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GAIVOTA RAPINEIRA COMUM (Stercorarius parasiticus)


gaivota

Características – também conhecida como b andido, rabo-de-junco, dimizeiro. Possui penugem marron escuro no dorso e branca no ventre, garganta e ao redor do pescoço. A cabeça apresenta coloração marron com uma mancha amarelada lateralmente na face, na região do olho.
Habitat – praias, ilhas e costões rochosos do litoral
Ocorrência – procedente do hemisfério setentrional, é visitante regular da costa brasileira.

Hábitos – ave oceânica, pousa com freqüência na água e descansa sobre pedaços de madeira flutuantes. De costumes rapineiros, voa rápido e rente ao mar e apanha alimento que flutua. Ameaça outras aves, como os trinta-réis, forçando-as a vomitar ou a largar as presas que apanham em pleno ar.
Alimentação – peixes mortos e detritos. Às vezes, abate aves.
Ameaças – poluição


GAIVOTA RAPINEIRA GRANDE (Catharacta skua)

Características – de pernas curtas e com membranas nadatórias, pelagem escura marron. Não chegam a ser aves de rapina, contudo são termidas pelas outras aves marinhas.
Habitat – regiões costeiras
Ocorrência – Sul do Brasil
Hábitos – ave oceânica
Alimentação – peixes e detritos
Ameaças – poluição



GALO-DE-CAMPINA (Paroaria dominicana)


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Características – o adulto atinge 17 cm de comprimento. Pássaro de extraordinária beleza física. Plumagem dorsal acinzentada escura, ventre branco e cabeça em vermelho sangue. Não há dimorfismo sexual. O imaturo possui as partes superiores pardo-anegradas e garganta ferrugínea.
Habitat – caatinga, cerrado e matas ralas.
Ocorrência – a distribuição original era apenas no Nordeste, donde seu outro nome popular "cardeal-do-Nordeste". Espalhou-se depois para o sul, pela Bahia e Minas Gerais. Solto em cidades do sudeste, reproduziu-se e hoje mantém populações estabelecidas em cidades como no Rio e São Paulo.
Alimentação – sementes

Reprodução – reproduzem-se na p rimavera e verão, com 2 a 4 posturas por temporada e 2 a 3 ovos por postura. A incubação dura em torno de 13 dias. Atingem a maturidade sexual aos 10 meses. Na época do acasalamento, os machos brigam entre si e, valendo-se da unhas e dos bicos, maltratam-se mutuamente, até que o mais fraco se dê por vencido e fuja. O vencedor sobe no galho mais alto que encontra e entoa o seu hino, comparável ao canto do sabi-a-laranjeira.
Ameaças – por seu canto é cobiçado pelos apreciadores de pássaros canoros. A caça, a destruição do habitat e o tráfico de animais são as principais ameaças.


GALO-DA-SERRA (Rupicola rupicola)


Características – uma das aves mais bonitas da fauna silvestre brasileira. Mede 28 cm de comprimento. O macho possui um topete constituído de uma crista larga, ereta e semicircular, vertical na cabeça, da nuca e cobrindo o bico. Plumagem laranja, asas e extremidade da cauda negras. Coberteiras muito desenvolvidas. Fêmea marrom-pardacenta com topete acanhado é tão escura que à distância parece preta.
Habitat – escarpas cobertas de florestas, cortadas por córregos sombreados
Ocorrência – nas serras fronteiriças entre o Brasil, Venezuela, Colômbia e Guiana. No Brasil está presente desde o Amapá até região do alto Rio Negro e nas proximidades de Balbina, distante cerca de 100 km ao norte de Manaus.
Hábitos – permanece próximo a maciços rochosos, sempre em grupos de machos, onde se reúnem para exibir-se individualmente para as fêmeas (cada qual em um “palco” individual). Vive isolado, buscando alimento na floresta, sendo de difícil visualização.fazem a exibição da plumagem em local na mata, que é limpo das folhas através de um incessante bater de asas.Embora possa ocorrer vários machos em determinada área, cada um possui seu local de exibição. Possui vôo pesado semelhante ao pombo. Constroem os ninhos em cavernas nos rochedos ou nas ravinas, freqüentemente sobre um regato. O ninho é constituído de uma sólida panela de barro misturado com fibras vegetais e coberto de liquens.

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Alimentação – é frugívoro em geral, procurando os frutos de árvores e os coquinhos produzidos pelo palmito. Também caça insetos, lagartixas e rãs.
Reprodução – põe dois ovos manchados de cada vez, que são chocados apenas pela fêmea. Os filhotes são alimentados pelos pais até saírem do ninho e só adquirem a plumagem característica após o terceiro ano de vida.
Ameaças – espécie em extinção principalmente pela destruição do habitat onde o animal vive e o tráfico de animais.


GARÇA AZUL (Florida caerulea)
Características – garça de pequeno porte medindo em torno de 50 cm de comprimento, com plumagem azul acinzentada, bico forte e pontiagudo de cor azulada. Na cabeça e no pescoço entremeiam-se plumas roxas ou castanhas. As pernas são pretas.
Habitat – lamaçais do litoral
Ocorrência – do sul dos EUA e América Central ao Peru, Colômbia e Brasil, ao longo do litoral até Santa Catarina.
Hábitos – é a garça mais adaptada dos lamaçais da vazante.
Alimentação – vermes, moluscos, crustáceos e peixes

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GARÇA BOIADEIRA (Bubulcus íbis)


Características – garça de pequeno porte, medindo 44 cm de comprimento, inteiramente branca com bico, íris e pernas amarelados, diferindo da garça branca pequena a qual possui bico e pernas pretas. Tem o pescoço grosso, caracterizando uma espécie de papo.
Habitat – áreas de pastagens
Ocorrência – no Brasil ocorre nas regiões Sudeste, Sul e Ilha de Marajó.
Hábitos – forma grupos que acompanham o gado no pastoreio
Alimentação – insetos, aranhas e pequenos anfíbios



GARÇA BRANCA GRANDE (Casmerodius albus)


Características – garça de grande porte, medindo 88 cm de comprimento. Plumagem totalmente branca, com bico amarelo e pernas pretas.
Habitat – beira dos lagos, rios e banhados
Ocorrência – da América do Norte ao estreito de Magalhães, em todo Brasil, e também no Velho Mundo.
Alimentação – Apanham igualmente insetos aquáticos (imagos e larvas), caranguejos, moluscos, anfíbios (até sapos do gênero Bufo) e répteis. Engolem às vezes cobras e préas.



GARÇA BRANCA PEQUENA (Egretta thula)


Características – garça de pequeno porte medindo em torno de 56 cm de comprimento. Plumagem totalmente branca, com bico e pernas pretas e pés amarelos. O bico apresenta base amarela. Possui penas alongadas na nuca.
Habitat – beira de lagos, rios e banhados
Ocorrência – em todo o continente americano
Alimentação – insetos, larvas, vermes, moluscos, crustáceos e peixes.



GATURAMO VERDADEIRO (Euphonia violacea)

Características – mede 12 cm de comprimento e o macho pesa em torno de 15 g. O macho apresenta plumagem negra no dorso, fronte, peitoral e ventre amarelo-vivos.
Habitat – orla da mata, fruteiras em plantações, árvores densas em parques.
Ocorrência – das Guianas e Venezuela ao Rio Grande do Sul.
Hábitos – excelente imitador de cantos de outras aves. Um único macho pode se manifestar em poucos minutos na voz de 10 a 16 espécies de aves diferentes. São imitações perfeitas, mas traduzidas para sua própria força vocal reduzida. O repertório do gaturamo se torna a cópia
fiel da avifauna da região em que vive.
Alimentação – frugívoro, Insetívoro.
Reprodução – reproduz-se na primavera-verão
Ameaças – destruição do habitat e tráfico de animais.

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GAVIÃO CARIJÓ (Rupornis magnirostris)

gavião

Características – mede 36 cm de comprimento. É a espécie predominante no Brasil. Asas compridas e largas de "pontas abertas" tal como nos urubus, cauda curta, conjunto apropriado para planar em espaços abertos. Os sexos quase sempre se assemelham quanto ao colorido. Macho e fêmea distinguem-se geralmente pelo tamanho, sendo a fêmea maior. É facilmente reconhecido pelo seu ventre estriado, daí o seu nome. É o terror dos galinheiros.
Habitat – áreas  campestres, cerrados, bordas de matas e áreas urbanas arborizadas.
Ocorrência – do México à Argentina e em todo o Brasil.
Hábitos – voa no aberto, aos casais, batendo rapidamente as asas e descrevendo círculos chamando a atenção pela característica gritaria que produzem. Na cidade, gosta de pousar em antenas de televisão para observar os terrenos baldios da vizinhança à procura de presas.
Alimentação – caça grandes insetos, lagartixas, pequenas cobras e pássaros tais como rolas e pardais. Apanha morcegos em seus pousos diurnos.
Reprodução – as fêmeas apresentam os dois ovários desenvolvidos em vez de apenas o esquerdo como nas outras aves. Os ovos são geralmente manchados, de cor muito variável, até dentro de uma mesma postura.
Ameaças – a grande ameaça é a destruição ambiental e caça indiscriminada. As aves de rapina tem um papel indispensável no equilíbrio da fauna como reguladores da seleção. Evitam uma superpopulação de roedores e aves pequenas (como é o caso dos ratos e pombos nos centros urbanos) além de eliminar indivíduos defeituosos e doentes.



GAVIÃO-CARRAPATEIRO (Milvago chimachima)


Características – mede em torno de 40 cm de comprimento. Cabeça, pescoço e as partes inferiores branco-amarelados. Cauda branca com faixas negras. Asas longas.
Habitat – pastos e currais
Ocorrência – da América Central ao Norte do Uruguai e Argentina e em todo o Brasil
Hábitos – tira de bois e cavalos os bernes e carrapatos para se alimentar, daí o seu nome.
Alimentação – insetos, larvas, lagartas, frutos, cobras pequenas, animais mortos e ovos.



GAVIÃO-PEGA-MACACO (Spizaetus tyrannus)


Características – ave de grande porte. Plumagem negra, apresentando pequeno penacho na cabeça. Abundante feixe de faixas transversais brancas na cauda, nas asas (mais nitiidamente no lado interno), nas pernas e na base do penacho. Bico preto e íris amarela. Pode viver aproximadamente 30 anos.
Habitat – florestas e matas abertas
Ocorrência – do México à Argentina e em todo o Brasil
Hábitos – voa muito alto, subindo às nuvens verticalmente e descendo da mesma forma
Alimentação – carnívoro
Reprodução – 1 ovo por postura que eclode após 50 dias de incubação Ameaças – destruição do habitat



GAVIÃO DE RABO BRANCO (Buteo albicaudatus)

Características – mede em torno de 55 cm de comprimento. Asas compridas e largas, cauda curta e branca com faixa negra antes de sua extensão final. Alguns podem ser totalmente negrão com apenas a cauda branca.
Habitat – áreas abertas
Ocorrência – do México à Argentina, em todo o Brasil, exceto Amazônia
Hábitos – sobrevoa áreas abertas com vôos circulares e planados, ganhando altitude gradativamente.
Alimentação – grandes insetos, sapos, ratos, gambás e cobras.

GRALHA AZUL (Cyanocorax caeruleus)


gralha

Características – ave de médio porte, medindo 39 cm de comprimento e de aspecto robusto. O corpo tem coloração azul reluzente. A cabeça, a garganta e o peito são negros, com as penas da fronte arrepiadas. Seus olhos são escuros. A coloração da plumagem é semelhante, tanto na fêmea como no macho. No Estado do Paraná, a Gralha-azul é oficialmente reconhecida como ave-símbolo.
Habitat – floresta Atlântica e floresta com araucária
Ocorrência – do Estado de São Paulo até o Rio Grande do Sul
Hábitos – a ssim como outros corvídeos, a Gralha tem o hábito de armazenar alimento, escondendo sementes em plantas epífitas e fendas em troncos de árvores, que esquecidas germinam nesses locais. É considerada um agente dispersor em potencial das sementes do pinheiro ( Araucária angustifolia ). Durante a atividade de alimentação as gralhas transportam o pinhão de uma árvore para a outra, deixando muitas vezes cair a semente ao chão, a qual penetra no solo devido ao impacto da queda, vindo a germinar posteriormente. Entretanto, esta espécie de ave não é totalmente dependente das matas de araucária, apesar de suas relações  com  o  pinheiro.  Sua  área  de distribuição abrange também os

domínios da Floresta Atlântica.  Depois dos papagaios, araras e periquitos, as gralhas apresentam o maior índice de aprendizagem, refletindo assim em seu complexo e sofisticado comportamento. Seu repertório vocal, bastante variado, possui mais de 14 gritos diferentes. De hábito social, a gralha-azul é encontrada em bandos que podem variar em número de indivíduos, em média com 4 a 15. Com grande hierarquia e formação de clãs, os bandos são compostos pelos pais e filhotes de até duas gerações. Por intermédio de sua complexa organização social, as Gralhas realizam as suas atividades em grupo, como a busca de alimento, limpeza da plumagem e reprodução.
Alimentação –  baseada tanto em fonte animal como vegetal, a qual varia desde insetos, pequenos animais invertebrados como anfíbios, frutos e sementes. É comum o ataque a ninhos de outras aves, com predação de ovos e filhotes.
Reprodução – n o período reprodutivo, tanto os adultos como os indivíduos jovens auxiliam na construção do ninho, na alimentação dos filhotes e na defesa do território contra predadores. O período reprodutivo da gralha-azul tem início no mês de outubro, estendendo-se até março. Seu ninho, muito bem escondido, é confeccionado no alto de árvores de grande porte. Em Floresta com Araucária é construído na coroa apical de pinheiros jovens. O ninho é arredondado e confeccionado em forma de bacia, com 50 cm de diâmetro formado de gravetos. Em média são colocados 4 ovos.
Ameaças – ameaçada de extinção, principalmente devido à destruição de seu habitat natural. No Estado do Paraná, sua principal área de ocorrência atual, restam, hoje, cerca de 3% de sua cobertura vegetacional original, reduzindo drasticamente as populações de Gralha-azul.


GRALHA DO CAMPO (Cyanocorax cristatellus)


Características – mede 35 cm de comprimento. Asas longas e cauda relativamente curta. Inconfundível pelo topete frontal prolongado, separado do píleo (alto da cabeça); manto violeta-azul escuro, a barriga e os dois terços apicais da cauda brancos. A vivacidade das gralhas vem do fato dos corvídeos serem dotados do índice cerebral mais alto na classe Aves, após os psitacídeos (14,60 e 14,95 respectivamente).
Habitat – cerrados, também nos trechos bem ralos e ensolarados, interrompidos por campos.
Ocorrência – do Piauí, Maranhão e sul do Pará a Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
Hábitos – São arbícolas. Vivem em cerrado aberto. Em regiões de transição entre áreas campestres e áreas mais densamente arborizadas. Vivem em bandos de 5 a 12 indivíduos. Em lugares ermos são mansos e fáceis de se observar. Seus gestos são múltiplos. A demonstração mais comum é um inclinar do corpo para a frente e para baixo, acompanhado por um longo esticar do pescoço alternadamente para a esquerda e para a direita, e um levantar rítmico da cauda. Voam bem, locomovem-se às vezes no alto, acima das árvopres,  em  percurso  levemente ondulado. As

gralhas utilizam as formigas na higiene da plumagem, esfregando os insetos vivos nas asas para gozar o efeito do ácido fórmico, atividade que é tratada como "formicar-se".
Alimentação – são onívoros, comem tanto quaisquer animais como sementes e bagas. Frutos nativos e visitam pomares de sítios e fazendas para comerem os frutos. As gralhas comem  pequenos cadáveres e tiram a isca de armadilhas montadas para pequenos mamíferos. Depredam ocasionalmente ninhos de pássaros; fura até ovos de galinha para chupá-los. Caçam em qualquer altura.
Reprodução – nidifica sobre árvores do cerrado. O ninho é feito de gravetos em meia tigela. Põe de três a quatro ovos, tem um campo azul-claro e numerosas manchas pardas espassas pela superfície.
O imaturo é reconhecível ainda com 6 meses pelo topete curto.
Ameaças – espécie rara que pode estar ameaçada em futuro muito próximo se o seu hábitat continuar a ser destruído.


GRAÚNA (Gnorimopsar chopi)


graúna

Características – também conhecido como pássaro-preto ou melro, mede 21,5 cm de comprimento. Trata-se de um dos pássaros de voz mais melodiosa do Brasil. Há quem confunda a graúna com o atrevido chopim ( Molothrus bonariensis ), famoso por parasitar o ninho de várias espécies (ex.:tico-tico). Enquanto o Chopim é elegantíssimo, esguio e traja cintilantes vestes de tom violáceo, a graúna é negra mesmo e de porte mais avantajado, além de saber nidificar, não se descuidando da criação da ruidosa prole. Coloração negra uniforme e brilhante.
Habitat – campos de cultura, pastos e plantações com árvores isoladas, mortas, remanescentes da mata.
Ocorrência – em todo Brasil não-amazônico
Alimentação – onívoro (sementes, insetos e brotos de árvores.
Reprodução – reproduz-se na primavera-verão



GUARÁ (Eudocimus ruber)


Características – de porte médio, medindo cerca de 60 cm, com pernas, pescoço e bico longos, sendo o bico curvado para baixo. As asas são longas e largas sendo a cauda bastante curta. Possui uma plumagem vermelha – carmim e a ponta das asas são negras. Esta coloração é decorrente do carotenóide cantaxantina presente na alimentação.
Habitat – manguezais da costa atlântica da América do Sul podendo migrar para o interior do continente, entre rios, lagoas e florestas.
Ocorrência – vivia antigamente no litoral brasileiro, desde o Norte até a ilha de Santa Catarina. Distribui-se desde as Guianas passando pela Colômbia e Equador, também em Trinidad, podendo ocorrer nas Antilhas e América Central. No Brasil Existem duas populações separadas, uma no Norte, entre os estados do Amapá, Pará e Maranhão, e outra no Sul, entre os estados de São Paulo e Paraná.
Hábitos – vivem em bandos sempre vistos no alvorecer e no entardecer. Anda vagarosamente na água rasa, com a ponta do bico submersa, abrindo e fechando as mandíbulas em busca de caranguejos, caramujos e insetos.
Alimentação – caranguejos, caramujos e insetos. Alimenta-se basicamente de pequenos caramujos, tais como o chama-maré ou sarará, Uca sp. , maraquani.
Reprodução – período reprodutivo começa na seca entre os meses de Julho a setembro, nidificando em colônias, a fêmea  coloca  de  dois  a  cinco  ovos que

guará
depois de 29 dias de incubação nascem os filhotes, são alimentados pelos pais até saírem do ninho. Normalmente o casal permanece junto dos filhotes dentro do ninho.
Ameaças – consta na lista oficial de animais ameaçados de extinção do IBAMA, principalmente pela destruição do habitat, poluição hídrica e o tráfico de animais. Ave belíssima e muito procurada pelos traficantes, está seriamente ameaçada de extinção.


GUAXE (Cacicus haemorrhous)


guaxe

Características – mede de 23 a 26 cm de comprimento. Plumagem preta com dorso inferior escarlate e bico amarelo.
Habitat – baixadas quentes com florestas
Ocorrência – Amazonas, Pará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Espirito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Hábitos – vivem em bandos. A localização das colônias varia podendo ser em galhos de árvores a pouca altura sobre a água, no alto de árvores no meio da mata ou em palmeiras na orla da floresta. Possui voz rouca, misturada com assovios e canto barulhento. Gostam de freqüentar lavouras e pomares, onde causam certo dano.
Alimentação – onívoro
Reprodução – primavera-verão. O ninho tem forma de bolsa fina e alongada, às vezes com 1 m de comprimemto, pendurados não raro em grande número na mesma árvore ou palmeira.



HARPIA (Harpia harpyja)


Características – mais poderosa predadora entre as aves de rapina do mundo, o gavião-real ou harpia é a maior ave de rapina da América do Sul, possuindo porte majestoso e imponente. P ode medir de 50 a 90 cm de altura, cerca de 105 cm de comprimento e possui 2 m de envergadura. O macho pode pesar de 4 a 4,5 Kg e a fêmea de 6 a 9 Kg. Suas asas são largas e redondas, as pernas curtas e grossas e os dedos extremamente fortes com enormes garras. A cabeça é cinza, o papo e a nuca negros. O peito, a barriga e a parte de dentro das asas, brancas. Seus olhos são pequenos. Possui um longo topete, uma crista com duas penas maiores  e  a  cauda com  três  faixas cinzentas. É a ave de rapina

harpia
mais forte do Brasil, capaz de levantar um carneiro do chão. A realeza das harpias não se deve apenas à sua aparência imponente - asas, cauda e um colar em torno do pescoço negro, peito branco e cabeça ornada por um cocar cinza e macio, do qual despontam dois conjuntos de penas maiores, semelhantes a "chifres" -, mas principalmente à sua incrível força e ferocidade. Uma harpia adulta carrega um animal de mais de 10 quilos. Suas garras são tão poderosas (a unha chega a medir 7 centímetros) e sua força tão grande, que ela consegue, em pleno vôo, arrancar uma preguiça da árvore. Pode viver até 40 anos.
Habitat – florestas tropicais altas e densas. Na Mata Atlântica a população está em declínio, mas sua maior ocorrência é na Amazônia.
Ocorrência – do México a Bolívia, Argentina e Brasil. Hoje ainda sobrevive em alguns estados do Nordeste, em Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro, e nos estados do Sul.
Hábitos – t em um assobio longo e estridente. Voa alternando rápidas batidas de asas com planeio. Quando ataca uma presa, torna-se veloz e possante, podendo carregar para uma árvore, mamíferos de médio porte. Avessas a mudanças de hábitat, as harpias costumam se estabelecer em um território de caça de cerca de 100 quilômetros quadrados de extensão.
Alimentação – animais de médio porte como preguiças, macacos, filhotes de veado e caititu, aves como araras e serpentes. A harpia está no topo da cadeia alimentar (não tem outros predadores a não ser o homem).
Reprodução – reproduzem-se de junho a novembro. O ninho, construído pelo casal em uma das árvores mais altas da área, é perene e refeito a cada período de reprodução, que normalmente ocorre de dois em dois anos. Nidificam em árvores altas e de troncos fortes, seu ninho consiste em uma pilha de galhos, a fêmea coloca dois ovos. A incubação dura em torno de 56 a 58 dias, sobrevivendo apenas um filhote, que é alimentado pelos pais até sair do ninho entre 6 e 8 meses. Chega a maturidade somente no quarto ano de vida.
Ameaças – ameaçada de extinção. Atualmente encontra-se praticamente restrita à Floresta Amazônica, devido à caça indiscriminada pelo homem, d estruição do habitat e o tráfico de animais.


INHAMBU (Crypturellus tataupa)



Características – mede 25 cm de comprimento. O seu bico é vermelho vivo (com a ponta negra no macho). Pelagem é vermelho pálido, seu manto (costas) é castanho-escuro. A cabeça e o pescoço são cinzento-escuros, a garganta e o meio da barriga, brancos, o resto do lado inferior, cinzento. Os lados da barriga e as coberteiras inferiores da cauda são pretas com largas orlas esbranquiçadas. As pernas são roxo-encarnadas. O macho é bem menor que a fêmea.
Habitat – matas secundárias, capoeirões secos, caatinga, canaviais.
Ocorrência – no Brasil ocorre no Nordeste, Leste, Sul (até o Rio Grande do Sul) e no Centro-Oeste. Ocorre ainda no Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina.
Hábitos – desconfiados, imobilizam-se instantaneamente de pescoço ereto, parte posterior do corpo levantada ou deitam-se. Indivíduos assustados por um tiro às vezes fingem-se de mortos. Alçam vôo apenas como último recurso, sendo o mesmo pesado e retilíneo. São quase incapazes de evitar obstáculos, mas pilotam relativamente bem quando planam para aterrissar.
Alimentação – comem não só bagas, frutas caídas (ex. merindibas, tangerinas e coquinhos de palmito) como folhas e sementes duras. Procuram pequenos artrópodes e moluscos que se escondem no tapete de folhagem apodrecida; viram   folhas  e   paus   podres  com  o  bico  à  procura   do  alimento,  jamais

inhambu
esgravatando o solo com os pés como fazem os galináceos. Às vezes pulam para apanhar algum inseto. Bebem regularmente sempre que houver água. Engolem pedrinhas. Os filhotes dependem de alimento animal.
Reprodução – andam aos casais. O ovo é de cor chocolate-claro rosáceo. A incubação tem duração de 19 a 21 dias.
Predadores naturais – gatos-do-mato, raposas, guaxinins, furões, iraras, gambás, gaviões e corujas. Os ninhos podem ser saqueados por cobras, macacos, gambás e até mesmo pelo tamanduá-bandeira.
Ameaças – essas aves se aproveitam do desmatamento e se infiltram até em áreas cultivadas. Estão ameaçadas pelo emprego de inseticidas, espalhados indiscriminadamente por toda parte. Comem formigas cortadeiras envenenadas por iscas granuladas e carrapatos mortos caídos do gado tratado. Consta que o xintã revela extraordinária resistência às modificações ambientais. A caça e a destruição do habitat são as principais ameaças.


INHAMBUGUAÇU (Crypturellus obsoletus)


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Características – mede 29 cm de comprimento. Possui colorido muito peculiar, castanho-chocolate-escuro com o manto (parte bem abaixo do bico) e garganta cinzentos, alto da cabeça cinzento-escuro e pernas esverdeadas. O peito é castanho escuro, a barriga amarelada com largas faixas pretas na parte posterior.
Habitat – sub-bosque fechado quer de matas altas ou baixas.
Ocorrência – do Espírito Santo e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, Paraguai e Argentina; populações isoladas ao sul do Amazonas, no sul do Pará e no baixo Tapajós. Também na Venezuela ao Equador e Bolívia. Tem notável adaptação a climas tão diversos como aqueles de montanhas e de baixadas.
Hábitos – desconfiados, imobilizam-se instantaneamente de pescoço ereto, parte posterior do corpo levantada ou deitam-se. Indivíduos assustados por um tiro às vezes fingem-se de mortos.
Alçam vôo apenas como último recurso, sendo o mesmo pesado e retilíneo. São quase incapazes de evitar obstáculos, mas pilotam relativamente bem quando planam para aterrissar.
Alimentação – comem não só bagas, frutas caídas (ex. merindibas, tangerinas  e  coquinhos  de  palmito)  como  folhas  e  sementes  duras.

Procuram pequenos artrópodes e moluscos que se escondem no tapete de folhagem apodrecida. Viram folhas e paus podres com o bico à procura do alimento, jamais esgravatando o solo com os pés como fazem os galináceos. Pulam, às vezes, para pegar um inseto. Bebem regularmente sempre que houver água. Engolem pedrinhas. Os filhotes dependem de alimento animal.
Reprodução – a cor do ovo é chocolate. O macho se incumbe da tarefa de chocar e criar filhotes, sistema de reprodução que envolve a poligamia. Não se empoleiram enquanto se dedicam a essa tarefa.
Predadores naturais – gatos-do-mato, raposas, guaxinins, furões, iraras, gambás, gaviões e corujas. Os ninhos podem ser saqueados por cobras, macacos, gambás e até mesmo pelo tamanduá-bandeira.
Ameaças – caça e destruição do habitat


IRERÊ (Dendrocygna viduata)

Características – é um pequeno ganso, pois seus tarsos são altos e reticulados. A parte anterior da cabeça é branca, bem como a garganta. Segue-se contrastando vivamente uma grande zona preta que abrange também a parte superior do pescoço, ao passo que a parte inferior deste é ruivo-castanha. As penas do dorso são brunas, com as orlas amareladas. As asas e a cauda são pretas. A barriga é preta no meio, amarela com desenho listrado nos lados.
Habitat – lagos, pântanos e brejos
Ocorrência – América do Sul
Hábitos – forma grandes bandos. Tem o hábito de voar à tardinha e à noite, quando passam vocalizando "irerê, irerê...", o que deu motivo a seu nome onomatopéico. C repusculares e noturnos. Nidifica no solo.
Alimentação - sementes de plantas aquáticas, encontradas no fundo dos brejos rasos e invertebrados.
Ameaças – caça indiscriminada

irere


JABURU (Jabiru mycteria)


tuiuiu

Características – também conhecido com tuiuiú, atinge 1,15 m de altura,, bico com 30 cm, asas 62 cm e cauda com 20 cm. É uma das maiores aves da América do Sul e símbolo do Pantanal. Além do seu tamanho, chama a atenção o seu enorme ninho feito de galhos de arbustos secos, construído em árvores como o "manduvi" (Sterculia striata), a "piúva" (Tabebuia impetigosa) ou em troncos de árvores mortas. O jaburu é uma ave de corpo robusto, bico grosso e afilado na ponta, pescoço é preto e a parte do papo, dotada de notável elasticidade, é vermelha. A cor predominante das penas no indivíduo adulto é branca.
Habitat –
pântanos, lagoas e rios
Ocorrência – do sul do México até a Argentina, mas não é encontrado na parte ocidental dos Andes.

Hábitos – vive em bandos numerosos. Tem grande capacidade de vôo, elevando-se a grandes altitudes. Quando descansa, na margem do rio ou lagoa, costuma ficar em uma só perna. Seu andar é deselegante e vagoroso.
Alimentação – peixes, moluscos e anfíbios.
Reprodução – o ninho é feito com ramos entrelaçados no alto das árvores. Na época da incubação, enquanto um choca dois ovos, o outro fica de pé sobre a beirada do ninho em constante vigília.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.


JACAMIM (Psophia creptans)


Características – a ve mais ou menos do tamanho de um peru, de carne não apreciada. Possui asas grandes, com pernas e pés também grandes. O bico é curto, forte e cauda curta. De cor predominantemente negra, com peito anterior púrpura. Penas da cabeça e do pescoço curtas e aveludadas. Dorso alto pardo amarelado passando do brônzeo ao cinzento-esbranquiçado.
Habitat – floresta tropical virgem
Ocorrência – Amazônia
Hábitos – vive em bandos. São terrestres, voam mal e só quando perseguidas ou para pousarem em árvores. Apreciam locais próximos de córregos encachoeirados, onde tomam banho para, em seguida, estenderem as asas aberta para a secagem. É muito valente perseguindo e afugentando alguns predadores.
Alimentação – frutas, folhagens, insetos, artrópodes e outros invertebrados e mesmo vertebrados de pequeno porte.
Reprodução – constrói enormes ninhos no solo, à beira da água. Podem também construir o ninho em copa de palmeiras ou árvores. Dizem que pratica a monogamia e que um membro do casal não sobrevive  à morte do outro. O casal se encarrega da construção do ninho, mas somente a fêmea se encarrega de incubação e da postura, que é de 6 a  10  ovos, de

jacamim
coloração amarelada-suja, medindo 58 x 48 mm em seus eixos e pesando 85 g cada um. O período de incubação é de 28 dias. Os jovens são nidífugos e acompanham os pais, que os defendem e os protegem. A época de reprodução é, mais freqüentemente de fevereiro a abril.
Predadores naturais – gambás, raposas e felinos.
Ameaças – destruição do habitat e caça por serem facilmente domesticadas.


JAÇANÃ (Jacana jaçana)



jaçanã

Características – ave aquática esbelta de corpo muito leve, pernas muito altas, dedos excessivamente longos e delicados, unhas afiladas como agulhas. De plumagem marrom com pescoço e cabeça pretos. As rêmiges da mão verde-claro. O bico é amarelo expandindo-se na fronte em uma forma de escudo vermelho, dedos e unhas bem compridos, possuindo esporão amarelo nas asas que serve como arma contra inimigos. Mede em torno de 23 cm de comprimento. Para não afundar desenvolveu dedos enormes, que distribuem seu peso sobre as folhas. Seus dedos são longos, com unhas de até 4 cm de comprimento, permitem que virtualmente caminhe na superfície da água, sustentada apenas por folhas  capins flutuantes, que afundariam com peso mais concentrado de outras aves. Sexos de cores bem semelhantes, porém fêmea de porte bem maior (159 g contra 69 g do macho).
Habitat – lagoas, banhados, brejos lodosos e pântanos

Ocorrência – toda América Tropical
Hábitos – se locomove sobre a vegetação aquática flutuante. Permanece freqüentemente de asas levantadas, comportamento típico já no filhote. Funciona como sentinela dos lugares onde habita, alertando para qualquer alteração na sua área. É visto aos pares e, quando assustado, normalmente corre sobre as plantas aquáticas, onde facilmente se esconde. Voa pouco. Se for obrigada a voar, levanta as asas e pesada e ruidosamente voa para outra área. Fora da época de reprodução são migratórios, associando-se em bandos.
Alimentação – insetos, moluscos, pequenos peixes e sementes
Reprodução – choca 04 ovos cor de barro com numerosas linhas pretas que se entrelaçam. Não constrói ninho, nem mesmo uma simples cama. A postura é feita a céu aberto sobre plantas aquáticas, quase em contato com a água. Existe forte defesa territorial. Vivem aos casais, sobretudo em lagos pequenos, mas ocorre também poliandria, quando o espaço é amplo. Apenas o macho choca e zela pelos filhotes. Para protegerem o ninho, fingem estar com uma perna quebrada debatendo-se como se não pudessem voar (despistamento). Os filhotes são nidífugos, logo após a eclosão saem por sobre plantas aquáticas. Já nesta idade são extremamente pernilongos e sabem mergulhar.
Ameaças – caça, poluição e destruição do habitat


JACU (Penelope obscura)


Características – também conhecido como jacuguaçu, mede 73 cm de comprimento. Sua plumagem é verde-bronze bem escura. Manto, pescoço e peito finamente estriados de branco. Pernas anegradas. Asas grandes e arredondadas. O macho possui a íris vermelha e a fêmea, castanha. Ambos apresentam uma barbela vermelha na garganta.
Habitat – mata alta.
Ocorrência – sudeste e sul do Brasil, de Minas Gerais e Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul; Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia. No Rio de Janeiro ocorre nas montanhas, em São Paulo na Serra do Mar e no litoral.
Hábitos – o sinal de excitação é abrir e fechar impetuoso da cauda. Têm o tique de sacudir a cabeça. À tardinha, antes de empoleirar-se, tornam-se muito inquietos, sendo tal nervosismo aparentemente ansiedade para achar um bom lugar de dormida. Voa relativamente bem apesar de sua capacidade de vôo ser reduzida. Vive nas árvores das florestas, descendo ao solo muitas vezes para alimentar-se.

jacu
Alimentação – frutas, folhas e brotos. Bebem na beira dos rios. O ato de beber se assemelha ao dos pombos, é um processo de sugar, com o bico mantido dentro d'água, notando-se a ingestão do líquido pelo movimento rítmico da garganta.
Reprodução – monógamos. Os machos dão comida à sua fêmea, virando e abaixando gentilmente a cabeça, como os pais alimentam os filhos. O casal acaricia-se na cabeça. Conhece-se pouco sobre as cerimônias nupciais dessas aves. O par faz um ninho pequeno nos cipoais, às vezes no alto das árvores ou em ramos sobre a água ou ainda em troncos caídos. Aproveitam também os ninhos abandonados de outras aves. Pode instalar-se sobre um galho entre gravatás cujas folhas ela pisa, obtendo assim um ninho. Os ovos são grandes, uniformemente brancos. O período de incubação é de 28 dias. As ninhadas são de dois a três filhotes
Ameaças – o desmatamento e a caça indiscriminada reduziram drasticamente a população dessas aves. É necessário aproveitar-se da boa potencialidade de reprodução em cativeiro para se obter espécimes a serem utilizados em programas de repovoamento. Muito apreciada como caça, está em extinção.


JACU DE ESTALO (Neomorphus geoffroyi)



Características – é um cuculídeo de grande porte com assa arredondada de regular tamanho, cauda longa, bico grande e forte, curvado e amarelado. Pernas de tamanho regular, fortes, pé grandes com dedos e unhas bem fortes. Sexos semelhantes. A coloração do topete é pardo-ferrugínea com extremidade negro-azulada, dorso azul-ferrete esverdeado. Cauda parda-púrpura com a extremidade possuindo uma faixa verde-escura. Garganta e peito amarelados com pintas pretas e uma faixa de cor negra separando o peito do abdômen. Abdômen amarelo-canelado com região mais baixa avermelhada. A fêmea tem coloração mais opaca. A íris é amarela e castanha. Região post-ocular com pele azul pouco mais opaca.
Habitat – florestas virgens e secundárias

Ocorrência – Minas Gerais e Espírito Santo
Hábitos – vive solitário ou em casais. Ataca rapidamente suas presas com os pés e o bico. Percorre o solo, ramagens espinhentas de aceiros florestais. Ao correr pelo sole, eleva a cauda na vertical, abrindo-a em leque durante a caçada. O estalido que produz com o bico assemelha-se a de um reco-reco, ora com algumas notas ora em disparada.
Alimentação – insetos como a formiga, besouro e gafanhoto, escorpiões, aranhas, miriápodes, vermes, moluscos, camaleões e lagartixas.
Reprodução – postura com 2 a 3 ovos e o período de reprodução se dá entre outubro e janeiro. Ovo de coloração branca, medindo 45 x 33 mm em seu eixo e pesando 30 g. A incubação é realizada pela fêmea.
Ameaças – seriamente ameaçada de extinção devido à destruição do habitat e à caça.


JACUPEMBA (Penelope superciliaris)


Características – mede 55 cm de comprimento e pesa 850 g. Apresenta um rudimentar topete, asas com largas bordas ferrugíneas bem distintas e peito com desenho esbranquiçado. Íris vermelha em ambos os sexos. Distingue-se das outras espécies do gênero por ter as coberteiras das asas orladas de castanho. As penas da cabeça, do pescoço e do peito são orladas de cinzento-claro. Sobre os olhos corre uma estria branca.
Habitat – mata, também capoeira baixa, capões de mata no cerrado.
Ocorrência – do sul do Amazonas e Madeira, pelo Brasil central, Nordeste e Brasil merídio-orienta, até o Paraguai.
Hábitos – o sinal de excitação é abrir e fechar impetuoso da cauda. Têm o tique de sacudir a cabeça. À tardinha, antes de empoleirar-se, tornam-se muito inquietos, sendo tal nervosismo aparentemente ansiedade para achar um bom lugar de dormida. Gosta de lugares quentes.
Alimentação – frutas, folhas e brotos. Bebem na beira dos rios. O ato de beber se assemelha ao dos pombos, é um processo de sugar, com o bico mantido dentro d'água, notando-se a ingestão do líquido pelo movimento rítmico da garganta.

jacupemba
Reprodução – monógamos. Os machos dão comida à sua fêmea, virando e abaixando gentilmente a cabeça, como os pais alimentam os filhos. O casal acaricia-se na cabeça. Conhece-se pouco sobre as cerimônias nupciais dessas aves. O par faz um ninho pequeno nos cipoais, às vezes no alto das árvores ou em ramos sobre a água ou ainda em troncos caídos; aproveitam também os ninhos abandonados de outras aves. Os ovos são grandes, uniformemente brancos. O período de incubação é de 28 dias. As ninhadas são de dois a três filhotes.
Ameaças – o desmatamento e a caça indiscriminada reduziram drasticamente a população dessa espécie. É necessário aproveitar-se da boa potencialidade de reprodução em cativeiro para se obter espécimes a serem utilizados em programas de repovoamento.


JACUTINGA (Pipile jacutinga)


jacutinga

Características – é uma das aves mais impressionantes da Floresta Atlântica. É negra com riscas brancas por todo o corpo. As penas do alto da cabeça (píleo) são brancas, além de bastante alongadas e eriçáveis. Possui a face toda emplumada de negro, com região perioftálmica nua, branco-gesso. Ainda, possui a base do bico azulada. A barbela, provida de pouquíssimas penas é vermelha em sua porção posterior, enquanto que a anterior é dividida em uma área lilás superior e outra azul brilhante, inferior. O colorido da barbela torna-se bastante acentuado durante o período reprodutivo, enquanto que fora deste, as cores ficam esmaecidas e mesmo a barbela encolhe.

Habitat – floresta atlântica primitiva sendo bastante exigente quanto a esse ambiente.
Ocorrência – típico da região Sudeste do Brasil, era encontrada na região da Serra do Mar em qualquer altitude, em locais acidentados, semeados de rochas e cobertos por mata espessa, onde nidificava
Alimentação – aprecia muito o fruto do palmiteiro
Reprodução – como os demais representantes da família, são monogâmicos, ou seja: possuem apenas um parceiro. Podem fazer posturas sobre galhos grossos, ramificações de troncos e rochas quase sem material de construção. Os ovos são brancos e o período de incubação é de 28 dias. Os filhotes já nascem com os olhos abertos, e movimentam-se livremente apesar de sempre acompanhados pela mãe, abrigando-se sob sua cauda ou suas asas. Mesmo empoleirados, enquanto seu tamanho lhes permitir, abrigam-se embaixo das asas da mãe durante o seu desenvolvimento.
Ameaças – em decorrência da caça, do tráfico de animais selvagens e da inclemente destruição de seu habitat natural, notadamente a Floresta Atlântica, a espécie desapareceu da maioria dos locais onde era encontrada habitualmente. Está ameaçada de extinção. Atualmente, apesar de admitir-se que a espécie tenha sua distribuição para o Brasil desde o sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, é na verdade de ocorrência bastante pontual.


JANDAIA (Aratinga jandaya)

Características – periquito com plumagem amarela viva no ventre, dorso verde, asas com algum colorido azul, com extremidade enegrecida.
Habitat – áreas abertas e coqueirais
Ocorrência – nordeste do Brasil
Hábitos – vivem em bandos de até 20 cabeças que quando podem invadem lavouras de milho causando grandes estragos. Muito vivos.
Alimentação – sementes e frutas
Ameaças – caça, tráfico de animais e destruição do habitat

jandaia

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