institucional educacao conservacao ecoacao cultura ecoligado


PAU JACARÉ (Piptadenia gonoacantha)

Ocorrência – Rio de Janeiro, Minas Gerais Mato Grosso do Sul até Santa Catarina.
Outros nomes – jacaré, angico branco, monjoleiro, monjolo, icarapé, casco de jacaré.
Características – espécie semidecídua com 8 a 20 m de altura. Tronco muito característico, suberoso, com placas quadrangulares, lembrando assim as costas de um jacaré, com 30 a 40 cm de diâmetro, ramos novos com cristas bem demarcadas, com acúleos. Folhas alternas, compostas bipinadas, com 30 a 50 pares de folíolos, pilosos. Flores numerosas, em inflorescência especiformes terminais, estames numerosos e aparentes, de branco a creme, nectário extrafolral na base do pecíolo. Fruto legume, membranáceo e achatado. Um Kg de sementes contém aproximadamente 18.000 unidades.
Habitat – floresta pluvial atlântica e florestas estacionais semideciduais
Propagação – sementes
Madeira – moderadamente pesada, dura ao corte e de média resistência ao ataque de pragas.
Utilidade – madeira usada para acabamentos internos, armação de movéis, miolos de portas e painéis, confecção de brinquedos, embalagens e principalmente para lenha e carvão, sendo considerada uma das melhores para produção de calor. Na época de floração é muito procurada por abelhas, além de ser utilizada na recuperação de áreas degradadas.
Florescimento – outubro a janeiro
Frutificação – setembro a outubro

pau jacare

pequi

PEQUI (Caryocar brasiliense)

Ocorrência – São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.
Outros nomes - piqui, pequizeiro, piquiá bravo, amêndoa de espinho, grão de cavalo, pequiá, pequiá pedra, pequerim, suari, piquiá.
Características – árvore semidecídua com 6 a 10 m de altura, com tronco tortuoso de 30 a 40 cm de diâmetro. Folhas compostas trifolioladas, opostas, com folíolos pubescentes com até 20 cm de comprimento, com bordos irregulares, com o lado inferior mais claro, recobertos por densa pilosidade, assim como as extremidades dos ramos. Ramos grossos normalmente tortuosos, casca cinzenta com fissuras longitudinais e cristas descontínuas. Flores com até 8 cm de diâmetro, são hermafroditas, compostas por cinco pétalas esbranquiçadas, livres entre si, com numerosos e vistosos estames. Os frutos são do tipo drupa com seus caroços envolvidos por uma polpa carnosa. O caroço é lenhoso e formado por grande quantidade de pequenos espinhos, que podem ferir dolorosamente a mucosa bucal quando ingerido por incautos. Um Kg de caroços contém aproximadamente 145 unidades.

Habitat - cerrado
Propagação – sementes
Madeira – moderadamente pesada, macia, resistente e de boa durabilidade natural.
Utilidade – madeira é própria para xilografia, construção civil e naval. Os frutos são comestíveis e apreciadíssimos pelas populações do Brasil Central. O caroço com a polpa (mesocarpo) é cozido com arroz, usada para preparo de licor e para extração de manteiga e sebo. Os frutos são também consumidos por várias espécies da fauna, que contribuem para a disseminação da espécie. É adequado para o paisagismo tanto para grandes parques como para pequenos jardins residenciais, pois seu porte não é muito avantajado.
Florescimento – agosto a novembro
Frutificação - setembro a fevereiro
Ameaças – destruição do habitat

PEROBA (Aspidosperma polyneuron)

Ocorrência – da Bahia até o Paraná
Outros nomes – peroba rosa, peroba amargosa, peroba rajada, peroba açu, sobro, peroba comum, peroba do rio, peroba paulista, peroba mirim, peroba miúda.
Características – árvore caducifólia de grande porte com 20 a 30 m de altura, pouco copada, muito esguia, com tronco de 60 a 90 cm de diâmetro, com casca rugosa acinzentada, com tecido protetor, de espessura variável e profundamente sulcada longitudinalmente. Ramos e folhas com látex branco. Folhas glabras, simples, alternas, obovadas a elíptico-oblongas, brilhantes na face superior, nervura central saliente e nervuras secundárias e terciárias proeminentes em ambas as faces, de 5 a 12 cm de comprimento e 2 a 4 cm de largura. Flores pequenas, brancas, hermafroditas e agrupadas em inflorescências terminais. Fruto folículo, castanho, oblongo a obovado, com lenticelas, seco, deiscente, geralmente achatados (às vezes atenuado na base), semilenhoso, com cerca de 4 a 6 cm de comprimento por 1 a 2 cm de largura, com uma crista mais ou menos proeminente, com duas a cinco sementes por fruto.  Sementes elípticas, com 2 a 4 cm de comprimento por 8 a 10 mm de largura, provida de núcleo seminífero basal de asa membranácea e parda, dispersas naturalmente pelo vento. Um Kg de sementes contém 11.000 e 14.000 unidades.
Habitat - floresta estacional semidecidual e floresta pluvial atlântica
Propagação – sementes
Madeira – coloração vermelha-rosada, uniforme ou com manchas escuras, de superfície sem lustre e lisa, pesada, dura e muito durável.
Utilidade – madeira de primeira qualidade, amplamente utilizada   na   construção   civil  como  vigas,   caibros,

peroba
assoalhos e escadas, em obras externas como postes e dormentes, na confecção de móveis pesados, carrocerias, vagões e em contruções navais. A casca é amarga e tida na medicina popular como tônica e febrífuga. Indicada para paisagismo e regeneração de áreas degradadas.
Florescimento – outubro a novembro
Frutificação – agosto a setembro
Ameaças - a super-exploração econômica levou a peroba-rosa ao estado de perigo. Para isso contribuiu a destruição dos ecossistemas de origem

peroba do campo

PEROBA DO CAMPO (Paratecoma peroba)



Ocorrência – Sul da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e norte do Rio de Janeiro
Outros nomes – peroba, peroba amarela, ipê, peroba tremida, ipê claro, peroba branca, perobinha, peroba manchada, peroba tigrina, ipê peroba, ipê rajado.
Características – árvore semidecídua com altura de 20 a 40 m, tronco com 40 a 80 cm de diâmetro. Folhas compostas, digitadas, 5 folíolos membranáceos, glabros, com 10 a 20 cm de comprimento por 3 a 7 cm de largura. Um Kg de sementes contém 16.700 unidades.
Habitat – Mata Atlântica
Propagação – sementes
Madeira – moderadamente pesada, dura, medianamente resistente, de boa durabilidade quando em condições adequadas.
Utilidade – a madeira é apropriada para mobiliário de luxo, revestimentos decorativos, laminados, esquadrias, tacos, assoalhos, rodapés, peças torneadas, vigas, caibros e construção naval. É ornamental podendo ser usada em paisagismo em parques, praças e grandes jardins.
Florescimento – setembro a novembro
Frutificação - setembro a outubro


PINHEIRO DO PARANÁ (Araucaria angustifolia)

Ocorrência – Minas Gerais, Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul
Outros nomes – pinhiero, araucária, pinho, pinho brasileiro, pinheiro brasileiro, pinheiro são josé, pinheiro macaco, pinheiro caiová, pinheiro das missões, curi, curiúva, paraná pine.
Características – árvore alta com 25 a 50 m de altura, dióica, com o tronco cilíndrico, de casca grossa, cuja superfície se desprende em placas cinzento-escuras, diâmetro variando de 90 a 180 cm. As árvores jovens tem a copa cônica, e as adultas têm um formato característico de taça. As folhas são simples, lanceoladas, glabras, coriáceas, verde-escuras, com o ápice espinescente, e medem de 3 a 6 cm de comprimento e de 4 a 10 mm de largura. Os indivíduos masculinos têm as flores distribuídas em cones terminais retos.  Nos indivíduos femininos as flores estão dispostas em cones (pinha) no ápice dos ramos, protegidos por numerosas folhas muito próximas umas das outras, cada cone com 10 a 150 sementes (pinhões). Um Kg de sementes contém aproximadamente 150 unidades.
Habitat – floresta de araucária
Propagação – sementes
Madeira – leve, macia, pouco durável quando exposta ao tempo.
Utilidade – já foi muito utilizada para exploração da madeira, o pinho, mas em função da exploração irracional, foi quase extinta, estando hoje sua exploração controlada pelo IBAMA. Os pinheiros novos são usados na composição de jardins e parques de grandes  dimensões,  devido  ao  porte  da  planta.   Os

pinheiro do parana
pinhões fornecem alimento nutritivo, e sua madeira tem grande potencial para produção de móveis, caixas, instrumentos musicais e para fabricação de papel.  A resina extraída pode ser utilizada na fabricação de produtos químicos. Os frutos são muito consumidos pela fauna.
Florescimento – setembro a outubro
Frutificação – abril a maio
Ameaças – destruição do habitat e corte indiscriminado

pitangueira

PITANGA (Eugenia uniflora)

Ocorrência – de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul
Outros nomes – pitangueira, pitangueira vermelha, pitanga roxa, pitanga branca, pitanga rósea, pitanga do mato.
Características – espécie semidecídua que pode chegar a 12 m de altura, com tronco tortuoso, irregular, liso com manchas claras acinzentadas, provenientes da eliminação da casca fina, em placas, com 30 a 50 cm de diâmetro. Folhas simples, opostas, ovadas ou ovado-oblongas, de bordos lisos, glabras, de coloração verde-escuro quando maduras e claras na brotação, brilhantes e sub-coriáceas, parcialmente caducas por ocasião do aparecimento das flores, com 3 a 7 cm de comprimento por 1 a 3 cm de largura. Flores brancas, reunidas em 2 a 6 feixes terminais ou na axila das folhas ou nos ramos, ligeiramente vistosas, pedicelo longo. Fruto baga, de vermelho-escuro até arroxeado, globoso, de superfície lisa, sépalas da flor persistentes no fruto, na forma de uma coroa apical, com 7 a 8 sulcos longitudinais. Rebrota intensamente das raízes, além de apresentar boa regeneração natural em locais favoráveis. Um Kg de sementes contém aproximadamente 2.350 unidades.
Habitat - formações florestais do complexo atlântico da floresta de encosta até a restinga e, nas matas do interior desses estados (floresta estacional semidecidual).

Propagação – sementes
Madeira – moderadamente pesada, dura, compacta, resistente, de longa durabilidade natural.
Utilidade – a s flores são melíferas e os frutos avidamente consumidos pelas aves, peixes e pelo próprio homem. Frutos de perfume agradável e sabor doce, usados ao natural, em geléias, doces, refrescos. Espécie muito cultivada em pomares domésticos e de grande potencial para reflorestamentos. Ainda é utilizada como ornamental.
Florescimento – agosto a novembro
Frutificação - outubro a janeiro

PRIMAVERA (Bougainvillea glabra)

Ocorrência – Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul até Santa Catarina.
Outros nomes - três-marias, buganvília, buganvile, sempre-lustrosa, santa-rita, ceboleiro, roseiro, roseta, pataguinha, pau-de-roseira, flor-de-papel, riso do prado, juvu, cansarina, primavera arbórea.
Características – trepadeira lenhosa, muito vigorosa, pode atingir 20 m de altura, cujo tronco chega a atingir 40 a 80 cm de diâmetro. Em seu habitat natural, a primavera cresce encostada em grandes árvores e utiliza-se delas como tutores, emitindo brotações muito vigorosas na vertical, até atingir o topo da árvore. Aí, então, abre-se em copa e suas folhas e flores se confundem com as da própria árvore que serviu de apoio. Desenvolve longos ramos, com espinhos recurvados. Folhas pequenas, lisas, membranáceas, levemente    alongadas    e   brilhantes   de   tamanhos

primavera
variados. As belas e coloridas "flores" da primavera não são exatamente as flores da planta: são brácteas (folhas modificadas) que envolvem as verdadeiras, e relativamente insignificantes. As verdadeiras flores são pequenas e projetadas, de coloração amarelo creme. Pode ser conduzida como arbusto, arvoreta, cerca-viva e como trepadeira, enfeitando com majestade pérgolas e caramanchões de estrutura forte. Resiste relativamente bem às geadas.
Habitat – Mata Atlântica e floresta estacional semidecidual.
Propagação – sementes, alporquia e estaquia.
Madeira – leve, mole, porosa, de baixa resistência ao apodrecimento
Utilidade – a madeira é utilizada como lenha. A árvore é extremamente ornamental, sendo amplamente utilizada em paisagismo. Útil na regeneração de áreas degradadas.
Florescimento – novembro a fevereiro
Frutificação – março a maio

quaresmeira

QUARESMEIRA (Tibouchina granulosa)

Ocorrência – Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais
Outros nomes - quaresmeira, flor-de-quaresma, quaresmeira-roxa, quaresma
Características – espécie semidecídua com 8 a 12 m de altura, tronco de 30 a 40 cm de diâmetro, com casca lisa e de coloração esbranquiçada. Copa densa, encorpada, globosa e baixa com vários ramos que quando mais jovens são levemente tetragonais. As folhas são simples e opostas geralmente descolores (com duas cores), de textura subcoriácea e coberta de pêlos em ambas as faces, com 15 a 20 cm de comprimento por 5 a 7 cm de largura. Uma característica marcante nesta planta e de outras que pertencem  à  mesma  família,  é  a  presença  de   três

nervuras paralelas em suas folhas. As flores possuem coloração róseo-arroxeada e na época de floração tomam toda a copa. O fruto é uma cápsula deiscente com muitas e minúsculas sementes. Um Kg de sementes contém aproximadamente 3.300.000 unidades.
Habitat – Mata Atlântica
Propagação – sementes
Madeira – moderadamente pesada, dura, de baixa durabilidade quando exposta à intempéries.
Utilidade – a madeira pode ser empregada para uso interno, confecção de objetos leves, brinquedos, caixotaria, etc. A árvore é muito ornamental, principalmente quando em floração. Pela beleza e pelo porte, não pode faltar em qualquer projeto de paisagismo. É ótima também para arborização de ruas estreitas sob redes elétricas, o que já vem sendo feito em muitras cidades do sudeste brasileiro. É uma planta pioneira de rápido crescimento sendo indicada para reflorestamento em áreas degradadas.
Florescimento – julho a agosto; dezembro a março
Frutificação – junho a agosto; abril a maio

ROXINHO (Peltogyne angustiflora)

Ocorrência – sul da Bahia até São Paulo
Outros nomes – pau roxo, guarabu, barabu, gurabu
Características – espécie com 15 a 25 m de altura, com tronco liso de 40 a 60 cm de diâmetro. Folhas compostas de 2 folíolos glabros de 8 a 15 cm de comprimento por 3 a cm de lagura. Um Kg de sementes contém aproximadamente 700 unidades.
Habitat – Mata AtLântica
Propagação – sementes
Madeira – moderadamente pesada, dura, fácil de trabalhar, com alta resistência ao ataque de xilófagos. Cerne de coloração roxa, escurecendo com a exposição ao ar.
Utilidade – a madeira é utilizada em marcenaria fina, para construções externas, como postes, dormentes, moirões, cruzetas, porteiras, pontes, construção civil, caibros, vigas, ripas, guarnições, tacos, tábuas, assoalhos, na confecção de tacos de bilhar, mancais, cubos de rodas, carrocerias, esquadrias, etc. Pode ser usada em paisagismo e na regeneração de áreas degradadas.
Florescimento – outubro a dezembro
Frutificação – setembo a outubro

roxinho

sabia

SABIÁ (Mimosa caesalpiniaefolia)



Ocorrência – Maranhão e região Nordeste do país até a Bahia
Outros nomes – cebiá, sansão do campo
Características – planta espinhenta com 5 a 8 m de altura, tronco com 20 a 30 cm de diâmetro. Folhas compostas bipinadas, geralmente com 6 pina opostas, cada uma com 4 a 8 folíolos glabros, de 3 a 8 cm de comprimento. Um Kg de sementes puras contém aproximadamente 22.000 unidades.
Habitat - caatinga
Propagação – sementes
Madeira – pesada, dura, compacta, superfície brilhante e lisa, de grande durabilidade, mesmo quando exposta à umidade e enterrada.
Utilidade – madeira muito apropriada para usos externos, como moirões, estacas, esteios e para lenha e carvão. A árvore apresenta as características ornamentais, principalmente pela forma entouceirada que geralmente se apresenta, podendo ser empregada em paisagismo. É também muito utilizada como cerca viva defensiva e quebra ventos. É amplamente cultivada para produção de madeira na Região Nordeste do país. Como planta tolerante à luz direta e de rápido crescimento é ideal para reflorestamentos heterogêneos destinados a recomposição de áreas degradadas.
Florescimento – novembro a março
Frutificação – setembro a novembro


SALGUEIRO (Salix humboldtiana)

Ocorrência – Minas Gerais até o Rio Grande do Sul
Outros nomes – salseiro, salso salseiro, oeirana, chorão, salgueiro do rio
Características – espécie com 12 a 20 m de altura, com tronco de 40 a 60 cm de diâmetro. Ramos pendentes. Folhas simples, glabras, de 8 a 12 cm de comprimento por 4 a 8 mm de largura. Um Kg de sementes sem as plumas contém aproximadamente 3.500.000 unidades.
Habitat - em matas ciliares da floresta semidecídua de altitude e mata pluvial atlântica
Propagação – sementes
Madeira – leve, macia, de baixa resistência ao apodrecimento quando exposta
Utilidade – a madeira é usada em obras externas, caixotaria, construções rurais e pasta celulósica. Pode ser empregada em paisagismo e regeneração de áreas ciliares degradadas.
Florescimento – setembro a outubro
Frutificação – fevereiro a abril

salgueiro

sapucaia

SAPUCAIA (Lecythis pisonis)

Ocorrência – do Ceará ao Rio de Janeiro, com predominância nos estados do Espírito Santo e Bahia.
Outros nomes – castanha sapucaia, cumbuca de macaco, sapucaia vermelha (ES), marmita de macaco, caçamba do mato
Características – planta semidecídua com altura de 20 a 30 m com copa densa e ampla, tronco reto, casca espessa, dura e pardo-escura, com fissuras, com 50 a 90 cm de diâmetro. Folhas membranáceas, ovado-oblongas, margem serreada, nervação bem nítida na face superior glabras, parcialmente renovadas na seca. As folhas novas de cor rosa-avermelhada, juntamente com as flores de cor lilás, conferindo à sua copa beleza indescritível. Este espetáculo dura algumas semanas, atingindo o seu auge no final de outubro e passando lentamente para a cor verde normal. Somente árvores adultas (com mais de 8 anos) exibem esta característica. Flores grandes e de coloração branco-arroxeadas, bastante atraentes devido a uma estrutura cobrindo  os  órgãos  reprodutivos.  Uma  das  principais

curiosidades desta árvore é a forma de seu fruto, denominada botanicamente "pixídio" e popularmente conhecida como "cumbuca". Trata-se de uma cápsula lenhosa de forma globosa de 2 a 4 kg e até 25 cm de diâmetro, dotada de uma tampa na extremidade oposta ao cabinho de fixação que se descola e cai quando o fruto está maduro para permitir a liberação das sementes. As sementes ou "castanhas" são comestíveis e muito deliciosas. Seu sabor rivaliza com a "castanha-do-pará", contudo não é comercial porque a produção é muito baixa e muito perseguida pelos macacos e outros animais selvagens. Geralmente uma cumbuca média contém 6 a 12 castanhas elípticas, oleaginósas, com 6 cm de comprimento, as quais contém, afixadas em sua base, um arilo branco-amarelado de sabor adocicado e muito procurado pelos morcegos. Estes recolhem as castanhas com o arilo e as levam para árvores de copa densa para saborearem, deixando cair as castanhas após a remoção do arilo, constituindo-se assim nos disseminadores naturais desta espécie. Portanto, o melhor lugar para procurar as castanhas desta árvore não é sob a sua copa, mas sob as árvores próximas de copa densa e escura. O maior consumidor de suas castanhas, contudo, não é o homem, mas sim o macaco-sauá, que faz verdadeiras loucuras para consegui-las. Quando ainda fechadas, os macacos torcem as cumbucas como se fossem arrancá-las para acelerar a maturação. Quando parcialmente abertas, chegam a bater um fruto contra o outro na tentativa de forçar a liberação das castanhas e, segundo a lenda, dificilmente enfiam a mão dentro da cumbuca (pelo menos os mais experientes), porque isto pode prender sua mão ao contraí-la para apanhar as castanhas. Daí a expressão "macaco velho não põe a mão em cumbuca". Geralmente ficam afixadas na árvore mesmo após a queda das castanhas por vários meses. Um kg de sementes contém aproximadamente 180 unidades.
Habitat - mata atlântica
Propagação – sementes
Madeira – moderadamente pesada, dura, resistente, de grande durabilidade quando não enterrada.
Utilidade – a madeira era usada principalmente para vigamentos de construções rurais em geral, esteios, postes, estacas, tábuas para assoalhos, pontes, etc. As cumbucas são usadas na zona rural como utensílio para fins diversos, principalmente para vasos de plantas ou como adorno doméstico. As castanhas são comestíveis e muito apreciadas pela fauna.
Florescimento – setembro a outubro
Frutificação – agosto a setembro
Ameaças - sua freqüência natural na floresta nunca foi muito alta e, hoje, já pode ser considerada rara no habitat. Isto se deve a pequena produção de sementes e a intensa perseguição dos macacos que consomem avidamente suas castanhas.

SERINGUEIRA (Hevea brasiliensis)


Ocorrência – Região Amazônica. Atualmente é cultivada nos estados do sudeste.
Outros nomes - seringa, seringa verdadeira, cau chu, árvore da borracha, seringueira preta, seringueira branca, seringueira rosada
Características – espécie semidecídua com 30 a 40 m de altura, de tronco retilíneo e  cilíndrico, com 30 a 60 cm de diâmetro. Folhas alternas, compostas, trifoliadas, pecíolo longo com 1 a 5 glândulas salientes na base, folíolos lanceolados e agudos, glabros, com face superior de coloração verde-escuro e inferior acinzentada. Flores creme, unissexuadas. Fruto cápsula do tipo tricoca, que lança longe as sementes lisas e rajadas, nos dias de sol. Um Kg de sementes contém aproximadamente 260 unidades.
Habitat - florestas ombrófilas de terra firme
Propagação – sementes
Madeira – branca, leve e quebradiça, de baixa durabilidade.
Utilidade – madeira usada para confecção de táboas, caixotaria e lenha. A sua grande e maior importância está na extração de látex para a indústria da borracha. Os índios costumavam utilizar a mistura de látex fresco com óleo de rícino, como vermífugo. Suas sementes fornecem óleo secativo usado na indústria de tintas e vernizes.
Florescimento – agosto a novembro
Frutificação – abril a maio

seringueira

sibipiruna

SIBIPIRUNA (Caesalpinia peltophoroides)

Ocorrência – Rio de Janeiro
Outros nomes - sibipira, coração de negro, sepipiruna, sebipira
Características – árvore semidecídua que atinge 18 m de altura, com tronco de 30 a 40 cm de diâmetro, copa arredondada, podendo chegar a 15 m de diâmetro. Costuma viver por mais de um século e é muito confundida com o pau-brasil e o pau-ferro, pela semelhança da folhagem. Folhas compostas bipinadas, de 20 a 25 cm de comprimento, com 17 a 19 pares de pinas. Folíolos em número de 13 a 27 por pina, com 10 a 12 mm de comprimento. Flores amarelas dispostas em cachos cônicos e eretos. Os frutos são de cor bege-claro, achatados, medem cerca de 3 cm de comprimento. Um Kg de sementes contém 2.850 unidades.
Habitat - Mata Atlântica
Propagação – sementes
Madeira – moderadamente pesada, dura, de média durabilidade natural.
Utilidade –  a  madeira  pode  ser usada na construção

civil, como caibros e ripas, para estrutura de móveis e caixotaria. muito utilizada no paisagismo urbano em geral, sendo também indicada para projetos de reflorestamento pelo seu rápido crescimento e grande poder germinativo. Produz sombra considerável, reduzindo a radiação solar em 88,5%.
Florescimento – agosto a novembro
Frutificação – julho a setembro

SOMBREIRO (Clitoria fairchildiana)

Ocorrência – Amazonas, Pará, maranhão e Tocantins
Outros nomes – palheteira, sobreiro, sombra de vaca
Características – árvore decídua com altura de 6 a 12 m , tronco curto e revestido por casca fina e lisa. Folhas compostas trifolioladas, estipuladas, longo-pecioladas. Folíolos coriáceos, glabros na face superior e seríceo-pubescentes na inferior, com 14 a 20 cm de comprimento por 5 a 7 cm de largura. Frutos vagens deiscentes. Um Kg de sementes contém 1.800 unidades.
Habitat – floresta pluvial amazônica
Propagação – sementes
Madeira – moderadamente pesada, mole, medianamente resistente, fácil de trabalhar, de baixa durabilidade sob condições naturais.
Utilidade – a madeira pode ser usada na construção civil como divisórias internas, e forros, para confecção de brinquedos e caixotaria. A árvore proporciona ótima sombra e tem ótimo potencial paisagístico. É indicada para regeneração de áreas degradadas.
Florescimento – abril a maio
Frutificação – maio a julho

sombreiro

sucupira

SUCUPIRA (Pterodon emarginatus)



Ocorrência – São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins.
Outros nomes – faveiro, sucupira branca, fava de sucupira, sucupira lisa
Características – árvore decídua que pode atingir 16 m de altura, com tronco liso de coloração amarelo bem claro, ereto, de 30 a 50 cm de diâmetro. Folhas compostas pinadas, com 20 a 36 folíolos de 3 a 4 cm de comprimento. Suas flores, de coloração rósea bem clara, às vezes se tornando até levemente brancas, são encontradas no período de seca. Raízes podem apresentar um engrossamento denominado “batata de sucupira”, no qual armazena nutrientes e água para períodos de escassez. Seus frutos, a parte de maior interesse para nós, medem cerca de 5 a 6 cm de comprimento por uns 3 a 4 cm de largura, de formato ovóide, apresentando nas laterais uma margem fibrosa e ao centro, onde armazena a semente, uma rede de veios cheios de um óleo bem resinoso. Um Kg de sementes contém 1.200 unidades.
Habitat - cerrado
Propagação – sementes
Madeira – madeira bastante resistente, pesada, bastante dura, difícil de rachar.
Utilidade – madeira muito utilizada na construção naval e civil, pilares de pontes, postes, dormentes, assoalhos, carrocerias, carvão e lenha. Os frutos podem ser armazenados durante vários anos sem perder suas qualidades medicinais. O óleo tem qualidades terapêuticas. A casca de seus galhos emprega-se para reumatismo. É indicada para paisagismo e regeneração de áreas degradadas.
Florescimento – setembro a outubro
Frutificação – junho a julho com a planta totalmente despida de folhagem


SUINÃ (Erythrina verna)

Ocorrência – sul da Bahia, Espírito Santo, Zona da Mata de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Vale do Paraíba no estado de São Paulo.
Outros nomes - mulungu
Características – árvore decídua, espinhenta, com 20 a 20 m de altura, tronco com 50 a 70 cm de diâmetro. Folhas compostas trifolioladas, com pecíolo de 8 cm . Folíolos glabros de 8 a 11 cm de comprimento e igual largura. Um Kg de sementes contém aproximadamente 4.850 unidades.
Habitat – floresta pluvial atlântica
Propagação – sementes
Madeira – leve, mole, macia, de baixa durabilidade quando exposta
Utilidade – a madeira serve para forros, caixotaria, cepas de tamanco e pasta celulósica. Indicada para paisagismo e regeneração de áreas degradadas. As flores são muito procuradas por beija-flores e outros pássaros que sugam seu néctar.
Florescimento – agosto a setembro
Frutificação – outubro a novembro

suina

sumauma

SUMAÚMA (Ceiba pentandra)

Ocorrência – toda bacia amazônica
Outros nomes – sumaúma da várzea, sumaumeira, árvore da seda, árvore da lã, paina lisa, sumaúma verdadeira
Características – árvore decídua de até 50 m de altura, é um dos gigantes da floresta. Tronco mais engrossado no terço inferior, casca acinzentada, lisa, apresentando raízes tabulares, com acúleos nos ramos novos e 80 a 160 cm de diâmetro. Folhas alternas, compostas, digitadas, com 5 a 7 folíolos membranosos, glabros na página superior e pálidos na inferior, oblongos a lanceolados, ápice agudo e acuminado, com pecíolo de 28 cm. Flores com pétalas brancas a rosadas, dispostas em inflorescências densas. Fruto cápsula fusiforme, lisa, 10 cm de comprimento, provido de pequenas sementes envoltas por pêlos (painas). Um Kg de sementes contém aproximadamente 7.500 unidades. 
Habitat – florestas inundadas
Propagação – sementes
Madeira – leve e macia, cor pardacenta, de baixa durabilidade.
Utilidade – madeira usada na confecção de jangadas, caixotaria, brinquedos e produção de celulose. Da paina que envolve as sementes, produz-se bóias e coletes salva-vidas, além de servir como enchimento de colchões e travesseiros sendo ainda, estrai-se um óleo que, além de comestível, presta-se também para a produção de sabão.
Florescimento – agosto a setembro
Frutificação – outubro a novembro


TATARÉ (Pithecolobium tortum)

Ocorrência – Rio de Janeiro
Outros nomes - jurema, angico branco, jacaré, vinhático de espinho
Características – planta espinhenta decídua, com 6 a 12 m de altura, tronco canelado de 30 a 50 cm de diâmetro. Folhas compostas com 3 jugos de pinas. Folíolos em número de 5 a 8 pares por pina, de 10 a 15 mm de comprimento por 3 a 5 mm de largura. Fruto legume helicoidal deiscente. Um Kg contém aproximadamente 22.500 sementes.
Habitat - restingas ao longo da costa Atlântica
Propagação – sementes
Madeira – moderadamente pesada, dura, compacta, bastante decorativa, de longa durabilidade quando em ambientes internos.

tatare
Utilidade – a madeira é própria para obras internas, marcenaria fina, trabalhos de tornos e cabos de ferramentas. A árvore é extremamente ornamental, principalmente pela forma e coloração do tronco. É bastante apropriada para o paisagismo, principalmente para arborização urbana. Presta-se também para plantios mistos em áreas degradadas.
Florescimento – outubro a novembro
Frutificação – agosto a setembro com a planta totalmente destituída de folhagem

urucum

urucum sementes

URUCUM (Bixa orellana)

Ocorrência – da região amazônica até a Bahia
Outros nomes - urucuzeiro, achicote, achiote, achote, bija, bixa, colorau, orucú, tintória, urucú, urucu da mata, urucu bravo, urucuuba, uru uva, açafroeira da terra, açafroa
Características – espécie exuberante, seja pela beleza de suas flores, seja pelos seus vistosos cachos de frutos, que pode atingir 5 m de altura. Tronco com 15 a 25 cm de diâmetro. Suas folhas são em formato de coração, com a ponta afilada, glabras, alternadas, com 8 a 11 cm de comprimento e sustentadas por longos pecíolos. As inflorescências são compostas de muitas flores brancas, levemente rosadas ou róseas. Os frutos são cápsulas ovóides a globosas, deiscentes e de coloração marrom-avermelhada que encerram numerosas sementes pequenas e ricas em corante vermelho, conhecido como bixina, envoltas por um arilo pulverulento, de aspecto ceroso e coloração vermelho-alaranjada, contendo substâncias corancarotenóides. A bixina constitui cerca de 3% do peso das sementes e é utilizada como corante para alimentos e cosméticos.
Habitat – floresta pluvial
Propagação – sementes e estaquia
Madeira – leve, mole, de baixa durabilidade natural
Utilidade – cultivada em muitas regiões para exploração de suas sementes e, como planta ornamental, sendo bastante empregada pelos povos indígenas para tingir a pele, como repelente de insetos e para rituais religiosos. As sementes são condimentares e tintoriais. Hoje ele é usado amplamente na indústria alimentícia como corante de diversos produtos. Na cultura popular também é conhecido pelas suas propriedades fitoterápicas, com ações expectorantes, antibióticas, antiinflamatórias, entre outras. A madeira é de qualidade mediana e é aproveitada localmente para lenha.
Florescimento – durante a primavera a início do verão
Frutificação – final do verão a início do outono

 

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