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MICO LEÃO DA CARA PRETA (Leontopithecus caissara)


mico
Características – pequenos primatas com pelagem dourada no dorso e no tórax, apresentando face, juba, mãos, pés, antebraço e cauda pretos. Mede 30 cm de comprimento (sem considerar a cauda, que tem a mesma medida do corpo) e pesa cerca de 600 gramas.

Habitat – Floresta Atlântica
Ocorrência – região de Guaraqueçaba, no Parque Nacional do Superagüi e nas ilhas adjacentes nos estados de Paraná e São Paulo, Brasil.
Hábitos - vive em grupos familiares de em média 5 indivíduos em grandes áreas definidas dentro da floresta. Cada grupo ocupa aproximadamente 25 hectares. O grupo familiar é formado pelo casal (macho e fêmea) e a cada gestação nascem geralmente filhotes gêmeos que são cuidados por todo o grupo e carregados nas costas pelos pais e irmãos mais velhos nos primeiros meses de vida. São ativos e ágeis. A briga-se nos extratos médio e superior das árvores, gosta de dormir nos ocos das mesmas e se comunica com os outros através de sons muito agudos, ouvidos à distância. É territorialista.
Alimentação – frutos, folhas, insetos, seivas de árvores, flores (néctar) e fungos.
Reprodução – atingem a maturidade sexual aos 18 meses a fêmea e aos 24 meses o macho. A época reprodutiva vai de setembro a março. A gestação é de 125 a 132 dias, gerando de 1 a 3 filhotes. O filhote quando nasce é assistido tanto pela mãe quanto pelo pai.
Ameaças - é uma das espécies de primatas mais ameaçadas de extinção, o que se deve, principalmente, à sua restrita distribuição geográfica, à sua pequena densidade populacional e à destruição do habitat. Estima-se que existam apenas 300 indivíduos na natureza.


MICO LEÃO DOURADO (Leontopithecus rosalia)


Características – primata de pelagem de cor dourada com a pele mais escura na face dos adultos e mais claro nos jovens. A pelagem do pescoço possui uma espécie de juba dourada, de onde provém seu nome vulgar. Comprimento da cabeça e corpo de 20 a 33cm, cauda de 31 a 40 cm. O adulto pesa entre 360 a 710 g. Podem viver aproximadamente 15 anos.
Habitat – Floresta Atlântica. Vive em florestas tropicais primárias, mas se adapta bem às secundárias. Ocupa um extrato de 3 a 10 m de altura nas árvores, de preferência onde ocorrem as epífitas, pois aí encontra com mais freqüência alimentação.
Ocorrência – estado do Rio de Janeiro, Brasil. Espécie endêmica da Mata Atlântica costeira do estado do Rio de Janeiro. Originalmente a espécie se distribuía pelas planícies florestadas das porções sul e central do estado. Atualmente encontra-se restrita aos municípios de Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Cabo Frio, Araruama, São Pedro da Aldeia e possivelmente nas manchas das florestas de Rio Bonito e Saquarema. A maior população pode ser encontrada na Reserva Biológica de Poço das Antas/RJ (5.200 ha) com cerca de 375 indivíduos. Algumas fazendas localizadas próximas, que aderiram ao Projeto, também possuem grupos.

tamarim
Hábitos - hábitos diurnos. Animal monogânico, uma vez formado o casal, mantém-se fiel. Para dormir utilizam ocos de árvores ou densos emaranhados de vegetação no alto das mesmas, aconchegando-se uns sobre os outros. F ormam grupos de 3 a 11 indíviduos sendo o tamanho médio aproximado de 7 indivíduos. Se deslocam até aproximadamente 1,5 km por dia. Podem emitir 18 tipo diferentes de vocalizações específicas para cada situação.
Alimentação – frugívoro e insetívoro (insetos, aranhas, lesmas, pererecas e afins, pequenos lagartos, néctar, exsudados e frutos maduros e verdes de mais de 38 espécies vegetais, constituindo os frutos cerca de 78% da dieta). A micro-manipulação tem importante papel na obtenção de alimento.
Reprodução – gestação de 125 a 132 dias, 1 vez por ano em geral de setembro a fevereiro. São em geral monógamos com uma fêmea e um macho dominantes. Geralmente nascem gêmeos.
Ameaças - está ameaçado de extinção principalmente por causa dos desmatamentos clandestinos na área de sua distribuição. Hoje é encontrado, apenas, na Reserva Biológica de Poco das Antas e arredores, no município de Silva Jardim, RJ. A espécie, segundo alguns autores, atingiu a quantidade de menos de 200 indivíduos soltos na REBIO de Poço das Antas na década de 80. Tal situação se estabeleceu, em função da destruição do habitat natural para produção de carvão, implantação de pastagens e áreas agrícolas e da caça desse animal silvestre para tráfico, ao longo dos anos. Para salvar a espécie da extinção em 1972 foram iniciados os encontros de pesquisadores. A.F. Coimbra Filho e A. Magnanini foram os primeiros a perceber a situação crítica do mico-leão-dourado. Graças a seus esforços foi criada a Reserva Biológica de Poço das Antas em 1974. Em 1981 formado um Comitê Internacional de Manejo. Em 1983 foi criado o Projeto Mico-Leão-Dourado pelo National Zoological Park da Smithsoniam Institution/World Wildlife Fund e o Centro de Primatologia do Rio de Janeiro com os seguintes objetivos: estudar o comportamento, genética, fisiologia e manejo da espécie em cativeiro e na natureza, treinar o pessoal para o levantamento e acompanhamento, educar ambientalmente as comunidades locais, recuperar áreas degradas, proteger as áreas com florestas e reintroduzir animais reproduzidos em cativeiro. De lá para cá espécimes reproduzidos em cativeiro em mais de 150 instituições, foram sendo reintroduzidos em florestas preservadas e fiscalizadas. Em 1992 foi criada a Associação Mico-Leão-Dourado com o objetivo de desenvolver e implementar estratégias para a conservação da espécie e do seu habitat natural. O total de micos reintroduzidos passa de 200 indivíduos e o Projeto Mico-leão dourado já conta com mais de 1.000 espécimes na natureza. O maior problema hoje não é mais a reprodução em cativeiro, mas habitats adequados disponíveis para a reintrodução. Segundo o Sistema de Informação Geográfica 43 % da superfície total da Reserva são constituídas de áreas degradadas. Em pelo menos 28% da área dá reserva é necessário que seja feito um trabalho de reflorestamento e de implantação de um cinturão verde. Por estarem localizados em fragmentos florestais remanescentes isolados é necessário realizar um trabalho de translocação e acasalamento, para se evitar a consagüinidade nos grupos já estabelecidos. O objetivo é conseguir atingir o número de 2.000 indivíduos soltos em áreas de florestas que totalizem 23.000 hectares, até o ano 2025. Mas para isso é necessário a ampliação das áreas protegidas, o que só se fará com a participação voluntária dos fazendeiros da região, que já foram responsáveis pelo aumento em mais de 50% da área disponível para o Programa. O ecoturismo pode ser uma saída para geração de renda para esses fazendeiros de maneira a tornar a participação um negócio interessante. Paralelamente é desenvolvido um trabalho de Educação Ambiental com as escolas locais que entre outras atividades contam com a projeção de vídeos, apresentação de palestras e visita ao Centro Educativo da REBIO, que possui uma trilha interpretativa. Também são oferecidos Cursos de Educação Ambiental para professores que são estimulados a desenvolver projetos na região e realizadas exposições. Dois grandes perigos ainda são o fogo, causado intencionalmente, por balões ou guimbas de cigarros lançadas das estradas que passam próximas e o desmatamento. Atualmente grande parte da área de distribuição coberta por fragmentos florestais remanescentes está sendo destruída para dar lugar à construção de condomínios para veraneio.

MICO LEÃO PRETO (Leontopithecus chrysopygus)


Características –
semelhante ao mico-leão-dourado em tamanho, mas com pelagem preta. Pode viver até 15 anos
Habitat – Floresta Atlântica
Ocorrência – estado de São Paulo, Brasil.
Alimentação – frugívoro e insetívoro
Reprodução – gestação dura de 125 a 132 dias
Ameaças – em extinção

MORCEGO DAS FRUTAS (Artibeus lituratus)


morcego

Características – coloração parda com 4 listras brancas na cabeça, acima e abaixo dos olhos. Pesa aproximadamente 70 gramas e tem 60 cm de envergadura. É o morcego mais comum na cidade. Contribui para a disseminação de árvores, pois ao carregar as sementes das frutas que come e defecar em um local distante, as sementes germinam e podem formar novas árvores. Voa em média 5 km2, visitando até 7 árvores frutíferas por noite, ingerindo metade do seu peso em frutas.
Habitat – Florestas Tropicais.
Ocorrência – América Central e América do Sul.
Hábitos -
vive em grupos compostos por um macho e várias fêmeas. Possui hábitos noturnos.
Alimentação – frutas (na cidade alimenta-se de jamelão, amêndoas manga e outras frutas).
Reprodução – gestação dura cerca de 5 meses, gerando 1 filhote.



MURIQUI (Brachyteles arachnoides)


Características – também conhecido como mono-carvoeiro, é o maior primata das Américas e o maior mamífero endêmico do Brasil. Quando adulto chega a 1,30 m de altura, tendo o mesmo tamanho de cauda, pesando até 20 quilos. Possui pêlo macio e lanoso, de cor predominantemente parda com partes amareladas no ventre e interior dos membros. A cara é preta, daí o nome carvoeiro, lembrando os trabalhadores das minas de carvão que ficam com o rosto enegrecido. Os testículos também têm a cor preta. A cauda do mono vale por um braço, tendo até 1,30 m de comprimento. Ela o ajuda a se movimentar entre as árvores e pegar alimentos. A ponta da cauda não tem pêlo e sim pele, semelhante à da mão, inclusive com sensibilidade de tato, permitindo o muriqui a manipular objetos tão pequenos quanto uma ervilha e carregá-los durante o deslocamento nas árvores. A poderosa musculatura da cauda sustenta tranqüilamente o corpo do animal pendurado. Os polegares aparecem na mão de forma rudimentar ou simplesmente não existem em alguns animais. Os dedos são longos permitindo-lhes agarrar com firmeza mesmo os galhos mais distantes. Sua agilidade é apenas comparável à dos gibões da Ásia e dos macacos-aranha da Amazônia,  fazendo  deles  os  acrobatas  da  floresta. Os olhos frontais

muriqui
mono
proporcionam-lhe uma visão binocular, como a dos humanos, felinos e algumas aves de rapina, possibilitando avaliar com precisão a distância dos objetos, um atributo essencial para quem vive pulando de galho em galho. Mesmo assim muriqui nenhum nasce sabendo saltar. As mães precisam ajudar os filhotes nas passagens mais difíceis, usando o próprio peso para aproximar os galhos, formando com o corpo deitado, os braços e a cauda estendidos, uma ponte sobre a qual a cria fará a travessia. O tempo de vida do muriqui ainda é incerto, mas sabe-se da existência de exemplares com mais de 30 anos.
Habitat – florestas tropicais úmidas de regiões montanhosas . Endêmico da Mata Atlântica. Originariamente ocorria do sul da Bahia até São Paulo. Atualmente parece estar restrito a pequenas populações em áreas isoladas ao longo de sua distribuição natural.



Ocorrência – Sudeste do Brasil.
Hábitos - arborícola e tem hábitos diurnos. Vive em bandos de 30 a 35 indivíduos. Eles raramente descem ao chão, vivendo dia e noite nas copas das árvores. Os muriquis produzem nada menos do que 22 vocalizações distintas, cada uma com sua finalidade específica. O muriqui é um ser pacífico, de temperamento cordial, de movimentos acrobáticos, não atacando plantações nem o homem. Sobrevive em grandes áreas com boa vegetação e muitos poleiros. Quando o grupo se desloca, ao contrário do que ocorre com espécies em que os machos formam um círculo protetor em volta das fêmeas e dos filhotes, o centro muriqui é masculino e a periferia, feminina.
Alimentação – vegetais e insetos
Reprodução - O sexo é livre. A característica mais peculiar da espécie, e talvez a mais influente de todas, é o fato de as fêmeas abandonarem o seu grupo de origem quando estão prestes a atingir a maturidade sexual, o que ocorre por volta dos cinco anos de idade. Ninguém as expulsa. Elas partem espontaneamente em busca de outros relacionamentos, ao mesmo tempo em que fêmeas de outros grupos vêm ocupar o seu lugar. Nessa espécie, as fêmeas são férteis um mês por ano, quando copulam indistintamente com vários machos. Até 5 machos podem copular com uma fêmea e o período de gestação dura 7 meses. O acasalamento às vezes ocorre na presença de terceiros, sem que isso dê motivo a conflitos, algo diferente entre os primatas sociais. Na sociedade muriqui, cuidar dos filhotes é tarefa exclusiva da mãe. Normalmente nasce apenas um filhote, mas já foi observado o nascimento de gêmeos. O filhote vive sob a guarda da mãe até os 8 meses. O desmame não ocorre antes de ano e meio, podendo dar-se até aos 2 anos. Nesse prolongado convívio com a mãe, o filhote aprende não só a saltar como também a emitir sons, um comportamento valioso à sobrevivência dos indivíduos e à coesão do grupo.
Ameaças - seriamente ameaçado de extinção pela destruição do habitat e caça.


ONÇA (Panthera onca)


Características – também conhecida como onça pintada, é o único grande felino encontrado nas Américas. Mede da cabeça a ponta da cauda cerca de 2,70 m e pode pesar até 160 Kg, é o maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo, só perdendo para o Tigre e o Leão. A pelagem é amarelo-ruiva, com 5 séries de rosetas pretas nos lados (estas rosetas são equivalentes a nossas digitais, ou seja, exclusivas para cada indivíduo). Em parte, essas rosetas têm no centro uma pequena mancha preta, outras sendo irregulares, sando nas extremidades e, principalmente, na face, são substituídas por manchas de vários tamanhos. A cauda tem anéis pretos e a ponta também é preta. Possui mandíbulas fortes e são os únicos felinos que matam suas presas perfurando o crânio com os caninos, podendo até rachar cascos de tartaruga. Existe uma variação melanínica de  onça que é conhecida como

onça
onça preta e em tupi-guarani recebe o nome de jaraguá-pichuna. Como o nome já diz, ela tem o corpo todo preto, resultado da grande concentração do pigmento melanina na péle, mas mantêm as mesmas pintas em seu pêlo. Porém não é outra espécie. Pela sua raridade, a onça-preta é um animal que desperta grande procura por parte dos zoológicos de todo mundo. Durante muito tempo quiseram alguns zólogos classificar esse animal como uma nova espécie. Um grave erro, visto que a onça-preta pode nascer no meio de uma ninhada de "pintadas", bem como de um cruzamento de onças-pretas pode nascer uma onça-pintada. Pode viver até 22 anos.
Habitat – campos e florestas
Ocorrência – América do Norte (Arizona, Texas e Novo México) e America do Sul até a Patagônia.
Hábitos - a onça é um animal solitário e os casais se encontram apenas na época do cruzamento. Se sai muito bem na água, onde pesca e caça até jacarés. Trepa em árvores com a mesma facilidade com que atravessa os maiores rios. Excelente saltadora, tanto em altura quanto em distância. Prefere caçar ao crepúsculo, carregando a caça para algum esconderijo. É um animal territorial. Necessita ocupar um território de 10 a 40 km², variando de acordo com a disponibilidade de alimento e com cada ecossistema.
Alimentação – carnívoro, compreendendo mamíferos, aves, répteis e peixes, tendo certa preferência por capivaras e jacarés. A cada sete tentativas a onça consegue capturar uma presa. A onça preda 85 espécies animais diferentes e está no topo da cadeia alimentar.
Reprodução – atinge a m aturidade sexual aos 3 anos e a gestação dura de 90 a 105 dias, nascendo 1 a 3 oncinhas, que mamam durante dois meses e acompanham a mãe até o final do primeiro ano de vida, enquanto estão aprendendo a caçar, subir em árvores, nadar e enfrentar inimigos ou presas.
Ameaças – espécie ameaçada de extinção pela caça indiscriminada, principalmente pela procura de sua pele e destruição de seu habitat.


OURIÇO CACHEIRO (Coendu sp.)


ouriço

Características – roedor que pode atingir 60 cm de comprimento, e de 1,5 a 2.0 kg, com pelagem pardo-amarelada, escondendo quase completamente os numerosos espinhos, muito mais longos, cor de enxofre, da parte superior do corpo. Esses espinhos são a defesa do animal, de resto inofensivo. Focinho curto e achatado. Cauda preênsil, áspera e negra-arruivada com a parte anterior espinhosa e a posterior com pêlos duros, picantes, ruivo-anegrados. Membros munidos de quatro dedos com unhas bastante curvas. A fêmea pouco difere dos machos e os jovens tem a pelagem amarelo-avermelhada.
Habitat – Floresta Amazônica e Mata Atlântica
Ocorrência – Brasil
Hábitos - hábitos essencialmente noturnos, dormem nas horas quentes do dia, trepam em árvores muito facilmente e com segurança valendo-se de sua cauda prêensil, a maneira de certos macacos mas são muito morosos. Aproximando-se algum inimigo perigoso, não foge: eriça apenas os espinhos e espera os acontecimentos.

Reprodução - as crias em número de um ou dois são encontradas no oco das árvores velhas.
Alimentação – herbívoro, principalmente frutas.


PACA (Agouti paca)


Características – dentre os animais silvestres brasileiros, a paca é um dos que têm a carne mais saborosa e apreciada. É um dos maiores roedores do Brasil só perdendo em tamanho para a capivara. O corpo é longo e robusto, com listras longitudinais brancas, interrompidas ou não, sob um fundo pardo-amarelado. Na fase adulta chega a medir 70cm e pesando 10 Kg.
Habitat – matas de galeria, florestas e cerrado
Ocorrência – toda a América do Sul a leste da Cordilheira dos Andes
Hábitos – dorme de dia na toca, saindo à noite à procura de alimentos.
Alimentação – herbívoro, baseada em frutas, verduras, raízes ou milho.
Reprodução – tem apenas um ou dois filhotes por ano. Podem ocorrer duas gestações por ano.
Ameaças – animal muito apreciado pela carne, por isso muito caçado.

paca


PEIXE BOI (Trichechus manatus)


peixe_boi

Características – corpo largo e cilíndrico terminado em uma nadadeira horizontal gorda e redonda. Coloração cinza escuro e uniforme, podendo haver manchas rosas na barriga e no peito. Cabeça muito pequena, lábios superiores com tufos de pelos negros e duros, olhos pequenos e sem ouvido externo. As nadadeiras peitorais possuem unhas nas extremidades. Podem atingir até 3 m de comprimentoe pesar até 2.000 Kg. A dentição é formada somente por molares, em número que varia de 6 a 8 em cada ramo maxilar. À medida que os anteriores se gastam e caem, nascem outros, e estes vão sucessivamente tomando o lugar dos primeiros. As fêmeas têm 2 tetas peitorais muito desenvolvidas. Têm faro, audição e visão muito aguçados.
Habitat – rios e lagoas
Ocorrência – do Nordeste ao Amapá

Hábitos - animais unicamente aquáticos diurnos e noturnos, solitários. Mergulham por longo tempo.
Alimentação – vegetação flutuante e de algas
Reprodução – formam pequenos grupos na época de reprodução
Ameaças e utilização – espécie ameaçada de extinção pela caça indiscriminada. Sua carne é muito apreciada além de ser possível a extração de 200 a 250 Kg de óleo de um só animal.


PREÁ (Cavia aperea e Galea spixii spixii)


Características – são duas as espécies de preás existentes no Brasil. Roedores que atingem até 30 centímetros de comprimento e cerca de 1 quilo de peso. Possuem orelhas pequenas, patas curtas e cauda não visível. São comestíveis e vastamente usados em laboratório. As preás que vivem no Sul do Brasil têm o pêlo áspero, tendendo entre o castanho e o cinza-escuro. A espécie nordestina se distingue pelas manchas brancas que tem junto às orelhas.
Habitat – Cavia aperea vive nos brejos e nas proximidades de matas úmidas. A Galea spixii spixii vive em bandos e é um dos mamíferos mais comuns da caatinga.
Ocorrência – A de nome científico Cavia aperea é encontrada nos Estados do Sul e do Sudeste e também na Argentina e no Paraguai. A outra, Galea spixii spixii , é típica da região Nordeste.

preá
Hábitos – vivem em bandos que de madrugada ou à noitinha saem para procurar alimentos. São muito tímidos e quando afugentados procuram se esconder correndo aos pulos, soltando pequenos gritos.
Alimentação – herbívoros
Reprodução – geralmente, faz seus ninhos em moitas de cactos ou bromélias e em pequenos buracos. as fêmeas ficam maduras sexualmente no sexto mês de vida. Estão no cio quando se agitam e a vulva incha. O macho, então, começa a dança nupcial em volta da fêmea e mexe a boca como se estivesse mastigando. A aprovação acontece quando a fêmea passa a emitir guinchos e a repetir o movimento da boca do macho. A gestação dura de 60 a 70 dias e o número de filhotes em geral é de dois ou três, que nascem de olhos abertos e com pêlos. Mamam por duas a quatro semanas e depois passam a se alimentar de comida sólida.
Ameaças e utilização - a preá já foi muito perseguida pelas populações rurais, que apreciavam sua carne e chegavam a compará-la à carne de coelho. Hoje, esse hábito ainda persiste na região Nordeste, especialmente entre as famílias mais pobres que, muitas vezes, encontram nesse pequeno roedor a única fonte de alimento. Uma das maneiras de capturá-lo é com uma armadilha bem simples formada por duas tábuas e um alçapão.


PREGUIÇA COMUM (Bradypus tridactylus)


preguiça

Características – com pelo seco e áspero como palha, cinzento com algumas manchas dispersaws de cor mais clara, como os supercílios. O macho tem na nuca uma malha avermelhada, cor de laranja, atravessada por uma linha preta. Possui 3 garras em cada mão.
Habitat – florestas
Ocorrência – Honduras até o norte da Argentina
Hábitos – arborícola, diurno, de deslocamento lento. Passam quase toda a vida sobre as árvores, só descendo ao chão para realizar suas necessidades fisiológicas.
Alimentação – herbívoro
Reprodução – gestação de 180 dias



PREGUIÇA DE COLEIRA (Bradypus torquatus)

Características – semelhante à anterior, porém destacando-se na nuca uma coleira ou manto enegracido.
Habitat – endêmica da Mata Atlântica
Ocorrência – Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro
Hábitos - arborícola
Alimentação – herbívora.
Ameaças – espécie ameaçada de extinção principalmente pela destruição de seu habitat.



PREGUIÇA REAL (Choloepus hoffmanni)

Características – pelagem de sor cinzenta mas quase preta na cabeça, apresentando 2 dedos (unhas) em cada mão e focinho um pouco mais afunilado.
Habitat – floresta tropical
Ocorrência – América Central e do Sul. No Brasil, na Região Amazônica
Hábitos - arborícola
Alimentação – Folhas, frutos, filhotes e ovos de aves
Reprodução – gestação dura 330 dias



QUATI (Nasua nasua)


Características – mede de 41 a 60 cm e sua cauda pode ter de 32 a 69 centímetros. Seu peso é de cerca de 11 kg. O pelo é comprido e pouco áspero. Suas cores se misturam variando do preto ao cinza ou marrom-avermelhado, sendo mais amarelados o peito e abdomem. Geralmente, o focinho, o queixo e a garganta são esbranquiçados. Seus pés são pretos. Os olhos e as orelhas são pequenos. A cauda é listrada. O focinho é longo e pontudo bem adaptado para cutucar buracos, tocas e fendas. As pernas traseiras são mais longas que as dianteiras. Locovem-se pelas árvores tão bem quanto no solo, usando a cauda como um órgão de equilíbrio e semi-prêensil.
Habitat – Florestas Tropicais

quati
Ocorrência – América do Sul
Hábitos - é de hábito diurno e social, sendo geralmente encontrado em áreas reflorestadas. Frequentemente são solitários, mas podem ser encontrados em bandos de 5 a 40 indivíduos. Descansa durante o calor do dia. Vive em abrigos no solo ou em árvores. Os machos velhos podem ser observados solitários, quando são chamados de coatis-mundéus. Andam no chão e sobre as árvores com rapidez e habilidade. As principais atividades ocorrem durante o dia, mas à noite também se movimentam para buscar alimentos.
Alimentação – animais, frutas e ovos.
Reprodução – a gestação dura cerca de 77 dias, gerando de 2 a 6 filhotes
Ameaças – é caçado pela sua carne, até mesmo com a ajuda de cães treinados.


QUEIXADA (Tayassu pecari)


queixada

Características – espécie de porco do mato que atinge 1,1 m de comprimento, com pelagem de cor acinzentada e uma faixa branca de cada lado da boc se estendendo para trás, ao longo do queixo, daí o nome. Selvagem e resistente. Os dentes caninos são protuberantes e ficam para fora da boca.
Habitat – florestas úmidas, mas sobrevive até em áreas devastadas
Ocorrência – do Sudoeste dos Estados Unidos (Texas, Novo México, Arizona) até os países das Américas Central e Latina.
Hábitos - são animais gregários. Vivem em pequenos grupos de 5 a 15 indivíduos de ambos os sexos, podendo alcançar maior número. Sempre lutam juntos contra os inimigos, fazendo um barulho com os dentes e o queixo.
Alimentação – frutas, raízes, talos e pequenos animais.
Predadores naturais – onça
Ameaças e utilização - animal muito caçado pela carne apreciada.



RATÃO DO BANHADO (Myocastor coypus)


Características – é um roedor grande, com forma de um verdadeiro rato. A cor geral é marrom avermelhada escura por cima do corpo e amarela clara ventralmente. Forma alongada, cabeça do tamanho proporcional ao corpo, orelhas pequenas e arredondadas. Focinho com bigodes longos, dentes incisivos grandes e amarelos, pele recoberta com pelos compridos e uma camada densa, mas fina e macia que lhe dá boa proteção dentro d'água. A cauda é grossa e mais curta que o corpo, revestida por escama e pêlos ralos. Tem pernas curtas e mãos com quatro dedos providos de unhas fortes e polegar rudimentar. Os pés tem cinco dedos, unidos por membrana. O peso do adulto varia entre 7 e 9 Kg e comprimento de 0,70 a 1,0 m.

nútria
Habitat – banhados, lagoas, rios e outros locais com água.
Ocorrência – sul do Brasil
Reprodução – normalmente observa-se na natureza fêmeas com 2 a 4 filhotes, mas as ninhadas podem serem maior número. As tetas da fêmea estão localizadas nos lados do ventre da maneira que os ratinhos podem alcança-las facilmente.
Ameaças – caça criminosa e destruição do habitat.


SAGUI BRANCO (Callitrix argentata)


sagui Características – pequeno primata que pesa em torno de 230 a 450 g, com pelagem branca e face preta desprovida de pelos. Cauda longa. Possuem unhas em forma de garra o que facilita a sua alimentação que inclui insetos e gomas de árvores. Atingem de 50 a 54 cm.
Habitat – florestas tropicais e subtropicais
Ocorrência – sul do rio Amazonas (entre os rios Tapajós e Tocantins)
Hábitos – diurnos, formando grupos de até 15 indivíduos. São monogâmicos, passam o dia à procura de alimentos entre os galhos das copas das árvores, de onde saltam com facilidade. À noite, dormem nas árvores. Raramente, descem ao solo. Quando ameaçado, emite guinchos muito agudos, alertando todo o grupo. Vivem em grupos familiares, constituídos pelos pais, pequenos filhotes e todos os filhos do "casamento".
Alimentação – insetos, ovos, frutas e pequenos vertebrados. Ao se alimentarem de frutas, promovem a dispersão natural das sementes, renovando continuamente a vegetação. E, alimentando-se de insetos, contribuem para o controle biológico desses animais.
Reprodução – fêmea atinge a maturidade sexual entre 20 e 24 meses de idade e o macho aos 9 meses. Reproduzem-se durante todo o ano. A gestação
dura em torno de 4 a 5 meses, nascendo de 1 a 4 filhotes que são cuidados por todos do grupo e desmamados aos 2 meses.
Predadores naturais - gaviões, gatos do mato, corujas e iraras.
Ameaças – estão em perigo de extinção devido ao tráfico de animais e destruição do habitat.


SAGUI DA SERRA (Callithrix flaviceps)

Características – mico de pelagem acinzentada sem tufos. Possuem unhas em forma de garra o que facilita a sua alimentação que inclui insetos e gomas de árvores. Pelagem com tons cinzentos, pardos e amarelados, com tom bege mais acentuado na cabeça. A cauda aparece destacadamente bandeada formando degraus na pelagem. Pesam de 250 a 600 g.
Habitat –
endêmica da Mata Atlântica. F loresta pluvial atlântica de altitude.
Ocorrência –
atualmente com distribuição restrita às florestas de altitude acima de 400-500 metros no Estado do Espírito Santo (sul do rio Doce) e em pequenas áreas adjacentes a leste de Minas Gerais. Possivelmente ainda no extremo norte do Rio de Janeiro.
Hábitos –
arborícola. Formam grupos de 7 a 15 indivíduos com apenas uma fêmea reprodutiva por grupo.
Alimentação –
onívoro, alimentando-se de insetos, goma de árvores e frutas.
Reprodução – gestação dura em torno de 140 a 150 dias.
Predadores naturais -
gaviões, gatos do mato, corujas e iraras.
Ameaças –
espécie ameaçada de extinção pela destruição do habitat e tráfico. A estimativa da população presente na Estação Biológica de Caratinga (800 ha) é de aproximadamente 200 a 300 indivíduos.


SAGUI DE BIGODES (Saguinus imperator)


Características – sagüi com pelagem acinzentada com listras esbranquiçadas, cabeça mais escuta com grande bigote branco. Cauda longa com pelagem pardacenta. Lembram os esquilos pelo seu comportamento e na forma do corpo. Suas garras são utilizadas para subir nos troncos e para retirar insetos e larvas do interior dos galhos das árvores.
Habitat –
florestas tropicais
Ocorrência –
Amazonas
Hábitos –
diurno, formando grupos de até 6 indivíduos . Raramente adotam a postura bípede. Apóiam-se sempre nas quatro patas, ou deitam-se nos galhos, com a cauda pendente. Raramente saltam de uma árvore para outra que esteja a distância, mas, como geralmente as copas se tocam, atravessam com agilidade as pontes formadas pelos ramos. Abrigam-se nos ocos dos troncos, mas não constroem ninhos. Possuem domínios definidos e os bandos instalam-se nas proximidades das fruteiras, na mata, repetindo os mesmos percursos todos os dias. Utilizam as mesmas árvores e os mesmos galhos durante os deslocamentos. Em geral, os machos encarregam-se do transporte dos filhos pequenos, que se agarram aos pêlos do dorso e às vezes da barriga.
Alimentação –
frutas, vegetais, insetos e ovos.
Reprodução - fêmea atinge a maturidade sexual aos 18 meses e o macho aos 24 meses de idade. Reproduzem-se durante todo o ano. Gestação dura em torno de 4 a 5 meses. Geram 2 filhotes que são desmamados aos 2 meses.
Predadores naturais -
gaviões, gatos do mato, corujas e iraras.
Ameaças –
ameaçado de extinção devido ao tráfico de animais e destruição do habitat.


SAGUI DE TUFOS PRETOS (Callithrix penicillata)
Características – dentes incisivos inferiores adaptados para roer troncos de árvores gumíferas. Possuem unhas em forma de garra. Possuem uma mancha em forma de estrela na testa e tufos pretos na orelha.

Habitat – cerrado e caatinga.
Ocorrência –
Goiás, Tocantins, Minas Gerais e Maranhão. Leste dos rios Araguaia e Grajaú, Leste dos rios Paraíba e S. Francisco e Norte do rio Tietê (SP).
Hábitos -
formam grupos de 7 a 15 indivíduos.
Alimentação –
insetos, goma de árvores e frutas.
Reprodução –
gestação dura em torno de 140 a 150 dias. Geralmente nascem 2 filhotes e o macho ajuda a criá-los, carregando-os na costa.
Ameaças – estão ameaçados pela caça para tráfico de animais e destruição do habitat.


SAGUI LEÃOZINHO (Cebuella pygmaea)


Características – é o segundo menor primata existente da América do Sul. Mede de 15 a 16 cm e sua cauda pode ter de 15 a 20 centímetros. Pode pesar de 49 a 70 gramas. Recebe esse nome devido à grande juba na cabeça que chega a esconder as orelhas. Suas cores variam entre preto, marrom e mesmo cinza. Há completa ausência de tufos nas orelhas.
Habitat –
Florestas Tropicais úmidas, normalmente sujeitas as enchentes.
Ocorrência – Brasil, Equador, Peru e Colômbia
Hábitos - é ativo e muito ágil. Seus movimentos nas árvores são muito rápidos. Enquanto outros gêneros possuem um comportamento social elaborado,  esta  espécie  parece  ser  um  tanto mais rústica, pois não é

necessário o aprendizado de cuidados com a prole. Mesmo quando os filhotes são separados dos pais na infância, ao tornarem-se adultos não têm dificuldades na criação de seus filhotes, sugerindo-se ser esta uma espécie socialmente mais primitiva.
Alimentação – insetos, frutas, brotos, seiva de árvores e néctar.
Reprodução – a gestação dura em média 5 meses gerando de 1 a 3 crias que são carregadas pelo macho.
Predadores naturais - gaviões, gatos do mato, corujas e iraras.
Ameaças - muito procurado pelos traficantes de animais para serem vendidos aos colecionadores. Caça indiscriminada, destruição do habitat e tráfico de animais silvestres.


SAUÁ (Callicebus personatus)


Características – parecido com sagüi, com cauda longa, sendo pequenos em relação aos outros primatas. O gênero Callicebus , que em latim significa macaco lindo, é formado por macacos de médio porte. C orpo mede 20 cm e cauda 30 cm, pesando entre 1,0 e 2,0 Kg. Dorso e ventre amarelados e membros rajados de cinzento. Mãos e pés são mais claros. Podem viver até os 13 anos.
Habitat –
endêmico da Mata Atlântica nas altitudes que vão de 300 a 900 m.
Ocorrência –
Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo
Hábitos –
arborícola. A espécie possui uma vocalização característica que permite sua rápida presença no ambiente, porém sua localização é bem difícil de ser feita, pois vivem em grupos pequenos. Raramente descem ao solo. São hábeis saltadores mesmo estando com os filhotes nas costas. Boa parte do dia é utilizada para  o  descanso. Dormem lado
sauá
a lado em ramos altos e evitam o encontro com outros primatas. Vivem em pares ou em pequenos grupos familiares de 2 a 5 indivíduos ou são solitários (machos).
Alimentação –
onívoro, 70% de frutos, muitas folhas, sementes macias e insetos. Reprodução – a reprodução parece não ter época definida nascendo um único filhote com aproximadamente 70 gramas, carregado pelo pai até o desmame, que ocorre aos 5 meses.
Predadores naturais -
gaviões, gatos do mato e outros felinos, corujas e iraras.
Ameaças e utilização – ameaçado de extinção pela destruição do habitat e tráfico. Considerando-se que a espécie pode sobreviver em pequenos fragmentos florestais, em termos regionais a caça torna-se o principal fator responsável pela extinção das populações. A destruição do habitat em grande escala tem resultado no isolamento de pequenas populações.


SUÇUARANA (Felis concolor)


suçuarana

Características – é o segundo maior felino das Américas p ode pesar até 70 kg. Possui um colorido pardo uniforme. O macho, maior do que a fêmea, pode atingir até 2,40 m de comprimento com a cauda, que é longa.
Habitat – floresta, montanha
Ocorrência – América Central, América do Norte e América do Sul
Hábitos - animal solitário. E mite sons que lembram o miado do gato doméstico. Ótimo saltador, sobe em árvores com facilidade e, geralmente, refugia-se nas forquilhas, onde dorme. Caça à noite.
Alimentação – carnívoro , principalmente aves e mamíferos
Reprodução – gestação de 90 a 96 dias, gerando de 1 a 3 crias. Formam casais durante a época do acasalamento. Os filhotes permanecem com a mãe cerca de 1 ano, acompanhando-a em suas caçadas.
Ameaças - espécie ameaçada de extinção, tanto pela destruição de seu habitat quanto pela caça.



TAMANDUÁ-BANDEIRA (Myrmecophaga tridactyla)


Características – é o maior representante das espécies de tamanduás. Chegando a medir 1,30m (fora a cauda) e pesar aproximadamente uns 25kg, precisa comer muitos milhares de insetos por dia para sustentar seu corpo. Com uma boca tão pequena, que mal chega a 2 cm de diâmetro, e totalmente desprovida de dentes, o tamanduá não pode comer muita coisa alem de insetos. Sua pelagem é grossa, dura e mais longa na cauda, cinza com uma diagonal preta bordejada de branco, estendendo-se até o peito, sobre os ombros em direção às costas. A enorme cauda é um tufo de pelos. Tem as patas providas de longas garras e sua língua mede de 30 a 40 cm,  que  serve  para  capturar seu

tamanduá
alimento. Seu olfato, 40 vezes mais eficiente que o do homem, compensa sua visão deficiente.
Habitat – campos e florestas
Ocorrência – América Central e América do Sul
Hábitos - hábito solitário. Raramente é visto aos pares, exceto durante a mamentação ou o acasalamento. São animais não-territoriais mas costumam vagar por uma área de aproximadamente de 9.000ha. São ativos durante o dia e à noite, dependendo da temperatura do ambiente, das chuvas e da proximidade com núcleos urbanos. Nadam bem e apesar desta espécie de tamanduá não ser tipicamente escaladora de árvores, escalam muito bem quando em fuga ou em situações de perigo.Suas garras grandes e fortes servem para remover a dura terra dos cupinzeiros e rasgar troncos de árvores onde contenham formigueiros. Também servem para defesa, o tamanduá dá um abraço forte onde finca as unhas no agressor, daí a expressão abraço de tamanduá. Com sua língua comprida e pegajosa, ele captura centenas de formigas e cupins. Dorme enrolado, e é ativo de dia ou de noite. Em caso de enchente ele sabe nadar. Sua marcha é vagarosa, dificultada pelas garras que são voltadas para dentro, evitando o desgaste das unhas no contato com o solo. Um tamanduá-bandeira chega a devorar mais de 30.000 insetos por dia. Os cupins removem o subsolo e o utilizam para a contrução de sua casa. Durante este processo, nas paredes dos termiteiros são fixados nutrientes não encontrados na superfície; além disto, a atividade dos cupins no interior de seu ninho incorpora muita matéria orgânica. Quando o termiteiro é destruído pelo tamanduá, os nutrientes e matéria orgânica são espalhados pela superfícies e aproveitados por microorganismos e plantas, renovando a biomassa do Cerrado.
Alimentação – insetívoro. De vez em quando assalta algum ninho e quebra os ovos para lamber-lhes o conteúdo. Mas o alimento básico são mesmo cupins e formigas.
Reprodução – gestação de 190 dias, gerando 1 cria com cerca de 1,3kg. A mãe carrega seu filhote nas costas até um pouco depois do desmame (de 6 a 9 meses). Ela o acompanha até a próxima gestação, quando então o filhote passará a viver sozinho.
Predadores naturais - onça e suçuarana
Ameaças - sua extinção deve-se à destruição de seu habitat, à caça e queimadas.


TAMANDUÁ-MIRIM (Tamandua tetradactyla)


Características – também conhecido como Mambira, mede, corpo e cabeça, de 0,47 a 0,77 m. A cauda pode ter de 0,40 a 0,67 m e é preênsil. Pesa em média 5 Kg.
Habitat – campos e florestas
Ocorrência – América Central e América do Sul
Hábitos - hábitos são noturnos e solitários. Seu olfato é muito bom e o orienta para descobrir o esconderijo dos insetos. Para capturar os insetos usa uma língua comprida cheia de saliva que cola nos insetos e então é só puxá-los para a boca. Uma parte do seu estômago, parecido com a moela das galinhas, tritura os alimetos. Quando irritados, ficam de pé e defendem-se com as unhas das patas anteriores.
Alimentação – Insetívoro (cupins e formigas)
Reprodução – gestação de 130 a 150 dias, gerando 1 cria. O filhote acompanha a mãe até a próxima gestação. Só forma casais na época da reprodução. A fêmea carrega nas costas.



TAPITI (Sylvilagus brasiliensis)


Características – roedor que atinge 35 cm de comprimento. Pelagem de cor amarelo-pardo, levemente chamuscado de pelos pretos e esbranquiçada na barriga.
Habitat – campos sujos (capoeiras), beiras de matas e roças abandonadas
Ocorrência – em todo o Brasil
Hábitos – passa o dia escondido nas touceiras, saindo à noitinha à procura de alimentos. Constrói ninho sobre o solo, composto de material arbustivo seco.
Alimentação – herbívoro
Reprodução – reproduzem-se o ano todo.
Ameaças – destruição do habitat.

tapiti



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