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SAÍRA PINTOR (Tangara fastuosa)



saíra

Características – mede 13,5 cm de comprimento. Bico cônico, preto, triangular na base. Cabeça totalmente azul metálico, com colar negro no pescoço. Dorso bastante colorido com manchas azuis, negras, amarelas e vermelhas.
Habitat – remanescentes de Mata Atlântica no Nordeste.
Ocorrência – exclusiva da região Nordeste. Ocorre no litoral de Pernambuco à Alagoas.
Alimentação – pequenas frutas e bagas, insetos que recolhem nas folhagens e ramos.
Reprodução – atingem a maturidade sexual aos 12 meses. Reproduzem-se na primavera e verão. O ninho em forma de taça rasa, construído nos galhos  de  árvores.  Postura  de  3  ou  4  ovos  por  vez, com incubação

durando em torno de 15 a 17 dias.
Ameaças – as populações da espécie só existem no litoral de Pernambuco e Alagoas. Foram ao longo dos anos muito perseguidas pelos criadores de pássaros. Hoje está em estado crítico e encontra-se ameaçada de extinção, devido principalmente à forte pressão de caça para abastecer o comércio ilegal de aves silvestres e também à rápida degradação de seu habitat.


SAÍRA-SETE-CORES (Tangara seledon)



Características – mede 13,5 cm de comprimento e pesa 18g. Possui pelagem muito colorida. Cabeça e peito azuis-piscina, faixa preta na parte frontal da garganta, nuca amarelo-alaranjado barriga e cauda esverdeados, cauda com faixas negras. Dorso negro com asas intercalando as cores verde, azul e preta. Base do bico preta.
Habitat – em todos os estratos da floresta atlântica e nas matas baixas do litoral.
Ocorrência – muito comum no sudeste brasileiro, ocorrendo da Bahia e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul.
Alimentação – frutos de palmeiras e muitas outras espécies típicas da mata Atlântica.
Reprodução – primavera-verão
Ameaças – destruição do habitat e caça para o tráfico de animais silvestres.



SAÍRA VERDE (Tangara desmaresti)



Características – mede 13,5 cm de comprimento. Bico e base do bico pretos. Garganta amarela-escura com pequena mancha central-superior negra. Fronte e área ao redor dos olhos azul-turquesa. Dorso, asas e cauda verdes com listras pretas e pequena mancha amarelo-escuro no encontro das asas. Parte inferior verde com listra central amarela.
Habitat – pontos elevados da Serra do Mar, da Mantiqueira, do Caparaó, de Ibitipoca e do Caraça, nas capoeiras e nas matas em regiões montanhosas.
Ocorrência – região Sudeste, do Espírito Santo ao Paraná e Minas Gerais.
Hábitos – vive em grupos de 8 a 10 indivíduos. Foi observado nessas aves o ato de "formigar-se", que consiste em agarrar formigas vivas com o bico e introduzi-las entre as penas, evidentemente para gozar o efeito cáustico do ácido fórmico.
Alimentação – frugívoro
Reprodução – primavera-verão
Ameaças – destruição do habitat e caça para o tráfico de animais silvestres.



SANHAÇO (Thraupis sayaca)



Características – mede 18 cm de comprimento e pesa 43 g (macho). Possui corpo cheio e compacto, bico grosso, forte, ponta fina, pernas curtas e fortes com dedos portando unhas aguçadas, asas e cauda longas. A coloração geral da plumagem é azul-ardósia dorsalmente e azul-acinzentada na parte inferior, sendo mais clara na garganta. No encontro das asas, a coloração azul é mais forte. A coloração da fêmea é um pouco mais clara.
Habitat – florestas virgens, secundárias e capoeiras, pomares e jardins de áreas urbanas e rurais.
Ocorrência – Argentina, Uruguai, Paraguai e no Brasil, do centro-sul da Bahia e do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.

sanhaço
Hábitos – é excelente voador, preferindo viver na copa das árvores mais altas onde descansam entre as ramagens. Vivem em sociedade, são gregários e o bando pode ser formado por mais de 1 o indivíduos. É muito arisco, inteligente e gosta de locais iluminados. Pode visitar o solo às vezes, em busca de alimentos. Agridem seus predadores. Em época de reprodução ficam separados em casais.
Alimentação – frutas, sementes, insetos, larvas, vermes e aranhas de pequeno porte.
Reprodução – primavera-verão. Ninho é construído pelo casal numa forquilha a uma altura que varia de 4 a 15 m ou mais, tendo o formato de uma tigela, formado por fibras vegetais, crinas de animais, musgos e liquens. A postura é de 3 ovos de cor branco-esverdeada, com manhcas marrons, castanhas e negras, medindo 25 x 17 mm em seus eixos e pesando 3,3 g cada um. A incubação é realizada pela fêmea durante 12 a 14 dias e os filhotes nidícolas recebem alimentação dos pais durante 20 dias, quando deixam o ninho e continuam a receber os cuidados do casal por mais alguns dias, seguindo depois como membros do mesmo bando.
Predadores naturais – gaviões e corujas.
Ameaças – destruição do habitat, agrotóxicos e caça para o tráfico de animais silvestres.


SANHAÇO MARRON – SANHAÇO DO COQUEIRO (Thraupis palmarum)



Características – mede 18 cm de comprimento. Plumagem parda-amarronzada, com costas acinzentadas, asas e cauda escuras e mancha pardacenta nas asas.
Habitat – topo de árvores isoladas, de preferência palmeiras.
Ocorrência – todas as regiões do Brasil.
Hábitos – aprecia pousar na ponta dos brotos destas para cantar.
Alimentação – frugívoro e insetívoro.
Reprodução – primavera-verão
Predadores naturais – gaviões e corujas
Ameaças – destruição do habitat e poluição por agrotóxicos.



SARACURA (Aramides cajanea)



Características – pernas e pés vermelhos com o tarso mais comprido do que o dedo médio. Tem dorso castanho-esverdeado, pescoço e cabeça cinzentos. Peito castanho-ferruginoso e o bico, amarelo-esverdeado. Mede 39 cm de comprimento.
Habitat – pântanos com vegetação alta, manguezais, margens de rios, lagos e igarapés, florestas altas e úmidas, às vezes longe da água.
Ocorrência – América Central ao Uruguai e norte da Argentina
Hábitos – vive normalmente solitária, aos pares ou formando pequenos grupos. Pequena e desajeitada, a saracura passa o dia escondida em silêncio, mas nas horas do alvorecer e do fim da tarde, ouve-se seu canto que, segundo a crença popular, é prenúncio certo de chuva. Ave difícil de ser observada, mas seu canto pode ser ouvido com freqüência. É parcialmente noturna. Passa a maior parte do tempo no chão, sendo eventualmente encontrada em arbustos.

saracura
Alimentação – pequenos peixes, crustáceos, insetos e larvas.
Reprodução – constrói seu ninho no meio do junco, rodeado por água ou nas margens dos córregos, em meio a vegetação densa. Faz ninho de gravetos, em forma de tigela funda, a uma altura variável entre 1 e 7 m, em emaranhados de cipós ou arbustos. Põe de 3 a 7 ovos de cor creme, pintados e manchados de marrom.
Ameaças – destruição do habitat.


SERIEMA (Cariama cristata)



seriema

Características – seriema, significa "ema de crista" porém, ela e a ema não pertencem ao mesmo gênero. Ela é o terror dos roedores e répteis, subjuga-os com seu forte bico, atirando-os contra o solo com violência. São aves de médio porte, pernaltas de aparência arcaica, com corpo esguio, pescoço longo, um bico muito forte e afiado, asas arredondadas. Mede aproximadamente 90 cm e pesa mais de 1,4 kg. De asas largas e "duras", cauda longa. Plumagem cinzenta com ligeira tonalidade parda ou amarelada. Base do bico, o qual é forte e vermelho como as pernas, cresce um feixe de penas eriçadas para adiante, tem o olhar ameaçador.
Habitat – cerrados, campos sujos e eventualmente em pastagens, sempre ambientes abertos ou semi-abertos secos. O desmatamento progressivo contribui para expandir seus domínios na medida em que lhe proporciona novas áreas de hábitat favorável.
Ocorrência – centro e sul da América do Sul, da Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia ao Brasil central e oriental até o oeste do Mato Grosso, sul do Pará e no Maranhão.
Hábitos – ave terrícola. Prefere correr a voar, na verdade ela não voa, no máximo consegue dar uns planeios curtos. O vôo é muito curto e muito baixo. Andam e correm velozmente. Uma das características mais marcantes nesta família é a vocalização, audível e grandes distâncias, pois é muito forte e com uma musicalidade toda especial. Andam em casais ou em pequenos grupos. Quando perseguida por  um  automóvel  chega a atingir  de  40  até  70  km/h  -  antes  de

levantar vôo (só faz quando necessário). À noite empoleira-se no altos das árvores e durante o dia repousa deitada no solo. Quando percebe algum perigo esconde-se atrás de troncos caídos, deitando no chão. Toma banho de poeira e sol.
Alimentação – onívora. Cobras pequenas e de tamanho médio, inclusive venenosas, são algumas d e suas presas. O réptil não tem como fugir, nem armas a opor à força do bico e das garras da ave. Alem de cobras, a seriema come qualquer outra espécie de bicho que ela possa vencer: rãs, aves e seus ovos, lagartos e alguns pequenos mamíferos. Gafanhotos e outros artrópodes, roedores, calangos, lagartixas e outros animais pequenos. Começa sempre a comer a vítima pela cabeça.  Tem a reputação de devorar "grande quantidade" de cobras, o que aparentemente é exagero. Não é imune ao veneno ofídico. Não gosta de bicho morto.
Reprodução – seus ninhos, são construídos em árvores relativamente baixas (uns 4 metros de altura). A construção rudimentar é pouco mais que um monte de gravetos amontoados em grande volume de gravetos fortemente compactados. Os ovos, que quase sempre em número de 2, passam da cor rósea a um esbranquiçado, manchados com linhas e pintas marrons. Os filhotes quando nascem são cobertos por uma penugem escura e permanecem no ninho até crescerem um pouco, quando então descem ao solo. O casal reveza-se no choco, que dura de 26 a 29 dias. O filhote é coberto por longa penugem parda pálida com manchas pardas. Abandona o ninho com 12 dias de idade.
Predadores naturais – onça, jaguatirica ou de uma suçuarana.


SOCÓ BOI (Tigrisoma lineatum)

Características – espécie de grande porte, chega a medir 95 centímetros. Dorso cinzento, pescoço e cabeça ferrugínea. Bico longo e forte.
Habitat – áreas úmidas, como brejos, várzeas, lagoas e regiões florestais.
Ocorrência – em todo o Brasil.
Hábitos – são solitários. Emitem sons comparáveis com o bramido de um boi, daí seu nome vulgar.Preferm movimentar-se à noite, passsando o dia mais retraídos e escondidos entre as folhagens
Alimentação – peixes, insetos, crustáceos, moluscos, pequenos anfíbios e répteis
Reprodução – constrói ninhos no alto das árvores
Ameaças – espécie em extinção devido à destruição do habitat, caça, tráfico de animais silvestres e popluição.

socó


SOCOZINHO (Butorides striatus)



Características – mede 36 cm de comprimento. Plumagem de cor cinzento-clara na barriga e cinzento-azul na parte superior. A cabeça é negra e possui plumas alongadas na nuca. As asas têm lustro metálico com orlas amareladas nas coberturas exteriores. A garganta e o pescoço são brancos, este com manchas pretas.
Habitat – manguezais, lagoas, brejos e outras áreas alagadas.
Ocorrência – da Argentina à Venezuela, no Brasil em todo o território.
Hábitos – vive solitário ou aos casais com outras espécies dos banhados ou pantanais e mangues. São bons voadores e durante o vôo sempre encolhem o longo pescoço, mantendo as pernas esticadas para trás. Ao decolar ou pousar emitem seu som característico.
Alimentação – peixes, insetos, crustáceos, moluscos e pequenos sapos. Para tanto, fica imóvel bem perto da água e, ao avistar a presa, estica o pescoço e a captura.
Reprodução – o  ninho  solitário  ou  em  pequenas colônias é construído

pelo casal a base de gravetos, sobre arbusto ou árvore a uma altura de 1 a 3 m da água. A postura consiste em 3 a 4 ovos de coloração verde-clara, medindo 39 x 29 mm em seus eixos. Ambos incubam e cuidam da prole. Os filhotes são nidícolas, nascem nus e após 6 semanas deixam o ninho.
Ameaças – destruição do habitat, caça e poluição.


SUINDARA (Tyto alba)



Características – também conhecida como corujas-de-igrejas, mede 37 cm de comprimento com envergadura de até 90 cm. Estatura delgada e colorido bem claro, longas penas brancas manchadas de cinza. É uma ave esbelta, comprida e disco facial em forma de coração, ao contrário de outras corujas que possuem redondo. Olhos desaparecem numa fenda longitudinal de penas. Dedos são cobertos por cerdas. Asas grandes e cauda curta. Pernas grandes, fortes e pés com dedos dotados de unhas, sendo a do dedo médio portadora de uma serra. Bico curvo e forte, terminado em gancho. A plumagem é de coloração branco-amarelada com algo de roxeado-avermelhado e parte ventral com pintas escuras. O dorso é mais escuro, com algo de marrom-claro. Sexos são semelhantes. Pesa aproximadamente de 500 g. Visão adaptada à pouca luz.
Habitat – campos abertos, refugiando-se em grutas ou emaranhados de cipós, sótãos de casas velhas, forros, torres de igreja e pombais.
Ocorrência – Brasil oriental e central, estendendo-se para o sul até a Terra do Fogo, abrangendo Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia.
Hábitos – é predador solitário e noturno, voando silenciosamente a pouca altura. Tem audição muito aguçada e precisa, bem como a visibilidade à noite. Se perturbadas, balançam o corpo lateralmente. Amendrontadas e sem poder fugir, jogam-se de barriga para cima, enfrentando o perigo com as poderosas garras que lançam para frente. De dia dorme, às vezes em palmeiras. Atrai a atenção em paisagens cultificadas.

suindara
Alimentação – prefere presas vivas. Pequenos vertebrados como roedores, marsupiais, morcegos, anfíbios, répteis e pequenas aves. Entre os invertebrados, os insetos são os mais apreciados, embora se alimentem também de crustáceos e vermes. Atacam também posturas de aves e filhotes em ninhos, como também adultos.
Reprodução – para se reproduzirem quase todo ano, necessitam de uma farta alimentação. O ninho é construído em ocos de madeira, de terra ou em recantos de grutas, sótãos, torres e galpões abandonados. É feito com o próprio excremento que se fixa e seca no lugar, preparando uma concavidade suave. Por ano faz 2 posturas, constituídas de 2 a 10 ovos compridos, ovais, brancos, que medem 43 x 33 mm em seus eixos. O período de incubação é de 30 a 40 dias, realizada predominantemente pela fêmea que é alimentada pelo macho. Consta que os pais cevam os filhotes em duas fases, como fazem vários mamíferos noturnos: do crepúsculo até à meia-noite e à madrugada. Os filhotes são nidícolas recebendo o alimento dos pais ate 6 ou 7 semanas, quando já podem voar, voltando para esse local de abrigo por muito tempo.
Ameaças – está entre as aves mais "úteis" do mundo, no que se refere à economia do homem, pois consomem muitos roedores, principalmente nas proximidades de habitações humanas. Em lugares abrigados, como cavernas, os restos ósseos das pelotas de suindaras conservam-se por longo tempo. Ocorre fossilização dessas pelotas em cavernas, o que nos proporciona o meio de saber que, há milhões de anos, as corujas comeram animais hoje extintos. As principais ameaças são a destruição dos habitats, a contaminação por agrotóxicos e pela caça por desconhecimento da importância da espécie.


SUIRIRI (Machetornis rixosus)



suiriri

Características – mede 18,5 cm de comprimento. Possui o dorso pardo, o ventre amarelo e a cabeça cinza-amarelada com uma crista amarela que permanece escondida.
Habitat – áreas abertas, campos, pastagens, jardins gramados e parques.
Ocorrência – da Venezuela à Bolívia, Argentina e Uruguai. No Brasil ocorre nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Hábitos – pousa no dorso de cavalos e bois, daí voam para capturar insetos espantados quando os animais andam. Também gosta de andar pelos gramados, dando pequenas corridas atrás de insetos. Caminha no solo em corridas rápidas interrompidas de quando em quando.
Alimentação – insetos capturados no solo ou em galhos de árvores. Também aproveita para capturar as presas espantadas pelas reses no pasto.
Reprodução – constroem o ninho de gravetos em ocos a cerca de 4 m do solo, mas eventualmente podem ocupar o ninho abandonado do joão-de-barro. Os ovos são incubados pelo casal.
Ameaças – poluição por agrotóxicos.



TALHA-MAR (Rynchops nigra)



Características – ave aquática com bico longo, com maxilar inferior muito mais comprido do que o superior, com cor negra e base laranja. Asas muito grandes, cauda curta e curvada. Pernas curtas e pés palmados. Dedos vermelho-alaranjados. Plumagem de cor negra, exceto na fronte e no lado inferior que são brancos, bem como as orlas das penas das asas. Mede 46 cm de comprimento.
Habitat – praias e ilhas de grandes rios e costas marinhas.
Ocorrência – Colômbia, Venezuela, Guianas, Equador, Peru, Chile, Argentina e Brasil, na porção Amazônica, inclusive o extremo do Mato Grosso.
Hábitos – é gregário, vivendo em grandes grupos. São diurnos com tendência a serem crepusculares e noturnos. Passam o dia nas praias. Pescam mais ao crepúsculo e à noite. Voa paralelamente à superfície, mantendo o bico aberto,  como  que  "arando",  cortando  a  água  com  a

talha_mar
mandíbula inferior para conseguir alimentação. Quando pousados em bancos de areia e outros pontos, todos trazem as cabeças para a mesma direção.
Alimentação – plâncton, peixes miúdos e camarões.
Reprodução – nidificam em buracos escavados na areia e a fêmea coloca 2 ovov de coloração que varia do amarelado-sujo ao verde-claro-sujo, com muitas manchas marrons, medindo 45 x 36 mm em seus eixos. São incubados pelo casal durante 4 a 5 semanas e os filhotes nidícolas são cuidados pelos pais.
Ameaças – destruição do habitat e poluição.


TANGARÁ (Chiroxiphia caudata)



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Características – pássaro que mede 13 cm de comprimento, adicionando-se mais 2 cm ao prolongamento das retrizes medianas. O macho apresenta plumagem azul celeste e cauda pretas tendo, no alto da cabeça, uma coroa vermelha brilhante. Na cauda, as duas penas centrais projetam-se além das outras. A fêmea é verde escura, reconhecida por um ligeiro prolongamento da cauda. Os machos imaturos são totalmente verde-oliva, mas alguns jovens podem ser distinguidos das fêmeas devido ao vermelho na fronte, que adquirem antes da troca de plumagem do restante do corpo.
Habitat – estrato médio de matas densas e à beira de núcleos urbanos do sudeste do país.
Ocorrência – Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul.
Hábitos – voam bem, mas usualmente não deixam a mata frondosa. Alguns revelam-se verdadeiros acrobatas quando exibem-se nas cerimônias pré-nupciais. Os movimentos tornam-se mais ligeiros nos machos, menores e mais leves na fêmea. Pegam formigas para friccioná-las nas asas e na base da cauda, utilizam as formigas na higiene da plumagem, esfregando os insetos vivos nas asas para gozar o efeito do ácido fórmico, atividade que é tratada como "formicar-se".
Alimentação – bagas, frutas, pequenos insetos, vermes e aranhas.
Reprodução – no período de reprodução, os dançadores machos executam verdadeiras danças diante das fêmeas.  Vários  enfileiram-se num galho e exibem-

se, um de cada vez, diante da fêmea. Depois de executarem o ritual, cada macho vai ao fim da fila e espera a sua vez para exibir-se novamente. A fêmea tem o seu próprio território ao redor do ninho. Constroem uma cestinha rala que é fixada a uma forquilha, muitas vezes por negros micélios de fungos,  que podem prender o ninho como uma cortina, quebrando o seu contorno e mimetizando-º Utilizam teias de aranhas, em boa qualidade para colar o material da construção a qual muitas vezes está situada a uma altura relativamente grande, perto d'água e até sobre ela. Põe dois ovos que são de fundo pardacendo com desenho pardo-escuro. A incubação é executada com dedicação pela mãe e dura 18 dias. Os filhotes abandonam o ninho em 20 dias, quando começam  a se alimentar e a se defender sozinhos.
Ameaças – destruição0 do habitat, caça e tráfico de animais silvestres.


TICO-TICO (Zonotrichia capensis)



Características – pássaro de porte médio que mede 15 cm de comprimento. É um dos pássaros mais conhecidos e estimados do Brasil. Corpo compacto, com asas e cauda de tamanhos regulares, pernas e pés delgados e bico cônico e forte. A coloração dorsal é pardo-acinzentada, tendo a cabeça cinza com 2 tiras negras que partem da base da maxila indo até à nuca, com parte central cinza, também partindo da mesma base e alargando-se para a nuca. As faces são de cor cinza, com 2 tiras negras de cada lado que vão até a região do pescoço, uma partindo do canto posterior do olho e outra do canto do bico. Pescoço com uma faixa cintada de cor vermelho-ferrugínea que desça até os lados do peito alto, onde se encontra com uma mancha negra. Porção intermediária dorsal de cor pardo-cinza com coberteiras, inclusive das asas com manchas negras e restante do baixo dorso pardo-cinza. No encontro das asas as penas terminam com faixa branca. Garganta branca, peito e abdômem cinza-esbrancquiçados, sendo mais claro na parte central. O macho apresenta um pequeno topete com desenho estriado na cabeça. A fêmea apresenta coloração mais apagada e não possui topete.

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Habitat – áreas abertas, campos de cultura, campos sujos ou limpos, pomares, áreas rurais eurbanas, parques e jardins. É abundante em regiões de clima temperado, como nas montanhas do sudeste.
Ocorrência – no Brasil, do sul da Bahia ao Rio Grande do Sul. Abundante em clima temperado, como nas montanhas do Sudeste, até nos seus cumes mais altos, expostos a ventos fortes e frios. Ocorre do México, América Central, maior parte da América do Sul até a Terra do Fogo, com muitas lacunas.
Hábitos – vive aos casais. Entre os traços interessantes do seu comportamento figura a técnica de esgravatar alimento no solo por meio de pequenos pulos. Para removerem a camada superficial de folhas ou terra solta que recubra o alimento. Perscrutando o terreno à sua frente pulam até 4 vezes consecutivas verticalmente sem alterar a posição das pernas e esgravatando o chão com ambos os pés sincronizadamente jogando para trás o material impeditivo. A tendência de executar  tal movimento pelo tico-tico é tão forte que mesmo quando come algo sobre uma laje de cimento limpo ou num quintal pula da mesma forma.
Alimentação – insetívoro e granívoro.
Reprodução – primavera-verão. Durante a reprodução vivem estritamente aos casais sendo extremamente fiéis a um território, que o macho defende energicamente contra a aproximação de outros machos de sua espécie. Tornam-se assim fáceis vítimas de caçadores. O ninho é uma tigela aberta e rala, feito de capim seco e raízes. A fêmea bota de 2 a 5 ovos, que são de cor verde-amarelado com uma coroa de salpicos avermelhados, medindo cerca de 21 x 16 mm em seus eixos e pesando de 2 a 3 g. A incubação se faz em 13 a 14 dias e os filhotes nidícolas são cuidados pelo casal. Os filhotes deixam o ninho entre 16 e 22 dias de vida para acompanharem os pais que ainda os seguem alimentando por vários dias. Os tico-tico jovens estabelecem territórios entre o 5º e o 11º mês de vida. Sofrem pesadas perdas de sua própria prole, pois o Chopim é uma ave parasita que retira os ovos do ninho do tico-tico e põe os seus. A pressão exercida chega a ser tão grande que, em certos locais, o tico-tico é eliminado.
Ameaças – freqüentemente o ninho do Tico-tico é parasitado pelo Chopim ( Molothrus bonariensis), que põe seus ovos para serem incubados e os filhotes criados pela fêmea de Tico-tico. A família Fringillidae é a mais procurada pelo comércio clandestino de aves silvestres.


TIÉ-SANGUE (Ramphocelus bresilius)



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Características – uma das mais espetaculares aves do mundo. De porte mediano, mede 19 cm de comprimento e pesa 31 g (macho). A soberba plumagem rubro-negra do macho só é adquirida no segundo ano de vida. Distintivo importante do gênero, e que ocorre exclusivamente no sexo masculino, é a calosidade branca reluzente da base da mandíbula. O vermelho intenso desta ave é proporcionado por pigmentos vermelhos (astaxantina) comuns em crustáceos e em outros invertebrados. Porém, são raros em aves. Tal coloração somente aparece nos machos adultos, sendo as fêmeas pardacentas e desprovidas de maiores atrativos. Apresenta postura soberana, alerta. O macho possui coloração vermelha-viva e brilhante, com a cauda e as asas negras. O bico é forte, enegrecido e a calosidade branca na mandíbula. Os olhos são vermelhos.

Habitat – floresta virgem, secundária, capoeira baixa, restinga, plantações e pomares.
Ocorrência – da Paraíba ao Rio Grande do Sul, incluindo leste de Minas Gerais.
Hábitos – é bom voador, preferindo viver entre a vegetação cerrada dos alagadiços, margens dos rios e lagos cobertos de vegetação arbórea, sempre em grupo de 5 a 8 indivíduos, sendo 1 ou 2 machos adultos e o restante fêmeas. Quando canta eriça as penas da cabeça e do pescoço.
Alimentação – substâncias vegetais, frutas carnudas, frutinhas secas, botões, néctar, folhas, insetos e outros artrópodes. Apreciam por demais as frutas da embaúba (Cecropia sp.) e da aroeira (Schinus terebinthifolius).
Reprodução – primavera-verão. Constrói o seu ninho em vegetação densa, tendo o cuidado de camuflar as partes externas com vegetais frescos. Usa para isso fibras vegetais secas, principalmente folhas de gramíneas. Na construção, somente a fêmea trabalha. O ninho é instalado a 1,5 ou 3 m do solo. Põe de 3 a 4 ovos verdes-azulados pintados de preto, medindo 24 x 10 mm em seus eixos e pesando 3,8 g cada um. É também a fêmea que sozinha choca os ovos por 12 ou 14 dias. Os filhotes possuem o interior da boca vermelho, sendo alimentados por ambos os pais ou por outros pássaros aparentados. Os filhotes deixam o ninho após 18 dias de vida e continuam sendo tratados pelos pais, passando a viver no mesmo bando.
Ameaças – caça, tráfico de animais silvestres, destruição do habitat e agrotóxicos.


TIZIU (Volatinia jacarina)

Características – pássaro que mede 11,5 cm de comprimento. Um dos pássaros mais conhecidos em todo Brasil. Os machos, após a época de reprodução, mudam para uma plumagem de descanso de penas negras com brilho azul-metálico e borda esbranquiçada.
Habitat – áreas abertas, capinzais altos, abundante mesmo ao redor de habitações, arrozais.
Ocorrência – todo Brasil.
Alimentação – granívoro
Reprodução – primavera-verão
Ameaças – poluição e destruição do habitat.

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TRINCA-FERRO (Saltator maximus)



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Características – pássaro de grande porte, medindo 21 cm de comprimento. Possui asas e cauda grandes, pernas de tamanho médio. Coloração dorsal verde-olivácea, cabeça acinzentada, garganta ocre-clara, peito e abdômen cinzento-oliváceios com ocre no meio. Estria esbranquiçada sobre os olhos. Bico robusto, grosso e muito forte.
Habitat – florestas virgens, secundárias, beira da mata, capoeiras, tanto nas baixadas como nas montanhas, lavouras e pomares.
Ocorrência – ocorre no Brasil do Maranhão aos estados da região centro oeste, de Pernambuco ao Rio de Janeiro, incluindo Minas Gerais.
Hábitos – trata-se de um dos pássaros nacionais com instinto territorialista mais acentuado. No período de descanso costumam ser vistos em bandos. É canoro. Freqüenta as árvores mas também vai muito ao solo.
Alimentação – onívoro (frutas, insetos, sementes, etc.)

Reprodução – são extremamente valentes na época de reprodução. Primavera-verão. O casal constrói o ninho numa forquilha de arbusto ou árvore, em altura que varia de 0,50 m a 5 m do solo.O ninho é construído em formato de tigela e para isso, utilizam-se de talos e folhas, grosseiramente dispostos, forrando-se internamente com raízes finas. A postura é normalmente de 2 ovos de coloração verde-azulado-clara com riscado de coloração negra, medindo 28 x 20 mm em seus eixos e pesando 3,8 g cada um.A fêmea se encarrega da incubação que dura em torno de 13 a 14 dias e os filhotes nidícolas são alimentados pelo casal e assim continuam após deixarem o ninho por mais uma semana. Os jovens deixam o ninho com 18 a 20 dias de idade.
Ameaças – destruição do habitat, caça, tráfico de animais silvestres e agrotóxicos.


TRINTA-RÉIS (Sterna hirundo)



Características – mede 45 cm de comprimento. Possui asas grandes terminadas em pontas e cauda também longa e terminando bifurcada. Pernas curtas e pés palmados. Bico fino, forte, longo e terminado em ponta. Plumagem de coloração branca, tendo o alto da cabeça negro, parte dorsal e asas cinza-chumbo, cauda branca e cinza na ponta. Bico e pões vermelho-lacre. Não existe dimorfismo sexual.
Habitat – costas marinhas, rios, lagos e banhados marinhos.
Ocorrência – Peru, Argentina e Brasil, da Bahia pela costa até o Rio Grande do Sul.

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Hábitos – ao caçar, desce a pique com ímpeto, para capturar peixes ou crustáceos que nadem a pouca profundidade, submerge não mais que um metro e sobe rapidamente à superfície. Visitante regular do Brasil. Excelente voadora. Vive em grandes bandos, sempre gregários e planm muito constantemente. Flutuam por muito tempo. São grandes mergulhadores e nadadores.
Alimentação – peixes, crustáceos e insetos.
Reprodução – o ninho é construído , às vezes, em grandes colônias sobre arbustos, nas restingas, como também diretamente no solo. É feito de ervas, algas, etc., ou quando no solo ou na rocha, sem qualquer proteção maior a não ser a cavidade que abrigará a postura. A postura é de 2 a 7 ovos de cor muito variável, porém, sempre manchados de marrom, medindo 46 x 35 mm em seus eixos. A incubação é feita pelo casal, que também cuida dos jovens seminidícolas. A incubação dura em torno de 25 dias e os jovens permanecem no ninho por 35 dias, antes de alçarem vôo.
Predadores naturais – gaivota-rapineira.
Ameaças – destruição do habitat e poluição.


TUCANO-DE-BICO-AMARELO (Ramphastos toco)



tucano

Características – também conhecido como tucanoçu ou tucano-toco é a maior espécie de tucano. É grande, robusto, asas curtas e arredondadas. Plumagem é completamente negra, com a garganta, bochechas e penas superiores da cauda brancas, crisso vermelho e uropígio branco. Região oftálmica com pele amarela e parte em volta dos olhos azul-violeta-brilhante. Íris castanha. Atinge até 66 cm de comprimento com o bico. Seu enorme bico, com 19 cm de comprimento, de cores brilhantes (amarelo com a ponta preta) parece pesado, entretanto é formado por uma estrutura óssea não maciça e aerada que lembra um favo de mel. Isso torna o bico mais leve e portanto, não dificulta o vôo. Apesar de não ser maciço, o bico é bastante resistente. Este bico é a mais notável característica dos  tucanos,  útil  para  apanhar  frutos  em locais difíceis,

descascá-los, intimidar outros animais, perfurar madeira, sondar a lama e impressionar as fêmeas. O bico também é utilizado para jogar frutos um nos outros, durante o ritual de acasalamento. Pernas e pés de coloração azul, fortes, dotados de unhas grandes, aguçadas, muito fortes e cortantes. As garras são outra característica do animal. A garra é constituída por dois dedos dianteiros e dois traseiros o que lhe confere boa sustentação nos galhos. Pesa em torno de 540 g. Não possui dimorfismo sexual. Podem viver até 15 anos.
Habitat – Pantanal, cerrado e Amazônia nas bordas de matas e florestas de terra firme de quase todo o Brasil.
Ocorrência – desde as Guianas, passando pelo Brasil, indo até a Bolívia, Paraguai e Argentina. No Brasil ocorre na região Amazônica, litoral do Amapá, região Central do país e região Sul.
Hábitos – vive em casai e também é gregário, formando bandos de vários indivíduos. É um importante dispersor de sementes das árvores da floresta, pois engole os frutos, digere a parte comestível e depois expele o caroço à alguma distância da árvore mãe. É bom voador e muito bom saltador. Seu vôo é lento. É também planador.
Alimentação – onívoro, alimenta-se de insetos, lagartos, ovos, filhotes de outros pássaros e, principalmente, frutas. Seu hábito alimentar é diurno. Predador voraz de ovos de outras espécies.
Reprodução – ocorre no final da primavera. O ninho é instalado em um oco de árvore, aproveitando buracos já existentes, a uma altura de até 20 m, normalmente entre 6 a 7 m do solo. A fêmea bota de 2 a 4 ovos de coloração branca, medindo 43 x 32 mm em seus eixos e pesando de 20 a 25 g cada um. Durante o período de reprodução, o casal alimenta-se mutuamente trazendo comida e regurgitando. O casal se reveza na tarefa de chocar os ovos, os quais eclodem entre 16 e 20 dias. Quando nascem, sua aparência é desproporcional. Seu bico é grande e o corpo, pequeno, os olhos só abrem após três semanas e os pais cuidam de seus filhotes até eles saírem dos ninhos, o que ocorre em seis semanas. A coloração do bico só é definida meses após o nascimento.
Ameaças – ainda não é uma espécie ameaçada de extinção, entretanto tem sido capturado e traficado para outros países a fim de ser vendido em lojas de animais. Isto tem como conseqüência a diminuição de sua população nas florestas, pondo em risco a variabilidade genética, como também a morte de muitos animais durante o transporte. Além da caça e do tráfico de animais, outra ameaça é a destruição do habitat.


TUCANO-DE-BICO-PRETO (Ramphastos vitellinus)



Características – mede cerca de 46 cm e sua plumagem é totalmente negra, com a garganta amarelo-alaranjada, peito vermelho e crisso vermelho. Asas curtas e arredondadas e cauda e bico longos. Pernas e pés fortes, azulados, providos de unhas em garras fortes. A pele ao redor dos olhos é vermelha e o bico é quase que inteiramente negro, leve e cortante, possuindo a base amarela. Possui algum dimorfismo sexual, sendo machos adultos mais pesados e possuindo o bico mais longo.
Habitat – florestas úmidas, virgens e secundárias, tanto no interior quanto nas bordas, e em capoeiras altas.
Ocorrência – oeste -setentrional da América do Sul cisandina desde as Guianas, passando pela Venezuela e Bolívia, até a margem esquerda do baixo Amazonas em direção ao oeste de Goiás e Mato Grosso, ocorrendo também em Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro, Leste de Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina.

Hábitos – é gregário e arborícola. Vive em bandos de tamanhos variáveis, porém nunca muito grandes. Gostam de dormir sempre juntos e com o bico escondido entre as asas, cobrindo a cabeça com a cauda. São grandes dispersores de sementes. Excelente saltador e voador. Vôo lento mantendo sempre o pescoço esticado.
Alimentação – principalmente de frutos. Apanham também animais vivos, como pássaros e ratos. Sementes, insetos, aranhas, ovos e filhotes de outras aves.
Reprodução – faz ninho em um oco de árvore onde a fêmea deposita de 2 a 4 ovos brancos, medindo 38 x 28 mm em seus eixos. A fêmea se encarrega da incubação que dura em torno de 18 dias. Neste período é alimentada pelo macho. Os filhotes nascem sem penas e permanecem no ninho por 40 a 50 dias. São alimentados pelos pais até que possam sair sozinhos do ninho.
Ameaças – perda de habitat necessário para que a espécie se mantenha, caça predatória e o tráfico de animais.


TUCANO-DE-BICO-VERDE (Ramphastos dicolorus)



Características – é a espécie mais comum do Brasil meridional. Mede 45 cm. Plumagem negra com peito superior amarelo, região ventral vermelho-ferrugíneo, face amarela com região oftálmica circundada por pele vermelha. Íris verde. Bico verde com base preta.
Habitat – áreas florestadas, desde o litoral até as zonas montanhosas.
Ocorrência – América do Sul
Hábitos – é gregário e arborícola. São grandes dispersores de sementes. Excelente saltador e voador. Vôo lento.
Alimentação – Onívoro (frutos, animais vivos, como pássaros e ratos, sementes, insetos, aranhas e ovos de outras aves).
Reprodução – faz ninho em um oco de árvore onde a fêmea deposita de 2 a 4 ovos que eclodem após 18 dias de incubação. Os filhotes são alimentados pelos pais até que possam sair sozinhos do ninho.
Ameaças – destruição do habitat, caça e tráfico de animais silvestres.



UIRAPURU (Cyphorhinus aradus)



Características – plumagem pardo-avermelhada e bem simples. Bico forte, pés grandes e, às vezes, nos lados da cabeça, um desenho branco. Mede 12,5 cm de comprimento.
Habitat – estrato inferior de florestas úmidas, principalmente na terra firme, mas também em florestas de várzea.
Ocorrência – quase toda a Amazônia brasileira, com exceção do alto Rio Negro e da região a leste do Rio Tapajós. Encontrado também em todos os demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
Hábitos – irrequieto, locomove-se rapidamente em meio à folhagem ou mesmo no solo. Pode aparecer em casais ou junto com pássaros de

uirapuru
outras espécies. Há uma lenda que diz que o uirapuru atrai bandos de aves com seu belo canto. A verdade é que ele apenas integra bandos em busca de comida. Com um canto longo e melodioso, sua "intenção" é outra: a atração para acasalamento. Esses cantos duram de dez a quinze minutos ao amanhecer e ao anoitecer, na época de construção do ninho. Durante o ano todo, o uirapuru canta apenas cerca de quinze dias. O canto do uirapuru ecoa na mata virgem. O som, puro e delicado como o de uma flauta, parece ter saído de uma entidade divina. Os caboclos mateiros dizem com grande convicção que, quando canta o uirapuru, a floresta silencia. Como se todos os cantores parassem para reverenciar o mestre.
Alimentação – frutas, mas, principalmente insetos. Após uma época de seca e logo que começa a chover, as formigas taocas saem de seus formigueiros e atacam todos os pequenos seres que encontram. Isso gera uma movimentação desesperada de vários seres na floresta, chamando a atenção de vários pássaros, inclusive o uirapuru. É um banquete para todos os pássaros que comem formigas. Enquanto os outros comem, o uirapuru canta. O seu canto, curto e forte, demonstra que ele está dominando o território.
Ameaças – destruição do habitat.


URUBU (Coragyps atratus)



urubu

Características – é o mais comum dos urubus do Brasil. Tem a cabeça e o alto do pescoço nus, pretos como toda a plumagem do corpo, asas e cauda. O bico e os dedos são delgados, mas as unhas são pontiagudas e quando em ataque podem ser retesadas e dilacerar. O bico tem a extremidade pontiaguda e curva, a fim de facilitar a dilaceração da carniça. Possuem grande capacidade olfativa e uma visão bastante aguçada.
Habitat – florestas, campos e áreas urbanas.
Ocorrência – zonas tropicais do México ao Brasil, em todos os estados.
Hábitos – são aves diurnas. Excelente voador e planador. Vive, às vezes, em grandes bandos, sobrevoando em círculos a grandes altitudes, durante horas numa determinada área, e nessas evoluções geralmente define uma posição para a busca da carniça que localizou. Podem chegar a 5.000 m de altitude.
Alimentação – animais mortos em decomposição, verduras e frutas. Às vezes, em grupo, atacam recém-nascidos bovinos.
Reprodução – normalmente constroem os ninhos em uma gruta de rocha ou num local de difícil acesso.  A  postura  é  feita no solo, numa pequena

concavidade e sempre é de 2 ovos grandes, de coloração branca pintados com manchas marrons, medindo 76 x 55 mm em seus eixos e pesando 96 g cada um. A incubaçção é realizada pelo casal, que também cria a prole. O período de incubação é de 32 a 35 dias. Ao nascerem os jovens são cobertos por penugem branca e já quando a plumagem aparece, esta tem coloração marrom a qual permanece até iniciarem os vôos, para depois tornar-se negra. Só após o terceiro mês de idade os jovens deixam o ninho para alçarem vôo.


URUBU-REI (Sarcoramphus papa)



Características – ave de grande porte medindo 79 cm de comprimento, envergadura de 180 cm e peso de 3 kg. Corpo avantajado, cabeça volumosa, bico possante com a maxila de ponta curva afiada e aguda. Pernas e pés fortes, robustos, com unhas em garras. Asas grandes e cauda curta. Olhos com íris brancas. Tem uma quantidade grande da cor branca e asas largas, cujo desenho branco e preto é quase igual, tanto na face superior como na inferior. Cabeça e pescoço nus (facilitando na higiene após seus banquetes repugnantes) violáceo-vermelhos, sobre a base do bico uma carúncula amarelo-alaranjada, maior e pendente no macho. Narinas vazadas. O macho pode ser maior que a fêmea. São mudos, não possuem siringe (laringe inferior das aves), sabem porém bufar.
Habitat – regiões permeadas de matas e campos, distante dos centros urbanos.
Ocorrência – do México até à Bolívia, norte da Argentina e Uruguai e em todo Brasil.
Hábitos – vivem em grupos. Circula bem alto. Locomovem-se no solo a custa de longos pulos elásticos. Para a termorregulação abrem as asas e defecam sobre as pernas.
Alimentação – como consumidores de carne em putrefação desempenham importante papel saneador, eliminando matérias orgânicas em decomposição. São imunes, aparentemente, ao botulismo, doença que

ataca o homem e outras aves por ingestão de alimentos enlatados, como patê, contaminado pela bactéria Clostridium botulinum . As toxinas botulínicas são proteínas, constituindo-se nos mais potentes venenos conhecidos. O suco gástrico dos urubus é bioquimicamente tão ativo que neutraliza as toxinas cadavéricas e bactérias, eliminando perigos posteriores de infecção.
Reprodução – como tantas outras aves de porte, tornam-se maduros apenas com alguns anos de idade. O período reprodutivo ocorre nos meses de junho a novembro. O macho corteja a fêmea empoleirado ou no solo, abre e fecha as asas e exibe a vértice vivamente colorido, abaixando a cabeça. Inclinam-se da mesma maneira quando estão desconfiados e observam algo com atenção. Faz seu ninho em paredões ou sobre árvores altas, no último caso provavelmente aproveitando de um ninho já existente. Põe de 2 a 3 ovos brancos, uniformes. O período de incubação é de 50 a 56 dias. Filhote coberto de penugem branca. Os pais revezam-se no ninho, ministrando a seus pequenos comida liquefeita. Alimentam os filhotes durante meses.
Ameaças – ameaçado de extinção. Tem sido caçado pela suspeita de que seja transmissor de doenças ao gado. Entretanto seu hábito de comer carniça é de grande valor na remoção de fontes de infecção. A destruição do habitat, envenenamento por agrotóxicos e tráfico de animais silvestres são outras ameaças.


VIUVINHA (Arundinicola leucocephala)



viuvinha

Características – o macho é preto com a cabeça branca. Mede em torno de 12,5 cm de comprimento.
Habitat – áreas alagadas nas quais a vegetação fica próxima de rios, lagos, represas e brajos.
Ocorrência – das Guianas e Colômbia à Bolívia, em todas as regiões do Brasil até o Paraguai e a Argentina.
Hábitos – captura insetos em vôo. Nunca se locomove pelo chão, preferindo realizar pequenos vôos de galho em galho.
Alimentação – insetívoro.
Reprodução – constrói ninhos esféricos sobre a água. Os ovos são brancos.
Ameaças – destruição do habitat, caça, tráfico de animais e agrotóxicos.



ZABELÊ (Crypturellus noctivagus)



Características – possui porte grande, asas grandes e robustas. Pernas curtas e robustas, dedos delicados e bico mais ou menos forte e pouco curvado, de coloração sépia, sendo a mandíbula mais clara. Íris marrom, pernas e pés de coloração azeitona. Coloração dorsal pardo-marrom-escura, um pouco enegrecida na cabeça, no baixo dorso mais acanelado e penas da cauda transfaciadas de preto e ferrugem. Faces ferrugíneo-escuras e garganta ferrugíneo-branquiçada. Peito cinza-plúmbeo-escuro, abdômen ferrugíneo, sendo a parte mais baixa de coloração canela-clara, com penas transfaciadas de negro. A fêmea apresenta plumagem mais clara.

zabelê
Habitat – florestas virgens.
Ocorrência – faixa litorânea de Mata Atlântica do sul da Bahia ao Rio Grande do Sul, incluindo-se a faixa leste de Minas Gerais.
Hábitos – sempre andam aos pares, mas não raro podem ser vistos em bandos de 8 indivíduos. Só voam para fugirem de ataques de predadores.
Alimentação – frutos de palmeiras como o palmito, bem como muitas sementes e insetos, vermes, aranhas, moluscos e ainda vegetais de folhas tenras como certas gramíneas e também boa quantidade de grãos de areia.
Reprodução – a época de reprodução se dá entre setembro e janeiro. O ninho é construído no solo, formado por uma pequena depressão cercada por folhas secas, que são arrumadas cada vez que o macho deixa o ninho quando incubando. A postura é de 2 a 4 ovos de cor verde-azulada, medindo 53 x 41 mm em seus eixos e pesando 45 g cada um. O período de incubação é de 18 dias, sendo o macho o encarregado. Os jovens são nidífugos e acompanham o pai que os abriga sob as asas.
Ameaças – ameaçado de extinção pela destruição do habitat e caça.


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