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PESCA ESPORTIVA

Na legislação brasileira a pesca é regulamentada basicamente pelo Decreto-lei nº 221, de 28/2/67 e posteriores alterações e ainda a Lei dos Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). A pesca desportiva ou esportiva é a que se pratica com linha de mão ou aparelho permitido pela autoridade competente, desde que não importe em atividade comercial e que se preserve os recursos naturais (§2º do art.2º).

A pesca esportiva, além de ser um salutar prazer ou hobbie, é importante como fator de "fuga dos problemas da cidade e do estresse", tendo este esporte crescido muito nas últimas décadas, basta ver os inúmeros programas turísticos de pesca, os "pesque e pague", os programas de televisão, as feiras de pesca e as publicações de revistas especializadas.

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Como geralmente o pescador esportivo "curte o seu hobbie" em si, isto é, tem o prazer do ato de pescar, ficando para segundo plano o consumo, a modalidade do "catch and release" vem crescendo muito principalmente nos Estados Unidos e no Brasil, levando a vantagem de que é atendida a vontade do pescador ao mesmo tempo em que o prejuízo à ictiofauna é mínimo, pois o peixe é logo devolvido à água, na maioria das vezes pouco ferido, havendo pouco custo ecológico.

A pesca esportiva pode se tornar enorme fonte de renda para o Estado por meio de impostos. Nos EUA, este esporte transformou-se em uma indústria com faturamento anual direto em torno de US$ 60 bilhões e faz parte do sistema de preservação dos parques naturais através da sua organizadora a Fish and Wildlife Service. Por sua vez, o turismo ligado à pesca esportiva é outro fator importante, pois esta forma de lazer necessita de infra-estrutura hoteleira, o que se traduz em empregos e outras atividades comerciais e industriais paralelas de apoio ou dependentes. No Chile e na Argentina a pesca esportiva também é muito desenvolvida, principalmente na região dos lagos andinos com destaque para o conhecido lago Nahuel Huapi em Bariloche (Argentina), que atrai milhares de pescadores anualmente, os quais levam muitas divisas à rede hoteleira, aos guias de pesca, ao comércio local e a inúmeras outras atividades agregadas, como inclusive a piscicultura voltada ao povoamento ou repovoamento de rios e lagos. Também no Canadá este segmento está em franco desenvolvimento.


Portanto, a pesca esportiva deve ser aproveitada também como uma das atividades de suporte ao desenvolvimento sustentável, pois está diretamente ligada à necessidade de preservação dos rios, lagos, açudes, represas e das espécies de peixes, inclusive para a sua própria continuidade. Por estes motivos deve-se dar atenção e se desenvolver esta importantíssima fonte de prazer e de renda, aperfeiçoando-a principalmente na modalidade "catch and release".

Neste processo, além das empresas e indústrias ligadas ao setor, direta ou indiretamente como dito, os proprietários rurais cujas propriedades possuem os requisitos hídricos necessários a esta atividade, podem e devem aproveitar a oportunidade deste emergente filão gerador de divisas econômicas, instituindo locais para a prática da pesca esportiva, passando assim a ter uma fonte alternativa importantíssima de renda, ao mesmo tempo em que estarão colaborando para o almejado desenvolvimento sustentável.

MODALIDADES DE PESCA

Pesca de arremesso (Baitcasting) - a sensação do momento no cenário nacional. Nesta modalidade o pescador arremessa a isca com a maior precisão possível, procurando-se conhecer o comportamento dos peixes e os pontos onde será mais provável encontrá-los, utilizando-se iscas naturais ou artificiais. As iscas artificiais estão se tornando o centro das atenções ao passo que a alta tecnologia na fabricação das mesmas tem deixado pescadores  equipados de modo extraordinário. Movimentando-se

varas
pescador
pescando
corrico
as iscas imitando presas feridas ou fugindo, atraem-se os peixes predadores. As iscas artificiais mais comuns são os plugs de meia água, de fundo e de superfície; jigs, colheres e spinners.

Pesca de corrico (Trolling) - utilizando-se iscas naturais ou artificiais, movimenta-se o barco a motor, arrastando-se a isca a 20 ou até 50 metros da embarcação em baixa velocidade, dando a impressão que a isca está viva. Varas reforçadas e curtas, carretilhas e linhas adequadas permitem esta prática.

Pesca de barranco (Fishing on banks) - na beira de rios, lagos ou represas esta é a prática mais comum. Por tal motivo, pesqueiros, ranchos e acampamentos conseguem atrair tantos adeptos. Cevando-se o local para atrair os peixes, com ceva de milho, mandioca, farelo de arroz, restos de comida ou outros preparados, utiliza-se linha de mão, varas com molinete ou carretilha e caniços simples de bambu ou varas telescópicas de carbono. Devido à poluição e o desmatamento ciliar esta modalidade enfrenta diversas dificuldades.

Pesca com mosca (Flyfishing) - utiliza iscas que imitam insetos para atrair peixes que os têm como seu prato preferido. Para isso essas iscas são confeccionadas com penas, pêlos, fios de plástico e linhas de costura. A prática desta modalidade que é uma das mais antigas. Porém, iscas têm sido produzidas imitando-se peixes, crustáceos e rãs, por exemplo, de modo que não  apenas  os  peixes  que   têm   insetos   como  suas presas

favoritas têm sido procurados. Até peixes marinhos têm sido atraídos pela pesca com mosca. O equipamento utilizado também possui características particulares: varas compridas e flexíveis, carretilhas que se assemelham a bobinas e linhas grossas cujo peso é responsável em grande parte pelo arremesso. Em movimentos de "vai e vem", chamado de "chicote", solta-se a linha constantemente.

Pesca de praia (Surf cast) - muito popular, nesta modalidade busca-se praias de tombo, aonde há uma depressão mais acentuada, e praias mais rasas. Nas praias rasas os arremessos são longos. Também procura-se canais, partes mais fundas na arrebentação. Algumas vezes entra-se na água, na altura da cintura, para adiantar o espaço até as partes mais fundas. O que já não é tão necessário nas praias de tombo. O equipamento utilizado compõe-se de: varas longas de 2,5 a 5 metros, molinete e linha fina.

Pesca de rodada (Dread drift) – pesca silenciosa, nada de muito agito na embarcação. Assim desenrola-se esta modalidade, descendo-se ao sabor da correnteza, enquanto a isca se arrasta no fundo do rio. Varas de bambu com linha grossa e linha de mão estão sendo progressivamente substituídas por varas com molinetes e carretilhas. Às vezes são dadas batidas de iscas na água simulando-se a queda de frutos na água. A chamada pesca de batida, utilizando-se varas de bambu, também tem tido muitos adeptos.

fly
pescando

anzol

Anzóis


linha
Linhas

garateia
Garatéias

EQUIPAMENTOS

Anzóis

Existe uma grande variedade de formatos e tamanhos específicos que, se corretamente utilizados, podem aumentar a produtividade da pescaria. Ligas, cores, formatos, resistências, farpas, muitas são as variáveis na hora de se escolher um simples anzol. A escolha correta de um anzol pode ser o fator determinante entre pegar e não pegar peixes. Alguns anzóis apresentam pequenas farpas em suas hastes. Elas não costumam causar grandes ferimentos no peixe e ajudam na fixação de iscas moles no anzol. Para muitas iscas, no entanto, a presença dessas farpas se torna dispensável. O comprimento da haste também é um importante fator a ser observado. Para pescar mandis os anzóis têm que ter haste hastes longas, uma vez que essa espécie costuma engolir o anzol. Atualmente, existem no mercado anzóis que se decompõem em poucos dias. Eles são amplamente usados em competições de pesca oceânica para que a equipe ganhe tempo e preserve mais a integridade do peixe. Tão logo ele se aproxima da embarcação, corta-se a linha e, poucos dias depois, o anzol se decompõe e o peixe está livre. Para os adeptos do pesque e solte, também já se fabricam anzóis sem farpas e com farpas na parte externa que, segundo os usuários, machucam muito menos o peixe.

Linhas

Juntamente com o anzol, a linha é o equipamento de maior importância na pescaria, pois é ela que traz o peixe para junto do pescador. Graças ao desenvolvimento tecnológico, é possível encontrar no mercado uma variedade de opções em cores, espessuras, materiais e resistência que, muitas vezes, deixa o pescador perdido. Com certeza, as duas principais características a serem observadas em uma linha são: espessura e resistência. A espessura (bitola) vem sempre expressa, no carretel, em milímetros, salvo raríssimas exceções nas quais aparece em polegadas. Portanto , cuidado para não comprar uma linha com bitola descrita em polegadas pensando que está adquirindo uma linha fininha e super forte! Já, a resistência, normalmente, vem expressa em libra, medida mais usada nos Estados Unidos. Para fazer a conversão, basta saber que uma libra corresponde a 453 gramas . É importante lembrar que a linha não deve ser comprada "para agüentar o peso do peixe", como muitos pensam: "bom, se eu quero pescar uma traíra de três quilos, vou comprar uma linha que agüenta cinco quilos..." Esse é um pensamento errado, pois a força que o peixe faz na água supera, em muito, o seu peso inerte. Atualmente, também podem ser encontradas no mercado as linhas trançadas e as fundidas, conhecidas como linhas de multifilamento. A principal característica delas se relaciona à resistência. O fato de terem um diâmetro reduzidíssimo e de serem trançadas fazem com que tenham grande resistência, especialmente à abrasão. Vale lembrar que muitas linhas fundidas não são trançadas e recebem uma camada de gel, por cima, que lhes confere uma aparência lisa.


Garatéias

Para os aficcionados no uso de iscas artificiais, as garatéias são peças muito mais importantes do que os próprios anzóis. Constituídas por três anzóis unidos em uma só haste, elas são fabricadas por diferentes tipos de ligas metálicas, os quais determinam a sua resistência aos esforços. Alguns pescadores, mais cautelosos, optam por amassar todas as farpas de suas garatéias, o que traz menos danos aos peixes e menor risco de acidentes. Para aqueles que se preocupam em minimizar as lesões causadas nos peixes, mas não querem perdê-los em decorrência da ausência de farpa, já existem garatéias com a farpa colocada em sua face externa. Essa característica garante a redução das lesões e perdas.

Caixa de pesca

A importância da caixa de pesca é algo indiscutível. É ela que acondiciona, protege e transporta aqueles equipamentos pelos quais o pescador tem tanto carinho. As caixas de pesca são também chamadas de "tralhas". As primeiras eram fabricadas em aço e depois pintadas, mas eram muito pesadas. Sem falar que, com o tempo, amassavam, empenavam e apresentavam problemas de ferrugem, especialmente em regiões litorâneas. Atualmente, as caixas de pesca são fabricadas em materiais plásticos que, além de duráveis, são leves e não enferrujam. Elas também são muito mais práticas. Possuem bandejas e espaços livres que permitem o acondicionamento dos mais diferentes materiais de pesca, até mesmo em tamanho, como chumbos, anzóis, iscas, carreteis de linha, bóias, etc. A variedade de caixas encontrada no mercado possibilita optar por aquela que melhor se adapte à modalidade de pesca preferida.

Alicate de contenção

Também conhecido como alicate pega-peixe, esta ferramenta se inclui entre aquelas que podem ser consideradas como de primeira necessidade para uma pescaria. Ele é usado para segurar e imobilizar o peixe, enquanto o pescador retira os anzóis e faz o seu registro fotográfico. Deve ser introduzido e firmado na boca do peixe, com o cuidado de não prender a sua língua. Os alicates são fabricados em vários tamanhos e materiais, como plástico, alumínio e outras ligas metálicas, devendo ser escolhidos de acordo com o tipo e o tamanho de peixe que se pretende pescar.

Colete de pesca

Bastante popular, principalmente, entre os pescadores de fly, o colete de pesca é uma peça muito útil em quase todas as modalidades. Seus bolsos e presilhas permitem ao pescador transportar a sua tralha básica, sem a necessidade de carregar aquele estojo pesado que, muitas vezes, dificulta a locomoção. Além de iscas ou moscas sobressalentes, é possível levar no colete alguns itens indispensáveis, como carretel de linha, snaps, alicates de bico e pequenas balanças. Atualmente, existem no mercado diversos modelos de coletes: os mais curtos, que não se molham quando o pescador entra na água acima da linha da cintura; os de nylon, perfurados, com aberturas nas costas, e diversos outros adaptáveis às diferentes condições de pesca. Para quem pesca de barranco ou dentro d'água (muito comum aos pescadores de fly), o colete de pesca é um equipamento indispensável.

Puçá

Usado com a finalidade de embarcar o peixe, o puçá (ou passaguá) é normalmente confeccionado com madeira ou alumínio. Seu corpo é constituído de um cabo de tamanho variável e um aro na extremidade, onde se prende uma rede cônica. Se bem, usado, é a ferramenta mais segura para o embarque dos peixes. Isso porque evita que eles se debatam e, consequentemente, escapem com facilidade, como acontece quando se usa um alicate pega peixe ou um bicheiro. Os pescadores que usam iscas artificiais devem optar pelos modelos de puçá que tenham rede em monofilamento. Ela evita que as garatéias se prendam aos fios. A principal desvantagem do puçá refere-se ao fato de ele remover o muco protetor da epiderme dos peixes.

caixa
Caixa de Pesca

alicate
Alicate pega peixe

colete
Colete

puça
Puçá


chumbo chumbos chumbada

Chumbos

isca
iscas
Iscas artificiais

boia
Bóias

Chumbos

Materiais de primeira importância para a pesca, os chumbos (ou chumbadas) têm por finalidade levar a isca rapidamente para o fundo, mantê-la em um lugar específico ou, ainda, conservar a linha esticada. Eles são comercializados com o mais variados pesos, tamanhos e formatos, sendo que cada um atende a uma situação específica. Sua forma de utilização, bem como a posição em que vai preso à linha, variam de acordo com a modalidade de pesca ou com o gosto do pescador. Os mais comuns são os do tipo “ oliva”, nome dado devido ao seu formato semelhante ao de uma azeitona. Esse tipo é bastante usado para a pesca com iscas vivas. Mas existem outros como os “esféricos”, os do tipo “gota”, “carambola” e os clássicos da pesca de praia: “aranha” e “pirâmide”. É importante se ter conhecimento sobre os diversos tipos e pesos de chumbada pois estas não são âncoras, elas além do arremesso devem permitir que a isca se desloque lentamente, ajudando na procura do peixe, mas também não deve permitir que a isca corra, fugindo do peixe. Para a escolha do modelo deveremos levar em conta o local e o tipo de fundo em que iremos pescar. Para locais em que existam muitas pedras, utiliza-se pesos arredondados como carambola, gota, pingo, bola, etc. Para locais sem enrosco, utiliza-se chumbadas com linhas retas e que permitam neutralizar parcialmente a ação da água, neste caso o formato mais indicado é a pirâmide, triângulo e seus derivados.

Iscas artificiais

São objetos que tentam reproduzir ou imitar os alimentos mais comuns aos quais os peixes estão acostumados em sua alimentação. Estes artefatos geralmente são fabricados com madeiras, plásticos, metais, borrachas, silicone, etc, ou a combinação destes. Iscas artificiais são produtos que não exalam odor, não possuem sabor, tão pouco a capacidade de se movimentar, conseqüentemente se faz necessário imprimirmos força para que elas ganhem movimento, aparentemente vida para que atinjam o seu objetivo. Podem ser de superfície, meia água e de fundo.

- de superfície - são iscas que quando trabalhadas, têm como característica a flutuabilidade. Algumas apresentam peso na extremidade, mantendo-se um pouco abaixo da linha d'água e têm por finalidade imitar na maioria das vezes um peixe ferido ou caçando. Esta isca pode ser utilizada de três maneiras diferentes:
a) com um simples arremesso e recolhimento contínuo, dando toques de ponta de vara, com a ponta da vara para baixo, no sentido da água;
b) baixo, no sentido da água, recolhimento de, aproximadamente, 50 cm aguardando a isca voltar à superfície para repetir a operação.
c) recolhimento contínuo, a cada volta da manivela do molinete ou carretilha, um toque de ponta de vara e, assim que a isca flutuar, repete-se a operação. Indicada para todos os peixes predadores, tais como: traíras, tucunarés, robalos, salteiras, bicudas, cachorras, etc.

- de meia água - estas iscas possuem uma lingueta de pvc ou metal chamada de barbela. Existem muitas variedades que conforme o angulo e tamanho fazem que trabalhem em profundidades diferentes. Estas iscas são chamadas entre os pescadores de "pau para toda obra" devido a sua produtividade e eficiência. Pode ser empregada praticamente na pesca de todos os peixes predadores. Podem ser trabalhadas com recolhimento contínuo, contínuo com paradas ou com toques de ponta de vara. Outra forma muito produtiva é a modalidade troling (corrico).

- de fundo - são iscas de metal em forma de concha que quando tracionadas balançam ou ondulam causando vibrações. Muito eficientes na pesca de dourados e matrinchãs, entre outros. Trabalhar com recolhimento contínuo. Muito utilizadas para Troling (corrico). Importante utilizar giradores para evitar torção da linha.


Samburá

Típico das pescarias mineiras, o samburá se modernizou e, hoje, se apresenta com uma série de praticidades e sofisticações. É um equipamento muito útil para manter as iscas vivas ou para conservar o peixe vivo até o momento de ir para casa. Também é usado para manter vivos na água. Os samburás podem ser encontrados em nylon, rígido de aço ou de aço escamoteável.

Bóias

Indicadas para peixes que nadam na coluna d'água, as bóias são a melhor opção quando se quer manter uma isca em determinada profundidade. Quem frequenta pesque-pagues não pode deixar de ter um “arsenal” de bóias em sua tralha, uma vez que a maior parte dos peixes que habita aqueles tanques se alimenta à meia água. Fabricadas inicialmente em isopor, elas hoje são encontradas em diversos materiais, que combinam diferentes funções ao seu uso normal. Existem os modelos redondos (paulistinha), fabricados em plástico que, quando lançados na água, produzem um som que imita o barulho de um fruto caindo. Com isso, acabam atraindo as espécies que se alimentam de frutos. Outros modelos (bóias cevadeiras) têm a propriedade de levar um pouco de isca, o que atrai mais facilmente os peixes. Um dos maiores problemas do uso de bóias é a dificuldade do arremesso. Contudo, isso pode ser facilmente resolvido com o uso do nó de correr ou com bóias que já tenham um chumbo embutido em seu corpo. As maneiras de usá-las são variadas, sendo que algumas chegam a um nível de especialidade tal que se prestam unicamente à pesca de um determinado peixe. Exemplo disso são as bóias cevadeira e luminosa, usadas, respectivamente, na pesca da tainha e do espada.

Carretilha

Menos popular do que os molinetes, as carretilhas apresentam como principal diferença a posição do eixo central e, conseqüentemente, do carretel. Em função disso, quando se efetua um arremesso, o carretel gira liberando a linha, às vezes mais do que o necessário, provocando a formação de cabeleiras. Esse problema, facilmente contornado com um pouco de prática, faz com que a carretilha seja temida por pescadores menos familiarizados com o equipamento. Por outro lado, não anula as suas vantagens que são maior precisão de arremessos e de poder de tração, além de um trabalho suave. São estas características que fazem da carretilha a opção preferida dos adeptos da modalidade de arremesso de iscas artificiais.

Molinete

É a máquina de pesca mais popular no Brasil, em função de seu manuseio simples e de seu preço. Ideal para o arremesso de iscas mais leves, o molinete não provoca cabeleiras e pode significar a salvação de uma pescaria realizada num dia de vento excessivo. Suas desvantagens estão relacionadas ao menor poder de tração e precisão de arremesso e à maior torção da linha e atrito dela com os passadores.

Spincast

Equipamento de mecanismo extremamente simples, muito leve (molinete tipo ultraleve). Seu sistema de liberação da linha é totalmente interno, dispensando a abertura manual como nos molinetes comuns. Dotado de sistema exclusivo, proporciona instantânea liberação da linha e o desarme ocorre exatamente no momento do arremesso, dispensando qualquer preparativo. Utiliza-se o equipamento em dias em que os peixes estão um tanto seletivos quanto ao tamanho das iscas. O spincast arremessa com precisão iscas diminutas a uma distância consideravelmente longa. Para pescar peixes com preferência por iscas de menor tamanho, é insubstituível, graças à versatilidade no emprego de iscas hiperleves. São ideais para linhas finas e os seus arremessos são suaves e precisos, pois o manuseio é igual ao da carretilha só que funciona como molinete e não têm o inconveniente da famosa cabeleira, mas as linhas quando usadas no spincast duram menos que no molinete e na carretilha.

carretilha Carretilha

molinete Molinete

spincast

Spincast

vara de pesca

Vara de pesca

Equipamento de uso fundamental para o pescador que, juntamente com a carretilha, molinete e spincast, forma um conjunto básico a ser utilizado na pescaria. Ela tem a função não só de alavancar a isca no arremesso e direcioná-lo, mas também de trabalhar a isca e o peixe, de modo com que ele fique cansado e seja trazido para junto do pescador - função que muitos atribuem à carretilha ou molinete. Com os avanços tecnológicos, novos materiais têm sido empregados em sua confecção. As mais modernas são compostas por diferentes tipos de carbono denominados de IM6, IM7, IM8, dentre outros. Além disso, recebem várias classificações que ajudam ao pescador efetuar uma escolha correta no momento da compra. As mais comuns relacionam-se à força - ultraleves, leves, médias, médio-pesadas, pesadas e musky - e à ação - lentas, moderadas rápidas e extra-rápidas.

Ponteira -
é o último passador da vara e tem fundamental importância no direcionamento da linha.
Passadores - são os responsáveis pela condução da linha. Podem ser confeccionados com porcelana ou outros materiais, nos quais se incluem até as ligas de titânio.
Blank - também chamado de "cânula", a maneira como é confeccionada é que determina a ação da vara: lenta, média, média rápida, rápida e extra rápida. O blank também é responsável pelo poder da vara, ou seja, a quantidade de esforço que ela suporta, por exemplo: 8 a 14 Libras (3,7 Kg a 6,4 Kg).
Winding check - este anel de borracha ou metal tem duas funções: a primeira é suavizar o afunilamento do "foregrip" em direção ao blank, melhorando a aerodinâmica do conjunto e a segunda, dar um melhor acabamennto à vara.
Fore grip - a parte da frente do cabo, que pode ser fixa, servindo como apoio no trabalho da vara ou rosqueável, onde exerce também a função de fixar o molinete ou a carretilha.
Reelseat - é o fixador do molinete ou da carretilha, e tem vários formatos. Pode ser independente do "foregrip" ou rosqueável como descrito acima.
Rear grip - chamado pela maioria de "cabo", na verdade é apenas um de seus componentes, uma vez que o cabo é composto pelo foregrip, reel seat, pelo próprio reargrip e pelo butcap, que veremos a seguir.
But cap - esta pecinha, geralmente confeccionada em E.V.A, apesar de discreta tem grande importância em uma vara de pesca, além de ser um outro ítem importante no acabamento do cabo. É o butcap que evita o choque direto do blank com o chão quando colocamos nossas varas "de pé", o que poderia causar trincas que aumentariam cada vez mais, é ele também que veda o cabo e o blank para que estes não acumulem nenhum tipo de sujeira como: umidade, areia, limo, maresia, barro, etc.


LICENÇA DE PESCA

Antes de aproveitar todo o potencial para a prática da pesca que nosso país apresenta, propiciado pela enorme diversidade de peixes em rios, lagos, reservatórios e extensa faixa litorânea, cabe lembrarmos da importância da Licença de Pesca Amadora. A licença viabiliza, por meio da arrecadação de recursos financeiros, o gerenciamento e a fiscalização do meio ambiente, controlando a exploração dos recursos pesqueiros, mantendo-os para as gerações futuras. Precisam ter a licença todos e quaisquer pescadores amadores que utilizam molinetes, carretilhas ou mesmo pescam embarcados, que pratica a pesca por lazer, turismo ou desporto. A licença possibilita pescarias com linha de mão, caniço simples, caniço com molinete e carretilha, utilizando-se anzóis simples e múltiplos, iscas naturais e artificiais, puçá e tarrafa (no mar), respeitando-se as cotas de captura, tamanhos mínimos e períodos de defeso. (informações – IBAMA)


DICAS PARA UMA BOA PESCARIA

- O primeiro passo é tirar a “licença de pesca”. Quando estiver providenciando a licença é importante que você se oriente sobre a Legislação Ambiental que traz normas específicas acerca dos recursos pesqueiros, principalmente sobre o “período da piracema”, os “locais de pesca proibida” e as “espécies de peixes proibidos”, pois tais regras variam bastante de um Estado para outro.
- Se você vai usar uma embarcação (barco, canoa, lancha, etc.) é imprescindível que esteja portando a “carteira da marinha”, para a categoria de “Arrais-amador”, que é a que habilita o seu portador na condução de embarcações nos limites da navegação interior. É importante saber que uma carteira dessas não pode ser tirada da noite para o dia. Para obtê-la você precisa passar por uma prova específica.
- O segundo passo trata-se do preparo da bagagem, da embarcação e do veículo. Faça um “check-up” no veículo, conferindo as condições do motor, dos pneus, dos amortecedores, do sistema elétrico e dos itens de sinalização luminosa (lanterna, luz de freios, setas e faróis). Não se esqueça dos itens obrigatórios do veículo, como extintor de incêndio, estepe, triângulo de sinalização, chave de rodas e macaco hidráulico, além é claro da caixa de ferramentas, que deve conter: alicates, chaves diversas, martelo, parafusos, porcas e ruelas.

licença

equipamento
embarcação

- Cheque as condições de sua embarcação e faça uma revisão no motor de popa. Não se esqueça dos coletes salva-vidas; eles são itens obrigatórios para quem entra na água.
- Antes de começar a preparar a bagagem para a viagem, faça uma lista do que pretende levar. Assim você terá mais chances de não se esquecer de nenhum item importante. Não deixe de fora o repelente de insetos, o protetor solar, uma camisa de mangas compridas e o boné ou chapéu de abas largas.
- Faça uma visita ao Posto de Saúde mais próximo de sua casa para tomar as vacinas contra febre amarela e tétano antes de sair para a beira do rio.
- Leve ferramentas como um bom alicate, um canivete multiuso do tipo suíço, duas ou três facas, um facão, uma pedra de amolador facas, uma lanterna, pilhas e um lampião.
- Não esqueça o kit de primeiros socorros.
- Planeje a pescaria com bastante antecedência e quando for consultar o calendário, não se esqueça de ver a fase da lua, pois dependendo do tipo de peixe que você pretende pegar é muito importante que você leve em consideração a fase lunar.
- Pense bem no tipo de peixe que você quer pegar e leve a isca adequada.
- Não se esqueça de consultar as condições climáticas através dos sites na internet que disponibilizam informações sobre a metereologia. Vale destacar que alguns desses sites apresentam as previsões do tempo com antecedência de até 10 dias, e que tais informações mostram uma considerável segurança.
- Lembre-se que “bebida e direção não combinam”. Da mesma forma que um motorista não pode beber e dirigir, o piloto de uma embarcação deve se abster do álcool.
- Leve o aparelho celular apenas para ser utilizado em casos de emergência. Só use o celular em casos de extrema necessidade.
- O GPS pode ser de grande valia para orientação.
- Respeite o meio ambiente. Traga todo o seu lixo de volta. Não faça queimadas, não derrube árvores e não mate animais silvestres (jacarés, botos, tartarugas etc.), pois essas ações desrespeitosas contra a natureza são consideradas crimes.


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