a 25 cm de comprimento por 5 a 9 cm de largura, sobre pecíolo glabro de 35 a 65 mm , com a nervura principal impressa na face superior e saliente na inferior, com 30 a 35 pares de nervuras secundárias. Inflorescências em fascículos axilares com 10 a 15 flores, sobre pedicelos de 2 a 4 cm . Fruto baga globosa, glabra, com polpa carnosa e adocicada, contendo de 1 a 4 sementes. Um Kg de sementes contém aproximadamente 2.800 unidades.
Habitat – florestas de terra firme com até 700 m de altitude
Propagação – sementes
Madeira – é a espécie do gênero mais valorizada devido sua madeira, que é muito pesada, dura e resistente.
Utilidade – a madeira é usada principalmente na construção externa, dormentes, pisos industriais, moirões, cruzetas, pontes, caibros, vigas, assoalhos, tacos, etc. Seu látex é comestível e consumido como substituto do leite de vaca. O fruto é comestível e, às vezes, comercializado. É muito apreciado por aves.
Florescimento – abril a junho e outubro a novembro
Frutificação – setembro a outubro e janeiro a fevereiro
Ameaças - é muito interessante economicamente e conseqüentemente muito explorada. Caso não haja um manejo adequado, daequi a 30 anos é provável que não haja estoque de árvores grandes de maçaranduba


MANACÁ DA SERRA (Tibouchina mutabilis)

Ocorrência – Rio de Janeiro a Santa Catarina
Outros nomes - manacá, cuipeuna, manacá-da-serra-anão
Características – árvore de 6 a 12 m de altura com tronco de 20 a 30 cm de diâmetro. Copa arredondada de mais ou menos 4 metros de diâmetro. Folhas pilosas, rígidas, de 8- 10 cm de comprimento por 3- 4 cm de largura, verde-escuro com nervuras longitudinais bem visíveis. Suas flores mudam de cor à medida que envelhecem. No início da floração Possuem cor branca, ficando lilás escuro com o passar do tempo. Sua florada é deslumbrante e não passa desapercebida.
Habitat – Mata Atlântica
Propagação – sementes
Madeira – moderadamente pesada, macia, muito atacada por insetos xilófagos.
Utilidade – a madeira apesar de ser de qualidade inferior é empregada para vigas, caibros, obras, internas, postes, esteios e moirões para lugares secos. Muito ornamental, pode compor lindas paisagens. Indicada para reflorestamentos mistos de áreas degradadas.
Florescimento – novembro a fevereiro
Frutificação – fevereiro a março

manaca

mangue branco

manguezal

MANGUE BRANCO (Laguncularia racemosa)

Ocorrência – litoral brasileiro, do Amapá a Santa Catarina
Outros nomes – tinteira, mangue manso, mangue verdadeiro, mangue de cortume
Características – espécie que apresenta pneumatóforos. Folha, oblonga ou elíptica, com pecíolo vermelho, com dois pontinhos na parte superior, que na verdade são glândulas vestigiais, uma em cada pecíolo junto à folha. Esta característica proporciona a fácil identificação em campo. Flores pentâmeras, pequenas de coloração branca esverdeadas. O seu sistema radicular também se forma perpendicular à superfície do solo, desenvolvendo pneumatóforos. Estas estruturas são menores e mais grossas do que em Avicennia . O sistema radicular é radial superficialOs mangues brancos localizam-se mais para o interior do manguezal. Possuem glândulas de secreção de sal nas suas folhas por onde libertam o excesso de sal. Atualmente, pensa-se que a queda de folhas é mais um meio de eliminação do excesso de sal.
Habitat - manguezais
Propagação – sementes, rebrotas e mudas
Madeira – coloração marron esverdeada escura, textura moderadamente fina, resistente a xilófagos
Utilidade – a madeira é utilizada para energia (lenha) e pequenas construções de pesca como cercos, etc. A casca e folhas são usadas para se extrair o tanino e para fins medicinais.
Florescimento – janeiro a março
Frutificação – fevereiro a abril
Cuidados - a legislação determina que o mangue é Área de Preservação Permanente. Os manguezais estão incluídos em diversas leis, decretos, resoluções. Os instrumentos legais impõem ordenações de uso e ações em áreas de manguezal.
Ameaças – destruição do habitat, pesca predatória, a captura de caranguejos durante a época de reprodução das espécies, ocupação desordenada do litoral, aterros e desmatamentos.


MANGUE PRETO (Avicennia schaueriana)


Ocorrência – litoral brasileiro, do Amapá a Santa Catarina
Outros nomes – siriúba, sereíba, canoé
Características – apresenta raízes horizontais e radiais a poucos centímetros abaixo da superfície, de onde surgem os pneumatóforos, que crescem verticalmente para propiciar melhor condição de respiração às plantas, expondo-se como "palitos" para fora do solo. Estas estruturas são importantes para as trocas gasosas entre a planta e o meio pois possuem pequenos "poros" chamados lenticelas . O tronco possui casca lisa, com tonalidade castanho-clara e quando raspado tem uma tonalidade amarelada, as folhas são esbranquiçadas na parte inferior devido a presença de minúsculas escamas e dão frutos com geometria assimétrica.
Habitat - manguezais
Utilidade – a madeira é utilizada para a construção de canoas de tronco único e, na flora medicial, possui importância no tratamento de erupções da pele. É utilizada pelas conhecidas curandeiras que aproveitam os vegetais do mangue para a cura de diversas moléstias, através de suas propriedades bactericidas e adstringentes.
Cuidados - a legislação determina que o mangue é Área de Preservação Permanente. Os manguezais estão incluídos em diversas leis, decretos, resoluções. Os instrumentos legais impõem ordenações de uso e ações em áreas de manguezal.
Ameaças - destruição do habitat, pesca predatória, a captura de caranguejos durante a época de reprodução das espécies, ocupação desordenada do litoral, aterros e desmatamentos.

mangue preto

siriuba


mangue vermelho

MANGUE VERMELHO (Rhizophora mangle)

Ocorrência – litoral brasileiro, do Amapá a Santa Catarina
Outros nomes – mangue bravo, mangue verdadeiro, sapateiro, gaiteiro, apareíba, guaparaíba, guapereiíba, mangueiro
Características – árvore de 6 a 12 m de altura, apresenta raízes-escora ou rizóforos, que dão estabilidade e raízes adventícias, que brotam de troncos e galhos em forma de arco para o substrato. Quando raspado, mostram uma tonalidade avermelhada. Folhas simples, rijas e coriáceas, inteiras, levemente mais claras na face inferior, de 8 a 10 cm de comprimento. Flores pequenas de cor branco-amarelada, reunidas em inflorescências axilares. Os frutos são do tipo baga alongada, coriácea, de cerca de 2,2 cm de comprimento, pêndulas e de cor  acinzentada, contendo

uma única semente. Esta germina quando ainda dentro do fruto e que ao se desprender da planta enterra a radícula no lôdo. Quando em ramo muito próximo do chão, chega a tocar e penetrar o solo antes mesmo de se desprender da planta. Se adaptam bem às águas com salinidade de 50%0.
Habitat - manguezais
Propagação – as estruturas reprodutivas são chamadas propágulos e amadurecem presas à planta-mãe quando, então, caem como lanças apontadas para baixo, fixando-se no solo durante a maré baixa.
Utilidade – madeira muito utilizada para a confecção de lastros de camas, cercas e cobertura de palhoças, apropriada para uso em construção civil, principalmente para de vigas de pequeno porte, caibros e esteios , assim como na curtição de couro e adição em barro para fabricação de utensílios. É ótima para obras imersas, onde é quase imputrescível. Também usada para trabalhos de torno, peças de resistência, cabos de ferramentas, lenha e carvão. A casca, com mais de 30% de tanino, é largamente empregada na industria de curtume, conferindo aos couros bela coloração amarela. O tanino também serve para proteger redes de pesca e velas de embarcações do envelhecimento, pois torna suas fibras mais resistentes ao apodrecimento, que é muito acelerado em regiões costeiras. As folhas, além de também usadas em curtume, são aproveitadas na medicina caseira como adstringente poderoso. Para essa função, contudo, são a casca e raízes muito mais usadas. A existência dessa espécie nos manguezais é fundamental para o equilíbrio desse  frágil e importante ecosistema.
Florescimento – agosto a novembro
Frutificação – setembro a dezembro
Cuidados - a legislação determina que o mangue é Área de Preservação Permanente. Os manguezais estão incluídos em diversas leis, decretos, resoluções. Os instrumentos legais impõem ordenações de uso e ações em áreas de manguezal.
Ameaças - destruição do habitat, pesca predatória, a captura de caranguejos durante a época de reprodução das espécies, ocupação desordenada do litoral, aterros e desmatamentos.
mangue

mogno

MOGNO (Swietenia macrophylla)

Ocorrência – Região Amazônica incluindo Mato Grosso, Goiás, Maranhão e Tocantins.
Outros nomes - aguano, araputanga, cedro-i, mogno brasileiro
Características – espécie clímax, semidecídua, com 20 a 30 m de altura, tronco reto, com casca parda-avermelhada-escura, grossa, escamante em placas e 80 cm de diâmetro.  Árvores mais velhas, porém, podem ter troncos com até 2 m de diâmetro. Folhas compostas, paripinadas, com 8 a 10 folíolos oblongos, peciolados, levemente reticulados e pilosos, com 7 a 15 cm de comprimento.  Flores brancas.  Fruto cápsula, lenhoso, ovóide, de coloração castanha-clara, grande, com cerca de 20 cm de comprimento, que se abre em 5 partes, liberando as sementes aladas muito leves, com aproximadamente 12 cm , de coloração marron claro. Um kg de semente com as asas contém cerca de 2.300 unidades.
Habitat – floresta de terra firme
Propagação – sementes
Madeira – com coloração castanha-clara, levemente amarelada, superfície lisa, lustrosa e brilhante, medianamente pesada, dura e de alta durabilidade e resistência ao ataque de cupins.
Utilidade – madeira muito usada na confecção de móveis de luxo, instrumentos musicais, artigos de decoração e acabamentos internos na construção civil, como esquadrias e assoalhos. Se adaptou muito bem no sudeste do país, onde é muito utilizada na arborização urbana.
Florescimento – novembro a janeiro
Frutificação – setembro a novembro
Ameaças - devido à exploração intensa para o mercado interno e exportação, se não controlada com urgência, levará a extinção da espécie.

OITI (Licania tomentosa)

Ocorrência – do Piauí ao norte do Espírito Santo e vale do Rio Doce em Minas Gerais
Outros nomes – oiti da praia, guaili, oiti cagão, oiti mirim, oitizeiro
Características – espécie que atinge altura máxima de 15 m , com tronco de 30 a 50 cm de diâmetro. Copa frondosa e as raízes não são agressivas. As folhas são simples, alternas, elípticas, alongadas, de 7 a 14 cm de comprimento por 3 a 5 cm de largura, pilosas em ambos os lados e de cor verde-clara, quando novas, tornado-se glabras, a pilosidade se destaca quando esfregamos a folha. Quando completamente formadas possuem bordas lisas, superfície lisa e brilhante, cor verde-escura e persistente durante o ano todo. As flores são pequenas e brancas, produzidas em inflorescências (cachos) e resultam  na formação de grande quantidade

oiti

de frutos por planta. Os frutos, quando maduros, apresentam coloração amarela. A planta produz grande quantidade de frutos de tamanho médio, polpa fina, forma ovalada, com cerca de 5 cm de comprimento e a maior parte tomada por um grande caroço bem resistente, que é a semente, envolta em massa amarela, pegajosa e fibrosa, aroma agradável e saborosa. Um Kg de sementes contém aproximadamente 84 unidades.
Habitat – floresta pluvial atlântica
Propagação – sementes
Madeira – pesada, dura, resistente, de longa durabilidade.
Utilidade – fornece ótima sombra, devido à sua copa frondosa, sendo por isso perfeita para plantio em praças, jardins, ruas e avenidas, principalmente em regiões litorâneas. F rutos comestíveis, com amêndoas ricas em óleo e muito procurados pela fauna. A madeira é usada para postes, estacas, dormentes e construções civis. Indicada para reflorestamentos mistos de áreas degradadas.
Florescimento – junho a agosto
Frutificação - janeiro a março

paineira

PAINEIRA (Chorisia speciosa)

Ocorrência – da Paraíba ao Rio Grande do Sul
Outros nomes – paineira rosa, árvore de paina, paina de seda, árvore de lã, barriguda, paineira fêmea, paineira de espinho, paineira branca
Características – árvore decídua que atinge 30 m de altura, com tronco retilíneo e cilíndrico, cinzento-esverdeado, com engrossamento próximo à base (barriga), 80 a 120 cm de diâmetro. Apresenta acúleos grandes e piramidais na casca, principalmente nos ramos jovens. Copa ampla, muito ramificada, provida de densa folhagem durante o verão. Folhas alternas, digitadas, com 5 a 7 folíolos peciolulados, glabros, elípticos, com margem serreada e nervura central proeminente em ambas as faces, com 6 a 12 cm de comprimento e 2 a 6 cm de largura. Pecíolo de 4 a 15 cm de comprimento. Flores solitárias axilares, corola de coloração rósea a arroxeada. Fruto cápsula globosa, de forma bastante variável, redonda ou alongada, geralmente oblonga, lisa, coriácea, brilhante, com 12 a 22cm de comprimento e 4 a 8 cm de diâmetro, cinco lóculos deiscentes, de cor parda, com numerosas sementes  envoltas  por  pêlos brancos (paina), se abre
quando maduro liberando boa quantidade de paina-sedosa, entremeada com as sementes que são carregadas pelo vento. Cada fruto produz, em média, 120 sementes marrom-escuras a pretas, pequenas, achatadas, redondas, envoltas pela paina, muito leves, elásticos e lustrosos, dispostas em cinco fileiras. As sementes contêm óleo. A paina é uma fibra fina e sedosa, mas pouco resistente. Um Kg de sementes contém 5.700 unidades.
Habitat - formações florestais do complexo atlântico e nas florestas estacionais deciduais e semidecimais ao longo dos cursos d'água.
Propagação – sementes
Madeira – leve e mole, de baixa densidade quando jovem e maior na fase adulta, de pouca durabilidade, fácil de trabalhar.
Utilidade – madeira usada na fabricação de canoas e para caixotaria, com potencial para a produção de pasta celulósica. A paina serve para encher colchões, travesseiros e almofadas. Pela sua rusticidade e beleza de floração e devido ao tronco grosso e a paina branca presa à planta, é muito utilizada para a ornamentação de parques e ruas. É ótima para plantios mistos em áreas degradadas.
Florescimento – dezembro a abril
Frutificação – agosto a setembro

PATA DE VACA (Bauhinia forficata)

Ocorrência – do Piauí até o Rio Grande do Sul
Outros nomes - casco de vaca, mororó, pata de boi, unha de boi, unha de vaca
Características – espécie que atinge até 9 m de altura, com tronco tortuoso, de 30 a 40 cm de diâmetro e ramos jovens com dois espinhos curvos como estípulas na base do pecíolo. Folhas compostas, com 2 folíolos germinados que, no conjunto, tomam a forma que lembra o casco de boi, glabras ou levemente pubescentes na face dorsal, nervuras proeminentes na região superior, coriáceas, lisa, brilhante na face superior, com glândula na base, bordos lisos, de 8 a 12 cm de comprimento. Inflorescência em cacho terminal, com flores grandes, longas, estreitas estriadas, rugosas e brancas. Fruto vagem alongada, pontiaguda, marrom-acizentado, de até 20 cm de comprimento por 2,5 cm de largura, com deiscidência elástica, de valvas lignificadas, abrindo-se em duas partes, com cinco a dez sementes, que se abre, liberando as sementes de coloração castanho a pretas, achatadas, com poros, medindo 1 cm de comprimento. Um Kg de sementes contém aproximadamente 15.100 unidades.
Habitat - formações florestais do complexo atlântico e nas matas de planalto.
Propagação – sementes
Madeira – moderadamente pesada, mole, de baixa durabilidade quando exposta ao tempo.
Utilidade – eficazmente utilizada no tratamento da diabete. Suas folhas, cascas, lenhos e raízes são usadas no tratamento das afecções urinárias. As flores novas possuem ação purgativa. As raízes em decocto funcionam como vermífugo.
Florescimento – outubro a janeiro
Frutificação - junho a agosto

pata de vaca


pau brasil

PAU BRASIL (Caesalpinia echinata)

Ocorrência – do Ceará ao Rio de Janeiro. Atualmente sua presença pode ser notada apenas nos estados da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Outros nomes - ibirapitanga, orabutã, arabutá, brasileto, ibirapiranga, ibirapita, ibirapitã, muirapiranga, pau-rosado, pau-pernambuco
Características – espécie semidecídua com 8 a 12 m de altura. Consta ter existido no passado exemplares de até 30 m de altura e diâmetro de 50- 70 cm . Um exemplar antigo cultivado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro possui 25 m de altura e 60 cm de diâmetro. Seus ramos terminais, folhas e frutos são providos de pequenos espinhos. Folhas compostas duplamente pinadas (bipinadas) com 5 a 6 pares de pinas, cada uma com 6 a 10 pares de folíolos, com 1 a 2 cm de comprimento. Seu tronco é áspero e descamante através de placas de forma irregular, deixando mostrar por baixo uma superfície vermelho-alaranjada que contrasta com o restante da casca de cor cinza. Flores muito perfumadas, de cor amarela, que permanecem na planta por menos de uma semana. Frutos são vagens totalmente recobertas por espinhos que se formam logo após a floração e amadurecem deixando cair espontaneamente as sementes em menos de 50 dias. Um kg de sementes contém aproximadamente 3.600 unidades.
Habitat - floresta pluvial atlântica
Propagação – sementes
Madeira – muito dura, pesada, compacta, de grande resistência mecânica e praticamente incorruptível.
Utilidade – nos tempos coloniais a madeira era muito utilizada na construção civil e naval e para trabalhos de torno, pela coloração vermelho-laranja-vivo. Era também exportada em grande quantidade para extração de um princípio colorante denominado "brasileína" muito usado para tingir tecidos e fabricar tintas de escrever, representando a primeira grande atividade  econômica  do  país.  Sua  exploração  intensa  gerou
madeira
muitas riquezas para o reino e caracterizou um período econômico de nossa história, que estimulou a adoção do nome "Brasil" ao nosso país. Sua madeira, já muito escassa, é empregada atualmente apenas para a confecção de arcos de violino, sendo exportada para vários países exclusivamente para este fim. Á árvore, de qualidades ornamentais notáveis e de grande importância histórica para o país, é amplamente cultivada em todo o país com fins paisagísticos.
Florescimento – setembro a outubro
Frutificação – novembro a janeiro

PAU FERRO (Caesalpinia ferrea)

Ocorrência – do Piauí a São Paulo
Características – espécie semidecídua com 20 a 30 m de altura. Tronco cilíndrico, com casca marrom, lisa, descamante, resultando em trechos de coloração esbranquiçada, aparentando tronco de goiabeira. Folhas bipinadas, terminando em número par de folíolos. Flores com pétalas amarelas. Fruto legume indeiscente, reto, seco e de coloração marrom-escuro a negra.
Habitat - formações florestais do complexo atlântico
Propagação – sementes
Madeira – muito pesada, dura de longa durabilidade natural
Utilidade – a madeira é usada na construção civil como vigas e caibros. Usada também, como ornamental, pela beleza de seu tronco e sua copa. Indicada para reflorestamento de áreas degradadas.
Florescimento – novembro a fevereiro
Frutificação – julho a setembro

pau ferro

 

1 - 2 - 3

Topo