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JOÃO-BOBO (Nystalus chacuru)


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Características – mede 18 cm de comprimento e pesa entre 61 e 64 g. Plumagem parda. Bochechas salientes e colar branco e puro, muito destacado na nuca, separados por uma área negra, bico amarelo-alaranjado.
Habitat – campos semeados de árvores, cerrado, campos de cultura (cafezais, etc), pastos, áreas marginais a estradas de ferro e também em locais bem ensolarados.
Ocorrência – do alto rio Madeira (Amazonas), Maranhão, nordeste do Brasil e leste do Peru até o Rio Grande do Sul, Paraguai, Bolívia e Argentina.
Hábitos – provavelmente tenha recebido este nome devido a seu temperamento bonachão e tolerante com os demais pássaros. Pode ser também devido ao seu desenho corporal, onde figura uma cabeça um tanto grande em relação ao seu corpo. Assim, à primeira vista parece tratar-se de um pássaro "cabeçudo". A verdade é que o bicho nada tem a ver com o seu desmerecido apelido. É letárgico porque a evolução criou outros mecanismos de compensação, como uma coloração que nada tem de chamativa, o que em Biologia é  chamado  de  coloração  críptica. Para

que correr se os predadores quase não podem enxergar o joão-bobo? Assim ele fica parado, contemplativo, com ares filosofais. Permanece imóvel durante longo tempo, mudando de vez em quando apenas de lado e virando a cabeça mostrando que tudo observa, não é "bobo" como dizem, apenas confia no seu mimetismo. Quando é apontado vivo finge de morto para fugir inesperadamente. O seu vôo é rápido e horizontal, percorre apenas distâncias curtas. Vivem periodicamente em pequenos grupos que constituem aparentemente em famílias. Pernoitam pousados em galhos, encostando um no outro. O joão-bobo é esperto até para cantar: canta harmoniosamente, mas de uma forma dissimulada, bem fina, bem baixa - como se fosse o barulho de morcegos. Sua música quase só é percebida pela fêmea, a "joana-boba", para quem ele canta e a quem ele encanta. Com tamanha discrição, outro bicho não vai percebê-lo nem quando ele "fala". Não ser percebido é tudo que ele deseja - parece acreditar que o segredo é a alma do negócio.
Alimentação – caça insetos (por ex. besouros) em vôo. Alimenta-se também de artrópodes pousados e lacertílias, diplópodes, chilópodes, opiliões, escorpiões. Ingerem matéria vegetal. Bebem água acumulada em rosetas de folhas.
Reprodução – a fêmea põe de 2 a 3 ovos no ninho. Aproveita-se de taludes de ferrovias para nidificar. No período que escava, suja o bico, pés e pernas, o que altera um tanto seu colorido natural. Escava o ninho em barrancos naturais e de beiras de estradas, e em cupinzeiros. Perfura uma galeria de cerca de 40 cm no fim da qual escava ampla panela, onde são depositados alguns gravetos e talos de folhas secas.O casal reveza-se para cuidar do ninho. O bicho entra de ré em sua toca e se um predador entrar em seu aposento leva fortes bicadas. Nesta hora vira joão-valentão. Seus filhotes levam quinze dias em média para serem chocados.


JOÃO-DE-BARRO (Fumarius rufus)


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Características – um dos pássaros mais populares do Brasil. Cor de terra-ferrugínea com parte superior pouco mais escura. Porte semelhante ao do sabiá com aproximadamente 20 cm de comprimento. Dimorfismo sexual muito pouco pronunciado. É uma ave alegre que gosta de conviver com o homem.
Habitat – áreas abertas, campos, é abundante nas fazendas da região sul, parques, pomares e jardins nas áreas rurais e urbanas não se importando com a presença humana.
Ocorrência – regiões Sul, Sudeste, leste e nordeste da Bahia e até o sul do Piauí.
Hábitos – as fêmeas dormem sozinhas nos ninhos, quando estão com ovos ou filhotes. Constroem o ninho em formato de forno, um para cada

ano, embora possam reformar algum velho.Os ninhos são construídos com barro, esterco e palha, com predominância do primeiro e em local aberto. O casal trabalha em conjunto e as irregularidades da superfície são corrigidas com reboco.O ninho é constituído de um vestíbulo e pela câmara incubadora. A entrada está sempre voltada em direção contrária à dos ventos predominantes. O casal pode trabalhar em diversos ninhos ao mesmo tempo. Em condições favoráveis demoram 18 dias para terminar o ninho e depois de 3 dias o casal começa a preparar e forrar a câmara incubadora. Ninho mede 30 cm de diâmetro na base. Paredes com espessura de até 5 cm.  O  casal  solta  seu  canto,  forte  grito ou
gargalhada, frequentemente em conjunto. O joão-de-barro é mais ativo nas horas mais quentes e claras ao contrário de outras espécies da família. Seu canto tem seqüências rítmicas mais prolongadas como que um canto festivo, crescente e decrescente. O casal sincroniza um dueto.
Alimentação – insetos e suas larvas, aranhas, opiliões e outros artrópodes. Podem ocasionalmente ingerir sementes.
Reprodução – Põe de 3 a 4 ovos a partir de setembro três vezes ao ano.


JURITI (Leptotila verreauxi)



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Características – mede 27 cm de comprimento. Pontas das rectrizes laterais esbranquiçadas e as penas das  axilas e parte inferior das asas ferrugíneas. Extremidade da rêmige primária mais externa afina abruptamente. Alto da cabeça cinza-claro, a região em torno dos olhos azulada, a face dorsal do pescoço verde-cobre e o restante do dorso cinza-pardacento; a maior parte da face ventral é violeta-clara e o abdômen esbranquiçado. Na fêmea, o  colorido geral é mais claro do que o do macho.
Habitat – áreas quentes como capoeiras e campos adjacentes, bordas de florestas densas e cerrados.

Ocorrência – em quase todo o Brasil e também do sul dos Estados Unidos até a Argentina.
Hábitos – vive no chão solitária ou aos pares. Quando perturbada, foge caminhando sem fazer barulho, ou voa, emitindo um som com as asas, até uma árvore próxima.
Alimentação – sementes e frutos no chão. Como os demais columbídeos, ao beber, não eleva a cabeça para sorver a água, como o fazem as outras aves.
Reprodução – faz ninho típico de pombinhas - uma plataforma construída de gravetos e grama, localizada em arbustos baixos ou árvores, eventualmente no chão. Põe 2 ovos brancos ou  cremes a camurça-pálidos, que medem 27-33 x 21-23 mm. O casal participa da incubação, que dura cerca de 14 dias, bem como da alimentação dos filhotes que inicialmente é representada pelo "leite-do-papo".
Ameaças – caça e destruição do habitat


JURITI-GEMEDEIRA (Leptotila rufaxilla)


Características – o macho desta espécie apresenta o alto da cabeça cinza, a região em torno  dos olhos avermelhada, a face dorsal do pescoço vermelho-púrpura e o restante do dorso pardo-oliva. O padrão de colorido propicia a camuflagem na cobertura de folhas secas do solo, onde se alimentam. Mede 27,5 cm de comprimento
Habitat – interior de florestas
Ocorrência – da Venezuela à Bolívia, Argentina e Uruguai e em grande parte do Brasil.
Hábitos – ocupa o estrato inferior ou o chão da mata.
Alimentação – sementes e pequenos frutos coletados no solo.
Reprodução – o casal constrói um ninho com gravetos, pedaços de cipós secos e algumas folhas secas; o ninho, em forma de tigela rasa, localiza-se em árvore ou arbusto e a cerca de 3 m do solo. Nele são postos 2 ovos brancos, às vezes ligeiramente rosados ou cremes, que medem cerca de 30 x 22 mm e são incubados pelo par. Durante o período de alimentação dos filhotes o casal mantém o ninho limpo, evitando  assim tanto a invasão

de formigas quanto a atração de predadores. Para tal, logo após a eliminação das fezes pelos filhotes, estas são retiradas ou ingeridas pelo adulto presente no ninho naquele momento.
Ameaças – caça e destruição do habitat.


JURUVA (Baryphthengus ruficapillus)


juruva

Características – plumagem verde-azeitonada, com cabeça castanha, peito com pequena mancha preta e cauda longa que termina coma ponta azul. Mede 43 cm de comprimento.
Habitat – floresta atlântica
Ocorrência – da Bahia ao Rio Grande do Sul e leste de Minas Gerais
Hábitos – emitem som grave que causa admiração pelo volume em comparação com o tamanho da ave, que ressoa forte pela mata sendo uma das vozes mais características de nossas florestas.
Alimentação – insetos e frutas
Reprodução – nidifica em barrancos. Postura de 3 a 5 ovos incubados pelo casal por 21 dias.
Ameaças – destruição do habitat



LAVADEIRA-MASCARADA (Fluvicola nengeta)

Características – pássaro com cabeça branca, dorso acinzentado, asas e caudas negras e uma faixa negra cruzando a área dos olhos. Mede em torno de 15 cm.
Habitat – áreas próximas de rios, riachos e praias
Ocorrência – leste do Brasil
Alimentação – insetos

lavadeira


MAÇARICO (Tringa flavipes)


maçarico

Características – mede 26 cm. A plumagem de sua parte superior é cinzenta e pintalgada de branco, peito claro com riscos cinzentos e ventre branco. Ave aquática esbelta de corpo muito leve, pernas muito altas e amarelas e a cauda é branca bem visível no vôo. O seu bico mede 35 mm e é reto.
Habitat – praias lamacentas e abertas de lagos e rios.
Ocorrência – em todo o Brasil (inclusive no interior), até a Terra do Fogo.
Hábitos – podem transferir plantas de um continente para outro por intermédio de sementes vivas nas suas dejeções.
Alimentação – predominantemente animal. Regurgitam pelotas, que contêm a quitina do exoesqueleto dos artrópodes ingeridos.
Reprodução – existe forte defesa territorial. Vivem aos casais, sobretudo em lagos pequenos, mas ocorre  também  poliandria,  quando  o  espaço é

amplo. Nidifica sobre folhas de ninféias, põe quatro ovos castanho-amarelados, densamente manchados. Apenas o macho choca e zela pelos filhotes. Para protegerem o ninho, fingem estar com uma perna quebrada debatendo-se como se não pudessem voar (despistamento). Os filhotes são nidífugos, logo após a eclosão saem por sobre plantas aquáticas. Já nesta idade são extremamente pernilongos e sabem mergulhar.
Ameaças – poluição e destruição do habitat


MACUCO (Tinamus solitarius)


Características – é o maior dos representantes meridionais da familia Tinamidae medidno 52 cm de comprimento. O macho pesa de 1200 g a 1500 g e a fêmea de 1300 g a 1800 g. Ave inconfundível pela coloração do dorso pardo azeitonado e ventre cinza-claro.
Habitat – floresta, mas pode ser encontrada em áreas como córregos e grotas de difícil acesso.
Ocorrência – por todas as regiões florestadas do Brasil Oriental, indo de Pernambuco ao Rio Grande do Sul, incluindo Minas Gerais, Sul de Goiás e Sudeste de Mato Grosso. Ocorre também no Paraguai e Argentina.
Hábitos – desconfiados, imobilizam-se instantaneamente de pescoço ereto, parte posterior do corpo levantada ou deitam-se; algumas vezes. Quando assustados e perseguidos, fingem-se de mortos. Escondem-se ocasionalmente em buracos. Levantam vôo apenas como último recurso pois são muito pesados e retilíneos, o que dificulta evitar os obstáculos. Gostam de tomar banho de poeira além de banhos de sol. A sua plumagem freqüentemente adquire, por estar impregnada, a cor da terra local. Sob chuva adquirem forma ereta (sua silhueta então assemelha-se à de uma garrafa) deixando a água escorrer sobre a plumagem. Empoleira-se para dormir e andam em casais.

macuco
Alimentação – frutos caídos, folhas, sementes duras e também de alguns pequenos artrópodes e moluscos.
Reprodução – cor do ovo verde-turquesa ou azul. A fêmea põe os ovos no intervalo de três a quatro dias, completando a postura com seis ovos. O macho se incube da tarefa de chocar e criar filhotes, sistema de reprodução que envolve a poligamia. Não se empoleiram enquanto se dedicam a essa tarefa.
Predadores naturais – gato-do-mato, raposa, guaxinins, furões, gambás e iraras, além dos gaviões e corujas. Também os ninhos podem ser saqueados por cobras, macacos e outros carnívoros.
Ameaças – estão ameaçados pela destruição ambiental e pela caça indiscriminada. Um novo perigo são as caçadas noturnas facilitadas pelas modernas e possantes lâmpadas que não tem dificuldade em localizar a ave no poleiro.


MAITACA (Pionus maximiliani)


maitaca

Características – mede 27 cm de comprimento. Representante relativamente grande, de cauda curta. Cabeça verde tendendo para o negro, quase sem azul, bico amarelo com a base negra. Os jovens possuem duas manchas vermelhas próximas ao bico.
Habitat – mata alta, pinheirais e matas ciliares.
Ocorrência – do nordeste (sul do Piauí, Pernambuco, Alagoas) e leste até o sul do Brasil, Goiás e Mato Grosso, também na Bolívia, Paraguai e Argentina.
Hábitos – tem um modo peculiar de manter-se no ar, bate as asas levantando-as mais abaixo do corpo que qualquer outro psitacídeo. Dentro da mata, a curta distância, voa sem fazer o menor ruído. Emite um sinal de satisfação e tranquilidade, no poleiro, através de um estalo produzido pela raspagem da mandíbula contra as ondulações da superfície do "palato". O sinal de susto é um sacudir vigoroso de toda plumagem. Vivem aos pares ou em bandos.
Alimentação – procura seu alimento tanto nas copas das árvores mais altas, como em  certos  arbustos  frutíferos.  Subindo  na ramaria utiliza o

bico como um terceiro pé. Usa as patas para segurar a comida, levando à boca. Gostam mais das sementes do que da polpa de frutas. São atraídos por árvores frutíferas como mangueiras, jaboticabeira, goiabeiras, laranjeiras e mamoeiros. Os cocos de muitas palmeiras constituem sua alimentação predileta, procuram também as frutas da embaúba. Comem brotos, flores e folhas tenras, inclusive as do eucalipto.
Reprodução – o par frequentemente permanece junto dentro do ninho, mesmo durante o dia. Quando ouvem um ruído estranho põem meio corpo para fora do buraco, inspecionando os arredores e, se assustados, saem um depois do outro, sem emitir o menor som, pode ficar horas a fio na entrada do seu ninho, expondo unicamente a cabeça e permanecendo absolutamente imóvel enquanto espiona os arredores. Nidificam em troncos ocos de palmeiras e outras árvores, aproveitando-se de fendas formadas pela decomposição.


MARIA FACEIRA (Syrigma sibilatrix)

Características – mede 53 cm. Face azul-clara e bico róseo com ponta escura. Plumagem do dorso e alto da cabeça cinza-esverdeado-escura e na parte inferior parda.
Habitat – campos secos, arrozais, lugares pouco alagados.
Ocorrência – do Rio de Janeiro e Minas Gerais à Argentina, Paraguai e Bolívia, também na Venezuela e Colômbia.
Hábitos – andam a passos largos e bem calculados, como se observassem um perigo ou uma oportunidade.
Alimentação – insentívora
Reprodução – fazem ninhos sobre as árvores, ou arbustos, em ilhas, ovos levemente manchados.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.

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MARTIM PESCADOR (Chloroceryle americana)


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Características – mede 19 cm de comprimento com bico de 40 cm. Corpo compacto, asas curtas, cauda cheia e pouco alongada e pernas curtas com 4 dedos, sendo 3 voltados para frente e 1 para trás. Pescoço curto com cabeça grande e bico longo, forte e grosso. Existe dimorfismo sexual. No macho, a parte superior do corpo é verde-bonzeada, asas e cauda pintadas de branco. Parte inferior com a garganta branca como na barriga.Peito ferrugíneo-castanho. Lados verdes pintados de branco. A fêmea tem garganta e peito de cor ocre claro, sendo o peito pintado de verde.
Habitat – ao longo de rios, lagos e orla marítima, mangues, embocaduras de rios, em florestas ou áreas abertas, onde haja árvore para o pouso.
Ocorrência – Brasil central e este meridional, do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.

Hábitos – espécie solitária, muito boa voadora, podendo manter-se fixa num ponto de vôo quando caçando na água ou nos campos.
Alimentação – peixes, insetos, pequenos répteis, anfíbios, jovens pássaros e mamíferos como camundongos.
Reprodução – ninho construído nas barrancas dos rios e de estradas pouco movimentadas, constituindo-se de um buraco de 10 cm de diâmetro com profundidade que pode chegar a 1 m, com curva terminando em uma concavidade onde coloca algumas folhas para proteção da postura. A postura consiste em 2 a 4 ovos brancos com 25 x 20 mm em seus eixos e a incubação faz-se em 21 dias. Os filhotes nidícolas permanecem por 32 dias até deixarem o ninho.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.


MARTIM PESCADOR GRANDE (Ceryle torquata)


Características – o maior dos martim-pescadores. Mede 42 cm de comprimento, pesando em torno de 305 a 341 g. É inconfundível pelo porte avantajado, bico enorme, comprido e pontudo. Sua plumagem é azulada nas partes superiores, sendo a barriga de coloração ferruginosa. Apresenta um colar branco bem visível. O macho tem o peito também ferrugíneo, mas na fêmea, o peito tem uma faixa escura e outra branca.
Habitat – áreas próximas a água de açudes, lagoas, represas, córregos, lagunas, manguezais e à beira mar.
Ocorrência – em zonas tropicais e subtropicais, indo da Terra do Fogo ao Alaska.
Hábitos – pousa sobre troncos secos e pedras à beira d'água, em árvores altas, em fios e moirões. Vive a maior parte do tempo solitário. Visto pousado em algum galho seco sobre a água olhando atentamente à espera de algum peixe. Daí mergulham e saem com o peixe no bico, que vão comer em outro lugar.
Alimentação – peixes
Reprodução – nidifica em barrancos ou rochas. Vivem aos casais na época da  reprodução. O casal se reveza na  execução de longas galerias

tortuosas, de um a dois metros de comprimento onde são postos de dois a quatro ovos, arredondados e de um branco puro, diretamente no substrato. O casal reveza-se a cada vinte e quatro horas. Em média os ovos eclodem em 22 dias. Os filhotres nascem nus e cegos e abandonam o ninho em 35 dias.
Ameaças – os proprietários de pesqueiros não acham nada agradável a visita do martim-pescador, mas é necessário o mínimo de sacrifício para evitar a destruição desta espécie, pois seu habitat natural está desaparecendo com aterros de cursos d'água, pela poluição e presas saturadas de inseticidas.


MARTIM-PESCADOR VERDE (Chloroceryle amazona)


Características – mede 29,5 cm de comprimento. O macho apresenta uma faixa ferrugínea no peito, a qual é verde na fêmea. Conhecido também como ariramba-verde e martim-gravata (Rio Grande do Sul). Dorso verde metálico, asas escuras com manchas brancas, colar no pescoço branco começando na base do bico e cabeça negra com bico fino e comprido.
Habitat – beiras de rios, lagos, lagunas, manguezais e outros corpos d'água, geralmente com margens ensolaradas.
Ocorrência – em todo o Brasil e também do México à Argentina.
Hábitos – pousa em galhos expostos ao sol (em alturas variáveis de 2 a 10 m), onde passa a maior parte do tempo observando a água. Raramente

paira no ar antes de mergulhar.
Alimentação – peixes de 3,5 a 11 cm.
Reprodução – faz ninho no interior de buracos com cerca de 1,5 m de profundidade, em barrancos às margens das águas. Põe de 3 a 4 ovos.
Ameaças – destruição do habitat e poluição.


MOCHO ORELHUDO (Bubo viriginianus)

Características – é a maior coruja do continente, tem o tamanho do gavião carcará, mas parece mais volumosa. Porte avantajado, pouco menor que uma galinha. Partes inferiores densamente cobertas com linhas transversais. Garganta branco puro e parte superior mesclada terrosa. Possui disco facial que tem papel importante como refletor sonoro, ampliando o volume do som aprimorando a localização da presa. Olhos grandes e frontais. Cabeça com excelente mobilidade giratória. Orelhas largas e eretas sempre visíveis, constituídas de penas diferenciadas, ao que se sabe são ornamentos, sem função específica. Mede 52 cm de comprimento e pesa mais de 1 Kg.
Habitat – beira da mata, capões e nos campos, normalmente próximo da água.
Ocorrência – da América do Norte à Terra do Fogo
Hábitos – possui vôo silencioso, possibilitado pela estrutura das penas a qual elimina componentes ultra-sônicos, facilitando a caça e a orientação da ave. Hábitos noturnos.
Alimentação – pequenos mamíferos, porém não rejeitam insetos.
Ameaças – destruição do habitat, caça e poluição.

mocho


MURUCUTUTU (Pulsatrix perspicillata)


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Características – mede 48 cm de comprimento. Corujão sem "orelhas", face com desenho branco puro, barriga uniforme, branca ou amarela. Íris alaranjada ou amarela.
Habitat – mata alta.
Ocorrência – do México à Bolívia, Paraguai e Argentina. Provavelmente em todo Brasil.
Hábitos – gosta de banhar-se na chuva.
Alimentação – predominam geralmente insetos (gafanhotos, besouros, baratas, etc.), mas apanham roedores, lagartos e rãs.
Reprodução – criam em ninhos abandonados de outras aves. Os ovos são quase redondos, às vezes ovais, de cor branca pura. Filhotes de penugem branca, disco facial preto.
Predadores naturais – a presença de uma coruja, descoberta no seu esconderijo diurno, irrita certas aves, sobretudo Passeriformes (beija-flores), cujos gritos de advertência chamam  vizinhos e revelam a presença da coruja inclusive ao homem. Além de molestarem tanto a coruja que acaba saindo a procura de outro esconderijo. Como exemplo de predador temos o pequeno gavião carijó, que chega a apanhar a coruja, pois é uma presa fácil durante o dia.

Ameaças – as corujas merecem a nossa proteção integral. Todas elas proporcionam benefício ao homem pela destruição incessante de insetos e roedores. Temos que combater o preconceito contra essas aves, crendices difamatórias trazidas em parte da Europa, onde também carecem de fundamento. Tais mentiras geram e difundem a antipatia a essas criaturas tão interessantes, cuja vida noturna as torna misteriosas e temidas, dando-lhes a fama de agourentas. É sinal de mentalidade atrasada falar dos pios "agoureiros" das corujas. Os índios adoram as corujas, enquanto os matutos atribuem ao caburé o dom de dar boa sorte. Para os gregos da Antiguidade as corujas, por causa de seus grandes olhos, eram símbolo de sabedoria. A caça, a destruição do habitat e a poluição são as principais ameaças.


MUTUM (Crax blumenbachii)


Características – mede aproximadamente 84 cm, pesando em torno de 3,5 kilogramas. Apresenta um topete no alto da cabeça, constituído de penas crespas viradas para frente. A base do bico é vermelha. Pode viver aproximadamente 20 anos.
Habitat – floresta úmida
Ocorrência – Sudeste do Brasil
Hábitos – vive em pequenos grupos, mas na época de reprodução, cada macho escolhe uma fêmea, conquistando-a através de movimentos semicirculares, abrindo a cauda e emitindo um som.
Alimentação – onívoro
Reprodução – 1 ovo que eclode após 32 dias de incubação
Ameaças – sua perseguição, deve-se à carne saborosa que possui. Num futuro, será salvo unicamente pela reprodução em cativeiro. Espécie ameaçada de extinção.

mutum


MUTUM PINIMA (Crax fasciolata)


Características – possui penacho com a ponta das penas recurvadas para cima. A região das narinas é amarela. Dimorfismo sexual acentuado. Os machos são negros, barriga branca, o amarelo das narinas é maior e a ponta das penas da cauda é branca. As fêmeas são marrom-café, rajadas de branco. Topete com a base das penas branca. Peito mais claro e barriga branca. Pernas compridas. É o mais conhecido dos mutuns. Mede aproximadamente 85 cm de comprimento e pesa quase 3 kg. Podem viver por 40 anos.
Habitat – florestas densas, próximas de rios, matas ciliares e orla de matas.
Ocorrência – Sul do Amazonas, do Pará, Maranhão, Brasil central até oeste de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.
Hábitos – arborícolas. À tarde e pela manhã circulam pelas praias locais. São monógamos. O macho dá comida à fêmea. Dormem empoleirados no tronco das árvores.

Alimentação – frutas, sementes, restos vegetais, folhas, brotos, gafanhotos, pererecas, lagartos e aranhas.
Reprodução – atingem a maturidade aos 2 anos. Reproduzem-se de setembro a janeiro. A incubação dura 33 dias, produzindo-se de 2 a 4 filhotes. Apesar de logo ao nascer serem capazes de andar, os pintos ficam sob a guarda da fêmea por até quatro meses.
Ameaças – caça e destruição do hábitat. Espécie ameaçada de extinção.


NARCEJA (Gallinago gallinago)


Características – pequena ave limícola, com uma plumagem que lhe garante passar despercebida a olhos menos atentos. A Narceja-comum tem cerca de 25 cm de comprimento, dos quais 6 ou 7 dizem respeito ao bico. Aliás, este enorme bico é uma das características mais notáveis da Narceja. Como quase todas as limícolas, possui patas relativamente compridas, embora este aspecto nem sempre seja evidente, porque mantém-se muito tempo agachadas. A plumagem é de tons castanhos, com listas amareladas, e branca no ventre. Os belos desenhos que as penas coloridas formam conferem a esta ave um mimetismo notável, que faz com que raramente possamos ver as narcejas nos seus habitats preferidos, antes que elas levantem vôo à nossa aproximação.
Habitat – zonas húmidas, campos de cultivo e pastagens alagadas, arrozais, nas margens de lagoas costeiras, nas beiras de valas ou em pequenos açudes com margens não muito fechadas. Também surge em salinas, orlas de sapais e margens de ribeiras e rios.
Ocorrência – em todo o Brasil, Américas e Europa.

narceja
Hábitos – tanto surgem isoladas como em pequenos grupos, só esporadicamente sendo possível observar-se algumas dezenas de aves juntas em locais de maior concentração.Quando levantam, muitas vezes à curta distância do observador, emitem um grito de alarme característico, repetido duas ou três vezes. Têm um vôo rápido e uma silhueta característica, com o longo bico e as asas bem pontiagudas. Mas os sons que produz nos vôos nupciais crepusculares são inconfundíveis. F azem vôos nupciais a grande altura, com subidas e descidas abruptas, enquanto deixam as penas exteriores da cauda, espetadas para fora, vibrar com o vento. Estas produzem um som característico, difícil de descrever, e que se ouve sobretudo ao crepúsculo.
Alimentação – utilizam o seu longo bico para sondar a lama ou a turfa mole, sentindo, com ele, os movimentos dos pequenos animais de que se alimentam, sobretudo larvas de insetos, minhocas e outros vermes. Presas menos frequentes são outros pequenos invertebrados, como crustáceos, gastrópodes, aranhas ou insetos adultos.
Reprodução – podem realizar uma ou duas posturas. O ninho é escondido num prado húmido, muito bem disfarçado na vegetação, sendo quase impossível de encontrar, mesmo quando o observador se encontra quase sobre ele. A postura compõe-se de 3 ou 4 ovos em forma de pêra e finamente marcados por inúmeros pontos e linhas. O período de incubação dura 18 a 20 dias. As crias abandonam o ninho poucas horas após a eclosão, estando desde logo aptas a caminhar e a apanhar os alimentos sem qualquer ajuda dos adultos. No entanto, seguem o progenitor, que as guia para as melhores zonas de alimentação e as protege de eventuais predadores. Ao fim de cerca de 20 dias começam a voar.
Ameaças – é uma espécie comum e não ameaçada na generalidade da sua área de distribuição. Porém vem sofrendo com a caça, a destruição do habitat e poluição. É uma espécie cinegética, muito caçada durante o outono e inverno no hemisfério norte.


PAPAGAIO CHARÃO (Amazona pretrei)



Características – com seus 32 cm, p ossui a plumagem verde realçada na parte anterior da cabeça uma mancha vermelho-escura brilhante que contorna por trás dos olhos e alcança a região dos ouvidos como uma máscara (fronte, loros e região perioftálmica) . Também é vermelha a borda anterior das asas. Mede cerca de 35 cm de comprimento. Tem a cauda relativamente curta e quadrada na ponta o bico é cor de chifre.
Habitat – é uma espécie endêmica da Mata Atlântica e da Mata de Araucária, habitando a parte baixa das matas ao longo dos rios, orla de plantações de eucaliptos e pinus.
Ocorrência – sul do Brasil. Anteriormente ocorria de São Paulo até o norte da Argentina, hoje inteiramente restrito às áreas florestadas d o Rio Grande do Sul.
Hábitos – espécie nômade, extremamente associada às matas de araucária. Emite gritos graves entremeados de assobios estridentes. Durante certos períodos do ano, grandes bandos podem ser avistados em remanescentes de matas do Pinheiro-do-Paraná.
Alimentação – frutas, sementes e flores. Voa mais de 70 km a procura de alimentos. Tem uma sensível preferência por pinhões de Araucária angustifolia, como também de frutos de Podocarpus sp. (pinho-bravo).

papagaio
Reprodução – postura de 2 a 4 ovos e incubação de 25 a 30 dias. Nidifica em ocos de árvores a uma distância de 3 a 10 metros do solo. D urante a época de procriação, vive calmamente em pares dispersos e raramente é notado. Os filhotes são alimentados pelos pais.
Ameaças – é considerada uma das aves sul-americanas mais ameaçadas de extinção. A remoção dos papagaios do ninho para o comércio, a caça e o desmatamento são as causas do seu declínio. São destruídas as pousadas tradicionais da espécie. É bastante visado na região pelo tráfico de animais, diversos filhotes são capturados e vendidos nos centros urbanos. A expansão agropecuária tem reduzido as florestas de araucária, diminuindo a disponibilidade de sítios adequados para a reprodução e conseqüentemente, provocando o declínio das populações existentes.


PAPAGAIO-CHAUÁ (Amazona rhodocorytha)


Características – mede cerca de 37 cm, possui plumagem predominantemente verde, com vermelho da fronte até a porção anterior da cabeça, loro laranja, espelho e cauda (nódoas) em vermelho, bico com base da maxila em vermelho-róseo.
Habitat – é uma espécie endêmica da Mata Atlântica. Habita a floresta tropical úmida e alta e vive tanto em regiões serranas como em baixadas litorâneas.
Ocorrência – de Alagoas ao norte de São Paulo.
Alimentação – alimentam-se em pequenos grupos no topo das árvores, ingerindo diversos itens como sementes, frutos, pequenas castanhas, botões de flores e folhas.
Reprodução – acredita-se que o período de reprodução inicia-se na primavera, podendo a fêmea colocar até 4 ovos, a incubação demora cerca de 24 dias e os filhotes ficam no ninho durante 34 dias e são alimentados pelos pais neste período.
Ameaças – consta na lista oficial de animais ameaçados de extinção do IBAMA. A redução da Mata Atlântica é a principal razão do declínio acelerado desta espécie. Por sua beleza e raridade é bastante visada pelo tráfico de animais.



PAPAGAIO-DE-CARA-ROXA (Amazona brasiliensis)


Características – mede cerca de 36 cm e possui a plumagem predominantemente verde com a testa e loros vermelhos, cabeça com lados azuis, garganta roxa. As coberteiras e penas terciárias possuem a borda amarela, retrizes com a ponta amarela, bico cor de chifre. Dorso verde e ponta da cauda com lista amarela.
Habitat – endêmico da Mata Atlântica.
Ocorrência – originalmente este papagaio ocorria desde o estado de São Paulo até o Rio Grande do Sul, estando hoje restrito a uma pequena faixa no litoral sudeste paulista e na baía de Paranaguá - PR.
Hábitos – vivem em casais, podendo também formar bandos.
Alimentação – frutas, sementes e flores.

Reprodução – período de reprodução é entre setembro à fevereiro. Nidifica em ocos de árvores altas, especialmente de palmeiras, geralmente em áreas de mata densa ou em locais inundados. A fêmea coloca geralmente entre 2 a 4 ovos e a incubação dura cerca de 26 dias, nascendo no máximo 3 filhotes que são alimentados pelos pais até saírem do ninho.
Ameaças – consta na lista oficial de animais ameaçados de extinção do IBAMA. A captura tanto de adultos quanto jovens para o tráfico de animais é a principal ameaça para a espécie. A destruição da Mata Atlântica, para extração de madeira e implantação da agropecuária também representa uma séria ameaça. Por ocorrer em uma área não muito extensa e estar extremamente associado às formações florestais numa faixa muito estreita, as populações do papagaio-de-cara-roxa sofreram um declínio acentuado e desde a década de 60 a espécie já é considerada ameaçada de extinção.


PAPAGAIO-DE-PEITO-ROXO (Amazona vinacea)


Características – mede cerca de 35 cm e possui plumagem predominantemente verde, peito roxo com aspecto escamoso, penas ligeiramente alongadas no pescoço, base do bico, bochechas, encontro vermelhos, faixa também vermelha na fronte. Podem viver por 30 anos.
Habitat – endêmica da Mata Atlântica, habitando matas secas, pinheirais e orlas de capões.
Ocorrência – ocorria antigamente do Sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, chegando também ao leste do Paraguai e nordeste da Argentina. Atualmente está restrito a áreas de Minas Gerais até o extremo norte do Rio Grande do Sul.
Hábitos – vivem aos pares, formando eventualmente pequenos bandos. Os movimentos são lentos e servem para melhor se ocultar nas matas.
Alimentação – sementes de pinho, folhas, frutas, bagas e eventualmente de barro por causa dos minerais.
Reprodução – atingem a maturidade aos 2 anos e o período reprodutivo vai de agosto a dezembro. Nidifica em ocos das árvores, geralmente de araucária e cavidades nos penhascos. A fêmea coloca entre 2 e 4 ovos, a incubação dura 30 dias, nascendo normalmente 3 filhotes que são alimentados pelos pais.
Ameaças – animal em extinção devido à caça, tráfico de animais e destruição do habitat.



PAPAGAIO VERDADEIRO (Amazona aestiva)



Características – é considerada a ave mais inteligente que existe, podendo até imitar a voz humana, isto ocorre por apresentar a língua carnosa e uma estrutura chamada siringe modificada. São animais de vida longa, podem chegar facilmente até os 80 anos, apesar dos animais que são retirados da natureza viver no máximo 15 anos devido a alimentação errada. Somente é possível dizer que é macho ou fêmea com exames especiais. Mede cerca de 85 cm e pesa em torno de 400 g. Sua plumagem é predominantemente verde, apresentando a fronte azul com amarelo na cabeça envolvendo os olhos. Apresenta o encontro (parte superior da asa quando fechada) vermelho e o bico preto.
Habitat – vive em áreas de mata seca e úmida, também em campos, cerrados, palmeirais e beiras de rio.
Ocorrência – desde a região nordeste passando pelo Brasil central até o sul do país, estendendo-se para a Argentina, Paraguai e Bolívia.
Hábitos – fora do período reprodutivo são avistados em grandes bandos.
Alimentação – frugívoro, granívoro e larvas de insetos que encontra nas árvores frutíferas da região. Ele usa as patas para segurar os alimentos. Pode também ser avistado em áreas de grandes plantações (milho, girassol, sorgo) e pomares.
Reprodução – sua reprodução ocorre  em  períodos  variados  dependendo da

localidade. Após 5 anos de vida os papagaios procuram formar um casal, que se torna fiel por toda a vida. Este casal procura um oco de árvore e palmeiras ou ainda cupinzeiros de grande porte, onde preparam o ninho com madeira roída pelo forte bico, na época reprodutiva a fêmea coloca 3 a 4 ovos que são chocados durante 28 dias por ambos os pais, que também se revezam no cuidado com os filhotes que dura até a postura do próximo ano.
Ameaças – é o papagaio mais procurado como animal de estimação por ser considerado um excelente "falador". Assim sendo, a captura para o comércio é a principal ameaça para a espécie. Em algumas regiões de sua ocorrência as populações estão sofrendo declínio acentuado.


PATATIVA (Sporophila plumbea)


patativa

Características – pássaro com 10,5 cm comprimento. É uma das espécies canoras mais cobiçadas, sendo seu canto um dos mais finos e melodiosos de nossa avifauna. A coloração do bico varia entre o negro, o cinzento e o amarelo. Plumagem de cor cinzenta, cauda e asas mais escuras tendendo para o preto. Asas ornadas por um espelho branco
Habitat – orla da mata baixa intercalada com campo, cerrado, vegetação ribeirinha, buritizais.
Ocorrência – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Bahia, Pará e Roraima.
Alimentação – granívoro
Reprodução – primavera-verão
Ameaças – caça, destruição do habitat e tráfico de animais silvestres.



PAVÃOZINHO-DO-PARÁ (Eurypyga helias)



Características – p ossui uma silhueta delgada, delicada e elegante e um pescoço fino, encurvado em "S" graciosamente. Cabeça grande, bico é longo e pontudo e as pernas são delgadas. Bico com maxila parda e mandíbula branco-amarelada. As asas são desproporcionalmente grandes e largas. Mede 48 cm de comprimento. Cauda longa. Pés avantajados. A plumagem é semelhante para os dois sexos. Cabeça negra com brilho verde, com duas listras brancas longitudinais de cada lado, parte superior pardo-escura, com faixas transversais paralelas ferrugíneas. Garganta branca, passando a ferrugínea para o pescoço. Peito branco-ferrugíneo e densamente cortado de faixas pardas.  Abdômen esbranquiçado passando

pavãozinho
a fulvo-oráceo. Asas muito coloridas com extremidaes pretas e uma ou mais fixas largas transversais, entremeadas de grandes manchas castanho-ferrugíneas e cinza-esbranquiçadas. Apresenta ainda duas faixa largas transversais negras, manchadas na base de chocolate e no restante cinza com vermiculações brancas.
Habitat – florestas tropicais ao longo dos rios.
Ocorrência – do México à Bolívia e Brasil, do Amazonas ao Piauí e Mato Grosso a Goiás.
Hábitos – é diurno, solitário e terrestre e sempre se encontra na beira da água,  onde  procura  alimento.  Possui  vôo  gracioso  e  canto sibilado e
lamurioso, também matraqueando o bico quando assustado. Movimentos muito lentos. Tenta afastar os intrusos do ninho fingindo estar ferido ou voltando-se contra o inimigo levantando e esticando as asas e a cauda, o que lhe confere um aspecto imponente.
Alimentação – caça com seu bico pontiagudo insetos, vermes, lagartos, rãs, peixes e caranguejos.
Reprodução – o ninho é construído pelo casal e é formado por gravetos, fibras, raízes e musgos previamente mergulhados na lama, colocados na ramagem acima ou próxima da água em altura aproximada de 3 a 5 m. A postura é de 2 a 3 ovos de coloração amarelada, manchados de marrom-camurça e medindo 45 x 34 mm em seus eixos. A i ncubação dura cerca de 26 dias, gerando 01 a 02 filhotes nidícolas que permanecem no ninho por aproximadamente 20 dias, onde são alimentados pelos pais. Ao deixarem o ninho, acompanham os pais em busca de alimentos e por eles continuam sendo protegidos.
Ameaças – a nimal restrito aos rios do norte do Brasil, e que desaparecem com a ocupação humana na região.


PELICANO PARDO (Pelecanus occidentalis)


Características – com envergadura de dois metros, comprimento de 1,4 m, é uma ave de grande porte. A coloração em geral é cinza com a parte posterior da cabeça branca e a bolsa gular pardo-oliva. Pernas curtas e reforçadas com os pés palmados. Asas grandes e largas e cauda longa. O bico é grande, reto e plano, tendo a mandíbula interior provida de uma pele que forma uma grande bolsa extensível. Os sexos são semelhantes.
Habitat – águas continentais e estuários.
Ocorrência – América Central e do Sul, no Brasil, nos rios Amazonas e Tapajós.
Hábitos – é sociável, reunindo-se em grandes grupos. No solo seus movimentos são dificultados. São grandes voadores e planadores. Estão sempre em água salgada, mas no Brasil freqüentam as águas dos rios de maior volume. Voa vagarosamente rente à água, em bandos e em fila indiana. Ao ver o peixe no mar, lança-se com ímpeto. Pousado na água, costuma boiar observando ao seu redor. Pernoita em manguezais.
Alimentação – peixes
Reprodução – nidificação em colônias em plataforma sobre arbustos entre fevereiro e abril e também entre outubro e janeiro. Ambos trabalham na construção do ninho e na incubação.  A  postura  é  de 2 ovos branco-sujos

pelicano
com 83 x 56 mm em seus eixos, pesando 150 g cada um. Podem ocorrer ninhos com 3 a 4 ovos. A incubação é feita em 30 dias, quando os filhotes nidícolas se vestem com plúmulas marrom-escuras. Os pais alimentam a prole. Em 2 meses os filhotes estão aptos para o vôo. Sempre são muito protegidos pelos pais quando no ninho.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.


PERNILONGO (Himantopus himantopus)



pernilongo

Características – ave aquática inconfundível, com longas pernas, grandes asas terminadas em ponta, cauda curta e dedos unidos por curta membrana. Pescoço comprido e bico muito longo, fino e reto. A coloração em geral é negra no dorso, inclusive asas, tendo áreas com reflexos verdes. Coberteiras superiores da cauda e toda a parte inferior do corpo até as coberteiras inferiores, totalmente brancas. Pernas e pés vermelho-coral e bico negro. Sexos semelhantes. Mede 38 cm e comprimento, o tarso e a tíbia exposta medem, juntos, 16 cm. O imaturo é pardo.
Habitat – margens lodosas de lagos, banhados, manguezais, rios, estuários e arrozais.
Ocorrência – dos EUA à América do Sul, no Brasil, no Mato Grosso do Sul e do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul na faixa litorânea.
Hábitos – são gregários diurnos e também aos casais. São grandes voadores e migratórios. Caminham a passos largos sobre os aguapés, salvínias e outras plantas flutuantes à procura de alimento.
Alimentação – predominantemente animal como moluscos, crustáceos, larvas, peixes e anfíbios, além de algas.
Reprodução – nidificam em plataforma e baixos arbustos ou em uma cavidade construída no solo. A postura é de 2 a 4 ovos de cor azeitonada com manchas pretas, confundindo-se perfeitamente com o solo, e medindo 45 x 32 mm em seus eixos. Os ovos têm formato de pião ou pêra, forma adequada para rolarem ao redor de seu próprio eixo e não lateralmente.

A incubação é realizada pelo casal. O período de procriação vai de outubro a janeiro. Quando os adultos são espantados no ninho fingem-se de feridos a fim de desviar dali o inimigo. O macho torna-se agressivo até mesmo a um homem. Filhotes nidífugos.
Ameaças – destruição do habitat e poluição.

 

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