RÉPTEIS A Classe Reptilia surgiu sobre a Terra há cerca de 320 milhões de anos no Período Carbonífero. Reúne animais com escamas e é dividida em 4 ordens que incluem as tartarugas, cágados e jabotis (Ordem Chelonia), com cerca de 225 espécies, anfisbênios, cobras e lagartos (Ordem Squamata), com cerca de 5.800 espécies, a tuatara da Nova Zelândia (Ordem Rhynchocephalia), com 2 espécies e os crocodilos e jacarés (Ordem Crocodilia), com 21 espécies. Existem, portanto, apenas 4 ordens viventes, diferentemente das 16 ordens conhecidas, que floresceram no Mesozóico, a era dos répteis. Embora constituídos por linhagens distintas, os répteis constituem os primeiros vertebrados adaptados à vida em lugares de baixa umidade na terra, visto que sua pele seca e córnea reduz a perda de umidade do corpo. Além da pele córnea, os ovos de répteis apresentam anexos embrionários complexos (âmnion, córion e alantóide) que lhes conferem independência da água para a reprodução. Ao contrário das Aves e Mamíferos, que mantém a temperatura corpórea através do calor produzido pelo metabolismo, estes animais precisam de fontes externas de calor (sol) para regularem sua temperatura. Algumas espécies botam ovos (ovíparas), como os jacarés, as tartarugas e algumas cobras e lagartos. Outras espécies são vivíparas, onde nascem filhotes durante o parto (ex. algumas cobras e lagartos). A maioria das espécies é terrestre (terrícolas, fossórios e arborícolas), mas há espécies em água doce e marinhas. O tamanho dos répteis atuais varia de 5 cm a 10 m, mas a maioria mede entre 25 e 150 cm. Muitas espécies de serpentes das famílias Colubridae, Boidae e Viperidae apresentam hábito alimentar rodentívoro, sendo vertebrados predadores de pragas. Cerca de 70 espécies das famílias Viperidae (gêneros Bothrops , Crotalus e Lachesis ) e Elapidae (gênero Micrurus ) são peçonhentas e potencialmente perigosas aos humanos, pois podem causar acidentes ofídicos. Os répteis apresentam espécies sensíveis a alterações ambientais, principalmente à destruição de hábitat. É provável que declínios populacionais de serpentes como Lystrophis nattereri, Bothrops itapetiningae e B. cotiara no estado de São Paulo estejam relacionados à destruição dos hábitats. A caça também pode ter contribuído para o declínio de espécies maiores como os jacarés, especialmente Caiman latirostris . Programas de manejo, conservação e educação ambiental têm sido aplicados a espécies de quelônios, principalmente as tartarugas marinhas. |
| CÁGADO (Phrynops geoffroanus) | |
| CÁGADO (Phrynops geoffroanus) |
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Características quelônio de água doce de carapaça relativamente baixa, cabeça e pescoço longos. O pescoço é tão longo quanto a coluna vertebral. Mede cerca de 30 cm de comprimento. Flancos da carapaça levemente revirados. Carapaça relativamente baixa. Superfície ventral do pescoço é amarelada, com grosseiras reticulações negras. Há tubérculos longos e finos, em forma de agulha, na fase dorsal do pescoço. Possui dois barbilhões, um deles freqüentemente menos desenvolvido ou ausente. Possui uma faixa preta dos olhos até a base do pescoço. Tem condições de girar a cabeça lateralmente e não esconde totalmente dentro da carapaça. |
| CAIÇACA (Bothrops moojeni) |
Características serpente venenosa. É, junto com a jararaca, a maior responsável pelos acidentes ofídicos no Brasil. Chega a medir 1,60 m de comprimento e é muito rápida no ataque. Seu veneno possui ação hemolítica e proteolítica, ou seja, destrói as fibras musculares e os tecidos. |
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| CALANGO VERDE (Ameiva ameiva) |
| CAMALEÃO (Iguana iguana) |
Características é um dos lagartos de maior porte da América do sul. Possui escamas que lhe conferem um aspecto ameaçador. P odem ultrapassar os 2 m de comprimento, sendo 2/3 o comprimento da cauda e pesar de 4 a 9 kg . O corpo é forte e relativamente comprido. Cabeça grande, triangular. Os membros são bem desenvolvidos e fortes e os dedos compridos , tanto das mãos quanto dos pés . Apresentam na cabeça uma prega de pele na região gular, tipo um saco que o animal estufa quando irritado e uma crista no alto da cabeça que se prolonga na parte dorsal, característica essa que se acentua mais nos machos. Levanta a ponta da crista que possui da nuca até a cauda. A coloração geral é verde intenso nos jovens e vai escurecendo com a idade até chegar ao marrom ou cinza, mas alguns adultos mantém a coloração verde. O ventre é esbranquiçado e liso. Muda de cor para se camuflar entre a vegetação e passar despercebido. As escamas são altamente variáveis, sendo as da cabeça em geral pequenas e irregulares, as dorsais também |
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| CANINANA (Spilotes pullatus) |
| CASCAVEL (Crotalus durissus) |
Características serpente venenosa que pode atingir 1,8 m de comprimento. Possui chocalho na extremidade da cauda, facilitando seu reconhecimento. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o número de anéis no chocalho da cascavel, não representa sua idade. Cada vez que o animal muda de pele, o que ocorre de 2 a 4 vezes por ano, ele acrescenta um novo anel no chocalho. Quando irritada, a cobra faz vibrar o chocalho. Possui colorido que vai do marrom ao cinza, com losangos claros pelo dorso. |
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| COBRA CIPÓ (Philodryas olfersii) |
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Características de coloração predominantemente verde, é comprida e delgada. Ventre claro. Atingem 1 m de comprimento. |
| COBRA D'ÁGUA (Liophis miliaris) |
| COBRA PAPAGAIO (Corallus caninus) |
Características é um dos mais belos animais do planeta, também conhecida como periquitambóia, chega a atingir 2 m de comprimento. De coloração predominantemente verde com faixa esbranquiçada no dorso. Ventre branco-amarelado. É uma belíssima cobra, aparentada com as jibóias. Seus filhotes são vermelhos ou alaranjados. |
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| COBRA PAPA PINTO (Drymarchon corais) |
| CORAL (Micrurus corallinus) |
Características possui um veneno neurotóxico muito potente. É a cobra mais venenosa do Brasil, mas não é o maior responsável pelos acidentes ofídicos. Embora não dêem bote, seu veneno pode matar em poucas horas. Não possui cabeça em formato ligeiramente triangular (cabeça destacada do corpo), pupila vertical, dentes inoculadores de veneno móveis e fosseta loreal (órgão duplo situado entre as narinas e os olhos, eficiente para detectar o calor e os raios infravermelhos, ideal para se guiar à noite, particularidades comuns à maioria das serpentes peçonhentas existentes em território brasileiro). No entanto, a poderosa ação de seu veneno, na ausência |
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| FALSA CORAL (Erythrolamprus aesculapii) |
| JABUTI (Geochelone carbonaria) |
Características quelônio terrestre que vive mais de 80 anos. São corpulentos. A carapaça chega a medir até 60 cm , é alta, provida de escudos poligonais, de centro amarelo e com desenhos em relevo, cabeça retrátil, coberta por escudos amarelos e negros. Pode atingir 70 cm de comprimento total. Apresenta escamas das patas e cabeça vermelhas. As patas são curtas, grossas, sem dedos e com unhas grossas e fortes, especialmente desenvolvidas para caminhar em locais secos e escavar. A fêmea, chamada jabota, é maior que o macho, chamado carumbé ou jabuti-carumbé, tendendo ao avermelhado, e com plastrão convexo, e não côncavo como no macho. |
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| JACAREAÇU (Melanosuchus niger) |
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Características é nosso maior jacaré. Cresce até 6 metros de comprimento e pesa até 300 Kg . É o único que oferece algum perigo ao homem. Vive entre 80 e 100 anos. Focinho grande e curto. Quarto dente não visível com a boca fechada. Placas ósseas na barriga. Olhos e narinas são salientes, permitindo-lhes ficar semi-submersos como um submarino. |
| JACARÉ DE PAPO AMARELO (Caiman latirostris) |
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Características são animais ectotérmicos (com temperatura variável, de acordo com o ambiente). Possuem uma longa cauda, útil na disputa por alimento (contra outros animais) e na locomoção dentro da água (a propulsão do jacaré). É o segundo maior jacaré brasileiro, podendo chegar até 3,0 metros de comprimento. Focinho largo, achatado, relativamente curto e pouco ornamentado. Coloração parte superior é marrom-escuro esverdeada, quase pardacenta, e parte |
| JARARACA (Bothrops jararaca) |
Características é a mais conhecida do gênero Bothrops. É muito perigosa, mas geralmente foge assim que avistada. Pode atingir 1,60 m de comprimento. Possui desenhos que lhe proporcionam uma excelente camuflagem, sendo difícil a visualização do animal, mesmo para olhos experientes. Sempre que for pegar algo no chão, ou caminhar na mata, use um calçado, de preferência uma bota, e olhe bem por onde pisa. Quando filhote, a Jararaca, como a maioria dos membros do gênero Bothrops, possui a extremidade da cauda ligeiramente clara ou amarelada. Isto porque, ela utiliza a cauda para atrair pequenas rãs e sapos, bem como pequenos lagartos, do qual se alimenta. Quando adulta, possui colorido variando do marrom claro ao cinza, com desenhos dorsais claros em forma de "v" invertidos e abertos. Onde ocorre, a Jararaca é a causa do maior número de acidentes ofídicos. |
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| JARARAQUINHA DORMIDEIRA (Sibynomorphus mikanii) |
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