História do Município do Rio de Janeiro O local onde se instalaria a cidade do Rio de Janeiro foi descoberto em 1º de janeiro de 1502, por uma expedição exploradora, comandada por Gaspar de Lemos. A área parmaneceu inexplorada por algum tempo e a Baía de Guanabara, por ocasião da descoberta, fora considerada a foz de um grande rio, o que levou os descobridores a dar-lhe o nome de Rio de Janeiro, em referência ao rio e à data do descobrimento. Navegadores estrangeiros começaram a explorá-la, sobretudo os franceses que, mantendo boas relações com os índios tamoios, iniciaram a extração do pau-brasil das matas que, então, chegavam bem próximas ao mar. Portugal iniciara a ocupação do vasto território brasileiro em 1534 com a criação das capitanias hereditárias pelo rei D. João III. Os portugueses viviam em constantes conflitos com os franceses, principalmente na região da Baía de Guanabara, e o projeto das capitania hereditárias não estava prosperando. Em 1560 o Governador-Geral do Brasil, Mem de Sá, por ordem do Rei, armou uma frota na Bahia, sede do governo, e rumou para o Rio de Janeiro atacando com pleno êxito o reduto francês. |
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Os sobreviventes franceses fugiram para o continente. Como as terras não foram ocupadas, os franceses com a ajuda dos tamoios, construíram fortes se estabelecendo novamente na área. De Lisboa, sob o comando de Estácio de Sá, uma nova frota rumou para o Rio de Janeiro e em 20 de janeiro de 1565 ordenou a construção de um forte, denominando-o de São Sebastião do Rio de Janeiro. Em 1º de março de 1567, o Governador-Geral do Brasil, Mem de Sá, transferiu o núcleo administrativo para o Morro de São Januário, depois denominado de Castelo, momento este que considera-se a data oficial de fundação do Rio de Janeiro, pois somente o Governador-Geral tinha poderes para fundar cidades. No século XVIII, o Rio de Janeiro despontava como líder das vastas áreas próximas, tornando-se um centro dinâmico para o comércio de importação e exportação. A descoberta de ouro, a partir do final daquele século, proporcionou o crescimento do poderio da cidade, logo promovida a centro de controle da área mineradora de Minas Gerais. Após 1720, a importância do Estado do Brasil fez com que seus governadores passassem a receber o título de Vice-Rei, embora o Brasil não tenha sido elevado à condição de Vice-Reinado. Por causa da proximidade com a zona de mineração e dos conflitos na região do Rio da Prata, em 1763, a capital do Estado do Brasil foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro. Foi o século das primeiras grandes transformações urbanas da cidade, com obras de embelezamento e saneamento. Em 1808, |
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em função das guerras napoleônicas, a Família Real Portuguesa transferiu-se de Portugal para o Rio de Janeiro e o ritmo de remodelação da cidade foi acelerado. A cidade se expandiu para os atuais bairros de São Cristóvão e Botafogo. A independência em 1822, manteve a capital do país no Rio de Janeiro, apesar de a cidade não mais contar com o fluxo do ouro, devido ao esgotamento das minas. Uma nova riqueza logo se espalharia da cidade para o interior: o café. Nesta época, a prosperidade do Rio de Janeiro se traduzia na construção dos palácios dos comerciantes e plantadores de café, os "barões do café". Na segunda metade do século XIX, as ferrovias começaram a se sobressair ao poder da navegação, confirmando, ao mesmo tempo, a hegemonia da cidade que não parava de crescer. Em 1889, foi proclamada a República. O Rio de |
Janeiro permaneceu, contudo, como centro político, econômico-financeiro e cultural do país, passando a chamar-se Distrito Federal. O aparecimento das favelas nos morros, ocupadas, principalmente, pelos ex-escravos e seus descendestes provenientes do campo, refletia, por outro lado, o crescimento desordenado do Rio de Janeiro. Logo o perfil urbano, de linhas francesas até o início do século, transformou-se em proliferação de arranha-céus. A cidade despontou como megalópole, acumulando problemas sociais. Em 1960 a capital do país foi transferida para a cidade de Brasília, construída no planalto central do país. A cidade do Rio de Janeiro foi transformada, então, em Estado da Guanabara, época em que o rítmo vertiginoso de modernização se manteve. Em 1975 a cidade-estado deixou de existir com a criação do estado do Rio de Janeiro, a fusão dos estados do Rio de Janeiro e Guanabara, ficando a cidade como a capital da nova Unidade da Federação. A população atual é estimada em 5.580.000 habitantes. Atualmente, verifica-se o crescimento da cidade para a Zona Oeste, região de Guaratiba, Sepetiba e Santa Cruz, regiões administrativas estas, banhadas pela Baía de Sepetiba. Essa região, foi no passado, uma área rica em plantações e engenhos de açúcar. No século XVIII, a Pedra de Guaratiba também foi um importante porto exportador de ouro das Minas Gerais. Santa Cruz é um extenso e populoso bairro de classe média, média-baixa e baixa da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, o mais distante da região central da cidade. Cortado pela Estrada de Ferro Central do Brasil (em trecho operado pela Supervia), possui uma paisagem bastante diversificada, com áreas rurais, comerciais, residenciais e industriais. É sede da XIX Região Administrativa (R.A.), compreendendo também os bairros vizinhos de Paciência e Sepetiba. A XIX R.A., por sua vez, está subordinada à Subprefeitura Santa Cruz/Pedra de Guaratiba. |
Antes da chegada dos europeus à América, a região conhecida hoje como Santa Cruz era povoada por aldeias de povos da família lingüística Tupi-guarani, que chamavam o local de Piracema (muito peixe). Após o descobrimento do Brasil, com a chegada dos colonizadores portugueses à baía da Guanabara, a vasta região da baixada de Santa Cruz e montanhas vizinhas, foi doada a Cristóvão Monteiro, da Capitania de São Vicente, como recompensa aos serviços prestados durante a expedição militar que, em 1567, expulsou definitivamente os franceses da Guanabara. Com o falecimento do titular, a sua esposa, dona Marquesa Ferreira, doou aos padres da Companhia de Jesus a parte das terras de Cristovão que lhe tocava. Estes religiosos, ao agregarem estas terras a outras sesmarias, constituíram um imenso latifúndio assinalado por uma grande cruz de madeira: a Santa Cruz. Em poucas décadas, a região compreendida entre a barra de Guaratiba, o atual município de Mangaratiba, até Vassouras, no Sul do estado do Rio de Janeiro, integrava a poderosa Fazenda de Santa Cruz , a mais desenvolvida da Capitania do Rio de Janeiro nesta época, contando com milhares de escravos, cabeças de gado, e diversos tipos de cultivos, manejados com técnicas avançadas para a época. |
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Entre as edificações, hoje com valor histórico, contam-se igrejas e um convento, ambos ricamente decorados. Uma dessas obras remanescentes é a chamada Ponte do Guandu ou Ponte dos Jesuítas. Na verdade uma represa, foi erguida em 1752, com a finalidade de regular o volume das águas das enchentes do rio Guandu. Atualmente, esse monumento permanece com a sua estrutura original quase inalterada. Outra iniciativa dos dirigentes da Fazenda de Santa Cruz, no plano da cultura, foi a fundação de uma escola de música, de uma orquestra e de um coral, integrados por escravos, que tocavam e cantavam nas missas e nas festividades, quer na fazenda, quer na capital da Capitania. Considera-se, por essa razão, que Santa Cruz foi o berço da organização instrumental e coral do primeiro conservatório de música no Brasil. Passa pelas terras da Fazenda de Santa Cruz a trilha que no período colonial ligava a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro ao sertão: o Caminho dos Jesuítas, posteriormente denominado Caminho das Minas, e posteriormente ainda, Estrada Real de Santa Cruz. O seu percurso estendia-se até o porto de Sepetiba, onde se embarcava com destino à cidade de Paraty, de onde partia a antiga Estrada Real. Diante da expulsão dos jesuítas dos domínios de Portugal e suas colônias, em 1759 por ação do Marquês de Pombal, o patrimônio da Companhia de Jesus (e a Fazenda de Santa Cruz ) reverteu para a Coroa. Com o banimento dos jesuítas do Brasil, o patrimônio da Fazenda de Santa Cruz passou a se subordinar aos Vice-reis. Após um período de dificuldades administrativas, sob o governo do Vice-rei Luís de Vasconcelos e Souza, a fazenda voltou a conhecer um período de prosperidade. No início do século XIX, com a Chegada da Família Real ao Brasil (1808) e o seu estabelecimento no Rio de Janeiro, a Fazenda foi escolhida como local de veraneio. Desse modo, o antigo convento foi adaptado às funções de paço real - Palácio Real de Santa Cruz. Sentindo-se confortável na Real Fazenda de Santa Cruz, o Príncipe-regente prolongava a sua estada por vários meses, despachando, promovendo audiências públicas e recepções a partir da mesma. Nela cresceram e foram educados os príncipes D. Pedro e D. Miguel. |
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Por iniciativa do soberano português foram trazidos da China cerca de cem homens encarregados de cultivar chá, no sítio hoje conhecido como Morro do Chá . Durante quase um século essa atividade foi produtiva e atraiu o interesse de técnicos e visitantes, tal o pioneirismo de sua implantação no Brasil. O chá colhido em Santa Cruz era de excelente qualidade e, por isso, a sua produção era integralmente comercializada. D. João VI despediu-se de Santa Cruz em 1821, para retornar à metrópole portuguesa. Após o regresso de D João VI a Portugal, o Príncipe-regente D. Pedro continuou constantemente presente em Santa Cruz, passando sua lua-de-mel com a Imperatriz Leopoldina (1818) nesta fazenda. No contexto da Independência do Brasil, antes de iniciar a histórica viagem da Independência, o Príncipe-regente deteve-se em Santa Cruz, onde aconteceu uma reunião no dia 15 de agosto de 1822, com a presença de José Bonifácio, para estabelecer as suas bases. Ao regressar, antes de seguir até a cidade, comemorou a Independência do Brasil na Fazenda. Durante o Primeiro Reinado, o Palácio Real transformou-se em Palácio Imperial. |
D. Pedro I, abdicou do trono, mas os seus filhos continuaram a manter presença constante na Fazenda Imperial de Santa Cruz. Desde cedo, D. Pedro II e as princesas promoviam concorridos bailes e saraus no Palácio Imperial. Em Santa Cruz foi assinada a lei, pela Princesa Isabel que dava alforria a todos os escravos do Governo Imperial. A promulgação da lei foi assistida por ilustres convidados como o Visconde do Rio Branco e o Conde d'Eu. Santa Cruz, por sua posição político-econômica e sobretudo estratégica (frente para o mar e fundos para os caminhos dos sertões de Minas) foi uma das primeiras localidades do país a se beneficiar com o sistema de entrega em domicílio de cartas pelo correio. Em 22 de novembro de 1842 foi inaugurada a primeira agência dos Correios do Brasil a adotar este serviço. Em 1878 foi inaugurada a estação de trem e no final de 1881, D. Pedro II inaugurou o Matadouro de Santa Cruz, tido como o mais moderno do mundo à época, que era servido por um ramal da estrada de ferro e abastecia de carne toda a cidade do Rio de Janeiro. Pouco a pouco, Santa Cruz foi se transformando, com palacetes, solares, estabelecimento comerciais, ruas e logradouros. Resistindo ao tempo e à ação criminosa dos homens, muitos desses locais ainda se mantêm de pé, atestando a importância histórica deste bairro. O Curral Falso - porta de entrada de Santa Cruz, o Palacete Princesa Isabel, o Marco Onze, a Fonte Wallace, o Hangar do Zeppelin e tantos outros, são exemplos.
Depois da Proclamação da República, Santa Cruz perdeu muito do seu prestígio. Mas, sanados os seus problemas, logo atraiu imigrantes estrangeiros, que muito contribuíram com a economia do bairro. Os árabes e os italianos foram os responsáveis pela expansão do comércio local, e os japoneses pelo desenvolvimento da agricultura. Durante o governo Getúlio Vargas, na década de 1930, a região de Santa Cruz passou por profundas transformações, com as obras de saneamento objetivando a valorização das terras, com a recuperação da salubridade e do dinamismo econômico, a partir da criação das Colônias Agrícolas. Em 1938 vieram as primeiras famílias japonesas, não diretamente do Japão, mas sim de Mogi das Cruzes (SP), para ocuparem os lotes do recém criado Núcleo Colonial e implementarem novas experiências na agricultura. Os lotes eram distribuídos pelas estradas Reta do Rio Grande e Reta de São Fernando, e eles, logo que chegaram, puseram de imediato mãos nas terras, já tendo produzido naquele mesmo ano após apenas três meses de trabalho, quantidade significativa de alimentos. A produção era tão grande que abastecia toda a cidade do Rio de Janeiro, conferindo a Santa Cruz o título de "celeiro" do Distrito Federal. À época foi construído ainda, na região, um hangar para os dirigíveis Zeppelin. |
Com o intenso desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro, ocorrendo em todas as direções, foi inaugurada, em 1975, a Zona Industrial, fomentando fortemente a urbanização do bairro. Nela estão localizados os três importantes distritos industriais de Santa Cruz, Paciência e Palmares, onde se encontram em pleno funcionamento a Casa da Moeda do Brasil, Cosigua (Grupo Gerdau), Valesul, White Martins, Glasurit e a Usina de Santa Cruz, uma das maiores termelétricas a óleo combustível da América Latina, com capacidade instalada de 950 MW. No começo da década de 1980, foram construídos diversos conjuntos habitacionais pela Companhia Estadual de Habitação (CEHAB) que aumentaram consideravelmente a população do bairro, dando-lhe características de bairro dormitório. Sepetiba é um outro bairro da zona oeste, cercado pelos bairros de Santa Cruz e Pedra de Guaratiba, e pela Baia de Sepetiba, com as suas praias: Praia de Sepetiba, Praia do Recôncavo (antiga Praia de Dona Luiza) Praia do Cardo. Possui uma área de 1.162,13 hectares (11,6213 km²) e uma população aproximada de 40.000 habitantes. O nome "Sepetiba" tem origem na língua tupi. Tem como grafia alternativa "Sipitiba" e como corruptela "çape-typa" ou "çape-tyua", com o significado de "sítio dos Sapés" ou Sapezal. À existência, naquele Sítio, do capim gramíneo (Imperata brasiliensis) muito usado para cobrir choças, deve-se ao geonomástico: Sepetiba. |
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Sepetiba é um bairro de importância histórica, embora pouco valorizado. A antiga povoação chegou a ser elevada à segunda provincía por D. João VI. Dá nome também à baía que começa ao Norte, no ponto inicial dos limites com o Estado do Rio de Janeiro, correspondente à parte do Litoral que vai da Foz do Rio Itaguaí ou Guandú até a Barra de Guaratiba, com penetração na Restinga de Marambaia que isola do Litoral Atlântico ao Sul, e o trato continental da Zona Pesqueira de Guaratiba, diretamente ligada ao povoado de Sepetiba, Campo Grande e Santa Cruz. Na orografia, isto é nos estudos de montanhas, Sepetiba dá o nome a um morro rente à praia do mesmo nome. Aires de Casal grafou SUPITUBA, referindo-se também ao litoral da região que, hoje densamente habitado, era outrora freqüentado por faluas (embarcações de velas, semelhante ao bote, porém maior que ele) que o punham em contato com a Corte, tornando-se, por isso mesmo, bastante conhecidos os Portos locais por onde saíam para a Europa em tempos idos, o Pau-Brasil cortado nas Matas da Região. Inicialmente chamada de “Guratiba-Aitinga”, ou “Aratuquacima”, Guaratiba é uma palavra indígena usada pelos tupinambás, que habitavam o litoral à época do descobrimento. Sua definição é “lugar onde há grande quantidade de garças/garceiro”. É fácil perceber que o vocábulo surgiu de outros dois: “guará”, que quer dizer “ave”; e “tiba”, que significa “lugar onde há muita coisa reunida”. Daí: "Guaratiba". Esta definição é bem realista, pois até hoje ainda nos encanta a reunião de garças brancas nos manguezais da região. |
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Situada na baixada ao sul da serra da Grota Funda, Barra de Guaratiba é um lugar aprazível, distante 50 km do centro do Rio. O lugar é conhecido nacionalmente como centro gastronômico, possui vários restaurantes rústicos na beira da estrada onde são servidos crustáceos, frutos do mar e deliciosas peixadas. Situa-se em região de reserva ecológica, entre uma restinga, manguezais e mata atlântica, cercada por praias. É um dos mais belos e encantadores recantos da região. Adentrando em Barra de Guaratiba, vê-se em primeiro plano, as pontes que ligam a região à Restinga da Marambaia, mais adiante o morro da Espia, de onde se descortina o horizonte, e, embaixo, a sua pequena praia banhando o pé do morro. Com o mar calmo, a enseada da praia da Barra de Guaratiba serve de porto para as embarcações, principalmente as traineiras que são ancoradas durante as horas de folga dos pescadores. Na praia, o intercâmbio das canoas e barcos que saem e chegam para a pesca ou passeio é um espetáculo de encher os olhos de quem vê. |
Pedra de Guaratiba teve essa denominação originada da partilha das terras da região de Barra de Guaratiba pelos herdeiros do seu primeiro donatário, o português Manoel Velloso Espinha. Com a morte de Manoel Velloso Espinha, seus dois filhos Jerônimo Velloso Cubas e Manoel Espinha Filho herdaram a Freguesia de Guaratiba. Através de mútuo consentimento resolveram dividir entre eles as terras herdadas do pai, ficando Jerônimo com a parte norte e Manoel com a parte Leste, tendo o rio Piraquê como marco divisório. Jerônimo Velloso Cubas, não tendo herdeiros, pela lei foi forçado a doar sua parte à província Carmelitana Fluminense, uma congregação religiosa de frades da Ordem do Carmo. A congregação carmelitana de posse religiosa das terras, fez construir diversas benfeitorias entre as quais, igreja, noviciato e um engenho. No engenho havia uma grande produção de açúcar, rapadura e um vasto canavial, proporcionando dessa forma um rápido desenvolvimento à região, em cuja área surgiu a Fazenda da Pedra, região hoje denominada Pedra de Guaratiba, atualmente tradicional produtora de pescado. Pedra de Guaratiba é um bairro de classe baixa e média-baixa com população estimada em 10.000 habitantes. Possui área de 363,69 hectares. É tradicional centro gastronômico. Nas últimas décadas se transformou também em centro de artes, turismo e lazer. Às margens das praias ou nas janelas dos restaurantes é possível ver, a qualquer hora do dia, o vôo de pássaros da fauna tropical de litoral da Mata Atlântica (garças, guarás, albatrozes, bicudos, etc.). O bairro registrou grande crescimento nos últimos anos, principalmente após a reforma da Praia da Brisa, que revitalizou a orla e criou um ambiente agradável para eventos e lazer. Desde a instalação do Porto de Itaguaí a zona oeste do Rio, em particular Santa Cruz , encontra-se em franco desenvolvimento. É, porém, uma região de contrastes. Santa Cruz, devido a sua vasta área territorial, é um dos bairros mais populosos, mas ao mesmo tempo um dos menos densamente povoados. Um bairro com uma indústria forte, mas ainda com muitas paisagens rurais e um dos IDHs mais baixos da cidade do Rio de Janeiro. Estão sendo instalados no bairro, vários empreendimentos industriais de peso que estão contribuindo drasticamente para a modificação da paisagem. Também se caracteriza como um bairro proletário, em que coexistem diversos problemas como dificuldades de transporte, falta de saneamento adequado em certos pontos e sérios problemas ambientais. As regiões de Guaratiba e Sepetiba sofrem com o assoreamento de suas orlas, principalmente devido ao esgotamento sanitário sem qualquer tratamento que chega em suas praias, grandes criadouros da fauna local. |