institucional educacao conservacao ecoacao cultura ecoligado

PEIXES DE ÁGUA SALGADA

AGULHA (Strongylura marina)

PEIXE ANJO TRICOLOR (Holacanthus tricolor)

AGULHÃO BANDEIRA (Istiophorus albicans)

PEIXE BORBOLETA LISTRADO (Chaetodon striatus)

ALBACORA (Thunnus alalunga)

PEIXE CIRURGIÃO BAIANO (Acanthurus bahianus)

ALBACORA BANDOLIM (Thunnus obesus)

PEIXE COFRE (Acanthostracion polygonius)

ALBACORA DE LAGE (Thunnus albacares)

PEIXE GALO (Selene vomer)

APOGON BRASILEIRO (Apogon americanus)

PEIXE LUA (Mola mola)

ATUM (Thunnus tynnus)

PEIXE PORCO (Balistes vetula)

BADEJO (Mycteroperca bonaci)

PEIXE REI (Elagatis bipinnulata)

BAGRE BANDEIRA (Bagre marinus)

PEIXE SAPO (Lophius gastrophysus)

BAIACU (Lagocephalus laevigatus)

PEIXE SERRA (Pristis pectinata)

BARRACUDA (Sphyraena barracuda)

PESCADA BRANCA (Cynoscion leiarchus)

BETARA (Menticirrhus americanus)

PESCADA AMARELA (Cynoscion acoupa)

BICUDA (Sphyraena guachancho)

PESCADINHA (Isopisthus parvipinnis)

BIJUPIRÁ (Rachycentron canadus)

PREJEREBA (Lobotes surinamensis)

BODIÃO (Halichoeres poeyi)

RAIA AMARELA (Myliobatis freminvillei)

BODIÃO ARARA (Bodianus pulchellus)

RAIA BICUDA (Dasyatis americana)

BODIÃO PAPAGAIO (Bodianus rufus)

RAIA BOI (Rhinoptera bonasus)

BONITO (Sarda sarda)

RAIA JAMANTA (Manta birostris)

BONITO BARRIGA LISTRADA (Katsuwonus pelamis)

RAIA LIXA (Dasyatis guttata)

BONITO PINTADO (Euthynnus alletteratus)

RAIA PINTADA (Aetobatus narinari)

BORBOLETA AMARELO (Chaetodon ocellatus)

RAIA PREGO (Dasyatis centroura)

CARANHA (Lutjanus griseus)

RAIA SAPO (Myliobatis goodei)

CARAPEBA (Diapterus rhombeus)

RAIA VIOLA (Rhinobatos horkelii)

CAVALA VERDADEIRA (Scomberomorus cavalla)

RAIA VIOLA (Rhinobatos percellens)

CAVALINHA (Scomber japonicus)

RAIA VIOLA DE CARA CURTA (Zapteryx brevirostris)

CAVALO MARINHO (Hippocampus reidi)

RÊMORA (Remora remora)

CHERNE (Epinephelus niveatus)

ROBALO (Centropomus undecimalis)

CIRURGIÃO AZUL (Acanthurus coeruleus)

ROBALO PEVA (Centropomus paralellus)

COCOROCA (Haemulon plumierii)

RONCADOR (Conodon nobilis)

CONGRO ROSA (Genypterus blacodes)

SAILFISH (Istiophorus platypterus)

CORVINA (Micropogonias furnieri)

SALEMA (Anisotremus virginicus)

DONZELA COBALTO (Chromis flavicauda)

SARDINHA (Sardinella janeiro)

DOURADO (Coryphaena hippurus)

SARDINHA BOCA TORTA (Cetengraulis edentulus)

ENCHADA (Chaetodipterus faber)

SARGENTINHO (Abudefduf saxatilis)

ENCHOVA (Pomatomus saltatrix)

SARGO (Anisotremus surinamensis)

ESPADA (Trichiurus lepturus)

SARGO DE DENTES (Archosargus probatocephalus)

ESPADARTE (Xiphias gladius)

SOROROCA (Scomberomorus brasiliensis)

FOGUEIRA (Myripristis jacobus)

TAINHA (Mugil cephalus)

FRADE (Pomacanthus paru)

TARPON (Megalops atlanticus)

FUSQUINHA (Plectrypops retrospinis)

TOTÓ (Apogon pseudomaculatus)

GAROUPA (Epinephelus marginatus)

TRILHA (Mullus argentinae)

GRAMMA REAL BRASILEIRO (Gramma brasiliensis)

TUBARÃO ANJO (Squatina californica)

GUAIVIRA (Oligoplites saurus)

TUBARÃO AZUL (Prionace glauca)

LINGUADO (Paralichthys brasiliensis)

TUBARÃO BALEIA (Rhincodon typus)

MAMANGÁ (Scorpaena brasiliensis)

TUBARÃO BRANCO (Carcharodon carcharias)

MANJUBA (Anchoviella lepidentostole)

TUBARÃO CABEÇA CHATA (Carcharhinus leucas)

MANJUBA VERDADEIRA (Anchoa tricolor)

TUBARÃO DUENDE (Mitsukurina owstoni)

MARIA DA TOCA (Parablennius pilicornis)

TUBARÃO ELEFANTE (Cetorhinus maximus)

MARIMBÁ (Diplodus argenteus)

TUBARÃO FRANGO (Rhizoprionodon porosus)

MARLIM AZUL (Makaira nigricans)

TUBARÃO GÁLIA BRANCA (Triaenodon obesus)

MARLIM BRANCO (Tetrapturus albidus)

TUBARÃO GÁLIA PRETA (Carcharhinus brevipinna)

MERLUZA (Merluccius hubbsi)

TUBARÃO LIMÃO (Negaprion brevirostris)

MERO (Epinephelus itajara)

TUBARÃO LIXA (Ginglymostoma cirratum)

MIRAGAIA (Pogonias cromis)

TUBARÃO MAKO (Isurus oxyrinchus)

MORÉIA (Gymnothorax funebris)

TUBARÃO MALHADO (Mustelus fasciatus)

MORÉIA DOURADA (Gymnothorax miliaris)

TUBARÃO MANGONA (Carcharias taurus)

MORÉIA PINTADA (Gymnothorax moringa)

TUBARÃO MARTELO (Sphyrna mokarran)

NAMORADO (Pseudopercis numida)

TUBARÃO MEGA BOCA (Megachasma pelagios)

NEON GOBY (Elacatinus figaro)

TUBARÃO NEGRO (Carcharhinus obscurus)

OLHETE (Seriola fasciata)

TUBARÃO OCEANICO (Carcharhinus longimanus)

OLHO DE BOI (Seriola dumerili)

TUBARÃO TIGRE (Galeocerdo cuvier)

PAMPO (Trachinotus carolinus)

UBARANA (Elops saurus)

PARATI (Mugil curema)

UBARANA RATO (Albula vulpes)

PARATI BARBUDO (Polidactylus virginicus)

VERMELHO CIOBA (Lutjanus analis)

PARGO (Pagrus pagrus)

WAHOO (Acanthocybium solandri)

PEIXE ANJO ANÃO (Centropyge aurantonotus)

XARÉU (Caranx hippos)

PEIXE ANJO RAINHA (Holacanthus ciliaris)

XERELETE (Caranx crysos)

CONSIDERAÇÕES SOBRE OS TUBARÕES


AGULHA (Strongylura marina)

agulha

Características – peixe de escamas diminutas com corpo alongado e fusiforme, boca comprida, formando um bico com numerosos dentes pontiagudos. As nadadeiras dorsal e anal estão localizadas na mesma posição na parte posterior do corpo e têm aproximadamente o mesmo tamanho. Coloração prata esverdeado e alcança 50 cm de comprimento total.

Habitat – águas costeiras
Ocorrência – regiões Norte, Nordeste e Sudeste.
Hábitos – pelágica podendo entrar nos rios. Forma pequenos cardumes. É muito rápido e voraz.
Alimentação – pequenos peixes
Ameaças – poluição e pesca predatória.



AGULHÃO BANDEIRA (Istiophorus albicans)

Características – peixe de escamas muito pequenas também conhecido como agulhão vela. Possui grande nadadeira dorsal em forma de vela de barco e o bico em forma de espada. A coloração do dorso é azul escuro, com os flancos e ventre prateados. Apresenta faixas verticais ou séries verticais de pintas claras no dorso e nos flancos. As nadadeiras são escuras. Alcança mais de 3 m de comprimento total e mais de 60 kg.
Habitat – pelágica, oceânica, podendo ser encontrada em águas costeiras, nos locais mais profundos.

agulhao bandeira

Ocorrência – regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá a Santa Catarina).
Hábitos – solitários, mas formam cardumes durante a época reprodutiva. Para evitar predadores, costuma levantar a nadadeira dorsal.
Alimentação – peixes oceânicos, como dourados, atuns, peixe voador, e lulas, polvos e crustáceos.
Ameaças – pesca predatória e poluição.


ALBACORA (Thunnus alalunga)

albacora

Características – pode alcançar 30 kg de peso e 1,10 m de comprimento. Carne é muito apreciada. Corpo volumoso. Coloração da parte superior é azul-aço escura e parte inferior branca. É muito apreciada no mercado de pescados em todo o mundo, sendo comercializada fresca, defumada, congelada ou enlatada.
Habitat – espécie oceânica de alto-mar, da superficie até a profundidade de 50 m.

Ocorrência – Oceano Atântico em toda a costa brasileira.
Hábitos - espécies migratórias e periódicas (desaparecem da superfície em certas épocas do ano) encontradas solitárias ou em pequenos grupos que são compostos muitas vezes por outras espécies de atuns e/ou bonitos. Costumeiramente os indivíduos mais jovens formam grandes cardumes e podem estar associados a objetos flutuantes.
Alimentação – de pequenos peixes, camarões e lulas.
Ameaças – poluição e pesca predatória.


ALBACORA BANDOLIM (Thunnus obesus)

Características – pode atingir 2,35 m de comprimento e pesar até 600 Kg. A carne da albacora-bandolim atinge altos preços no mercado mundial de pescados, principalmente no Japão, onde é muito apreciada para o preparo de sashimi. É comercializada fresca, congelada ou enlatada.
Habitat – espécie oceânica de superfície até profundidade de 250 m.

albacora bandolim
Ocorrência – espécie cosmopolita. No Brasil ocorre em toda a costa.
Hábitos - juvenis e adultos de pequeno tamanho agrupam-se na superfície formando cardumes monoespecíficos ou associados a outras espécies de atuns, podendo estar associados a objetos flutuantes.
Alimentação – grande variedade de peixes, lulas e crustáceos durante o dia e a noite.
Ameaças – poluição e pesca predatória.


ALBACORA DE LAGE (Thunnus albacares)

albacora de lage

Características – semelhante à albacora, porém bem maior. Pode atingir 1,90 m de comprimento. Facilmente identificável pelas aletas amarelas desmesuradamente grandes.
Habitat – espécie oceânica de superfície até profundidade de 250 m.
Ocorrência – no Brasil desde o norte até o extremo sul.
Hábitos - encontradas solitárias ou em cardumes formados por indivíduos com tamanhos semelhantes. Esses cardumes podem ser tanto monoespecíficos (formados apenas pela albacora-lage) como multiespecíficos   (com   algumas   espécies   de   atum

misturadas). Indivíduos de grande porte são vistos freqüentemente associados a grupos de golfinhos e também a objetos flutuantes. Esta espécie é altamente migratória, pois realiza grandes deslocamentos nos oceanos ao longo do ano.
Alimentação – peixes, crustáceos e lulas.
Reprodução - desovam principalmente no verão em vários e sucessivos grupos.
Ameaças – poluição e pesca predatória.


APOGON BRASILEIRO (Apogon americanus)

Características – corpo vermelho vivo, olhos negros e grandes, com suas linhas horizontais brancas cortando a íris.
Habitat – em vários ambientes costeiros, fundos de cascalho, próximos a bancos de algas e recifes, coralinos ou não. Ocorrem em profundidades que variam de 0 a 50 m.
Ocorrência – do litoral norte ao sudeste do Brasil.
Hábitos – de dia vivem em fundos de tocas, saem à noite para comer, isolados e em grupos de até 5 indivíduos, a pouca distância do fundo. Ficam imóveis nas colunas da águas e são capturados facilmente.

apogom brasileiro
Alimentação – zoobentos, microcrustáceos, pedaços de peixe e camarão.
Reprodução – reproduzem-se o ano todo, com picos no verão. Os machos guardam os ovos na sua boca e ficam sem se alimentar até a eclosão.
Ameaças – destruição do habitat e captura para aquariofilismo.


ATUM (Thunnus tynnus)

atum

Características – peixe de porte avantajado, atingindo 1 m de comprimento nos primeiros 3 anos. P ode alcançar mais de 500 kg de peso. São considerados os peixes mais hidrodinâmicos entre as formas existentes. O corpo é fusiforme e o pedúnculo caudal bastante estreito. São importantes na pesca comercial para a indústria pesqueira.
Habitat – mar aberto
Ocorrência – em todo o litoral brasileiro.

Hábitos – forma grandes cardumes, normalmente acompanhados por golfinhos e baleias.
Alimentação – pequenos peixes e lulas. É predador muito ativo.
Ameaças – pesca predatória e poluição.


BADEJO (Mycteroperca bonaci)

Características – peixe de escamas com coloração escura (marrom ou cinza), com manchas cujo padrão e coloração variam. Também conhecido como badejo quadrado. De grande valor comercial, devido ao apreciado sabor de sua carne. Atinge grandes dimensões, podem ultrapassar 1 m de comprimento e 90 kg de peso.
Habitat – costões rochosos, recifes de corais, lajes de pedra ou  qualquer  outra estrutura que contenha tocas

badejo
utilizadas como abrigo e canais em regiões estuarianas.
Ocorrência – toda a costa leste brasileira.
Hábitos – tem hábito de se entocar. Nunca são encontrados em águas com baixa salinidade. Vivem sozinhos ou em pequenos grupos de 5 a 10 indivíduos.
Alimentação – moluscos, crustáceos e pequenos peixes.
Ameaças – destruição do habitat, poluição e pesca predatória.


BAGRE BANDEIRA (Bagre marinus)

bagre

Características – peixe de couro com corpo achatado, nadadeiras peitorais e dorsal com três espinhos. Esses espinhos injetam substâncias tóxicas, que, dependendo da sensibilidade da pessoa, podem causar forte dor no local, inchaço e até febre. A coloração varia do cinza azulado ao amarelo. Os maiores exemplares alcançam 1 m de comprimento total e cerca de 5 kg.
Habitat – praias, estuários, manguezais, foz de rios e entram na água doce para desovar. Não é encontrado em águas muito profundas, em geral até 50m.
Ocorrência – regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).
Hábitos – normalmente forma grupos de cinco a cem indivíduos. Crepuscular e noturno.
Alimentação – pequenos peixes e animais bentônicos.
Reprodução – após a desova, os machos incubam os ovos na boca.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.



BAIACU (Lagocephalus laevigatus)

Características – não possui escamas. A coloração do dorso é variável, indo do verde-amarelado ao azul-acinzentado. São brancos na zona lateral e ventral, onde apresentam pequenos espinhos. A boca é pequena e em posição terminal. Os maxilares têm a placa dental dividida ao meio. Não são considerados tóxicos ou venenosos, podendo ser consumidos sem riscos de envenenamentos, pois seus músculos  e  outros  órgãos

baiacu
viscerais possuem um nível de TTX (tetrodotoxina) residual e, portando, rapidamente excretável pela urina . Sua carne é muito apreciada. P odem atingir 60 cm de comprimento e 5,0 kg.
Habitat – áreas costeiras, sobre fundos de areia ou lama, em profundidades entre 10 e 180 m.
Ocorrência – em todo o litoral brasileiro
Hábitos – pelágicos em pequenos grupos ou solitários. Quando perturbados, ingerem água que é mantida sob pressão no estômago ou em uma invaginação do mesmo, por meio de dois esfíncteres: cardíaco e pilórico, ou por um esfíncter da própria invaginação, tornando-se globulares. Durante a exposição ao ar, esses peixes também podem inflar e após retorno à água, o esvaziamento é promovido pela ação combinada dos esfíncteres e da musculatura abdominal.
Alimentação – peixes e camarões


BARRACUDA (Sphyraena barracuda)

barracuda

Características – peixe de escamas com corpo alongado e roliço, um pouco comprimido, boca grande e pontuda, dentes caninos e afiados. Nadadeiras dorsais bem separadas, a anterior com origem após a origem da pélvica. A peitoral ultrapassa origem da pélvica. A nadadeira caudal é furcada. Coloração prateada, sendo que os adultos possuem manchas pretas irregulares ao longo do corpo, especialmente perto da nadadeira caudal. Pode chegar a 3 m de comprimento total e 50 kg.  A  sua  carne é  apreciada, mas os grandes adultos

podem ser extremamente tóxicos em função de comerem peixes que se alimentaram, direta ou indiretamente, de dinoflagelados tóxicos.
Habitat – mar aberto, próximas a ilhas e parcéis. Eventualmente, são vistas em regiões mais próximas da Costa, como mangues e estuários.
Ocorrência – regiões Nordeste, Sudeste e Sul.
Hábitos – as barracudas jovens formam cardumes, as grandes são quase sempre solitárias.
Alimentação – carnívoro.
Reprodução – reprodução só ocorre no verão, em mar aberto ou nas margens externas de recifes e ilhas. Os ovos pelágicos eclodem em até 48 horas. As larvas pelágicas comem zooplâncton e os jovens com cerca de 2 cm acompanham detritos de superfície. Aos 4 cm já formam pequenos cardumes, entre bancos de algas, corais e rochas, na coluna de água e superfície.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.


BETARA (Menticirrhus americanus)

Características – também é conhecida por papa-terra. Peixe de escamas com corpo alongado e comprimido. Boca voltada para baixo, barbilhão curto e duro na mandíbula. Coloração prateada, com manchas escuras alongadas sobre a cabeça, o dorso e os flancos. O ventre é esbranquiçado. Dificilmente ultrapassa 60 cm de comprimento total e 1,5 kg . Carne muito saborosa.
Habitat – praias arenosas e freqüentam os canais que se formam antes da linha de arrebentação das ondas.

betara
Ocorrência – todo litoral brasileiro
Alimentação – pequenos peixes, crustáceos, moluscos e minhocas, que ficam expostas pela ação das ondas.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.


BICUDA (Sphyraena guachancho)

bicuda

Características – peixe de escamas com corpo alongado e cilíndrico, um pouco comprimido, boca grande, pontuda e bastante pronunciada com dentes caninos. O último raio das nadadeiras dorsal e anal é alongado. O dorso é cinza, sendo os flancos e o ventre prateados. As nadadeiras pélvicas e anal possuem a margem preta e a caudal uma faixa preta nos raios medianos. Pode alcançar 1 m de comprimento total e 5 kg.

Habitat – ambientes costeiros, ilhas oceânicas, baias e canais. Nadam sempre à meia água, bem próximo à superfície.
Ocorrência – regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).
Hábitos – forma cardumes pequenos ou grandes, sendo que os indivíduos maiores são solitários.
Alimentação – pequenos peixes e crustáceos.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.


BIJUPIRÁ (Rachycentron canadus)

Características – peixe de escamas muito pequenas com corpo alongado e subcilíndrico, cabeça grande e achatada. As nadadeiras dorsal e anal são do mesmo tamanho, dando a impressão de uma ser reflexo da outra. A nadadeira caudal tem o lobo superior muito maior que o inferior. A coloração é marrom escuro, sendo   o  ventre  amarelado;   apresenta  duas   faixas

bijupira
prateadas ao longo do corpo. As nadadeiras são escuras. Pode alcançar 2 m de comprimento total e 50 kg.
Habitat – áreas costeiras e no alto-mar em superfície e meia-água. Pode ser encontrada ocasionalmente em águas rasas com fundo rochoso ou de recife, assim como em estuários e baías.
Ocorrência – regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul). Mais comum no Nordeste.
Hábitos – normalmente é encontrada sozinha ou aos pares, mas pode formar cardumes pequenos.
Alimentação – peixes, crustáceos e lulas.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.

BODIÃO (Halichoeres poeyi)

bodiao

Características – corpo alongado e esguio, um pouco achatado lateralmente, com a cauda truncada. Possuem uma coloração viva, pardacenta com tons esverdeados, azulados e estrias amareladas. Apresentam uma mancha escura arredondada atrás do olho e outra perto do final do dorso. Medem de 10 a 20 cm de comprimento, podendo chegar a 30 cm. Também chamado bodião rei.

Habitat – espécie costeira de águas rasas, vivendo em fundos de areia, cascalho e coralinos, raramente abaixo dos 35 metros de profundidade.
Ocorrência – nordeste e sudeste do Brasil.
Hábitos – encontrado sozinho ou em pequenos grupos, nadando constantemente entre as formações do fundo. Diurnos, se enterrando na areia à noite.
Alimentação – invertebrados bentônicos, caranguejos e ouriços, mas também pode atuar como limpador, comendo parasitas externos e tecido morto de peixes maiores.
Reprodução – hermafrodita alternante (começa a vida como fêmea e transforma-se em macho).
Ameaças – poluição e destruição do habitat.


BODIÃO ARARA (Bodianus pulchellus)

Características – corpo fusiforme, alongado, boca pequena em posição avançada. As cores passam por 3 fases. Os jovens são amarelos com uma mancha negra, em seguida, a porção frontal passa a ter uma coloração cinza escuro e ao chegar à fase adulta, apresenta coloração vermelha pelo corpo, uma listra branca que vai desde a porção inferior da cabeça seguindo pelo meio  do  corpo  até  a  nadadeira  caudal,   e  também

bodiao arara
apresenta uma coloração amarela na cauda. Possui uma mancha negra na base dos espinhos dorsais. Atinge 25 cm de comprimento.
Habitat – corais e recifes rochosos. Raramente são encontrados abaixo de 24 m de profundidade.
Ocorrência – do litoral norte ao sudeste do Brasil.
Alimentação – zooplâncton, zoobentos, microcrustáceos, moluscos, camarão, carangueijos, paguros, equinodermos, pequenos peixes, pedaços de peixe. Os juvenis se alimentam de parasitas de outros peixes.
Ameaças – destruição do habitat e caça para aquariofilia


BODIÃO PAPAGAIO (Bodianus rufus)

bodiao papagaiao

Características – a porção superior da cabeça, do corpo e a nadadeira dorsal são azuis se estiver próximo à superfície e vermelhas se estiver mais ao fundo. O resto do corpo possui coloração amarela. As nadadeiras dorsal, anal e pélvica possuem uma coloração mais puxada para o azul ou vermelho-amarelado na traseira.
Habitat – habitam recifes de corais ou rochas. Nectônicos costeiros de águas claras e relativamente rasas (raramente abaixo de 35 metros).

Ocorrência – do litoral norte ao sudeste do Brasil.
Hábitos – encontrados solitários ou em pequenos grupos nadando constantemente por entre as formações do fundo. Refugia-se em tocas onde possa principalmente dormir, o que costuma fazer em posições pouco convencionais, como por exemplo, de cabeça para baixo.
Alimentação – zoobentos, microcrustáceos, moluscos, camarão, carangueijos, paguros e outros crustáceos, equinodermos, pequenos peixes, pedaços de peixe, camarão. Os juvenis se alimentam de parasitas de peixes maiores.
Reprodução - são hermafroditas alternantes (protogínicos). Começam a vida como fêmeas e mais tarde, com maior porte, transformam-se em machos.
Ameaças – poluição, destruição do habitat e caça para aquariofilia


BONITO (Sarda sarda)

Características – peixe de escamas de grande importância comercial. Parente próximo dos atuns, ele se diferencia pelo seu tamanho inferior e pelo belo padrão tigrado, com manchas pelo corpo. Corpo alongado e fusiforme. Possui duas nadadeiras dorsais, uma muito próxima da outra. Coloração azul escuro, com 5-11 linhas oblíquas escuras no dorso e parte dos flancos. Os flancos e o ventre são prateados. Alcança 1 m de comprimento total e cerca de 8 kg . Na mesa nem todos o apreciam. Sua carne é bastante vermelha e gordurosa, rica em sangue, mas há que garanta que, ao forno, são saborosos.

bonito
Habitat – espécie oceânica de superfície, de mar aberto ou próximos de ilhas oceânicas.
Ocorrência – toda a costa brasileira.
Hábitos – peixes pelágicos. Migradores. Nadam em grandes cardumes, que são facilmente visualizados pela algazarra e saltos que fazem na água. Isso quando não são denunciados por bandos de andorinhas marinhas que sobrevoam os cardumes em busca das mesmas presas que eles estão caçando: sardinhas e manjubas.
Alimentação – peixes, lulas e crustáceos.
Reprodução – durante o verão, época de desova, pequenos cardumes se aproximam da costa.
Ameaças – poluição e pesca predatória.


BONITO BARRIGA LISTRADA (Katsuwonus pelamis)

bonito barriga listrada

Características – peixe de escamas que atinge no máximo 1 m de comprimento e 15 Kg de peso, sendo espécie de grande importância para a economia pesqueira mundial.
Habitat – pelágico costeiro e oceânico.
Ocorrência – todo o litoral brasileiro.
Hábitos – migratório, forma cardumes em águas superficiais associados a pássaros, objetos flutuantes (fixos ou à deriva), tubarões, baleias ou outras espécies de tunídeos. Quando estão próximos à superfície, costumam apresentar grande agitação, o que facilita a visualização dos cardumes.

Alimentação – no início da manhã e no final da tarde, quando consomem basicamente peixes, crustáceos e lulas.
Predadores naturais – agulhões
Ameaças – poluição e pesca predatória.


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