institucional educacao conservacao ecoacao cultura ecoligado


FORMIGA LAVA PÉS (Solenopsis spp.)


formiga

Características – são polimórficas, possuem dois nós na cintura e as operárias variam de 3mm a 7mm. As antenas possuem 10 segmentos sendo os dois últimos maiores que os anteriores. A coloração varia do marrom avermelhado ao preto. Picam dolorosamente.
Habitat – ninhos em locais abertos e com muita incidência de sol. São comumente encontradas em calçadas, gramados e canteiros. Seu ninho consta de um murundu de terra solta que quando mexido observa-se um grande número de operárias e larvas. Podem infestar fiações, aparelhos elétricos e cabines de eletricidade.
Ocorrência – em todo o Brasil
Alimentação – todo tipo de alimento
Reprodução – monogínica e reproduz-se basicamente por vôo nupcial. Os ninhos formam um murundum de terra solta.



FORMIGA LOUCA (Paratrechina longicornis)


Características – são polimórficas. As operárias maiores podem ser bastante grandes e são chamadas de soldados. Estas podem medir até 17 mm de comprimento e as menores 3mm. As espécies variam em coloração sendo encontradas do amarelo claro ao preto. Possuem somente um nó na cintura e um círculo de pêlos na abertura anal. Antenas longas. As operárias andam irregularmente, quase em semicírculos, daí a origem do seu nome (louca).
Habitat – Fazem ninhos fora e dentro dos prédios, atrás de pedras usadas em revestimentos de paredes e nas calçadas, atrás de janelas e forros de estuque. Procurando sempre por temperatura alta e adequada para o desenvolvimento da cria.

Hábitos – algumas espécies possuem hábito noturno enquanto outras são observadas forrageando durante o dia.
Alimentação – variedade de alimentos, desde substâncias adocicadas até insetos.
Reprodução – a s colônias podem apresentar milhares de operárias. A reprodução ocorre pelo vôo nupcial.


FORMIGA QUEMQUEM (Acromyrmex spp.)


Características – são formigas cortadeiras, ou seja, cortam material vegetal (folhas e flores). As operárias da quenquém cortam os vegetais levando os pedaços para dentro do formigueiro, onde existe um fungo que as formigas cultivam. As operárias, então, picam em pequeninos pedaços o material vegetal e o inserem no meio do fungo, que vive deste substrato. No Brasil são encontradas as seguintes espécies de quenquéns: Acromyrmex ambiguus (quenquém-preto-brilhante), Acromyrmex aspersus (quenquém-rajada), Acromyrmex coronatus (quenquém-de-árvore), Acromyrmex crassispinus (quenquém-de-cisco), Acromyrmex diasi, Acromyrmex disciger (quenquém-mirim e formiga-carregadeira), Acromyrmex heyeri (Formiga-de-monte-vermelha), Acromyrmex hispidus fallax  (Formiga-mineira),  Acromyrmex  hispidus  formosus,   Acromyrmex

hystrix (quenquém-de-cisco-da-Amazônia), Acromyrmex landolti balzani (Boca-de-cisco, formiga rapa-rapa, formiga-rapa e formiga meia-lua), Acromyrmex landolti fracticornis , Acromyrmex landolti landolti, Acromyrmex laticeps laticeps (Formiga-mineira e formiga-mineira-vermelha), Acromyrmex laticeps migrosetosus (quenquém-campeira), Acromyrmex lobicornis (quenquém-de-monte-preta), Acromyrmex lundi carli , Acromyrmex lundi lundi (Formiga-mineira-preta, quenquém-mineira e quenquém mineira-preta), Acromyrmex lundi pubescens , Acromyrmex muticinodus (Formiga-mineira), Acromyrmex niger, Acromyrmex nobilis, Acromyrmex octospinosus (Carieira e quenquém-mineira-da-Amazônia), Acromyrmex rugosus rochai (Formiga-quiçaçá), Acromyrmex rugosus rugosus (Saúva, formiga-lavradeira e formiga-mulatinha), Acromyrmex striatus (Formiga-de-rodeio e formiga-de-eira), Acromyrmex subterraneus bruneus (quenquém-de-cisco-graúda), Acromyrmex subterraneus molestans (quenquém-caiapó-capixaba), Acromyrmex subterraneus subterraneus (Caiapó). Muitas pessoas confundem as saúvas com as quenquéns que também são formigas cortadeiras. Para diferenciá-las basta observar o número de pares de espinhos presentes no mesossoma. As quenquéns possuem quatro pares de espinhos e as saúvas três. Cabeça um pouco alongada. As operárias da quenquém são polimórficas e seu tamanho varia de 2,0 a 10,5 mm. Operárias de coloração diferente podem ser observadas dentro do mesmo ninho. As rainhas e machos das quenquéns não têm nomes comuns como as da saúva e ambos são responsáveis pela reprodução da colônia. A biologia das quenquéns é pouco conhecida.
Habitat – áreas de matas, abertas ou de lavouras
Ocorrência – em todo o Brasil
Alimentação – envoltas na cultura de fungo são encontradas as larvas que dele se alimentam. Cortam principalmente florestas cultivadas de pinus e de eucaliptos, além de citrus, para produzirem fungos.
Reprodução – os ninhos das quenquéns não são facilmente visualizados como os das saúvas. Podem ser cobertos por palha, terra e fragmentos de vegetais. Algumas espécies fazem montes de terra solta que são bem menores que os das saúvas.


FORMIGA SAÚVA (Atta spp.)


Características – é uma formiga cortadeira, ou seja, corta material vegetal (folhas e flores). No Brasil ocorrem as seguintes espécies: Atta capiguara (saúva parda), Atta sexdens (saúva limão), Atta bisphaerica saúva mata-pasto, Atta laevigata (saúva cabeça de vidro), Atta robusta (saúva preta), Atta silvai e Atta vollenweideri . Muitas pessoas confundem as saúvas com as quenquéns que também são formigas cortadeiras. Para diferenciá-las basta observar o número de pares de espinhos presentes no mesossoma. As saúvas apresentam três pares de espinhos e as quenquéns quatro pares. Cabeças grandes, cor avermelhada.As operárias possuem cabeça brilhante. As operárias da saúva são polimórficas e são divididas em jardineiras, cortadeiras e soldados. Todas são fêmeas estéreis. As jardineiras são as menores e têm como função triturar pedaços de vegetal e colocá-los à disposição do fungo. As cortadeiras são as de tamanho médio. Elas cortam e carregam os vegetais para dentro do formigueiro. Os soldados são os maiores com a cabeça bastante grande. Cortam as folhas auxiliando as cortadeiras, porém têm como função principal proteger a colônia de inimigos naturais. A rainha das saúvas é chamada de içá ou tanajura. Ela é muito maior que as operárias e facilmente distinguida do resto da colônia. Apenas uma saúva ocorre por formigueiro e quando esta morre em poucos meses o formigueiro se extingue. Os machos são menores que as rainhas e são chamados de bitus. Sua cabeça e mandíbulas são distintamente menores do que as da rainha, sendo assim facilmente identificados.

saúva

Habitat – áreas de matas, áreas abertas e de lavouras.
Ocorrência – em todo o Brasil
Alimentação – as operárias da saúva alimentam-se basicamente da seiva que as plantas liberam enquanto estão sendo cortadas. Pedaços de material vegetal são levados até o formigueiro onde existe um fungo que as formigas cultivam. As operárias então picam em pequeninos pedaços o material vegetal e o inserem no meio do fungo, que vive deste substrato. Envoltas neste fungo são encontradas as larvas que dele se alimentam.
Reprodução – a fundação de novas colônias se faz pelo vôo nupcial que ocorre nos meses de outubro a dezembro. Os ninhos das saúvas são, na maioria das vezes, de fácil visualização. Encontram-se sempre no solo e são formados por montes de terra solta. Sobre estes montes e fora deles podem ser observados vários orifícios, denominados olheiros, por onde as formigas têm acesso ao interior do ninho. Dentro do formigueiro as formigas escavam várias câmaras que são interligadas por galerias. Nestas câmaras podem ser encontrados câmaras com fungo e com lixo e formigas mortas. A câmara onde fica a rainha é denominada câmara real.
Predadores naturais – aves, pássaros, lagartos, anfíbios, mamíferos.


GAFANHOTO (Rhammatocerus schistocercoides)


gafanhoto

Características – espécie de tamanho grande com a coloração variável  de verde a marrom, ou ambas.
Habitat – savanas herbáceas (campo) e de savanas arborizadas (campo cerrado e cerrado).
Ocorrência – no Brasil temos o chamado gafanhoto do Mato Grosso que já foi localizado na Amazônia, Rondônia, Colômbia, Bolívia, Peru, México, Costa Rica, Uruguai. A área brasileira de ocorrência deste gafanhoto é a zona da Chapada dos Parecis.
Hábitos – comportamento gregário chama muito a atenção. Os enxames voam em baixa altitude (1 a 5 metros acima do solo) com uma densidade

do enxame pousado em 250 a 500 adultos/m2 e em vôo não ultrapassando a 3 insetos/m3 . São considerados de fraca capacidade migratória pela baixa capacidade de vôo e deslocamento diário (50m para ninfas de 5º estágio). Comportamento de vôo é em função da direção do vento.
Alimentação – fitófago, causando prejuízos em áreas de lavouras.
Reprodução – durante o seu desenvolvimento (forma jovem) ocorrem de 8 a 9 estágios. O gafanhoto possui apenas uma geração por ano, as ninfas desenvolvem-se lentamente na estação das chuvas e chegando a fase adulta se reproduzem no começo da estação chuvosa seguinte.
Predadores naturais – formigas, pássaros e índios que os consometorrados ou sob a forma de farinha.


GRILO


Características – insetos saltadores, com aparelho bucal mastigador, que se caracterizam pelos machos possuírem órgãos estridulatórios nas asas anteriores, produzindo som pelo atrito das tégminas. A lgumas vezes os grilos podem causar danos a tecidos, principalmente os de seda e lã. Ocasionalmente um grande número de grilos pode entrar nas residências atraídos pela luz acesa durante a noite. Seu canto tem bastante sonoridade, mas para algumas pessoas chega a ser perturbador. Diferem dos gafanhotos por apresentarem as antenas longas. Os grilos jovens são bastante semelhantes aos adultos e podem ser reconhecidos por não apresentarem asas.

grilo
Habitat – áreas urbanas e rurais.
Ocorrência – em todo o Brasil.
Alimentação – tanto os adultos quanto os jovens possuem hábito alimentar semelhante. Ambos alimentam-se de diversas espécies de plantas.


JOANINHA


joaninha

Características – são conhecidas várias espécies de coleópteros da família dos coccinelídeos, de porte pequeno e normalmente de cores vistosas. O adulto tem um formato oval e tem coloração brilhante.
Habitat – áreas de lavouras, matas, jardins de áreas urbanas e rurais.
Ocorrência – em todo o Brasil
Alimentação – predadora em todas suas fases (larval e adulto), e tem como sua principal fonte de alimentação, pulgões e cochonilhas, mas algumas espécies podem se alimentar de plantas. São insetos extremamente úteis, pois controlam as populações destes que são tidos como pragas nas lavouras.
Reprodução – suas larvas são um pouco achatadas e alongadas, e são cobertas por tubérculos ou espinhos, e apresentam também faixas de cores.
Predadores naturais – pássaros, aves, anfíbios e répteis
Ameaças – agrotóxico



LIBÉLULA (Erythrodiplax fusca)


Características – corpo alongado e fino. Apresentam a cabeça desenvolvida, flexível, com 1 par de olhos compostos grandes, que ocupam grande parte da cabeça. Apresentam 3 ocelos e antenas curtas (setáceas). As peças bucais são do tipo mastigador, modificadas para apreensão de presas. Mandíbulas são providas de dentes, as maxilas apresentam espinhos e os palpos não segmentados. Os palpos labiais são modificados em 2 grandes lobos, cada um com 1 gancho móvel, terminando em um espinho. Meso e metatórax fundidos, formando o pterotórax, o qual apresenta 2 pares de asas membranosas, com rica venação (constitui um importante caráter taxonômico), geralmente transparentes, muito semelhantes em tamanho. As ninfas são aquáticas, com brânquias internas ou externas. Pernas são relativamente curtas, adaptadas para  segurar  as presas  e  para a cópula, não sendo utilizadas

libélula
para caminhar. O abdome é alongado e cilíndrico. Apresenta 10 segmentos. Em ambos os sexos o segmento terminal apresenta 1 par de apêndices anais. Os machos possuem os esternos dos segundo e terceiro segmentos modificados em genitália. Fêmeas com ovipositor desenvolvido. V ôo poderoso e muito ágil. Base das asas posteriores mais largas que as anteriores. Os adultos em repouso têm as asas afastadas e estendidas na horizontal, por vezes dirigidas para frente.
Habitat – áreas urbanas e rurais, jardins, margens de matas próximas à água.
Ocorrência – em todo o Brasil
Hábitos – atividade tipicamente diurna, mas eventualmente crepuscular e mesmo noturna. Em geral apresentam comportamentos complexos de corte e defesa de territórios.
Alimentação – completamente inofensivos para o ser humano, também exercem uma ação purificadora sobre o ambiente. Eles são predadores insaciáveis de moscas, mosquitos, besouros, abelhas, vespas que apanham em vôo e, em alguns momentos, se alimentam da sua própria espécie. Só por isto já deviam merecer um pouco mais da nossa atenção.
Reprodução – voam em grandes bandos pelos leitos dos rios para efetuarem a sua desova. A cópula pode ocorrer várias vezes num mesmo dia, no ar ou sobre algum substrato. Os machos seguram as fêmeas e a transferência de esperma ocorre pelo contato das genitálias, através de flexão do abdome da fêmea. Ocorre comportamento de corte, envolvendo estímulos táteis, químicos e visuais. Os ovos e as larvas deste inseto se desenvolvem na água. As fêmeas depositam os ovos no interior de plantas aquáticas ou na superfície de rios, lagos e pântanos. Em geral, o estágio de ninfa dura de 6 a 18 meses, com extremos conhecidos de 8 a 10 semanas. As formas jovens das odonatas vivem escondidas entre vegetação submersa, entre a vegetação das margens ou sobre pedras. As larvas desses insetos dependem do oxigênio contido na água para sua respiração, por isso a preferência por águas bem oxigenadas e límpidas.
Predadores naturais – pássaros, aves, peixes, répteis e anfíbios.
Ameaças – no momento que o meio encontra-se poluído, baixa o nível de oxigênio, ocasionando um desequilíbrio da espécie. Por isso serve como bioindicador da qualidade ambiental do local que em que encontram. Poluição e destruição do habitat. Fêmeas adultas também podem ser atacadas quando depositando seus ovos na água e tanto machos quanto fêmeas podem ser predados por aranhas, vespas e pássaros insetívoros. Os ovos podem sofrer ataque de hymenópteros parasitóides.


LOUVA DEUS (Mantis religiosa)


louva_deus

Características – cabeça triangular, se movimenta facilmente, com antenas curtas e delgadas. Coloração verde ou castanho. Fêmea mede em torno de 5 cm de comprimento. Ele tem olhos muito desenvolvidos e por isso, enxerga muito bem, o que ajuda quando precisa caçar para se alimentar. Suas patas dianteiras são usadas para caçar. O louvadeus fica parado nas plantas esperando. Quando um outro inseto chega perto, ele rapidamente pega este mosquito ou borboleta com suas patas. Tem este nome justamente porque enquanto espera outro inseto fica com as patas paradas como se estivesse rezando. As patas traseiras (pernas) são muito fortes e usadas para andar, pular e ajudar quando vão voar. Nas plantações, ajuda a combater os insetos que destroem as plantas.
Habitat – matas e áreas de muita vegetação

Ocorrência – em todo o Brasil
Hábitos – conseguem se confundir com as plantas por causa de sua cor e por ficarem imóveis por longos períodos de tempo. Isso é importante para que não sejam comidos por outros animais, como pássaros e morcegos.
Alimentação – carnívoro, se alimentando de outros insetos como mosquitos.
Predadores naturais –
aves, pássaros, primatas
Ameaças – destruição do habitat.


MAMANGABA (Bombus sp.)


Características – são também conhecidas por mangangá, mangava, mangaba, abelhão, bombolini, vespa-de-rodeio, vespão. S ão as grandes abelhas solitárias ou sociais e bastante peludas . A maioria é preta e amarela e quando voam emitem um zumbido alto. São polinizadoras importantes e contribuem para a manutenção de muitas espécies de plantas nativas, sendo essenciais para a polinização dos maracujás, por exemplo. Como são nativas e de grande importância nos ecossistemas.
Habitat – áreas rurais e urbanas, matas, margem de matas.
Ocorrência – em todo o Brasil
Hábitos – raramente picam, a não ser que as seguremos com as mãos. Apesar de terem o tamanho avantajado são extremamente dóceis, possibilitando que as observemos coletando o néctar e pólen das flores.

mamangaba
Alimentação – néctar e pólen.
Reprodução – nidificam no solo ou em madeira seca. Seus ninhos são encontrados no solo ou em ocos de árvores e em algumas épocas do ano as mamangavas são observadas em grande quantidade.
Ameaças – agrotóxicos


MARIMBONDO (Trypoxylon figulus)


marimbondo

Características – insetos muito comuns no nosso dia-a-dia. Atuam na polinização das plantas e também fazem o controle de pragas agrícolas uma vez que utilizam-se de insetos para alimentar as crias. Portanto, é bastante útil preservá-los. São atraídos por carne, peixes, sucos de frutas e xarope de gengibre. Vistos como inimigos devido a suas ferroadas doloridas e combatidos com fogo e inseticidas, os marimbondos têm seu lado bom. Essa influência positiva sobre o meio ambiente levou pesquisadores a desenvolver estudos para aproveitar os marimbondos no controle biológico de pragas. Marimbondo é o nome comum para designar himenópteros (vespas) das famílias Vespidae, Pompilidae ou Sphecidae. Existem espécies solitárias e sociais. Os marimbondos (vespas) solitários fazem seus ninhos das mais  diversas formas, mas a maioria caça lagartas

e leva para dentro de seus ninhos para servirem de alimento às larvas. Identifica-se um marimbondo solitário, pois, na maioria das vezes, possuem coloração preta com manchas amarelas e variam de 10 a 25 mm de comprimento. Contribuem para a polinização das plantas e também fazem o controle de pragas agrícolas uma vez que utilizam-se de insetos para alimentar as crias. Portanto, é bastante útil preservá-los na propriedade.
Habitat – áreas rurais e urbanas, matas, cerrados.
Ocorrência – em todo o Brasil.
Hábitos – diurnos.
Alimentação – insetos como cupins, formigas, lagartas, gafanhotos e mosquitos, entre eles o Aedes egypti , transmissor da dengue e aranhas. Os adultos alimentam-se de néctar das plantas e picam dolorosamente. Os marimbondos são atraídos por carne, peixes, sucos de frutas e xarope de gengibre. Essa influência positiva sobre o meio ambiente levou pesquisadores a desenvolver estudos para aproveitar os marimbondos no controle biológico de pragas.
Reprodução – fazem ninhos que consistem de várias células hexagonais que ficam dentro de um envelope semelhante ao papel. Podem instalar-se em locais abertos, presos a galhos, sob telhados ou qualquer outro local protegido.
Predadores naturais – pássaros, aves.


MARIPOSA


Características – também conhecidas por bruxas, as mariposas pertencem à Ordem Lepidoptera, mesmo grupo das borboletas. Apresentam 4 fases distintas em seu desenvolvimento: ovo, lagarta - fase jovem, crisálida - transformação e mariposa - fase adulta. Na cabeça tem 1 par de antenas, 1 par de olhos compostos (formados por várias lentes) e a boca, na forma de um canudinho usado para sugar o néctar das flores. No tórax tem 6 patas e em geral 2 pares de asas. No abdômem encontram-se os órgãos vegetativos e reprodutivos. Diferenciamos uma mariposa de uma borboleta porque as mariposas têm hábito noturno, voam à noite, possuem corpo volumoso, quando pousam as asas permanecem abertas e as antenas são filiformes (em forma de fio), isto é, todos os segmentos (artículos) apresentam o mesmo diâmetro, da base até o ápice, semelhante a um fio ou plumosas (em forma de pena), em geral com cores escuras, embora haja exceções. Quando em repouso, as mariposas mantém as asas estendidas horizontalmente para os lados. As borboletas têm hábito diurno, voam durante o dia e quando pousam mantém as asas fechadas, perpendiculares ao corpo e as antenas são clavadas, isto é, o último artículo, o da ponta, tem forma de clava parecendo um mini taco de golfe. Possuem asas de cores brilhantes e variadas. Em média, uma mariposa ou borboleta vivem 2 semanas, variando com a espécie. Algumas podem viver por 2 dias, enquanto outras podem viver por 6 meses a um ano. Suas asas podem ter cores que imitam (mimetizam) as espécies de plantas ou de outras borboletas ou mariposas tóxicas e assim acabam sendo protegidas dos predadores. Algumas borboletas e mariposas possuem cores semelhantes às do ambiente, ficando "camufladas" e portanto menos visíveis para os predadores.
Habitat – áreas rurais e urbanas, matas, jardins.

mariposa

Adeloneivaia subangulata

Arsenura biundata


Ascalapha odorata


Automeris naranja

Ocorrência – são encontradas em todos os continentes, exceto na Antártida.
Hábitos – noturnos.
Alimentação – néctar e substancias adocicadas.
Reprodução – a ssim que saem da crisálida, as mariposas estão prontas para reproduzir. Os machos localizam as fêmeas visualmente e através de feromônios (hormônios produzidos pelos animais para atrair o sexo oposto). Se a fêmea aceita o macho, eles unem a parte final de seus abdômens e se mantém assim por algum tempo, permanecendo em um mesmo lugar ou realizando pequenos vôos. Durante este período, o macho passa para a fêmea um "pacote de esperma" chamado espermatóforo, o qual irá fertilizar os ovos. A lagarta é a fase da vida do inseto na qual ocorre o crescimento e acúmulo de reservas, mas a lagarta não se reproduz. A mariposa (adulta) é a fase de reprodução, postura de ovos e dispersão, portanto é nesta fase que ocorre a produção de novos indivíduos e a colonização de novos ambientes.
Predadores naturais – pássaros, aves, répteis e anfíbios.
Ameaças – destruição do habitat, poluição, caça indiscriminada, agrotóxicos. Borboletas, mariposas e suas lagartas, necessitam de plantas e ambientes específicos para sua sobrevivência e por essa razão são especialmente vulneráveis à degradação ambiental. Em todo o mundo, há várias espécies sob risco de extinção. No Brasil, segundo o IBAMA, Portaria nº 1522/1989 e nº 45-n/1992 a lista oficial de espécies da fauna brasileira ameaçada de extinção, inclui 25 borboletas, das quais 4 são consideradas extintas.


Caio romulus

Citheronia brissotti brissotti

Citheronia laocon


Eacles ducalis

Eumorpha fasciatus fasciatus

Isognathus caricae


Othorene cadmus

Procitheronia principalis

Protambulix strigilis


Pseudoautomeris hubneri

Rothschildia aurota speculifer

Rothschildia hesperus betis


MOSCA (Musca domestica)


mosca

Características – é uma espécie não picadora, provida de tromba mole. É vetor de inúmeras doenças, como cólera, febre tifóide e disenteria. É atraída para os diferentes locais através do cheiro, que é disperso pelo vento.
Habitat – muito encontradas em áreas rurais e urbanas.
Ocorrência – em todo o Brasil.
Hábitos – cosmopolitas. Têm maior atividade nas horas mais quentes do dia e à noite passa um longo período de repouso, pousada em fios, cercas, vegetações, etc. Esse período de descanso pode ser "comparado" ao sono do homem ou de animais, entretanto dormir é uma característica que não se aplica às moscas, tampouco a outros insetos, elas apenas repousam, não fecham os olhos, deitam, sonham, etc. Vários estudos demonstraram que a mosca doméstica pode levar os bacilos da febre tifóide (Salmonella typhosa) nas pernas, corpo, tromba ou expulsá-la pela regurgitação ou nas fezes. Pode transmitir ainda diarréia, conjuntivites, lepra, tuberculose, tifo,  gonorréia,  erisipelas,  cólera, meningite cérebro-

espinal, peste bubônica, entre outras. Muitas doenças causadas por vírus também podem ser transmitidas pela mosca doméstica, tais como, varíola, poliomielite, oftalmia purulenta, etc. Veiculam ainda protozoários, podendo causar a disenteria amebiana, além de vermes, pois trazem seus ovos quando pousam em fezes humanas ou esterco de animais e logo a seguir entram em contato com o alimento humano.
Alimentação – alimenta-se de quase todo tipo de restos alimentares, estrume e líquidos, como sucos, sangue, chorume do lixo, etc. Suas larvas também não são exigentes no quesito alimentação, evoluindo rapidamente até a fase adulta, que é alcançada em aproximadamente uma semana, no verão.
Reprodução – ovos são brancos e ovóides, com uma das extremidades mais larga, medindo cerca de 1mm de comprimento. Cada fêmea coloca por volta de 120 a 150 ovos de cada vez, sendo depositados em substâncias orgânicas, como lixo, esterco ou qualquer outro tipo de matéria orgânica em decomposição. Os ovos demoram geralmente de 8 a 24 horas para a eclosão das larvas, dependendo da temperatura. As larvas recém eclodidas são brancas e muito ativas e passam por 3 estágios de desenvolvimento, também denominados estádios ou ínstares. É na fase larval que a mosca cresce, assim, o tamanho da mosca adulta depende do tamanho máximo que a larva alcançar. Podem pupar na própria matéria orgânica em decomposição ou abandonam o lugar onde vinham se alimentando e procuram um local mais seco, como a terra fofa ou arenosa, onde penetram. O pupário, no qual encontra-se a pupa, é endurecido, escuro e tem forma de um pequeno barril. No verão a fase de pupa dura de 3 a 6 dias, mas nos dias mais frios este período pode ser prolongado, chegando a várias semanas. Assim que a mosca completa sua transformação para o estágio adulto, que ocorre dentro da pupa, a mosca abre uma das extremidades do pupário com a cabeça, estende suas asas e sai. As fêmeas copulam logo após a emergência ou 24 horas depois. Iniciam a postura dos ovos após 2 ou 3 dias, sendo que este período pode se prolongar até o vigésimo dia após a emergência. Uma fêmea pode fazer até 6 posturas, depositando a média de 400 a 900 ovos durante toda a sua vida.
Predadores naturais – aves, pássaros, aracnídeos, répteis e anfíbios.


MOSCA VAREJEIRA (Chrysomya sp.)


Características – a limentar-se de um produto onde pousaram estas moscas pode ocasionar doenças e parasitas intestinais, bem como poliomielite. São vetores de doenças por via mecânica.
Habitat – são encontradas nos lixões, abatedouros, pocilgas e nas feiras livres, onde existe carne de peixe e frango expostas.
Ocorrência – foram observadas pela primeira vez no Brasil em 1975. Desde então encontra-se distribuída em todo o país.
Alimentação – restos de comida, matéria orgânica em decomposição, substâncias adocicadas, etc.
Reprodução – os ovos podem ser depositados sobre outros dípteros e sobre animais ou o homem. A larva penetra na pele quando esta possui alguma ferida, sendo incapaz de penetrar na pele sã. A larva se alimenta das exsudações da ferida (pus e outras secreções). Uma vez madura a larva abandona o hospedeiro e cai no solo penetrando dentro da terra.
Predadores naturais – pássaros, aves, anfíbios e répteis.


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