AVESO total de aves do mundo é calculado em 9021 espécies, sendo que na América do Sul que é considerado o continente das aves, o número de espécies é estimado em 2645 espécies residentes. Considerando as migratórias, o número sobe para 2920. O Brasil possui 1590 espécies. São surpreendentemente uniformes, pois suas características mais óbvias são as penas e o bico córneo. São chamadas de endotérmicas , porque produzem seu próprio calor e de homoeotérmicas , porque podem manter a temperatura de seus corpos razoavelmente alta e constante. Isto não significa que a temperatura do corpo de uma ave não varie, pode haver oscilação diária de vários graus. São tetrápodas, com o par anterior transformado em asas e o posterior adaptado para empoleirar, andar ou nadar. A capacidade de voar permite às aves ocupar alguns hábitats impossíveis para outros animais. Além da quantidade, a avifauna do Brasil reúne inúmeros superlativos quanto à qualidade. Vive aqui, uma das maiores aves do mundo, a ema, ao lado das aves de menor porte, os beija-flores. Encontram-se os voadores de maior porte da Terra: o albatroz e o condor, ambos de ocorrência apenas ocasional. O gavião-real, residente no Brasil, é a ave de rapina mais possante do mundo. Ocorrem aqui as aves de vôo mais veloz: falcões e andorinhões. São muito utilizadas como indicadores biológicos e o maior conhecimento delas pode subsidiar programas de conservação e manejo de ecossistemas. Por exemplo, espécies típicas de florestas são sensíveis ao desmatamento e apresentam declínios populacionais ou mesmo extinções locais após alterações do hábitat. |
| ALBATROZ GIGANTE (Diomedea exulans) | JOÃO-BOBO (Nystalus chacuru) |
ALMA DE GATO (Piaya cayana) |
JOÃO-DE-BARRO (Fumarius rufus) |
| ANACÃ (Deroptyus accipitrinus) | JURITI (Leptotila verreauxi) |
| ANANAÍ (Amazonetta brasiliensis) | JURITI-GEMEDEIRA (Leptotila rufaxilla) |
| ANU (Crotophaga ani) | JURUVA (Baryphthengus ruficapillus) |
| ANU BRANCO (Guira guira) | LAVADEIRA-MASCARADA (Fluvicola nengeta) |
| ARAÇARI BANANA (Baillonius bailloni) | MAÇARICO (Tringa flavipes) |
| ARAPONGA (Procnias sp.) | MACUCO (Tinamus solitarius) |
| ARARA AZUL (Anodorhynchus hyacinthinus) | MAITACA (Pionus maximiliani) |
| ARARA AZUL DE LEAR (Anodorhynchus leari) | MARIA FACEIRA (Syrigma sibilatrix) |
| ARARA AZUL PEQUENA (Anodorhynchus glaucus) | MARTIM PESCADOR (Chloroceryle americana) |
| ARARA CANINDÉ (Ara ararauna) | MARTIM PESCADOR GRANDE (Ceryle torquata) |
| ARARAJUBA (Guaruba guarouba) | MARTIM-PESCADOR VERDE (Chloroceryle amazona) |
| ARARA VERMELHA GRANDE (Ara chloroptera) | MOCHO ORELHUDO (Bubo viriginianus) |
| ARARA VERMELHA PEQUENA (Ara macao) | MURUCUTUTU (Pulsatrix perspicillata) |
ARARINHA AZUL (Cyanopsitta spixii) |
MUTUM (Crax blumenbachii) |
ATOBÁ (Sula leucogaster) |
MUTUM PINIMA (Crax fasciolata) |
AZULÃO (Passerina brissonii) |
NARCEJA (Gallinago gallinago) |
| BACURAU ou CURIANGO (Caprimulgus cayennensis) | PAPAGAIO CHARÃO (Amazona pretrei) |
BATUÍRA DE BANDO (Charadrius semipalmatus) |
PAPAGAIO-CHAUÁ (Amazona rhodocorytha) |
BATUIRUÇU (Pluvialis dominica) |
PAPAGAIO-DE-CARA-ROXA (Amazona brasiliensis) |
| BEIJA-FLORES | PAPAGAIO-DE-PEITO-ROXO (Amazona vinacea) |
| BEM-TE-VI (Pitangus sulphuratus) | PAPAGAIO VERDADEIRO (Amazona aestiva) |
BICUDO (Oryzoborus maximiliani) |
PATATIVA (Sporophila plumbea) |
BIGUÁ (Phalacrocorax brasilianus) |
PAVÃOZINHO-DO-PARÁ (Eurypyga helias) |
| BIGUATINGA (Anhinga anhinga) | PELICANO PARDO (Pelecanus occidentalis) |
| BOBO (Puffinus puffinus) | PERNILONGO (Himantopus himantopus) |
| CABURÉ (Glaucidium brasilianum) | PICA-PAU-ANÃO (Picumnus cirratus) |
| CAMBACICA (Coereba flaveola) | PICA-PAU-BRANCO (Melanerpes candidus) |
CANÁRIO DA TERRA (Sicalis flaveola) |
PICA-PAU-DE–BANDA-BRANCA ou GIGANTE-DE-TOPETE-VERMELHO (Dryocopus lineatus) |
CARCARÁ (Polyborus plancus) |
PICA-PAU-DE-CABEÇA-AMARELA (Celeus flavescens) |
CARDEAL (Paroaria coronota) |
PICA-PAU-DE-CARA-VERMELHA (Campephilus melanoleucos) |
CATURRITA (Myiopsitta monachus) |
PICA-PAU-REI (Campephilus robustus) |
| CHANCHÃ ou PICA-PAU DO CAMPO (Colaptes campestris) | PICA-PAU-VERDE-BARRADO (Chrysoptilhs melanochloros) |
| CHOPIM (Molothrus bonariensis) | PINTASSILGO (Carduelis magellanicus) |
| CHUPA-DENTE (Conopophaga lineata) | PIRU-PIRU (Haematopus palliatus) |
| CISNE-DE-PESCOÇO-PRETO (Cygnus melanocoryphus) | POMBA-ASA-BRANCA (Columba picazuro) |
| COLEIRO (Sporophila caerulescens) | POMBA GALEGA (Columba cayennensis) |
| COLHEREIRO (Ajaja ajaja) | PRÍNCIPE-NEGRO (Nandayus nenday) |
| CORRUÍRA ou CAMBAXIRRA (Troglodytes aedon) | QUERO-QUERO (Vanellus chilensis) |
| CORUJA BURAQUEIRA (Speotyto cunicularia) | QUIRIQUIRI (Falco sparverius) |
| CURICACA (Theristicus caudatus) | RAPAZINHO ESTRIADO (Nystalus striolatus) |
CURIÓ (Oryzoborus angolensis) |
ROLINHA-CALDO-DE-FEIJÃO (Columbina talpacoti) |
CURRUPIÃO (Icterus jamaicaii) |
SABIÁ-DA-MATA (Turdus fumigatus) |
| EMA (Rhea americana) | SABIÁ DA PRAIA (Mimus gilvus) |
| FALCÃO PEREGRINO (Falco peregrinus) | SABIÁ-DO-CAMPO (Mimus saturninus) |
| FEITICEIRO DO MAR (Puffinus gravis) | SABIÁ LARANJEIRA (Turdus rufiventris) |
| FLAMINGO (Phoenicopterus ruber) | SABIÁ-POCA (Turdus amaurochalinus) |
| FOGO-APAGOU (Scardafella squammata) | SACI (Tapera naevia) |
| FRAGATA (Fregata magnificens) | SAÍ-AZUL (Dacnis cayana) |
| FRANGO D'ÁGUA (Gallinula chloropus) | SAÍ-BEIJA-FLOR (Cyanerpes cyaneus) |
| GAIVOTA (Larus dominicanus) | SAÍ-TUCANO (Chlorophanes spiza) |
| GAIVOTA RAPINEIRA COMUM (Stercorarius parasiticus) | SAÍRA-DE-BANDO (Tangara mexicana) |
| GAIVOTA RAPINEIRA GRANDE (Catharacta skua) | SAÍRA-DIAMANTE (Tangara velia) |
| GALO-DE-CAMPINA (Paroaria dominicana) | SAÍRA-LENÇO (Tangara cyanocephala) |
GALO-DA-SERRA (Rupicola rupicola) |
SAÍRA PINTOR (Tangara fastuosa) |
| GARÇA AZUL (Florida caerulea) | SAÍRA-SETE-CORES (Tangara seledon) |
| GARÇA BOIADEIRA (Bubulcus íbis) | SAÍRA VERDE (Tangara desmaresti) |
| GARÇA BRANCA GRANDE (Casmerodius albus) | SANHAÇO (Thraupis sayaca) |
| GARÇA BRANCA PEQUENA (Egretta thula) | SANHAÇO MARRON – SANHAÇO DO COQUEIRO (Thraupis palmarum) |
| GATURAMO VERDADEIRO (Euphonia violacea) | SARACURA (Aramides cajanea) |
| GAVIÃO CARIJÓ (Rupornis magnirostris) | SERIEMA (Cariama cristata) |
| GAVIÃO-CARRAPATEIRO (Milvago chimachima) | SOCÓ BOI (Tigrisoma lineatum) |
| GAVIÃO-PEGA-MACACO (Spizaetus tyrannus) | SOCOZINHO (Butorides striatus) |
| GAVIÃO DE RABO BRANCO (Buteo albicaudatus) | SUINDARA (Tyto alba) |
| GRALHA AZUL (Cyanocorax caeruleus) | SUIRIRI (Machetornis rixosus) |
| GRALHA DO CAMPO (Cyanocorax cristatellus) | TALHA-MAR (Rynchops nigra) |
| GRAÚNA (Gnorimopsar chopi) | TANGARÁ (Chiroxiphia caudata) |
| GUARÁ (Eudocimus ruber) | TICO-TICO (Zonotrichia capensis) |
| GUAXE (Cacicus haemorrhous) | TIÉ-SANGUE (Ramphocelus bresilius) |
| HARPIA (Harpia harpyja) | TIZIU (Volatinia jacarina) |
| INHAMBU (Crypturellus tataupa) | TRINCA-FERRO (Saltator maximus) |
| INHAMBUGUAÇU (Crypturellus obsoletus) | TRINTA-RÉIS (Sterna hirundo) |
| IRERÊ (Dendrocygna viduata) | TUCANO-DE-BICO-AMARELO (Ramphastos toco) |
| JABURU (Jabiru mycteria) | TUCANO-DE-BICO-PRETO (Ramphastos vitellinus) |
| JACAMIM (Psophia creptans) | TUCANO-DE-BICO-VERDE (Ramphastos dicolorus) |
| JAÇANÃ (Jacana jaçana) | UIRAPURU (Cyphorhinus aradus) |
| JACU (Penelope obscura) | URUBU (Coragyps atratus) |
| JACU DE ESTALO (Neomorphus geoffroyi) | URUBU-REI (Sarcoramphus papa) |
| JACUPEMBA (Penelope superciliaris) | VIUVINHA (Arundinicola leucocephala) |
| JACUTINGA (Pipile jacutinga) | ZABELÊ (Crypturellus noctivagus) |
| JANDAIA (Aratinga jandaya) |
| ALBATROZ GIGANTE (Diomedea exulans) |
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Características – é a maior ave voadora do mundo, podendo exceder 3,50 m de envergadura, mas mal ultrapassando o peso de sete quilos. Plumagem branca com dorso e asas escuras. A cauda é cinzenta, pés e bicos amarelos, este último com a ponta mais escura. Os juvenis deixam o ninho com plumagem quase totalmente marrom, que vai clareando com a idade. Os machos tendem a tornar-se mais brancos que as fêmeas. Machos pesam entre 8,19 e 11,9 kg. Fêmeas entre 6,35 e 8,71 kg. A envergadura dos machos é maior que das fêmeas. É provável que alguns indivíduos ultrapassem os 50 anos de idade. |
Habitat – pelágico (mar aberto, longe da costa), acidentalmente ocorre nas costas |
Alimentação – pequenos animais, principalmente moluscos e crustáceos. Segue navios para apanhar detritos. Capturam presas principalmente na superfície, tendo limitada capacidade de submergir. Alimentam-se principalmente de lulas e peixes que podem ser obtidos como descartes da pesca ou corpos flutuantes após a desova. Os albatrozes também consomem carniça (como mamíferos marinhos mortos), tunicados, águas-vivas e crustáceos. A maior parte do alimento é obtida durante o dia, embora haja algum forrageamento noturno. A predisposição da espécie em consumir presas mortas faz com que se associe a barcos pesqueiros para aproveitar descartes, sendo bastante agressiva ao disputar restos com outras aves. Reprodução – machos e fêmeas começam a se reproduzir com cerca de 11 anos. A idade de primeira reprodução tem decrescido em populações sofrendo redução devido à mortalidade causada pela pesca. No Atlântico nidifica no arquipélago das South Georgias (c. 2.000 pares reprodutivos/ano), especialmente Bird Island (60% da população do arquipélago). A população que nidificava nas ilhas Falklands (Malvinas) se extinguiu em 1959 devido à pressão humana. For a do Atlântico há colônias nas ilhas Crozet, Kerguelen, Marion, Prince Edward e Macquarie.No Oceano Índico há populações reprodutivas nas ilhas Crozet, Herguelen, Marion, Prince Edward e Macquarie. Nidifica em colônias dispersas, as posturas sendo realizadas entre dezembro e fevereiro. A incubação dura 11 semanas, sendo dividida entre os pais. O |
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| ALMA DE GATO (Piaya cayana) |
Características – ave bastante vistosa com rabo longo. Pelagem laranja-avermelhada em todo o dorso, peito acinzentado e garganta amarelada. Bico amarelado. Mede aproximadamente 47 cm. Cauda longa com penas gradativamente mais curtas, do meio para os lados, e ponta branca. Habitat – cerrados e matas ou às suas margens, com algumas ocorrências em áreas urbanas Ocorrência – do México à Argentina e em todo o Brasil Hábitos – vive aos casais. O som de seu canto é forte, emitindo até 16 pios em 10 segundos, além de imitar outras aves como o bem-te-vi. Alimentação – insetívoro |
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| ANACÃ (Deroptyus accipitrinus) |
| ANANAÍ (Amazonetta brasiliensis) |
| ANU (Crotophaga ani) |
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Características – mede em torno de 36 cm, possuindo plumagem totalmente preta, cauda longa, bico preto e alto. Sexo sempre semelhante. O cheiro do corpo é forte e característico, perceptível para nós a vários metros e capaz de atrair morcegos hematófogos e animais carnívoros. Habitat – campos, pastagens e áreas cultivadas. Prefere lugares úmidos. Ocorrência – da Flórida à Argentina e em todo o Brasil. Hábitos – muito hábil para pular e correr entre os ramos. Vive sempre em bandos. Gostam de apanhar sol e banhar-se na poeira, ficando a plumagem às vezes fortemente tingida com a cor da terra do local ou de cinza e carvão, sobretudo se eles correrem antes pelo capim molhado, pois suas penas se tornam pegajosas. Pela manhã e após as chuvas pousam de asas abertas para enxugarem-se. À noite, para se esquentar, costuma juntar-se a outros indivíduos em filas apertadas ou em grupos. Procuram moitas de taquara para pernoitar. Arrumam as suas plumagens reciprocamente. São aves extremamente sociáveis. Voador fraco mal resiste à brisa, qualquer vento mais forte o leva para longe. O anu-preto possui mais de uma dúzia de vozes diferentes. Tem dois pios de alarme: a um certo grito todos os componentes do bando se empoleiram em pontos bem visíveis, examinando a situação; outro grito, emitido quando um gavião se aproxima, faz desaparecer num instante no matagal todo o grupo. Eles se divertem cavaqueando baixinho, de modo bem variado, causando às vezes a impressão de estar tentando imitar a voz de outra ave. Alimentação – essencialmente carnívoros, comendo gafanhotos, percevejos, aranhas, miriápodes etc. Predam também lagartas peludas e urticantes, lagartixas e camundongos. Pescam na água rasa; periodicamente comem frutas, bagas, coquinhos e sementes, sobretudo na |
| ANU BRANCO (Guira guira) |
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Características – mede em torno de 38 cm, com plumagem branca-amarelada, asas marrons e bico alaranjado. Cauda com faixa preta. As penas da fronte e alto da cabeça são longas e fina e quando arrepiadas formam um topete. Sexo sempre semelhante. |
| ARAÇARI BANANA (Baillonius bailloni) |
| ARAPONGA (Procnias sp.) |
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Características – é conhecida em todo o Brasil pelo seu grito alto e estridente. É também chamada de guiraponga, ferreiro ou ferrador, sendo que esses dois últimos nomes vêm do seu grito, que imita com perfeição o trabalho de um ferreiro, primeiramente com uma lima e a seguir com a batida estridente de um martelo sobre a bigorna. O nome Araponga é indígena e vem de ara = ave e ponga = soar. Três espécies de arapongas são encontradas no Brasil: a Procnias nudicollis , que é a mais comum, habitando desde matas litorâneas da Bahia até o Rio Grande do Sul. O macho é todo branco, com a garganta e os lados da cabeça esverdeados, e a fêmea é totalmente esverdeada. Temos também a Procnias averano que vive em Roraima e no Nordeste, tem as asas pretas, peito branco, cabeça marrom e vários apêndices carnudos que "nascem" do seu pescoço como se fossem barba, de onde vem seu nome popular de "araponga de barbela". A terceira espécie é a Procnias alba , que habita o Amazonas na região do Rio Negro, mas pouco se sabe sobre ela. |
| ARARA AZUL (Anodorhynchus hyacinthinus) |
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Características – também conhecida como araraúna é o ma ior de psitacídeo do mundo, medindo 93 cm de comprimento, penas centrais da cauda com 55 cm, 1,5 kg de peso. A plumagem é predominatemente azul cobalto, mais escura nas asas, o bico é cinza escuro, muito grande, aparentando ser maior que o próprio crânio, sem dentes na maxila, porém com pronunciado entalhe na mandíbula, com mandíbula e pele do contorno dos olhos amarelos. A língua é negra com uma tarja amarela longitudinal. Não há distinção entre machos e fêmeas. Os machos normalmente são mais robustos, principalmente no bico, com a cabeça mais quadrada. A cauda também é maior. Podem atingir de 30 a 40 anos de idade. |
relacionada a existência de árvores para nidificação e aos cocos de poucas espécies de palmáceas. A falta de um destes fatores impede a sobrevivência da ave. Na natureza, observam-se as araraúnas em famílias, pares ou bandos de até 63 indivíduos (no Pantanal, até julho de cada ano). No Pantanal, é comum observar araraúnas próximas às sedes de fazendas; isto ocorre porque as sedes são construídas nas partes mais elevadas e onde se localizam os acuris e as bocaiúvas (palmáceas). Têm o vôo pesado, no entanto são capazes de descrever curvas fechadas.
Alimentação – sementes e frutos Reprodução – atingem a maturidade aos 3 anos. Época reprodutiva vai de novembro a janeiro. Fazem ninhos em árvores e nos buritis. P ostura de 01 a 3 ovos e i ncubação dura de 27 a 29 dias. Os ovos são redondos. Os filhotes nascem medindo 10 a 12 cm e pesando 20 a 27 gramas. Ganham peso e crescem rapidamente. Os filhotes abandonam o ninho com 15 semanas de idade. Produzindo em média dois filhotes a cada dois anos, mas com a sobrevivência de apenas um filhote na maioria dos casais, a arara-azul também tem baixa taxa reprodutiva. Além disso, 20 a 40% dos ovos são predados a cada: ano e 10 a 15% dos filhotes que nascem, são predados ou morrem antes de completar cinco dias de vida. As árvores para a nidificação, no Pantanal, é a ximbuca (Enterolobium cortisiliquun), o angico-branco (Albizia niopoides) e, principalmente, o manduvi (Sterculia striata). São árvores de grande DAP (diâmetro na altura do peito) e por isso possuem ocos compatíveis com os ninhos ideais para a araraúna. Esta ave nunca inicia um oco, porém pode aumentá-lo. O preparo do ninho, a postura e o cuidado com os filhotes são ações que demonstram a cooperação do casal. |
As araraúnas são fiéis a seus pares e na perda do macho ou da fêmea, seu par fica sozinho, não se compondo novamente com outro indivíduo. Os ninhos são disputados com outras espécies de aves como: arara-vermelha (Ara chloroptera), gavião-relógio (Micrastur semitorquatus), urubu (Coragyps atratus) e pato-do-mato (Cairina moschata) e, mais raramente, por marreca-cabocla (Dendrocygma autumanalis) , Falco refigulares e tucano (Ramphastos toco). Outros animais como porco-espinho (Coendou prehensilis) e abelhas (Melis apiphera) também podem ocupar os ninhos da araraúna. |
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| ARARA AZUL DE LEAR (Anodorhynchus leari) |
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Características – mede cerca de 71 cm e pesa em trono de 940 gr. Possui a plumagem da cabeça e pescoço azul – esverdeado, barriga azul – desbotado, apenas as costas, lado superior das asas e cauda azul – escuro. Anel perioftálmico amarelo relativamente claro além da barbela amarela – enxofre clara, quase triangular situada em cada lado na base da mandíbula. Não existe dimorfismo sexual |
| ARARA AZUL PEQUENA (Anodorhynchus glaucus) |
| ARARA CANINDÉ (Ara ararauna) |
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Características – mede aproximadamente 80 centímetros e pode pesar até 1,2 kg. Sua plumagem superior é de cor azul e sua barriga amarela. A face é branca. A garganta e fileiras de penas faciais negras. O bico é negro, forte, alto e recurvado, e a língua grossa é sensível e riquíssima em papilas gustativas. |
principalmente no Cerrado. A devastação de áreas com vegetação nativa, incluindo os buritizais, implica na redução dos locais disponíveis e adequados para sua reprodução, tendo em vista seu hábito especializado na utilização de ocos de buritis como ninhos. O comércio ilegal também exerce pressão significativa sobre a espécie, sendo possivelmente a arara mais comum encontrada em cativeiro. |
| ARARAJUBA (Guaruba guarouba) |
Características – m ede aproximadamente 34 cm e pesa em torno de 200gr a 300gr. Do porte de um papagaio pequeno, porém com a cauda maior, sua plumagem é amarela dourada, tendo somente as penas do final das asas, verde escura. Possui o bico de cor clara. Sua cauda é longa com penas de tamanho desigual e bico curvo. Suas pernas são rosas. Tendo em vista sua ocorrência ser atribuída apenas ao Brasil e sua cores correspondem às existentes na bandeira nacional, esta ave é considerada como símbolo do Brasil. Não há dimorfismo sexual, machos e fêmeas são iguais. Podem viver até 30 anos. |
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| ARARA VERMELHA GRANDE (Ara chloroptera) |
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Características – mede aproximadamente 90 cm de comprimento e pesa cerca de 1,5kg. Possui plumagem predominantemente vermelha, com as penas das asas em azul (coberteiras maiores e primárias), e verde (coberteiras menores, secundárias e terciárias), face branca com fileiras de penas vermelhas. |
| ARARA VERMELHA PEQUENA (Ara macao) |
Características – mede aproximadamente 84 cm. Possui grande área amarela na asa; face branca, inteiramente nua (sem a presença de fileiras de penas vermelhas). Cor geral vermelha com a plumagem bem mais brilhante que a arara vermelha grande. |
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| ARARINHA AZUL (Cyanopsitta spixii) |
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Características – mede cerca de 60 cm de comprimento, pesando em torno de 350g. Sua plumagem é azul-acinzentada, mais clara na região da cabeça e pescoço, sendo as plumas das asas e cauda mais escuras, o bico é negro e mais delicado. Possui a pele da região ocular de cor negra, como uma máscara, e os olhos são amarelos. O bico é menor em relação as outras espécies e tem uma particularidade única, tem uma parte de pele nua de cor cinzento escura que vai desde a parte superior do bico até ao olho, esta parte cinzenta deixa sobressair a cor amarela da íris do olho. |
| ATOBÁ (Sula leucogaster) |
Características – também conhecido como alcatraz, mergulhão, mumbebo, freira, piloto, piloto-pardo. Coloração marrom escura com parte interna das asas e barriga branca. Mede 74 cm. Bico e pernas amarelas. Diferenciam-se os sexos pela cor ao redor dos olhos (azul escuro no macho e amarelo-claro com mancha negra na fêmea). |
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| AZULÃO (Passerina brissonii) |
| BACURAU ou CURIANGO (Caprimulgus cayennensis) |
Características – mede em torno de 35 cm. Caracterizam-se por terem a unha do dedo médio provida de um verdadeiro pente em miniatura. O colorido predominante é o ferrugíneo e a cor de canela, sobre fundo cinzento com ondulações e desenhos de escamas escuras. |
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| BATUÍRA DE BANDO (Charadrius semipalmatus) |
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Características – também conhecido como maçarico, maçarico-de-coleira, agachada, otuí-tuí ou pinga-pinga. Plumagem dorsal marron-escura com ventre branco e faixa escura no pescoço como uma coleira. Fronte branca. Bico amarelado e delgado adaptado para capturar vermes e pequenso crustáceos na areia e no lodo. |
| BATUIRUÇU (Pluvialis dominica) |
| BEIJA-FLORES |
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Características – ao todo são conhecidas 323 espécies. No Brasil temos 145 formas que compreendem 86 espécies e 59 subespécies. Na maioria da espécies há dimorfísmo sexual, isto é diferenças aparentes entre macho e fêmea. O macho tem cores vivas e reluzentes enquanto a fêmea tem cores mais opacas e uniformemente distribuídas. Possuem bico alongado, extremamente adaptado para sugar o néctar das flores. Seus pés são pequenos, o que os impede de pousar no chão ou “andar”. Aliás, por isso pousam em ramos muito finos. Sua batida cardíaca é muito rápida, assim como suas asas, o que lhes consome muita energia, daí porque têm que estar a todo momento alimentando-se. O que por sua vez exige muita energia, já que tem que ficar pairado no ar. Na verdade é um círculo interligado alimentação/dispêndio de energia/alimentação. Seu enorme coração, que representa de 19 a 22% do peso total do corpo, facilita a rápida circulação do sangue. Desenvolvem velocidades médias que vão de 30 a 70 Km por hora e a vibração das asas pode atingir 50 a 70 batidas por segundo. São as únicas aves que conseguem ficar literalmente paradas no ar, decolar e aterrissar verticalmente, e até dar marcha à ré em pleno vôo. Ao dormir entra em estado de torpor quando seu ritmo cardíaco cai muito. O espetacular colorido dos beija-flores origina-se do fenômeno da refração da luz, através da microestrutura das penas. As mudanças de cores, observadas numa mesma ave, variam de acordo com o ângulo de incidência da luz solar ou com a movimentação do corpo. |
Hábitos – são extremamente ágeis, rápidas e belicosas que não se intimidam com inimigos maiores como gaviões, os quais atacam como balas deixando-os aturdidos e temerosos. É muito comum vermos estas pequenas aves perseguindo no ar as aves de rapina, para afastá-las das proximidades de seu ninho. N ão é difícil vê-los “tomando banho” em algum riacho na mata. Pairam a alguns centímetros do espelho d'água e dão rápidos “mergulhos superficiais”, molhando rapidamente as penas. Após, dois ou três destes mergulhos param em um galho próximo e arrumam cuidadosamente as penas. Atraídos principalmente pelas flores vermelhas, são eles grandes polinizadores e portanto responsáveis pela reprodução de muitas espécies de plantas. Hábeis acrobatas, são quase imperceptíveis quando passam “zunindo” próximo de nós, tão grande é sua velocidade. Suas azas tornam-se praticamente invisíveis quando pairam no ar . |
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![]() Beija-flor garganta rubi (Clytolaema rubricauda) |
especialista e tenha muita sorte. Mas, surpreendentemente podemos encontrar ninhos de algumas espécies nas habitações humanas, aí a sua observação torna-se fácil. Dependendo do gênero e da espécie o ninho é feito: em forma de uma tigela sólida , colocada em um galho horizontal, ou sobre uma folha como de uma helicônia; em forma de tigela alongada fixada em uma raiz embaixo de um barranco; em fo rma alongada dependurada na parte inferior de uma folha larga como de bananeira. A incubação dura de 16 a 17 dias e os filhotes permanecem no ninho de 20 a 30 dias. Curiosidades - os indígenas deram nomes muito sugestivos para os beija-flores, que descreviam com perfeição esses pássaros encantadores: para os índios caraíbas, eles eram os “colibris”, que significa “área resplandecente”; os tupis os batizaram de “guainumbis”, ou seja, “pássaros cintilantes”; já para os índios guaranis, os beija-flores eram os “mainumbis”, isto é, “aqueles que encantam, junto à flor, com sua luz e esplendor”. Dizem que Igor Sirkorski, que inventou o helicóptero, baseou suas idéias na observação contínua do vôo dos beija-flores. No entanto, o helicóptero não pode voar de cabeça para baixo. Os beija-flores podem. Predadores naturais – aves de rapina, tucanos, gambás, etc. Ameaças – destruição do habitat, caça e agrotóxicos. Infelizmente, em algumas regiões do Brasil, ainda são caçados com redes para se fazer “passarinhada”. |
| Como atraí-los – se for possível, procure atraí-los com o plantio de espécies vegetais apropriadas (veja sugestões no item “plantas que atraem beija-flores”). Caso contrário utilize-se de bebedouros apropriados tomando certos cuidados para não prejudicá-las, ao invés de contribuir com a manutenção das espécies. Aí vão algumas sugestões: esses bebedouros feitos de garrafas plásticas ou vidro com um orifício onde a água com açúcar sai, devem ser extremamente limpos e lavados diariamente, porque a sujeira acumulada propicia o desenvolvimento de fungos que acabam matando os pássaros. A mistura deve ser trocada diariamente para não fermentar o que sobra. Fungos e bactérias surgem com a fermentação decorrente do uso do açúcar ou mel. O tempo que esse alimento fica no bebedouro leva à fermentação, que provoca problemas no bico do pássaro. Recomenda-se, portanto, lavar todas as partes do bebedouro com água e sabão, se possível todos os dias, e enxaguar bem. Uma vez por semana, deve-se fazer uma lavagem mais intensiva, colocando o bebedouro de molho numa solução de água sanitária e enxaguar bem para eliminar odores e resíduos. Trocar a água doce todos os dias é o melhor conselho. Não é preciso colocar muita água: é melhor colocar um pouco todos os dias, do que encher o bebedouro. As abelhas geralmente atacam os bebedouros quando a água está muito doce, ou seja, quando exageramos mesmo na quantidade de açúcar. O ideal é usar uma solução fraca de açúcar ou mel. Deve-se colocar no bebedouro cerca de 20% de açúcar e o restante com água, de preferência filtrada ou clorada. Se no local houver muitos beija-flores visitando-as, é melhor colocar várias garrafas, pois eles são muito territorialistas e muitas vezes chegam a brigar de tal forma que um ou outro acaba morrendo pelos ferimentos recebidos. Se você passa |
![]() Beija-flor topázio (Topaza pella) |
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alguns dias em sua casa de campo ou sítio, retire os bebedouros quando for embora, para que não se tornem um perigo às aves, já que abandonados por alguns dias a água fermentará e com restos de insetos apodrecidos, tornar-se-ão verdadeiros potes de veneno. Evite os bebedouros que possuem aquelas flores de plástico colorido com a finalidade de atrair os beija-flores. Essas flores artificiais atraem na realidade os fungos que são prejudiciais aos pássaros. Retire estas flores. Os beija-flores se acostumarão rapidamente com os bebedouros, sem a necessidade delas. Plantas que atraem beija-flores - jardins bem floridos são um grande atrativo para estas aves que procuram o néctar das flores. - Ornamentais: Afelandra-amarela - Aphelandra squarrosa - Árvores: Corticeira - Erythrina crista-galli |
| Espécies de beija-flores que ocorrem no Brasil 1. Amazilia chionogaster, Beija-flor-verde-branco |
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| BEM-TE-VI (Pitangus sulphuratus) |
Características – conhecido também como bem-te-vi-de-coroa e bem-te-vi-verdadeiro, mede 20,5 a 23,5 cm. Provavelmente o pássaro mais popular de nosso País. Com plumagem de coloração parda no dorso e amarelada no ventre, sobrancelha branca muito visível na grande cabeça, possui uma listra no alto da coroa varia de amarelo-claro a laranja-vivo. |
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| BICUDO (Oryzoborus maximiliani) |