institucional educacao conservacao ecoacao cultura ecoligado


BIGUÁ (Phalacrocorax brasilianus)

biguá

Características – mede 75 cm, seu peso é de 1,3 kg (macho). Plumagem escura-preta, saco gular amarelo. Na época da reprodução apresenta penas brancas beirando a garganta nua e com um tufo branco atrás da região auricular. Imaturos apresentam cor de fuligem.
Habitat – lagos, grandes rios e estuários
Ocorrência – do México à América do Sul.
Hábitos – são ótimos mergulhadores, realizando grandes mergulhos, reúnem-se para pescarias coletivas e estratégicas. Todos nadam lado a lado no mesmo sentido, bloqueando um canal ou uma enseada fluvial. Descansam pousando na beira da água, sobre pedras, árvores, estacas. Esticam as asas como os urubus. Não se afastam da costa para se aventurarem ao mar.
Alimentação – piscívoros, apanham freqüentemente presas sem valor comercial como, por exemplo, peixes providos de acúleos. O suco gástrico do biguá é capaz de desagregar espinhas.
Reprodução – nidifica sobre árvores em matas alagadas, matas ciliares, às vezes entre colônias de garças. Ovos pequenos cobertos por uma crosta calcária branco-azulada. Incubação em torno de 24 dias.
Ameaças – poluição



BIGUATINGA (Anhinga anhinga)


Características – mede 88 cm, pesando de 1,2 a 1,5 kg. Macho com coloração negra e rico desenho branco sobre a asa, ponta da cauda clara (acinzentada). Fêmea de pescoço e peito pardacento-claros. Indivíduos jovens de dorso pardo, quase não possuindo branco na asa, e de bico amarelo. O imaturo possui o dorso pardo e o bico amarelo-claro, um pouco enegrecido.
Habitat – rios e lagos orlados de mata. Aparece em represas que possuem muitos peixes.
Ocorrência – América do Sul tropical e em todo o Brasil; setentrionalmente até o México e sul dos EUA.
Hábitos – quando não pescam, nadam devagar, deixando emerso apenas um pouco do pescoço e a cabeça  ou  somente esta última, que

biguatinga

é tão estreita que parece continuação daquele, dando a impressão de estarmos defronte de uma cobra d'água. Foge mergulhando como o biguá. Empoleirado permanece freqüentemente de asas abertas. A razão de esticar as asas deve ser tripla: secar as asas, acumular calor em horas de temperatura baixa e se livrar de um excesso de calor. Pousa sobre árvores altas e secas.
Alimentação – insetos aquáticos, crustáceos, que apanham com rápido bote, com o bico, sem deixar o poleiro. Mergulham na perseguição de peixes.
Reprodução – vivem aos casais, às vezes em colônias de garças. Constrói o ninho sobre árvores. Os ovos são alongados, uniformemente brancos. Fora da época de reprodução encontram-se em bandos ou esparsos entre os biguás.
Ameaças – poluição




BOBO (Puffinus puffinus)


bobo

Características – também conhecido como bobo-pequeno, pardela, corva ou fura-buxo
Habitat – rochedos litorâneos
Ocorrência – Atlântico meridional
Hábitos – pelágicos, é visitante ocasional das costas, onde permanece alguns meses nas águas brasileiras.
Alimentação – piscívoro
Reprodução – nidifica na Europa e migra durante o inverno setentrional para o Atlântico Sul do Brasil.
Ameaças – poluição




CABURÉ (Glaucidium brasilianum)

Características – a menor das nossas corujas medindo 16,5 cm de comprimento. Plumagem amarronzada no dorso e esbranquiçada com manchas marrons na face inferior do corpo. Quase não existe diferença entre os sexos, sendo a fêmea um pouco maior que o macho.
Habitat – regiões florestadas, beira de mata e cerrado
Ocorrência – quase todo o Brasil
Hábitos – v ocaliza tanto a noite quanto de dia
Alimentação – aves menores, rãs, lagartixas e pequenas serpentes.
Reprodução – constrói o ninho em árvores ocas ou em buracos feitos por pica-paus.

caburé


CAMBACICA (Coereba flaveola)


cambacica

Características – à primeira vista é muito parecido com o bem-te-vi, só que é bem pequeno, cabendo na palma da mão. Mede 11 cm de comprimento e pesa em torno de 10 g. Plumagem da sobrancelha branca, margeada de negro, das costas e cabeça cinzento-escuros, da garganta cinzenta clara e no ventre e uropigio amarelos.
Habitat – bordas de matas, áreas abertas, zonas urbanas, próximo a residências e pomares.
Ocorrência – toda a América Tropical
Hábitos – chama a atenção quando fica pendurado com a cabeça para baixo, tentando alcançar uma flor. O macho constrói seus ninhos esféricos apenas para dormir neles, mesmo fora do período de incubação.
Alimentação – a limenta-se principalmente de néctar, sendo capaz de perfurar as flores perto de suas bases quando as flores são profundas demais. Disputa o néctar das flores com os beija-flores. Do mesmo modo, frequenta avidamente os bebedouros com água açucarada.



CANÁRIO DA TERRA (Sicalis flaveola)


Características – mede 13,5 cm de comprimento e peso de 20g. Possui um dos cantos mais apreciados pelos passarinheiros. Plumagem caracteristicamente amarela, com dorso mais acinzentado e topo da cabeça alaranjada no macho.
Habitat – bordas de matas, áreas de cerrado, campos naturais e pastagens, além de áreas cultivadas.
Ocorrência – em todo Brasil com exceção da Região Amazônica.
Hábitos – além da aptidão para o canto, são muito valentes e por isso, infelizmente, utilizados por alguns criminosos como "canários-de-briga". Vivem em pequenos bandos.
Alimentação – sementes
Reprodução – reproduzem-se na primavera-verão. Não são muito hábeis na construção do ninho, contentando-se com ocos de paus, forrando-os com palhas e plumas mal escolhidas. Prefere tomar conta de ninhos abandonados por outras espécies.
Ameaças – caça e tráfico de animais.

canário


CARCARÁ (Polyborus plancus)


carcará

Características – é um falcão de pernas e pescoço compridos. De cor parda, ele apresenta manchas brancas na garganta, peito e cauda, e possui uma crista negra no alto da cabeça. Mede de 50 a 60 cm de comprimento, possuindo manchas mais claras nas pontas das asas. Cara vermelha
Habitat – regiões abertas, próximas de residências, estradas e áreas cultivadas, principalmente em terrenos arados recentemente.
Ocorrência – desde o extremo sul dos Estados Unidos, México até a América do Sul.
Hábitos – ele tem pernas fortes e passa a maior parte do tempo no solo. Freqüentemente é visto pousando no meio das estradas e nas cercas.
Alimentação – a invenção do automóvel trouxe grande benefício para o carcará. Este grande pássaro consegue bom suprimento de alimento dos restos de animais atropelados nas rodovias. O carcará é um limpa-estradas. Come tudo o que acha, desde as carcaças de cadáveres comidos pelos corvos, até insetos e lesmas. Seu sistema digestivo é poderoso e o que não consegue digerir é regurgitado sob a forma de pelotas.



CARDEAL (Paroaria coronota)


Características – mede 18cm de comprimento. Pássaro de extraordinária beleza física e sonora. De colorido cinzento no dorso e branco no ventre. A cabeça é de cor vermelha com penas alongadas em penacho para cima.
Habitat – bordas de arrozais, campos com vegetação alta e bordas de matas. Podem ser vistos em áreas urbanas também.
Ocorrência – Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.
Hábitos - Os cardeais são territorialistas no período de reprodução e, assim como a maioria dos pássaros canoros, formam bandos na época de muda.
Alimentação – sementes
Reprodução – reproduzem-se na primavera e verão
Ameaças – caça para o tráfico de animais e para apreciadores de pássaros canoros que os mantém em gaiolas.

cardeal


CATURRITA (Myiopsitta monachus)


caturrita

Características – mede 29 cm de comprimento e pesa cerca de 150 gramas. A mandíbula é robusta. Fronte, têmporas, faces e peito cinzentos, podendo as penas do peito chegar a branco. O abdómen é verde acinzentado. A parte superior da cabeça, nuca, costas, asas e cauda são verdes, sendo as asas e cauda de um verde mais intenso. As penas primárias são azuis e negras e as penas inferiores são de uma mistura de cinzento e verde pouco brilhantes. As aves mais novas têm a fronte cinzenta tingida de verde.
Habitat – bordas de matas, campos, áreas abertas e zonas urbanas
Ocorrência – deste ao centro da Bolívia, Sul do Brasil até ao centro da Argentina.
Hábitos – são aves muito alegres e ativas. Vivem em bandos. Muito vocais por natureza, rapidamente aprendem a repetir palavras ou frases. Adoram assobiar e reproduzir melodias curtas. São autênticos engenheiros pois constroem seus ninhos baseados numa estrutura de troncos ou ramos de árvores. Toda a colônia trabalha conjuntamente na construção de aglomerados habitacionais, situados nas partes mais altas das árvores, que chegam a pesar um quarto de tonelada.
Alimentação – sementes e frutos
Ameaças – em algumas regiões, como no Rio Grande do Sul, a caça é permitida em época determinada pelo IBAMA, pois se tornou “praga” invadindo lavouras.



CHANCHÃ ou PICA-PAU DO CAMPO (Colaptes campestris)


Características – espécie grande, medindo em torno de 32 cm, com coloração amarelada no peito e nas laterais da cabeça e do pescoço. O alto da cabeça, a nuca, o bico e as pernas são negros. Barriga e mantos são barrados. São muito  úteis ao homem, pois destroem grande quantidade de insetos e suas larvas que são nocivas à madeira.
Habitat – regiões campestres, pastagens, alto das serras, acima da linha das florestas e nas caatingas.
Ocorrência – Bolívia, Argentina, Paraguai, Uruguai e no Brasil, do nordeste ao Rio Grande do Sul e nos campos do baixo Rio Amazonas.
Hábitos – vive aos pares ou em pequenos grupos. Aninham-se em orifícios que cavam em cupinzeiros, barrancos e árvores velhas. Pula através da ramaria horizontalmente como uma gralha. Quando quer fugir procura árvores, estacas ou grandes pedras. Este pica-pau é o que mais se acostumou a vida no chão, gostando até de tomar banho de poeira. Muito arisco.
Alimentação – formigas e cupins. Procuram seu alimento principalmente no solo entre pedras e até sobre o piso de estrada, do alto de montículos, postes, árvores isoladas, cactáceas.

pica_pau
Reprodução - o casal faz cavidades no tronco das árvores, de preferência mortas e nuas, ou mesmo em postes e estacas semi-apodrecidas e lá constrói seu ninho. A fêmea põe de 2 a 4 ovos que o casal choca por mais ou menos 13 dias. Os filhotes nascem nus e cegos e ficam no ninho por mais 5 semanas.
Ameaças - a destruição da mata primária priva-os muito. O reflorestamento com eucaliptos e Pinus não favorece a existência dos pica-paus, o mesmo acontecendo com as capoeiras nativas, nas quais faltam árvores maiores e mais velhas para a instalação de seus ninhos para nidificarem. Os pica-paus são bastante sensíveis aos inseticidas. A existência de pica-paus pode até servir como indicador de que a respectiva biocenose (associação dos seres vivos em certa área, especialmente a alimentar) continua intacta.


CHOPIM (Molothrus bonariensis)


chopim

Características – todo preto, o macho distinguindo-se por ter um reflexo metálico azulado.
Habitat – áreas descampadas ou clareiras, onde podem observar melhor as chances de suas ações predatórias.
Ocorrência – todo o Brasil
Hábitos – migratório, desaparecendo na época de inverno e reaparecendo no verão. É uma ave parasita, ou seja, tem o hábito de não fazer seu próprio ninho, preferindo por seus ovos no ninho de outras aves, para que estas criem seus filhotes. Por isto costuma-se às vezes usar seu nome como um adjetivo. Dá-se o nome de chopim a uma pessoa folgada, que deixa de fazer suas obrigações para que outros o façam. Sempre é visto aos bandos, que pousam sobre os gramados e ali vão andando procurando sementes e insetos. São poligâmicos por excelência.
Alimentação – sementes e insetos. Os chopins, machos e fêmeas, costumam bicar a casca e chupar o conteúdo de ovos de outros pássaros.
Reprodução – deposita seus ovos no ninho de outras aves - no Brasil, no ninho de 58 espécies (nem todas permitem o sucesso reprodutivo do invasor e em alguns casos não há estudos suficientes).  Parece  preferir  os  ninhos  do  benevolente  tico-tico. Portanto, não

chocam os ovos nem cuidam de seus filhotes. A fêmea chopim, depois de espionar os ninhos de suas vítimas e percebendo ser ainda cedo, consegue até adiar a sua postura, aguardando o exato momento de confundir suas vítimas. E, após depositar seu rebento na alcova alheia, sai de fininho à procura de novas parcerias amorosas. É uma das espécies de pássaro com o maior período de postura, cerca de 3 meses ininterruptos. Os filhotes do chopim são geralmente grandes, comparados aos de seus hospedeiros. Acidentalmente podem até esmagar seus irmãos adotivos. Existe registro de um filhote de chopim de 25g desenvolver com sucesso junto a um outro de lavadeira (Fluvicula  sp.)   de apenas 3g. O jovem chopim compete com os demais filhotes na disputa pelo alimento, do espaço físico, chamam mais a atenção da mãe com o seu insistente resmungo pidão e uma grande e receptiva boca vermelha. São filhotes espaçosos, chorões, comilões, atabalhoados e enjoados.
Ameaças - para que tudo não favorecesse somente ao chopim, a mãe natureza mais uma vez selecionou mecanismos de compensação, ou parcialmente compensativos. Seus filhotes são mais suscetíveis a parasitas, como as larvas de berne de passarinhos. Porém, a derrubada da mata para a expansão agrícola facilita o aumento populacional do chopim e conseqüentemente o parasitismo e a redução da população de outras aves, principalmente a do tico-tico.


CHUPA-DENTE (Conopophaga lineata)

Características – mede 11 cm de comprimento. Pelagem parda escura no dorso, amarelada no peito e branca no ventre.
Habitat – no interior ou bordas de matas primárias e capoeiras.
Ocorrência – Paraguai, Argentina e, no Brasil, do Ceará ao Rio Grande do Sul e leste do Mato Grosso.
Hábitos – vive próximo ao chão
Alimentação – insetos

chupa_dente


CISNE-DE-PESCOÇO-PRETO (Cygnus melanocoryphus)


cisne

Características – é uma ave de grande porte, medindo cerca de 120 cm e pesando em torno de 5,3 kg, com plumagem branca, pescoço e cabeça negros, base do bico e pés vermelhos, além de uma listra branca que corre dos olhos até a nuca. Existe dimorfismo sexual, sendo que as fêmeas possuem uma pequena carúncula flácida, além de serem menores.
Habitat – banhados extensos, em beira de lagoas e próximos do litoral.
Ocorrência – Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai. No Brasil ocorre no litoral dos estados do sul, até o sul de São Paulo.
Hábitos – vivem em bandos mistos, é uma ave gregária e de hábitos sedentários, decola com dificuldade, pousa na água para descansar com o pescoço esticado verticalmente, anda muito pouco e é meio desajeitado.
Alimentação – alimenta-se de plantas aquáticas, boiando na água rasa o suficiente para alcance o alimento no fundo.

Reprodução – nidifica em beira de lagoas, em meio ao junco, o período de incubação dura cerca de 36 dias, nascendo de três a sete filhotes, que são alimentados e carregados nas costas pelos pais.
Ameaças – destruição do habitat necessário para que a espécie se mantenha, a caça predatória e o tráfico de animais.


COLEIRO (Sporophila caerulescens)

Características – mede 11 cm de comprimento. Há bastante variação individual e regional de canto. Pelagem do macho cinza-escura na parte dorsal e ventre branco com mancha preta no pescoço em forma de coleira. Fronte preta. A fêmea possui colorido mais pardacento.
Habitat – campos abertos, capinzais
Ocorrência – praticamente em todo Brasil, com exceção da Região Amazônica e Nordeste
Alimentação – sementes
Reprodução – reproduzem-se na primavera-verão
Ameaças – captura indiscriminada para apreciadores de pássaros canoros e tráfico de animais.

coleiro

COLHEREIRO (Ajaja ajaja)


colheleiro

Características – é uma ave belíssima e muito procurada pelos traficantes. Mede cerca de 87 cm e sua envergadura é de 130 cm. Possui plumagem rósea, adquirida após o terceiro ano de vida, caracteriza-se pela forma do bico, que é largo e achatado tendo a forma de uma “colher”, daí vem o nome de – colhereiro. Machos e fêmeas são similares, mas possuem algum dimorfismo sexual, ou seja, machos são maiores e adquirem muda nupcial, apresentando tons fortes de rosa nas asas durante o período de acasalamento.
Habitat – praias lamacentas do litoral e dos rios, manguezais, brejos, lagos, veredas e matas ciliares
Ocorrência – desde a região neotropical dos Estados Unidos até o nordeste da Argentina, no Brasil ocorrem grandes populações na região do Pantanal, mas está amplamente distribuído em todo território nacional.
Hábitos – vivem em bandos a procura de alimentos em pontos de pouca profundidade, mergulhando e sacudindo a "colher" do bico lateralmente, peneirando a água. Voam com o pescoço levemente curvado para baixo, com as asas em forma de concha, misturando-se com outras espécies

Alimentação – pequenos peixes, insetos, moluscos e crustáceos, cracas e principalmente larvas.
Reprodução – durante o período de reprodução nidifica no alto das árvores, formando colônias, é nessa época que proporcionam um grande espetáculo, tingindo as árvores de rosa. As fêmeas colocam geralmente três ovos que depois de 24 dias de incubação nascem os filhotes, são alimentados pelos pais até saírem do ninho. Quando saem do ninho já estão emplumados, mas em tons de branco. Normalmente o casal permanece junto dos filhotes dentro do ninho.
Ameaças – desconhecimento da atual população, destruição do habitat e o tráfico de animais.


CORRUÍRA ou CAMBAXIRRA (Troglodytes aedon)


Características – pássaro muito comum e fácil de ser encontrado. Mede 12 cem de comprimento tendo plumagem parda escura na parte dorsal e ferrugínea na parte ventral, com bico delgado.
Habitat – borda de matas, cerrados, caatingas, áreas alagadas, campos e áreas verdes urbanas, próximo de residências.
Ocorrência – toda a América do Sul
Hábitos – muito gracioso e irriquieto, vive saltitando pelos muros, telhados e solo. Constrói o ninho normalmente escondido nas telhas de casas.
Alimentação – pequenos frutos, sementes e insetos
Reprodução – desenvolve em média 3 posturas por ano, com 3 a 4 ovos cada, normalmente de agostao a maio.

corruíra


CORUJA BURAQUEIRA (Speotyto cunicularia)


coruja

Características – de porte pequeno, possui uma cabeça redonda, tem sobrancelhas brancas, olhos amarelos, e pernas longas. Ao contrário a maioria das corujas o macho é ligeiramente maior que a fêmea e as fêmeas são normalmente mais escuras que os machos. Plumagem carijó marrom, branco e preto, facilitando o mimetismo, extremamente macia conferindo à ave vôo silencioso. Possui audição apurada e visão apurada. Olhos grandes e saltados, quase imóveis e frontais, resultando reduzido campo visual, que é compensado pela extrema agilidade da cabeça, que tem circuito de 270°. Possui uma visão 100 vezes mais penetrante que a visão humana. Mede em torno de 21.6 a 27.9 cm de comprimento e pesa em torno de 170 g. A envergadura é de aproximadamente 50 a 61.0 cm.
Habitat – campos, cerrados, pastos e restingas
Ocorrência – em todo o Brasil
Hábitos – terrícola de hábitos diurnos. Pousa reto cobre cupinzeiros e moirões de cerca. Comum na beira das estradas. Quando o animal está tranqüilo, mantém os olhos fechados. Gostam de banhos de chuva. Vive em buracos cavados no solo. Embora seja

capaz de cavar sua própria cova, vive nos buracos abandonados de tatus, cachorros selvagens e tocas de outros animais. Tímida, vive em lugares sossegados. Durante o dia ela cochila em seu ninho ou toma sol nos galhos de árvores. A coruja buraqueira anda sem destino enquanto caça, e depois de pegar sua presa vai para um poleiro, como uma cerca ou pousa no próprio solo. São aves principalmente crepusculares (ativo ao entardecer e amanhecer), mas caçará, se preciso, ao longo de 24 horas.
Alimentação – insetos e alguns mamíferos e outros pequenos animais como pequenos roedores, répteis, anfíbios, pequenos insetos, pequenos pássaros como pardais, escorpiões, etc. O acúmulo de estrume na entrada da galeria atrai besouros que servem de alimento à coruja. Podem devorar a presa inteira e o suco gástrico não digere material ósseo. Por alimentar-se de insetos, é muito útil ao homem, beneficiando-o na agricultura.
Reprodução – a época de reprodução começa entre março ou abril. Ela faz seu ninho em buracos no solo, aproveitando antigas tocas de tatu ou de outros animais. O casal se revezando, alarga o buraco, cava uma galeria horizontal usando os pés e o bico e por fim forra a cavidade do ninho com capim seco. As covas possuem, em torno de 1,5 a 3 m de profundidade e 30 a 90 cm  de  largura.  Ao  redor  acumula  estrume  e  se  alimenta  dos  insetos
atraídos pelo cheiro. Botam, em média de 6 a 11 ovos; o número mais comum é de 7 a 9 ovos. A Incubação dura de 28 a 30 dias e é executada somente pela fêmea. Enquanto a fêmea bota os ovos, o macho providencia a alimentação e a proteção para os futuros filhotes. Os cuidados da cria, enquanto ainda estão no ninho, são tarefa do macho. Quando os filhotes estão com 14 dias podem ser vistos empoleirando a entrada da cova, esperando pelos adultos e pela comida. Os filhotes saem do ninho com aproximadamente 44 dias e começam a caçar insetos quando estão com 49 a 56 dias.
Ameaças – uso indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras.


CURICACA (Theristicus caudatus)


curicaca

Características – mede aproximadamente 69 cm de comprimento e 43 cm de altura. É uma espécie grande de coloração clara e asas largas. Durante o vôo exibe grande mancha branca sobre o lado superior da asa, e o lado inferior é inteiramente negro. Bico longo, curvo, preto na base e verde na ponta. Pernas altas. A garganta é nua, preta, bem como a área ao redor dos olhos. Normalmente o curicaca é protegido pelos agricultores como um controlador biológico, não deixando que se acentue o número de pequenos animais considerados nocivos.
Habitat – campos secos, pastos (inclusive campos de aviação).
Ocorrência – da Colômbia à Terra do Fogo; também nos Andes; grande parte do Brasil.

Hábitos – procura lugares em que ocorreram queimadas em busca de alimento. Tem hábitos diurno e crepuscular. Plana a grandes alturas, voa com o pescoço levemente curvado para baixo. As asas dispõem-se côncavas como grandes conchas. São sociáveis, chamam atenção quando se reúnem para dormir ou quando se deslocam para lugares distantes para comerem. Emitem fortes gritos, curtos, do timbre igual a uma galinha-d'angola. O casal e o bando que se reúnem para pernoitar gritam juntos. No auge do vozerio jogam a cabeça para trás.
Alimentação – alimenta-se de gafanhotos, aranhas, centopéias, lagartixas, cobras, ratos etc. Come às vezes sapos (Bufo granulosus), fato interessante, pois o veneno desse sapo é mortal para a maioria dos animais quando ingerido (exceto para a boipeva - Xenodon merremii). Para extrair larvas de besouro no solo, mergulha o bico na terra fofa até a base.
Reprodução – os indivíduos associam-se em colônias. Nidificam sobre rochas ou árvores existentes nos campos. Os ovos são brancos ou pardacentos salpicados. Põem cerca de 5 ovos. A incubação é de 20 a 25 dias. O casal reveza-se para cuidar dos filhotes, que são alimentados por regurgitação.


CURIÓ (Oryzoborus angolensis)


Características – também conhecido como avinhado, mede em torno de 13 cm de comprimento, com macho apresentando plumagem preta no dorso e castanha na parte inferior. A fêmea possui pelagem pardacenta mais escura no dorso. Bico cheio e corpo robusto.
Habitat – beira da mata e pântanos
Ocorrência – em todos as regiões do Brasil
Hábitos – seu canto lembra o som de um violino. Existe uma grande variedade de cantos de curió.
Alimentação – sementes de tiririca (Cyperus rotundus)
Reprodução – reproduzem-se normalmente na primavera-verão.
Ameaças – é atualmente o pássaro canoro mais cobiçado do país, sendo que o valor de um curió-campeão pode ser superior ao de um carro 0km! Por isso é muito caçado para atender a apreciadores de pássaros canoros e tráfico de animais.

curió


CURRUPIÃO (Icterus jamaicaii)


currupião

Características – é um animal de coloração fantástica, cujas cores dominantes formam um contraste esplêndido entre o laranja-avermelhado vibrante e o preto. Colorido geralmente preto alternando-se com o vermelho-alaranjado na nuca, no dorso e na barriga. A asa tem espelho branco. Mede em torno de 23 cm. Uma das aves mais lindas e, em matéria de voz, das mais dotadas deste continente. Canto claro e sonoro de plangente maviosidade ou entonação melancólica, freqüentemente motivos bissilábicos, repetidos. Possui bico afiado como uma lança e forte como pé-de-cabra, conseguindo abrir fendas em madeira e em cascas secas de frutas.
Habitat –
cerrado e a caatinga
Ocorrência – Amazônia, todo o norte do Brasil até Minas Gerais, abrangendo o Espírito Santo.

Hábitos – tomam posições grotescas quando cantam, ficam de cabeça para baixo ou esticam o pescoço exageradamente para cima. Pertence à família Icterinae, a mesma do chopim (Molothrus bonariensis) , parentesco este que lhe confere um "caráter" duvidoso. O animal é belíssimo, mas tem o hábito de invadir belicosamente ninhos de outras espécies (bem-te-vi, joão-de-barro etc), desbancar os donos e jogar para fora os seus ovos ou as suas crias. A diferença comportamental no quesito "caráter", em relação ao chopim, é que o corrupião cria seus filhotes e o chopim nem isto faz, inclusive parasitando o próprio parente, o corrupião. O pássaro é também um excelente cantor e imitador de cantos de outras aves, e utiliza-se desta variedade de canto e da beleza de sua plumagem para seduzir a relutante fêmea.. Gosta de pousar sobre altas cactáceas.
Alimentação – principalmente de frutas, porém também comem néctar e insetos. Alimenta-se de um vasto cardápio, como insetos e material vegetal - cocos maduros de buriti, seiva das flores do ipê amarelo, das flores do mandacaru (cacto típico do Nordeste brasileiro) e dos seus grandes e vermelhos frutos, das flores de várias espécies de bromélias, cactáceas e de frutas de pomar. Portanto, é insetívoro, frugívoro e nectarino.
Reprodução - canta e dança até que ela aceite a cópula. Esta põe dois ou três ovos, chocando-os por 14 a 15 dias. Depois de nascidos os filhotes, o pai e a mãe se revezam nos cuidados com a prole.
Ameaças – destruição do habitat, caça indiscriminada, tráfico de animais. A ave é apreciada pela beleza e pelo versátil canto. A espécie aprende facilmente, quando jovem, a conviver com pessoas. Estes fatos, aliados ao descaso do Brasil com seu tesouro biológico, vêm atacando veementemente a espécie.


EMA (Rhea americana)


Características – ave pernalta de grande porte. É uma ave corredora que, pela incapacidade de voar, lembra o avestruz da savana africana. Aliás, acredita-se que tenham um ancestral comum. Mas se as asas não lhe servem para voar, desempenham papel importante na corrida, pois funcionam como uma espécie de leme, ajudando a ave a equilibrar-se e a mudar de direção. Plumagem macia e cinza; sem cauda. Os machos possuem o pescoço negro, quando adultos. São dotadas de boa visão. Desenvolve a maior velocidade nas corridas, cerca de 60km/h. No mundo, só perde para o avestruz, que alcança os 80km/h. São aves rústicas que sobrevivem à seca; por outro lado, não suportam grandes períodos de chuvas pois suas penas não são impermeáveis e o excesso de umidade pode ser fatal para os filhotes. Alcançam 2 m de altura, peso de 36 Kg e envergadura de 1,50 m.
Habitat – planícies, regiões de campo, desde que haja água.
Ocorrência – América do Sul, do Brasil à Argentina
Hábitos – quando está muito calor, a ema dorme durante o dia, só saindo à tardinha em busca de alimento. Terrestres por excelência, saem em disparada quando assustadas. Descansam sentadas sobre os tarsos; dormem com o pescoço esticado para a frente ou dobrado para as costas. Gostam de tomar banho. Vivem em bandos e procuram companhia de ovelhas, vacas e veados campeiros. Bebe pouca água.

ema
Alimentação – insetos, roedores, répteis, capim e sementes. Além disso, a ema come muitas pedrinhas, que servem para facilitar a trituração dos alimentos. Devido a este hábito, ela não resiste à tentação de engolir também outros objetos miúdos.
Reprodução – na época de reprodução, com a elevação da taxa de hormônios, os machos se separam dos grandes bandos e sofrem transformações morfológicas e comportamentais. Nesta fase, ocorre a formação dos haréns que podem ser compostos por até 9 fêmeas. Na disputa entre os machos destacam-se as vocalizações, os saltos, as exibições das asas e do pescoço, ataques e expulsões. O macho reúne 5 ou 6 fêmeas, escolhe um território e faz o ninho. Muitas vezes o território do harém é diferente do território do ninho, os quais são defendidos pelo macho. É ele quem prepara o único ninho onde todas as suas fêmeas botam os ovos. As fêmeas colocam os ovos em qualquer lugar. Quando está cheio de ovos (cerca de 12), afasta as fêmeas e começa a chocá-los. Os ovos são brancos e pesam 600 gramas.Após a postura, enquanto o macho fica chocando os ovos, as fêmeas deslocam-se para se agruparem e passarem por mais uma fase de formação de harém, com outro macho e botarem noutro ninho. As fêmeas se acasalam com três machos diferentes e colocam em cada ninho de 4 a 5 ovos. Este sistema de acasalamento chama-se poligínico-poliândrico. Os filhotes nascem após 6 semanas e são cuidados pelo pai. Alguns ovos ficam gorados e exalam forte cheiro quando rompida a sua casca. O odor atrai grande quantidade de insetos que formam a primeira fonte de nutrientes para os filhotes. Estes já nascem com a agilidade necessária para ficar distante da mãe, pouco carinhosa e que pode matá-los. Com duas semanas de idade, as eminhas alcançam meio metro de altura, sem contar o pescoço. Em dois anos estão adultos.
Ameaças – está na lista dos animais que estão em perigo de extinção. Os principais fatores que levaram à diminuição das populações das emas foram a destruição do habitat natural (cedendo lugar para a agropecuária); a caça para alimentação e para a proteção das plantações, e os atropelamentos. Os agricultores não vêem a ema com bons olhos; ela gosta de se alimentar dos tenros brotos e das sementes enterradas; ao lado do Parque Nacional das Emas, GO, é comum vê-las (junto com os veados) saírem da área protegida para se alimentarem nas plantações contaminadas com agrotóxicos que, ingeridos, comprometem a saúde do animal e a de sua prole. Por outro lado, os pecuaristas consideram esta ave útil por se alimentarem de pequenas serpentes além de carrapatos e moscas que parasitam o gado. Em algumas regiões, as emas são capturadas e têm suas penas arrancadas para a fabricação de adornos, espanadores e adereços para fantasias de carnaval; a coleta das penas ocorre a cada 10 meses.


FALCÃO PEREGRINO (Falco peregrinus)


falcão

Características – ave de rapina que atinge até 50 centímetros de altura e 1,20 metro de envergadura, sendo que a fêmea é maior que o macho. Trata-se do maior dos falcões encontrados no Brasil, onde surge como ave de arribação vinda da América do Norte. A parte superior é cinza-azulada, e a inferior, branca barrada de preto. As asas são longas e pontiagudas. Os falcões em geral são considerados os voadores mais elegantes que se conhece. O peregrino, especialmente, é o mais rápido dos pássaros, podendo atingir 180 quilômetros por hora. Há quem diga que, quando mergulha para capturar a caça, chega a 300 quilômetros por hora. Tem uma visão apuradíssima, avistando sua presa a 1 quilômetro e meio de distância.
Habitat – extremamente variável, reproduzindo-se em regiões tropicais, zonas frias, desertos etc.
Ocorrência – é extremamente cosmopolita, sendo encontrado em todos os continentes, exceto na Antártida.
Hábitos – com vôo elegante e muito rápido, ele migra todos os anos do Hemisfério Norte para regiões mais quentes e é visitante habitual das cidades brasileiras. Aqueles que vivem em zonas temperadas do Hemisfério Norte e no Ártico migram para o Sul nas épocas frias. As subespécies européias e asiáticas deslocam-se para a África, Sul da Ásia e Indonésia. As norte-americanas vêm para a América do Sul. Os falcões peregrinos nativos de latitudes médias e do Hemisfério Sul são sedentários. Os migratórios costumam escolher sempre os mesmos lugares para passar a temporada de inverno.

Alimentação – comem principalmente aves em vôo e morcegos. Na cidade, o prato predileto são os pombos. Usa as poderosas garras para aprisionar as vítimas.
Reprodução – são aves solitárias que se encontram somente para o acasalamento. Os ovos eclodem em cerca de um mês e os filhotes passam dois meses dependentes da mãe, antes de partirem para o mundo. Aos 2 anos, tornam-se maduros sexualmente.
Ameaças – pode ser domesticado e usado para caça, como já o faziam os imperadores persas e árabes na Antiguidade. Ainda hoje, a prática é tida como um esporte caro na Europa. O animal é levado ao campo com
um capuz, que é retirado no momento de voar em busca da presa. No Egito antigo, Horus, o Deus do céu, era representado por um falcão, muito provavelmente o peregrino. Acreditava-se que os olhos de Horus tinham o poder de dar saúde, o que fazia dele um popular amuleto. Está extinto em algumas regiões do planeta. A caça e a contaminação por agrotóxicos são as principais ameaças. Carnívoro e ocupando o topo da cadeia alimentar, o falcão não é contaminado diretamente pelos pesticidas. Ele se alimenta de aves que se alimentaram de insetos contaminados. Acaba também envenenado. A conseqüência é o enfraquecimento da calcificação dos ovos fazendo com que estes se quebrem facilmente no ninho durante a incubação. Com a proibição do uso do DDT em 1972 nos Estados Unidos, a população dos falcões e de outras aves voltou a aumentar. O trabalho das organizações de proteção aos animais silvestres também trouxe grande contribuição para a não extinção da espécie.


FEITICEIRO DO MAR (Puffinus gravis)



feiticeiro

Características – também é conhecido como bobo-grande-de-sobre-branco. É um dos maiores representantes do grupo, com envergadura, até 111 cm.
Habitat – praias e costeiras do litoral brasileiro
Ocorrência – litoral sul do Brasil
Hábitos – visitante meridional, atinge águas brasileiras em número considerável durante suas migrações para o Atlântico Sul entre abril e maio.
Alimentação – peixes, moluscos, crustáceos e vermes
Ameaças – poluição e destruição do habitat



FLAMINGO (Phoenicopterus ruber)


Características – são aves grandes. Pernas compridas, finas e vermelhas, possuindo o pescoço longo e o bico bem comprido e curvo, num corpo robusto, abrutalhado, como um “nariz de papagaio”, de cor amarelada e parte terminal negra. A cor geral da plumagem é rósea com tendências ao vermelho. Rêmiges negras. Em pé, pode medir 1,5 m e pesar em torno de 1,8 Kg. A fêmea é um pouco menor que o macho. As asas são grandes e a cauda é curta. A face é nua.
Habitat – lagos, lagunas rasas, águas salobras, sem vegetação, à beira-mar e pântanos
Ocorrência – Brasil, Peru, Chile, Uruguai, e Argentina
Hábitos – vivem em grandes bandos. São aquáticos. São diurnos e noturnos. Quando o flamingo dorme imóvel, mantém uma das pernas encolhida junto ao peito, só a outra, fina e longa, sustenta o corpo com surpreendente estabilidade. Já o pescoço é mais difícil de equilibrar, sobretudo por causa do peso do bico. Para acomoda-lo o flamingo o apóia, curvado, sobre o dorso e encaixa a cabeça entre a asa e o tronco. Mas quando está em atividade, as pernas compridas logo demonstram sua

flamingo
adaptação aos hábitos alimentares do flamingo. Com elas, o bicho pode vadear águas rasas e parar enquanto revolve a lama do fundo a procura de alimento. O vôo em conjunto em linha oblíqua ou em forma de cunha, produz um rumor que lembra uma trovoada. A ave da frente é a cada momento substituída por outra. Boa parte do tempo os flamingos ficam ao sol entregues à remoção de lama da plumagem. Ao mesmo tempo, impermeabilizam as penas com a substância oleosa que é segregada por uma glândula anal.
Alimentação – pesca em água rasa com o pescoço curvado para baixo, de tal maneira que a maxila fica voltada para o fundo lodoso. Filtra com o bico o alimento composto de pequenos animais aquáticos, tais como larvas de moscas, moluscos, pequenos crustáceos e algas.
Reprodução – na primavera, os bandos de flamingos se reúnem em colônias para construírem seus ninhos, cada um deles um cone truncado de lama, amassada com o bico. P ostura de 2 ovos azulados, medindo 85 x 55 mm, e i ncubação durando de 28 a 32 dias. Pela dificuldade em se abaixar, constrói seu ninho em altura de 10 a 40 cm. Os filhotes ao nascerem são brancos, mas após os primeiros dias apresentam cor cinzento-escuro. São ariscos e prevenidos, evitando regiões cobertas, onde se ocultam seus inimigos.
Ameaças – é muito procurado para ser domesticado o que contribui para a captura voltada para o tráfico de animais. A poluição e a destruição do habitat são também ameaças para a espécie.


FOGO-APAGOU (Scardafella squammata)


Características – mede 19,5 cm de comprimento é conhecido também como rola-cascavel (devido ao barulho emitido com as asas, que lembra um chocalho), rolinha-carijó, fogo-pagô (onomatopéico), rola-pedrês, felix-cafofo (Paraíba) e paruru.
Habitat – campos secos, cerrados, caatingas e jardins arborizados em áreas urbanas.
Ocorrência – regiões Nordeste, Centro-oeste, e nos estados do Maranhão, de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, também da Guiana Francesa e Venezuela ao Paraguai e Argentina.
Hábitos – vive aos pares ou em grupos pequenos. Alimenta-se  no chão,

fogo_apagou
andando com a barriga quase arrastando no solo. Quando assustado, voa bruscamente para árvores próximas.
Alimentação – sementes, insetos, vermes e larvas
Reprodução – faz ninho de gravetos em formato de xícara, normalmente a 1 ou 2 m de altura, às vezes também no chão. Põe 2 ovos brancos.
Ameaças – poluição, caça e destruição do habitat.


FRAGATA (Fregata magnificens)


fragata

Características – conhecida também como rabo-forcado, joão-grande, alcatraz, grapirá ou guarapirá. Mede 98 cm. Apresenta acentuado diformismo sexual. O macho é negro com o papo vermelho, que se infla durante o acasalamento. A fêmea é negra com o peito branco. Tem bico alongado e recurvado com cauda em forma de tesoura. O imaturo é negro com cabeça e peito brancos. A envergadura das asas pode ultrapassar 2m. Chega a pesar cerca de 1,5 kg. Tem elegante vôo planado com poucas batidas de asas.
Habitat – ilhas e rochas litorâneas
Ocorrência – do litoral do Paraná até a América do Norte.
Hábitos – pesca no mar costeiro, nos portos e ao redor de navios pesqueiros. Dorme em grandes grupos, preferivelmente em ilhas arborizadas. Apanha peixes na superfície d'água com movimentos da cabeça em vôos rasantes sem se molhar. Persegue as outras aves, roubando-lhes o alimento. É avistada frequentemente, perambulando próximo ao continente.
Alimentação – peixes
Reprodução – no período reprodutivo, o macho infla uma bolsa gular vermelha que atrai a fêmea. Os ninhos são construídos com ramos e raízes secas, sobre as moitas de vegetação. Põe apenas um ovo branco que é incubado pelo casal.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.



FRANGO D'ÁGUA (Gallinula chloropus)


Características – muito comum locomovendo-se sobre a vegetação aquática ou nadando com o bico meio abaixado. Atinge até 37 cm de comprimento. Possui bico e pés bem coloridos, além de um escudo vermelho na fronte, sobre o bico. Plumagem marrom-escura O macho é geralmente maior que a fêmea.
Habitat – lagoas e brejos
Ocorrência – continente americano
Hábitos – hábil nadador. Seu canto pode ser ouvido ao cair da tarde. Vive sozinho ou em pequenos bandos na beira dos banhados ricos em vegetação. Pode locomover-se de várias maneiras. Geralmente nada entre os juncos, comendo os insetos que encontra. Mas é também capaz de caminhar sobre folhas flutuantes. Ao menor sinal de perigo, ele corre pela superfície da água até atingir velocidade suficiente para levantar vôo. Seu vôo é lento e ele nunca se afasta muito da água. Mas sua segurança está mesmo no mergulho.  Ele  desaparece  rapidamente  das  vistas  do  inimigo,  nadando

frango_dagua
vigorosamente com as asas. Sobe à superfície para respirar e torna a mergulhar, imediatamente.
Alimentação – vegetais, insetos, larvas, moluscos e peixes.
Reprodução – postura de 6 a 12 ovos com incubação durando em torno de 21 dias. Em fevereiro, o macho começa a construir grandes ninhos de raízes secas. Na primavera, a fêmea escolhe um deles e o território passa a ser guardado pelo macho. Depois de dois meses, os filhotes já são capazes de nadar e voar, e os pais dão início a uma nova ninhada. Em setembro, a família se desfaz.
Ameaças – poluição e destruição do habitat


GAIVOTA (Larus dominicanus)


gaivota

Características – cauda truncada e bico com a ponta do maxilar superior curvada para baixo. Bico e pernas normalmente alaranjados. Plumagem dorsal preta com cabeça e ventre brancos. Emite gritos estridentes, principalmente quando excitadas.
Habitat – praias, ilhas, costões rochosos litorâneos
Ocorrência – todo o litoral do Brasil
Hábitos – são aves costeiras cuja presença indica proximidade de terra firme para os marinheiros. Freqüentemente são vistas terra adentro, acompanhando o curso de grandes rios. Se voam para mar aberto, longe da costa, podem descansar flutuando sobre as ondas.
Alimentação – carnívoro (animais vivos ou mortos) e detritos orgânicos.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.

 

1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6


Topo