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AVES

O total de aves do mundo é calculado em 9021 espécies, sendo que na América do Sul que é considerado o continente das aves, o número de espécies é estimado em 2645 espécies residentes. Considerando as migratórias, o número sobe para 2920. O Brasil possui 1590 espécies.

São surpreendentemente uniformes, pois suas características mais óbvias são as penas e o bico córneo. São chamadas de endotérmicas , porque produzem seu próprio calor e de homoeotérmicas , porque podem manter a temperatura de seus corpos razoavelmente alta e constante. Isto não significa que a temperatura do corpo de uma ave não varie, pode haver oscilação diária de vários graus. São tetrápodas, com o par anterior transformado em asas e o posterior adaptado para empoleirar, andar ou nadar. A capacidade de voar permite às aves ocupar alguns hábitats impossíveis para outros animais.

Além da quantidade, a avifauna do Brasil reúne inúmeros superlativos quanto à qualidade. Vive aqui, uma das maiores aves do mundo, a ema, ao lado das aves de menor porte, os beija-flores. Encontram-se os voadores de maior porte da Terra: o albatroz e o condor, ambos de ocorrência apenas ocasional. O gavião-real, residente no Brasil, é a ave de rapina mais possante do mundo. Ocorrem aqui as aves de vôo mais veloz: falcões e andorinhões.

São muito utilizadas como indicadores biológicos e o maior conhecimento delas pode subsidiar programas de conservação e manejo de ecossistemas. Por exemplo, espécies típicas de florestas são sensíveis ao desmatamento e apresentam declínios populacionais ou mesmo extinções locais após alterações do hábitat.


ALBATROZ GIGANTE (Diomedea exulans) JOÃO-BOBO (Nystalus chacuru)

ALMA DE GATO (Piaya cayana)

JOÃO-DE-BARRO (Fumarius rufus)
ANACÃ (Deroptyus accipitrinus) JURITI (Leptotila verreauxi)
ANANAÍ (Amazonetta brasiliensis) JURITI-GEMEDEIRA (Leptotila rufaxilla)
ANU (Crotophaga ani) JURUVA (Baryphthengus ruficapillus)
ANU BRANCO (Guira guira) LAVADEIRA-MASCARADA (Fluvicola nengeta)
ARAÇARI BANANA (Baillonius bailloni) MAÇARICO (Tringa flavipes)
ARAPONGA (Procnias sp.) MACUCO (Tinamus solitarius)
ARARA AZUL (Anodorhynchus hyacinthinus) MAITACA (Pionus maximiliani)
ARARA AZUL DE LEAR (Anodorhynchus leari) MARIA FACEIRA (Syrigma sibilatrix)
ARARA AZUL PEQUENA (Anodorhynchus glaucus) MARTIM PESCADOR (Chloroceryle americana)
ARARA CANINDÉ (Ara ararauna) MARTIM PESCADOR GRANDE (Ceryle torquata)
ARARAJUBA (Guaruba guarouba) MARTIM-PESCADOR VERDE (Chloroceryle amazona)
ARARA VERMELHA GRANDE (Ara chloroptera) MOCHO ORELHUDO (Bubo viriginianus)
ARARA VERMELHA PEQUENA (Ara macao) MURUCUTUTU (Pulsatrix perspicillata)

ARARINHA AZUL (Cyanopsitta spixii)

MUTUM (Crax blumenbachii)

ATOBÁ (Sula leucogaster)

MUTUM PINIMA (Crax fasciolata)

AZULÃO (Passerina brissonii)

NARCEJA (Gallinago gallinago)
BACURAU ou CURIANGO (Caprimulgus cayennensis) PAPAGAIO CHARÃO (Amazona pretrei)

BATUÍRA DE BANDO (Charadrius semipalmatus)

PAPAGAIO-CHAUÁ (Amazona rhodocorytha)

BATUIRUÇU (Pluvialis dominica)

PAPAGAIO-DE-CARA-ROXA (Amazona brasiliensis)
BEIJA-FLORES PAPAGAIO-DE-PEITO-ROXO (Amazona vinacea)
BEM-TE-VI (Pitangus sulphuratus) PAPAGAIO VERDADEIRO (Amazona aestiva)

BICUDO (Oryzoborus maximiliani)

PATATIVA (Sporophila plumbea)

BIGUÁ (Phalacrocorax brasilianus)

PAVÃOZINHO-DO-PARÁ (Eurypyga helias)
BIGUATINGA (Anhinga anhinga) PELICANO PARDO (Pelecanus occidentalis)
BOBO (Puffinus puffinus) PERNILONGO (Himantopus himantopus)
CABURÉ (Glaucidium brasilianum) PICA-PAU-ANÃO (Picumnus cirratus)
CAMBACICA (Coereba flaveola) PICA-PAU-BRANCO (Melanerpes candidus)

CANÁRIO DA TERRA (Sicalis flaveola)

PICA-PAU-DE–BANDA-BRANCA ou GIGANTE-DE-TOPETE-VERMELHO (Dryocopus lineatus)

CARCARÁ (Polyborus plancus)

PICA-PAU-DE-CABEÇA-AMARELA (Celeus flavescens)

CARDEAL (Paroaria coronota)

PICA-PAU-DE-CARA-VERMELHA (Campephilus melanoleucos)

CATURRITA (Myiopsitta monachus)

PICA-PAU-REI (Campephilus robustus)
CHANCHÃ ou PICA-PAU DO CAMPO (Colaptes campestris) PICA-PAU-VERDE-BARRADO (Chrysoptilhs melanochloros)
CHOPIM (Molothrus bonariensis) PINTASSILGO (Carduelis magellanicus)
CHUPA-DENTE (Conopophaga lineata) PIRU-PIRU (Haematopus palliatus)
CISNE-DE-PESCOÇO-PRETO (Cygnus melanocoryphus) POMBA-ASA-BRANCA (Columba picazuro)
COLEIRO (Sporophila caerulescens) POMBA GALEGA (Columba cayennensis)
COLHEREIRO (Ajaja ajaja) PRÍNCIPE-NEGRO (Nandayus nenday)
CORRUÍRA ou CAMBAXIRRA (Troglodytes aedon) QUERO-QUERO (Vanellus chilensis)
CORUJA BURAQUEIRA (Speotyto cunicularia) QUIRIQUIRI (Falco sparverius)
CURICACA (Theristicus caudatus) RAPAZINHO ESTRIADO (Nystalus striolatus)

CURIÓ (Oryzoborus angolensis)

ROLINHA-CALDO-DE-FEIJÃO (Columbina talpacoti)

CURRUPIÃO (Icterus jamaicaii)

SABIÁ-DA-MATA (Turdus fumigatus)
EMA (Rhea americana) SABIÁ DA PRAIA (Mimus gilvus)
FALCÃO PEREGRINO (Falco peregrinus) SABIÁ-DO-CAMPO (Mimus saturninus)
FEITICEIRO DO MAR (Puffinus gravis) SABIÁ LARANJEIRA (Turdus rufiventris)
FLAMINGO (Phoenicopterus ruber) SABIÁ-POCA (Turdus amaurochalinus)
FOGO-APAGOU (Scardafella squammata) SACI (Tapera naevia)
FRAGATA (Fregata magnificens) SAÍ-AZUL (Dacnis cayana)
FRANGO D'ÁGUA (Gallinula chloropus) SAÍ-BEIJA-FLOR (Cyanerpes cyaneus)
GAIVOTA (Larus dominicanus) SAÍ-TUCANO (Chlorophanes spiza)
GAIVOTA RAPINEIRA COMUM (Stercorarius parasiticus) SAÍRA-DE-BANDO (Tangara mexicana)
GAIVOTA RAPINEIRA GRANDE (Catharacta skua) SAÍRA-DIAMANTE (Tangara velia)
GALO-DE-CAMPINA (Paroaria dominicana) SAÍRA-LENÇO (Tangara cyanocephala)

GALO-DA-SERRA (Rupicola rupicola)

SAÍRA PINTOR (Tangara fastuosa)
GARÇA AZUL (Florida caerulea) SAÍRA-SETE-CORES (Tangara seledon)
GARÇA BOIADEIRA (Bubulcus íbis) SAÍRA VERDE (Tangara desmaresti)
GARÇA BRANCA GRANDE (Casmerodius albus) SANHAÇO (Thraupis sayaca)
GARÇA BRANCA PEQUENA (Egretta thula) SANHAÇO MARRON – SANHAÇO DO COQUEIRO (Thraupis palmarum)
GATURAMO VERDADEIRO (Euphonia violacea) SARACURA (Aramides cajanea)
GAVIÃO CARIJÓ (Rupornis magnirostris) SERIEMA (Cariama cristata)
GAVIÃO-CARRAPATEIRO (Milvago chimachima) SOCÓ BOI (Tigrisoma lineatum)
GAVIÃO-PEGA-MACACO (Spizaetus tyrannus) SOCOZINHO (Butorides striatus)
GAVIÃO DE RABO BRANCO (Buteo albicaudatus) SUINDARA (Tyto alba)
GRALHA AZUL (Cyanocorax caeruleus) SUIRIRI (Machetornis rixosus)
GRALHA DO CAMPO (Cyanocorax cristatellus) TALHA-MAR (Rynchops nigra)
GRAÚNA (Gnorimopsar chopi) TANGARÁ (Chiroxiphia caudata)
GUARÁ (Eudocimus ruber) TICO-TICO (Zonotrichia capensis)
GUAXE (Cacicus haemorrhous) TIÉ-SANGUE (Ramphocelus bresilius)
HARPIA (Harpia harpyja) TIZIU (Volatinia jacarina)
INHAMBU (Crypturellus tataupa) TRINCA-FERRO (Saltator maximus)
INHAMBUGUAÇU (Crypturellus obsoletus) TRINTA-RÉIS (Sterna hirundo)
IRERÊ (Dendrocygna viduata) TUCANO-DE-BICO-AMARELO (Ramphastos toco)
JABURU (Jabiru mycteria) TUCANO-DE-BICO-PRETO (Ramphastos vitellinus)
JACAMIM (Psophia creptans) TUCANO-DE-BICO-VERDE (Ramphastos dicolorus)
JAÇANÃ (Jacana jaçana) UIRAPURU (Cyphorhinus aradus)
JACU (Penelope obscura) URUBU (Coragyps atratus)
JACU DE ESTALO (Neomorphus geoffroyi) URUBU-REI (Sarcoramphus papa)
JACUPEMBA (Penelope superciliaris) VIUVINHA (Arundinicola leucocephala)
JACUTINGA (Pipile jacutinga) ZABELÊ (Crypturellus noctivagus)
JANDAIA (Aratinga jandaya)  



ALBATROZ GIGANTE (Diomedea exulans)


albatroz

Características – é a maior ave voadora do mundo, podendo exceder 3,50 m de envergadura, mas mal ultrapassando o peso de sete quilos. Plumagem branca com dorso e asas escuras. A cauda é cinzenta, pés e bicos amarelos, este último com a ponta mais escura. Os juvenis deixam o ninho com plumagem quase totalmente marrom, que vai clareando com a idade. Os machos tendem a tornar-se mais brancos que as fêmeas. Machos pesam entre 8,19 e 11,9 kg. Fêmeas entre 6,35 e 8,71 kg. A envergadura dos machos é maior que das fêmeas. É provável que alguns indivíduos ultrapassem os 50 anos de idade.

Habitat – pelágico (mar aberto, longe da costa), acidentalmente ocorre nas costas
Ocorrência – litoral sul do Brasil
Hábitos – os jovens permanecem no oceano por cinco anos antes de retornar à sua colônia natal, exibindo alto grau de filopatria. Cerca de 50% dos jovens sobrevivem até essa idade, enquanto adultos entre têm uma expectativa anual de sobrevivência de 94%. Durante o verão as fêmeas utilizam a margem da plataforma continental da América do Sul (norte até c. 32°S) e os machos as águas fora da Península Antártica; durante o inverno os machos se juntam às fêmeas. As viagens de alimentação para as águas do norte da Argentina e sul do Brasil cobrem mais de 9.500 km e duram c. 15 dias. A espécie realiza movimentos de grande escala, e indivíduos que nidificam no Atlântico parecem realizar uma migração circumpolar para leste que os leva à costa sul da Austrália e através do Pacífico antes de retornarem às colônias de reprodução nas ilhas subantárticas do grupo das South Georgias. Aves anilhadas desta população tem sido recapturadas na costa sul do Brasil (notadamente por espinheleiros operando fora do Rio Grande do Sul e Santa Catarina), África do Sul e sul da Austrália e Nova Zelândia.

Alimentação – pequenos animais, principalmente moluscos e crustáceos. Segue navios para apanhar detritos. Capturam presas principalmente na superfície, tendo limitada capacidade de submergir. Alimentam-se principalmente de lulas e peixes que podem ser obtidos como descartes da pesca ou corpos flutuantes após a desova. Os albatrozes também consomem carniça (como mamíferos marinhos mortos), tunicados, águas-vivas e crustáceos. A maior parte do alimento é obtida durante o dia, embora haja algum forrageamento noturno. A predisposição da espécie em consumir presas mortas faz com que se associe a barcos pesqueiros para aproveitar descartes, sendo bastante agressiva ao disputar restos com outras aves.
Reprodução – machos e fêmeas começam a se reproduzir com cerca de 11 anos. A idade de primeira reprodução tem decrescido em populações sofrendo redução devido à mortalidade causada pela pesca. No Atlântico nidifica no arquipélago das South Georgias (c. 2.000 pares reprodutivos/ano), especialmente Bird Island (60% da população do arquipélago). A população que nidificava nas ilhas Falklands (Malvinas) se extinguiu em 1959 devido à pressão humana. For a do Atlântico há colônias nas ilhas Crozet, Kerguelen, Marion, Prince Edward e Macquarie.No Oceano Índico há populações reprodutivas nas ilhas Crozet, Herguelen, Marion, Prince Edward e Macquarie. Nidifica em colônias dispersas, as posturas sendo realizadas entre dezembro e fevereiro. A incubação dura 11 semanas, sendo dividida entre os pais.  O

único filhote leva 40 semanas para deixar o ninho, o que ocorre entre novembro e fevereiro. O longo período reprodutivo (55 semanas) faz com que essa espécie se reproduza apenas bi-anualmente. Casais bem sucedidos podem retornar à colônia apenas após 3-4 anos.
Ameaças – a pesca com espinhéis (espinheleiros) e a poluição contribuem para a diminuição da população. A espécie é considerada globalmente vulnerável.




ALMA DE GATO (Piaya cayana)
Características – ave bastante vistosa com rabo longo. Pelagem laranja-avermelhada em todo o dorso, peito acinzentado e garganta amarelada. Bico amarelado. Mede aproximadamente 47 cm. Cauda longa com penas gradativamente mais curtas, do meio para os lados, e ponta branca.
Habitat – cerrados e matas ou às suas margens, com algumas ocorrências em áreas urbanas
Ocorrência – do México à Argentina e em todo o Brasil
Hábitos – vive aos casais. O som de seu canto é forte, emitindo até 16 pios em 10 segundos, além de imitar outras aves como o bem-te-vi.
Alimentação – insetívoro

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ANACÃ (Deroptyus accipitrinus)

Características – é uma das espécies de papagaios mais vistosas da Amazônia. Possui uma gola de penas longas, bordadas de azul, ao redor do pescoço e, quando excitada, a ave levanta esse linto ornato em forma de leque. A cabeça é Bruna, o dorso e as asas são verdes. O ventre é azul com manchas vermelhas e verdes. A cauda é longa.
Habitat – floresta de terra firme
Ocorrência – região amazônica
Hábitos – vive em bandos que variam de cinco a mais de uma dúzia de animais. O nome vem da vocalização, pois ao voar grita "anacã! anacã! anacã!", chamando seus colegas e mantendo a integridade do bando.

anacã

ANANAÍ (Amazonetta brasiliensis)

Características – espécie de marreco pequeno, com pés vermelhos, coloração parda com tons oliváceos, asas negras e brilhantes e o espelho alar com faixas brancas e verde-azuladas brilhantes. O macho possui bico vermelho e a fêmea cinza-oliva. Mede aproximadamente 40 cm.
Habitat – áreas alagadas, ricas em vegetação baixa e densa, de pouca profundidade.
Ocorrência – das Guianas e Venezuela até a Argentina e em todo o Brasil.
Hábitos – constrói o ninho no solo ou em oco de árvores e seus ovos são arredondados e brancos.

ananaí
ANU (Crotophaga ani)


anu

Características – mede em torno de 36 cm, possuindo plumagem totalmente preta, cauda longa, bico preto e alto. Sexo sempre semelhante. O cheiro do corpo é forte e característico, perceptível para nós a vários metros e capaz de atrair morcegos hematófogos e animais carnívoros.
Habitat – campos, pastagens e áreas cultivadas. Prefere lugares úmidos.
Ocorrência – da Flórida à Argentina e em todo o Brasil.
Hábitos – muito hábil para pular e correr entre os ramos. Vive sempre em bandos. Gostam de apanhar sol e banhar-se na poeira, ficando a plumagem às vezes fortemente tingida com a cor da terra do local ou de cinza e carvão, sobretudo se eles correrem antes pelo capim molhado, pois suas penas se tornam pegajosas. Pela manhã e após as chuvas pousam de asas abertas para enxugarem-se. À noite, para se esquentar, costuma juntar-se a outros indivíduos em filas apertadas ou em grupos. Procuram moitas de taquara para pernoitar. Arrumam as suas plumagens reciprocamente. São aves extremamente sociáveis. Voador fraco mal resiste à brisa, qualquer vento mais forte o leva para longe. O anu-preto possui mais de uma dúzia de vozes diferentes. Tem dois pios de alarme: a um certo grito todos os componentes do bando se empoleiram em pontos bem visíveis, examinando a situação; outro grito, emitido quando um gavião se aproxima, faz desaparecer num instante no matagal todo o grupo. Eles se divertem cavaqueando baixinho, de modo bem variado, causando às vezes a impressão de estar tentando imitar a voz de outra ave.
Alimentação – essencialmente carnívoros, comendo gafanhotos, percevejos, aranhas, miriápodes etc. Predam também lagartas peludas e urticantes, lagartixas e camundongos. Pescam na água rasa; periodicamente comem frutas, bagas, coquinhos e sementes, sobretudo na

época seca quando há escassez de artrópodes. O anu-preto alimenta-se, sobretudo de ortópteros (gafanhotos) que apanha acompanhando o gado. Quando não há gado no pasto executa, às vezes, caçadas coletivas no campo, o bando espalha-se no chão, em um semicírculo, ficando afastados uns dos outros por dois ou três metros. Permanecem assim imóveis e atentos e quando aparece um inseto, a ave mais próxima salta e o apanha. De tempos em tempos o bando avança. Quando pousam sobre o dorso dos bois geralmente o fazem para ampliar seu campo visual. Às vezes apanha insetos em pleno vôo, capturando também pequenas cobras e rãs; seguem tratores que aram os campos.
Reprodução - os ovos perfazem 14% do peso de seu corpo. É de cor azul-esverdeada, coberto por uma crosta calcária, raspada sucessivamente pelo processo de virar os ovos durante a incubação. A incubação é curta, dura de 13 a 16 dias. O anu-preto costuma trazer comida quando visita a fêmea no ninho. O macho dança em torno da fêmea, no solo. As fêmeas, embora possuam ninhos individuais, se associam mais freqüentemente a um ou dois casais do seu bando para construir ninho coletivo, pôr ovos e criar a prole juntas, tendo a cooperação de machos e filhotes crescidos de posturas anteriores. Seus ninhos são grandes e profundos. Pode acontecer de um ninho ser ocupado por 6 ou 10 aves, e conter 10, 20 e até mais ovos. A postura de uma fêmea é calculada em 4 a 7 ovos. São criados com sucesso meia dúzia de filhotes por vez. A boca aberta vermelha do filhote do anu-preto é marcada por três sinais amarelos. Quando os seus ninhos são abandonados, às vezes são aproveitados por outros pássaros, cobras e por pequenos mamíferos, sobretudo marsupiais.Os filhotes deixam o ninho antes de poder voar, com a cauda curta, e são alimentados ainda durante algumas semanas. Seus filhotes ainda pequenos são facilmente espantados e fogem para todos os lados sobre os galhos em torno do ninho, mas costumam regressar ao mesmo quando se sentem novamente seguros.



ANU BRANCO (Guira guira)


Características – mede em torno de 38 cm, com plumagem branca-amarelada, asas marrons e bico alaranjado. Cauda com faixa preta. As penas da fronte e alto da cabeça são longas e fina e quando arrepiadas formam um topete. Sexo sempre semelhante.
Habitat – campos, pastagens e áreas cultivadas
Ocorrência – Paraguai, Uruguai, Argentina e todo o Brasil.
Hábitos – quando empoleirado arrebita sua longa cauda. Seu canto é alto, estridente e muito variado. Caça em pequenos grupos no solo. Anda sempre em bandos. São aves extremamente sociáveis. Devido as seu vôo lerdo e fraco, são freqüentemente atropelados nas estradas. Gostam de apanhar sol e banhar-se na poeira, ficando a plumagem às vezes fortemente tingida com a cor da terra do local ou de cinza e carvão, sobretudo se eles correrem antes pelo capim molhado, o que torna suas penas pegajosas. Pela manhã e após as chuvas, pousam de asas abertas para enxugarem-se. À noite, para se esquentar, juntam-se em filas apertadas ou aglomeram-se em bandos desordenados; acontece de um correr sobre as costas dos outros, que formam a fila, para forçar a sua penetração entre os companheiros. Procuram moitas de taquara para pernoitar. Esta espécie morre de frio no inverno. Arrumam as suas plumagens reciprocamente.
Alimentação – são essencialmente carnívoros, comendo gafanhotos, percevejos, aranhas, miriápodes etc. Predam também lagartas peludas e urticantes, lagartixas e camundongos. Cospem pelotas. Pescam na água rasa. Periodicamente comem frutas, bagas, coquinhos e sementes, sobretudo na época seca quando há escassez de artrópodes.

Reprodução – seus ovos são relativamente muito grandes, tem de 17 a 25% o peso da fêmea. A cor dos ovos é verde-marinho, uma rede branca calcária em alto relevo se espalha sobre toda a superfície. Tanto há ninhos individuais, como coletivos. A fêmea que construiu um ninho e ainda não começou a pôr os seus ovos, joga fora os ovos postos ali por outras fêmeas. Joga também os ovos, quando a fêmea poedeira encontra o ninho onde quer pôr ocupado por outra ave. Os adultos nem sempre zelam bem pelos ninhos com ovos, abandonando-os. Os filhotes deixam o ninho antes de poder voar, com a cauda curta, e são alimentados ainda durante algumas semanas. Quando os seus ninhos são abandonados, às vezes são aproveitados por outros pássaros, cobras, por pequenos mamíferos, sobretudo marsupiais.
Predadores naturais – animais carnívoros em geral. Esta espécie é atacada por outras aves, por exemplo o suiriri, mas é reconhecida como possível inimiga da coruja. As rolas se assustam com o aparecimento de anus-brancos. O anu-branco por sua vez enxota gaviões como o gavião-carijó quando estes pousam nas imediações do seu ninho.
Ameaças - atingidos pela ação funesta dos inseticidas, fato tanto mais lamentável por serem muito úteis à lavoura.



ARAÇARI BANANA (Baillonius bailloni)

Características – menores que os tucanos e com plumagem do dorso bruno-azeitona, com rabadilha vermelha e o lado anterior amarelo-ouro. O bico tem ponta verde, a parte alta azulada e uma mancha sangue na parte superior.
Habitat – floresta
Ocorrência – sul e sudeste do Brasil
Alimentação – frutos e sementes
Ameaças – destruição do habitat, caça e tráfico de animais.

araçari
ARAPONGA (Procnias sp.)

araponga

Características – é conhecida em todo o Brasil pelo seu grito alto e estridente. É também chamada de guiraponga, ferreiro ou ferrador, sendo que esses dois últimos nomes vêm do seu grito, que imita com perfeição o trabalho de um ferreiro, primeiramente com uma lima e a seguir com a batida estridente de um martelo sobre a bigorna. O nome Araponga é indígena e vem de ara = ave e ponga = soar. Três espécies de arapongas são encontradas no Brasil: a Procnias nudicollis , que é a mais comum, habitando desde matas litorâneas da Bahia até o Rio Grande do Sul. O macho é todo branco, com a garganta e os lados da cabeça esverdeados, e a fêmea é totalmente esverdeada. Temos também a Procnias averano que vive em Roraima e no Nordeste, tem as asas pretas, peito branco, cabeça marrom e vários apêndices carnudos que "nascem" do seu pescoço como se fossem barba, de onde vem seu nome popular de "araponga de barbela". A terceira espécie é a Procnias alba , que habita o Amazonas na região do Rio Negro, mas pouco se sabe sobre ela.
Habitat – florestas
Ocorrência – todo o Brasil
Hábitos – o macho fica adulto entre dois anos e dois anos e meio. Tem seu território, uma árvore que ele defende e onde não permite a intrusão de machos da sua idade nos seus dois galhos favoritos: um mais alto, onde ele canta, outro mais baixo onde se acasala. A araponga não gosta muito de descer ao chão.

Alimentação – as arapongas, cuja abertura de bico é enorme, comem pequenos frutos silvestres e bagas inteiras.
Reprodução – pousado no galho mais alto, o macho canta o dia inteiro para atrair a fêmea; e este é um dos casos em que a fêmea escolhe o macho. Os dois se encontram no "galho do acasalamento", e o macho dá um grito bem forte em frente à fêmea; se ela aceitar este macho, dá-se o acasalamento. Posteriormente o macho volta para o seu "galho de canto" e continua a cantar. Se aparecer outra fêmea ele repete a manobra. A postura e de cerca de 2 ovos, o período de incubação de 23 dias e os filhotes saem do ninho com 27 dias de idade.
Ameaças – a Procnias averano se torna cada vez mais rara por causa da derrubada das matas, seu habitat natural, constando na lista do IBAMA de animais ameaçados de extinção. Alguns ecologistas estão tentando a preservação desta espécie. A destruição do habitat, a caça e o tráfico de animais são as principais ameaças para as espécies.



ARARA AZUL (Anodorhynchus hyacinthinus)


arara

Características – também conhecida como araraúna é o ma ior de psitacídeo do mundo, medindo 93 cm de comprimento, penas centrais da cauda com 55 cm, 1,5 kg de peso. A plumagem é predominatemente azul cobalto, mais escura nas asas, o bico é cinza escuro, muito grande, aparentando ser maior que o próprio crânio, sem dentes na maxila, porém com pronunciado entalhe na mandíbula, com mandíbula e pele do contorno dos olhos amarelos. A língua é negra com uma tarja amarela longitudinal. Não há distinção entre machos e fêmeas. Os machos normalmente são mais robustos, principalmente no bico, com a cabeça mais quadrada. A cauda também é maior. Podem atingir de 30 a 40 anos de idade.
Habitat – buritizais, pantanal, matas ciliares e cerrados adjacentes.
Ocorrência – no Brasil nos estados do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Sul do Piauí e do Maranhão e no Pará.
Hábitos – espécie é monógama,  permanecendo  unidos  por  toda a vida. São animais muito  sedentários  e  gregários,  cuja  população  está

relacionada a existência de árvores para nidificação e aos cocos de poucas espécies de palmáceas. A falta de um destes fatores impede a sobrevivência da ave. Na natureza, observam-se as araraúnas em famílias, pares ou bandos de até 63 indivíduos (no Pantanal, até julho de cada ano). No Pantanal, é comum observar araraúnas próximas às sedes de fazendas; isto ocorre porque as sedes são construídas nas partes mais elevadas e onde se localizam os acuris e as bocaiúvas (palmáceas). Têm o vôo pesado, no entanto são capazes de descrever curvas fechadas.
Alimentação – sementes e frutos
Reprodução – atingem a maturidade aos 3 anos. Época reprodutiva vai de novembro a janeiro.
Fazem ninhos em árvores e nos buritis. P ostura de 01 a 3 ovos e i ncubação dura de 27 a 29 dias. Os ovos são redondos. Os filhotes nascem medindo 10 a 12 cm e pesando 20 a 27 gramas. Ganham peso e crescem rapidamente. Os filhotes abandonam o ninho com 15 semanas de idade. Produzindo em média dois filhotes a cada dois anos, mas com a sobrevivência de apenas um filhote na maioria dos casais, a arara-azul também tem baixa taxa reprodutiva. Além disso, 20 a 40% dos ovos são predados a cada: ano e 10 a 15% dos filhotes que nascem, são predados ou morrem antes de completar cinco dias de vida. As árvores para a nidificação, no Pantanal, é a ximbuca (Enterolobium cortisiliquun), o angico-branco (Albizia niopoides) e, principalmente, o manduvi (Sterculia striata). São árvores de grande DAP (diâmetro na altura do peito) e por isso possuem ocos compatíveis com os ninhos ideais para a araraúna. Esta ave nunca inicia um oco, porém pode aumentá-lo. O preparo do ninho, a postura e o cuidado com os filhotes são ações que demonstram a cooperação do casal.

As araraúnas são fiéis a seus pares e na perda do macho ou da fêmea, seu par fica sozinho, não se compondo novamente com outro indivíduo. Os ninhos são disputados com outras espécies de aves como: arara-vermelha (Ara chloroptera), gavião-relógio (Micrastur semitorquatus), urubu (Coragyps atratus) e pato-do-mato (Cairina moschata) e, mais raramente, por marreca-cabocla (Dendrocygma autumanalis) , Falco refigulares e tucano (Ramphastos toco). Outros animais como porco-espinho (Coendou prehensilis) e abelhas (Melis apiphera) também podem ocupar os ninhos da araraúna.
Predadores naturais – os prováveis predadores de seus ovos são: gralha (Cyanocorax sp.), tucano (Ramphastos toco), carcará (Poliborus plancus), quati (Nasua nasua), irara (Eira barbara) e gambá (Didelphis albiventris). Os prováveis predadores de filhotes são: gavião-relógio (Micrastur semitorquatus), gavião-pernilongo (Geranospiza caerulesncens), gavião-preto (Buteogallus urubutinga) e irara.

psitacídeos
Ameaças – ameaçada de extinção. Hoje a população é diminuta por causa da destruição dos habitats (desmatamentos e queimadas), do tráfico e do baixo sucesso reprodutivo. O pisoteio do gado dificulta o crescimento e a manutenção da população da bocaiúva, o que dificulta a oferta de alimentos para a araraúna. O manejo da pastagem para o gado é feito através de queimadas, as quais se alastram e queimam as cordilheiras e capões, onde existem o alimento e os ninhos das araraúnas. A caça que foi intensa até a década de 80 e hoje ainda é uma ameaça para as populações Norte e Nordeste do Brasil, juntamente com a coleta de penas para cocares e colares nas áreas indígenas.


ARARA AZUL DE LEAR (Anodorhynchus leari)

Características – mede cerca de 71 cm e pesa em trono de 940 gr. Possui a plumagem da cabeça e pescoço azul – esverdeado, barriga azul – desbotado, apenas as costas, lado superior das asas e cauda azul – escuro. Anel perioftálmico amarelo relativamente claro além da barbela amarela – enxofre clara, quase triangular situada em cada lado na base da mandíbula. Não existe dimorfismo sexual
Habitat – endêmica da Caatinga, vive em desfiladeiros e paredões de granito e onde existem as palmeiras licuri.
Ocorrência – exclusivamente no estado da Bahia, distribuindo-se pelos municípios de Canudos, Euclides da Cunha, Jeremoabo, Sento Sé e Campo Formoso. Está oficialmente preservada dentro da Estação Ecológica do Raso da Catarina.
Hábitos – formam casais, permanecendo unidos durante toda vida. Vivem em bandos que podem ser vistos nas primeiras horas do dia ou nos finais de tarde. Abrigando-se em fissuras dos paredões de arenitos.
Alimentação – principalmente do coco do licuri, mas também de outros frutos como o pinhão, o umbu e o mucumã, ás vezes atacam as plantações de milho.
Reprodução – na época de reprodução, que vai de dezembro a maio, os casais separam-se do bando e passam a freqüentar o ninho que são feitos nas cavidades dos paredões. A fêmea coloca entre 2 a três ovos. Os filhotes nascem cegos e nus e são alimentados pelos pais até que possam sair sozinhos do ninho, e muitas vezes acompanham os pais durante os vôos.

Ameaças – ameaçada de extinção pela destruição do habitat, endemismo e o tráfico de animais. Hoje existem cerca de 150 araras-azuis-de-lear na natureza e 18 em cativeiro no Brasil.



ARARA AZUL PEQUENA (Anodorhynchus glaucus)

Características – muito semelhante à arara-azul-de-lear, porém menor, 68 cm, com uma área triangular nua, amarela pálida na base da mandíbula, também um pouco menor. Além do anel amarelo característico em volta dos olhos. A plumagem é mais clara, apresentando um tom azul esverdeado um pouco desbotado, na cabeça, pescoço, costas e barriga, garganta e peito acinzentados, parte superior das asas e cauda num azul brilhante e parte inferior das asas e cauda completamente negras.
Habitat – campos abertos, baixadas com palmeiras e matas ciliares ao longo dos rios.
Ocorrência – distribuída numa pequena faixa entre a província de Corrientes na Argentina, fronteira com o Paraguai, província de Artigas no Uruguai e os estados brasileiros do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Hábitos – vista aos pares, juntando-se a grupos para se alimentar nas palmeiras, onde os frutos verdes, também lhe proporcionavam uma boa camuflagem.
Alimentação – frutos das palmeiras como o butiá e o tucum, ou frutas da estação.
Reprodução – é desconhecido o período de reprodução, sabe-se que aninhava em ocos das árvores, nas fendas ou cavidades dos penhascos de arenito ou até mesmo nos barrancos dos rios
Ameaças – ameaçada de extinção. As prováveis causas da extinção da arara-azul-pequena pode ter sido a baixa densidade populacional ocasionando um esgotamento genético, a caça e o tráfico de animais.



ARARA CANINDÉ (Ara ararauna)


Características – mede aproximadamente 80 centímetros e pode pesar até 1,2 kg. Sua plumagem superior é de cor azul e sua barriga amarela. A face é branca. A garganta e fileiras de penas faciais negras. O bico é negro, forte, alto e recurvado, e a língua grossa é sensível e riquíssima em papilas gustativas.
Habitat – florestas, várzeas com buritizais, babaçuais e beira de mata.
Ocorrência – América Central, América do Sul, sendo no Brasil até o estado de São Paulo.
Hábitos – voz estridente, não chega a pronunciar tão exatamente as sílabas "a-ra-ra", que é a voz comum a todas as espécies deste gênero. Utilizam o bico como um terceiro pé que quando trepam nos galhos. A melhor defesa que possui é ficar imóvel e calada. Vivem geralmente aos pares, podendo formar também grupos de mais de 30 indivíduos.
Alimentação – sementes, frutas e larvas de insetos.
Reprodução – formam casais que são fiéis por toda a vida, estes casais botam uma vez por ano dentro de oco de árvore de 03 a 04 ovos, dos quais saem depois de 30 dias 02 a 03 filhotes. Os filhotes saem do ninho com 13 semanas de vida e são totalmente dependentes dos pais.
Ameaças – ameaçada de extinção. As araras estão entre as aves mais apreciadas para servirem de animais de estimação e entre elas a canindé é a mais comum de ser encontrada na Europa e Estados Unidos, a maioria delas proveniente do tráfico que é hoje maior perigo para espécie. As maiores ameaças  para   esta  arara   estão  relacionadas   a  destruição   do   habitat,

principalmente no Cerrado. A devastação de áreas com vegetação nativa, incluindo os buritizais, implica na redução dos locais disponíveis e adequados para sua reprodução, tendo em vista seu hábito especializado na utilização de ocos de buritis como ninhos. O comércio ilegal também exerce pressão significativa sobre a espécie, sendo possivelmente a arara mais comum encontrada em cativeiro.



ARARAJUBA (Guaruba guarouba)


Características – m ede aproximadamente 34 cm e pesa em torno de 200gr a 300gr. Do porte de um papagaio pequeno, porém com a cauda maior, sua plumagem é amarela dourada, tendo somente as penas do final das asas, verde escura. Possui o bico de cor clara. Sua cauda é longa com penas de tamanho desigual e bico curvo. Suas pernas são rosas. Tendo em vista sua ocorrência ser atribuída apenas ao Brasil e sua cores correspondem às existentes na bandeira nacional, esta ave é considerada como símbolo do Brasil. Não há dimorfismo sexual, machos e fêmeas são iguais. Podem viver até 30 anos.
Habitat – florestas tropicais. Endêmica da floresta Amazônica. Ocorrência – do Maranhão ao oeste do Pará e através do Baixo Xingu ao Tapajós

ararajuba
Hábitos – vivem em grupos de 4 a 10 indivíduos. Podem ser vistas também em pares. Os casais são monogâmicos, ou seja, vivem juntos por toda a vida. Vivem nas matas em árvores bem altas, nos buracos altos e bem profundos das árvores. Animais silenciosos, se seguram pelo bico, pendurando-se nos galhos.
Alimentação – sementes e frutos. Na natureza seu alimento predileto é o coco do açaí.
Reprodução – atingem a maturidade aos 3 anos. A i ncubação dura cerca de 26 dias com postura de 1 a 3 ovos. O período de reprodução vai de setembro a dezembro. Os filhotes, que são alimentados pelos pais até depois de saírem do ninho por mais ou menos 15 a 20 dias. Quando saem do ninho já estão emplumados. Normalmente o casal permanece junto dos filhotes dentro do ninho. Os filhotes nascem sem penas e depois ficam com penas amarelas com algumas manchas verdes.
Ameaças – está ameaçada de extinção pela destruição do seu habitat e a intensa captura como ave ornamental.



ARARA VERMELHA GRANDE (Ara chloroptera)


Características – mede aproximadamente 90 cm de comprimento e pesa cerca de 1,5kg. Possui plumagem predominantemente vermelha, com as penas das asas em azul (coberteiras maiores e primárias), e verde (coberteiras menores, secundárias e terciárias), face branca com fileiras de penas vermelhas.
Habitat – matas e áreas de capões florestais, podendo, eventualmente, ser avistada em áreas mais abertas (tipo savanas).
Ocorrência – desde o sul do Panamá, passando pela Bolívia, Colômbia, Peru, Paraguai indo até a Mata Atlântica no Espírito Santo e Rio de Janeiro. Atualmente, é muito rara nas florestas costeiras, sendo mais comumente encontrada nos estados de Mato Grosso, Goiás e região amazônica.
Hábitos – vivem agrupadas em casais ou em pequenos grupos de até 12 indivíduos.
Alimentação – frutos e sementes procurados nas copas de árvores. Podem eventualmente ingerir barro para minimizar o efeito tóxico de algumas plantas e complementar a dieta com sais minerais.
Reprodução – pode construir o ninho em ocos de grandes árvores ou paredões de pedra. A reprodução ocorre na estação chuvosa, podendo a fêmea coloca geralmente 2 ovos e o período de incubação é de 30 dias.
Ameaças – a destruição do ambiente é provavelmente a maior ameaça para a espécie, visto que precisa de grandes áreas de mata ou capões para viver. O desaparecimento  desta arara  das  florestas próximas ao litoral brasileiro deve

estar relacionado ao desmatamento acentuado da vegetação original, resultando em fragmentos de mata incapazes de sustentar uma população. A espécie também está sujeita à perseguição para fomentar o comércio ilegal de aves.



ARARA VERMELHA PEQUENA (Ara macao)


Características – mede aproximadamente 84 cm. Possui grande área amarela na asa; face branca, inteiramente nua (sem a presença de fileiras de penas vermelhas). Cor geral vermelha com a plumagem bem mais brilhante que a arara vermelha grande.
Habitat – florestas tropicais
Ocorrência – México, Bolívia e Brasil, da Amazônia até o norte do Mato Grosso, sudeste do Pará.
Hábitos – emite grito estridente enquanto voa, mas se alimenta quietamente. Durante à noite, repousa junto de outros indivíduos da espécie. Vivem em grupos, podendo misturar-se a bandos de outras araras.
Alimentação – sementes e frutas. Come plantas que se descobriu serem venenosas. Cientistas acreditam que ele neutralize este veneno, comendo barro das fontes da água salobra.
Reprodução – incubação dura cerca de 25 dias, com postura de 01 a 03

ovos.
Nidifica em ocos de árvores quase sempre há mais de 10 metros de altura e o período de reprodução varia com a região de ocorrência.
Ameaças – captura para venda como animal ornamental e na destruição do seu ambiente são as maiores ameaças da espécie. Aparece nas primeiras gravuras que ilustram as reportagens da descoberta do novo mundo.


ARARINHA AZUL (Cyanopsitta spixii)


Características – mede cerca de 60 cm de comprimento, pesando em torno de 350g. Sua plumagem é azul-acinzentada, mais clara na região da cabeça e pescoço, sendo as plumas das asas e cauda mais escuras, o bico é negro e mais delicado. Possui a pele da região ocular de cor negra, como uma máscara, e os olhos são amarelos. O bico é menor em relação as outras espécies e tem uma particularidade única, tem uma parte de pele nua de cor cinzento escura que vai desde a parte superior do bico até ao olho, esta parte cinzenta deixa sobressair a cor amarela da íris do olho.
Habitat – ave endêmica da caatinga, intimamente associada a riachos estacionais. Vive em áreas mais úmidas do sertão, próxima a riachos estacionais, matas ciliares onde a vegetação é mais alta do que a caatinga, preferindo árvores como as caraibeiras.
Ocorrência – é endêmica da região nordeste da Bahia, ao sul do rio São Francisco, próximo ao município de Curaçá/ BA.
Hábitos – vivem aos pares nas árvores mais altas, como as caraibeiras e buritis.

Alimentação – sementes e frutos do pinhão e da favela.
Reprodução – nidifica em ocos da caraibeira, e sua reprodução está associada a distribuição das chuvas, ocorrendo normalmente de dezembro à março, nascendo geralmente dois filhotes. Sua postura é de 3 a 4 ovos, e a maturidade sexual é atingida entre os 4 e 5 anos. Seus ovos medem aproximadamente 35 mm de diâmetro.
Ameaças – ameaçada de extinção. O tráfico de animais silvestres e a baixa densidade populacional são as principais ameaças. A população de ararinhas hoje gira em torno de 60 indivíduos, distribuídos em países como as Filipinas, Espanha e Suíça. No Brasil, existem dois machos no zoológico de São Paulo e um casal com dois filhotes no criadouro Chaparral de Recife/ PE. É a Arara mais rara do mundo! O último exemplar selvagem conhecido dessa espécie e que habitava a região de Curaçá, no sertão da Bahia, desapareceu em outubro de 2000. Este macho de tão solitário (pois sua espécie é gregária, vivendo em grupos) acabou acasalando com uma fêmea de Maracanã (Ara maracana), que também vive no mesmo habitat.



ATOBÁ (Sula leucogaster)

Características – também conhecido como alcatraz, mergulhão, mumbebo, freira, piloto, piloto-pardo. Coloração marrom escura com parte interna das asas e barriga branca. Mede 74 cm. Bico e pernas amarelas. Diferenciam-se os sexos pela cor ao redor dos olhos (azul escuro no macho e amarelo-claro com mancha negra na fêmea).
Habitat – ilhas e rochedos litorâneos.
Ocorrência – Brasil
Hábitos – pesca mergulhando de média altura, geralmente em águas rasas, perto de praias e rochedos, submergindo por completo. São exímios mergulhadores. É bastante arisco, mostrando-se inquieto á aproximação humana.
Alimentação – sardinhas, anchoveta, maria-luisa e até lulas.
Reprodução – reproduz principalmente no mês de Agosto, ambos os sexos cuidam dos ovos e filhote. São dois ovos, mas só um filhote é criado, o segundo é de "segurança" e, quando o primeiro eclode é jogado fora do ninho. Ninhos confeccionados com pedras e material vegetal nos paredões e ao longo das praias junto aos blocos de pedras. Tempo de incubação de 45 dias. O filhote é alimentado, até cerca de 4 meses, com peixes, lulas, regurgitados pelos pais.

atobá



AZULÃO (Passerina brissonii)

azulão

Características – mede 15,5 cm de comprimento, é um pássaro belíssimo e também excelente cantor.
Habitat – campos e proximidades de matas.
Ocorrência – Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.
Hábitos – o casal troca alimento, quando um deposita no bico do outro sementes já descascadas.
Alimentação – sementes
Reprodução – reproduzem-se na primavera-verão, construindo o ninho a pouca altura do solo.
Ameaças – destruição do habitat e caça para o tráfico de animais para atender apreciadores de pássaros canoros que os mantém em gaiolas.




BACURAU ou CURIANGO (Caprimulgus cayennensis)


Características – mede em torno de 35 cm. Caracterizam-se por terem a unha do dedo médio provida de um verdadeiro pente em miniatura. O colorido predominante é o ferrugíneo e a cor de canela, sobre fundo cinzento com ondulações e desenhos de escamas escuras.
Habitat – gosta de lugares quentes
Ocorrência – no mundo inteiro, principalmente na América do Sul (incluindo o Brasil), América Central (até o México).
Hábitos – noturnos. Dormem em árvores, normalmente em tronco oco

bacurau
ou em árvores velhas e no chão. Constroem o ninho no solo, protegido por moitas, sem muito cuidado. Quando está descansando fica tão imóvel que muitas vezes é confundido com os galhos da árvore onde está.
Alimentação – caçam durante a noite voando com a boca aberta e comem insetos até o amanhecer.
Reprodução – a postura normalmente é caracterizada por 2 ovos, sempre brancos e com alguns salpicos de cor violeta, postos sem muito cuidado no chão, quando muito protegidos por uma moita



BATUÍRA DE BANDO (Charadrius semipalmatus)


batuíra

Características – também conhecido como maçarico, maçarico-de-coleira, agachada, otuí-tuí ou pinga-pinga. Plumagem dorsal marron-escura com ventre branco e faixa escura no pescoço como uma coleira. Fronte branca. Bico amarelado e delgado adaptado para capturar vermes e pequenso crustáceos na areia e no lodo.
Habitat – praias lodosas ou arenosas do litoral
Ocorrência – em toda a costa brasileira até a Argentina
Hábitos – ave migratória, visitante norte-americano comum.
Alimentação – vermes e pequenos moluscos e crustáceos
Ameaças – poluição e destruição do habitat.




BATUIRUÇU (Pluvialis dominica)


Características – maçarico grande, procedente do Ártico. Mede 26 cm de comprimento. Os adultos chegam com restos da plumagem reprodutiva (lado inferior negro) em setembro. Sexos semelhantes.
Habitat – áreas secas com grama curta (ex.: campos de aviação e de futebol).
Ocorrência – abundante no Brasil central. Suas migrações estendem-se até a Argentina e Chile. Ocorre também no Velho Mundo.
Alimentação – predominantemente animal
Reprodução – nidificam em uma cavidade esgravatada no solo. Os ovos têm formato de pião ou pêra, forma adequada para rolarem ao redor de seu próprio eixo e não lateralmente. São manchados, confundindo-se perfeitamente com o solo. Quando os adultos são espantados no ninho fingem-se de feridos a fim de desviar dali o inimigo. O macho, torna-se agressivo até mesmo a um homem. Filhotes nidífugos.

batuiruçu



BEIJA-FLORES


beija_flor
Beija-flor azul de rabo branco
(Florisuga mellivora)


Beija-flor estrela de bico preto longo
(Heliomaster longirostris)

Características – ao todo são conhecidas 323 espécies. No Brasil temos 145 formas que compreendem 86 espécies e 59 subespécies. Na maioria da espécies há dimorfísmo sexual, isto é diferenças aparentes entre macho e fêmea. O macho tem cores vivas e reluzentes enquanto a fêmea tem cores mais opacas e uniformemente distribuídas. Possuem bico alongado, extremamente adaptado para sugar o néctar das flores. Seus pés são pequenos, o que os impede de pousar no chão ou “andar”. Aliás, por isso pousam em ramos muito finos. Sua batida cardíaca é muito rápida, assim como suas asas, o que lhes consome muita energia, daí porque têm que estar a todo momento alimentando-se. O que por sua vez exige muita energia, já que tem que ficar pairado no ar. Na verdade é um círculo interligado alimentação/dispêndio de energia/alimentação. Seu enorme coração, que representa de 19 a 22% do peso total do corpo, facilita a rápida circulação do sangue. Desenvolvem velocidades médias que vão de 30 a 70 Km por hora e a vibração das asas pode atingir 50 a 70 batidas por segundo. São as únicas aves que conseguem ficar literalmente paradas no ar, decolar e aterrissar verticalmente, e até dar marcha à ré em pleno vôo. Ao dormir entra em estado de torpor quando seu ritmo cardíaco cai muito. O espetacular colorido dos beija-flores origina-se do fenômeno da refração da luz, através da microestrutura das penas. As mudanças de cores, observadas numa mesma ave, variam de acordo com o ângulo de incidência da luz solar ou com a movimentação do corpo.
Habitat – vivem nos mais variados lugares e ecossistemas como florestas, desertos, cerrados e mesmo próximo ao gelo.
Ocorrência –
existem apenas no continente americano, distribuindo-se do Alaska à Terra do Fogo na Argentina. É na região tropical que ocorrem mais espécies.

Hábitos – são extremamente ágeis, rápidas e belicosas que não se intimidam com inimigos maiores como gaviões, os quais atacam como balas deixando-os aturdidos e temerosos. É muito comum vermos estas pequenas aves perseguindo no ar as aves de rapina, para afastá-las das proximidades de seu ninho. N ão é difícil vê-los “tomando banho” em algum riacho na mata. Pairam a alguns centímetros do espelho d'água e dão rápidos “mergulhos superficiais”, molhando rapidamente as penas. Após, dois ou três destes mergulhos param em um galho próximo e arrumam cuidadosamente as penas. Atraídos principalmente pelas flores vermelhas, são eles grandes polinizadores e portanto responsáveis pela reprodução de muitas espécies de plantas. Hábeis acrobatas, são quase imperceptíveis quando passam “zunindo” próximo de nós, tão grande é sua velocidade. Suas azas tornam-se praticamente invisíveis quando pairam no ar .
Aliás, são as únicas aves que voam para trás.
Alimentação – a dieta principal é constituída pelo néctar das flores. Podem alimentar-se de pequenos insetos. Num único dia, eles são capazes de ingerir, em substâncias nutritivas, até 8 vezes o peso do seu corpo.
Reprodução – a construção do ninho é trabalho a ser executado pela fêmea, assim como da incubação dos ovos, os quais são normalmente em número de dois. Também é ela sozinha que trata da difícil tarefa que é alimentar os filhotes. Os ninhos são feitos de paina, reforçados com fios de seda produzido por aranhas e cobertos de liquens para confundi-los com o ambiente, o que os tornam mestres nesta arte. Normalmente os beija –flores fazem seus ninhos a pouca altura, sendo comum encontrá-los a um metro do solo, às vezes até menos. Encontrar um ninho de beija-flor em seu habitat natural é dificílimo. Em uma floresta é quase impossível, a não ser que a pessoa seja um


Beija-flor de frente preta
(Anthracothorax nigricollis)


Beija-flor de rabo branco
(Phaethornis pretrei)


Beija-flor garganta rubi (Clytolaema rubricauda)
especialista e tenha muita sorte. Mas, surpreendentemente podemos encontrar ninhos de algumas espécies nas habitações humanas, aí a sua observação torna-se fácil. Dependendo do gênero e da espécie o ninho é feito: em forma de uma tigela sólida , colocada em um galho horizontal, ou sobre uma folha como de uma helicônia; em forma de tigela alongada fixada em uma raiz embaixo de um barranco; em fo rma alongada dependurada na parte inferior de uma folha larga como de bananeira. A incubação dura de 16 a 17 dias e os filhotes permanecem no ninho de 20 a 30 dias.
Curiosidades - os indígenas deram nomes muito sugestivos para os beija-flores, que descreviam com perfeição esses pássaros encantadores: para os índios caraíbas, eles eram os “colibris”, que significa “área resplandecente”; os tupis os batizaram de “guainumbis”, ou seja, “pássaros cintilantes”; já para os índios guaranis, os beija-flores eram os “mainumbis”, isto é, “aqueles que encantam, junto à flor, com sua luz e esplendor”. Dizem que Igor Sirkorski, que inventou o helicóptero, baseou suas idéias na observação contínua do vôo dos beija-flores. No entanto, o helicóptero não pode voar de cabeça para baixo. Os beija-flores podem.
Predadores naturais – aves de rapina, tucanos, gambás, etc.
Ameaças – destruição do habitat, caça e agrotóxicos. Infelizmente, em algumas regiões do Brasil, ainda são caçados com redes para se fazer “passarinhada”.
Como atraí-los – se for possível, procure atraí-los com o plantio de espécies vegetais apropriadas (veja sugestões no item “plantas que atraem beija-flores”). Caso contrário utilize-se de bebedouros apropriados tomando certos cuidados para não prejudicá-las, ao invés de contribuir com a manutenção das espécies. Aí vão algumas sugestões: esses bebedouros feitos de garrafas plásticas ou vidro com um orifício onde a água com açúcar sai, devem ser extremamente limpos e lavados diariamente, porque a sujeira acumulada propicia o desenvolvimento de fungos que acabam matando os pássaros. A mistura deve ser trocada diariamente para não fermentar o que sobra. Fungos e bactérias surgem com a fermentação decorrente do uso do açúcar ou mel. O tempo que esse alimento fica no bebedouro leva à fermentação, que provoca problemas no bico do pássaro. Recomenda-se, portanto, lavar todas as partes do bebedouro com água e sabão, se possível todos os dias, e enxaguar bem. Uma vez por semana, deve-se fazer uma lavagem mais intensiva, colocando o bebedouro de molho numa solução de água sanitária e enxaguar bem para eliminar odores e resíduos. Trocar a água doce todos os dias é o melhor conselho. Não é preciso colocar muita água: é melhor colocar um pouco todos os dias, do que encher o bebedouro. As abelhas geralmente atacam os bebedouros quando a água está muito doce, ou seja, quando exageramos mesmo na quantidade de açúcar. O ideal é usar uma solução fraca de açúcar ou mel. Deve-se colocar no bebedouro cerca de 20% de açúcar e o restante com água, de preferência filtrada ou clorada. Se no local houver muitos beija-flores visitando-as, é melhor colocar várias garrafas, pois eles são muito territorialistas e muitas vezes chegam a brigar de tal forma que um ou  outro  acaba morrendo  pelos  ferimentos  recebidos.  Se  você  passa
colibri
Beija-flor topázio
(Topaza pella)


Beija-flor preto e branco (Melanotrochilus fuscus)

 


Beija-flor verdinho de bico vermelho (Chlorostilbon aureoventris)

 


Beija-flor vermelho
(Chrysolampis mosquitus)


alguns dias em sua casa de campo ou sítio, retire os bebedouros quando for embora, para que não se tornem um perigo às aves, já que abandonados por alguns dias a água fermentará e com restos de insetos apodrecidos, tornar-se-ão verdadeiros potes de veneno. Evite os bebedouros que possuem aquelas flores de plástico colorido com a finalidade de atrair os beija-flores. Essas flores artificiais atraem na realidade os fungos que são prejudiciais aos pássaros. Retire estas flores. Os beija-flores se acostumarão rapidamente com os bebedouros, sem a necessidade delas.

Plantas que atraem beija-flores - jardins bem floridos são um grande atrativo para estas aves que procuram o néctar das flores.

- Ornamentais:

   •  Afelandra-amarela - Aphelandra squarrosa
   •  Agapanto - Agapanthus africanus
   •  Alpínia – Alpinia zerumbet
   •  Asistácia – Asystasia spp.
   •  Brinco-se-princesa – Fuchsia hybrida
   •  Caliandra - Calliandra spp.
   •  Camarão-amarelo – Pachystachys lutea
   •  Clerodendro-vermelho - Clerodendrum splendens
   •  Cipó-de-São-João – Pyrostegia venusta
   •  Falmboiãzinho – Caesalpinia pulcherrima
   •  Glicínia – Wisteria sinensis
   •  Hibisco – Hibiscus rosa-sinensis
   •  Ixora – Ixora chinenses
   •  Lágrima-de-Cristo – Clerodendrum thomsonae
   •  Lantana – Lantana spp.
   •  Lanterninha-japonesa - Abutilon megapotamicum
   •  Madressilva - Lonicera japonica
   •  Malvavisco - Malvaviscus arboreus
   •  Maria-sem-vergonha – Impatiens walleriana
   •  Mussaenda-vermelha - Mussaenda erythrophylla
   •  Penta – Penta spp.
   •  Russélia - Russelia equisetiformis
   •  Sálvia - Salvia splendens
   •  Sininho – Abutilon venosum

- Árvores:

   •  Corticeira - Erythrina crista-galli
   •  Diadema - Stifftia chrysantha
   •  Flamboyant – Delonix regia
   •  Grevilea-anã - Grevillea banksii
   •  Ipê-amarelo – Tabebuia chrysotricha
   •  Ipê-roxo – Tabebuia avellanedae
   •  Jacarandá-mimoso – Jacarandá mimosaefolia
   •  Jambeiro – Syzygium malaccense
   •  Laranjeira – Citrus sienesis
   •  Paineira – Chorisia speciosa
   •  Pata-de-vaca - Bauhinia blakeana
   •  Romãzeira – Punica granatum
   •  Suinã-do-litoral - Erythrina speciosa
   •  Sibipiruna – Caesalpinia peltophoroides


Espécies de beija-flores que ocorrem no Brasil

1. Amazilia chionogaster, Beija-flor-verde-branco
2. Amazilia chionopectus , Beija-flor-verde-branco-de-bico-preto
3. Amazilia fimbriata, Beija-flor-verde-de-cauda-negra
4. Amazilia lactea, Beija-flor-verde-de-peito-azul
5. Amazilia leucogaster, Beija-flor-de-barriga-branca
6. Amazilia versicolor, Beija-flor-verde-furta-cor
7. Amazilia viridigaster, Beija-flor-verde-de-cauda-cobre
8. Anthracothorax nigricollis, Beija-flor-de-frente-preta
9. Anthracothorax viridigula, Beija-flor-de-garganta-verde
10. Aphantochoroa cirrhochloris, Beija-flor-cinza
11. Augastes lumachellus, Beija-flor-de-gravata-vermelha
12. Augastes scutatus, Beija-flor-de-gravata-verde
13. Avocettula recurvirostris, Beija-flor-de-bico-virado
14. Calliphlox amethystina, Besourinho-ametista
15. Campylopterus duidae, Asa-de-sabre-de-peito-camurça
16. Campylopterus hyperythrus, Asa-de-sabre-canela
17. Campylopterus largipennis, Asa-de-sabre-cinza
18. Chlorestes notatus, Beija-flor-de-mento-azul
19. Chlorostilbon aureoventris, Verdinho-de-bico-vermelho
20. Chlorostilbon mellisugus, Beija-flor-verdinho
21. Chrysolampis mosquitus, Beija-flor-vermelho
22. Chrysuronia oenone , Beija-flor-verde-azul-de-cauda-dourada
23. Clytolaema rubricauda, Garganta-rubi
24. Colibri coruscans, Beija-flor-orelhudo-violeta-e-verde
25. Colibri delphinae, Beija-flor-marrom-de-orelha-azul
26. Colibri serrirostris, Beija-flor-de-orelha-violeta
27. Discosura longicauda, Bandeirinha
28. Doryfera johannae, Bico-de-lança-de-fronte-azul
29. Eupetomena macroura, Tesourão
30. Florisuga mellivora, Beija-flor-azul-de-rabo-branco
31. Glaucius dohrnii, Balança-rabo-canela
32. Glaucius hirsuta, Balança-rabo-de-cauda-marrom
33. Heliactin cornuta, Chifre-de-ouro
34. Heliodoxa gularis, Beija-flor-de-garganta-rosa
35. Heliodoxa schreibersii , Beija-flor-de-estrela-verde
36. Heliodoxa xanthogonys, Beija-flor-veludo
37. Heliomaster furcifer, Bico-grande-azul-violeta
38. Heliomaster longilostris , Estrela-de-longo-bico-reto
39. Heliomaster squamosus, Estrela-verde-azulado
40. Heliothryx aurita, Beija-flor-verde-branco-de-orelha-preta
41. Hylocharis chrysura, Beija-flor-de-ouro
42. Hylocharis cyanus, Beija-flor-roxo-de-bico-vermelho

tesourão
Tesourão
(E
upetomena macroura)

 


Topetinho leque canela
(Lophornis ornata)


Beija-flor de cauda marron
(Glaucis hirsuta)

 


Beija-flor orelhudo violeta verde
(Colibri coruscans)

43. Hylocharis sapphirina, Beija-flor-de-mento-marrom
44. Klais guimeti, Beija-flor-cabeça-roxa
45. Leucippus chlorocercus, Beija-flor-pintado-de-oliva
46. Leucochloris albicollis, Beija-flor-papo-branco
47. Lophornis chalybea, Topetinho-verde
48. Lophornis gouldii, Topetinho-do-leque-pontilhado
49. Lophornis magnifica, Topetinho-de-leque-branco
50. Lophornis ornata , Topetinho-de-leque-canela
51. Lophornis pavonina, Topetinho-pavão
52. Melanotrochilus fuscus, Beija-flor-preto-e-branco
53. Phaethornis augusti , Rabo-branco-de-barriga-cinza
54. Phaethornis bourcieri, Rabo-branco-de-bico-reto
55. Phaethornis eurynome, Rabo-branco-da-mata
56. Phaethornis gounellei, Besourinho-de-cauda-larga
57. Phaethornis griseogularis, Besourinho-de-garganta-cinza
58. Phaethornis hispidus, Rabo-branco-cinza
59. Phaethornis idaliae, Besourinho-escuro
60. Phaethornis longuemareus, Besourinho-dorso-verde
61. Phaethornis malaris, Rabo-branco-de-bico-grande
62. Phaethornis maranhaoensis, Rabo-branco-do-Maranhão
63. Phaethornis nattereri, Besourinho-cinamomo
64. Phaethornis ochraceiventris, Rabo-branco-de-bico-vermelho
65. Phaethornis philippi, Besouro-vermelho-da-mata
66. Phaethornis pretrei, Beijja-flor-de-rabo-branco
67. Phaethornis ruber, Marronzinho
68. Phaethornis rupurumii, Rabo-branco-de-garganta-estriada
69. Phaethornis squalidus, Rabo-branco-pequeno-da-mata
70. Phaethornis subochraceus, Rabo-branco-cor-camurça
71. Phaethornis superciliosus, Besourão-de-rabo-branco
72. Polyplancta aurescens, Beija-flor-estrelado
73. Polytmus guainumbi, Beija-flor-verde-de-bico-curvo
74. Polytmus milleri , Beija-flor-verde-de-garganta-dourada
75. Polytmus theresiae , Beija-flor-de-cauda-verde
76. Popelairia langsdorffi , Besourinho-de-rabo-grande
77. Ramphodon naevius , Beija-flor-grande-do-mato
78. Stephanoxis lalandi , Beija-flor-de-topete-verde
79. Taphrospilus hypostictus , Beija-flor-sarapintado
80. Thalurania furcata , Beija-flor-tesoura-roxeado
81. Thalurania glaucopis , Beija-flor-de-fronte-azul
82. Thalurania watertonii , Beija-flor-tesoura-dorso-violeta
83. Thhrenetes leucurus , Balança-rabo-de-cauda-branca
84. Threnetes loehkeni , Balança-rabo-de-cauda-escura
85. Topaza pella, Beija-flor-topázio
86. Topaza pyra, Topázio-de-cauda-negra



BEM-TE-VI (Pitangus sulphuratus)


Características – conhecido também como bem-te-vi-de-coroa e bem-te-vi-verdadeiro, mede 20,5 a 23,5 cm. Provavelmente o pássaro mais popular de nosso País. Com plumagem de coloração parda no dorso e amarelada no ventre, sobrancelha branca muito visível na grande cabeça, possui uma listra no alto da coroa varia de amarelo-claro a laranja-vivo.
Habitat – é comum em uma série de ambientes abertos, como cidades, árvores à beira d'água, plantações e pastagens. Em regiões densamente florestadas habita margens e praias de rios.
Ocorrência – em todo o Brasil e também desde o sul dos Estados Unidos a toda a América do Sul.
Hábitos – é migratório em algumas regiões. É bastante agressivo e barulhento, pousando geralmente à pouca altura em galhos ou outros locais isolados. Seu nome popular é onomatopaico, pois ele emite um chamado curioso, no qual parece pronunciado com clareza: "Bem-te-vi. O

bem_te_vi
ninho do Bem-te-vi fica em lugar visível e é feito de todos os tipos de plantas, freqüentemente com capim. Este pássaro defende seu ninho vigorosamente e, ele será agressivo com outros pássaros mesmo que não tenha nenhum ninho. É comum ver um Bem-te-vi perseguindo um pássaro que ele, sobretudo corujas e rapineiros, que afugenta para longe. Entretanto, um colibri poderia perseguir um Bem-te-vi e colocá-lo para fora.
Alimentação – predominantemente de insetos e frutos, incluindo até mesmo peixes. Come todo o tipo de comida, devora centenas de insetos diariamente mas também fruta e flores de um jardim, ovos de outros passarinhos, minhocas, outros bichos (até cobras).
Reprodução – faz ninho grande e esférico, de gramíneas, com entrada lateral, porém já foram encontrados ninhos em formato de xícara aberta. Põe de 2 a 4 ovos de cor creme com poucas marcas marrom-avermelhadas.


BICUDO (Oryzoborus maximiliani)


bicudo

Características – mede 15,0 cm de comprimento. Quanto ao canto e a cor do bico, ocorrem variações regionais e individuais. O macho tem plumagem preta, apresentando apenas uma malha branca na asa e de bico claro. A fêmea tem plumagem pardacenta, mais escura no dorso e bico mais escuro, acinzentado.
Habitat – áreas alagadas onde exista o capim-navalha (Hypolytrum pungens) ou o capim-navalha-de-macao (Hypolytrum schraderianum) ou o capim-tiririca (Cyperus rotundus).
Ocorrência – Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Bahia.
Hábitos – seu canto lembra o som de uma flauta, muito apreciado entre os criadores de pássaros canoros. É atualmente no Brasil um dos pássaros canoros mais afamados e procurados. Tem um acentuado instinto territorialista.
Alimentação – sementes
Reprodução – reproduz-se na primavera-verão.
Ameaças – ameaçado de extinção pela caça, destruição do habitat e tráfico de animais para atender a apreciadores de pássaros canoros que os mantém em gaiolas.


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