livremente, quando algum perigo surgir. Quando atacado, (pela onça por exemplo que é seu maior inimigo) o veado começa a fuga com um salto para o lado; com isso, a fera é obrigada a desviar-se e perder uma preciosa fração de segundo. Mas, na maior parte das vezes, o veado não tem tempo de fazer valerem seu fôlego e sua velocidade. Quando a onça da o bote de perto, a morte é instantânea. É encontrado mais comumente sozinho ou em grupos de até 3 animais; porém, já foram encontrados grupos de até 11 indivíduos. A hierarquia social é determinada através de disputas nas quais os machos empurram seus adversários com os chifres, numa prova de força. Esta disputa não tem por objetivo perfurar o oponente e o dano mais comum é a quebra de algumas pontas; porém podem ocorrer casos de perfuração.
Alimentação – herbívoro. Alimentam-se essencialmente de gramíneas, e desprezam os capins mais adequados para o gado. Porém se alimentam de outras gramíneas que quase nenhum outro animal come como o alecrim-do-campo, o assa-peixe, o capim-favorito e vagens de barbatimão.
Reprodução – não é bicho muito prolífero: o casal tem um filhote por vez, após gestação de 9 meses. O nascimento dos filhotes ocorre quando existe uma maior oferta de alimentos, no fim das enchentes do Pantanal ou após as queimadas naturais, épocas em que ervas, gramíneas e arbustos começam a rebrotar.
Predadores naturais – onça
Ameaças – espécie ameaçada de extinção. Embora protegido por leis, o bicho vai escasseando nos campos brasileiros, onde era tão abundante algumas décadas atraz. O principal motivo não está na deficiência das leis, mas na dificuldade de aplicá-las na repressão à caça clandestina. A febre aftosa (transmitida pelo gado), as queimadas e a perda do habitat natural, decorrente da ocupação agropecuária do Cerrado e Pampas, são outras ameaças à espécie. Ironicamente, muitos fazendeiros culpam o veado pela disseminação da febre aftosa e acabam abatendo o animal para proteger o gado.
