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PLANTAS ORNAMENTAIS NATIVAS DO BRASIL

AFELANDRA (Aphelandra squarrosa) FILODENDRO (Philodendron bipinnatifidum)
ALAMANDA AMARELA (Allamanda cathartica) HELICÔNIAS
ALAMANDA ROXA (Allamanda blanchetti) MANDACARU (Cereus jamacaru)
AVENCA (Adiantum raddianum) MARACUJÁ (Passiflora alata)
AVENCÃO (Adiantum subcordatum) ORQUÍDEAS

BROMÉLIAS

SAMAMBAIA CHORONA (Polypodium persicifolium)
CIPÓ DE SÃO JOÃO (Pyrostegia venusta) SAMAMBAIA MATO GROSSO (Polypodium decumanum)
CIPÓ DE SINO (Mansoa difficilis) SAMAMBAIA PRATA (Pteris cretica)
CUSPIDÁRIA (Cuspidaria convoluta) VIUVINHA (Petrea subserrata)
EUGÊNIA (Eugenia sprengelii) XAXIM (Dicksonia sellowiana)

AFELANDRA (Aphelandra squarrosa)

Outros nomes – afelandra zebra, espiga dourada, planta zebra
Características – espécie perene, herbácea, ereta, florífera, com 50 a 90 cm de altura, muito utilizada na decoração de ambientes internos. Folhas grandes, ovais, acuminadas, glabras e de coloração verde-escura, com nervuras bem marcadas, brancas ou amareladas. Inflorescências duráveis do tipo espiga, terminais, eretas, formadas por brácteas amarelas e brilhantes e flores tubulares, labiadas, amarelas ou brancas.
Propagação – estacas de ponteiros (dar preferência aos galhos mais velhos) postas a enraizar em estufas úmidas, ao final do inverno
Função – vaso, formação de maciços ou renques.
Floração – primavera-verão
Cuidados - cultivada sob meia sombra ou luz difusa, em substrato bem drenável, leve, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Não tolera o frio ou ventos. Aprecia adubações a cada 15 dias nos meses quentes. Em regiões tropicais, a afelandra pode ser cultivada diretamente no jardim, formando belos maciços e renques junto a muros, em canteiros bem adubados. Em lugares de clima frio, ela apreciará o cultivo em vasos e jardineiras, em locais protegidos dentro das residências ou em casas de vegetação. Passe mensalmente um pano úmido na folhagem, para remover a poeira.

afelandra

alamanda

ALAMANDA AMARELA (Allamanda cathartica)

Outros nomes - alamanda, dedal de dama, carolina
Características – trepadeira perene encontrada em quase todo o território brasileiro, semi-lenhosa, bastante conhecida e utilizada no paisagismo no Brasil.. A folhagem também é bastante ornamental, composta de folhas verticiladas, ovais ou oblongas, verdes, brilhantes e espessas. Flores de coloração amarelo-ouro, campanuladas. O fruto é uma cápsula bivalva contendo poucas sementes. É considerada planta tóxica , particularmente o látex (espécie de leite que sai de suas folhas) que tem os efeitos mais fortes e por este motivo deve-se mantê-la longe do alcance de crianças pequenas e filhotes de cães. Em alguns lugares, é utilizada para fins terapêuticos pelo seu efeito purgante. A ingestão em excesso pode causar náuseas, vômitos, cólicas, diarréia e, conseqüentemente, desidratação. Em alguns casos, o paciente pode sofrer choque provocado pela perda de líquido no organismo.

Propagação – sementes e estaquia cortadas na primavera-verão (prefirir galhos mais velhos).
Função – trepadeira para uso em suportes, caramanchões, portais, muros, pérgolas e cercas
Floração – praticamente o ano inteiro, principalmente primavera-verão
Cuidados - cultivada a pleno sol, em solo fértil, rico em matéria orgânica e com regas regulares. Deve ser tutorada inicialmente. Devido ao peso da ramagem vigorosa, deve-se evitar seu uso em treliças e cercas mais frágeis. Seu crescimento é moderado. Adapta-se a todos os estados brasileiros, mas prefere o calor. Temperatura ideal entre 15 a 30 ºC, tolerando até 7ºC. Adubação a cada 2 meses. Cuidado com os ácaros e pulgões que atacam principalmente as folhas novas.

ALAMANDA ROXA (Allamanda blanchetti)

Outros nomes - alamanda rosa, orelia, rosa do campo, alamanda cheirosa
Características – e spécie perene, muito rústica, semi-lenhosa, escandente e bonita. Apresenta ramos longos e arroxeados. Folhas elítico-ovaladas, coriáceas, verdes e brilhantes. As flores são grandes, de cores envelhecidas, que incluem o rosa, o roxo, o amarelo e o creme, de acordo com a segregação genética nas plantas obtidas por sementes. Por ser uma planta tóxica, principalmente o látex, deve se ter o cuidado de mantê-la longe do alcance de crianças pequenas e filhotes de cães.
Propagação – sementes ou estacas
Função - pode ser plantada isolada ou em grupos, formando maciços e renques, porém é mais comum sua utilização como trepadeira, quando tutorada adequadamente sobre suportes, através de amarrios. Desta forma pode cobrir arcos, treliças e caramanchões, entre outros.

alamanda roxa
Floração – pode se estender por todo o ano, mas é mais abundante na primavera-verão.
Cuidados - cultivada a pleno sol, em solo fértil, leve, arenoso, rico em matéria orgânica e com regas regulares. Devido ao peso da ramagem vigorosa, deve-se evitar seu uso em treliças e cercas mais frágeis. Seu crescimento é moderado. Prefere clima quente e úmido. Não tolera o frio intenso.

avenca

AVENCA (Adiantum raddianum)


Outros nomes – avenca delta, avencão
Características – espécie perene, herbácea, rizomatoza, de folhagem delicada, com 30 a 40 cm de altura, com muitas folhas divididas 3 a 4 vezes e numerosos folíolos em forma de cunha larga com margem arredondada, levemente ondulada e veias delicadas. É uma espécie muito delicada.
Propagação – esporos e divisão de touceiras no final do inverno
Função – usadas para formação de vasos, normalmente para decoração interna. Além de interiores podem ser utilizadas em canteiros e jardineiras.
Cuidados - exige umidade, meia sombra e boa drenagem, além disso, não toleram baixas temperaturas nem sol direto. Temperatura ideal em torno de 15 a 26 ºC, tolerando até 7ºC. Periodicamente pulverize as folhas com água. Se os folíolos ficarem marrons, disponha o vaso sobre uma bandeja com água e pedregulhos.


AVENCÃO (Adiantum subcordatum)



Características – planta herbácea, perene, de folhagem delicada, com 50 a 70 cm de altura, com folhas de pecíolos pretos, brilhantes, divididas 3 a 4 vezese folíolos numerosos em forma de trapézio, às vezes oblíquos, com margens levemente recortadas, pontiagudos.
Propagação – esporos e divisão de touceiras
Função - usadas para formação de vasos, normalmente para decoração interna. Além de interiores podem ser utilizadas em canteiros e jardineiras. É de grande efeito decorativo pela altura e formato.
Cuidados – cultivada à meia sombra, em solo rico em matéria orgânica, bem drenado e úmido. Não tolera baixas temperaturas, sol direto, nem vento . Periodicamente pulverize as folhas com água.

avencão

aechmea fasciata
Aechmea fasciata

aechmea racinae
Aechmea racinae

BROMÉLIAS

Outros nomes – gravatá, caraguatá, craguatá, macambira
Características – as bromélias pertencem à família botânica Bromeliaceae e são exclusivas do continente americano (Novo Mundo), havendo somente uma espécie (Pitcairnia feliciana), dentre mais de 3.000 existentes, que habita a costa ocidental da África. No Brasil, existem bromélias em praticamente todos os ecossistemas terrestres. As bromélias não são parasitas como erradamente os leigos pensam. Na natureza aparecem como epífitas, simplesmente apoiando-se em outro vegetal para ter mais luz e mais ventilação, terrestres ou rupícolas (crescendo sobre as pedras) e compõem uma das mais adaptáveis famílias de plantas do mundo por terem uma impressionante resistência para sobreviver e apresentar infinitas e curiosas variedades de formas e combinações de cores. As bromélias são divididas em grupos chamados gêneros, hoje são mais de 50. A maioria das espécies de um mesmo gênero tem características e exigências iguais. Gêneros diferentes requerem diferentes variações de luminosidade, rega e substrato. No cultivo, os gêneros mais comumente encontrados são: Aechmea , Billbergia , Cryotanthus , Dyckia , Guzmania , Neoregelia , Nidularium , Tillandsia e Vriesea . Monocotiledôneas herbáceas, geralmente acaules, com folhas dispostas em rosetas, lanceoladas, largas, de margem geralmente espinhosa, dispostas em espiral e recobertas por minúsculas escamas peltadas. Inflorescência terminal densa, alongada ou variadamente paniculada e geralmente protegidas por brácteas vivamente coloridas. Flores hermafroditas. A maioria tem raízes de fixação apenas, nutrindo-se a planta com detritos vegetais e água acumulada nas rosetas de folhas ou condensada da atmosfera.
Propagação – sementes, mudas (brotações – estolões laterais) e micropropagação
Função – a maioria das bromélias podem ser plantadas em vasos mas podemos tê-las sobre troncos ou xaxim. A lém do valor ornamental e paisagístico, algumas são comestíveis, como o abacaxi. Mas é na mata que as bromélias são imprescindíveis para garantir o equilíbrio ecológico de toda a região. E no desempenho desse papel elas são, realmente, incríveis. Uma variedade enorme de animais aquáticos, típicos habitantes de pântanos e lagoas, consegue viver a 30 metros de altura, junto às copas das árvores. Desde microscópicos protozoários e larvas de insetos até pequenos vertebrados, como os sapinhos arborícolas, sobrevivem naquela altura graças a pequenas quantidades de água de chuva ou de orvalho acumuladas pelas bromélias. São poucos os litros de água que uma planta dessas pode reter (com algumas honrosas exceções, como a Vriesia gigantea, por exemplo, que chega a conter 4 litros de água na roseta foliar), mas existem  centenas de  milhões de  bromélias  povoando  os galhos das árvores em grandes extensões de florestas.  Na

Mata Atlântica, em apenas uma árvore é possível encontrar até quinhentas bromélias, cada qual com enorme quantidade de seres abrigados entre as folhas. É grande a variedade de plantas que servem de criadouro para pequenos animais, mas poucas conseguem hospedar uma fauna tão abundante e diversificada como as bromélias. Suspensas nas árvores, elas não abrigam apenas seres aquáticos. Em suas folhas podem ser encontrados também inesperados habitantes do solo e até do subsolo da floresta. É que, além da água, uma boa quantidade de folhas caídas fica retida pela bromélia e todo esse material se decompõe lentamente, transformando-se num húmus muito semelhante ao do solo. Ela serve de residência para aranhas, besouros, centopéias, lesmas e até mesmo minhocas.
Floração – geralmente primavera-verão. Florescem somente uma vez durante seu tempo de vida. Após a floração a planta em geral desenvolve uma brotação lateral que substituirá a planta que irá morrer. As bromélias atingem a maturidade e florescem em diferentes idades, de meses a dezenas de anos, dependendo da espécie e condições do ambiente, respeitando sempre uma determinada época do ano. Muitas vezes uma planta não floresce devido à falta de luminosidade ou outro fator ambiental, como por exemplo a temperatura. Por outro lado uma brusca mudança do ambiente pode provocar a floração numa planta adulta. A planta sente-se ameaçada e o instinto de preservação da espécie desencadeia a floração com o fim de gerar sementes e brotos laterais, e tudo isso para assegurar a sua preservação. Dependendo da espécie, algumas plantas apresentam inflorescência extremamente exuberante, podendo ser de longa duração. Algumas duram meses, outras são breves, durando dias.

alcantarea imperialis
Alcantarea imperialis

guzmania sanguinea
Guzmania sanguinea

cryptanthus bivittatus
Cryptanthus bivittatus

cryptanthus forestianus
Cryptanthus fosterianus

Cuidados – crescem em quase todos os solos, levemente ácidos, bem drenados, não compactados que propiciem condições de bom desenvolvimento do sistema radicular. O substrato deve ter partes iguais de areia grossa ou pedriscos, musgo seco (sphagnum) ou xaxim e turfa ou mesmo húmus de minhoca. Algumas espécies desenvolvem-se bem no mesmo tipo de mistura, acrescentado-se ainda uma parte de terra ou folhas secas moídas. Evite enterrar demais as bromélias, mantendo a base das folhas acima do solo. Não use um vaso muito grande, pois há perigo de umidade excessiva nas raízes. Não permita que a planta fique "balançando" no vaso, fixe-a bem, pois isto poderá danificar o tenro desenvolvimento das novas raízes. Estaqueie a planta se necessário, até que as raízes estejam bem desenvolvidas. Coloque sempre uma boa camada de cacos de telha ou pedriscos no vaso, que deve ser sempre furado nas laterais ou no fundo. As bromélias gostam de ter suas raízes molhadas, mas sempre de forma bastante moderada. O mais importante é molhar as folhas e manter sempre o tanque central com água. Quando a temperatura ambiente estiver muito alta, borrife com água as folhas, mas nunca sob luz solar direta e nas horas mais quentes do dia. Plantas de folhas macias, apreciam ambiente mais úmido do que plantas de folhas rígidas. Bastante claridade em luz difusa é apreciada pela maioria das bromélias. Em geral plantas com folhas rígidas, estreitas e espinhentas, tal como folhas de cor cinza-esverdeada, cinza, avermelhada ou prateada gostam de maior luminosidade durante maior período de tempo, alguns até mesmo sol pleno. Plantas de folhas macias, de cor verde ou verde-escuro, apreciam lugar com menor intensidade de luz, mas nunca um local escuro.
Cuidados com a dengue - face o avanço da epidemia de dengue, as bromélias tornaram-se alvo de suspeitas como possíveis focos do mosquito Aedes aegypti , transmissor da moléstia. As bromélias não são criadouros preferenciais. Mas, com o avanço da moléstia, à mercê de um enorme descuido das autoridades de saúde, a ordem é enfrentar o mosquito e não deixar que as bromélias sejam estigmatizadas e transformadas em bodes expiatórios. Nesses dias em que a dengue fugiu ao controle, ninguém deve correr riscos. I - Para pessoas que possuem poucas plantas em casa ou no apartamento: 1- deverão ter sua água  trocada pelo  menos duas  ou três vezes por semana.  A água deverá  ser  entornada  sobre a terra ou
longe dos ralos; 2- regar as plantas com calda de fumo (fumo de rolo ou de cigarro colocado em dois litros d'água de um dia para outro ou fervido) ou com solução de água sanitária (uma colher de chá de sanitária para um litro d'água) duas vezes por semana; 3- recomenda-se a aspersão de todo o ambiente onde as plantas estão com inseticida aerosol piretróide com propelente à base de água (evitar aqueles com querosene) duas vezes por semana; 4- se possível, utilizar todas essas medidas em conjunto para segurança total. II - Bromélias plantadas no chão, em residências ou condomínios: recomenda-se o inseticida ecológico rural, da Natural Camp (tel: 0800-161131 - testado e aprovado pela Comlurb) que deve ser pulverizado uma vez por semana. Não há perigo para animais domésticos ou para o homem. Outras alternativas são os inseticidas comerciais, comercializados com recomendação agronômica, uma vez por semana. O serviço deve ser realizado por empresas de manutenção profissional que tenham agrônomo responsável. IMPORTANTE: Para acabarmos com o mosquito, o controle deverá ser permanente, quebrando o ciclo do mosquito. Os ovos do Aedes aegypti ficam viáveis por até 400 dias e, com isso, se não houver atenção até o ano que vem, ele retornará ainda pior em todos os focos conhecidos.
Ameaças - a extração indiscriminada e ilegal de bromélias nas matas está levando à extinção várias espécies.

CIPÓ DE SÃO JOÃO (Pyrostegia venusta)

Outros nomes – flor de são joão, cipó vermelho
Características – trepadeira perene, semi-lenhosa, vigorosa, de ramagem densa, encontrada com muita freqüência dispersa em campos, revestindo barrancos e margens de estradas. Produz muitas inflorescências, compostas de pequenas flores alongadas, alaranjadas e densas.
Propagação – sementes e estaquia
Função - cobre muito bem pérgolas, cercas, treliças, muros e caramanchões.
Floração – inverno
Cuidados - cultivada em solo fértil com regas regulares, sempre a sol pleno. Adubada com farinha de ossos e cinzas estimula a floração.

cipó de são joão

cipó de sino

CIPÓ DE SINO (Mansoa difficilis)


Características –
trepadeira semi-lenhosa, rústica, ramificada, robusta. Folhas compostas por 2 a 3 folíolos elíptico-ovalados, pontiagudos, verde escuros, coriáceos, em ramagem longa. Inflorescências laterais com flores em forma de funil rosa-arroxeadas com garganta mais escura.
Propagação – sementes
Função – revestimento de caramanchões, grades, muros, cercas, e pórticos.
Floração – verão-outono


CUSPIDÁRIA (Cuspidaria convoluta)

Outros nomes – cipó rosa
Características – trepadeira lenhosa, vigorosa, folhagem decídua, densa, com 3 folíolos coriáceos. As flores formam-se me grande quantidade em inflorescências compactas nas extremidades dos ramos. Fruto com duas asas laterais.
Propagação – sementes e estacas
Função - revestimento de caramanchões, grades, muros, cercas, pórticos e pérgolas.
Floração – primavera ao inverno

cuspidária

eugenia

EUGÊNIA (Eugenia sprengelii)


Características – pequeno arbusto ornamental com 2 a 4 m de altura, muito ramificado, compacto, com folhas reduzidas, lineares e densas. Inflorescências com numerosas flores brancas, pequenas, que resultam em vários frutos esféricos, vermelhos, muito apreciados pelos pássaros
Propagação – sementes
Função – formação de vasos, conjuntos podados ou topiária
Floração – primavera
Cuidados – podas freqüentes para manutenção de forma globosa


FILODENDRO (Philodendron bipinnatifidum)

Outros nomes – banana de imbé, banana de macaco, banana de morcego, guaimbê, imbê, imbé, banana do mato
Características – arbusto semi-lenhoso, escandente perene, com folhas grandes ornamentais, coriáceas, profundamente recortadas, pouco ou não crespas, o que a torna uma planta escultural, diferente. Apresenta coloração verde escura e muito brilhante. Flores com espata de cor castanho avermelhada, têm pouca ou nenhuma importância ornamental.
Propagação – divisão das mudas laterais e por sementes
Função - arranjada em vasos para decorações de interiores ou mesmo no jardim, plantada isolada ou em grupos. Confere um ar tropical aos ambientes.
Cuidados - cultivada em substrato rico em matéria orgânica, com regas regulares, à meia-sombra ou pleno sol. Tolerante a baixas temperaturas.

filodendro

heliconia fogo      heliconia guatemalense

Heliconia fogo           Heliconia guatemalense

heliconia bico de guará

Heliconia bico de guará

HELICÔNIAS

Outros nomes - bananeira-de-jardim, bananeirinha-de-jardim, bico-de-guará, falsa-ave-do-paraíso e paquevira, entre outros
Características – as helicônias são plantas de origem neotropical, mais precisamente da região noroeste da América do Sul. Originalmente incluído na família Musaceae (a família das bananeiras), o gênero Helicônia mais tarde passou a constituir a família Heliconiaceae, como único representante. Ainda é incerto o número de espécies existentes, ficando na faixa compreendida entre 150 a 250 espécies. Seis espécies ocorrem nas Ilhas do Sul do Pacífico, Samoa e Indonésia. As demais estão distribuídas na América Tropical desde o sul do México até o norte de Santa Catarina, região sul do Brasil. As helicônias, conforme a espécie, ocorrem em altitudes que variam de 0 a 2.000m, embora poucas sejam aquelas restritas às regiões mais altas. Ocorrem predominantemente nas bordas das florestas e matas ciliares e nas clareiras ocupadas por vegetação pioneira. No Brasil, ocorrem naturalmente cerca de 40 espécies. Sua aceitação como flores de corte tem sido crescente, tanto no mercado nacional como internacional. As razões que favorecem sua aceitação pelo consumidor são a beleza e exoticidade das brácteas que envolvem e protegem as flores, muito vistosas, de intenso e exuberante colorido e, na maioria das vezes, com tonalidades contrastantes, além da rusticidade, da boa resistência ao transporte e da longa durabilidade após colheita. São plantas herbáceas rizomatosas, que medem de 50 cm a 10 metros de altura, conforme a espécie. As folhas apresentam-se em vários tamanhos. As espécies possuem um rizoma subterrâneo que normalmente é usado na propagação. As inflorescências podem ser eretas ou pendentes, com as brácteas distribuídas no eixo num mesmo plano ou planos diferentes. De grande durabilidade e rusticidade, estas flores chegam a manter-se por mais de 15 dias em vasos limpos com água, que deve ser trocada com freqüência e o corte das hastes renovada regularmente. As flores da helicônia  são  apreciadas  pelos

beija-flores pois são ricas em néctar. O fruto, tipo baga, é de cor verde ou amarelo, quando imaturo, e azul escuro na maturação completa. Geralmente abriga uma a três sementes, com 1,5 cm de diâmetro. Os principais países produtores são Jamaica, Costa Rica, Estados Unidos (Havaí e Flórida), Honduras, Porto Rico, Suriname e Venezuela. Existem também cultivos comerciais na Holanda, Alemanha, Dinamarca e Itália, mas sob condições protegidas. No Brasil, áreas de cultivo já são encontradas nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco, com expansão para os Estados do Amazonas e Ceará. Os principais países importadores são os Estados Unidos, a Holanda, a Alemanha, a Dinamarca, a Itália, a França e o Japão.
Propagação – são consideradas geófitas, ou seja, se reproduzem não somente pelas suas sementes, mas também por seus órgãos subterrâneos especializados, os rizomas, cuja principal função é servir como fonte de reservas, nutrientes e água para o desenvolvimento sazonal e, assim, assegurar a sobrevivência das espécies. A divisão do sistema de rizomas envolve tanto o rizoma horizontal como os pseudocaules verticais.
Função - utilizadas como plantas de jardim ou flores de corte.
Floração – varia de espécie para espécie e é afetado pelas condições climáticas. O pico de produção normalmente ocorre no início do verão, declina no outono e cessa no inverno, quando a temperatura média se aproxima de 10º.
Cuidados - d esenvolvem-se em locais sombreados ou a pleno sol, de úmidos a levemente secos e em solos argilo-arenosos rico em matéria orgânica. A faixa de temperatura ideal situa-se entre 21 e 35 ºC. Temperaturas inferiores a 15 ºC são prejudiciais ao desenvolvimento normal das plantas. Abaixo de 10 ºC, o crescimento cessa. As helicônias exigem alta umidade relativa. As regas são muito importantes principalmente no verão quando suas folhas também devem ser pulverizadas com água. Já no inverno as regas devem ser somente quando a superfície do solo ficar seca.

Entre as espécies e híbridos mais comercializados como flores de corte, destacam-se: H. psittacorum, H. bihai, H. chartaceae, H. caribaea, H. wagneriana, H.stricta, H. rostrata, H. farinosa.

heliconia lança heliconia velloziana

         Heliconia lança          Heliconia velloziana

heliconia papagaio

Heliconia papagaio


MANDACARU (Cereus jamacaru)

Outros nomes - jamacaru
Características – cactácea que ocorre naturalmente na caatinga dos estados do Piauí, Ceara, Rio Grande do Norte, Paraiba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e norte de Minas Gerais. É extremamente rústico, resistindo a longos períodos de seca. Seus ramos são irregulares, dispostos em ângulo agudo com o eixo principal levemente curvados, dando à planta um aspecto de um candelabro. Seu fruto, com cerca de 12 cm de comprimento, é vermelho, carnoso, com polpa branca, brilhante e comestível, embora insípido. A planta perde pouca água para a atmosfera devido à forma do seu caule (grosso e elipsóide) desprovido de folhas, o que reduz a superfície de evaporação do vegetal e por causa da presença de uma espessa cutícula que reveste os ramos, possui, no seu interior, tecidos mucilaginosos que podem absorver e armazenar grande quantidade de água. As raízes também têm relevante importância no aproveitamento da água do ambiente, já que absorvem com facilidade todo o recurso hídrico a sua volta. Por isso, na estiagem, quando todas as plantas secam e perdem as folhas, o mandacaru mantém-se verde, contrastando com a paisagem. Possui grandes espinhos que constituem sua defesa contra animais quando se esgotam os alimentos na caatinga.
Propagação – sementes
Função - é utilizada na ornamentação de avenidas, ruas, parques e jardins e ainda servem para compor cercas vivas e vasos.
Floração – outubro

mandacaru

maracujá

MARACUJÁ (Passiflora alata)


Outros nomes – maracujá peroba, maracujá doce, flor da paixão, maracujá açú, maracujá amarelo, maracujá comprido, maracujá comum de refresco, maracujá mamão, maracujá melão, maracujá silvestre, maracujá suspiro, passiflora, maracujá grande
Características – trepadeira semi-lenhosa, de crescimento vigoroso. Folhas grandes com 3 recortes, coriáceas, serrilhadas. Flores brancas com filamentos crespos, brancos com a base arroxeada. Frutos ovalados ou esféricos, de coloração amarela, amarelo-esverdeada quando maduros, comestíveis, com polpa branca, de sabor suave s doce. A polinização das flores é feita por mamangavas.
Propagação – sementes
Função – apropriada para revestir caramanchões, pérgolas e cercas. Muito cultivada em jardins domésticos para aproveitamento dos frutos.
Floração – verão

Cuidados – planta de clima quente e úmido desenvolve-se bem em regiões de clima tropical e sub-tropical. Não resiste à geadas e não frutifica sob temperaturas baixas. A umidade relativa do ar deve ser baixa. A luminosidade deve ser alta e os ventos não devem ser fortes. Solos preferencialmente areno-argilosos com bom teor de matéria orgânica, profundos, férteis e com boa drenagem, com pH entre 5,0 e 6,5. Evitar solos arenosos e argilosos de baixa fertilidade e com pH abaixo de 5.

ORQUÍDEAS

Características – A família das orquídeas possui mais de vinte mil espécies distribuídas em quase todas as partes do planeta, porém a maioria das espécies é encontrada nas áreas tropicais. O Brasil é um dos países mais ricos em orquídeas, comparável somente à Colômbia e ao Equador. Estudos recentes registram cerca de duas mil e trezentas espécies para o território brasileiro. Vegetam em diversos ecossistemas, sendo encontradas em florestas, campos, cerrados, dunas, restingas, tundras e até mesmo em margens de desertos. São erroneamente chamadas de parasitas. Na realidade, as que vivem sobre troncos, galhos e gravetos são epífitas, plantas que vivem sobre outras plantas, sem causar danos ao hospedeiro. Uma orquídea epífita utiliza o galho da árvore apenas como suporte, absorvendo nutrientes que são lavados pela água da chuva e depositados em suas raízes. Uma significativa parcela das espécies vive em ambientes bem diferentes dos galhos e gravetos das árvores. Muitas vegetam sobre ou entre as rochas (rupícolas e saxícolas), geralmente em pleno sol. Outras são terrestres, encontradas nos solos das matas, campos e até mesmo na areia pura das dunas e restingas. Existem casos raros de orquídeas subterrâneas (saprófitas), plantas aclorofiladas que se alimentam de matéria orgânica em decomposição. As orquídeas são consideradas a família mais evoluída do reino vegetal. Isto se deve a modificações em suas extraordinárias flores, que, muitas vezes, apresentam formas sinistras e bizarras. O tamanho das plantas e suas flores é também muito variável, algumas tão pequenas que, por isso, são conhecidas por microorquídeas, enquanto outras, como a trepadeira baunilha (Vanilla), podem atingir vários metros de comprimento. Existem flores pouco maiores do que a cabeça de um alfinete, e outras cujo diâmetro alcança cerca de quinze centímetros. A flor das orquídeas é constituída de três sépalas (mais externas) e três pétalas (mais internas). Na maioria das espécies, uma das pétalas é distinta das demais   e   recebe  um  nome  especial,   o  labelo,  que

baptistonia
Baptistonia echinata

Vanilla
Vanilla planifolia

sophronitis
Sophronitis cernua

miltonia
Miltonia clowesii

geralmente apresenta cores vistosas e serve como atrativo e campo de pouso aos polinizadores. No centro da flor encontramos um órgão especializado, a coluna , resultado da fusão dos estames (órgãos de reprodução masculinos) com o pistilo (órgão de reprodução feminino). No ápice da coluna, os grãos de pólen apresentam-se unidos em pequenas massas, ou polínias , protegidas pela antera . Logo abaixo, uma pequena cavidade representa a porção receptiva feminina, o estigma. Para que suas flores sejam fertilizadas, as orquídeas necessitam de um agente polinizador, geralmente um inseto ou pássaro, responsável pela transferência das políneas para o estigma, processo este denominado de polinização. A estratégia utilizada pelas orquídeas para atração de seus polinizadores é um fenômeno altamente complexo e fascinante. Em casos extremos, a flor da orquídea pode apresentar a forma de fêmeas de besouros ou abelhas, cujos machos, atraídos pela insinuante aparência, tentam "copular" com as flores, efetuando involuntariamente a polinização. Um fruto de orquídea pode conter mais de um milhão de sementes. Contudo, na natureza, somente uma pequeníssima fração germinará, e poucos indivíduos chegarão à fase adulta. As sementes das orquídeas estão entre as menores do reino vegetal. O tamanho reduzido e a leveza facilitam a dispersão pelo vento, em muitos casos a grandes distâncias. Ao contrário das sementes das outras plantas, elas são desprovidas de tecidos nutritivos, endosperma e cotilédone, responsáveis pela energia utilizada na fase inicial da germinação. Na falta de tecido nutritivo, essa energia é fornecida por certos fungos que vivem em simbiose com as orquídeas. Algumas orquídeas são comercializadas não por sua beleza, mas devido ao uso na alimentação humana. A mais importante para a indústria é a baunilha, como são conhecidas algumas espécies do gênero Vanilla, largamente utilizadas na aromatização de bolos, sorvetes, balas e doces.
Propagação – sementes, divisão de rizomas e micropropagação
Função - vasos, placas de xaxim ou fibra de côco e ainda em madeira ou mesmo em árvores, terra ou pedra, dependendo da espécie. Em jardim elas vão crescer sadias sob as árvores ou até fixadas nos troncos.
Cuidados – a exposição direta à luz solar causa queimaduras nas folhas da maioria das orquídeas. A condição de iluminação mais recomendada é a de 50 a 70%
de sombra, que é obtida ao cultivar as orquídeas sob árvores, telados ou ripados. Toleram variações de temperatura entre 10 a 40 ºC, mas a temperatura ideal fica em torno de 25 ºC. Recomenda-se evitar o uso de vasos muito grandes. Pode-se usar tanto os vasos de barro como os de plástico, mas as fibras de xaxim (não confundir com pó de xaxim) são ainda o substrato que dão melhores resultados. Atualmente também há a opção da fibra de coco, igualmente eficiente e mais ecológica. A adubação pode ser suspensa nos meses do outono e inverno. Uma boa opção de adubação orgânica é a torta de mamona (1 colher de sobremesa por vaso), que pode ser fornecida uma vez ao ano, depois que o sistema radicular estiver bem desenvolvido. Por serem plantas epífitas - possuem raízes aéreas -, as orquídeas suportam bem uma brisa suave e contínua, mas deve-se evitar ventos fortes e canalizados. As regas devem ser feitas apenas quando o substrato estiver seco. Ao regar, uma boa medida é deixar a água escorrer pelo fundo do vaso. Outro detalhe: as orquídeas são plantas adaptadas à condições de umidade do ar relativamente elevadas. Em regiões mais secas, recomenda-se borrifá-las com água periodicamente. Apesar de gostar de umidade, ventilação e claridade, as orquídeas não suportam ficar expostas diretamente ao vento, sol e chuva.
laelia
Laelia harpophylla
Ameaças - infelizmente, no Brasil e outras partes do mundo, o cultivo e comércio de orquídeas nativas teve como prática o extrativismo. Aliado à destruição de seus habitats naturais, muitas espécies desapareceram ou foram levadas à beira da extinção. Para mudar este cenário, é urgente o estabelecimento de uma conduta conservacionista que seja seguida por indivíduos e instituições. Hoje, as orquídeas são facilmente reproduzidas artificialmente em laboratório a partir de sementes, geralmente atingindo a maturidade em dois a quatro anos. Espécies raras e ameaçadas vêm sendo reproduzidas com sucesso por alguns estabelecimentos.

samambaia chorona

SAMAMBAIA CHORONA (Polypodium persicifolium)


Outros nomes – samambaia de metro, polipódio
Características – herbácea rizomatosa, perene, de folhagem longa, pendente, com frondes inteiras, lanceoladas, verde brilhantes, com mais de 2 m de comprimento.
Propagação – esporos e divisão de rizomas
Função – vasos, xaxim (condenável devido à extinção dessa planta), fibra de côco e jardineiras na decoração de interiores
Cuidados - cultivada em terra vegetal a meia-sombra. Não gosta de frio. Requer irrigação frequente, porém com boa drenagem


SAMAMBAIA MATO GROSSO (Polypodium decumanum)

Características – herbácea rizomatosa vigorosa, perene, de folhagem com frondes grandes, recurvadas, mais ou menos pendentes, pinadas e folíolos grandes, largos, alongados, partidas de rizomas grossos e pilosos. É encontrada como epífita no tronco da palmeira bacuri, entre os pecíolos das folhas.
Propagação – divisão dos rizomas
Função - vasos, xaxim (condenável devido à extinção dessa planta), fibra de côco e jardineiras na decoração de interiores
Cuidados – cultivada em terra enriquecida com matéria orgânica, a meia sombra e umedecida.

samambaia mato grosso

samambaia prata

SAMAMBAIA PRATA (Pteris cretica)

Características –
herbácea perene de folhagem vistosa e delicada, com 20 a 25 cm de altura, com frondes compostas, aglomeradas que partem da base, com pecíolos eretos em cuja extremidade inserem-se diversos folíolos digitados, coriáceos, lanceolados, alguns dentados, com margens onduladas, com faixa central prateada.
Propagação – divisão de touceiras
Função - adequada para ambientes internos bem iluminados, seja em vasos ou em jardins de inverno. Externamente pode ser cultivada em jardineiras, canteiros e vãos entre muros ou paredes preparadas para receber epífitas.
Cuidados - deve ser cultivada à meia-sombra ou sombra. É bastante exigente em matéria orgânica e irrigação. Não é tolerante ao frio e às geadas.


VIUVINHA (Petrea subserrata)

Outros nomes – flor de são miguel, touca de viúva, capela de viúva, petréia
Características – trepadeira perene, semi-lenhosa, de 3 a 5 m de altura, com ramos reclinados, muito florífera. Folhas coriáceas, ásperas, de margens irregulares, decíduas no inverno. As flores se formam em inflorescências grandes como cachos, de coloração azul-arroxeada, pequenas e delicadas, de formato estrelado. Ocorre também uma variedade de flores brancas.
Propagação – sementes e estacas
Função - excelente para recobrir pérgolas, pórticos, grades, muros e caramanchões
Floração – final do inverno e início da primavera
Cuidados - cultivada a pleno sol em solo composto de terra de jardim e terra vegetal, com regas regulares. Necessita de tutoramento para sua formação. Tolerante ao frio.

viuvinha

xaxim

XAXIM (Dicksonia sellowiana)

Outros nomes - samambaiaçu, samambaiaçu imperial, feto arborescente
Características – arbusto p erene, semi-lenhoso, de tronco reto, fibroso e espesso, com 2 a 4 m de altura. Folhagem muito ornamental. Folhas coriáceas, bastante grandes surgem no topo do tronco, marcado pelas cicatrizes das que já caíram, diferentemente das outras samambaias. É resistente ao frio e apresenta crescimento muito lento.
Propagação – esporos e gemas destacadas com um pequeno bloco de tronco
Função - d evido ao seu diferencial, sua utilização no paisagismo é muito interessante. Além de sua beleza singular, serve de suporte e substrato para as mais diversas plantas epífitas, como orquídeas, bromélias e outras samambaias através dos vasos de xaxim, placas, fibras ou pedaços.
Cuidados - cultivado sempre à meia sombra ou sombra, gosta de terrenos baixos com solo rico em matéria orgânica, mantido úmido. Devido ao risco de sua extinção, deve ser utilizada racionalmente e suas mudas devem sempre ser originárias de plantas cultivadas e não das extraídas do ambiente natural. Aprecia o clima ameno.
Ameaças – do tronco se extrai o xaxim - a matéria-prima para a fabricação de vasos e substratos. Planta típica  da   Mata  Atlântica,  está  na  lista  oficial   das

espécies brasileiras ameaçadas de extinção, em razão da sua intensa exploração comercial destinada à jardinagem e floricultura. O xaxim, é uma espécie de símbolo da devastação da Mata Atlântica. Por ironia se transformou, nas mãos de artesãos, um tipo de vaso disputado no passado por quem gostava da natureza. Hoje, continua à venda, mas nada vem de plantio para fins comerciais. O xaxim precisa, no mínimo, de meio século para ficar no tamanho procurado pelos fabricantes de vasos. Por isso, ele é arrancado da floresta por bandidos da natureza.


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