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Caça


Antes da civilização, esta era a principal fonte de alimento de muitos dos grupos humanos. Porém, a expansão populacional e o desenvolvimento da civilização, tornou o extrativismo natural, coleta, caça e pesca, insuficientes para o abastecimento da população, sendo que a obtenção destes produtos foi substituída pela agricultura e pecuária, tendo a pesca resistido até os dias de hoje e obtendo escala industrial.

Embora a caça de subsistência ainda resista até os dias de hoje, ela ocorre em pequenas comunidades isoladas, como algumas tribos indígenas, por exemplo. Outra modalidade de caça, a esportiva, ganhou importância com o passar dos séculos. Esta modalidade não visa a obtenção de alimentos, mas a conservação de tradições, emoção da perseguição e do abate entre outras.

Com a extinção ou ameaça de extinção de espécies em alguns locais, foi necessária a criação de normas reguladoras à caça, que só é permitida em locais determinados, para certas espécies e em número limitado de quantidade. Em muitos países, a proibição é total.

No Brasil, o único estado que permite a caça esportiva é o Rio Grande do Sul, sendo que a temporada varia de ano a ano. Por vezes, liminares solicitadas à justiça por grupos ambientalistas suspendem a temporada.
caçador

A caça é uma das mais antigas atividades do ser humano em favor de sua sobrevivência. A antropologia admite que a espécie humana somente atingiu o atual estágio de desenvolvimento mental a partir do momento em que os primeiros hominídeos deixaram de ser coletores para se tornarem onívoros. Isso foi determinante no desenvolvimento do senso de colaboração entre humanos, bem como no desenvolvimento de ferramentas. O instinto de caçar está presente no ser humano, seja na sua forma original ou na prática de esportes que ritualizam simulações de caçadas.

O abate de animais por esporte é praticado por povos em todo o mundo, independente de credo ou etnia. A caça por esporte continua presente em várias partes do mundo. A caça de subsistência ainda é praticada por comunidades indígenas ou de regiões mais isoladas do globo, ou mesmo, em casos especiais.

caça caçada
África
hunter

Mesmo os praticantes e defensores da prática da caça para fins esportivos, culturais ou tradicionais tendem a apoiar atitudes preservacionistas e de diminuição do dano à natureza que tal prática pode causar.

O imenso progresso nas condições de vida registrado na segunda metade do século XX gerou uma urbanização sem precedentes, além de uma melhoria e dinamização dos processos produtivos de carne e derivados. Com isso, aliado à penetração de valores de preservação, a caça começou a ser discutida de forma mais intensa na sociedade. Muitos grupos defendem a proibição irrestrita da caça, especialmente da caça esportiva.

Nos países europeus a caça vem sendo praticada e regulada há centenas de anos, havendo hoje fauna abundante - mesmo nas nações que atravessaram duas guerras mundiais, e que hoje são altamente industrializadas e urbanizadas. Nos Estados Unidos a caça amadorista movimenta uma economia de US$ 13 bilhões, dos quais expressiva parcela arrecadada é destinada para sustentar e ampliar magníficos sistemas de Refúgios Naturais de Vida Selvagem que protegem milhões de hectares de áreas naturais. Nos EUA, Canadá e México existe uma taxa (Ducks Unlimited - DU), que é cobrada dos caçadores amadoristas e que é revertida para a preservação de ambientes naturais. Só no Canadá, entre os anos de 1938 e 1996, o DU protegeu 6.072.791 ha e ampliou áreas já protegidas em 1.228.132 ha. Neste mesmo período de 58 anos, o DU do Canadá investiu US$ 700 milhões na preservação de 7,3 milhões de hectares. Noutros países de rígida gestão ambiental, como é o caso da Austrália, também é permitida a caça controlada em seus territórios.

Dodô
Dodô
Tigre da Tasmânia
Tigre da Tasmânia

Quagga
Quagga

A prática de caça ilegal ainda é bastante comum, principalmente quando é referente à venda de animais silvestres - a grande maioria em risco de extinção - para criação. A caça criminosa contribuiu e vem contribuindo para a extinção de várias espécies de animais silvestres no Brasil e no mundo. Na Oceania tivemos o exemplo do tigre da tasmânia (Thylacinus cynocephalus), na Ilha Rodrigues (Oceano Índico) a tartaruga gigante de rodrigues (Geochelone vosmaeri) foi dizimada, na África do Sul, o quagga (Equus quagga), uma espécie de zebra, foi tão caçado por sua carne e pele que não sobrou nenhum na natureza. Nas Ilhas Maurício, no Oceano Índico, uma ave conhecida como dodô (Raphus cucullatus) também de tão caçada foi extinta. Atualmente, encontram-se ameaçados de extinção várias espécies no planeta, como: baleia-azul (Balaenoptera musculus); chimpanzé (Pan troglodytes); tigre (Panthera tigris); urso-polar (Ursus maritimus); panda-gigante (Ailuropoda melanoleuca); bisão (Bison bison); leão (Panthera leo); gorila (Gorilla gorilla). Aqui no Brasil os exemplos são muitos também: muriqui (Brachyteles arachnoides); peixe-boi (Trichechus manatus); mico-leão-da-cara-preta (Leontopithecus caissara); lobo-guará (Chrysocyon brachyurus); ariranha (Pteronura brasiliensis); preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus); tamanduá-bandeira (Mymercophaga tridactyla); cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus); arara-azul-de-Lear (Anodorhynchus leari); ararajuba (Aratinga guarouba); onça pintada ( Panthera onca).

caçadores

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