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RONCADOR (Conodon nobilis)

roncador

Características – peixe de escamas, abundantes, com corpo é alongado, focinho cônico e boca relativamente pequena. Coloração de um prateado a amarelo ou oliváceo, mais escuro no dorso e com cerca de oito faixas escuras evidentes na lateral do corpo. Tem também algumas linhas amareladas longitudinais. Atinge 35 cm de comprimento.
Habitat – regiões costeiras, baías, ao longo das praias, canais e estuários, em profundidades de 2 a 50 m, sobre fundos de lodo, areia ou cascalho.

Ocorrência – todo o litoral brasileiro.
Hábitos – podem formar grandes cardumes. Ativos de dia e também à noite.
Alimentação – invertebrados bênticos e pequenos peixes.
Predadores naturais – peixes maiores.
Ameaças – poluição, destruição do habitat e pesca predatória.



SAILFISH (Istiophorus platypterus)

Características – ultrapassa os 3 m de comprimento e a marca de 60 Kg. Sua nadadeira dorsal é bem desenvolvida, dupla, sendo a anterior muito alta, em forma de vela. Têm as laterais do corpo prateadas, com belas manchas amarelas e o dorso apresenta uma bonita tonalidade de azul escuro.
Habitat – correntes oceânicas.
Ocorrência – todo o litoral brasileiro.
Hábitos – peixe pelágico que nada aos pares ou em grupos pequenos.

sailfish

Alimentação – pequenos peixes oceânicos como dourados, atuns e voadores.
Ameaças – poluição.


SALEMA (Anisotremus virginicus)

salema

Características – corpo alto, levemente achatado, caracterizam-se pelas listas longitudinais (6 a 8), alternando o azul com o amarelo, da cabeça até à barbatana caudal, além de duas barras negras, bem demarcadas, na cabeça (uma passando da nuca até à boca, passando pelo olho e a outra da parte anterior da barbatana dorsal, passando pela zona dos opérculos). Nadadeiras amareladas. Preopérculo levemente serrilhado na margem anterior. O segundo espinho da anal é bastante desenvolvido. Escamas ctenóides. Caudal furcada. Os espécimes juvenis apresentam faixas pretas horizontais no corpo e uma mancha preta arredondada na base da caudal. Ainda que o seu comprimento médio ronde os 20 a 30 cm, chegam a atingir 40 cm e 1 Kg de peso.

Habitat – águas com fundos rochosos e recifais entre os 2 e os 20 m de profundidade.
Ocorrência – todo litoral brasileiro
Hábitos – vivem em pequenos grupos ou de forma solitária. Emite sons ao variar o volume de ar dentro da bexiga natatória e ao ranger os dentes.
Alimentação – captura crustáceos, moluscos e outros invertebrados, especialmente durante o período nocturno, enquanto se esconde entre possíveis esconderijos do meio que habita. Os juvenis alimentam-se de parasitas de peixes maiores.
Reprodução – d urante as estações de acasalamento podem formar grandes agregações.
Ameaças – destruição do habitat e poluição


SARDINHA (Sardinella janeiro)

Características – pequeno peixe de escamas, de coloração prateada. V ive no máximo 4 anos. Sua carne tem três destinos diferentes: uma parte é comercializada fresca, outra é destinada à indústria de enlatados e outra para a fabricação de farinha de peixe. É importante para a economia pesqueira das regiões Sudeste e Sul onde se localiza a totalidade da indústria conserveira. Pode atingir 25 cm de comprimento.

sardinha
Habitat – pelágico costeiro de águas rasas. Pode-se encontrar também em estuários e lagoas.
Ocorrência – todo o litoral brasileiro.
Hábitos – forma grandes e compactos cardumes junto à superfície.
Alimentação – quando juvenis alimentam-se de fitoplâncton e, quando adultos, de microrganismos (zooplâncton).
Reprodução – inicia o processo de maturação em seu primeiro ano de vida com 16 a 17 cm de comprimento. A desova ocorre em três áreas distintas do Sudeste e Sul do Brasil entre novembro e fevereiro.
Predadores naturais – peixes carnívoros maiores e aves marinhas.
Ameaças – seus estoques tem diminuído devido, principalmente à pesca predatória. A poluição e destruição do habitat também são grandes ameaças à espécie.


SARDINHA BOCA TORTA (Cetengraulis edentulus)

sardinha boca torata

Características – difere da sardinha verdadeira pelo formato do corpo, mais largo e cabeça mais larga. Coloração prateada com pontas das nadadeiras dorsal e caudal escuras. Apresentam ciclo de vida relativamente curto. Também atingem menores tamanhos que a sardinha, alcançando 17 cm de comprimento.
Habitat – regiões costeiras semi-abertas, como baías e estuários próximo de áreas de manguezais.
Ocorrência – todo o litoral brasileiro.

Hábitos – adultos formam densos grupos entre outubro e janeiro, na zona interna de baías, provavelmente para reproduzirem-se.
Alimentação – fitoplancton.
Reprodução – desova em geral ocorre nas zonas costeiras da plataforma com os ovos e formas larvais sendo transportados para baías onde encontram melhores condições de proteção e disponibilidade de alimento
Predadores naturais – serve de alimento a muitas espécies de peixes e aves marinhas.
Ameaças – vem sofrendo intensiva pesca nos últimos anos sendo industrializados e comercializados no Nordeste do Brasil, visando suprir as deficiências da pesca da sardinha. Poluição e destruição do habitat são grandes ameaças também.


SARGENTINHO (Abudefduf saxatilis)

Características – é um dos peixes tropicais mais comuns. C orpo levemente oval, achatado, com cinco barras pretas, na vertical, sobre fundo de cor que varia do amarelo-claro ao laranja e ao esverdeado ou mesmo azulado, sendo o dorso mais escuro. Devem o seu nome "sargento" às barras que fazem lembrar a insígnia militar correspondente. Medem, geralmente, de 8 a 15 cm de comprimento, ainda que se reportem espécimes com cerca de 20 cm.
Habitat – o fato de tolerar temperaturas que podem atingir os 37º C, permite encontrá-la em zonas pouco convidativas para a maioria dos outros. Os adultos povoam zonas pouco profundas, como recifes, enquanto que os juvenis, são mais comuns entre sargassos flutuantes.

sargentinho
Ocorrência – em todo o litoral brasileiro
Hábitos – vivem de modo solitário ou em pequenos grupos de 5 a 30 indivíduos. É muito comum observar-se cardumes de várias centenas de indivíduos adultos a alimentarem-se. Juvenis são encontrados em poças de marés, topo de recifes rasos. Podem se comportar como peixes limpadores em estações de limpeza. Entre seus clientes estão a tartaruga verde e os golfinhos.
Alimentação – algas, pequenos crustáceos, peixe, bem como uma enorme variedade de larvas de invertebrados.
Reprodução – é o macho que guarda os ovos. Para além das típicas 5 listras pretas verticais, uma característica interessante, é o fato de, na altura da reprodução, o macho exibir uma coloracão azulada. Na época da reprodução, as fêmeas põem os óvulos (ou ovócitos) no fundo rochoso, formando uma mancha de cerca de 30 cm de diâmetro que será fecundada pelo esperma do macho. Os ovos têm a particularidade de se fixarem às rochas por meio de filamentos semelhantes a cabelos. As fêmeas abandonam os ovos, mas os machos ficam junto da prole, protegendo-a, limpando o local, comendo detritos e fazendo circular a água com as barbatanas, de modo a permitir a correta oxigenação dos embriões.
Predadores naturais – seus principais predadores pertencem às famílias dos Labridae e Serranidae.
Ameaças – destruição do habitat, poluição e caça indiscriminada para aquariofilismo.


SARGO (Anisotremus surinamensis)

sargo

Características – peixe de escamas com corpo oblongo, alto e comprimido, com lábios grossos e muito evidentes. Coloração cinza-prateada, mas graças ao centro escuro de cada escama, muito mais escuro na região anterior. Região anal brancacenta, lábios pálidos, nadadeiras escuras. Jovens branco-amarelados, com duas faixas escuras logitudinais, uma no dorso e outra no flanco. Mancha redonda, negra, na base caudal. Atinge até 80 cm de comprimento e 10 Kg de peso. Carne bastante apreciada.
Habitat – regiões costeiras em profundidades de 1 a 30 m, sobre fundos de pedras ou corais, em costões, ilhas e parcéis.

Ocorrência – todo o litoral brasileiro.
Hábitos – passam a maior parte do dia em frestas, tocas e sob lajes. À noite são muito ativos, quando saem para se alimentar. Formam pequenos grupos, raramente cardumes, os grandes exemplares são mais solitários.
Alimentação – ouriços, mexilhões, gastrópodes, peixes e crustáceos. Os jovens comem invertebrados e zooplâncton.
Reprodução – reprodução ocorre nos meses mais quentes. Ovos pelágicos e flutuantes, eclodindo entre 22 e 72 horas.
Ameaças – poluição, pesca predatória e destruição do habitat.


SARGO DE DENTES (Archosargus probatocephalus)

Características – peixe de escamas cuja característica marcante é o elevado numero de dentes, os quais são grandes, salientes e arredondados, se apresentando em fileiras na sua boca, conferindo-lhe um aspecto, até mesmo, engraçado. Corpo ovalado e um pouco comprimido. Coloração cinza esverdeada com 6 a 7 faixas verticais ao longo do corpo, começando na cabeça e terminando no pedúnculo caudal. As nadadeiras caudal e peitorais são amareladas. Alcança 75 cm de comprimento total e 10 kg de peso. Sua carne é de excelente qualidade.
Habitat – regiões costeiras de águas rasas com fundos rochosos ou corais. Raro em águas muito profundas ou distantes do litoral. Freqüenta as águas salobras dos estuários.

sargo de dente
Ocorrência – regiões Norte, Nordeste e Sudeste do litoral brasileiro.
Hábitos – nada em pequenos cardumes.
Alimentação – peixes, crustáceos e moluscos.
Ameaças – poluição, destruição do habitat e pesca predatória.


SOROROCA (Scomberomorus brasiliensis)

sororoca

Características – apresenta linha lateral em declive lateral. Coloração do dorso de um azul-esverdeado a um cinza-escuro, sendo a sua metade inferior branco-prateada. Nos flancos tem uma série de manchas arredondadas, de cor amarela, dourada ou marrom claro. Atinge aproximadamente 80 cm de comprimento e 3 Kg de peso.

Habitat – regiões costeiras, junto a ilhas, praias abertas e costões.
Ocorrência – todo o litoral brasileiro.
Hábitos – anda em cardumes. Ativo e voraz.
Alimentação – sardinhas, peixes agulha, manjubas, lulas, crustáceos, etc.
Ameaças – pesca predatória, destruição do habitat e poluição.


TAINHA (Mugil cephalus)

Características – peixe de escamas com corpo alongado e cilíndrico . Cabeça um pouco deprimida e boca pequena. Olhos parcialmente cobertos por tecido adiposo. As escamas são grandes, do tipo ciclóide, e apresentam pequenas máculas escuras que formam listas longitudinais ao longo do corpo. Não possui linha lateral. Nadadeira caudal furcada (em forma de forquilha). A coloração é prata azulada nos flancos, sendo o dorso mais escuro. Chega as 10 kg de peso e 1 m de comprimento. É peixe de grande importância econômica.

tainha
Habitat – águas calmas e quentes de regiões costeiras próximas a costões rochosos, ao longo de praias de areia, manguezais e canais.
Ocorrência – toda a região litorânea do Brasil.
Hábitos – forma grandes cardumes. E spécie pelágica. Realiza migração reprodutiva, quando entra nos estuários.
Alimentação – plâncton, pequenos organismos, plantas flutuantes e algas que raspa das pedras do fundo.
Reprodução – reproduz-se no inverno, desovando na água doce. Ovíparo com fecundação externa.
Ameaças – apesar de reproduzir-se bastante, sua população é prejudicad pela poluição e destruição do habitat.


TARPON (Megalops atlanticus)

tarpon

Características – peixe de escamas grandes com corpo alongado e comprimido. Boca grande e um pouco inclinada. A mandíbula inferior sobressai para fora e para cima, os dentes são pequenos e finos e a borda do opérculo é uma placa óssea. Coloração prateada, sendo o dorso cinza azulado, variando de claro a quase preto. Os flancos e o ventre são claros. Nas águas escuras, pode ficar dourado ou marrom. Possui respiração aérea. A bexiga natatória auxilia na respiração, permitindo que suporte água  salobra e doce estagnada e sem oxigênio.

Tais águas estão livres de predadores e oferecem refúgio para os jovens. Alcança mais de 2 m de comprimento total e 150 Kg.
Habitat – regiões costeiras e estuarinas de águas quentes, rasas e calmas, manguezais e baías. Também pode ser encontrada em alto mar, principalmente nos períodos de reprodução, quando migra em grandes cardumes.
Ocorrência – regiões Norte e Nordeste, onde são mais abundantes. Também encontrado no Sudeste do Brasil.
Hábitos – peixe pelágico. Realiza migrações na época de reprodução.
Alimentação – sardinhas, anchovas, tainhas, entre outros.
Ameaças – poluição e destruição do habitat.


TOTÓ (Apogon pseudomaculatus)

Características – também conhecido como apogon de duas pintas, pode alcançar 10 cm de comprimento. Corpo de coloração avermelhada, com um ponto preto na base da aleta dorsal traseira e outro na base da cauda. As pontas das nadadeiras dorsais, anal, e caudal podem ser pretas. Podem também ter um ponto preto no opérculo.
Habitat – áreas recifais
Ocorrência – todo litoral brasileiro
Hábitos – permanece perto de tocas e cavernas durante a maioria das horas na luz do dia, saindo à noite para alimentar-se. Territorialista

toto
Alimentação – carnívoro
Reprodução – os machos chocam os ovos fertilizados em suas bocas. Não há dimorfismo sexual
Ameaças – destruição do habitat, poluição e caça indiscriminada para aquariofilismo.


TRILHA (Mullus argentinae)

Características – Corpo fusiforme, curto, comprimido. Escamas relativamente grandes, com borda posterior lobulada, facilmente desprendível. Linha lateral iniciando sobre o angulo superior do opérculo, percorrendo o corpo pela linha mediana do flanco, seguindo o perfil dorsal, até ao menos o início do pedúnculo caudal. Cabeça trapezoidal. Boca praticamente inferior, pequena. Por debaixo da boca existe uma barbicha dupla, de comprimento maior que a metade da cabeça. Narinas  pequenas,  situadas  debaixo  dos  olhos.  Duas

nadadeiras dorsais, sendo a anterior espinhosa. Caudal aforquilhada. Anal curta, de forma muito semelhante a segunda dorsal. Coloração do dorso e flancos de um roxo vivo e ventral esbranquiçada. Linhas longitudinais amarelas se estendem desde o opérculo à nadadeira caudal. A coloração pode variar rapidamente no processo de mimetismo. Carne de alta qualidade bastante valorizado na Europa. Atinge 25 cm de comprimento.
Habitat – demersal-bentônico costeiro em profundidades de até 50 m.
Ocorrência – regiões Sudeste e Sul do Brasil.
Hábitos – vive em grandes cardumes
Alimentação – crustáceos e outros invertebrados.
Ameaças – poluição, destruição do habitat e pesca predatória.


TUBARÃO ANJO (Squatina californica)

Características – corpo achatado com boca terminal na ponta do focinho, larga nadadeiras peitorais separadas da cabeça que se parecem com asas. Olhos e espiráculos situados no alto da cabeça, com cinco pares de cavidades branquiais que estendem do lado da cabeça sob a garganta, ventralmente. As duas nadadeiras dorsais estão na parte traseira do corpo perto da base da cauda tubular. A nadadeira caudal é bem desenvolvida com um lóbulo mais baixo e mais longo que o lóbulo superior. Coloração cinza-amarronzada com manchas oliváceas. Se mimetiza muito bem com o meio. Dentes cônicos afiados, com bordas lisas e bases largas. A maxila superior tem 9-9 dentes e a maxila inferior tem 10-10 dentes. Atinge 2 m de comprimento e 30 Kg de peso.

tubarao anjo
Habitat – fundo do oceano, baías e ás margens de florestas de algas, em profundidades que variam de 3 a 200 m.
Ocorrência – em todo o litoral brasileiro.
Hábitos – espécie bentônica. Enterra-se em fundos da areia ou da lama durante o dia, saindo para caçar a noite. Não é perigoso para o homem mas pode morder se for perturbado. Os adultos são semi-nômades, movendo-se para novas localidades após dias da permanência em uma determinada área. Embora ocorram geralmente solitários, esta espécie pode ser encontrada formando pequenos grupos.
Alimentação – peixes, crustaceos e moluscos. Durante horas do dia, camufla-se pacificamente em fundos da areia e de lama próximos de recifes e de áreas rochosas, esperando a presa potencial. Quando uma presa fica a seu alcance, o tubarão anjo usa o seu ataque rápido, surpreendendo-a com suas maxilas poderosas. Após a alimentação, o tubarão camufla-se novamente esperando um outro incauto. A alimentação também ocorre durante a noite.
Reprodução – vivíparos. Os machos alcançam a maturidade com 75 cm de comprimento, após aproximadamente 8 anos da vida, enquanto as fêmeas com 90 cm de comprimento, geralmente ao redor dos 13 anos de idade. O período do gestation é aproximadamente 10 meses com o nascimento que ocorre de março a junho. Gera 1 a a 13 filhotes de cachorro que medem 23 cm ao nascerem.
Predadores naturais – tubarões brancos.
Ameaças – por ter taxa e crescimento reprodutivo lento, a pesca intensa se torna uma grande ameaça, tornando a espécie vulnerável. A poluição é outra grande ameaça.

TUBARÃO AZUL (Prionace glauca)

tubarao azul

Características – também conhecido como tintureira, é o tubarão mais abundante no planeta. Corpo alongado, liso, com focinho comprido e cónico. Olhos grandes e redondos. A primeira barbatana dorsal é baixa e de vértice arredondado. As peitorais têm a forma de foice, são estreitas, compridas e agudas. A nadadeira dorsal é de tamanho moderado. Possui uma pequena quilha ligeira no pedúnculo caudal e a cauda é estreita, com lóbulo ventral longo. Linhas labiais curtas, que alcançam o nível do olho. Dentes superiores triangulares e curvados, bordas serrilhadas e bases que se sobrepõem.

A maxila superior geralmente tem um dente mediano simétrico e 14 dentes em um ou outro lado. Os dentes na maxila inferior são de 13 a 15 em cada lado, com bordas serrilhadas finas, triangulares, quase simétricos. Coloração dorsal é azul-viva, os flancos são azul mais claro e o ventre é esbranquiçado. O contraste nas cores protege e proporciona camuflagem para o tubarão no oceano aberto. O comprimento total do corpo deste tubarão pode atingir 4 m. É considerada uma espécie potencialmente perigosa para o homem.
Habitat – pelágico oceânico da superfície aos 600 m de profundidade , entretanto pode eventualmente chegar a águas costeiras.
Ocorrência – toda a costa brasileira.
Hábitos – costumam formar grandes grupos que viajam pelos mares, percorrendo distâncias de até 1.200 Km. Entre os tubarões pelágicos, este é sem dúvida o maior migrador. Estudos de marcação demonstraram já a ocorrência de deslocações transatlânticas, fortalecendo a hipótese da existência de uma única população de tubarões azuis no Atlântico Norte. Ao longo desta vasta área a população parece segregar-se por sexos e fases de vida, aproveitando os principais sistemas de correntes para se deslocar.
Alimentação – peixes, lulas, pequenos tubarões, caranguejos e aves marinhas, podendo entretanto alimentar-se também de "carniça" de cetáceos e ocasionalmente de lixo fornecido por navios.
Reprodução – vivíparo e ambos os sexos atingem a maturação sexual aproximadamente aos 2,2 m, quando têm 6 anos de idade. As fêmeas passam por uma fase sub-adulta entre 1,7- 2,2 m. Embora ainda não tenham atingindo a maturidade sexual, durante esta fase as fêmeas já podem acasalar armazenado esperma até ao momento da sua maturação, altura em que produzem a fertilização. Em média cada fêmea desenvolve cerca de 80 embriões (existindo registos de 135). O nascimento das crias ocorre após um período de gestação que dura de 9 a 12 meses. Os indivíduos recém-nascidos medem cerca de 45 cm.
Predadores naturais – tubarão mako e tubarão branco.
Ameaças – a espécie está perto de ser considerada vulnerável devido à pesca predatória. A Poluição é outra grande ameaça.


TUBARÃO BALEIA (Rhincodon typus)

Características – corpo aerodinâmico, cabeça comprimida, larga e aplainada. Boca transversal, muito grande e quase na ponta do focinho. As fendas branquiais são muito grandes, modificadas internamente em telas filtrantes. A primeira nadadeira dorsal é muito maior do que a segunda e voltadas para trás. A nadadeira caudal lobada em forma de semi-lua nos adultos. Nos jovens o lóbulo superior é consideravelmente  mais  longo  do que o lóbulo inferior.

tubarao baleia
Os olhos pequenos são posicionados para trás nos lados da cabeça. A colortação dorsal é acinzentada, azulada ou amarronzada com pontos brancos entre listras pálidas, verticais e horizontais. A superfície ventral é branca. Dentes pequenos, aproximadamente 300 fileiras em cada maxila. Os dentes parecem não cumprir nenhum papel na alimentação. É o maior peixe do planeta. Pode atingir até 20 m de comprimento e 15 ton. Podem viver por 60 anos.
Habitat – pelágico de mar aberto, mas também pode ser encontrado próximos a ilhas oceânicas e regiões coralínicas.
Ocorrência – toda a costa brasileira.
Hábitos – podem realizar migrações transoceânicas. É pacífico.
Alimentação – plâncton, algas, pequenos peixes e crustáceos, e moluscos. Ao contrário d a maioria dos vertebrados de alimentação planctônica, o tubarão da baleia não depende do movimento lento para frente para operacionalizar o seu mecanismo de filtragem. Se utilizam de sucção versátil, que o permite extrair da água o alimento, em velocidades mais elevadas. Assim pode capturar com muita eficiência o plâncton. As telas de filtro mais densas agem como filtros mais eficientes pelas entradas curtas da sucção. Alimenta-se ativamente abrindo a boca, distendendo as maxilas e sugando.
Reprodução – ambos os sexos atingem a maturidade sexual quando atingem 9 m de comprimento. Ovovivíparos.
Predadores naturais – jovens podem ser consumidos pelo tubarão azul e o marlim azul.
Ameaças – poluição.


TUBARÃO BRANCO (Carcharodon carcharias)

tubarao branco

Características – conhecido também como anequim, é tido como o mais perigoso dos tubarões. Possui corpo robusto, fusiforme e de perfil hidrodinâmico, com focinho relativamente curto e cônico. Olhos grandes, redondos e negros. Narinas situadas lateralmente, adjacentes à borda do focinho vista ventralmente. Fendas branquiais largas. Boca ampla e parabólica. Dentes triangulares e fortemente asserrados, muito afiados, localizados em sua mandíbula em várias fileiras ligeiramente inclinadas até o interior que, como em todos os tubarões, vão sendo substituído à medida que vão quebrando. Suas mandíbulas  podem  exercer a  força de 3.000 quilos por

centímetro quadrado (300 vezes mais que o ser humano). A primeira nadadeira dorsal é grande com o extremo posterior muito pequeno, enquanto que a segunda nadadeira dorsal e a anal são muito pequenas. Nadadeira caudal em forma de meia lua. A superfície dorsal e os flancos são de coloração cinza pardo ou preto, normalmente com uma mancha escura ao redor da axila da nadadeira peitoral. A superfície ventral é branca. Sua maior percepção é feita pela união do ouvido e tato, conectado a umas células ciliadas, localizadas principalmente na pele do focinho e das laterais. Através destas células pode detectar as correntes e vibrações, controlar a direção e perceber sons de baixa freqüencia, emitidos pelos peixes agonizantes. Também tem a sensibilidade do olfato muito desenvolvida, sendo capaz de detectar sangue a grandes distâncias e a visão, apesar de estar mais preparada para atuar em condições de escassa luminosidade, apresenta uma membrana chamada tapetum que atua como tela refletora, aumentando a sensibilidade do olho. Seu nado chega a uma velocidade de 40 km/h . Ele pode saltar todo para fora da água enquanto ataca sua presa. Os adultos podem alcançar 8 m de comprimento total e pesar até 2.000 Kg. A credita-se que o tubarão branco vive entre 30 e 40 anos.
Habitat – regiões costeiras e de águas exteriores da plataforma continental e insular. Pode penetrar em baías superficiais ainda que prefira as zonas próximas às ilhas, e habita tanto águas superficiais como profundas.
Ocorrência – todo o litoral brasileiro.
Hábitos – muito ativo, com uma modalidade de nado rígido e poderosoa que permite realizar deslocamentos por grandes períodos a uma velocidade relativamente baixa. Esta espécie ocupa a posição mais alta na lista de ataques a seres humanos e é responsável por 5 a 10 ataques anuais. Não obstante é difícil que o tubarão ataque, a menos que se equivoque na identidade da presa. A silhueta de um nadador vista por baixo, pode ser parecida com a de uma foca ou um leão marinho. Outras teorias demonstram que o ataque é produzido por uma agressão territorial ou um deslocamento competitivo, sendo que quase todos os ataques a humanos aparentam ter uma motivação não predatória.
Alimentação – superpredador que costuma a atacar suas presas por baixo. Caçador eficiente, ágil, rápido e capaz. Seu grande tamanho, poderosas mandíbulas, e relativamente eficiente locomoção e metabolismo fazem dele um predador versátil e de amplo espectro. Alimenta-se de peixes ósseos, outros tubarões e raias. Ocasionalmente se alimenta de tartarugas marinhas e aves. Os mamíferos marinhos constituem um item muito importante, caçando gofinhos, focas, elefantes marinhos, leões marinhos, lobos e provavelmente muitas outras espécies, incluindo carcaças de grandes cetáceos como também polvos e caranguejos. O grande tubarão branco é o maior predador e ocupa a escala mais alta no ecossistema marinho.
Reprodução – ovovivípara. O macho alcança a maturidade aos 8 anos e se distingüe por extensões das barbatans pélvicas que servem de órgãos copuladores. A fêmea alcança a maturidade aos 15 anos, e acredita-se que seja fértil durante um curto período de tempo, o que faz com que sua taxa reprodutiva seja baixa. O período de gestação é desconhecido, ainda que estima-se que deve superar os 12 meses. Podem reproduzir uma vez a cada dois anos, tendo entre 4 e 10 crias, que medem ao nascer aproximadamente 1,20 m.
Predadores naturais – baleia orca.
Ameaças – em 1975 o sucesso do filme "Tubarão" de Steve Spielberg, deu origem a uma lenda negra sobre esta espécie, gerando uma autêntica perseguição ao tubarão branco, que foi massacrado sistematicamente em todos os mares onde vive. Se encontra dentro da categoria de espécie ameaçada, graças a redução de suas fontes de alimento devido a exploração comercial excessiva, e pela captura esportiva por parte dos caçadores, com o objetivo de ganhar troféus ou partes do animal de interesse comercial. As estimativas são de que atualmente 10,000 adultos de tubarão branco sobrevivem no planeta, dos quais 500 são exterminados a cada ano.


TUBARÃO CABEÇA CHATA (Carcharhinus leucas)

Características – corpo fusiforme e robusto. Focinho muito curto e largo. Olhos circulares e pequenos. Fendas branquiais moderadamente largas. Apresenta aproximadamente 13 a 12 fileiras de dentes em cada maxila. Dentes superiores triangulares, fortemente serrilhados. Primeira nadadeira dorsal larga, muito alta e triangular, com ápice marcadamente arredondeado muito maior e mais pontuda que a segunda . Origem da primeira dorsal normalmente sobre ou ligeiramente por detrás da inserção das peitorais. Peitorais grandes, triangulares  a semifalcadas  com  ápices   puntiagudos.

tubarao cabeca chata
Nadadeiras com pontas escuras, mas sem manchas. Superfície dorsal cinza e superfície ventral branca. As femeas são sempre maiores que os machos. Atingem 3,5 m de comprimento. Considerada perigosa para os humanos. Possuem espectativa de vida de 14 anos.
Habitat – regiões costeiras, estuarinas, próximas de praias, rios e lagoas, em profundidade de menos de 1 m a 30 m.
Ocorrência – todo o litoral brasileiro.
Hábitos – costuma subir os rios.
Alimentação – peixes incluindo outros tubarões e arraias, tartarugas marinhas, pássaros e golfinhos.
Reprodução – vivíparos. Geram mais ou menos 13 filhotes por prenhes e a gestação dura 1 ano. Os filhotes nascem com 70 cm de comprimento e são encontrados normalmente em baías e em boca de rios. Os machos alcançam a maturidade sexual entre os 1,60 e os 2,30 m. As fêmeas entre os 1,80 e 2,30 m.
Predadores naturais – tubarões maiores.
Ameaças – poluição, destruição do habitat e pesca predatória.


TUBARÃO DUENDE (Mitsukurina owstoni)

tubarao duende

Características – focinho alongado e aplainado. Cabeça distintamente longa, olhos minúsculos e cinco fendas branquias curtas. Boca grande e parabólica. Corpo macio e flácido. Nadadeira caudal longa sem um lóbulo ventral. Nadadeiras peitorais curtas e largas. Nadadeiras dorsais pequenas, arredondadas e de igual tamanho. Nadadeira anal arredondada e menor do que as dorsais. Maxila protuberante, longa, com dentes delgados   e   longos.   Coloração  branca-rosada   com

nadadeiras azuladas. Possui 26 grandes e estreitos dentes na maxila superior e 24 na maxila inferior. Têm três fileiras de dentes anteriores em cada lado de ambas as maxilas. Os dentes na maxila superior anterior são separados dos dentes laterais superiores menores. Podem atingir 3,90 m e pesar 210 kg. As fêmas são maiores que os machos. Animal muito raro de ser encontrado, inofensivo para o homem. Pouco se sabe sobre essa espécie.
Habitat – espécie oceânica de fundo, raramente encontrado na superfície ou em águas litorais rasas. É encontrado ao longo das prateleiras continentais exteriores, entre profundidades de 270 e 960 m.
Ocorrência – toda a costa brasileira.
Alimentação – peixes até tubarões, lulas e crustáceos. Encontra suas presas a partir de impulsos elétricos usando seu nariz que contém sensores elétricos.
Reprodução – tudo indica que são ovovivíparos.
Predadores naturais – outros tubarões.
Ameaças – espécie ameaçada de esxtinção.


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