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MOSCA DE BANHEIRO (Psychoda sp.)


mosca

Características – também conhecidas por moscas dos filtros. São aquelas comumente encontradas no banheiro das residências. A sa de ponta arredondada. Os adultos são pequenos, variando de 3 a 5 mm de comprimento, de coloração enegrecida e não têm a capacidade de picar. Não existem registros de doenças transmitidas ao ser humano por estas mosquinhas. Tamanho de 1,5 a 5 mm, coloração acinzentada, com longevidade de 2 semanas.
Habitat – locais úmidos, ralos e banheiros
Ocorrência – em todo o Brasil
Hábitos – costumam pousar nas paredes e até mesmo em nosso corpo quando estamos no banheiro.
Alimentação – fungos que se desenvolvem em seus habitats.
Reprodução – seus ovos são depositados nas paredes dos ralos, próximo à superfície da água. Se criam nos encanamentos e ralos das residências, chegando a causar desconforto aos habitantes.
Predadores naturais – aracnídeos



MOSQUITO DA DENGUE (Aedes aegypti)


Características – espécie nativa da África e foi descrita originalmente no Egito. É uma das espécies responsáveis pela transmissão do dengue e febre amarela (arboviroses). Possui coloração escura e manchas brancas pelo corpo. As fêmeas picam preferencialmente ao amanhecer e próximo ao crepúsculo, mas podem picar em qualquer hora do dia. Elas podem picar qualquer animal, mas o homem é o mais atacado. Esta espécie abandona o hospedeiro ao menor movimento, passando, desta forma, por vários hospedeiros disseminando-se assim a doença.
Habitat – locais onde normalmente são encontradas suas larvas são: pneus, pratos de vasos, latas, garrafas, caixa d'água e cisternas mal fechadas, latas, vidros, vasos de cemitério, piscinas, lagos e aquários abandonados, entre outros.

mosquito
Ocorrência – todo o Brasil
Hábitos – diurnos.
Alimentação – hematófago
Reprodução – utiliza recipientes artificiais com água parada para depositar seus ovos que são fixados acima do nível da água. Estes resistem a longos períodos de dessecação, o que permite que seja transportado facilmente de um local para o outro.
Predadores naturais – pássaros, aves, anfíbios, répteis.


MOSQUITO PÓLVORA ou MARUIM (Culicoides furens)


maruin

Características – também conhecidos como borrachudos, são mosquitos pequenos, entre 1 e 2 mm de comprimento, com coloração escura, com peças bucais picadoras curtas, antenas longas e pilosas nas fêmeas e plumosas nos machos. As asas têm venação característica, poucas nervuras, muitos pêlos e sem escamas, com ápice arredondado.
Habitat – muito comuns próximos a cursos de água, principalmente em áreas de maré, ricas em matéria orgânica em decomposição, onde suas larvas se desenvolvem. Encontrado no interior, em matas úmidas e brejos. É vetor da filária (Manzonella ozzardi) na América Central, do Sul e Haiti, encontrando-se alta prevalência de indivíduos parasitados em zonas endêmicas. Sabe-se que podem transportar diversos vírus e patógenos para mamíferos e aves silvestres.
Ocorrência – em todo o Brasil.
Hábitos – as fêmeas têm hábitos crepusculares de hematofagia e podem picar com voracidade. Adultos voam pouco, não indo muito além dos criadouros para realizar a picada.
Alimentação – fêmeas hematófagas causando um ardor no local da picada, o que justifica alguns de seus nomes: mosquito-pólvora ou simplesmente pólvora.
Reprodução – suas larvas vivem na água doce ou salgada, conforme a espécie
Predadores naturais – pássaros, aves, répteis, anfíbios.



MURIÇOCA (Culex quinquefasciatus)

Características – também conhecidos como pernilongo, O fim das chuvas favorece o aparecimento deste inseto que, se já não bastasse o zumbido desagradável que fazem em nossos ouvidos, ainda picam. Transmite um tipo de filariose conhecida como elefantíase.
Habitat – solos alagados, lagoas e córregos poluídos pelo homem nos centros urbanos.

muriçoca
Ocorrência – todo o Brasil.
Hábitos – noturnos
Alimentação – hematófago. Aquele "bzzzzzzz" infernal que não deixa você dormir é sinal de um inseto faminto em busca do seu jantar.
Reprodução – com o fim das chuvas, as muriçocas proliferam, pois os rios secam e as poças d'água pequenas tornam-se viveiros ideais. Afinal elas "gostam" de água suja e com temperatura mais alta. No verão, as fêmeas saem de suas tocas famintas, prontas para picar alguém e extrair do sangue a energia para maturar seus ovários e reproduzir.
Predadores naturais – pássaros, aves, répteis, anfíbios.


MUTUCA (Tabanus bovinus)


mutuca

Características – corpo redondo, colorido com tonalidades vivas e brilhos metálicos. Possuem a abdome fusiforme, cabeça volumosa mais larga que o tórax, olhos ocupam quase toda a superfície, antenas curtas, aparelho bucal curto tipo picador-sugador, tromba adaptada para picar e sugar, asas claras com pequenas manchas , antenas relativamente longas e tamanho maior que o de uma mosca doméstica . Ataca o gado bovino e equino,  de  grande  porte,  com  comprimento  variando  de  2  a 2,5 cm.

Larvas são anfíbias com forma de cones alongados. Têm dois ganchos na cabeça e o abdome almofadado. Isso lhes permite rastejar em chão úmido sobre plantas aquáticas. As mandíbulas da mutuca são como um par de espadas afiadas, com saliências nos lados como se fossem serras, e que se cruzam como as lâminas de uma tesoura. Suas maxilas são como pequenas lanças de ponta aguçada, capazes de entrar e sair de um orifício como se fossem uma broca pneumática. Mas isso não é tudo. Esse estranho cirurgião, como se estivesse numa sala cirúrgica, suga o sangue de sua vítima, usando seu aparelho sugador. Finalmente, usa um anticoagulante para que o sangue não coagule. A picada da mutuca em si não é prejudicial, embora seja dolorosa, contudo, pode transmitir moléstias: a doença do sono ao ser humano na África e aos cavalos na Índia. No campo este inseto incomoda o gado e cavalos, pousando geralmente na região da anca, dorso do animal, pescoço e patas, locais onde o animal dificilmente consegue "espantá-las". Além de perturbarem o hospedeiro, podem transmitir agentes infecciosos e desencadear reações alérgicas.
Habitat – áreas rurais, pastagens e capoeiras. Vivem em geral próximas aos criadouros, abrigando-se nas matas.
Ocorrência – todo o Brasil
Hábitos – pica durante as horas quentes do dia. Raramente invadem casa e estábulos, preferindo picar animais a céu aberto. Predominam nos meses quentes e chuvosos, emergindo os adultos sempre nas mesmas estações do ano.
Alimentação – as larvas são carnívoras, alimentam-se de pequenos invertebrados de água doce. As fêmeas alimentam-se de sangue, isto é, são hematófagas. Os machos alimentam-se de pólen e néctar das flores.
Reprodução – os ovos são colocados às centenas em plantas aquáticas e junto das águas e as larvas desenvolvem-se na água.
Predadores naturais – peixes, anfíbios, aves, pássaros e répteis.


PERCEVEJO (Nezara viridula)


Características – são mais conhecidos como percevejo verde, maria-fedida ou fede-fede, pois exalam um odor desagradável quando se sentem ameaçados. Na fase adulta, conforme indicado por seu nome comum, o percevejo apresenta coloração verde, tendo manchas vermelhas nos últimos segmentos de suas antenas. Pode causar prejuízos em vários tipos de culturas agrícolas. As ninfas são brancas, os adultos, usualmente ao redor de 10 mm de comprimento, são de coloração castanha, com suas patas anteriores adaptadas para escavar.
Habitat – áreas de lavouras, pastagens, bordas de matas, jardins de áreas rurais e urbanas.
Ocorrência – em todo o Brasil, e m níveis mais elevados nos meses de outubro e novembro.
Hábitos – os adultos não possuem período hibernal constatado durante o inverno. As formas jovens, desde que nascem, alimentam-se da seiva, introduzindo seu aparelho bucal nos tecidos das folhas, hastes e frutos, com um ciclo médio em torno de 46 dias. Os adultos tem o mesmo hábito das ninfas, com uma longevidade de 60 dias aproximadamente.
Alimentação – omnívoro. São insetos sugadores de seiva das folhas, caules, flores e frutos, alimentando-se de uma grande variedade de plantas hospedeiras, o que lhe assegura sobrevivência em extensas áreas. No ato da alimentação, os percevejos injetam toxinas nos grãos e nos orifícios  deixados  pelo  aparelho  bucal  dos insetos, penetrando microor-

percevejo
ganismos que determinam o chochamento dos grãos causando depreciação do produto no ato da comercialização. Além disso, as toxinas atingem as plantas determinando uma redução em sua produtividade.
Reprodução – põem ovos alongados e ligeiramente curvos, com as extremidades arredondadas, a princípio brancos que vão se tornando avermelhados à medida que o momento da eclosão da ninfa se aproxima. Esses ovos são colocados na face inferior das folhas, em massas de forma hexagonal, contendo cerca de 100 ovos. Após a eclosão, as ninfas de primeiro estágio permanecem agregadas em torno da postura ou movimentam-se em colônias sobre as plantas. As formas jovens, ao longo de seus cinco períodos ninfais apresentam variações distintas de coloração que vão do vermelho brilhante, com uma larga faixa dorsal branca na região anterior do abdome, passando pelo alaranjado, notando-se o surgimento de tecas alares e pelo marrom-alaranjado, com as tecas alares atingindo a região posterior do primeiro segmento abdominal até se tornarem negros, com as tecas alares atingindo além do segundo segmento abdominal. Imediatamente ao momento da eclosão, as ninfas se põem a sugar a seiva. No primeiro estágio apresentam coloração alaranjada. No segundo estágio, quando as ninfas apresentam cor geral preta, também pode ser observado seu agrupamento em colônias sobre as plantas. A partir do quarto estágio as ninfas assumem coloração verde, com manchas amarelas e vermelhas sobre o dorso. Sob determinadas condições, tanto as ninfas do quarto como as do quinto estágio podem apresentar coloração preta na parte dorsal do abdômen.
Predadores naturais – aves, pássaros, répteis e anfíbios.
Ameaças – agrotóxicos.


PIOLHO (Pediculus humanus)


piolho

Características – é um ectoparasito hematófago que se especializou para o corpo humano (é exclusivo do ser humano), sua infestação é conhecida como pediculose, e é sinônimo de falta de higiene, sendo particularmente severa em episódios de desordens sociais, como na guerra ou crises sociais. É vetor do tifo exantemático (Rickettsia prowazeki), febre recorrente (Borrelia recurrentis) e febre das trincheiras (Rickettsia quintana). São insetos sem asas, de coloração escura, tamanho pequeno. Corpo apresenta divisão clara em cabeça, tórax e abdome. O seu ovo fixa-se ao fio de cabelo por uma  substância pegajosa, assumindo a forma vulgarmente conhecida como lêndea. Usualmente as lêndeas podem ser encontradas aderidas as fibras dos tecidos das roupas, assim como o próprio inseto.
Habitat – cabelo do ser humano
Ocorrência – em todo o Brasil.
Alimentação – se alimentam exclusivamente de sangue humano. As ninfas e adultos do piolho alimentam-se diversas vezes ao dia, isto é, sugam o sangue da pessoa infestada.  Ao  sugarem,  injetam  saliva  dentro da ferida para prevenir a

coagulação do sangue, por isso ocasionam a coceira. Porém, esta só se inicia após algumas semanas da picada, indicando que, quando ela ocorre, a pessoa já está com piolhos há pelo menos um mês. Os piolhos não transmitem doenças, são simplesmente um incômodo para a pessoa infestada. É muito comum crianças serem infestadas por piolhos. A infestação ocorre através de contato direto com objetos infestados com piolhos, tais como chapéus, escovas de cabelo, pentes, travesseiros, encostos de cadeiras, assentos de carros ou contato com pessoas com piolho.
Reprodução – s eus ovos são endurecidos e de coloração branco perolada e são vulgarmente conhecidos por lêndias. Estas são depositadas no fio de cabelo, próximo ao couro cabeludo. Os locais preferidos para postura são no cabelo da região da nuca e próximo as orelhas, porém, as lêndias podem ser encontradas aderidas aos fios de cabelo de toda a cabeça. Após cinco a quatorze dias da postura dos ovos nascem as ninfas, que são muito semelhantes aos piolhos adultos. Estas crescem e trocam de pele três vezes, isto é, sofrem três mudas antes de atingirem o estágio adulto. Quando adultas, as fêmeas depositam de 50 a 100 ovos antes de morrer. O ciclo de vida completo de um piolho dura aproximadamente um mês. A maturidade sexual nos adultos ocorre em 4 horas, com cópula imediata.


PULGA (Pulex irritans)


Características – são pequenos insetos ectoparasitos de aves e, principalmente, mamíferos. Medem geralmente menos de 5 milímetros de comprimento e suas partes bucais são adaptadas para cortar a pele e sugar o sangue do hospedeiro. Não têm asas, mas possuem pernas extremamente fortes, especialmente o par posterior, que possibilita às pulgas moverem-se rapidamente e pularem distâncias muito maiores que o comprimento de seu corpo. As pulgas adultas possuem coloração marrom avermelhada, corpo endurecido (difícil de esmagar entre os dedos), possuem três pares de pernas (pernas posteriores mais largas para possibilitar o salto) e são achatadas verticalmente, o que facilita seu movimento entre os pêlos ou penas do hospedeiro. Os olhos são reduzidos ou mesmo ausentes. O aparelho bucal é do tipo mastigador. As pulgas não

pulga
causam somente desconforto ao homem e seus animais domésticos, mas também problemas de saúde, tais como, dermatites alérgicas, transmitem viroses, vermes e doenças causadas por bactérias (peste bubônica, tularemia e salmonelose). Apesar das picadas serem raramente sentidas, a irritação causada pelas secreções salivares pode se agravar em alguns indivíduos. Algumas pessoas sofrem uma reação severa resultante de infecções secundárias ocasionadas pelo ato de coçar a área irritada. Picadas no tornozelo e pernas podem, em algumas pessoas, causar dor que pode durar alguns minutos, horas ou dias, dependendo da sensibilidade do indivíduo. Em algumas pessoas não ocorre qualquer reação. A reação típica da picada é a formação de uma pequena mancha dura, avermelhada com um ponto em seu centro. Pode viver até 513 dias.
Ocorrência – em todo o Brasil
Hábitos – a ausência de movimento detona processos biológicos que levam as larvas a eclodirem dos ovos e os adultos a emergirem de suas pupas. Por isso, que a falta de movimento na casa durante as férias ou durante o período em que um imóvel não é alugado é fator determinante na infestação de pulgas. Os ovos e as pupas são "impermeáveis" à inseticidas, cuja ação se restringe às larvas e aos adultos da pulga. As vezes, famílias que viajam por um período razoável de tempo, quando voltam, encontram a residência infestada por pulgas. Isto ocorre porque a casa fica fechada sem hospedeiros (cães e gatos). Assim que a família retorna, ela é atacada pelas pulgas que nasceram no período. São excelentes saltadoras, podendo saltar verticalmente uma altura de aproximadamente 18 cm e horizontalmente 33 cm.
Alimentação – somente o adulto é hematófago, isto é, alimenta-se de sangue que pode ser de aves ou mamíferos. Algumas espécies de pulgas dão preferência a uma única espécie de hospedeiro, porém, a maioria pode sugar várias espécies de animais. Por este motivo, as pulgas transmitem doenças ao homem e a outros animais. As larvas das pulgas não possuem pernas, são cegas e evitam a luz. Seu alimento consiste de fezes das pulgas adultas, pele, pêlo e penas. Elas não sugam sangue. As fêmeas adultas não conseguem depositar ovos sem uma refeição, mas os adultos, tanto machos, quanto fêmeas podem sobreviver de dois meses a um ano sem se alimentar.
Reprodução – o s ovos das pulgas são depositados sobre o hospedeiro, em seu ninho, ou no chão. São esbranquiçados, lisos e ovais. As fêmeas adultas botam ovos (ovipositam), que se transformam em larvas quando encontram boas condições ambientais que, por sua vez, empupam para se transformarem em adultos. Este ciclo se completa por volta de 30 dias, dependendo das condições de temperatura e umidade. As pupas possuem um casulo de seda fabricado pela larva de último ínstar onde ficam aderidos pêlos de animais, poeira e outras sujeiras. Em aproximadamente 5 a quatorze dias as pulgas adultas emergem ou permanecem em repouso dentro do casulo até a detecção de alguma vibração, que pode ser ocasionada pelo movimento de um animal ou homem e quando um animal deita-se sobre ela. A emergência pode ser ocasionada também pelo calor, barulho ou pela presença de dióxido de carbono que significa que uma fonte potencial de alimento está presente.
Predadores naturais – pássaros


PULGÃO


pulgão

Características – são de grande importância econômica, pois podem ocasionar sérios prejuízos às plantas cultivadas. Apresentam corpo mole, piriforme, isto é, em forma de pêra sendo encontrados em grande quantidade sobre os ramos e botões florais. Provocam o enrolamento ou murchamento da planta, além de serem vetores de microrganismos que causam doenças às plantas. Alguns pulgões podem apresentar asas que, em repouso, são mantidas verticalmente sobre o corpo. Na parte posterior do abdome dos pulgões existe um par de cornículos, estruturas tubulares que funcionam como tubos secretores de cera.
Habitat – são muito comuns nas plantas ornamentais, principalmente nas roseiras.
Ocorrência – em todo o Brasil

Alimentação – sugam a seiva das plantas eliminando uma substância adocicada denominada "honeydew". Esta substância corresponde ao excesso de seiva sugada pelo inseto, que uma vez em contato com a planta possibilita o crescimento de um fungo negro denominado fumagina. Este fungo impede que a planta exerça suas funções podendo levá-la a morte. As formigas também são atraídas pelo "honeydew".
Reprodução – por partenogênese, isto é, as fêmeas não precisam ser fecundadas para dar origem a outras fêmeas. No entanto, em algumas épocas do ano, é possível visualizar machos na população. Quando isto acontece, ocorre reprodução sexuada (com cópula), dando origem a machos e fêmeas. Os machos normalmente aparecem quando existe superpopulação de pulgões em uma única planta hospedeira, a planta hospedeira está morrendo, a temperatura ambiente está mais baixa, entre outras situações. Fêmeas vivíparas, isto é, que “dão a luz” formas jovens, sem botar ovos, produzem óvulos antes de nascerem. Isto significa que um embrião pode existir dentro de outro maior e mais maduro, já que elas reproduzem assexuadamente, como descrito anteriormente. Desta forma, um pulgão fêmea pode conter dentro de si não só os embriões de suas filhas, mas também os de suas netas, que já estão se desenvolvendo dentro de suas filhas. A partenogênese, combinada com estas “gerações telescópicas” dão aos afídeos uma capacidade incrível de reprodução, onde ocorrem imensas populações em um tempo muito curto.
Predadores naturais – joaninhas, pássaros, anfíbios, répteis, pequenos mamíferos (primatas).


TATURANA (Lonomia obliqua)


Características – as lagartas taturanas (tata = fogo; rana = semelhante) são também conhecidas por lagartas urticantes e lagartas de fogo. Pertencem à Ordem Lepidoptera, grupo que abrange as mariposas e borboletas. Têm grande importância médica, pois, o contato das cerdas (pêlos) de algumas espécies com a pele humana pode causar lesões graves. Estas cerdas possuem glândulas na base ou no ápice, que produzem toxinas que causam as irritações.Possuem cerdas endurecidas sobre o corpo que lembram pinheirinhos de natal. As lagartas no último estágio de desenvolvimento são grandes (6 a 7 cm de comprimento). A coloração normalmente é esverdeada com manchas brancas ou amarronzadas. A pupa é marrom escura e ocorre entre folhas secas ou no solo. São muito perigosas , pois t ocando em suas cerdas, você pode sentir queimação, hemorragias e outros sintomas que podem levar até à morte. O menor contato com os espinhos da lagarta pode provocar irritação, ardência, queimação, inchação, avermelhamento, febre, mal-estar, vômitos. Quando há hemorragia, os sintomas podem aparecer em algumas horas ou em até 3 dias e incluem manchas escuras, sangramentos pela gengiva, nariz, intestinos, na urina e até nas feridas cicatrizadas. Sem assistência médica, a vítima pode até morrer. Mariposas e pulpas não causam problema ao homem. M ede de 5 a 7 cm, tem cor marrom-claro-esverdeado  e   o   dorso  é  percorrido  por  faixas  longitudinais   de   cor

taturana
lagarta


mariposa

castanha-escura com manchas Amarelo-ocreadas. O adulto possui aparelho bucal sugador. As mariposas são grandes e apresentam dimorfismo sexual. Os machos têm cerca de 6 cm de envergadura e coloração amarelo-alaranjada, com riscas pretas transversais nas asas anteriores e posteriores. As fêmeas tendem a ser maiores (8 cm de envergadura ou mais) e coloração pardo-violácea. Quando em repouso, as fêmeas mimetizam folhas secas com muita perfeição. Interessante observar que elas sobem e descem sempre em fila indiana (umas atrás das outras). Este fenômeno é chamado de processionismo (procissão) e se deve à liberação de um feromônio de agregação que é secretados por elas.
Habitat – matas úmidas de Mata Atlântica e lavouras.
Ocorrência – passaram a ocorrer nos pomares no início dos anos 90 e embora não representem ameaça do ponto de vista econômico, são extremamente perigosas à saúde do homem. Ocorrem em todo o Brasil, sendo mais comuns na região Sul.
Hábitos – as lagartas são gregárias durante o dia, ocorrendo lado a lado umas das outras, em colônias de 20 a 30 indivíduos, no tronco e ramos grossos de árvores como cedro, abacateiro, bergamoteira, ameixa, araticum, seringueira, pereira, no milharal, etc. Durante a noite se espalham pela planta para se alimentar das folhas, depois descem pelo tronco para repousar. Afora os hospedeiros na mata nativa, as taturanas já foram verificadas em plantas de macieira, pereira, caquizeiro, ameixeira e principalmente pessegueiro. Também podem surgir em plantas de plátano, árvore esta muito utilizada como quebra-vento nos pomares. Tanto é impressionante de ver a maneira como a colônia em repouso consegue se mimetizar com o tronco (normalmente revestido de micro musgos e algas verdes, dado a alta umidade do local) quanto o é, ver a lagarta camuflar-se no chão ao caminhar por entre as folhas caídas. Chama a atenção a maneira extremamente rápida com que se move quando nestas circunstâncias. Embora elas não caminhem habitualmente no solo, supõe-se que quando ela o faz, seja porque caíram acidentalmente de uma folha ou de um galho, seja porque, caminham no chão quando da época de procura por locais em que irão empupar, tornam-se nestas circunstâncias passíveis de oferecer risco de acidentes, principalmente caso alguém venha à pisá-las descalço.
Alimentação – folhas
Reprodução – com pouca autonomia de vôo, a fecundação entre o macho e a fêmea ocorre geralmente na mesma árvore-mãe (hospedeira), geralmente em plantas nativas como o tapiá, cedro, aroeira. No Sul do Brasil, em frutíferas comuns como o abacateiro, nespereira e pereira, cujas folhas, nutrem e sustentam o ciclo da sua metamorfose. Após a cópula, os ovos são depositados sobre folhas e galhos. Completada a postura os pais morrem aproximdamente 15 dias depois, pois não se alimentam por terem o aparelho bucal atrofiado. F êmeas adultas geralmente depositam seus ovos, agrupados ou isoladamente, nas folhas da planta hospedeira que servirá de alimento às lagartas. Os ovos têm coloração verde e são levemente ovalados. As larvas nascem e, após devorarem a casca do próprio ovo, que contém substâncias essenciais ao seu desenvolvimento, passam a alimentar-se da planta hospedeira até atingirem seu tamanho máximo. Atingido seu tamanho máximo, param de se alimentar entrando na fase de pupa (crisálida). A eclosão ocorre em média 25 dias após a postura, e as pequenas lagartas iniciam logo sua faina alimentícia. Começam primeiramente a comer a casca de seus ovos e posteriormente as folhas mais duras e assim o fazem regularmente até se transformem em pupas. Nesta fase de crescimento elas trocam de pele 6 vezes, até que finalmente empupam. Para isso, procuram um local seguro para empupar, no solo, junto à base da árvore hospedeira e sob o húmus em umidade de 80% aproximadamente, trocam de pele e já se transformam em pupas. A umidade do local é muito importante para que as pupas não se mumifiquem. Permanecerão imóveis neste estado por 20 dias aproximadamente onde após o rompimento das pupas emergirão as mariposas machos e fêmeas, dando início novamente ao ciclo da vida. No final desta fase, o inseto bombeia hemolinfa (sangue dos insetos) para as extremidades do corpo, a fim de expandir-se rompendo a pele da crisálida e, posteriormente, inflar as asas. Depois que a pele da crisálida se rompe, o inseto apresenta as asas amarrotadas e todo o corpo ainda mole.
Predadores naturais – insetos das ordens Diptera, Hymenoptera e Hemiptera além de Vírus e Nematóide.


TESOURINHA (Doru luteipes)


tesourinha

Características – também conhecida por bicha-cadela, bicho-da-lenha, lacraia, rapelho e tesoura são insetos que caracterizam-se por apresentarem na ponta do abdome (ápice) uma pinça bem desenvolvida. O nome da ordem (Dermaptera) significa: dermatos = pele; pteron = asa, referindo-se à textura das asas. São alongados, com dois pares de asas e aparelho bucal do tipo mastigador. Possui coloração marrom clara ou amarelada. O apêndice em forma de tesoura na ponta do abdome serve

para auxiliar a abrirem as asas, capturarem presas e defenderem-se. Os jovens assemelham-se com os adultos, porém as asas não são desenvolvidas. Ao homem não oferecem qualquer tipo de perigo.
Habitat – locais com umidade alta, tais como frestas, plantas mortas e sob cascas de árvores.
Ocorrência – encontrados em todo o mundo, com exceção dos pólos.
Hábitos – noturnos
Alimentação – onívora, isto é, alimenta-se de todo tipo de alimento.
Reprodução – fêmeas cuidam dos ovos até que eclodam. A média de ovos por postura é em torno de 25. Após o período de incubação, ao redor de sete dias, eclodem as ninfas, que começam a se alimentar de ovos e lagartas pequenas. 0 período ninfal varia em torno de 35 a 40 dias.


TRAÇA DAS ROUPAS (Tineola uterella)

Características – possuem coloração clara e medem aproximadamente 1,2-1,5 cm de comprimento. Apresentam na cabeça tufos de pêlos avermelhados e as antenas são um pouco mais escuras do que o restante do corpo. Voam pouco e não são atraídas pela luz
Habitat – locais escuros, tais como armários e gavetas, sendo o ambiente ideal aquele com umidade relativa próxima a 75%, aquecido e escuro.
Alimentação – lã, penas, pêlo, cabelo, couro, poeira, papel e ocasionalmente de algodão, linho, seda e fibras sintéticas. Roupas usadas sujas de bebidas, alimentos, suor ou urina, além daquelas guardadas por muito tempo, são as mais atacadas.
Reprodução – fêmeas depositam uma média de 40 a 50 ovos em um período de 2 a 3 semanas, morrendo logo após a postura. Os ovos, que possuem uma secreção adesiva, ficam aderidos às fibras dos tecidos das roupas. As larvas sofrem de 5 a 45 mudas, dependendo da temperatura ambiente e do tipo de alimento disponível. As larvas são de coloração esbranquiçada com cabeça escurecida e tecem um casulo, em forma de losango, enquanto se alimentam, podendo ficar parcialmente cobertas por ele. Quando as larvas estão prontas para pupar, elas migram à procura de frestas.

traça



TRAÇA DOS LIVROS (Acrotelsa collaris)


Características – também chamadas de traças prateadas, são desprovidos de asas. Seu aspecto lembra um peixe prateado , apresentando corpo alongado e com apêndices caudais longos, filiformes, muito característicos. Têm coloração cinza prateada e tamanho entre de 0,85 a 1,3 cm. Podem ocasionar danos a livros e outros materiais. Os jovens assemelham-se aos adultos, exceto por serem menores, apresentando ametabolia, isto é, desenvolvem-se diretamente sem que sofram metamorfose.
Habitat – frequentam o ambiente doméstico
Hábitos – são ativas à noite e escondendo-se durante o dia, evitando contato direto com a luz. Assim, ao acender-se a luz de um aposento, as traças procuram se esconder em frestas ou atrás de móveis e quadros.
Alimentação – substâncias ricas em proteínas, açúcar ou amido
Reprodução  –  podem  botar  de  1000  a  3500  ovos  durante  sua  vida

depositando dois a três ovos por dia. Do ovo sai uma forma jovem que cresce, sofre muda várias vezes, até atingir a fase adulta. Após sair do ovo, há, no mínimo, seis ínstares. O tempo de desenvolvimento, em nossas condições climáticas, é de aproximadamente um ano.


TRIPES (Taeniothrips xanthius)


Características – foi introduzida no Brasil em 1961, originário da Ásia Oriental, que se propagava no fícus, o tripes ou lacerdinhas são insetos de tamanho pequeno com aparelho bucal do tipo raspador. São pragas importantes de diversas culturas e, quando presentes em grandes populações, causam danos consideráveis às plantas. Plantas atacadas pelos tripes ficam com coloração prateada, as folhas ficam retorcidas e caem prematuramente. Além do dano direto que provocam pela alimentação os tripes também podem transmitir vírus para as plantas, o que causa, muitas vezes, sua morte. Asas estreitas com longas franjas em suas margens. A coloração é normalmente amarelada ou preta brilhante. As ninfas, fase jovem dos tripés, assemelham-se muito aos adultos com o corpo bastante alongado, porém não apresentam asas. Os machos são de menor tamanho do que as fêmeas. Este inseto provoca intensa irritação nos olhos dos passantes, chegando a provocar graves acidentes de trânsito.
Habitat – dentro de folhas enroladas ou na superfície inferior das destas.
Ocorrência – em todo o Brasil, nas lavouras de cacau, da cebola, do algodão, bem como no cultivo de plantas ornamentais.

tripes
Hábitos – q uando perturbadas, muitas espécies de tripes podem curvar a ponta de seu abdome para cima.
Alimentação – fitófagos, isto é, alimenta-se de plantas.
Reprodução – o ciclo de vida dos tripes inclui o ovo, dois estágios de ninfa que se alimentam, um estágio de pré-pupa e pupa que não se alimentam e o adulto. Os ovos são muito grandes em relação ao tamanho da fêmea e são depositados dentro do tecido da planta.


VAGA-LUME (Lampyris noctiluca)


vaga_lume
macho   e   fêmea

Características – conhecido também por pirilampo, o macho mede em torno de 10 mm de comprimento e a fêmea, entre 12 a 20 mm. O macho tem duas asas e élitros. Com seu corpo frágil, cor de terra, a fêmea do vaga-lume pode somente arrastar-se no chão. Para compensar a falta de asas, desenvolveu-se algo muito especial durante a evolução do vaga-lume: pequenas glândulas que segregam luciferina, uma substância que em determinadas condições se torna luminescente. A luz verde é o sinal para que o macho interrompa seu balé aéreo e venha juntar-se à fêmea. Essa diferenciação tão marcada entre os sexos é rara entre os coleópteros. A espécie Lampyris noctiluca é a mais comum no Brasil. Sua larva luminescente é muito parecida com a fêmea adulta. Uma molécula de luciferina é oxidada por oxigênio, em presença de  trifosfato de adenosina,

ocorrendo assim a formação de uma molécula de oxiluciferina, que é uma molécula energizada. Quando esta molécula perde sua energia, passa a emitir luz. Esse processo só ocorre na presença da luciferase, que é a enzima responsável pelo processo de oxidação. As luciferases são proteínas compostas por centenas de aminoácidos, e é a seqüência destes aminoácidos que determina a cor da luz emitida por cada espécie de vaga-lume. Este processo é chamado de "oxidação biológica" e permite que a energia química seja convertida em energia luminosa sem a produção de calor.
Habitat – áreas rurais e urbanas, jardins e matas.
Ocorrência – em todo o Brasil
Hábitos – os lampejos equivalem ao início do namoro: são códigos para atrair o sexo oposto. Mas a luminescência também pode ser usada como instrumento de defesa ou para atrair a caça.
Alimentação – lesmas e caracóis, mas é capaz de comer até criaturas muito maiores injetando-lhe antes um líquido paralisante.
Reprodução – o estágio larval dura seis meses, a maior parte dos quais passada debaixo da terra. Ao emitir luz, a fêmea do vaga-lume corre um risco, pois atrai seus predadores.
Predadores naturais – caranguejos, aves e rãs.
Ameaças – destruição do habitat, poluição e agrotóxicos.


VAQUINHA (Diabrotica speciosa)


Características – é uma séria praga de numerosas culturas agrícolas, incluindo, o milho, feijões, soja, batata, trigo, melão, pepino, couve, brócolis, espinafre e alface. O s adultos são besouros verdes, com manchas amarelas nos élitros. São muito conhecidos, principalmente pela sua coloração verde-amarela, recebendo às vezes a dominação de "nacional" ou "vaquinha-patriota". Cabeça marrom e tíbias pretas. Medem de 5 a 8 mm. As larvas, conhecidas como larva-alfinete, são cilíndricas e, quando completamente desenvolvidas, atingem o tamanho máximo de 10 a 12 mm, com cerca de um mm de diâmetro. Geralmente são de coloração esbranquiçada, sobressaindo a cabeça e o ápice do abdome, que são de coloração preta.

vaquinha
Habitat – lavouras
Ocorrência – em todo o Brasil.
Alimentação – alimentam-se de folhas e as danificam, deixando-as perfuradas. Os principais danos são causados pelas larvas que fazem pequenos furos na raiz, diminuindo o seu valor comercial. Além do dano direto, a perfuração na raiz facilita a entrada de fungos e bactérias.
Reprodução – a fêmea põe os ovos no solo, normalmente em fendas de dessecamento ou junto às raízes das plantas, ou na base do caule da planta. Os ovos são branco-translúcidos e incubam por cerca de 13 dias. As larvas são de hábito subterrâneo e se alimentam de raízes ou tubérculos. Possuem corpo vermiforme branco-amarelado, com cabeça e escudo anal marrom escuros. No seu completo desenvolvimento atinge até 12 mm de comprimento. Ocorrem várias gerações anuais.


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