institucional educacao conservacao ecoacao cultura ecoligado

RÉPTEIS

A Classe Reptilia surgiu sobre a Terra há cerca de 320 milhões de anos no Período Carbonífero. Reúne animais com escamas e é dividida em 4 ordens que incluem as tartarugas, cágados e jabotis (Ordem Chelonia), com cerca de 225 espécies, anfisbênios, cobras e lagartos (Ordem Squamata), com cerca de 5.800 espécies, a tuatara da Nova Zelândia (Ordem Rhynchocephalia), com 2 espécies e os crocodilos e jacarés (Ordem Crocodilia), com 21 espécies.

Existem, portanto, apenas 4 ordens viventes, diferentemente das 16 ordens conhecidas, que floresceram no Mesozóico, a era dos répteis. Embora constituídos por linhagens distintas, os répteis constituem os primeiros vertebrados adaptados à vida em lugares de baixa umidade na terra, visto que sua pele seca e córnea reduz a perda de umidade do corpo. Além da pele córnea, os ovos de répteis apresentam anexos embrionários complexos (âmnion, córion e alantóide) que lhes conferem independência da água para a reprodução.

A Classe dos Répteis torna-se muito artificial, pois a relação destes grupos ainda encontra-se em fase de definição. Como exemplo, os crocodilianos (crocodilos e jacarés), são mais aparentados das Aves do que com os demais Répteis existentes. Pesquisas com o DNA comprovam isso. É estranho? Saiba que os crocodilianos constróem ninhos e fornecem um grande cuidado parental com os filhotes e, tantos os filhotes como os adultos apresentam alguns tipos de vocalizações. Além disso, o coração de um crocodiliano, é dividido em 2 átrios e 2 ventrículos, diferentemente dos demais Répteis, que é dividido em 2 átrios e 1 ventrículo.

Ao contrário das Aves e Mamíferos, que mantém a temperatura corpórea através do calor produzido pelo metabolismo, estes animais precisam de fontes externas de calor (sol) para regularem sua temperatura. Algumas espécies botam ovos (ovíparas), como os jacarés, as tartarugas e algumas cobras e lagartos. Outras espécies são vivíparas, onde nascem filhotes durante o parto (ex. algumas cobras e lagartos).

A maioria das espécies é terrestre (terrícolas, fossórios e arborícolas), mas há espécies em água doce e marinhas. O tamanho dos répteis atuais varia de 5 cm a 10 m, mas a maioria mede entre 25 e 150 cm.

Muitas espécies de serpentes das famílias Colubridae, Boidae e Viperidae apresentam hábito alimentar rodentívoro, sendo vertebrados predadores de pragas. Cerca de 70 espécies das famílias Viperidae (gêneros Bothrops , Crotalus e Lachesis ) e Elapidae (gênero Micrurus ) são peçonhentas e potencialmente perigosas aos humanos, pois podem causar acidentes ofídicos.

Os répteis apresentam espécies sensíveis a alterações ambientais, principalmente à destruição de hábitat. É provável que declínios populacionais de serpentes como Lystrophis nattereri, Bothrops itapetiningae e B. cotiara no estado de São Paulo estejam relacionados à destruição dos hábitats. A caça também pode ter contribuído para o declínio de espécies maiores como os jacarés, especialmente Caiman latirostris . Programas de manejo, conservação e educação ambiental têm sido aplicados a espécies de quelônios, principalmente as tartarugas marinhas.


CÁGADO (Phrynops geoffroanus)

JIBÓIA (Boa constrictor)

CAIÇACA (Bothrops moojeni)

LAGARTIXA (Phyllopezus pollicaris)

CALANGO VERDE (Ameiva ameiva)

MATA-MATÁ (Chelys fimbriatus)

CAMALEÃO (Iguana iguana)

MUÇUÃ (Kinosternon scorpioides)

CANINANA (Spilotes pullatus)

MUÇURANA (Pseudoboa clelia)

CASCAVEL (Crotalus durissus)

PAPA VENTO (Enyalius iheringii)

COBRA CIPÓ (Philodryas olfersii)

SUCURI AMARELA (Eunectes notaeus)

COBRA CIPÓ MARROM (Chironius quadricarinatus)

SUCURI VERDE (Eunectes murinus)

COBRA D'ÁGUA (Liophis miliaris)

SURUCUCU (Lachesis muta muta)

COBRA PAPAGAIO (Corallus caninus)

SURUCUCU PICO DE JACA (Lachesis muta rhombeata)

COBRA PAPA PINTO (Drymarchon corais)

TARTARUGA DA AMAZÔNIA (Podocnemis expansa)

CORAL (Micrurus corallinus)

TARTARUGA DE COURO (Dermochelys coriacea)

FALSA CORAL (Erythrolamprus aesculapii)

TARTARUGA DO MAR (Caretta caretta)

JABUTI (Geochelone carbonaria)

TARTARUGA DE PENTE (Eretmochelys imbricata)

JACAREAÇU (Melanosuchus niger)

TARTARUGA OLIVÁCEA (Lepdochelys olivacea)

JACARÉ COROA (Paleosuchus trigonatus)

TARTARUGA VERDE (Chelonia mydas)

JACARÉ DE PAPO AMARELO (Caiman latirostris)

TEIU (Tupinambis merianae)

JARARACA (Bothrops jararaca)

TIGRE D'ÁGUA (Trachemys dorbignyi)

JARARACUÇU (Bothrops jararacussu)

TRACAJÁ (Podocnemis unifilis)

JARARAQUINHA DORMIDEIRA (Sibynomorphus mikanii)

URUTU (Bothrops alternatus)



CÁGADO (Phrynops geoffroanus)

cagado

Características – quelônio de água doce de carapaça relativamente baixa, cabeça e pescoço longos. O pescoço é tão longo quanto a coluna vertebral. Mede cerca de 30 cm de comprimento. Flancos da carapaça levemente revirados.  Carapaça relativamente baixa. Superfície ventral do pescoço é amarelada, com grosseiras reticulações negras. Há tubérculos longos e finos, em forma de agulha, na fase dorsal do pescoço. Possui dois barbilhões, um deles freqüentemente menos desenvolvido ou ausente. Possui uma faixa preta dos olhos até a base do pescoço. Tem condições de girar a cabeça lateralmente e não esconde totalmente dentro da carapaça.

Habitat – lagoas rasas, beira de rios, lagos, corixos, banhados e terrenos pantanosos
Ocorrência – da Amazônia colombiana ao sul do país e caatingas.
Hábitos – mais aquático que terrestre. Passa boa parte do tempo mergulhando. Gira a cabeça lateralmente e não esconde totalmente dentro da carapaça. Se alimenta dentro d'água.
Alimentação – vermes, insetos, moluscos, pequenos peixes, e vegetais.
Ameaças – destruição do habitat e poluição.



CAIÇACA (Bothrops moojeni)

Características – serpente venenosa. É, junto com a jararaca, a maior responsável pelos acidentes ofídicos no Brasil. Chega a medir 1,60 m de comprimento e é muito rápida no ataque. Seu veneno possui ação hemolítica e proteolítica, ou seja, destrói as fibras musculares e os tecidos.
Habitat – cerrado
Ocorrência – da Costa Rica até o sul do Estado de São Paulo.
Hábitos – crepuscular e noturno. É muito agressiva deferindo seus botes diferentemete de outras serpentes, pois ela desfere seus botes no sentido vertical , atingindo assim partes mais altas de suas vítimas.

caicaca

Alimentação – pequenos lagartos, pequenos anfíbios, e pequenos roedores.
Reprodução – vivípara, nascendo de 16 à 20 filhotes no início da estação chuvosa.


CALANGO VERDE (Ameiva ameiva)

calango verde

Características – lagarto pequeno, que mede até 60 cm de comprimento. Corpo curto e robusto, cabeça comprida, cauda cilíndrica, afiada e mais longa do que o corpo. Dorso esverdeado e os flancos com pintas azuladas nos machos. Fêmeas pardas quando adultas.
Habitat – áreas abertas, restingas, caatingas e bordas de mata, em terra firme.
Ocorrência – Leste dos Andes, do Panamá ao norte da Argentina e em todo o Brasil.
Hábitos – diurno, tem por hábito escavar, em busca de alimento e abrigo. Costuma aquecer-se ao sol.
Alimentação – insetos, artrópodes, pequenos vertebrados, animais mortos e vegetais.



CAMALEÃO (Iguana iguana)

Características – é um dos lagartos de maior porte da América do sul. Possui escamas que lhe conferem um aspecto ameaçador. P odem ultrapassar os 2 m de comprimento, sendo 2/3 o comprimento da cauda e pesar de 4 a 9 kg . O corpo é forte e relativamente comprido. Cabeça grande, triangular. Os membros são bem desenvolvidos e fortes e os dedos compridos , tanto das mãos quanto dos pés . Apresentam na cabeça uma prega de pele na região gular, tipo um saco que o animal estufa quando irritado e uma crista no alto da cabeça que se prolonga na parte dorsal, característica essa que se acentua mais nos machos. Levanta a ponta da crista que possui da nuca até a cauda. A coloração geral é verde intenso nos jovens e vai escurecendo com a idade até chegar ao marrom ou cinza, mas alguns adultos mantém a coloração verde. O ventre é esbranquiçado e liso. Muda de cor para se camuflar entre a vegetação e passar despercebido. As escamas são altamente variáveis, sendo as da cabeça em  geral  pequenas  e  irregulares,  as  dorsais também

iguana
são pequenas e as ventrais são maiores e raramente dispostas em fileiras regulares. Apresentam enorme escama arredondada embaixo do tímpano, característica determinante na identificação da espécie. Não possuem a língua projetável como o camaleão verdadeiro da África.
Habitat – matas úmidas, cerrados, restingas e caatingas.
Ocorrência – do México ao Brasil Central e Paraguai.
Hábitos – são ágeis tanto nas árvores quanto na água, nadando e mergulhando com perfeição. E spécie arborícola e vive próximo à cursos d'água, é uma excelente nadadora. D e vez em quando descem ao solo. São animais sociais, grandes grupos são normalmente encontrados se alimentando ou descansando nas árvores ou envolta delas. Os machos são mais agressivos que as fêmeas, e são bastante territorialistas. Normalmente fogem quando atacadas, mas quando não ha jeito de escapar, se defendem com mordidas e golpes com sua cauda.
Alimentação – filhotes e jovens se alimentam preferencialmente de insetos, os adultos, por outro lado, tornam-se quase que exclusivamente vegetarianos, e um dos seus "pratos" preferidos é a flor do hibisco.
Reprodução – a fêmea põe até 30 ovos, que enterra na areia para serem incubados. Os ovos são elásticos e inquebráveis. A eclosão se dá após 65 a 115 dias de incubação. Os filhotes, ao nascerem, têm em torno de 20 cm de comprimento e atingem a maturidade sexual aos 3 anos de idade. Após o nascimento os jovens migram para regiões mais úmidas. No período reprodutivo, é comum os machos travarem batalhas por uma fêmea, mas sempre o macho perdedor desiste da batalha e sai ileso.
Ameaças – caça e destruição do habitat.


CANINANA (Spilotes pullatus)

caninana

Características – cobra não venenosa que tem fama de brava, que corre atrás e alguns dizem que ela é extremamente perigosa, porém tudo não passa de uma fama injusta. Apesar de chegar a 2,50 m de comprimento e de achatar o pescoço quando está irritada, é uma cobra mansa e sempre foge quando avistada. Apresenta apenas comportamento intimidatório. Como a maioria das cobras não venenosas, pode até morder, mas não passará de um arranhão. O colorido é pardo-amarelado, com desenho transversal escuro, curvado para frente nos cantos.
Habitat – cerrado e Mata Atlântica
Ocorrência – Américas Central e do Sul
Hábitos – diurno. A rborícola. Vive próximo de lagos e rios em meio as árvores e arbustos. Pode também ser encontrada nadando ou rastejando pelo chão, onde caça. É ágil tanto no chão quanto nos galhos das árvores.
Alimentação – ovos, aves, roedores e até pequenos lagartos.
Reprodução – ovípara, coloca entre 15 e 18 ovos com o nascimento previsto para início da estação chuvosa.
Ameaças – destruição do habitat.



CASCAVEL (Crotalus durissus)

Características – serpente venenosa que pode atingir 1,8 m de comprimento. Possui chocalho na extremidade da cauda, facilitando seu reconhecimento. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o número de anéis no chocalho da cascavel, não representa sua idade. Cada vez que o animal muda de pele, o que ocorre de 2 a 4 vezes por ano, ele acrescenta um novo anel no chocalho. Quando irritada, a cobra faz vibrar o chocalho. Possui colorido que vai do marrom ao cinza, com losangos claros pelo dorso.
Habitat – campos abertos de cerrados, caatinga, pastagens, matas secundárias, áreas pedregosas e secas.
Ocorrência – Américas Central e do Sul.
Hábitos – crepuscular e noturno. T errícolas. São perigosas, mas não agressivas, fugindo rapidamente quando avistadas. Diferente de seus parentes da América do Norte, que possuem em seus venenos propriedades proteolítica (necrosante), a nossa Cascavel possui veneno neurotóxico (que atua no sistema nervoso), fazendo com que a vítima tenha dificuldades de locomoção e respiração. Evita baixios, alagados, selvas úmidas ou lugares frios,  preferindo  os

cascavel
lugares ensolarados, principalmente onde há arbustos ou tocas para sombra e refúgio. É um animal lento e costuma ficar enrolada ao sol durante horas a fio. À aproximação do homem ou animal de grande porte faz vibrar seu chocalho.
Alimentação – lagartos , pequenos roedores e aves terrestres.
Reprodução – gera entre 16 e 24 filhotes vivos, reprodução vivípara, que ocorre de novembro a fevereiro. Gestação de até 6 meses.
Ameaças - matança pelos pecuaristas, queimadas de campos e pastagens, e tráfico para produção de veneno.


COBRA CIPÓ (Philodryas olfersii)

cobra cipo

Características – de coloração predominantemente verde, é comprida e delgada. Ventre claro. Atingem 1 m de comprimento.
Habitat – cerrado e florestas tropicais.
Ocorrência – Argentina, Brasil, Colômbia, Guiana Francesa, Paraguai, Peru e Uruguai. No Brasil ocorre na região sul, sudeste e centro-oeste.
Hábitos – arborícola, diurno. Passa a maior parte do tempo nas árvores e arbustos, mas pode ser encontrada no chão. É aparentemente agressiva, abrindo amplamente a sua boca quando intimidada. Normalmente foge rapidamente pela vegetação quando perturbada. Muitas pessoas acham que esta espécie é inofensiva. Esta espécie possui o veneno 4 vezes mais tóxico que o da jararaca. Mas, por possuir dentição opistóglifa (o dente de veneno fica situado no fundo da boca) não é considerada venenosa. As serpentes deste

tipo de dentição (Opistoglifodonte) como raramente injetam o veneno são consideradas não-peçonhentas. São muito ágeis, tanto sobre a terra como nas árvores. Muito tímida.
Alimentação – pequenos insetos, pequenos roedores, anfíbios e lagartos.
Reprodução – ovípara, coloca entre 15 e 18 ovos com o nascimento no início da estação chuvosa.
Ameaças – destruição do habitat.


COBRA CIPÓ MARROM (Chironius quadricarinatus)


Características –
a lguns exemplares ultrapassam os 1,30 m.
Habitat –
florestas úmidas e cerrados.
Ocorrência – região sul, sudeste e central do Brasil
Hábitos – diurnos, arborícolas. São serpentes muito rápidas e escalam com muita facilidade.
Alimentação – pequenos lagartos, anfíbios e roedores.
Reprodução –
Predadores naturais –
Ameaças – tráfico de animais, destruição do habitat

cobra cipo marron


COBRA D'ÁGUA (Liophis miliaris)

cobra dagua

Características – possui uma coloração que varia muito da região onde é encontrada. Na Mata Atlântica é mais comum encontrá-la no padrão amarelo com preto, enquanto no cerrado é mais comum o esverdeado com preto. Atinge cerca de 65 cm de comprimento.
Habitat – cerrado e Mata Atlântica
Ocorrência – América do Sul
Hábitos – diurno. Espécie muito dócil e geralmente foge assim que perturbada. É uma excelente nadadora. Caça em lagoas e pequenos rios, geralmente pela manhã. Vive próxima a cursos d'água.
Alimentação – pequenos anfíbios e peixes.
Reprodução – ovípara, coloca entre 15 e 18 ovos com o nascimento no início da estação chuvosa.
Ameaças – destruição do habitat



COBRA PAPAGAIO (Corallus caninus)

Características – é um dos mais belos animais do planeta, também conhecida como periquitambóia, chega a atingir 2 m de comprimento. De coloração predominantemente verde com faixa esbranquiçada no dorso. Ventre branco-amarelado. É uma belíssima cobra, aparentada com as jibóias. Seus filhotes são vermelhos ou alaranjados.
Habitat – florestas tropicais
Ocorrência – região norte da América do Sul, Amazônia.
Hábitos – noturno. Arborícola passando a maior parte do tempo enrolada em galhos com a cabeça apoiada no centro das voltas do corpo. Camufla-se perfeitamente com a mata.

piriquitamboia
Alimentação – aves, roedores e morcegos
Reprodução – vivípara. Os filhotes nascem vermelhos ou alaranjados.
Ameaças – destruição do habitat.


COBRA PAPA PINTO (Drymarchon corais)

papapinto

Características – de colorido amarelado ou oliváceo, às vezes avermelhado. Lado ventral amarelado. É uma cobra grande podendo a tingire mais de 2,5 m de comprimento. Não é venenosa.
Habitat – florestas e cerrado
Ocorrência – Américas do Norte, Central e do Sul
Hábitos – diurno. S ão inofensivas e medrosas. Caça durante o dia, geralmente em brejos, utilizando a língua (quimiorrecepção) e a visão para localizar a presa. Quando irritada, infla a parte do corpo perto da cabeça para dar a impressão de ser maior, com intenção de intimidar o predador.
Alimentação – pássaros, ovos e outras cobras.
Reprodução – ovípara, coloca entre 16 e 20 ovos com o nascimento no início da estação chuvosa.
Ameaças – destruição do habitat.



CORAL (Micrurus corallinus)

Características – possui um veneno neurotóxico muito potente. É a cobra mais venenosa do Brasil, mas não é o maior responsável pelos acidentes ofídicos. Embora não dêem bote, seu veneno pode matar em poucas horas. Não possui cabeça em formato ligeiramente triangular (cabeça destacada do corpo), pupila vertical, dentes inoculadores de veneno móveis e fosseta loreal (órgão duplo situado entre as narinas e os olhos, eficiente para detectar o calor e os raios infravermelhos, ideal para se guiar à noite, particularidades comuns à maioria das serpentes peçonhentas existentes em território brasileiro). No entanto, a poderosa ação de seu veneno,  na  ausência

coral
do soro, é capaz de matar uma pessoa em poucas horas. O antídoto, nesse caso, é o soro antielapídico. A cabeça é arredondada, escamas lisas e brilhantes sobre o corpo, corpo delgado, olhos pequenos com pupilas circulares e dentição proteróglifa (dentes pequenos e fixos, com sulco que favorece o escorrimento do veneno, localizados no maxilar superior, na frente da boca). A coloração forma anéis ao longo do corpo, pretos, vermelhos e brancos. Pode atingir 80 cm de comprimento.
Habitat – Mata Atlântica
Ocorrência – Brasil, do sul da Bahia até Santa Catarina.
Hábitos – diurno. Quando irritadas escondem a cabeça entre os anéis do corpo e levantam a cauda. Possuem hábitos subterrâneos, vivendo a maior parte do tempo sob a terra, ou escondidas entre as folhas no solo, no interior de troncos em decomposição ou nos vãos das pedras. Não dão bote nem conseguem escalar árvores. Em geral, atacam somente quando são manipuladas ou pisadas. Quando isso acontece, seus dentes pequenos e fixos mordem, e não picam, sua vítima, deixando no local apenas uma pequena perfuração. Os estragos, porém, podem ser fatais. Seu veneno com propriedades neurotóxicas, e altamente ativo, paralisa os nervos que controlam o diafragma, causando insuficiência respiratória aguda. Mas os acidentes com essa serpente são raros. Por se tratar de animal de comportamento furtivo, a dificuldade em deparar com esses répteis na natureza parece normal. Todavia, sua ausência pode tanto significar que eles estão sendo preservados como que suas populações diminuíram. São extremamente ágeis. São individualistas, tolerando outro exemplar do sexo oposto apenas durante a época da reprodução.
Alimentação – lagartos ápodos (sem membros), e outras cobras (menos a cascavel).
Reprodução – época reprodutiva no final do ano. O vípara, coloca entre 15 e 18 ovos com o nascimento no início da estação chuvosa.
Ameaças – caça indiscriminada e destruição do habitat.
Precauções - acidentes podem ser evitados quando observados alguns cuidados, como usar calças compridas e botas para caminhar no mato, luvas e proteção de couro para os braços quando se trabalha com colheita manual. Deve-se utilizar sempre um pedaço de pau para remexer palhadas ou vasculhar buracos, ocos de tronco, vãos de pedras, cupinzeiros etc. E jamais manipular uma cobra-coral (viva ou morta), mesmo quando se imagina tratar-se da falsa.


FALSA CORAL (Erythrolamprus aesculapii)

falsa coral

Características – cobra não-peçonhenta que imita a perigosa coral verdadeira pela cor, beneficiando-se da sua aparência para afugentar os predadores. Esses animais conseguiram, através da evolução natural, aproveitar-se da semelhança com as corais peçonhentas copiando muitas vezes não só seu padrão colorido, como também algum comportamento que ajuda a afastar os predadores os quais temem tratar-se da coral verdadeira. Sempre que há mimetismo, necessariamente, as duas espécies devem ocorrer juntas, sendo as mímicas em menor número. Pode atingir 1,10 m de comprimento.
Habitat – Mata Atlântica.  Pode ser encontrada em áreas urbanas.
Ocorrência – s udeste do Brasil
Hábitos – noturno
Alimentação –  cobras
Reprodução – ovípara
Ameaças – destruição do habitat.



JABUTI (Geochelone carbonaria)

Características – quelônio terrestre que vive mais de 80 anos. São corpulentos. A carapaça chega a medir até 60 cm , é alta, provida de escudos poligonais, de centro amarelo e com desenhos em relevo, cabeça retrátil, coberta por escudos amarelos e negros. Pode atingir 70 cm de comprimento total. Apresenta escamas das patas e cabeça vermelhas. As patas são curtas, grossas, sem dedos e com unhas grossas e fortes, especialmente desenvolvidas para caminhar em locais secos e escavar. A fêmea, chamada jabota, é maior que o macho, chamado carumbé ou jabuti-carumbé, tendendo ao avermelhado, e com plastrão convexo, e não côncavo como no macho.
Habitat – florestas e campos
Ocorrência – Nordeste, Norte e Centro-Oeste brasileiros.

jabuti

Hábitos – diurnos e gregários, passa o tempo em busca de alimento. Provavelmente, é o mais lento animal entre os vertebrados. Quando ameaçado encolhe a cabeça e as patas dentro do casco e espera a ameaça ir embora. Escavam tocas rasas junto a troncos e pedras onde se escondem.
Alimentação – frutas maduras caídas no chão da floresta, folhas, raízes, insetos, larvas e restos de carcaças, deixadas por outros animais.
Reprodução – ovíparos. Escolhe um ninho de folhas secas e coloca mais ou menos 12 ovos que eclodem dois meses depois. Os filhotes nascem amarelinhos e com o casco mole.
Ameaças – destruição do habitat e t ráfico para servir como animal de estimação. A pesar de não estabelecerem relação afetiva com os seres humanos, ainda assim as tartarugas são adquiridas como animais de estimação.


JACAREAÇU (Melanosuchus niger)

jacare acu

Características – é nosso maior jacaré. Cresce até 6 metros de comprimento e pesa até 300 Kg . É o único que oferece algum perigo ao homem. Vive entre 80 e 100 anos. Focinho grande e curto. Quarto dente não visível com a boca fechada. Placas ósseas na barriga. Olhos e narinas são salientes, permitindo-lhes ficar semi-submersos como um submarino.

Habitat – rios, igarapés e lagoas.
Ocorrência – Amazônia
Hábitos – nadam com o movimento ondulante da cauda.
Alimentação – carnívoro se alimentando de quase todos os animais da floresta, desde peixes até aves e mamíferos.
Reprodução – a fêmea faz um ninho na vegetação na beira do lago, onde coloca seus ovos que após 01 mês de incubação, eclodem. Ao contrário das maiorias dos répteis, as fêmeas de jacaré costumam proteger os ninhos e filhotes. Postura de 40 a 50 ovos postos uma vez por ano.
Predadores naturais – seus ovos são comidos por carnívoros e grandes cobras e, assim que nasce, pode ser devorado pela jibóia ou por outros jacarés adultos.
Ameaças – destruição do habitat, caça e tráfico de animais silvestres por ter um couro muito cobiçado, é uma carne saborosa, apreciada por muitos moradores da região. Hoje em dia é muito raro encontra-lo. Fazendeiros não gostam de jacareaçus por perto pois representam algum perigo para as pessoas e suas criações, e normalmente os matam. Está na lista de animais ameaçados de extinção.


JACARÉ COROA (Paleosuchus trigonatus)

Características –
não ultrapassa os 1,30 cm de comprimento. Possui focinho muito liso, comprido e reto. É a menor espécie conhecida da família Alligatoridae.
Habitat – rios, pântanos e lagoas.
Ocorrência – Venezuela e Brasil (no Amazonas e Pará até o Mato Grosso).
Hábitos – aquáticos. São muito agressivos.
Alimentação – peixes, anfíbios, pequenos mamíferos e aves.
Reprodução – a postura é de geralmente 30 ovos e a incubação dura em torno de 90 dias.
Ameaças – destruição do habitat, tráfico de animais silvestres e caça.

jacare coroa


JACARÉ DE PAPO AMARELO (Caiman latirostris)

jacare papo amarelo

Características – são animais ectotérmicos (com temperatura variável, de acordo com o ambiente). Possuem uma longa cauda, útil na disputa por alimento (contra outros animais) e na locomoção dentro da água (a propulsão do jacaré). É o segundo maior jacaré brasileiro, podendo chegar até 3,0 metros de comprimento. Focinho largo, achatado, relativamente curto e pouco ornamentado. Coloração parte superior é marrom-escuro esverdeada, quase pardacenta,  e parte

inferior creme. Pernas curtas, patas providas de grandes unhas. Quando estão com a boca fechada os dentes do maxilar superior são visíveis. O quarto dente do maxilar inferior encaixa-se numa depressão existente no maxilar superior, permanecendo invisível quando o jacaré está com a boca fechada. Normalmente possuem ornamentos cônicos nucais deparados dos escudos dorsais. Os jacarés são ecologicamente importantes porque fazem o controle biológico de outras espécies animais ao se alimentarem daqueles indivíduos mais fracos, velhos e doentes, que não conseguem escapar de seu ataque. Também controlam a população de insetos e dos gastrópodos (caramujos) transmissores de doenças como a esquistossomose (barriga-d'água). Sua presença representa, ao contrário do que muitos pensam, é uma contribuição eficaz para o aumento da população de peixes nos corpos d'água, já que suas fezes servem de adubo para o desenvolvimento de fitoplâncton, que é utilizado como alimento por diversas espécies de peixes e de outros seres vivos aquáticos. Podem viver aproximadamente 50 anos.
Habitat – brejos, mangues, lagoas, riachos e rios.
Ocorrência – leste do Brasil (do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul), Uruguai, norte e nordeste da Argentina, Paraguai e leste da Bolívia.
Hábitos – são noturnos e vivem em grupos. Durante o dia apreciam o "banho de sol" em grupos e à noite, caçam. Gostam de calor, não suportam o frio e têm boa visão noturna.
Alimentação – carnívoro (peixes, répteis, aves e mamíferos).
Reprodução – ovíparo. O acasalamento ocorre na terra ou em charcos com pouca água. O ninho é construído entre a vegetação, próximo à água, e os ovos são cobertos com folhas secas e areia. Após a postura, a fêmea torna-se mais agressiva e nunca se afasta dos ovos. A desova consiste de 17 a 50 ovos por postura, que eclodem após 70 a 80 dias de incubação. Quando nascem, os filhotes se dirigem rapidamente para a água, fugindo dos predadores.
Predadores naturais – os ovos e os jovens podem ser predados pelo lagarto teiú, o quati, o guaxinim, gaviões e outras aves.
Ameaças - espécie ameaçada de extinção pela poluição de rios e lagos por esgotos, agrotóxicos e metais pesados, assoreamento de rios, aterramento de lagoas, drenagem dos brejos, devastação de restingas pela exploração imobiliária, caça e tráfico de animais silvestres.



JARARACA (Bothrops jararaca)

Características – é a mais conhecida do gênero Bothrops. É muito perigosa, mas geralmente foge assim que avistada. Pode atingir 1,60 m de comprimento. Possui desenhos que lhe proporcionam uma excelente camuflagem, sendo difícil a visualização do animal, mesmo para olhos experientes. Sempre que for pegar algo no chão, ou caminhar na mata, use um calçado, de preferência uma bota, e olhe bem por onde pisa. Quando filhote, a Jararaca, como a maioria dos membros do gênero Bothrops, possui a extremidade da cauda ligeiramente clara ou amarelada. Isto porque, ela utiliza a cauda para atrair pequenas rãs e sapos, bem como pequenos lagartos, do qual se alimenta. Quando adulta, possui colorido variando do marrom claro ao cinza, com desenhos dorsais claros em forma de "v" invertidos e abertos. Onde ocorre, a Jararaca é a causa do maior número de acidentes ofídicos.

jararaca
Habitat – florestas, cerrados e lugares úmidos.
Ocorrência – do Sul da Bahia até o sul do Brasil.
Hábitos – noturnos.
Alimentação – quando jovens se alimentam de pequenos anfíbios e lagartos. Quando adultas se alimentam, principalmente, de pequenos roedores.
Reprodução – vivípara (dá a luz a filhotes ao invés de colocar ovos) com o nascimento ocorrendo normalmente no início da estação chuvosa.
Ameaças - morte irresponsável pelos homens do campo, tráfico de veneno.


JARARACUÇU (Bothrops jararacussu)

jararacucu

Características – é uma das maiores cobras do gênero Bothrops. As fêmeas são maiores que os machos. Também são diferentes na coloração, ele cinza, e ela amarelada. São muito temidas pela quantidade de veneno que podem injetar. Mede em tono de 2 m de comprimento. Suas presas chegam a atingir 2 cm de comprimento.
Habitat – Mata Atlântica, preferindo as baixadas.
Ocorrência – América do Sul
Hábitos – noturno. Localizar uma Jararacuçu no meio da floresta não é fácil. Como passa o dia enrodilhada se aquecendo, se mistura muito bem com o ambiente e mesmo para olhos treinados, quase que sempre, passa despercebida. É muito brava e perigosa. Vive quase sempre à sombra.
Alimentação – quando adulta alimenta-se de pequenos roedores, e quando jovem alimenta-se de pequenos lagartos e anfíbios.
Reprodução – vivípara, nascendo entre 16 e 20 filhotes no início da estação chuvosa.
Ameaças - morte irresponsável pelos homens do campo, destruição do habitat e tráfico de veneno.



JARARAQUINHA DORMIDEIRA (Sibynomorphus mikanii)

Características – trata-se de uma cobra extremamente inofensiva e calma, mesmo quando manipulada com as mãos. Seu tamanho varia de 15 a 40 cm de comprimento.
Habitat – cerrado
Ocorrência – América do Sul
Hábitos – noturnos. É muito comum encontrá-las em hortas, lugar frequentado pelas lesmas do qual se alimenta.
Alimentação – lesmas
Reprodução – ovípara, coloca entre 05 e 10 ovos com o nascimento previsto para início da estação chuvosa.
Ameaças – morte irresponsável pelos homens do campo e destruição do habitat.

jararquinha dormideira



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