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morpho

Capitão do mato (Morpho achilles achillaena)

Borboleta grande, alcançando até 145 mm de envergadura. O lado ventral de suas asas é marrom com ocelos, três na asa anterior e quatro na posterior. Habita a mata atlântica, matas secundárias e também regiões habitadas. Seu vôo é rápido, baixo, podendo ser vista nas horas mais quentes do dia. Quando em repouso, mimetiza o tronco da árvore. Alimenta-se de frutos maduros. está ameaçada pela destruição do habitat e caça criminosa.


Castanha vermelha (Heliconius erato phyllis)

Borboleta tropical com inúmeras variações e que apresenta cerca de 70 mm de envergadura. Voa durante o dia, e á noite reune-se em pequenos grupos, pousando num mesmo galho. alimenta-se de néctar e de pólen. Os ovos são colocados nos brotos ou nas gavinhas de diversas espécies de maracujazeiros. A lagarta, espinhosa, alcança até 40 mm e se alimenta das folhas do pé de maracujá. Pode ocorrer canibalismo entre lagartas. está ameaçada pela destruição do habitat.



Frente

Verso
Borboleta coruja, corujão (Caligo beltrao)

É uma das maiores espécies que ocorrem no Brasil, podendo medir até 180 mm de envergadura. Habita a beirada de matas ou bananais. Ocorre na Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro e nordeste de São Paulo. Voa lentamente, ao amanhecer e ao entardecer. Durante o dia, pousada à sombra da vegetação, mostra, nas asas posteriores, duas manchas ocelares, uma em cada asa, que lembram olhos de coruja,  com  pupila  negra  e  íris clara.
Essa adaptação serve para enganar seus predadores. A média de vida do indivíduo adulto é de aproximadamente 90 dias, ao passo que o desenvolvimento do ovo até a completa metamorfose dura cerca de 105 dias. A lagarta alimenta-se de folhas de bananeira. Está ameaçada pela captura criminosa e destruição do habitat.

Borboleta da couve, branquinha (Ascia monuste)

Alcança até 60 mm de envergadura, muito comum, branca e pequena. Pode ser observada mesmo nas ruas das cidades grandes. Muito comum em todo o Brasil. Alimenta-se de couve. Os ovos são de cor amarela, são postos na superfície das folhas da couve ou de outras crucíferas. As lagartas as devoram, causando sérios danos às plantações de couve, repolho e de outras hortaliças crucíferas ou leguminosas. O ciclo do ovo até a forma adulta leva de 35 a 45 dias, ocorrendo várias gerações por ano.


Borboleta do manacá (Methona themisto)

Apresenta 80 mm de envergadura, tem asas transparentes, o que lhe facilita a fuga em vôo, pois seus predadores tem dificuldade em visualizá-la. Habita áreas rurais ou urbanas em todo o Brasil. Pode voar grandes distâncias e agrupa-se a outras populações da espécie. Alimenta-se das folhas de manacá. O macho permanece próximo ao manacá, atento às jovens fêmeas. O acasalamento nesta espécie é brutal: durante o vôo, o macho segura a fêmea até que ela caia ao solo, onde se realiza a cópula. A postura dos ovos é no manacá. O desenvolvimento do ovo até a última muda da lagarta leva menos de 30 dias. A crisálida, amarela manchada de preto, é encontrada sob as folhas da árvore ou nas imediações dela. Os pássaros são seus predadores natiurais. Está ameaçada pela destruição do habitat e poluição.


Olho-de-boi, erifanis (Eryphanis reevesii)

Alcança até 120 mm de envergadura e apresenta ocelos bem desenvolvidos sob as asas posteriores. Habita estratos arbóreos e arbustivos ou touceiras de bambus. Ocorre nas regiões serranas, até 1800 m. É muito ativa ao amanhecer e ao anoitecer. Muitas vezes, se expõe no interior de habitações, atraída pela luz. Os adultos se alimentam do suco de certos frutos maduros ou exsudados de certos vegetais. Os ovos são postos sobre folhas de bambu, que servem de alimento para as lagartas. Tanto as lagartas quanto as crisálidas são semelhantes a uma folha seca de bambu. Os pássaros são seus predadores naturais. Está ameaçada pela poluição e destruição do habitat.


Gema (Phoebis philea philea)

Atinge envergadura de até 90 mm. Habita jardins, matas e áreas junto às margens de lagos e riachos. Voa rapidamente, desde o nível do chão até as copas das árvores. Alimentam-se dos sais minerais dissolvidos na água que são importantes para a maturação sexual dos machos. As fêmeas sugam o néctar das flores. A postura dos ovos é feita em botões florais ou nas folhas jovens de vegetais do gênero Cassia, como a chuva-de-ouro, mata-pasto, mangueiroba. Sua lagarta alimenta-se das folhas dessas espécies. Os pássaros são seus predadores naturais. Está ameaçada devido à destruição do habitat.


Maria-boba, helicônio (Heliconius ethilla narcaea)

Atinge 70 mm de envergadura. Habita os mais diversos ambientes, desde jardins até matas. É muito comum em todo Brasil. Seu vôo lento, varianso a altura ou se mantendo junto do solo. Alimenta-se de néctar de flores avermelhadas, como as do cambará, ou busca alimento em plantas herbáceas. A fêmea faz a postura de ovos de modo mais ou menos isolado e esses ficam presos aos brotos ou gavinhas de diversas espécies de maracujazeiros. Sua lagarta é esbranquiçada, espinhenta. Apesar de bem visível, ela não é devorada por predadores porque assimila substâncias tóxicas do alimento e se torna venenosa, mesmo na forma adulta.


monarca

Borboleta monarca, monarca (Danaus plexippus)

Alcança até 95 mm de envergadura. Habita áreas abertas. Seu vôo é, geralmente, baixo. Possui hábitos migratórios e pode viver longos períodos em jejum. Alimenta-se do néctar de pequenas flores. Os ovos são postos nos botões das flores ou sob as folhas da planta tóxica oficial-de-sala (Asclepias curassavica). Ao eclodirem, nascem lagartas de listas amarelas e pretas, que se alimentam das folhas dessa planta, tornando-se imunes, mesmo na forma adulta, a predadores, como pássaros. As vespas e moscas são seus predadores naturais.


Caixão de defunto, espia só, papílio (Papilio thoas brasiliensis)

Atinge até 130 mm de envergadura. Habita matas, em regiões de clareiras ensolaradas. Bastante comum no Brasil durante o ano inteiro. Quando em pouso, movimenta as asas continuamente. Alimenta-se do néctar de diversas flores, como a do hibisco, do cambará ou de espécies perfumadas. Os ovos são postos sobre vegetais como a capeba, pariparoba, cipó-de-cobra ou em plantas cítricas. As lagartas alimentam-se das folhas dessas plantas e, quando ameaçadas, repelem o agressor pela secreção de substâncias odoríferas. As lagartas tem aparência que lembra fezes de pássaros.


Pingos de prata (Agraulis vanillae)

Alcança até 75 mm de envergadura. Habita jardins, pomares e áreas abertas tanto rurais quanto urbanas. Espécie comum no Brasil. Possui vôo rápido, irregular e baixo, rente à vegetação próxima do solo. Põe os ovos isoladamente em folhas ou ramos jovens, que servirão de alimento para suas lagartas, consideradas pragas do maracujá cultivado.


Prepona (Prepona demophon)

Com 95 mm de envergadura, são movidas por músculos torácicos muito potentes. Habitam matas ou regiões próximas de habitações. Bastante comuns no território brasileiro. Possuem vôo muito rápido. Quando pousam em tronco de árvores como a canela, se mimetizam, mostrando o lado ventral das asas, cujo desenho se assemelha a ele. Adulta, alimenta-se do suco de certos frutos, como manga, fruta-de-conde, jaca, etc. A lagarta alimenta-se das folhas do abacateiro e de outras plantas, tais como articum, canela, etc.


Rosa de luto (Papilio anchysiades capys)

Alcança envergadura de 110 mm. Habita os mais diversos ambientes, tais como matas, clareiras, locais abertos com vegetação rasteira. Possui vôo irregular, ora mais alto, ora mais baixo. Nas horas mais quentes do dia, pousa em busca de alimento. Alimenta-se de néctar. A postura dos ovos, quase uma centena, geralmente ocorre sobre folhas de plantas cítricas, como a laranjeira. As lagartas dessa borboleta receberam o nome popular de "rumo", pois permanecem agrupadas no tronco da planta hospedeira, todas voltadas na mesma direção, durante o dia; à noite, espalham-se, atacando as folhas da planta, causando-lhe sérios danos.



BORRACHUDO (Simulium pertinax)

borrachudo

Características – também conhecidos como pium são dípteros pertencentes à família Simuliidae. Em muitos lugares eles impressionam pela grande quantidade e pela picada, que pode causar alergia. São pequenos, semelhantes a pequenas moscas. O repasto (picada) parece acontecer somente depois da cópula, sendo somente a fêmea hematófaga. O momento da picada geralmente passa despercebido, pois a picada não é muito dolorosa, porém fica sempre marcada por um ponto vermelho característico, diferente da picada de pernilongos. Rapidamente, após a picada, segue-se uma forte irritação com coceira, dor e inchaço. A reação pode variar de indivíduo para indivíduo, dependendo do grau de alergia.
Habitat – no litoral e em corredeiras nas encostas das serras.
Ocorrência – no Brasil ocorrem cerca de 40 a 50 espécies.
Hábitos – diurnos, principalmente no fim da tarde.
Alimentação – fêmeas são hematófagas, e quando atacam causam enorme desconforto, podendo levar a sérios quadros alérgicos em pessoas suscetíveis. Seus ataques massivos podem colocar em risco de vida até pessoas que não tenham alergia, devido à perda excessiva de sangue.

Reprodução – as fêmeas depositam seus ovos, preferencialmente, em pequenos córregos, com bastante queda, e procuram lugares onde estes formam cachoeiras, nas quais encontram-se plantas herbáceas, folhas secas, raízes e galhos. Os ovos são depositados bem acima do nível da água, de modo que, na primeira enchente, fiquem submersos, permitindo a larva cair na água. Uma vez eclodidas, as larvas fixam-se às plantas por meio de uma ventosa. Estas fabricam fios de seda, o que permite que atinjam qualquer lugar, mesmo quando na presença de forte correnteza.


CARUNCHO


Características – são besouros que atacam os produtos armazenados como feijão, arroz, trigo, milho, farinhas e farelos, chás e outros produtos desidratados. Infestam também produtos industrializados como massas (macarrão), rações de animais e biscoitos. São conhecidas cerca de 600 espécies de besouros (coleópteros) que infestam produtos armazenados.
Habitat – silos de armazenagem de cereais
Ocorrência – todo o Brasil
Hábitos – a ação desses insetos nos produtos armazenados deprecia o produto qualitativamente e quantitativamente, causando perda de peso, depreciação do produto para consumo e perda do valor comercial.
Alimentação – ao infestarem produtos armazenados encontram alimento fácil em quantidade e qualidade, abrigo, temperatura e umidade favoráveis.
Reprodução – possuem elevado potencial reprodutivo e alta capacidade adaptativa.

caruncho


CIGARRA


cigarra

Características – há no mundo mais de 1.500 espécies de cigarra. Atingem 4 cm de comprimento contando com as asas e envergadura de até 10 cm. Corpo grande, boa visão. Macho e fêmea morrem antes do inverno. As cigarras são muito conhecidas pelo ruído estridulante (canto), um som emitido por um órgão localizado no abdomem dos machos para atraírem as fêmeas para o acasalamento. A cantoria é, na realidade, exclusividade dos machos, com o objetivo descarado de atrair as fêmeas para o acasalamento. Tanto que o próprio ato da cantoria já faz com que o órgão sexual do animal se projete para fora do corpo, prontinho para receber a parceira.

Habitat – áreas rurais e urbanas
Ocorrência – em todo o Brasil
Hábitos – passam a vida adulta nos galhos e troncos das árvores. Mudam de lugar somente para se abrigar do sol. Além de chamar as fêmeas para o ato de reprodução, o canto também serve para a identificação das espécies de cigarra. Há milhares delas e cada uma emite um som diferente
Alimentação – seiva, que ingerem em grande quantidade, mas retêm apenas o açúcar.
Reprodução – os ovos são postos nos galhos das árvores. Quando se abrem, as larvas caem no chão. Ficam sob o solo e alimentam-se da seiva das raízes das árvores, às vezes por vários anos para então, voltar á superfície e escalar uma árvore. Seu tegumento então se abre e deixa à mostra as asas. Só quando o clima esquenta e começam a cair as primeiras chuvas de verão, é que ela sai de seu esconderijo debaixo da terra, em busca de um parceiro(a).
Predadores naturais – pássaros e primatas
Ameaças – poluição e destruição das áreas verdes.


CIGARRINHA


Características – as formas jovens das cigarrinhas, chamadas de ninfas, ficam protegidas por uma espuma branca característica, semelhante a cuspe. Tanto as ninfas quanto os adultos apresentam coloração diversa, variando do verde claro ao preto com manchas vermelhas, pretas e amarelas. O tamanho dos adultos varia de espécie para espécie.
Habitat – áreas cultivadas
Ocorrência – em todo o Brasil
Hábitos – formam colônias numerosas com muitos indivíduos.
Alimentação – são insetos sugadores das gramíneas (pastagens, cana-de-açúcar, arroz, milho) . Atualmente as cigarrinhas tem sido responsáveis por grande redução na produção de carne e leite, seus danos variam de 15 a 100% dependendo da espécie da gramínea cultivada, manejo e condições climáticas.  
Reprodução – durante o período de seca permanece na pastagem na forma de ovo. Com o início do período chuvoso estes dão origem às ninfas, que são as formas jovens das cigarrinhas.
Predadores naturais – o controle biológico das cigarrinhas pode ser realizado com a utilização do fungo Metarhizium anisopliae.

cigarrinha


COCHONILHAS


cochonilha

Características – possuem a forma pequena e bastante diferente. As fêmeas não possuem asas e não se locomovem. Os machos têm apenas um par de asas ou, em alguns casos raros, também não as possuem. Estes se parecem com pequenos mosquitos e podem ser reconhecidos por não apresentarem peças bucais e pela presença de um prolongamento do abdômen. Podem causar prejuízos consideráveis. A coloração pode ser branca, marrom, avermelhada, verde ou enegrecida. Algumas possuem o corpo mole coberto por cera ou secreção parecida com o algodão. Outras apresentam carapaça dura e arredondada, enquanto algumas possuem o corpo com formato de vírgula. Secretam uma substância adocicada pelo ânus, derivada do excesso de seiva  da  planta  sugada  pelo inseto, o que

atrai formigas causando mais problemas para a planta. No local onde fica aderida esta substância cresce um fungo negro, denominado fumagina que prejudica o desenvolvimento normal da planta. As formigas ao passearem sobre esta substância açucarada acabam por espalhá-la ainda mais, possibilitando o aparecimento do fungo em diversos locais na planta.
Habitat – axilas das folhas, sob as folhas, nos ramos e troncos das árvores e até mesmo nos frutos e raízes.
Ocorrência – em todo o Brasil.
Hábitos – normalmente são gregárias, isto é, onde existe uma cochonilha existem outras.
Alimentação – seiva
Reprodução – o desenvolvimento das cochonilhas é bastante complexo. As fêmeas depositam ovos dos quais eclodem ninfas. Estas, quando no primeiro estágio, possuem pernas que propiciam a capacidade de locomoção e antenas. Depois da primeira muda (troca de pele) as pernas e antenas se atrofiam e o inseto torna-se séssil, isto é, fixa-se em um determinado local sem sair mais. Ali a ninfa secreta uma capa de cera ou semelhante a uma escama, que é denominada de carapaça. As fêmeas ficam sob essa carapaça onde depositam seus ovos, ou mesmo os jovens diretamente. Os machos desenvolvem-se da mesma maneira que as fêmeas, porém, no último estágio de ninfa, antes de tornarem-se adultos, as asas se desenvolvem.
Predadores naturais – pássaros


CUPIM


Características – os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem, sendo que restos fossilizados deste insetos já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos. Durante todo este período, os cupins têm desempenhado um papel fundamental no meio ambiente, na decomposição de matéria orgânico ao solo, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo. No entanto, desde que o homem começou a construir habitações ou estruturas de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria denominação "cupim" é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi e significando "montículo", em referência ao formato do ninho de uma determinada espécie de cupim encontrado no interior do Brasil. No Brasil temos cerca de 200 espécies, a maioria benéfica.
Habitat – locais úmidos, com matéria orgânica e fontes de celulose principalmente (raízes, árvores, restos de madeiras, etc.)
Ocorrência – em todo o Brasil.
Hábitos – são insetos sociais, ou seja, vivem em colônias que podem conter milhares de indivíduos Esta colônia de indivíduos é caracterizada pela especialização de funções, existindo indivíduos responsáveis por tarefas específicas tais como: buscar alimento, reprodução, botar ovos, defender o ninho, dentre outras. A especialização faz os indivíduos de uma colônia possuírem diferentes formas (morfologia diferenciada, polimorfismo), devidamente adaptadas à função que irão desempenhar. Desta maneira, um indivíduo especializado desempenha apenas um tipo de tarefa, fazendo com que exista uma completa interdependência entre os indivíduos de diferentes funções para a sobrevivência da colônia. Existem basicamente três tipos de funções ou castas de indivíduos em uma colônia: operários; s oldados e reprodutores alados. A casta dos operários é caracterizada por indivíduos responsáveis por todas as funções rotineiras da colônia, tais como obtenção de alimento, alimentação de indivíduos de outras castas, inclusive o rei e a rainha, construção e conservação do ninho (reparação por danos e limpeza), eliminação de indivíduos adoecidos ou mortos, cuidados com os ovos. Morfologicamente falando, os operários apresentam uma cor branco leitosa com a cabeça relativamente mais escura, não apresentando nenhum olho (tanto olhos compostos quanto olhos simples ou ocelos). Algumas espécies podem apresentar uma área pigmentada onde os olhos seriam tipicamente encontrados, no entanto todos os operários são cegos. As asas são ausentes, pois não necessitam das mesmas para o desempenho das funções a eles atribuídas. A casta dos soldados, por sua vez, tem a função de guarda do ninho e proteção dos operários durante a busca de alimentos. Morfologicamente apresentam corpo de cor branco leitosa, e são caracterizados pelas cabeças escuras desenvolvidas com

cupim
Cupim de madeira seca
Aleluia


Cupim de madeira seca


Cupim subterraneo

 

um par de mandíbulas também desenvolvidas. Semelhantemente aos operários, os soldados também não apresentam asas ou olhos (áreas pigmentadas na cabeça podem estar presentes na região onde os olhos estariam localizados). Como estruturas de defesa, além da potente mandíbula que pode esmagar, cortar ou golpear com enorme força e da cabeça dura e volumosa que pode obstruir passagens estreitas do ninho contra a penetração de inimigos naturais, os soldados de algumas espécies podem apresentar secreções de natureza tóxica ou viscosa e muito grudenta, através de uma estrutura na cabeça denominada fontanela (um tipo de poro que se interliga com a glândula frontal, responsável pela produção das secreções). A casta dos reprodutores alados representa os indivíduos responsáveis pela reprodução. Assim, esta casta é formada por indivíduos sexualmente definidos (machos e fêmeas), com o aparelho reprodutor desenvolvido. São os famosos siriris, siri-siris ou aleluias, que saem do ninho em um vôo de dispersão com o objetivo único de encontrar um local onde possam se reproduzir, formando outro ninho de cupins. Este fenômeno de dispersão é conhecido como revoada ou enxamagem e ocorre principalmente em épocas quentes e úmidas, normalmente no período da tarde, próximo ao anoitecer. Morfologicamente falando, para desempenharem a função de dispersão, apresentam dois pares de asas membranosas, úteis apenas durante o fenômeno de dispersão, caracterizadas por terem dimensões semelhantes. Quando não estão em uso, as asas repousam sobre o abdome do inseto. A cor das asas pode variar de claras e transparentes a escuras, sendo que é através das nervuras presentes nas asas que se identificam muitas espécies de cupins. A coloração do corpo dos alados varia de um marrom claro ao preto, dependendo da espécie. Apresentam olhos compostos e algumas espécies também apresentam olhos simples ou ocelos. Da mesma forma que os soldados, apresentam fontanela na cabeça.

Alimentação – existem muitas espécies de cupins e sua fonte de alimento pode variar bastante: comem madeira (celulose), digerindo a celulose às custas de um flagelado que vive em simbiose no seu aparelho digestivo, comem raízes de plantas ou fungos, por exemplo. O s cupins de madeira seca são os cupins que fazem o ninho na madeira seca, ou seja, a colônia encontra-se na madeira seca que, ao mesmo tempo, serve de abrigo e de alimento. No Brasil, uma das principais espécies invasoras de estruturas de madeiras secas é Cryptotermes brevis.
Reprodução – a população se desenvolve a partir de um ou dois casais sexuados. As larvas tornam-se soldados (que protegem o ninho) ou então operários (que constroem o ninho e alimentam a comunidade). O casal procriador perde suas asas após o acasalamento. Depois a rainha passa o tempo todo pondo ovos. Seu abdome pode ficar até 300 vezes maior. O trabalho do pequenino macho é fecundar a rainha de tempos em tempos. Após a revoada, quando pousam no solo para procurar um abrigo e formar novo ninho, os reprodutores alados forçam as asas contra a superfície e a quebram, pois já desempenharam o seu papel no vôo de dispersão. A parte basal da asa, que permanece junto ao corpo após a quebra das asas, é denominada escama alar. Se o casal não tiver se encontrado durante o vôo de dispersão, a fêmea, já no solo, libera um feromônio sexual que irá atrair o macho. Após ambos se encontrarem, partem para procurar um local seguro para o acasalamento. Após a identificação do abrigo (madeira seca) macho e fêmea se acasalam e iniciam a nova colônia dando início à postura de ovos. A partir daí são chamados de rei e rainha, ou casal real, da nova colônia. Quando inicia a postura, o abdome da rainha sofre uma hipertrofia, pois todos os ovos em desenvolvimento ficam em seu interior, aumentando de tamanho a medida que a fêmea aumenta sua capacidade de oviposição com o passar dos meses. O abdome da fêmea pode, assim, alcançar vários centímetros de comprimento, apresentando uma coloração branco leitosa. O macho permanece junto à fêmea, que necessita ser fecundada periodicamente e, por sua vez, apresenta uma leve hipertrofia em seu abdome. Dependendo da espécie de cupim, o casal real pode transitar livremente no ninho ou permanece confinado em uma câmara real, de onde jamais sairá. Para manter todos os indivíduos desta sociedade, o ninho desempenha um papel importante, oferecendo condições microclimáticas (temperatura, umidade, intempéries climáticas) adequadas e seguras a todos os indivíduos desta comunidade, protegendo-a contra inimigos naturais (predadores e parasitas). Ao conjunto formado pela comunidade (indivíduos) e pelo ninho (parte física), denominamos colônia. Assim, uma colônia pode ser formada de vários ninhos (ou sub-ninhos) no caso de compartilhar os mesmos indivíduos. Resumindo: o ciclo de vida destes insetos em: ovos, formas jovens (ou ninfas) e adultos. A rainha coloca ovos que se transformam nas formas jovens. As formas jovens, por sua vez, podem se diferenciar em operários, soldados e reprodutores alados que, como vimos, após se abrigarem em outro local, formam o casal real da nova colônia. Entre a forma jovem e a forma adulta, os cupins sofrem mudas para que possam se desenvolver, a este processo chamamos de ecdise ou muda. Em relação à longevidade dos cupins, o rei e a rainha podem viver até 30 anos. Durante todo o período de vida, a rainha irá colocar ovos e, para isso, necessita de acasalamento frequente do rei. A colônia como um todo, no entanto, pode viver para sempre uma vez que se o rei ou a rainha morrerem ou adoecerem, são prontamente substituídas pelos reprodutores de substituição que se encarregarão das funções de fecundação, do rei, ou de oviposição, da rainha. Os cupins subterrâneos são assim denominados por construírem seus ninhos no solo. De fato, estes cupins também podem construir seus ninhos em vão estruturais, como: caixões perdidos em edifícios, vãos entre lajes, paredes duplas, ou qualquer outro espaço confinado que exista em uma estrutura, seja ela uma residência, indústria ou comércio. Por esta razão, a denominação cupim subterrâneo não é a mais correta quando se trata deste grupo de cupins. No entanto, dada a universalidade da descrição e a familiaridade do termo entre pesquisadores da área, manteremos a mesma denominação para estes cupins no Brasil. A única restrição fica no fato de nos lembrarmos que, além do solo, estes cupins podem construir seus ninhos em vãos estruturais. Esta é uma característica que o diferencia dos cupins de madeira seca, cujos ninhos estão confinados à madeira infestada. Outra diferença é que os operários destes podem transitar em outros meios que não a madeira, em busca de alimento. O cupim de madeira seca, ao consumir toda a madeira que o abriga, se não tiver acesso a outra madeira em contato com a primeira, condena a sua colônia a morte. A vida útil da colônia está, assim, ligada à duração da fonte de alimento. Os cupins subterrâneos, podendo sair da colônia em busca de alimentos, não têm este problema, dada a fartura de elementos a base de celulose que se encontra na natureza ou nas proximidades do próprio ninho. O Coptotermes havilandi é uma das espécies de cupins denominados de cupins subterrâneos sendo, sem sombra de dúvida, a espécie invasora de estruturas de maior importância econômica no Brasil. O soldado desta espécie apresenta a cabeça arredondada, de cor amarelo claro, com mandíbulas proeminentes e dotados de um poro logo atrás das mandíbulas que é conectado a uma glândula cefálica, chamado de fontanela. Esta glândula produz um líquido viscoso do tipo cola que é usado para defesa, sendo excretado em grande volume (proporcionalmente) quando encontram-se em perigo. O soldado possui uma cabeça mais avantajada, necessária para sustentar as mandíbulas na defesa da colônia.  A rainha do cupim subterrâneo pode colocar cerca de 1000 ovos por dia. Os ninhos são volumosos e, normalmente, quando não construídos no solo, são construídos em locais ocultos e úmidos tais como em porões, caixões perdidos, paredes e lajes duplas, frestas em construções, poços de ventilação e de elevadores, espaços vazios abaixo do pisos, caixas de eletricidade e telefonia, etc. Este cupim não necessita de contato com solo para se desenvolver, desde que tenha contato com a água (há casos de infestação em prédios nos andares mais altos e nos logo abaixo não). No entanto, o foco principal pode estar no próprio solo. Estes cupins são tão vorazes que chegam a fazer 30 a 50 metros de galerias à procura de alimento.Também apresentam um comportamento ávido por espaços vazios, o que facilita a infestação de grandes construções ou instalações como caixas de luz, onde a madeira que suporta as chaves elétricas ou relógios de medição ficam protegidas do ambiente externo pelo vidro colocado nas caixas. O preenchimento dos espaços vazios é rápido e mesmo que não haja frestas, se o reboque se apresentar fresco ou estiver fraco, os cupins podem remover os mesmos da parede e construir a colônia. O crescimento da colônia é muito mais rápido do que o crescimento da colônia de cupim de madeira seca. O ninho formado por um casal apresenta, um ano após o acasalamento, cerca de 40 indivíduos entre soldados e operários. Apresentarem colônia muito grande consequentemente, as revoadas são de grande porte, envolvendo centenas de indivíduos. Ocorre normalmente entre as 17 e 20 horas, no início da primavera, quando a umidade favorece. Este período favorável para revoadas se estende de agosto a dezembro. Uma colônia madura de cupins subterrâneos desta espécie pode causar severos danos a uma estrutura em apenas três meses. Desta maneira é imprescindível que seja identificado o quanto antes uma infestação por cupim subterrâneo.
Predadores naturais – tamanduá, aves, répteis, pássaros, formigas e morcegos.



ESPERANÇA


esperança

Características – produzem som, e são ouvidas geralmente à noite. O som produzido pelas esperanças difere da dos grilos, pois parece um som estridente e não musical. Já o canto dos grilos é musical. Possuem antenas longas e as fêmeas possuem o ovipositor longo e semelhante a uma espada. Saltador de longas distâncias. Antenas mais longas que o corpo. Coloração, normalmente, verde. Possuem um par de asas inferiores fortes e que lhe permitem voar por quilômetros. Aparelho bucal mastigador, asas anteriores em tegmina e patas posteriores saltatórias.
Habitat – zonas rurais e urbanas, em áreas abertas ou em matas.
Ocorrência – em todo o Brasil
Hábitos – noturnos. I mitam folhas secas. A simulação chega a um grau de perfeição que as "folhas" contêm lesões e recortes nas bordas, como uma folha de verdade que foi roída ou atacada por fungos. Em certas esperanças, a imitação de folha é apenas a primeira defesa. Quando descobertas, elas abrem as asas e assustam o predador com um clarão de cores.
Alimentação – fitófagos (mastigadores), diversas espécies de plantas. Durante todo o verão, as esperanças comem e crescem.

Reprodução – a vida adulta da esperança só dura um verão. Quando chega o inverno, ela morre por causa do frio. Mas no fim do outono, antes de morrer, a fêmea põe ovos na terra, e estes conseguem sobreviver no frio do inverno. Na primavera, os filhotes da esperança, ou ninfas, emergem dos ovos.
Predadores naturais – pássaros, aves, primatas, lagartos, anfíbios.
Ameaças – destruição do habitat e agrotóxicos.


FORMIGA AÇUCAREIRA (Linepithema humile)


Características – considerada verdadeira praga, quando invade nossas casas. A picada provoca uma intensa dor local. São monomórficas, ou seja, não têm diferença de tamanho, que é de 2,5mm de comprimento. Apresenta somente um nó no pecíolo e coloração que vai do marrom claro ao escuro.
Habitat – nossas casas, muito adaptadas à convivência humana, vivem em qualquer buraquinho, espaço ou atrás de azulejos.
Ocorrência – principalmente na região sul do Brasil.

formiga
Hábitos – são muito resistentes a ataques com inseticidas, vassouras e panos porque possuem muitas rainhas, numa espécie de supercolônia. Se uma delas é morta, ainda sobram as outras.
Alimentação – embora onívoras, preferem nutrir-se com substâncias açucaradas.
Reprodução – a colônia pode conter milhares de operárias e o ninho pode ocupar vários locais. Este tipo de ninho é denominado polidômico. A colônia é poligínica (apresentam várias rainhas). O fato de expulsarem as outras espécies de formigas do território onde estabelecem seus ninhos, favorece sua dispersão, dificultando o controle.


FORMIGA CARPINTEIRA (Camponotus spp.)


Características – são polimórficas. As operárias maiores podem ser bastante grandes e são chamadas de soldados. Estas podem medir até 17mm de comprimento e as menores 3mm. As espécies variam em coloração sendo encontradas do amarelo claro ao preto. Possuem somente um nó na cintura e um círculo de pêlos na abertura anal. O mesossoma, quando observado de perfil, é arredondado. Algumas espécies expelem ácido fórmico, um líquido de odor característico.
Habitat – estruturas de madeira. Cascas de árvores, pilhas de madeira, batentes de portas , guarnições de janelas, forros, armários de madeira e até mesmo aparelhos eletrônicos.

Ocorrência – em todo o Brasil
Hábitos – podem apresentar colônias monogínicas e poligínicas. As colônias podem apresentar milhares de operárias. Algumas espécies possuem hábito noturno enquanto outras são observadas forrageando durante o dia.
Alimentação – variedade de alimentos, desde substâncias adocicadas até insetos.
Reprodução – ocorre durante o vôo nupcial. Colônias satélites são comuns em todas as espécies onde apresentam larvas de estágios mais avançados, pupas e, algumas vezes, reprodutivos alados. A colônia principal localiza-se normalmente fora das edificações e contém a(s) rainha(s). Faz seus ninhos em madeira morta, mas podem também fazê-los em troncos de árvores, porém não se alimentam da madeira. Também fazem seus ninhos dentro das casas, aproveitando falhas na estrutura, podendo ser encontradas em vigas de madeira e molduras de porta. Podem ser encontradas dentro de aparelhos eletrônicos.
Predadores naturais – insetos, pássaros, aves, primatas, anfíbios e répteis.


FORMIGA CORREIÇÃO (Labidus praedator)


Características – este nome lhe é atribuído porque são vistas comumente após fortes chuvas, em marcha, predando outros insetos, entretanto, seu carreiro normalmente é subterrâneo e milhões de formigas podem estar passando debaixo de seus pés, sem serem notadas.
Hábitos – corta as pernas de suas presas para mantê-las imóveis e, desta forma, ter um suprimento de alimento por tempo relativamente longo (uma forma de despensa para as formigas). As colônias podem ter mais de 2 milhões de indivíduos, divididos em várias castas, sendo que os maiores são soldados, que podem morder de forma a cortar facilmente a pele humana.

Alimentação – seu atributo de predadora (que valeu o nome da espécie mais comum), é conhecido pelos habitantes rurais, que as toleram, considerando a invasão de suas casas, mais uma benção do que um castigo, pois fazem um eficiente serviço de “desinsetização”, comendo baratas, aranhas e até barbeiros.


FORMIGA-DE-EMBAÚBA (Azteca sp.)


Características – formigas pequenas, normalmente de coloração preta ou marrom, que habitam os espaçosos internódios do tronco e galhos da embaúba ou imbaúba (Cecropia). São agressivas e suas picadas bastante doloridas.
Habitat –
Mata Atlântica e florestas tropicais
Ocorrência – todo o Brasil
Hábitos – vive em simbiose com a embaúba. Se observar o pecíolo da folha de embaúba, há uma parte branca e saliente, onde podem ser vistas as glândulas, através do microscópio. Essas glândulas produzem secreção doce – mel que atrai as formigas, e contem o glicogênio.As formigas  se  alimentam  desse  mel  e  vivem  entre os nós dos galhos de

embaúba. Em compensação, protegem a embaúba do ataque de saúva e outros vermes ou insetos nocivos. Essas glândulas que segregam o mel, são chamadas por "corpúsculo de Mueller". Quando perturbadas, saem às centenas para defender sua moradia, mordem e secretam toxina de cheiro parecido com solvente de borracha que causa irritação, e se cheirado pode causar reação alérgica em algumas pessoas.
Alimentação – substância adocicada produzida pela embaúma.


FORMIGA FANTASMA (Tapinoma melanocephalum)


Características – operárias pequenas, de 1,3 – 1,5 mm de comprimento, um nó na cintura, gáster (abdomem) e cintura claros, mesossoma e cabeça escuros. Antenas com 12 segmentos. As pernas, cabeça e mesossoma são escuros e as pernas e gáster são amarelos.
Habitat –
dentro e fora das residências, atrás de azulejos, de batentes e rodapés, e mudam de local com freqüência. Necessita de muita umidade para sobreviver, assim são muito observadas sob ou sobre pias de cozinhas e banheiros, tanques de lavar roupa, etc. Vasos de flores podem abrigar ninhos da formiga fantasma, assim como debaixo de pedras, pilhas de objetos e em contato com o solo úmido. É muito comum nos hospitais brasileiros, podendo carregar vários tipos de bactérias.
Ocorrência – em todo o Brasil
Hábitos – andam em ziguezague, fazem trilhas irregulares, não apresentam vôo nupcial.
Alimentação – fora de casa alimentam-se de insetos e da substância açucarada produzida por insetos sugadores. Preferem alimentos adocicados. São  freqüentemente

encontradas nas cozinhas e banheiros. Os armários com alimento são o primeiro lugar onde procurar esta espécie de formiga. Alimentos fechados podem conter as formigas.
Reprodução – ninhos pouco estruturados. É poligínica e reproduz-se basicamente por fragmentação, quando uma ou mais rainhas reprodutivas migram da colônia original juntamente com as crias e operárias para novos locais. As colônias são de tamanho médio a grande e podem estar subdivididas.

 

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