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BONITO PINTADO (Euthynnus alletteratus)

bonito pintado

Características – peixe de escamas que distingue-se facilmente pelas pintas (de 2 a 12) agrupadas nas laterais entre as nadadeiras peitoral e lateral. Atinge 90 cm de comprimento e 15 kg de peso. Coloração azulada no dorso, com a metade posterior em linhas irregulares escuras. Flancos prateados e abaixo das nadadeiras, peitorais de cinco a sete máculas negras e redondas. De carne boa, mas oleosa.

Habitat – vive próximo ao litoral.
Ocorrência – toda a costa brasileira.
Hábitos – é menos migratória que os demais tunídeos.
Alimentação – peixes, crustáceos e lulas.
Ameaças – poluição e pesca predatória.



BORBOLETA AMARELO (Chaetodon ocellatus)

Características – corpo achatado branco com faixa negra atravessando a cabeça e cruzando os olhos. As nadadeiras dorsal, caudal e anal são amarelas. A nadadeira peitoral possui uma pequena barra abarela na base. Alcança no máximo 20 centímetros de comprimento.
Habitat – recifes de corais com águas claras, em
profundidades de até 30 m.
Ocorrência – do litoral norte ao sudeste do Brasil.
Hábitos – calmos, vivem aos pares, monogâmicos, raramente se afastando do seu par.
Alimentação – zooplâncton, zoobentos, microcrustáceos, moluscos, pedaços de peixe e camarão.

borboleta amarela

Reprodução - ovíparo
Ameaças – destruição do habitat e caça para aquariofiolia


CARANHA (Lutjanus griseus)

caranha

Características – peixe de escamas com corpo forte e alongado, cabeça e boca grandes. Uma das características é a presença de dentes caninos. A nadadeira dorsal é espinhosa e a caudal pouco furcada. A coloração é muito variável, pode ser pardo esverdeado, com manchas escuras indistintas, róseo escuro ou pardo avermelhado, dependendo da profundidade em que o peixe está; as nadadeiras dorsal e caudal são cinza escuro, as peitorais, ventrais e anal são claras ou róseas. Alcança cerca de 65 cm de comprimento total e 8 kg de peso. A carne não é muito apreciada para o consumo.

Habitat – fundos rochosos e de recifes, podendo também ser encontradas em regiões estuarianas, com teores reduzidos de sal.
Ocorrência –
toda a costa brasileira.
Hábitos – têm o hábito de se alimentar à noite, quando ficam mais ativas. Durante o dia costuma fica entocado. Os peixes jovens formam grandes cardumes, que, às vezes, se misturam a cardumes de outros peixes. Muito voraz.
Alimentação – na fase jovem se alimentam de peixes, moluscos, crustáceos e outros seres marinhos, tornando-se mais piscívoras na fase adulta.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.


CARAPEBA (Diapterus rhombeus)

Características – corpo alto, ovalado, comprido. Boca extremamente protrátil, formando um bico voltado para baixo, com cobertura bucal muito pequena e desguarnecida de dentes. Possui apenas 2 raios ósseos na nadadeira anal. Atinge até 40 cm de comprimento e 8 kg de peso. Coloração prateada, escura no dorso, nadadeiras anal e pélvicas amarelas.
Habitat – ambientes costeiros. Pode ser encontrado também em água salobra, lagoas e mangues.
Ocorrência – toda a costa brasileira.
Alimentação – algas e pequenos invertebrados.
Ameaças – poluição, destruição do habitat e pesca predatória.

carapeba


CAVALA VERDADEIRA (Scomberomorus cavalla)

cavala

Características – peixe de escamas tão pequenas que dão a impressão de não existirem. Corpo fusiforme, ligeiramente comprimido. Nadadeira caudal muito furcada, cabeça afilada e focinho cônico e pontudo . Boca grande e ampla, com cerca de 32 dentes triangulares e afiados em cada maxilar. Quilha mediana presente no pendúnculo caudal. Coloração do dorso azul metálica, sendo os flancos  e ventre prateados.  A linha

lateral é marcada. Pode atingir mais de 1,5 m de comprimento total e 30 kg.
Habitat – superfície e meia água. Vive em alto mar, mas durante o verão, freqüenta os costões rochosos e regiões de mar aberto, não muito distantes da costa.
Ocorrência – regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá a Santa Catarina). Ocorre no litoral do Nordeste o ano todo, mas no Sudeste e Sul é mais freqüente no verão.
Hábitos – migradora. Forma grandes cardumes com indivíduos da mesma idade que seguem os cardumes de peixes menores, como sardinhas e manjubas, e lulas, que constituem seu principal alimento. Preferem águas limpas e são diuturnos.
Alimentação – ativos e vorazes, buscam alimento da superfície ao fundo, comendo desde peixes voadores, sardinhas, agulhas, etc., a lulas, crustáceos bênticos, etc.
Reprodução – na procriação formam gigantescos cardumes, buscando águas rasas para reproduzir, no verão.
Ameaças – poluição, destruição do habitat e pesca predatória.


CAVALINHA (Scomber japonicus)

Características – corpo alongado e fusiforme com escamas excessivamente pequenas, cabeça cónica, ligeiramente comprimida nos lados e focinho ponteagudo, com boca grande - as barbatanas são pouco desenvolvidas - a 1ª dorsal em forma de foice com 10 a 13 espinhos delgados e a dorsal posterior (oposta à anal) é baixa e curta. A cor varia desde o dorso com tonalidades azuladas ou esverdeadas e o ventre prateado.

cavalinha
Habitat – desde a superfície até aos 120 metros de profundidade. Pelágico costeiro, porém costumam nadar em águas litorâneas durante o dia e, à noite direcionam-se para mar aberto.
Ocorrência – toda a costa brasileira.
Hábitos – vivem geralmente em grandes cardumes que patrulham as águas em busca de alimento que é arduamente disputado quando encontrado. Tendência ao canibalismo nas fases iniciais do ciclo de vida.
Alimentação –
extremamente vorazes, alimentando-se de peixes, moluscos e crustáceos.
Ameaças – pesca predatória e poluição.


CAVALO MARINHO (Hippocampus reidi)

cavalo marinho

Características – o nome deste peixe vem da semelhança de sua cabeça com a do cavalo. A cauda, longa e preênsil, enrolada ligeiramente na extremidade, permite-lhe agarrar-se às plantas submarinas enquanto se alimenta. Possui placas dérmicas formando uma couraça que os protege dos inimigos. Boca pequena, terminal, usualmente no final do focinho tubular. Aberturas branquiais fusionadas no corpo e no istmo, 4 arcos branquiais completos e com as brânquias lobadas. Espinhos ausentes na dorsal e pélvicas ausentes. Dimorfismo sexual presente. Tem cerca de 15 cm de comprimento. O tronco e a cauda são recobertos por anéis. A cabeça é separada do tronco por uma espécie de pescoço. Coloração marrom-escuro, com manchas arredondadas.
Habitat – fundos aquáticos, arenosos ou lodosos, em profundidades que variam de 8 a 45 metros. Seu habitat preferido são os campos de algas e recifes coralíneos.
Ocorrência – em toda a costa brasileira.
Hábitos – nada com o corpo em posição vertical e a cabeça para frente, movimentando-se pela vibração das barbatanas dorsais. Ficam presos à corais e gorgônias com suas caudas. Somente nadam em busca de alimento quando há falta deste.
Alimentação – são monofágicos, ou seja alimentam-se somente de pequenos crustáceos, como artêmia salina e dáfnias.
Reprodução – é o macho que fica grávido, a fêmea deposita os óvulos numa bolsa da região ventral. Ali eles são fecundados e depois incubados durante dois meses. Quando os ovos eclodem, o macho realiza violentas contorções para expelir os filhotes. Ao nascer, estes são transparentes e medem pouco mais de 1 cm.
Ameaças – está ameaçado de extinção por ser espécie de interesse econômico para lojas de aquário e para indústria farmacêutica oriental o que incentiva a pesca predatória. Os locais de criadouro natural não são respeitados, nem idade ou sexo dos espécimes coletados. São jovens que saem do mar antes de estarem aptos a reproduzir, bem como adultos maduros sexualmente e muitos machos já grávidos, que invariavelmente perdem seus filhotes, ainda dentro da embalagem  plástica  de  viagem,  devido  ao estresse a

que são submetidos, ou nos aquários das lojas que não são adequados a recebé-los. Além disso, a poluição e a destruição do habitat também são grandes ameaças. Nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, verifica-se a extrema pressão antrópica sofrida pelas barras de rios e manguezais do litoral destes Estados. Infelizmente grande parte das regiões estuarinas foram transformadas em corpos receptores de efluentes, tanto da população ribeirinha quanto do comércio e indústria locais. Este fato naturalmente concorre para o desaparecimento dos cavalos marinhos que encontram nessas regiões, o seu hábitat.


CHERNE (Epinephelus niveatus)

Características – peixe de escamas com corpo grande, alto e comprimido. Coloração marrom avermelhada, algumas vezes mais clara no ventre. A margem da parte espinhosa da nadadeira dorsal é escura. Indivíduos jovens apresentam manchas brancas distribuídas regularmente em fileiras verticais e uma grande mancha escura no pedúnculo caudal, que se origina no dorso e atravessa a linha lateral. Alcança 2 m de comprimento total e 380 kg. Tem grande valor comercial. Considerado peixe de carne nobre.
Habitat – os peixes jovens vivem em águas rasas, em costões,  estuários  e  recifes  costeiros.  À medida que

cherne
crescem, dirigem-se para águas mais profundas, com fundo rochoso, onde ficam parados a maior parte do tempo.
Ocorrência – regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, onde é mais raro.
Alimentação – voraz, que se alimenta principalmente de peixes, não desprezando os crustáceos.
Ameaças – poluição, destruição do habitat e pesca predatória.


CIRURGIÃO AZUL (Acanthurus coeruleus)

cirurgiao azul

Características – pertence à família Acanthuridae, caracterizada por espinhos muito afiados, móveis em um ou outro lado da cauda que se assemelham aos bisturis dos cirurgiões, daí o seu nome. Possui corpo achatado, olho posicionado no alto da cabeça e boca pequena e baixa. A nadadeira dorsal é contínua. Atingem 39 cm de comprimento, possui 9 espinhos dorsais, 26 a 28 raios macios dorsais, 3 espinhos anais, e 24 a 26 raios macios anais. Tem três fases de cor. Em sua fase juvenil, é amarelo brilhante, mudando a uma mistura de amarelo e do azul durante a adolescência. Pode ser manchado com azul ou ter o corpo amarelo e algumas nadadeiras azuis. No amadurecimento, na fase intermediária, a cor escurece para um azul brilhante com a nadadeira caudal

amarela. As linhas longitudinais cinzentas ficam situadas na região do flanco com as nadadeiras dorsais e anal azuis, unidas com linhas diagonais alaranjado-marrons. O espinho caudal é amarelo, amarelo-claro ou branco.
Habitat – recifes tropicais, em profundidades de 2 a 40 m, em tocas e fendas onde estão protegidos dos predadores quando dormem à noite.
Ocorrência – todo o litoral brasileiro
Hábitos – vive em pares ou em grupos pequenos de até 10 ou 12 indivíduos, embora ocasionalmente formam grupos maiores para se alimentarem sobre os recifes. Diurnos. Quanto mais velhos mais pacíficos, sendo os jovens bastante agressivos, por serem muito territorialistas nesta fase.
Alimentação – algas. São importantes por manterem as populações de algas sob o controle.
Reprodução – alcançam a maturidade sexual em 9-12 meses de idade, com comprimento de 11-13 cm. A fertilização é externa. A corte ocorre à tarde ou entardecer. Este evento é indicado por uma mudança na cor de um azul escuro uniforme a um posterior azul claro e escuro azul pálido. Os machos cortejam agressivamente as fêmeas do cardume conduzindo-as a arremetidas ascendentes rápidas à supérfície. Os ovos e o esperma são liberados na superfície da água. Os ovos são pequenos, aproximadamente 0.8 milímetros no diâmetro, pelágicos, cada um contendo uma única gota de óleo para a flutuação. Os ovos fertilizados são chocados e, 24 horas, revelando larvas pequenas, translúcidas, com abdômens acinzentados e espinhos caudais rudimentares. A metamorfose completa leva aproximadamente uma semana. Os jovens, depois de 2 semanas, estabelecem-se no habitat apropriado.
Ameaças – poluição, destruição do habitat e caça para aquariofilia


COCOROCA (Haemulon plumierii)

Características – peixe de escamas que pode atingir 50 cm de comprimento e 1 kg de peso. Corpo moderadamente alto e um pouco achatado. Boca grande. Coloração cinza bronzeada clara e uniforme em todo o corpo, apresentando na cabeça pequenas pintas e listras azuis e amarelas claras que, estranhamente, desaparecem quando o peixe morre.
Habitat – de águas rasas e quentes, vive em vários tipos de fundo, incluindo áreas coralíneas, rochosas e arenosas. Freqüenta mangues, canais, costões, lajes e parcéis situados próximos da costa.

cocoroca
Ocorrência – da região Norte até o Sudeste.
Hábitos – encontrada em grandes cardumes durante o dia. Emite um ronco característico quando retirada da água.
Alimentação – pequenos peixes, crustáceos, moluscos, invertebrados e algas.
Ameaças – pesca predatória, poluição e destruição do habitat.


CONGRO ROSA (Genypterus blacodes)

congro rosa

Características – peixe de configuração longilínea, alongada e cilíndrica, com a cabeça e os olhos muito pequenos, as barbatanas anal e dorsal que se unem na cauda, boca grande e repleta de grandes e pontiagudos dentes. Coloração amarelo rosada, marmoreado com manchas castanhas avermelhadas irregulares dorsalmente. Pode atingir 2 m de comprimento e 25 Kg de peso.
Habitat – junto à costa e em fundos rochosos, em profundidades de 20 a 1000 m.
Ocorrência – sudeste do Brasil.
Hábitos – arrasta-se junto aos solos marinhos. Muito sedentário, fixa-se em tocas nas rochas ou em destroços de navios afundados. Emite sons perfeitamente audíveis à superfície.

Alimentação – caça principalmente à noite, alimentando-se de crustáceos e peixes.
Reprodução – ovíparo, com ovos pelágicos ovais, flutuantes em massa gelatinosa
Ameaças – poluição, destruição do habitat e pesca predatória.


CORVINA (Micropogonias furnieri)

Características – peixe de escamas com corpo alto, ligeiramente comprimido, com o ventre achatado. Boca voltada para baixo. Pré-opérculo fortemente serrilhado. Coloração prata clara com reflexos arroxeados, podendo apresentar listras longitudinais pretas ao longo do corpo, especialmente nos indivíduos jovens. Possui alguns pares de pequenos barbilhões na mandíbula. Alcança cerca de 80 cm de comprimento total e 6 kg. F êmeas atingem comprimentos  maiores  que os machos.

corvina
Tem grande importância na economia pesqueira das várias regiões brasileiras. Podem viver por 40 anos.
Habitat – espécie costeira. Vive nos fundos arenosos ou barrentos, de preferência em profundidades até 100m. Os jovens e alguns adultos freqüentam os manguezais e estuários. Também pode entrar na água doce.
Ocorrência – todo o litoral brasileiro.
Hábitos – formam cardumes não muito numerosos, principalmente nas regiões Sudeste e Sul.
Alimentação – crustáceos e peixes.
Reprodução - juvenis iniciam a maturação sexual entre 30 e 40 cm.
Ameaças – pesca predatória, poluição e destruição do habitat.


DONZELA COBALTO (Chromis flavicauda)

donzela cobalto

Características – corpo azul, com barbatana dorsal azul e amarela no final. Pedúnculo caudal, barbatanas caudais e anais amarelos. Barbatanas pélvicas amarelas nos bordos. Atingem 7 cm.
Habitat – recifes de corais em profundidades de 50 a 60 m.
Ocorrência – todo o litoral brasileiro
Ameaças – poluição, destruição do habitat e captura indiscriminada para aquariofilia.



DOURADO (Coryphaena hippurus)

Características – peixe bastante peculiar, tanto pela forma do corpo quanto pelo colorido. Corpo alongado e comprimido, mais alto na região da cabeça, afinando em direção à nadadeira caudal, que é furcada. Os machos têm a cabeça muito maior que as fêmeas. A principal característica é a longa nadadeira dorsal, que se estende da cabeça à cauda, com cerca de 60 raios. Coloração do dorso azul ou verde azulado iridescente, os flancos são dourados e salpicados  com pintas claras

dourado mar
e escuras e o ventre é prateado. A nadadeira dorsal é azul forte, a anal é dourada ou prateada e as outras nadadeiras são douradas ou prateadas, com a margem azul. Alcança 2 m de comprimento total e 40 kg.
Habitat – mar aberto na superfície.
Ocorrência – do Amapá a Santa Catarina.
Hábitos – pelágico voraz e migrador. Vive em cardumes no alto mar, sendo que os jovens costumam ficar próximos à costa, onde a espécie se reproduz.
Alimentação – lulas e pequenos peixes.
Reprodução – reproduzem-se por quase todo o ano.
Predadores naturais – marlins, atuns, tubarões e dourados maiores.
Ameaças – poluição.

ENCHADA (Chaetodipterus faber)

enchada

Características – corpo bastante alto, achatado lembrando a forma de uma enchada, de coloração cinza prata, com faixas verticais grossas escuras. Boca bem pequena. Normalmente apresentam de 30 a 45 cm de comprimento com peso de 1 a 2 Kg, podendo atingir até 90 cm e pesar até 10 kg. As nadadeiras dorsais e ventrais possuem raios prolongados. Possuem 2 nadadeiras dorsais e 2 anais com os lóbulos anteriores elevados. Há também 9 espinhos dorsais, 21 a 24 raios dorsais e 17 a 18 raios anais. Os jovens, que são encontrados geralmente em águas litorais rasas, possuem coloração bem escura e sem faixas.
Habitat – em torno dos recifes, geralmente fora da costa a meia profundidade ou próximo ao fundo rochoso.
Ocorrência – todo o litoral do Brasil
Hábitos – formam cardumes de até 500 indivíduos em constante movimentação. Os espécimes juvenis costumam ficar na superfície em posição inclinada ou horizontal, parecendo folhas ou objetos boiando.
Alimentação – invertebrados, zooplâncton e animais bentônicos
Ameaças – poluição e destruição do habitat



ENCHOVA (Pomatomus saltatrix)

Características – peixe de escamas também conhecida como anchova, com corpo alongado, fusiforme e comprimido, podendo atingir cerca de 1,5 m de comprimento e passar a marca dos 20 kg . Cabeça é grande e a boca larga com a mandíbula saliente. Os dentes são afiados. A coloração é azulada no dorso e prateada nos flancos e ventre. Carne excelente. Possui grande importância para a pesca industrial.

enchova
Habitat – ao redor das ilhas mais afastadas da costa, freqüentam as águas agitadas das regiões mais profundas dos costões rochosos que se projetam para dentro do mar, onde ficam a espera das presas.
Ocorrência – toda a costa brasileira, sendo mais comum do Rio de Janeiro a Santa Catarina.
Hábitos – se aproxima mais da costa nos meses de inverno. Alguns exemplares se isolam dos cardumes e passam a ter hábitos mais sedentários, recebendo, por isso, o apelido de marisqueiras. Os indivíduos jovens formam grandes cardumes, mas, a medida que crescem, tendem a se isolar.
Alimentação – extremamente voraz, ele pode chegar a ingerir o dobro do seu peso em um só dia. Suas presas prediletas são pequenos peixes. Se alimenta bem próximo das pedras, no local da arrebentação das ondas. Grandes predadoras e destruidoras, são capazes de comer mais de duas vezes o seu peso por dia e mesmo quando saciadas continuam a atacar as presas que lhe chegam perto, como sardinhas e paratis, mordendo-as sem parar.
Reprodução – na época reprodutiva, os cardumes migram para o alto mar, para fora da plataforma continental, onde desovam.
Ameaças – pesca predatória, destruição do habitat e poluição.


ESPADA (Trichiurus lepturus)

espada

Características – peixe de escamas com corpo alongado e fino, boca grande e pontuda com dentes caninos. Olhos grandes, nadadeira dorsal muito longa. Nadadeiras pélvicas e caudal ausentes. Nadadeira anal formada por uma série de espinhos bem separados. Linha lateral bem abaixo da região mediana do corpo. Coloração é uniforme, prateada com reflexos azulados. Podem atingir 2 m de comprimento e peso superior a 3 Kg.
Habitat – regiões costeiras, especialmente nas regiões próximas a canais e estuários, ao redor de ilhas dentro e fora de baías, em águas rasas e calmas com fundo de areia ou lama. É peixe de superfície.
Ocorrência – praticamente todo o litoral brasileiro.

Hábitos – costumam nadar em grandes cardumes. Caçam preferencialmente à noite, quando se aproximam de praias e costões com esse objetivo. Eles têm intensa atividade no cair da tarde e nas primeiras horas da noite. É um tanto "mal humorado", tentando sempre morder pescadores mal avisados.
Alimentação – moluscos, crustáceos e peixes.
Reprodução – na primavera e verão, os seus cardumes atingem maiores proporções, ocasião em que penetram em águas mais calmas para a reprodução.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.


ESPADARTE (Xiphias gladius)

Características – apenas os indivíduos jovens apresentam escamas, bastante diferentes, que desaparecem gradualmente com a idade. O corpo é alongado e fusiforme. A principal característica, e que lhe dá nome, é o prolongamento do maxilar superior, como se fosse uma longa espada. Outra característica é uma quilha no pedúnculo da nadadeira caudal. A coloração é cinza azulado ou castanho na metade superior do corpo e marrom claro ou esbranquiçado na parte inferior. Pode chegar a 4,45 m e pesar mais de 500 Kg. A carne é considerada excelente.

espadarte
Habitat – vive em alto mar e em áreas costeiras, da superfície até 650 m de profundidade.
Ocorrência – é raro no Brasil, mas pode ser encontrado de Norte a Sul, especialmente na região Norte.
Hábitos – migrador, normalmente é solitário e não permanece na mesma área por muito tempo. Pode nadar próximo à superfície, expondo a nadadeira dorsal e parte da caudal. É muito agressivo e ataca presas pequenas e grandes. É nadador veloz.
Alimentação – peixes de cardumes, crustáceos e lulas.
Ameaças – poluição


FOGUEIRA (Myripristis jacobus)

fogueira

Características – nadadeiras dorsais moles e as anais cobertas com escamas. Possui uma barra vertical marrom escura correndo ao longo da nadadeira peitoral. Corpo comprimido e robusto. A coloração é avermelhada em cima e vai clareando para o prateado abaixo. As extremidades de todas as nadadeiras são brancas. Possui espinhas nas brânquias. Espinho preopercular não proeminente. Lobos caudal, dorsal mole e nadadeira anal pontuda.
Habitat – recifes de coral rasos até águas profundas.
Ocorrência – do norte ao sudesto do Brasil

Hábitos – e spécie noturna que se agrega em volta de recifes de coral Ocasionalmente encontrado nadando de cabeça para baixo.
Alimentação – organismos planctônicos
Ameaças – poluição e destruição do habitat


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