institucional educacao conservacao ecoacao cultura ecoligado


MAMÍFEROS

Grupo de vertebrados com cerca de 4600 espécies viventes, com uma enorme variação em termos morfológicos e de ocupação de habitats. Existem mamíferos vivendo nas regiões polares e nos trópicos, nas florestas tropicais úmidas e nos desertos, nos mares, rios e no ar. Todos têm, em maior ou menor quantidade, o corpo coberto por pêlos e possuem controle interno de temperatura (endotérmicos). São chamados "mamíferos" em função das glândulas mamárias das fêmeas, que fornecem o leite para alimentar os filhotes. Todos têm outra particularidade: três ossos no ouvido médio (martelo, bigorna e estribo). É a classe que tem maior cuidado com os filhotes.

Os mamíferos são representados tanto por pequenas espécies como os musaranhos e camundongos com menos de 5 cm de comprimento e pesando apenas alguns gramas, quanto por enormes seres como o elefante africano (Loxodonta africana), que pode pesar até 7 toneladas. No mar, a baleia-azul (Balaenoptera musculus), que pode alcançar 31,5 m e 119 toneladas de peso, é o maior animal conhecido. No Brasil, o tamanho varia desde cerca de 5 cm e alguns gramas nos pequenos roedores até aproximadamente 300 kg da anta (Tapirus terrestris).

Eles podem ser extremamente úteis à humanidade, fornecendo alimentos e matérias primas diversas, ou extremamente prejudiciais, quando são vetores de doenças.

Outras características secundárias são encontradas na maior parte dos mamíferos, tais como: a presença de dentes diferenciados; uma mandíbula inferior formada por um único osso; a existência do diafragma (músculo que separa a cavidade abdominal da torácica); pulmões revestidos de pleura; epiglote controlando e separando a passagem de alimento e de ar; cérebro altamente desenvolvido; sexos diferenciados; sexo do embrião determinado pela presença dos cromossomos X ou Y; fertilização interna.

A seguir relacionamos as principais espécies de mamíferos da fauna brasileira:


ANTA (Tapirus terrestris)

MURIQUI (Brachyteles arachnoides)

ARIRANHA (Pteronura brasiliensis)

ONÇA (Panthera onca)

BUGIO (Alouatta fusca)

OURIÇO CACHEIRO (Coendu sp.)

CACHORRO DO MATO VINAGRE (Speothos venaticus)

PACA (Agouti paca)

CAPIVARA (Hydrochoerus hydrochaeris)

PEIXE BOI (Trichechus manatus)

CATETO (Tayassu tajacu)

PREÁ (Cavia aperea e Galea spixii spixii)

CAXINGUELE (Sciurus aestuans)

PREGUIÇA COMUM (Bradypus tridactylus)

CERVO DO PANTANAL (Blastocerus dichotomus)

PREGUIÇA DE COLEIRA (Bradypus torquatus)

CUTIA (Dasyprocta spp.)

PREGUIÇA REAL (Choloepus hoffmanni)

GAMBÁ (Didelphis sp.)

QUATI (Nasua nasua)

GATO DO MATO (Leopardus tigrinus)

QUEIXADA (Tayassu pecari)

GATO-MARACAJÁ (Leopardus wiedii)

RATÃO DO BANHADO (Myocastor coypus)

GATO MOURISCO (Herpailurus yaguarondi)

SAGUI BRANCO (Callitrix argentata)

GRAXAIM DO MATO (Cerdocyon thous)

SAGUI DA SERRA (Callithrix flaviceps)

GUAXINIM (Procyon cancrivorus)

SAGUI DE BIGODES (Saguinus imperator)

IRARA (Eira barbara)

SAGUI DE TUFOS PRETOS (Callithrix penicillata)

JAGUATIRICA (Leopardus pardalis)

SAGUI LEÃOZINHO (Cebuella pygmaea)

JUPARÁ (Potos flavus)

SAUÁ (Callicebus personatus)

LOBO GUARÁ (Chrysocyon brachyurus)

SUÇUARANA (Felis concolor)

LONTRA (Lutra longicaudis)

TAMANDUÁ-BANDEIRA (Myrmecophaga tridactyla)

MACACO ARANHA PRETO (Ateles paniscus)

TAMANDUÁ-MIRIM (Tamandua tetradactyla)

MACACO BARRIGUDO (Lagothrix lagothricha)

TAPITI (Sylvilagus brasiliensis)

MACACO DE CHEIRO (Saimiri sciureus)

TATU-BOLA (Tolypeutes tricinctus)

MACACO PREGO (Cebus apella)

TATU-CANASTRA (Priodontes giganteus)

MICO ESTRELA (Callithrix jacchus)

TATU GALINHA (Dasypus novemcinctus)

MICO LEÃO DA CARA DOURADA (Leontopithecus chrysomelas)

UACARI BRANCO (Cacajao calvus rubicundus)

MICO LEÃO DA CARA PRETA (Leontopithecus caissara)

VEADO CAMPEIRO (Ozotoceros bezoarticus)

MICO LEÃO DOURADO (Leontopithecus rosalia)

VEADO CATINGUEIRO (Mazama gouazoubira)

MICO LEÃO PRETO (Leontopithecus chrysopygus)

VEADO MATEIRO (Mazama americana)

MORCEGO DAS FRUTAS (Artibeus lituratus)

 


ANTA (Tapirus terrestris)


anta

Características – é o maior mamífero terrestre da fauna brasileira. Pode atingir até 2,0 m de comprimento e mais de 1,0 m de altura, chegando a pesar 300 Kg. O macho, geralmente, é menor do que a fêmea. Pode viver 35 anos. Possui uma pequena tromba móvel na ponta do focinho e uma cauda curta, além de 04 unhas nas patas dianteiras e 03 nas traseiras. O jovem apresenta listras e manchas claras e coloração parda avermelhada. À medida que envelhece, sua coloração vai ficando marrom escura e uniforme pelo corpo. Sua visão é fraca, mas a audição e o olfato são muito apurados. Seus meios de percepção, baseiam-se em odores e sinais acústicos. S ão animais muito fortes.
Habitat – matas de galeria, florestas, pantanal e cerrado.
Ocorrência – toda a América do Sul a leste da Cordilheira dos Andes.
Hábitos – é animal de hábitos noturnos. Durante o dia, a anta fica escondida na floresta. À noite, deixa o esconderijo para pastar. Suas pegadas, difíceis de serem confundidas, podem ser vistas logo ao amanhecer  nas trilhas abertas na floresta, nas margens dos rios e até

no fundo das lagoas. Nada muito bem e procura a água para fugir de seus predadores ou livrar-se de parasitas como os carrapatos e moscas. Vive em ambientes úmidos e estabelece seu território sempre próximo da água. Animais de hábitos solitários, são encontrados acompanhados apenas durante a época de acasalamento ou durante a amamentação. Os machos urinam regularmente nos mesmos locais, talvez para mostrar aos outros indivíduos da mesma espécie sua presença no local. A anta possui glândulas faciais usadas para deixar rastro de cheiro. Quando surpreendida ou ameaçada, ela mergulha na água ou se esconde entre arbustos fechados. É capaz de galopar, derrubando pequenas árvores e arbustos, fazendo muito barulho, além de nadar e escalar terrenos íngremes muito bem. Entre as vocalizações emitidas pela anta, incluem-se o guincho estridente, usado para demonstrar medo, dor e apaziguamento; o estalido que pode ser usado para identificar indivíduos da mesma espécie e o bufo que significa agressão.
Alimentação – frutas silvestres, raízes, algumas sementes, folhas novas, caules, brotos, pequenos ramos, grama, plantas aquáticas, cascas de árvores, organismos aquáticos e pastam inclusive sobre plantações de cana, melão, cacau, arroz e milho.
Reprodução – a gestação dura entre 390 e 400 dias, nascendo apenas um filhote pesando em torno de 4 Kg, com o pelo cheio de manchas e riscas brancas. Durante o acasalamento, os machos atraem as fêmeas com assobios estridentes. A cópula pode ocorrer tanto dentro quanto fora da água. O casal se separa após isso. O filhote é amamentado até quando a mãe estiver lactando. Em um ano e meio já está crescido e com a aparência dos adultos.
Predadores naturais – a onça é o seu principal inimigo natural. Ainda e ntre os predadores estão o homem e a sucuri.
Ameaças - população está aos poucos diminuindo, devido à caça predatória e à destruição de seu ambiente natural.


ARIRANHA (Pteronura brasiliensis)


Características – animal de coloração marrom-chocolate com mancha branca entre a garganta e o peito. Pelo curto, denso e liso. Cabeça pequena, bochechudo, focinho curto, olhos pequenos, orelhas curtas e redondas. Cauda longa e achatada na horizontal. Pernas curtas e patas com membranas interdigitais. Seu corpo e cabeça tem de 0,8 a 1,4m, e cauda de 30 a 80 cm. As fêmeas alcançam 26Kg e os machos 34Kg.
Habitat – rios de pouca correnteza.
Ocorrência – região Amazônica, exceto Amapá e no leste da região Centro-oeste.

ariranha
Hábitos - diurno e praticamente aquático. Caminha com dificuldade quando em terra, corcoveando de forma desengonçada. Sempre ocorrem aos grupos, fazendo grande algazarra. Abrigam-se em tocas escavadas nos barrancos dos rios. É ótimo nadador e mergulhador.
Alimentação – peixes, podendo capturar cobras e pequenos jacarés.
Ameaças e utilização - em extinção devido à caça predatória pelo grande valor e beleza de sua pele e destruição do habitat.


BUGIO (Alouatta fusca)


bugio

Características – primata também conhecido como barbado ou guariba. Caracteriza-se pelo grande desenvolvimento do osso hióide que funciona como caixa de ressonância para a emissão de um som típico da espécie, conhecido como ronco do bugio. São animais corpulentos, porém muito vivos, ativos e rápidos. A cabeça é maciça, o queixo barbado, principalmente nos machos velhos, cujo pescoço se avoluma em demasia pelo grande desenvolvimento do osso hióide. O macho normalmente é ruivo tendendo para o preto e a fêmea amarelo-escura tendendo para o preto. A cauda, normalmente, faz o papel da quinta mão para se locomover de forma segura entre os galhos das árvores. Podem viver aproximadamente 20 anos.
Habitat – floresta
Ocorrência – Brasil e parte da Argentina
Hábitos – vivem em bandos de aproximadamente 12 indivíduos, liderados pelo macho mais velho, denominado de “capelão”. Pela manhã ou no final da tarde, quando o tempo está para mudas, põem-se a uivar ou roncar, todos juntos no topo de uma grande árvore. Acredita-se que o ronco do bugio anuncia a chegada da chuva. Quando perseguidos, muitas vezes, em vez de fugir, procuram esconder-se entre a folhagem dos galhos mais altos.
Alimentação – folhas, brotos e frutos. Arborícola herbívoro
Reprodução – gestação de 180 a 194 dias.
Ameaças – ameaçado de extinção pela caça e destruição do habitat.



CACHORRO DO MATO VINAGRE (Speothos venaticus)


Características – a cabeça, a parte superior do pescoço e os ombros marrom claro ou amarelo ruivo, escurecendo gradualmente para o negro ou marrom escuro no quarto traseiro e barriga. Pelo longo e macio, focinho curto, orelhas curtas e redondas, olhos castanhos. Distingue-se das outras espécies de canídeos pôr apresentar as orelhas redondas e extremamente curtas, assim como a cauda e as patas de coloração negra. Corpo longo com até 75 cm e cauda com 15 cm de comprimento. Altura de 30 cm. Chega a pesar 7 Kg. Possui uma adaptação  para  viver em regiões

cachorro
alagadas: seus dedos são ligados por uma membrana, o que o torna um hábil nadador e mergulhador. Não possui alguns molares comuns em canídeos em geral. Vive aproximadamente 10 anos. Tem o olfato bastante apurado, parece que quando estão farejando alguma coisa ficam muito satisfeitos. A visão e a audição, também são bastante desenvolvidas e desempenham um papel importante, mas seu sentido primordial é olfato. No interior do seu focinho há uma área sensorial muito maior que a nossa, com cerca de 50 vezes mais células olfativas.
Habitat – florestas e savanas, próximo de água.
Ocorrência – distribuía-se originalmente por quase toda a América do Sul, desde a fronteira da Colômbia com o Panamá até Santa Catarina. Atualmente, no Brasil, pode ser encontrado em florestas de mata atlântica, como no Parque Estadual Intervales-SP, em campos úmidos no cerrado, como no Parque Nacional das Emas-GO e no Pantanal.
Hábitos - diurno, terrestre, normalmente em pequenos grupos, às vezes pode ser encontrado sozinho. É o mais social dos pequenos canídeos brasileiros. Escondem-se em tocas e são bons nadadores quando em cativeiro. É espécie rara sendo difícil de ser avistada, porém já foi observado em matilhas de 10 a 12 animais. Abriga-se em tocas em troncos de árvores e em buracos abertos por tatus de grande porte.
Alimentação – carnívoro, alimentando-se de crustáceos e roedores como as cutias, pacas e capivaras, além de pequenos cervídeos. Em grupo, costumam caçar animais maiores como capivaras e emas jovens. A paca é a sua principal presa e está em processo de extinção, obrigando o cachorro-do-mato-vinagre a mudar seus hábitos alimentares.
Reprodução – após um ano de idade atinge a maturidade sexual. As fêmeas têm uma gestação de 67 dias, nascendo em média três filhotes, sendo que as ninhadas podem variar de um a seis. são amamentados durante 8 semanas. Os machos costumam trazer alimento para as fêmeas durante o período de amamentação.
Ameaças – animal em extinção por causa das das queimadas, do desmatamento e da ocupação humana de seus habitats.


CAPIVARA (Hydrochoerus hydrochaeris)


capivara

Características - o nome capivara deriva da palavra tupi kapi-wara. É o maior roedor do mundo, medindo até 1,30 m de comprimento e 0,50 a 0,60 m de altura. Pode pesar até 100 kg, mas o seu peso médio é de 50 Kg para as fêmeas e 60 Kg para os machos. Seu pêlo é castanho-escuro, suas patas são providas de membrana natatória. Vivem normalmente em grupos familiares de dois a trinta indivíduos, existindo sempre um casal dominante.
Habitat - Vivem às margens dos rios, lagos, praias fluviais e regiões pantanosas.
Ocorrência - são encontradas nas zonas inundáveis das savanas da Colômbia e Venezuela e no pantanal Mato-grossense, no Brasil e no Paraguai.

Hábitos - possuem hábitos diurnos, mas com a presença do homem, podem adquirir hábitos noturnos. Necessitam de água (para beber, nadar, mergulhar, comer e proteger-se), de terra seca para descansar e vegetação para pastar. Escava suas tocas no chão, mas, ao contrário de muitos outros roedores, não é exatamente um construtor. Quase sempre aproveita as depressões naturais do solo, ou refugia-se em tocas abandonadas por outros animais. Excelente nadadora, consegue percorrer grandes trechos debaixo d'água, ao cruzar rios e lagos. Nada em linha reta mantendo fora da água apenas as orelhas, os olhos e as narinas. Flutua com facilidade devido a uma camada de gordura subcutânea. Tem seus dedos ligados por uma membrana natatória, que são mais desenvolvidas nas patas posteriores que possuem apenas 3 dedos. As anteriores possuem 4 dedos.
Alimentação - é um animal herbívoro. Alimenta-se de plantas aquáticas, folhas, sementes e, às vezes, de cascas de árvores novas. Comem de 3 a 4 Kg vegetação fresca por dia. Em sua dentição os incisivos crescem continuamente, alguns milímetros por semana, para compensar o desgaste.
Reprodução - a maturidade sexual é atingida aos dois anos de vida. Não existem diferenças sexuais marcantes. Como caráter secundário de dimorfismo sexual ocorre um intumescimento glandular na parte superior do focinho dos machos adultos (que tem forma oval, de cor preta, brilhante, desprovido de pêlos, constituído de glândulas sebáceas que, quando comprimidas, expelem uma substância pastosa). No período de acasalamento, esta glândula torna-se mais proeminente e sua secreção funciona como atrativo para a fêmea. O período de gestação varia de 120 a 140 dias. Uma fêmea adulta pode ter mais de uma cria por ano, e de dois a seis filhotes em cada ninhada.
Predadores Naturais - onças, jacarés e piranhas.
Ameaças e utilização - a caça indiscriminada é o principal fator de depredação deste animal. A criação de capivaras em cativeiro está crescendo muito no Brasil, a sua carne tem alta fonte de proteínas e sua capacidade reprodutora é maior que a bovina. A sua pele é bem cotada no mercado internacional, pois é bem "elástica", resistente e suave, sendo ótima para a fabricação de luvas, bolsas, mocassins etc.


CATETO (Tayassu tajacu)


Características – também chamados de caititus ou catitus. Selvagem e resistente. Em geral, um adulto chega a ter 50 centímetros de altura e 1 metro de comprimento, podendo pesar 35 quilos. A pelagem é grossa e acinzentada. Na linha do pescoço, os pêlos brancos e longos formam um colar, característico da espécie. As patas são pretas e curtas, sendo que as dianteiras têm quatro dedos e as traseiras, apenas três. Os dentes caninos são protuberantes e ficam para fora da boca. Embora seja um suídeo, o cateto tem um estômago compartimentado, semelhante ao dos ruminantes. Isso faz com que o animal seja pouco exigente em alimentos ricos em proteína e se adapte bem com forragens.
Habitat – florestas úmidas, mas sobrevive até em áreas devastadas
Ocorrência – do Sudoeste dos Estados Unidos (Texas, Novo México, Arizona) até os países das Américas Central e Latina.

cateto
Hábitos - são animais gregários. Vivem em pequenos grupos de 5 a 15 indivíduos de ambos os sexos. Geralmente são liderados por um macho, e tanto os pais quanto os outros adultos do bando protegem as crias. Para se identificar, esfregam uns nos outros uma glândula localizada no dorso que excreta um odor forte. O cheiro também serve para reconhecer o território. S empre lutam juntos contra os inimigos, fazendo um barulho com os dentes e o queixo. Quando fogem, no entanto, cada animal vai para um lado, o que facilita a ação de predadores. É por isso que existe um provérbio mineiro que diz que "cateto fora da manada cai no papo da onça". Embora sejam agressivos, são facilmente domesticáveis. Apesar de não serem semi-aquáticos, como a capivara, conseguem nadar.
Alimentação – frutas, raízes, talos e pequenos animais.
Reprodução – uma fêmea é capaz de dar à luz duas vezes por ano. Em um plantel, um macho pode fecundar cinco matrizes, sendo que cada uma tem dois filhotes. Como um período de gestação dura em torno de quatro meses, é possível ter 20 filhotes em um ano.
Predadores naturais – onça quando encontra algum animal desgarrado do grupo.
Ameaças e utilização – animal muito caçado pela carne apreciada. É facilmente domesticado e pode ser uma fonte de alimentação rica em proteínas Além da carne, que tem sabor parecido com a de porco mas é menos gordurosa, o couro é exportado para o Japão, que o utiliza na fabricação de luvas de beisebol. Para criar cateto em cativeiro é necessário, em primeiro lugar, obter autorização do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, que estabelece uma série de exigências como, por exemplo, o número inicial de matrizes e reprodutores, um esboço do local de instalação desses animais, o tipo de alimentação oferecida aos bichos e o parecer de um técnico responsável pelo criatório. Embora sejam selvagens, os caititus se reproduzem bem em cativeiro, podendo dobrar o plantel por ano. O manejo é relativamente fácil e, se for bem feito, pode fazer com que os animais se tornem mais dóceis.


CAXINGUELE (Sciurus aestuans)


caxinguele

Características – pequeno roedor também conhecido como serelepe, caracteriza-se pela cauda longa, peluda, mais comprida do que o corpo. São muito ágeis e espertos, fixando-se facilmente nos galhos graças às unhas. A pelagem é de cor parda, finamente salpicada de ocre. Mede cerca de 30 cm com a cauda.
Habitat – Amazônia e Floresta Atlântica.
Ocorrência – Floresta Amazônica e Mata Atlântica
Hábitos – arborícola, descendo das árvores para buscar alimento ou enterrar sementes. Vivem sozinhos ou em pares. Abrigam-se em troncos de árvores. Importante dispersor de sementes, pois possui o hábito de enterrar as sementes para depois comê-las. Desta forma ele acaba esquecendo onde enterrou as sementes e estas germinam originando novas árvores.
Alimentação – frutos e sementes duras.
Reprodução - constroem ninhos nas forquilhas, distantes de dois a quatro metros do solo. Nascem de dois a três filhotes por gestação.



CERVO DO PANTANAL (Blastocerus dichotomus)


Características – também conhecido como veado galheiro é o maior cervídeo sul-americano, com comprimento de cabeça e corpo entre 1,8 e 1,9 m, cauda de 10 a 15 cm, altura de 1,1 a 1,3 m. Orelhas relativamente curtas. Pesa de 100 a 150 Kg. A galhada pode atingir 50 cm de comprimento, podendo contar com 29 pontas. A princípio a armação é simples e a cada ano o animal perde a armação (entre dezembro e agosto), que, ao renascer, aparece com mais uma ponta. O pelo é uniforme, castanho claro, os pés e a boca são escuros. Em torno dos olhos há um anel branco e de igual cor são a garganta e o baixo-ventre. A cauda é marrom encima  e  branco  embaixo, mantida ereta e

cervo

movimentada para a frente e para trás quando alarmada. Pernas altas com colocarão negra nas patas e canelas. Há uma membrana na fenda dos cascos, unindo-os, denotando uma adaptação para caminhar em solos encharcados. Vivem no máximo 15 anos, mas a média é de menos de cinco anos.
Habitat – matas com regiões entrecortadas por rios ou banhados e pântanos. Áreas abertas, terras baixas, matas espinhosas e com bastante vegetação.
Ocorrência – centro-oeste brasileiro.
Hábitos - hábitos diurnos, vive perto da água, deslocando-se bem sobre os terrenos pantanosos devido a estrutura de seus cascos. Passa a maior parte do dia na mata ou entre moitas, preferindo sair ao pasto depois do sol posto. Normalmente, quando as condições de alimento são adequadas, os cervos tendem a permanecer em na área por longos períodos. Não há uma estrutura social bem definida. Avistam-se geralmente machos solitários, acompanhando fêmeas no cio, prenhes ou com filhotes. Podem-se encontrar grupos de machos e fêmeas nas mais diversas proporções. O Cervo-do-pantanal é o único veado que “acua”, ou seja, acuado apresenta sério perigo, pois nesta situação, ataca o inimigo com suas formidáveis galhadas pontiagudas em riste, não sendo raro vê-lo destripar a barriga do predador.
Alimentação – herbívoro
Reprodução - são polígamos. O período de gestação dura cerca de 9 meses e nasce apenas 1 filhote pesando entre 2,5 a 4,0 Kg. A cria é protegida pela fêmea por 10 dias a 2 semanas. Durante a primeira semana a fêmea mantém o filhote escondido pela vegetação. Com um mês de idade a cria começa a acompanhar à mãe em todas as atividades, podendo perman3ecer junto à mãe até atingir um ano de idade. A maturidade sexual é alcançada em aproximadamente 1,5 anos de idade.
Predadores naturais – onças
Ameaças – ameaçado de extinção pela caça criminosa, destruição do habitat e atropelamentos em estradas que cortam áreas protegidas.



CUTIA (Dasyprocta spp.)


cutia

Características – roedor de porte médio, possui quatro dentes roedores vermelhos bem na frente da boca, que nunca param de crescer. Atinge 50 cm de comprimento, pesando entre 1 a 2 Kg. Possui pelo áspero e de cor parda-amarelada, tornando-se mais avermelhada no traseiro e mais claro ventralmente . O corpo é grosso e as pernas finas, relativamente altas para um roedor. Cabeça alongada, com orelhas pequenas. Extremidades posteriores bem mais longas que as anteriores. Pés anteriores com 5 dedos, sendo o quinto muito pequeno e os posteriores com 3 dedos, munidos de fortes unhas curvas (com forma de cascos). A cauda é desprovida de pelos e tão rudimentar que quase não aparece.
Habitat – campos e matas
Ocorrência – todo o Brasil

Hábitos – de hábitos normalmente noturnos, saindo da toca somente à tarde em busca de alimento. Vive sempre no chão e principalmente nas áreas secas, correndo e saltando com grande rapidez entre a vegetação. A posição que a cutia toma para se alimentar é bastante curiosa, ela senta sobre as patas de trás e segura a comida com as patas da frente. A cutia, durante a época de fartura de sementes as enterra com intenção de guardar para a época que irá faltar, mas quando vai procurar não encontra quase nada, pois as sementes na maioria já germinaram e se tornaram pequenas árvores, fato o qual lhe concede o apelido de agricultor da floresta. Refugia-se em tocas, principalmente em barrancos, sob raízes ou troncos ocos deitados no solo.
Alimentação – frutos, raízes e vegetais suculentos, além de sua especialidade que são sementes (castanhas) de diversas árvores que encontra. Avança também sobre plantações de cana e macaxeira nas proximidades de seu território.
Reprodução – dá a luz a dois ou três filhotes após uma gestação que varia de 109 a 123 dias. Os filhotes nascem dentro de uma toca escura feita em ocos de árvores, monchões de terra ou pedra. Pode ter até duas gestações em um ano.


GAMBÁ (Didelphis sp.)


Características – atingem entre 70 e 90 cm de comprimento, cabendo metade à cauda, que é preênsil, com a parte terminal nua e escamosa. Pelagem das costas negra ou cinza, com camada inferior de pelos finos denso, amarelo ou branco. Cabeça amarelo sujo, com listras negras do focinho até as orelhas. Bochechas amarelo, laranja pálido ou branco, nariz cor-de-rosa, orelhas grandes e peladas, pretas.Pés pretos; cauda, preênsil, geralmente maior que a cabeça e corpo, pelada , negra com listra branca. As fêmeas possuem bolsa. São pouco ágeis. Vivem de 2 a 4 anos.
Habitat – florestas, campos e núcleos urbanos

gambá
Ocorrência – Sudeste de Tamaulipas (leste do México) ao nordeste da Argentina
Hábitos - são animais noturnos, arbóreos ou terrestres, solitários. Podem construir ninhos nas árvores ou em tocas no chão. São animais mal cheirosos, urinando e defecando quando manuseados e expelem cheiro muito desagradável quando ameaçados. Tornaram-se animais cosmopolitas convivendo com o homem, alojando-se no forro das casas.
Alimentação – onívoro. Invertebrados, pequenos vertebrados e frutas.
Ameaças – muito caçado, pois sua carne é muito apreciada.


GATO DO MATO (Leopardus tigrinus)


gato

Características – do tamanho do gato doméstico é a menor espécie de gato do mato, também conhecido como gato do mato pequeno. A pelagem é pintada à maneira de onça. Esbelto, possui cabeça pequena, com focinho afilado. Nas partes superiores do corpo, apresenta manchas e ocelos pretos, de pequeno tamanho, nos flancos estas manchas são maiores, nas pernas não chegam a formar bandas transversais bem distintas. É possível notar-se traços escuros, mas estes são interrompidos. Pode viver até 13 anos. Medem até 65 cm de comprimento mais a cauda com 33 cm. Pesam até 3 Kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.
Habitat – florestas
Ocorrência – América Central e América do Sul

Hábitos – noturnos e solitários. O gato-do-mato é, de certa forma inofensivo ao homem, mas a exemplo até mesmo do gato doméstico, ele vira uma fera quando encurralado. Aí é preciso tomar muito cuidado senão ele arranha e morde.
Alimentação – carnívoro. Silencioso quando caça, ele vai atrás de aves pelos galhos finos das árvores ou então fica escondido imóvel no chão, esperando a aproximação da presa, e em um pulo certeiro, faz sua vítima.
Reprodução – gestação de 73 a 77 dias, com crias de até 2 filhotes. Tornam-se sexualmente maduros após 2 anos de idade.
Ameaças – espécie em extinção pela destruição do habitat prejudica a perpetuação da espécie, como também a caça indiscriminada para o tráfico de animais silvestres.


GATO-MARACAJÁ (Leopardus wiedii)


Características – o tamanho, cabeça e corpo, pode atingir de 0,40 a 0,79 m, e a cauda, de 0,33 a 0,51 cm. Pelagem com fileiras longitudinais escuros e pontos marrons, com fundo amarelado e ventre branco. Pelagem macia e densa. Pesam até 3,9 Kg. Vivem até 13 anos.
Habitat – florestas
Ocorrência – América Central e América do Sul
Hábitos - gosta de esconder-se em covas e ocos de árvores. Para dormir e caçar, sobe facilmente em árvores altas.
Alimentação – carnívoro, alimentando-se de pequenos mamíferos e aves.
Reprodução – gestação de 81 a 84 dias
Ameaças – muito raro. Espécie em extinção, pois é caçado indiscriminadamente para o tráfico de animais silvestres.

maracajá


GATO MOURISCO (Herpailurus yaguarondi)


mourisco

Características – também conhecido como Jaguarundi, é um gato de corpo comprido com 65 cm de comprimento mais 35 cm de cauda, de cor uniforme pardo-acinzentada. Cabeça pequena em proporção ao tamanho do corpo. Grandes olhos amarelos,cauda longa, cabeça e orelhas curtas. É o parente menos colorido da jaguatirica sendo um dos animais menos vistos da floresta.
Habitat – florestas, em áreas próximas de água.
Ocorrência – toda América Central e América do Sul.
Hábitos - é um animal raro de ser encontrado devido a baixa densidade populacional e grande área territorial usada por cada animal em torno de 50 Km2 . Na mata só é encontrado trepado em árvore. Caça à noite ou de  preferência  à  tardinha  ou  madrugada.   Nunca  sai  da mata e

durante o dia fica escondido na toca, quase sempre ao nível do chão. Para dormir, o gato-mourisco enrola-se completamente com sua cauda, como se fosse um cobertor. Caçador noturno, o gato-mourisco tem comportamento diferente dos outros felinos brasileiros, pois vive aos casais e arruma em sua casa um macio ninho de folhas onde a fêmea tem os filhotes. A timidez do gato-mourisco e também a cor meio sem graça de sua pele, que pode ser marrom, acinzentada ou avermelhada, fazem com que ele não seja muito perseguido, mesmo assim está ameaçado de extinção.
Alimentação – carnívoro, alimentando-se de animais de pequeno porte como lagartos, cutias, ratos, pequenas aves, pássaros e ovos. É excelente pescador.
Reprodução – uma vez por ano ocorre o acasalamento e depois de aproximadamente 65 dias de gestação, nascem 02 filhotes que acompanham a mãe até aprender a caçar e demarcar o próprio território. Alcançam a maturidade em aproximadamente 2 anos de idade.
Ameaças e utilização – ameaçado de extinção pela caça para o tráfico de animais silvestres e pela destruição do habitat.


GRAXAIM DO MATO (Cerdocyon thous)


Características – canídeo de pelagem parda-cinzenta ou cinzenta-amarelada, com algum desenho preto no queixo. A ponta do beiço inferior e toda a margem do superior são esbranquiçadas, assim como a garganta e parte do pescoço. As pontas das orelhas, da cauda e dos pés são pretas. Patas curtas e robustas. Pesam entre 5 a 8 Kg. Corpo com 70 cm de comprimento mais 30 cm de cauda.
Habitat – campos e margens de áreas florestadas.
Ocorrência – Rio Grande do Sul a São Paulo
Hábitos – hábitos essencialmente noturnos, mas pode ser observado durante o dia. De dia se esconde e dorme,  saindo  à noite para a caça,

graxaim
quando se ouve os seus uivos, principalmente no inverno, no tempo do cio. São monogâmicos. Viajam em pares, mas caçam individualmente. Para esconderijo, procura tocas, fendas e ocos de árvores no chão.
Alimentação – tem um amplo espectro alimentar, podendo-se dizer que come de tudo, de origem animal e vegetal. Além de pequenos mamíferos e aves, se alimenta também de anfíbios e répteis. São excelentes predadores de ratos.
Reprodução – gestação dura em média 56 dias. Produzem entre 3 e 6 filhotes. Reproduzem-se 2 vezes ao ano. Os filhotes entre 120 e 160 g. Nascem sem dentes, com olhos e orelhas fechadas. Os olhos abrem em 14 dias. A maturidade sexual é alcançada após o primeiro ano.
Ameaças - entre os agricultores e pecuaristas, é muito conhecido pelo seus hábitos de rondar os acampamentos e as habitações, à procura de couro. É considerado nocivo, por atacar galinhas, patos e cordeiros. Esta fama de ladrão tem custado a vida de milhares cachorros-do-mato, que são caçados ou envenenados. Em pesquisas já realizadas, comprovam que no conteúdo estomacal desta espécie não foram encontrados restos de animais domésticos, apesar de muitas amostras terem sido provenientes das proximidades de habitações humanas.


GUAXINIM (Procyon cancrivorus)


guaxinim

Características – também conhecido como mão-pelada tem o corpo medindo 65 cm e a cauda 40 cm. Pelagem curta e densa, arrepiada na nuca, de cor cinzento-amarelada, salpicada de preto. As pernas, principalmente nas extremidades, são pretas, bem como a face e as órbitas. A cauda é anelada alternando o preto com o amarelado.
Habitat – junto a brejos e mangues
Ocorrência – todo o Brasil
Hábitos - graças a seu modo de andar plantígrado, assentando toda a mão no solo, consegue caminhar sobre os lodaçais, onde nada o pode perseguir. Trepa muito bem em árvores.
Alimentação – pequenos animais e vegetais, com predileção por caranguejos.



IRARA (Eira barbara)


Características – também conhecida como papa-mel, tem corpo baixo e longo (66 cm) e cauda um pouco mais curta, totalizando 110 cm de comprimento. Pode pesar até 7 Kg. Patas de comprimento mediano. Pescoço longo, cabeça grande em relação ao corpo. Orelhas redondas e curtas. Pele densa, curta e macia. A cor geral é marrom-pardacenta, um pouco mais cinzenta na cabeça. No pescoço, possui uma grande mancha amarelada caracterizando bem a espécie.
Habitat – floresta
Ocorrência – é ampla podendo ser encontrada em quase todo o Brasil, se estendendo até o México.
Hábitos – à noite sai para caçar, porém, são ativos todo o dia. Solitário ou em par na época de reprodução. Exímio escalador, muito ágil tanto no solo quanto em árvores. Se esconde em todas de animais que predou. Adapta-se bem a ambientes modificados pelo homem.
Alimentação – carnívoro. Alimenta-se de pássaros, ovos, mamíferos como a cutia, além de mel. Ataca galinheiros somente para se alimentar se sangue.
Reprodução – gera em torno de 2 a 4 crias por gestação.

irara


JAGUATIRICA (Leopardus pardalis)


jaguatirica

Características – é o maior gato-do-mato do Brasil. Pode chegar quando adulto a 1,5 m, sua cauda medindo entre 30 a 44,5 cm, podendo atingir até 30% do seu tamanho total . Pesando de 8 a 15 Kg e sua longevidade de 18 anos. Dos felinos manchados que ocorrem no Brasil, só perde em tamanho para onça. O corpo com formas esbeltas, apesar da musculatura bem desenvolvida. Corpo grande, cauda curta, pelagem ruivo-amarelada com numerosas manchas formando bandas longitudinais orladas de preto, pêlos da cabeça e pescoço revertidos para frente e patas largas. A metade inferior do rosto é esbranquiçada com duas estrias pretas a partir dos olhos, e também na garganta uma

estria de igual cor passa de um lado a outro. N as partes laterais tende a formar uma cadeia de manchas alongadas. As pernas são grossas, com patas grandes. A cauda tem manchas escuras, e na ponta destacam-se cinco anéis. O lado inferior é branco com algumas manchas pretas. É muito ágil e sobe rapidamente em árvores. Possui visão e audição excelentes. Nada só quando necessário. Sua pelagem dourada com manchas e listras escuras, o confundem facilmente com a vegetação, facilitando assim que se aproxime da presa sem ser visto.
Habitat – cerrado, caatinga, pantanal, florestas tropicais e subtropicais.
Ocorrência – Sudoeste do Texas (EUA) e do Oeste do México até o Norte da Argentina.
Hábitos - animal solitário. Caça à noite e durante o dia, costuma dormir em ocos de árvores e grutas. Outra particularidade observada foi a adaptação deste felino a ambientes degradados, inclusive bem próximos às cidades, onde pode alimentar-se de carniça. S obe com facilidade em grandes árvores para caçar ou esconder-se.
Alimentação – carnívoro, sendo um predador importante no controle populacional de aves e mamíferos de pequeno a médio porte.
Reprodução – refugia-se em ocos ou covas ao pé de grandes troncos e em grutas, onde normalmente cria suas ninhadas de 2 a 4 filhotes, com gestação de 70 dias a 85 dias. O desmame ocorre entre 8 e 10 semanas e o crescimento é lento. Geralmente reproduzem-se durante os meses frios e os pequenos felinos são então amamentados e carregados pela mãe até estarem aptos a segui-la e caçarem sozinhos.
Ameaças - está ameaçado de extinção pela caça indiscriminada, principalmente pela procura de sua pele, tráfico e destruição de seu habitat. Em áreas onde seu habitat natural sofreu a pressão do homem, extintas suas presas naturais, passavam a atacar animais domésticos. Para defender suas criações, fazendeiros promoviam a caça indiscriminada ao animal. No Brasil, a caça é proibida, apesar do tráfico persistir, principalmente no Nordeste.


JUPARÁ (Potos flavus)


Características – também conhecido como macaco-da-meia-noite é com freqüência confundido com os primatas . Adulto, mede 90 cm de comprimento, porém mais da metade cabe à cauda que é preênsil e fina, da qual se utiliza à moda dos macacos. Mede 20 cm de altura, na espádua, e seu peso é de 2,5 Kg aproximadamente. A pelagem muita espessa, curta, ligeiramente crespa, macia e brilhante como veludo, é ruivo-dourada, com reflexos castanhos na região dorsal do corpo. Uma listra mediana de cor escura, nitidamente marcada, parte da cabeça e se prolonga até à base da cauda. A região ventral do corpo é castanho-amarelada.  A  cauda  é  castanha  na  base  e praticamente

jupará
negra na porção terminal. Tem corpo alongado, membros curtos e silhueta maciça. A cabeça redonda, com pequenas orelhas, termina num focinho achatado. Uma das características principais é a presença, em cada semi-arcada, de 3 molares. No total possui 36 dentes. Os cinco dedos são dotados de garras curtas e afiadas e as plantas dos pés e das mãos são desnudas. Podem viver por 24 anos.
Habitat – regiões florestadas, nas vizinhanças dos grandes rios
Ocorrência – do México até o Mato Grosso
Hábitos - arborícola noturno. Passa a maior parte do tempo nas árvores. Dorme durante todo o dia escondido num oco de árvores, saindo apenas à noite. Trepa com grande agilidade e é tamanha a habilidade com que ele se serve da longa cauda preênsil, dos curtos membros e das unhas afiadas que pode rivalizar com os símios. Entretanto, seus movimentos são prudentes e realtivamente lentos, sobretudo no solo, onde caminha apoiando toda a planta do pé. Nunca salta. O jupará vive só ou aos pares, contudo podem ver-se bandos reunidos quando se vê uma árvore carregada de frutos.
Alimentação – frutos, ovos, insetos, pássaros e mel. Usam a língua para beber o néctar das flores. Por causa disso, são importantes agentes polinizadores. São também importantes dispersores de sementes.
Reprodução – a ninhada do jupará é de uma ou mais raramente, de duas crias, que nascem no verão. Abrem os olhos 10 dias depois e, com 7 semanas, começam a pendurar-se nos galhos utilizando a cauda. Gestação dura em torno de 98 a 120 dias. Os olhos dos filhotes abrem entre 2 a 6 semanas de idade e em 3 a 6 semanas a cauda torna-se preênsil. A mãe é protetora dos jovens e carrega-os por toda parte em sua barriga. Geralmente desmamam em 3 a 5 meses de idade. Os machos são sexualmente maduros em 18 meses e as fêmeas em 30 meses.
Predadores naturais – onças.
Ameaças e utilização - s ua carne é saborosa e os nativos de certas tribos amazônicas utilizam seu pêlo para confeccionar colares e braçadeiras. As populações estão declinando em conseqüência da caça e destruição do habitat.


LOBO GUARÁ (Chrysocyon brachyurus)


lobo

Características – do tamanho de um cachorro magro, mas não dos maiores, ele vai espadanando a água rasa enquanto caminha num trote desajeitado. Com suas pernas longas, o lobo guará está bem adaptado a caçadas nesse ambiente aquático. Mede até 1,45 m de comprimento, cabendo à cauda 40 cm e pesando em torna de 23 kg. Até os 3 meses tem pelo marrom-escuro quase negro, com as pontas das orelhas e da cauda brancas. Após essa idade sua pelagem muda para castanho-avermelhado, pernas e dorso tornam-se pretos e a ponta da cauda permanece esbranquiçada. Nunca os pelos são longos, formando uma pequena juba.Vive em média 13 anos.
Habitat – campos e cerrados.
Ocorrência – Centro-oeste do Brasil, Paraguai, Leste da Bolívia e Norte da Argentina.
Hábitos - hábitos noturnos, é solitário, tímido e arredio. Não ataca o homem, somente rosna quando acuado. É o maior e considerado o mais belo canídeo brasileiro.
Alimentação – onívoro,  alimentando-se  de  roedores,  aves,  répteis,

peixes, insetos, moluscos e frutas. À margem de rios e lagos é que afluem algumas de suas presas prediletas, principalmente, as marrecas e outras aves aparentadas com elas. Quando as avista nadando, o lobo pode alcançá- las depressa, em saltos ágeis, mais rápidos que os movimentos das marrecas dentro da água.
Reprodução – gestação de 62 a 66 dias gerando 2 filhotes em média
Ameaças - devido à caça predatória e à destruição de seu habitat, este animal está ameaçado de extinção.


LONTRA (Lutra longicaudis)


Características – pelo curto e denso, com o dorso marrom e a parte inferior do corpo amarelada, cabeça achatada e redonda. Sua cauda é musculosa, flexível, larga na base e estreita na ponta. As pernas são curtas, possuindo uma membrana entre os dedos para facilitar o deslocamento na água. Pode pesar até 14 kg e medir entre 55 a 80 cm de comprimento (da cabeça ao corpo) e tem entre 30 a 50 cm de cauda. Pode viver até 23 anos.
Habitat – lagos e rios
Ocorrência – América Central e América do Sul, do México à Argentina.
Hábitos - hábitos noturnos. É sociável, brincalhão e adora se divertir na lama. Refugia-se em tocas formadas por galerias, em locais próximos da água, onde haja uma vegetação aquática abundante. Vem à terra para comer e dormir, passando o resto do tempo nos rios. Às vezes reúnem-se em maior número gritando como gatos. Nada muito bem.
Alimentação – carnívoro (peixes, aves e mamíferos)
Reprodução – gestação de 60 a 63 dias, gerando de 1 a 5 crias. Ao contrario dos outros animais, que nascem sabendo pôr instinto o que devem fazer, as lontras filhotes são educadas pela mamãe lontra, que precisa ensina-Ias a comer peixe, ou aves, que esse carnívoro  também

lontra
caça, mastigando um pouco os pedaços mais duros, antes de entregar aos filhotes. A mãe lontra segura os seus filhotes com os dentes, pela cabeça para leva-lo ao meio do rio, no aprendizado para nadar. Os filhotinhos de lontra não gostam muito deste trabalho, porque quando ainda são pequenos a pele da lontra não produz a gordura que impermeabiliza os seus pêlos e, se eles encharcam, ficam muito difícil para eles poderem boiar. Aos poucos o filhote vai aprendendo e vai adquirindo uma maior segurança no seu nado, e pôr volta de uns sete meses as lontrinhas ainda vivem juntas da mãe, mesmo quando já estão bem grandes.
Predadores naturais – onças
Ameaças e utilização - atualmente devido à caça seletiva que sofre, por causa da alta cotação de sua pele e a depredação de seu habitat, encontra-se escassa. Ainda, por emitir continuamente um som característico, a lontra jovem é facilmente descoberta pelos caçadores. Além disso, a lontra não suporta poluição. Basta existir um rio muito poluído que as lontras logo desaparecem para nunca mais voltarem.


MACACO ARANHA PRETO (Ateles paniscus)

macaco

Características – também conhecido como coatá preto, é o maior primata da Amazônia. Possui o polegar reduzido, e seguram com os quatro dedos. C auda longa, preênsil, que funciona como um 5º membro e sua maneira de se locomover lembra o jeito de uma aranha (por isso seu nome). Sua esperteza, sua cara de velho e seus olhos negros lhes proporcionam uma expressão humana. P elagem preta, rala, esparsa, fina e macia. Face toda vermelha. Atinge 1 m de comprimento, sua cauda 90cm e seu peso de 10 Kg.
Habitat – floresta amazônica. Florestas altas, ocupando preferencialmente os níveis superiores do dossel e nas árvores emergentes.
Ocorrência – nordeste da Amazônia, ao norte do rio Amazonas e a leste do rio Negro.
Hábitos – arborícola, diurno, vive em bandos de aproximadamente 30 indivíduos, divididos em subgrupos que são geralmente liderados por um macho mais velho, nos ramos mais altos das árvores. Dá saltos longos e é comum deixar-se cair de um galho mais alto para um mais baixo. É muito ágil nas árvores, por possuir cauda prêensil e membros muito longos. A vocalização é emitida somente por machos e pode ser ouvida a 500 metros. É usada como uma chamada de alarme e também para localização dos alimentos. As fêmeas e os filhotes ficam juntos o tempo todo, enquanto o macho pode separar-se temporariamente do grupo.
Alimentação – onívoro, comendo principalmente frutas, ovos, sementes e folhas.

Reprodução – após uma gestação de 6 meses a fêmea dá a luz a apenas 1 filhote que fica grudado nas costas da mãe por mais de 1 ano, até estar apto a se deslocar sozinho pelos galhos das árvores. A maturidade sexual ocorre em 4 a 5 anos de idade.
Ameaças - está em extinção. Este problema intensifica-se à medida que o homem invade seu habitat natural, caçando-o clandestinamente para contrabando, e derruba, criminosamente, com ou sem queimadas, as florestas tropicais visando aumentar as áreas para plantações e campos de pastagens.


MACACO BARRIGUDO (Lagothrix lagotricha)


Características – p ossui de 51 a 69 cm e sua cauda tem cerca de 60 a 72 cm. Em cativeiro, pesa em torno de 6 kg. O pelo é curto e abundante e a cabeça é compacta e redonda. Tem cauda preênsil, que é uma das suas principais características.
Habitat – florestas de vegetação primária, com pelo menos 2100 m de altitude. Demonstra preferência por manter-se em árvores com 16 a 18 m de altura.
Ocorrência – Colômbia, Equador, Peru e Brasil, no Amazonas, Pará e Rondônia. Entre os rios Tapajós e Juruá ao norte do Guaporé.
Hábitos - são diurnos e vivem nas árvores em grupos de 12 ou mais indivíduos. Seu nome vulgar se refere à barriga proeminente.
Alimentação – folhas, frutas, insetos e aranhas.
Reprodução – a gestação dura cerca de 225 dias
Ameaças e utilização - é capturado para servir de animal de estimação por ser dócil e calmo. Está em extinção.



MACACO DE CHEIRO (Saimiri sciureus)

Características – mede de 26 a 36 cm e a cauda longa de 35 a 43 cm. A pelagem é curta, abundante e macia. A coloração é muito brilhante, amarelo-azeitonado, e a mancha preta ao redor da boca é característica marcante da espécie, com a cauda terminando em ponta preta. O polegar é pequeno. Se tiverem condições favoráveis no cativeiro, chegam a viver de 15 a 10 anos.
Habitat – floresta tropical chuvosa, primária e secundária.
Ocorrência – Peru, Bolívia, Paraguai e Brasil.
Hábitos - hábitos diurnos, são geralmente silenciosos. São arbóreos. Vivem em grupos que chegam a 100 indivíduos.
Alimentação – insetos, frutos, ovos, pequenos pássaros, aranhas e amêndoas.
Reprodução – a g estação dura de 152 a 170 dias. Têm 1 filhote em cada parto. Um parto por ano.
Ameaças e utilização – por ser domesticado facilmente é alvo de caçadores e do tráfico de animais silvestres

mico


MACACO PREGO (Cebus apella)


Características – é o mais comum dos macacos sul-americanos, provavelmente um dos mais resistentes. P ossui uma barba de pelos enegrecidos e um corte de pelos amarelos dentre o pescoço até a metade das patas anteriores. Seu corpo mede em torno de 30,5 a 56,5 cm, mais a cauda que é levemente preênsil e mede entre 30 e 55 cm. O peso varia de 1,60 a 4 kg. É mais lento que outros macacos . Pode viver cerca de 40 anos.
Habitat – florestas tropicais
Ocorrência – sudeste da Bahia e um pequeno trecho ao norte de Minas Gerais.
Hábitos – arborícola. Possui hábitos diurnos, preferindo os topos das árvores e, raramente desce ao chão, exceto para obter algum tipo de alimento. Raramente é encontrado acima de 1.500m de altitude. Vivem em bandos numerosos e são atrevidos. Seu grito é antes um assobio. Geralmente o chefe do bando é um macho adulto. São capazes de utilizar ferramentas ou estratégias para conseguir alimentos. São muito ativos, curiosos, mexendo, removendo e quebrando coisas sendo talvez o primata mais inteligente das Américas.
Alimentação – onívoro, alimentando-se de frutas, vegetais, insetos, pássaros jovens e ovos.
Reprodução – gestação dura cerca de 6 meses gerando 1 filhote . O jovem  filhote  é  assistido pelos pais por vários meses. Quando um filhote

se perde de sua mãe ou por algum motivo se separa dela, outros do grupo se responsabilizam por ele, cuidando e alimentando.
Ameaças e utilização – por ser mais lento que outras espécies de primatas, é mais fácil de ser caçado. É uma espécie ameaçada de extinção devido à destruição de seu principal habitat, a Mata Atlântica.


MICO ESTRELA (Callithrix jacchus)


Características – sagüi com até 30 cm, mais de 35 cm de cauda não prensil e até 240 g de peso. Lembram os esquilos pelo seu comportamento e na forma do corpo. Cabeça mais longa que larga, unhas longas com a forma de garras (exceto a do polegar). Possui topetes brancos grandes em torno da orelha, um ponto branco na testa e o descanso do corpo é cinza. A parte traseira e a cauda são cinza pálido e escuro unido. Possui os dentes incisivos inferiores adaptados para roer troncos de árvores gumíferas e ao todo 32 dentes, sendo oito incisivos, quatro caninos, doze pré-molares e oito molares. O polegar não se opõe completamente, mas o hálux sim. Podem viver por 20 anos. São muito utilizados em pesquisas biomédicas.
Habitat – cerrado, caatinga e mata atlântica
Ocorrência – nordeste do Brasil, sendo também, introduzido nas matas do Sudeste brasileiro, onde está se tornando “praga” dominando espécies nativas.
Hábitos – tem marcada índole social. A organização do grupo obedece a uma ordem hierárquica muito bem definida; tal ordem nem sempre é imediatamente perceptível, pois as relações entre indivíduos dominantes e subalternos é em geral, bastante amigável. Além disso, na maior parte das atividades, os indivíduos gozam dos mesmos direitos, independentemente da posição na cadeia hierárquica. As diferenças se mostram claramente, porém no comportamento sexual; na cabeça do grupo situam-se usualmente um macho  e  uma  fêmea  adultos;  muitas  vezes,   quando  um  ou   outra  acasalam com
indivíduos de posto inferior, seu "companheiro de chefia" contraria numa verdadeira cena de ciúme. 0 resultado é a luta com o rival, sempre do mesmo sexo. F ormam grupos de 7 a 15 indivíduos em uma área de 5 ha. São monogâmicos e gostam de mostrar a genitália para demarca o seu território. E m cada grupo só a fêmea principal tem filhotes. A fêmea fica então livre para buscar sua comida preferida, goma de árvore, que ela consegue furando a casca com os dentinhos muito longos. Cada buraco de goma tem dono e a fêmea o marca com "xixi", que tem o seu cheiro, para ninguém tentar comer a goma, que demora algum tempo para se formar, pois depende da evaporação da água da seiva. Raramente adotam a postura bípede. Apóiam-se sempre nas quatro patas, ou deitam-se nos galhos, com a cauda pendente. Raramente saltam de uma árvore para outra que esteja a distância, mas, como geralmente as copas se tocam, atravessam com agilidade as pontes formadas pelos ramos. Abrigam-se nos ocos dos troncos, mas não constroem ninhos. Vivem em grupos pequenos (também podem ser vistos sozinhos ou em pares). Às vezes formam bandos que, nas regiões pouco freqüentadas pelo homem, podem reunir trinta ou quarenta indivíduos. Dormem umas doze a quatorze horas por dia. Gostam de brincar de briga e de esconde-esconde. Um sagui demonstra sua superioridade em relação a outro virando-lhe o traseiro. Isso difere curiosamente do habito de alguns macacos africanos, entre os quais este gesto indica submissão. Possuem domínios definidos e os bandos instalam-se nas proximidades das fruteiras, na mata, repetindo os mesmos percursos todos os dias. Utilizam as mesmas árvores e os mesmos galhos durante os deslocamentos.
Alimentação – insetos, goma de árvores e frutas. Algumas semanas antes de dar à luz, as fêmeas ficam menos ativas.
Reprodução – gestação dura em torno de 140 a 150 dias, gerando de 1 a 3 crias. O chefe da família tem a obrigação de cuidar dos filhos. Pequenininho, o sagüi se agarra no peito do pai e só volta para junto da mãe na hora de mamar. Na hora de atravessar os galhos e correr pelas árvores, é o pai que carrega os filhotes. Com 30 dias de vida, os filhotes começam a comer um pequenos insetos e ovos. Normalmente os filhotes mamam até os 6 meses. Com a idade de 15 a 18 meses já são capazes de se reproduzirem.
Predadores naturais - gaviões, gatos do mato, corujas e iraras.
Ameaças – caça indiscriminada e tráfico de animais silvestres.


MICO LEÃO DA CARA DOURADA (Leontopithecus chrysomelas)


Características – mede cerca de 17 a 50 cm e a cauda, de 23 a 39 centímetro. O peso varia de 210 a 590 gramas. A pelagem é longa e macia. É significativamente preto com a cabeça, nádegas, superfície mais alta da cauda, antebraço, mãos e pés dourados. Os dentes caninos inferiores são maiores que os incisivos. Aproximadamente 15 anos.
Habitat – Floresta Atlântica
Ocorrência – sudeste da Bahia e Norte do Espírito Santo.
Hábitos - vivem em estado selvagem apenas nos restos de mata que sobraram no sul da Bahia. Geralmente viaja em pequenos grupos. Pula de árvore em árvore com espantosa agilidade. Se abriga em ocos de árvores e em rochas.
Alimentação – frugívoro, insetívoro e ovos de pássaros.
Reprodução – gestação de 125 a 132 dias, gerando de 1 a 3 crias. O fihlote quando nasce é assistido tanto pela mãe quanto pelo pai.
Ameaças - d evido às capturas ilegais para a venda a comerciantes inescrupulosos e, ao intenso desmatamento no seu habitat, está gravemente ameaçado de completa extinção.


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