institucional educacao conservacao ecoacao cultura ecoligado


PEIXES ORNAMENTAIS

Não podíamos esquecer da existência dos peixes de água doce que têm como principal atributo a beleza, ou seja os peixes tidos como ¨ornamentais¨, mesmo porque eles são vistos nos aquários públicos e criadores autorizados. Assim procuramos relacionar as principais espécies nativas do Brasil para aqueles que se interessam pela preservação das mesmas.

O mercado mundial de peixes ornamentais movimentou cerca de três bilhões de dólares no ano 2000, segundo dados da FAO. A indústria agregada chega a quinze bilhões de dólares.

Nos Estados Unidos existem mais de dez milhões de residências com aquários e este país é o principal importador de peixes ornamentais, seguido pelo Japão. Os peixes deste segmento são provenientes da produção em pisciculturas e da pesca extrativa. As pressões internacionais pelo fim da pesca predatória, e o desenvolvimento da tecnologia de cultivo de diversas espécies que outrora só eram obtidas por extrativismo, impulsionam a produção em cativeiro e permitem prever que na próxima década esta se tornará a responsável por mais de 90% dos peixes comercializados.

A quase totalidade da produção nacional de peixes ornamentais em cativeiro é comercializada no mercado interno, sobretudo nas grandes cidades da região Sudeste e em algumas Capitais.

O Brasil é um tradicional exportador de peixes capturados na região Amazônica, entretanto a exportação dos peixes oriundos de cultivo é dificultada pela baixa qualidade e falta de regularidade da produção na maioria das pisciculturas. Este entrave não só impede a exportação como deixa de atender os desejos dos aquaristas brasileiros que passam a privilegiar os peixes importados.

Alguns produtores perceberam, neste quadro, uma oportunidade de negócios e estão se dedicando a produzir peixes ornamentais de forma tecnicamente correta, dando maior ênfase ao cultivo das espécies mais procuradas pelos aquaristas e não simplesmente daquelas que são de manejo mais simples ou mais prolíficas.

Estes produtores possuem características adequadas para atuação no mercado externo, mas diante da elevada demanda interna por peixes de boa qualidade, estão se dedicando ao abastecimento do mercado nacional, obtendo bons lucros e demonstrando a importância de se investir em aquisição de conhecimento.

Somos totalmente contra a extração (captura) na natureza, muito menos a manutenção em cativeiro, mesmo que na forma da lei. Conhecê-los é importante para justamente podermos observá-los na natureza.



ABRAMITES (Abramites hypselonotus)

MATO GROSSO (Hyphessobrycon eques)

ACARÁ BANDEIRA (Pterophyllum scalare)

NEON CARDINAL (Paracheirodon axelrodi)

ACARÁ BERERÊ (Mesonauta festivus)

NEON VERDADEIRO (Paracheirodon innesi)

ACARÁ DISCO (Symphysodon discus)

OLHO DE FOGO (Hemigrammus ocellifer)

ANÓSTOMO (Anostomus anostomus)

PEIXE FOLHA (Monocirrhus polyacanthus)

APAIARI (Astronotus ocellatus)

PIRATANTÃ (Copella arnoldi)

BAGRINHO (Microglanis parahybae)

QUILODOS (Chilodus punctatus)

BARBATANAS VERMELHAS (Aphyocharax anisitsi)

RODOSTOMO (Hemigrammus rhodostomus)

BORBOLETA DE ASAS PRETAS (Carnegiella marthae)

ROSÁCEO (Hyphessobrycon erythrostigma)

BORBOLETA PINTADA (Carnegiella strigata)

TETRA (Hasemania nana)

CASCUDO (Hypostomus punctatus)

TETRA AMARELO (Hyphessobrycon bifasciatus)

CHALCEU (Chalceus macrolepidotus)

TETRA BLACK PHANTOM (Megalamphodus megalopterus)

CORIDORA BRONZE (Corydoras aeneus)

TETRA BUENOS AIRES (Hemigrammus caudovittatus)

CORIDORA LEOPARDO (Corydoras trilineatus)

TETRA LIMÃO (Hyphessobrycon pulchripinnis)

CRUZEIRO DO SUL (Hemiodus gracilis)

TETRA NEGRO (Gymnocorymbus ternetzi)

ENGRAÇADINHO (Hyphessobrycon flammeus)

TETRA NEON NEGRO (Hyphessobrycon herbertaxelrodi)

GUPPY (Poecilia reticulata)

TETRA RISCA NEGRA (Hyphessobrycon scholzei)

LAMBARI BRANCO (Astyanax bimaculatus)

ZEPELIM (Nannostomus trifasciatus)

LIMPA VIDRO (Otocinclus vestitus)

ZEPELIM DE UMA FAIXA (Nannostomus unifasciatus)



ABRAMITES (Abramites hypselonotus)

Características – coloração geral cinza-amarelado, com reflexos metálicos. Tem nos flancos sete barras verticais, marrom-escuro ou negras. Nadadeiras são amareladas com manchas negras. A cabeça é característica: ridiculamente pequena em relação ao corpo. Dificilmente ultrapassa 12 cm de comprimento.
Origem – Baixo Amazonas
Hábitos - se mantém a maior parte do tempo nadando em posição de 45º. Muito social, dificilmente ataca ou perturba outros peixes com natação ativa, mas ocasionalmente pode correr atrás de peixes parados no fundo como cascudos. No aquário, deve ser mantido em grupos de pelo menos 3 exemplares, para que não se sinta só.

Temperatura ideal – 24º a 30º C
pH – 6,6 a 6,8
Iluminação – 10 h/dia.
Alimentação – na natureza é onívoro, com predileção por plantas com folhas macias. No aquário se alimenta de rações a base de spirulina.
Reprodução – ovíparo. A distinção de sexo é muito difícil assim como sua reprodução em cativeiro.
Ameaças – tráfico de animais silvestres, poluição e destruição do habitat.



ACARÁ BANDEIRA (Pterophyllum scalare)

Características – acoloração brilhante do Bandeira é compensada pelo seu exclusivo e lindo conjunto de barbatanas, e pela variedade de padrões que foram desenvolvidos ao longo de décadas de cruzamento seletivo. O Acará-bandeira é um dos mais populares peixes de água tropical doce. C onsiderado por muitos o aristocrata dos aquários, este peixe transformou-se numa dor de cabeça para os ictiologistas e aquariófilos, pois sob a mesma forma e igualdade de colorido foram descobertas três espécies diferentes: P. scalare , P. eimekei e P. altum . As diferenças são pouco aparentes para os aquaristas menos avisados, já que tudo parece limitar-se à quantidade de escamas e raios das nadadeiras. É realmente o príncipe dos aquários, pelo seu porte majestoso, elegância no nadar e inusitada beleza. O corpo, muito alto e achatado dos lados, praticamente emenda com as nadadeiras dorsal e anal. Três listras verticais , pretas, sobre fundo prateado, olhos vermelhos e longos filamentos nas nadadeiras pélvicas, completam o conjunto. Atinge o tamanho de 15 cm .
Origem – Amazonas
Habitat – águas não muitas profundas, calmas e rica em vegetação de várzea.
Hábitos - peixe pacífico, se bem que não se deva confiar nele em companhia de outros menores. É um tanto temperamental, às vezes fica parado na parte traseira do aquário, não significando necessariamente que esteja  doente. O que acontece é que se assustam facilmente, principalmente os mais velhos.  Gostam de ficar em grupos.
Temperatura ideal – 20° a 32°C
pH – 6,8 – 7,0
Alimentação – dáfnias, tubiflex e carne crua, mas os alimentos secos são bem aceitos. Costumam sofrer de falta de apetite e deve-se então oferecer-lhes filhotes de barrigudinhos, vivos. Se isto não lhes despertar o apetite, tenta-se então mudança de água do aquário, retificando-se o pH. Aceita rações em sua dieta facilmente, mas deve-se oferecer alimentos vivos pelo menos uma vez por mês.
Reprodução – ovíparo. Aparentemente não há dimorfismo sexual. A agressividade e territorialidade são manifestadas principalmente na época da reprodução, onde protegem seus ninhos e filhotes com grande ferocidade. A fêmea deposita os ovos aderentes no local de postura, enquanto o macho os fertiliza. Os ovos

são postos nas folhas das plantas ou em tubos de vidro, pintados de branco, imitando raízes aquáticas. Os filhotes são vigiados pelos pais até à adolescência. Com a idade de trinta dias ainda não adquiriram o aspecto característico dos adultos, parecendo mais um ciclídeo comum. A reprodução se torna simples quando encontrarmos o par certo para o acasalamento. Como a distinção dos sexos é extremamente difícil, deve-se adquirir pelo menos 6 exemplares e observar por algum tempo o casal que se formou.  O par estará sempre junto e tentando expulsar outros peixes por perto. Este é um sinal que o par vai acasalar. Se o aquarista puder ajudar,  as chances da desova  ter sucesso é grande em um aquário comunitário. Geralmente os Bandeiras desovam em vidros ou troncos, e protegem os ovos bravamente. Se não possuir peixes predadores, terá tempo de acompanhar a desova e algumas horas depois pode retirar com ajuda de uma mangueirinha sugando-os para um outro aquário onde acontecerá a eclosão (três dias depois da desova), já que neste ponto não se faz mais necessário a presença dos pais. O aquário de reprodução deve ter apenas equipamentos obrigatórios (inclusive um filtro biológico de espuma) com uma temperatura da água igual a de onde foi retirado os ovos. Gradativamente o aquarista deve corrigir essa temperatura a 28 graus. A água também deve ser do aquário de origem, para que os ovos não corram o risco de variações violentas de condições da água.  Após a eclosão os alevinos, ainda permanecerão com o saco vitelino e grudados em qualquer o parte do aquário, devemos usar uma oxigenação e movimentação da água bem fraca.  Devemos retirar os ovos "gorados" (os brancos opacos) para que não prejudiquem os fecundados. A natação livre dos alevinos será após três dias da eclosão e o aquarista deverá alimenta-los  imediatamente depois que perderem o saco vitelino com nauplius de artemias eclodidas na hora.  Deve-se calcular os dias exatos da eclosão tanto dos bandeiras como das Artemias, para que você não fique sem poder alimento-los após a natação livre dos alevinos.  Apenas depois de 20 dias, poderemos mudar a dieta dos Bandeiras com rações para filhotes.
Ameaças – destruição do habitat, captura predatória e tráfico de animais silvestres.



ACARÁ BERERÊ (Mesonauta festivus)

Características – é realmente um belo peixe. A coloração básica varia do amarelo ao verde-oliva, com seis bandas verticais, escuras. Uma faixa preta, oblíqua, o atravessa do canto da boca até à ponta dorsal. As nadadeiras são amareladas, com pintas marrons e brancas. Atingem 12 cm de comprimento.
Origem – Amazonas
Habitat – águas não muitas profundas, calmas e rica em vegetação de várzea.
Hábitos - m esmo sendo de porte avantajado, este peixe é inofensivo para os outros, pois tem a boca muito pequena. É pacífico, de fácil convivência com outras espécies.
Temperatura ideal – 20° a 27°C
pH – 6,4 – 6,8
Alimentação – m inhoca picada, carnes magras cruas, larvas de inseto, tubifex, alface e alimentos secos. Não faz questão de nenhum requinte quanto à alimentação.

Reprodução – o víparo e cuida da prole. N ão é tão fácil a sua reprodução, que se processa conforme o dito para a espécie anterior, mas há chances de que se acasale se for bem alimentado com minhocas. O macho se conhece pela dorsal bem mais pontuda e a fêmea apresenta a papila genital (uma saliência no ventre) mais larga e bem visível enquanto que a do macho é diminuta e em forma de um ponto. Além disso, possui as nadadeiras mais longas.
Ameaças – captura predatória, destruição do habitat e tráfico de animais.


ACARÁ DISCO (Symphysodon discus)

Características – peixe achatado e redondo como um prato. A coloração geral varia de alaranjado até azul-esverdeado, com oito barras verticais. A cabeça, os opérculos e o dorso são cobertos de linhas irregulares de brilho intenso, que vão do cinza até o verde claro. As nanadeiras dorsal e anal, que na base se confundem com o corpo, são cobertas pelas mesmas linhas. A nadadeira caudal é transparente. Dizem, sem nenhuma prova definitiva, que o macho é mais colorido que a fêmea. Este peixe é um dos mais belos. Atinge o tamanho de 20 cm.
Origem – Amazonas
Habitat – águas pouco profundas nos igarapés do rio amazonas e seus afluentes, com grande quantidade de sais minerais e matéria orgânica, que tornam a água escura em meio a troncos e raízes de árvores submersas.
Hábitos - é um peixe acostumado a viver em cardumes com cerca de 20 (vinte) exemplares, estabelecendo-se uma hierarquia onde o peixe maior será dominante, este pode ser macho ou fêmea, seguindo-se sub-chefes. Essa hierarquia é baseada no tamanho de cada exemplar e apresenta  sua  maior  importância  na alimentação onde

geralmente os peixes maiores se alimentam primeiro. Quando um exemplar recebe uma intimidação de outro hierarquicamente acima dele este se curva para trás deixando o ventre passível ao ataque, essa é uma forma de um exemplar se submeter ao outro, lembrando que não há agressão, é somente um meio de mostrar "quem é que manda".
Temperatura ideal – 21 a 29°C
pH- 5,5 - 6,8
Alimentação – carnívoro, prefere, em sua dieta principalmente alimentos vivos. É muito exigente no regime alimentar, pois quando não gosta da comida, prefere deixar-se morrer de fome. Cada exemplar tem paladar diferente e é preciso adivinhar do que é que ele gosta. Um, só come tubifex, outro só come pequenos barrigudinhos, outro tem marcada preferência por larvas de mosquito, etc. Se forem habituados desde pequenos com um tipo de alimentação seca, não terão tanto luxo terminando até por vir comer na mão do dono.
Reprodução – o víparo e cuida da prole. A desova se processa exatamente como a do acará-bandeira e parece que nos primeiros dias de vida os filhotes se alimentam do muco que envolve a pele dos pais. O ritual do acasalamento é caracterizado pela limpeza do local de desova (também chamado de "ninho"), as bocas do casal unem-se e dá-se então a postura dos ovos por parte da fêmea, numa pedra, planta, num bocado de madeira ou mesmo no vidro do aquário. Logo após a postura e o macho proceder à fertilização, surge o primeiro perigo para os ovos. Uma coisa é certa, separando-os dos pais, não conseguem sobreviver. Como todos os ciclídeos, os pais não devem ser molestados durante a incubação ou criação dos filhotes, pois estes serão imediatamente devorados.
Ameaças – captura criminosa, destruição do habitat e tráfico de animais. Os peixes coletados na natureza passam por um stress muito grande durante a viagem do seu habitat natural até os centros urbanos. Os peixes são capturados na natureza e transportados em péssimas condições onde grande parte morre devido às condições precárias de transporte e stress da longa viagem.


ANÓSTOMO (Anostomus anostomus)

Características – coloração geral variando do oliva ao rosa-dourado, com três barras horizontais paralelas, morrom-escuro ou pretas, sendo a do meio mais escura. As nadadeiras são transparentes com bases vermelhas. Atingem 10 cm.
Origem – Guianas e Amazonas

Hábitos - tem o hábito de nadar de cabeça para baixo, a um ângulo de 45°. Teoricamente, os peixes tem a boca virada para cima só comem na superfície da água. Mas o anostomus não está nem ai pra isso. Vira-se para cá, para lá, fica de barriga para cima e no final acaba dando um jeitinho de pegar o alimento ou raspar as algas onde quer que estejam, assumindo cômicas posições ao se alimentar, ficando às vezes com a barriga totalmente voltada para cima. Temperamento agressivo e um difícil convívio comunitário. Comprovado mordedor de nadadeiras, deve ser criado em companhia única de indivíduos de sua espécie, o que evitará conflitos entre os peixes do seu aquário.
Temperatura ideal – 22° a 29°C
pH- 6,5 a 7,0
Alimentação – c ome de tudo, mas tem preferência por regime vegetariano.
Reprodução – até hoje não se conhece o seu modo de reprodução e é praticamente impossível distinguir os sexos. Sabemos que é ovíparo.
Ameaças – destruição do habitat e captura predatória visando o tráfico ilegal de animais.


APAIARI (Astronotus ocellatus)

Características – também conhecido como Oscar, é um peixe bastante resistente, que pode atingir 25 cm de comprimento. O indicam como o mais inteligente dos peixes de aquário. Com o passar do tempo conhece o dono e ataca estranhos. É super territorialista. Espécie tropical de água doce com coloração escura, belos desenhos em mosaico quando jovem. Conforme vai crescendo adquire manchas claras e escuras num meio tom verde-acinzentado e laranja. Na nadadeira caudal existe um ocelo, mancha circular escura, circundada por um laranja brilhante. O colorido aumenta e diminui de intensidade conforme o ambiente. Criado também como peixe industrial para o consumo humano e como predador de caramujos.
Origem – Bacia do Rio Amazonas
Habitat – lagos de várzea e lagoas marginais.

Hábitos - faz escavações na areia e destrói as plantas vivas. Pacífico se colocado com peixes do seu tamanho ou ligeiramente menores, territorialista, de movimentos lentos e de razoável beleza.
Temperatura ideal – 20º a 26º C
pH – 7,2  
Alimentação – carnívoro guloso, os adultos gostam de minhocas, caramujos, crustáceos, insetos e peixes menores.
Reprodução – ovíparo, desova em pedras. É difícil determinar o sexo de um oscar jovem. Mesmo de um adulto é muito difícil e há quem diga que é completamente impossível.
Ameaças – pesca predatória, poluição, tráfico de animais, destruição do habitat.


BAGRINHO (Microglanis parahybae)

Características – cor geral marrom com manchas cor de abóbora. Tem três pares de bigodes, listradinhos. Atinge 5 cm.
Origem – Sudeste do Brasil, no rio Paraíba, no estado do Rio de Janeiro.
Hábitos - bem sossegado, gosta de ficar quieto no fundo procurando mexer-se o menos possível.
Temperatura ideal – 21° a 26°C
Reprodução – nada se conhece sobre a sua reprodução.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.



BARBATANAS VERMELHAS (Aphyocharax anisitsi)

Características – cauda, nadadeiras dorsal, anal e adiposa com coloração vermelho sangue. Atingem no máximo 5,5 cm.
Origem – Rio Paraná
Hábitos – social. Costuma se agrupar em cardumes de 6 ou mais indivíduos, embora costumam beliscar as nadadeiras longas e onduladas de outros peixes. Nadam principalmente nas camadas superiores e médias da água.
Temperatura ideal – 18 a 26º C

pH – 6 a 8
Alimentação – omnívoro
Reprodução – os machos apresentam um gancho na barbatana anal. Reproduz-se com muita facilidade. Após a perseguição típica do ritual de acasalamento, os peixes saltam fora da água, depositando os ovos ao mergulhar.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.


BORBOLETA DE ASAS PRETAS (Carnegiella marthae)

Características – corpo muito achatado lateralmente, tendo o contorno abdominal afiado como uma faca, com uma linha negra contornando-lhe o corpo, que é transparente, com cor geral castanho-oliva. Suas nadadeiras são transparentes, com excessão das peitorais que são negras. Devido ao grande tamanho dessas nadadeiras, sempre viradas para cima, o peixe assemelha-se a uma borboleta, daí seu nome. Atinge 4 cm. De todos os peixes-borboleta, é esta a espécie mais resistente.
Origem – Guianas e bacia do Amazonas
Habitat – rios de florestas
Hábitos - excelente saltador e pode até dar pequenos vôos pela superfície da água.

Temperatura ideal – 21° a 29°C
pH – 5,5 a 6,5
Alimentação – engole sua alimentação logo na superfície, pois é incapaz de apanhá-la no fundo ou a meia água. Pequenos insetos como drosófilas, moscas, etc.
Reprodução – não se tem dados sobre a reprodução deste peixe.
Ameaças – poluição, destruição do habitat e tráfico de animais.


BORBOLETA PINTADA (Carnegiella strigata)

Características – parecida com o Borboleta-de-asas-pretas (Carnegiella marthae), mas de colorido diferente. O corpo é castanho-dourado com uma linha horizontal dourada. Seu ventre é riscado por linhas transversais escuras. Atinge em média 5 cm. São peixes sensíveis.
Origem – Guianas e bacia do Amazonas
Habitat – locais de águas límpidas, no fundo, com plantas flutuantes para ficarem próximos à sombra.
Hábitos - excelente saltador e pode até dar pequenos vôos pela superfície da água. O seu jeito de nadar é muito peculiar e gracioso.

Temperatura ideal – 24° a 32°C
pH - 6,5
Alimentação – engole sua alimentação logo na superfície, pois é incapaz de apanhá-la no fundo ou a meia água. Constitui-se de pequenos insetos como drosófilas, moscas, etc. Muito curioso, capaz de voar em busca de alimento, em seu habitat natural.
Reprodução – o macho, reconhecível por ser mais esguio que a companheira, começa a corte dançando à volta dela. Depois de ambos darem vários saltos fora da água, encostam-se um ao outro, cabeça com cauda, depositando os ovos entre as plantas flutuantes.
Ameaças – tráfico de animais, poluição e destruição do habitat.


CASCUDO (Hypostomus punctatus)

Características – também conhecido como cascudo pintado, não é um peixe muito bonito, mas muito útil, muito simpático e inofensivo. Possui uma ventosa em sua boca que faz aderir em pedras e que ajuda a raspar as algas.  Revestido pôr placas ósseas, o seu corpo dificilmente é atacado pôr outros peixes. Pode atingir 30 cm .
Origem – Brasil
Habitat – peixe de fundo
Hábitos – pacífico, noturno. Fica ativo e se alimenta neste período, mas muito pouco durante o dia que passa à sombra durante o dia.
Temperatura ideal – 18 a 26 ºC

pH - ligeiramente ácido a neutro entre 6,8 e 7,0.
Alimentação – algas constituem sua alimentação principal.
Reprodução – ovíparo. A fêmea deposita seus ovos em grutas e buracos e logo após o macho os fecunda.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.


CHALCEU (Chalceus macrolepidotus)

Características – também conhecido como arari ou saguari, possui o dorso cinza-azulado, flancos cinza-claros e o ventre prateado. Apesar de apreciado como alimento pela população local, é uma espécie bastante valorizada em aquariofilia atinge 25 cm de comprimento e 400 g de peso.
Origem – Amazônia

Habitat – regiões alagadas com águas límpidas e rasas.
Hábitos - gosta de ficar parado, parecendo ser bem tímido. Ficam sempre voltados para a superfície, chegando a saltar fora d'água para capturar insetos em pleno vôo.
Temperatura ideal – 23° a 28º C
pH – 6,2 a 7.0
Alimentação – larvas, aranhas, pequenos peixes e pequenos insetos.
Reprodução – ovíparo. A fêmea desova entre as plantas flutuantes. Em duas semanas, os alevinos já nadam da maneira dos pais, de modo súbito com paradas.
Ameaças – destruição do habitat e poluição.


CORIDORA BRONZE (Corydoras aeneus)

Características – corpo encurvado e couraçado, constituído por placas articuladas. Possui uma barbatana adiposa, a semelhança dos Caracídeos. As  barbatanas peitorais e a dorsal apresentam espinhos nas suas extremidades que as protegem contra o ataque de eventuais predadores. São bons  nadadores. Boca orientada em direção ao solo é uma das características. Absorvem o oxigênio, utilizando-o nos seus intestinos. Trata-se, de certa  forma, uma respiração intestinal. O oxigênio aspirado à superfície da água entra no sangue através dos vasos sangüíneos existentes nas paredes do intestino.  Não podemos com

isto concluir que este peixe  possa sobreviver numa água pobre em oxigênio. Chega a 8 cm de comprimento, podendo atingir de 8 a 10 anos de vida.
Origem – América do Sul
Habitat – diferentes cursos de água de regiões tropicais. Os seus locais de predileção são as ramificações  mortas da Amazônia, os leitos pouco profundos dos rios e a tranqüilidade de alguns riachos.
Hábitos - pacífico
Temperatura ideal – 20º a 28 ºC
pH - 7,0
Alimentação – s ervem-se dos barbilhões que possuem nos cantos da boca para detectar a comida por entre os detritos e os interstícios da areia e só quando estão em cima dela é que a detectam, através do olfato. Sempre que procuram comida, o seu corpo eleva-se ligeiramente acima do solo, enterrando-se na areia até as barbatanas peitorais.
Reprodução – ovíparo. A s fêmeas distinguem-se facilmente por serem maiores que os machos e mais roliças, e os machos por terem as barbatanas ventrais mais pontiagudas.  
Ameaças – poluição de destruição do habitat.


CORIDORA LEOPARDO (Corydoras trilineatus)

Características – de coloração lateral cinza pálido e inferior esbranquiçado. Brânquia coberta por coloração esverdeada. Possuem marcas variadas, com três listras longitudinais ao longo da linha lateral, nadadeira caudal com cinco faixas verticais, nadadeira anal manchada e nadadeira dorsal escurecida. As fêmeas são ligeiramente maiores e mais arredondadas que os machos. Muito resistentes, a tingem 6 cm de comprimento.
Origem – Amazonas
Habitat – a doram passear por entre as plantas, preferindo ficar em pequenos esconderijos e por entre pedras e troncos no fundo.

Hábitos - pacífico, comunitário. Hábitos noturnos e gostam de viver em cavernas.
Temperatura ideal – 24º a 27 ºC
pH - 6.5 a 7.2
Alimentação – matéria orgânica.
Reprodução – ovíparo. Os machos perseguem as fêmeas até que mostrem o interesse. Então as fêmeas limpam superfícies de plantas. O macho fricciona de encontro à fêmea e toca em sua cabeça com suas barbas. Finalmente, se unem na posição clássica durante as vibrações, depositando alguns ovos na área previamente limpa. Os ovos são fertilizados. Há um descanso rápido e então os machos avançam nas fêmeas por várias vezes. Isto continua por algumas horas (2 ou 3, geralmente) e as fêmeas têm a capacidade de depositar de 100 a 300 ovos. Os pais não perturbam os ovos, os quais escurecem na incubação que dura de 5 a 6 dias.
Ameaças – destruição do habitat, poluição e tráfico de animais.

CRUZEIRO DO SUL (Hemiodus gracilis)

Características – sua coloração na cauda é incrivelmente chamativa. Faixa lateral e formato da pupila mudam quando ele está "tirando um cochilo". A cor prateado brilhante com o ocelo preto no meio do corpo, a parte inferior da nadadeira caudal com uma cor vermelha bem viva. Suas pupilas ficam bem definidas e sua faixa lateral preta quase que some e surgem borrões pretos sobre esses. Atingem 15 cm.

Origem – Amazonas
Habitat – águas com densa vegetação
Hábitos - pacífico, forma cardume de 6 a mais indivíduos. Quando se sente ameaçado, o peixe perde a cor.
Temperatura ideal – 24º a 28 ºC
pH - 7,0
Alimentação – omnívoro
Reprodução – ovíparo. É um peixe de piracema, ou seja, que desova na nascente dos rios, necessitando de correnteza para sua reprodução.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.


ENGRAÇADINHO (Hyphessobrycon flammeus)

Características – geralmente de coloração prata com um anel azul do olho. A parte traseira do corpo é vermelha junto com a nadadeira anal. Duas listras pretas acima e para baixo, atrás das brânquias. Podem atingir 4,5 cm . As diferenças entre os sexos são bem definidas. As nadadeiras pélvicas e a anal do macho têm as bordas pretas. Ele é bem mais colorido e com o corpo mais delgado. A fêmea é maior e mais larga. Macho tem a nadadeira anal vermelho sangue, as fêmeas são mais claras e às vezes amarelo. A ponta preta na nadadeira peitoral é vista somente na fêmea. Chegam a viver até 3 anos.

Origem – Sudeste do Brasil, no Estado do Rio de Janeiro.
Habitat – ambiente com bastante vegetação.
Hábitos - são calmos e gregários. B astante ativos, nadam com movimentos ágeis em todas as profundidades.
Temperatura ideal – 26º a 28° C
pH - 5,8 a 7,8
Alimentação – omnívoros.
Reprodução – ovíparo. Na época da reprodução o macho adquire coloração alaranjada intensa e pelo ventre “inchado” – cheio de óvulos – que a fêmea apresentará. O ambiente deve ser rico em plantas que servirão para preservar os ovos do apetite dos pais assim que forem postos. Após o balé nupcial, que consiste em várias “correrias” pelo ambiente, macho e fêmea passam a nadar juntos, paralelos e esfregando seus corpos. Nesse movimento o macho pressiona a fêmea imediatamente. Os ovos (cerca de 150) caem no fundo e ficam incubando por 24 horas. Passados 3 dias, os alevinos nadarão livremente pelo ambiente. Aos 3 meses os peixinhos já estão aptos à reprodução.
Ameaças – bastante procurado pela sua beleza e fácil criação em cativeiros, a espécie vem enfrentando um triste problema. A poluição dos rios e lagos dos arredores do Rio de Janeiro, locais de sua origem, vem tornando o engraçadinho cada vez mais raro, correndo o sério risco de ser extinto.


GUPPY (Poecilia reticulata)

Características – o guppy, também conhecido como lebiste ou barrigudinho, é um dos peixes mais populares nos aquários. O nome Guppy é na verdade o sobrenome de Robert J.L Guppy que foi homenageado pelo naturalista inglês Guenther, que recebeu de Robert os primeiros peixes coletados na América Central no ano de 1860. Já o nome popular Lebiste deriva do gênero Lebistes ao qual pertencia. Pertence a família dos Poecilidae (Poecilídeos) da qual também fazem parte Molinésias, Platys e Espadas. Os machos são menores, multicoloridos, também mais coloridos do que as fêmeas. A sua fama vem principalmente das suas barbatanas caudais, enormes em relação ao tamanho do corpo, que podem possuir vários padrões e diversas e espetaculares cores. As barbatanas das fêmeas não são, proporcionalmente falando, tão grandes nem tão atraentes como as dos machos. São peixes resistentes e muito ágeis.  Os machos alcançam 30 mm e as fêmeas 60 mm.  A nadadeira caudal do macho costuma ser do mesmo tamanho do corpo. As fêmeas apresentam colorido somente no pendúculo caudal e nadadeiras. Os machos apresentam gonopódio, uma estrutura semelhante a um pequeno tubo localizada na região ventral. Esta estrutura possibilita a transferência dos gametas masculinos para dentro da fêmea, possibilitando a fecundação interna. Já as fêmeas apresentam uma mancha na parte ventral, próxima a cauda, que se torna mais escura quando os ovos começam a se desenvolver. Quando os filhotes estão a ponto de nascer esta mancha torna-se mais “baixa”, a fêmea apresenta-se muito barriguda e com a respiração ofegante.

Origem – América do Sul (Bacia Amazônica)
Habitat – estuários
Hábitos - muito ativo, extremamente pacifico, nado lento.
Temperatura ideal – 22 a 28º C  
pH – 7,2  
Alimentação – onívoro, larvas de mosquito, drosófilas, zooplâncton, microvermes e minhocas. Devido ao seu hábito voraz de se alimentar com larvas de insetos, os Lebistes são utilizados em países do Oriente como ferramenta de controle biológico. Já foram utilizados também no Brasil, na década de 30, para combater os transmissores da malária e da febre amarela. São também utilizados em laboratórios, nos experimentos ecotoxicológicos, genéticos, comportamentais e reprodutivos.
Reprodução – vivíparo. As fêmeas dão cria de 2 em 2 meses. Apresenta alta taxa reprodutiva. O macho procura a fêmea a todo o momento. Após o acasalamento, a fêmea começa a ficar barriguda e após 40 dias no máximo ela "dará a luz", de 50 a 80 filhotes que já estarão aptos a nadar e a se alimentar horas depois de nascidos. Os pais não cuidam dos filhotes após o nascimento. Nos primeiros, os filhotes se refugiam, escondendo-se dos próprios pais entre a vegetação aquática dias, já que estes podem tentar atacar sua cria. Na terceira a quarta semana já se pode distinguir  os machos das  fêmeas pela coloração em seu corpo e cauda. Aos dois meses de idade já é possível a diferenciação de machos e fêmeas, que estão prontos para a reprodução. Uma característica bastante interessante  é  a  capacidade  que  as  fêmeas  têm de

armazenar o esperma dos machos por um longo período, podendo ter mais de 3 gestações seguidas sem a presença do macho para nova fecundação.
Predadores naturais – peixes maiores, anfíbios, répteis, insetos aquáticos e os próprios pais podem atacar os alevinos.
Ameaças – poluição e destruição do habitat. É um peixe muito vulnerável ao ataque de outros peixes, mesmo  que pequenos ou de menor porte, devido à lentidão de seus movimentos e à cauda grande.


LAMBARI BRANCO (Astyanax bimaculatus)

Características – é peixe de pequeno porte, alcançando até 15 cm de comprimento total, c or geral prateada com duas manchas pretas, uma na base da cauda e outra logo depois do opérculo. A cor dessas manchas varia de intensidade conforme o grau de excitação do peixe. Nadadeiras amareladas, por isso, também pode ser chamado de lambari-do-rabo-amarelo. O macho conhece-se por ser menor e mais esguio e por ter as nadadeiras ligeiramente avermelhadas.
Origem – Leste da América do Sul e muito comum em todo o Brasil.

Habitat – grande variedade de ambientes, como riachos, rios, lagos e brejos.
Hábitos - muito vivaz
Temperatura ideal – 21° a 29°C
pH – 7,0
Alimentação – omnívoro. G rande devorador de folhas, flores, sementes, frutos, de peixes de menor porte, crustáceos e insetos.
Reprodução – reproduz-se espalhando cachos de oyos adesivos, pelos tufos de plantas. Os pais podem devorar os ovos. Os filhotes crescem depressa.
Predadores naturais – peixes carnívoros maiores.
Ameaças – poluição e destruição do habitat. No Pantanal, quando as águas começam a baixar, são capturados em grandes quantidades pelas populações ribeirinhas para extração de óleo e farinha de peixe.


LIMPA VIDRO (Otocinclus vestitus)

Características – de pequeno tamanho, alcançando 5 cm. O seu nome popular provém do hábito que estes peixes têm de se colar aos vidros do aquário, podendo permanecer assim imóveis durante bastante tempo, agarrando-se a tudo com a sua boca em forma de ventosa.   Suas nadadeiras peitorais possuem pequenos espinhos que são acionados ao menor sinal de perigo, mas não causando danos.

Origem – Brasil  
Habitat – riachos
Hábitos - espécie extremamente tranqüila, inofensiva e resistente. Pode permanecer horas e horas imóvel, grudado no vidro do aquário ou em uma pedra lisa de fundo. Não gostam de ficar sozinhos.
Temperatura ideal – 20º a 26º C  
pH – 6,8 a 7,0  
Alimentação – colocando em uso sua boca, que funciona como uma ventosa, ele passa a sugar e raspar o alimento. Alimenta-se de restos de matéria orgânica, mas a alimentação preferida e principal são as algas. Conseguem raspar as algas das próprias plantas sem as danificarem.
Reprodução –
pouco se sabe sobre a reprodução desta espécie, o que podemos dizer é que é ovíparo. O casal escolhe para postura um lugar de fraca iluminação, com águas límpidas, pedras lisas e plantas. Os ovos ficam aderidos 48 horas até que nascem alevinos. O macho é menor que a fêmea, e esta possui o ventre um pouco mais arredondado (devido aos ovos) e na época de reprodução o ovopositor à mostra.
Predadores naturais – pássaros, aves, insetos aquáticos, anfíbios e peixes carnívoros maiores.
Ameaças – destruição do habitat e poluição.


1 - 2


Topo