Tipos de projetos: - Captura de gás em aterro sanitário Proteção de áreas de florestas ou desmatamento evitado não são projetos MDL e portanto não podem requerer RCEs. |
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As Seis Pragas do Aquecimento Seis mudanças de grandes proporções causadas pelo aquecimento global estão relacionadas a seguir. Todas estão ocorrendo agora, afetam não apenas o clima mas perturbam a vida das pessoas e têm como única previsão futura o agravamento da situação. É assustador observar que eventos assim, de dimensões ciclônicas, sejam o resultado do aumento de apenas 1 grau na temperatura média da Terra, uma fração do calor previsto para as próximas décadas. - O Ártico está derretendo – a cobertura de gelo da região no verão diminui ao ritmo constante de 8% ao ano há três décadas. Em 2006, a camada de gelo foi 20% menor em relação à de 1979, uma redução de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, o equivalente à soma dos territórios da França, da Alemanha e do Reino Unido. - Os furacões estão mais fortes – devido ao aquecimento das águas, a ocorrência de furacões das categorias 4 e 5 – os mais intensos da escala – dobrou nos últimos 35 anos. O furacão Katrina, que destruiu Nova Orleans, é uma amostra dessa nova realidade. |
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- O Brasil na rota dos ciclones – até então a salvo desse tipo de tormenta, o litoral sul do Brasil foi varrido por um forte ciclone em 2004. De lá para cá, a chegada à costa de outras tempestades similares, ainda que de menor intensidade, mostra que o problema veio para ficar. - O nível do mar subiu – a elevação desde o início do século passado está entre 8 e 20 cm. Em certas áreas litorâneas, como algumas ilhas do Pacífico, isso significou um avanço de 100 metros na maré alta. Um estudo da ONU estima que o nível das águas subirá 1 metro até o fim deste século. Cidades à beira-mar, como o Recife, precisarão ser protegidas por diques. - Os desertos avançam – o total de áreas atingidas por secas dobrou em trinta anos. Uma quarto da superfície do planeta é agora de desertos. Só na China, as áreas desérticas avançam 10.000 Km2 por ano, o equivalente ao território do Líbano. - Já se contam os mortos – a ONU estima que 150.000 pessoas morrem anualmente por causa de secas, inundações e outros fatores relacionados diretamente ao aquecimento global. Em 2030, o número dobrará. |
O lado B do Aquecimento Global A divulgação das conclusões do quarto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, em Paris, em 2 de fevereiro de 2007, deflagrou a esperada histeria internacional em relação à suposta responsabilidade das atividades humanas nas variações climáticas que têm caracterizado a história geológica do planeta, antes mesmo de que a atmosfera terrestre obtivesse a sua composição atual, há cerca de 350 milhões de anos. |
O documento divulgado não foi o relatório científico completo dos trabalhos, mas o chamado "Resumo para formuladores de políticas", que, rotineiramente, não reflete necessariamente as conclusões majoritárias dos cientistas participantes das discussões. Representantes de 46 países reunidos na capital francesa para o conclave divulgaram o documento intitulado "Chamado de Paris à Ação", e o presidente Jacques Chirac se encarregou de apresentá-lo ao mundo. O lançamento do "Resumo" do IPCC representou a culminância de uma escalada de ações do aparato internacional que tem no alarmismo ambientalista um dos seus principais instrumentos de ação e, a todas as luzes, elegeu a suposta crise climática como um derivativo para a crise estratégica provocada pelo desgaste da supremacia militar de Washington e das crescentes incertezas que rodeiam o sistema financeiro "dolarcêntrico". Desde meados de 2006, a partir do lançamento do filme “Uma verdade inconveniente”, em que o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore se apresenta como o grande cruzado do clima (a ponto de receber o Prêmio Nobel da Paz), seguiu-se uma série de iniciativas que convergem para apresentar o aquecimento global antropogênico como um fato consumado e reforçam a urgência de uma mobilização mundial para enfrentar o problema. |
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Segundo os que descordam do aquecimento global antropogênico, estamos diante de um avassalador esforço de importantes setores hegemônicos para desviar as atenções da opinião pública mundial da gravidade da crise sistêmica, no intento de ocultar as possibilidades oferecidas pela mudança da ordem de poder global que se encontra em curso para uma reversão do aprofundamento das desigualdades e injustiças mundiais. Ao contrário do que afirmam os propagandistas do aquecimento global antropogênico e a maior parte da mídia, o alegado "consenso" científico sobre o assunto simplesmente não existe. Desde a criação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), muitos cientistas de ponta têm criticado sistematicamente a atuação do órgão e a maneira como as suas conclusões são divulgadas. Já em 1996, o Dr. Frederick Seitz, um dos mais respeitados cientistas americanos, denunciara as divergências entre o texto completo do segundo relatório do órgão e o resumo, divulgado um mês antes. Mas mais de 15 seções no capítulo 8 do relatório - o capítulo-chave que estabelecia as evidências científicas a favor e contra uma influência humana no clima - foram alteradas ou eliminadas depois que os cientistas encarregados de examinar essa questão haviam aceito o texto supostamente final. Poucas dessas mudanças foram meramente cosméticas; quase todas removiam as sugestões de ceticismo com as quais muitos cientistas se referem às alegações de que as atividades humanas estão tendo um grande impacto no clima, em geral, e no aquecimento global, em particular. Uma fraude escandalosa marcou o terceiro relatório do IPCC, divulgado em 2001. Um dos principais elementos apresentados como evidência irrefutável do papel do homem no aquecimento de 0,6o C observado ao longo do século XX foi um gráfico produzido pela equipe do paleoclimatologista Michael E. Mann, então na Universidade de Massachusetts. O gráfico, baseado no estudo de anéis de árvores e outras fontes, mostrava um ligeiro resfriamento de 0,2ºC para o Hemisfério Norte, no período 1000-1900, seguido de uma brusca elevação de 0,6ºC, no período 1900-2000. Por sua forma, ficou conhecido como o "bastão de hóquei de Mann" [ver gráfico] e foi extensamente exibido em todo o mundo como uma prova cabal da ação humana no clima. O problema é que, como foi prontamente demonstrado, o gráfico era, simplesmente, falso. |
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Cientistas sérios e geralmente rotulados como "céticos" suspeitaram que o gráfico de Mann et ali eliminava sumariamente as duas grandes e bem estabelecidas flutuações climáticas ocorridas no período: o chamado Ótimo Climático Medieval, entre 800-1300, quando as temperaturas no Hemisfério Norte eram cerca de 1,5-2ºC superiores às atuais; e a Pequena Idade do Gelo, entre 1350-1850, da qual o ligeiro aquecimento recente é uma recuperação (antes da politização da climatologia, as geociências rotulavam os períodos mais quentes que o atual como "ótimos climáticos", devido à constatação de que temperaturas ligeiramente mais altas são mais favoráveis à biosfera). Pouco depois, dois estatísticos canadenses da Universidade de Guelph, Ontario, Stephen McIntyre e Ross McKitrick, analisaram os dados e a metodologia usados pela equipe de Mann e concluíram que os algoritmos empregados sempre produziam um gráfico em forma de bastão de hóquei, independentemente dos dados aplicados a eles. Posteriormente, por solicitação do deputado Joe Barton, então presidente do Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados dos EUA, o Dr. Edward J. Wegman, da Universidade George Mason e considerado um dos maiores especialistas em modelos estatísticos computadorizados do país, também revisou o trabalho de Mann e chegou à mesma conclusão. |
Ademais, Wegman fez uma crítica devastadora à comunidade dos "aquecimentistas", que, segundo ele, formam um grupo tão fechado em si próprio que impossibilita qualquer revisão independente de trabalhos como o de Mann. Em suas palavras, "existe um grupo estreitamente interligado de indivíduos que acredita apaixonadamente em suas teses. Entretanto, na percepção dos não-aquecimentistas é a de que este grupo tem um mecanismo de retroalimentação que se auto-reforça e, ademais, o trabalho tem sido tão politizado que eles dificilmente podem reavaliar as suas posições públicas sem perder a credibilidade. Diante da fraude comprovada, o IPCC não fez qualquer retratação, embora tenha excluído o trabalho de Mann do recente relatório. Outro crítico veemente do modus operandi do IPCC é o Dr. Garth Paltridge, que até recentemente era diretor de Estudos Antárticos da Universidade da Tasmânia. Diz ele: Cada um dos sucessivos resumos (do IPCC) têm sido escritos de forma a parecer um pouco mais certos do que o anterior sobre o fato de o aquecimento global ser um desastre potencial para a humanidade. A crescente certeza verbal não provém de qualquer avanço particular da ciência. Em vez disto, é uma função de quão fortemente uma declaração sobre o aquecimento global pode ser feita sem incorrer em um rechaço significativo da comunidade científica em geral. Ao longo dos anos, a opinião dessa comunidade tem sido manipulada para chegar a um apoio mais ou menos passivo, por meio de uma campanha deliberada para isolar - e, de fato, denegrir - os cientistas céticos que estão fora da atividade central do IPCC. A platéia tem sido ativamente condicionada para ser receptiva. Por conseguinte, tem se tornado gradativamente mais fácil vender a proposta do desastre do aquecimento. |
Vale mencionar que o Dr. Paltridge tem denunciado publicamente as ameaças de corte de recursos para o programa dirigido por ele, por parte da Organização de Pesquisas Científicas e Industriais da Comunidade Britânica de Nações (CSIRO), o principal órgão financiador de pesquisas do governo australiano, depois que passou a criticar publicamente o "consenso" sobre o aquecimento global. A problemática do aquecimento global "aquece" também vivas polêmicas em torno de seus prováveis efeitos. Um pesquisador dinamarquês, Lomborg, escreveu uma obra com mais de mil páginas e milhares de notas em que faz uma análise dos dados ambientais. Suas conclusões contrariam as previsões usualmente mais pessimistas de seus colegas, inclusive do IPCC. O livro de Lomborg causou uma enxurrada de críticas, algumas dirigidas à sua própria competência. A polêmica no âmbito da pesquisa científica envolve também enorme interesse econômico (o Instituto Americano de Petróleo avalia o custo de cortar as emissões de gases de acordo com o Protocolo de Kioto entre 200 a 300 bilhões de dólares por ano), e conseqüente intervenção de potentes lobis econômicos ligados às indústrias poluidoras. O custo do corte das emissões, de outro lado, aumentaria o preço de determinados produtos e certamente influenciaria negativamente boa parte do eleitorado norte-americano. Em verdade as equações custo-benefício da aprovação do Protocolo de Kioto variam de país a país, mas é inevitável que a carga maior deve cair sobre o país que mais polui que são os Estados Unidos. |
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Ainda segundo renomados cientistas, a variabilidade natural do clima não permite afirmar que o aquecimento de 0,6 o C seja decorrente da intensificação - natural ou causada pelas atividades humanas - do efeito-estufa, ou mesmo que essa tendência de aquecimento persistirá nas próximas décadas, como querem os cenários produzidos pelo IPCC. A aparente consistência entre os registros históricos e as previsões dos modelos não significa que ele já esteja ocorrendo. Na realidade, as características desses registros históricos conflitam com a hipótese do efeito-estufa intensificado. O planeta aqueceu-se mais rapidamente entre 1920-50, quando a quantidade de CO2 lançada na atmosfera era inferior a 10% da atual, e resfriou-se entre 1947-76, quando ocorreu o desenvolvimento econômico acelerado após à Segunda Guerra. Dados de satélites não confirmaram o aquecimento pós-1978, aparente na série de temperatura obtida com dados de superfície. O único fato incontestável é que a concentração de CO2 aumentou de 35% nos últimos 150 anos. Porém, isso pode ter sido devido a variações internas ao sistema Terra-oceano-atmosfera. Sabe-se que a solubilidade do CO 2 nos oceanos depende de sua temperatura com uma relação inversa. Como a temperatura dos oceanos aumentou, devido à redução do albedo planetário e ao aquecimento do sistema entre 1920- 50, a absorção de CO 2 pelos oceanos pode ter sido reduzida e mais CO2 ter ficado armazenado na atmosfera. |
Portanto, não se pode afirmar que foi o aumento de CO2 que causou o aumento de temperatura. Pode ter sido exatamente ao contrário, ou seja, que o CO2 tenha aumentado como resposta ao aumento de temperatura dos oceanos e do ar adjacente. Dados paleoclimáticos (e.g., testemunhos do gelo da estação de Vostok) indicaram que, relativamente, as temperaturas do ar estiveram mais elevadas que as atuais nos períodos interglaciais anteriores e que a concentração desse gás apresentou um atraso em resposta ao aumento de temperatura. Existem testemunhos indiretos, como os anéis de crescimento de árvores, cujas análises sugeriram que o clima, ao contrário, estaria se resfriando. Ferraz et al (1993), por exemplo, analisaram um jatobá-mirim colhido na Amazônia Central e constataram que a densidade da madeira em seus anéis de crescimento aumentou nos últimos 400 anos. Aceitando-se que a variação das chuvas seja o fator ambiental mais importante no desenvolvimento de uma árvore no meio da Floresta Amazônica, infere-se que o jatobá, durante esse período, esteve sendo submetido a um clima regional que, paulatinamente, vem ficando mais seco. E isso só poderia estar acontecendo se o clima global estiver se resfriando! |
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Esse mesmo grupo rebate o "consenso" entre os cientistas de que o século XX foi o mais quente já registrado na história humana, arrematando que a Terra vive um ciclo natural de eras glaciais, que duram em média 100.000 anos cada uma. A última, em que as geleiras chegaram até onde hoje ficam Chicago e Berlim, terminou há 10.000 anos. É mais ou menos o período de tempo que costuma separar as eras glaciais. Ou seja, em vez do calor, pode ser que um frio de rachar esteja batendo a nossa porta. Sobre o aclamado "consenso" entre cientistas, segundo eles uma deslavada inverdade, recordam que, em abril de 1998, nada menos que 17.000 cientistas norte-americanos (já passaram dos 20 mil) endossaram uma petição ("Petição de Oregon") ao governo dos Estados Unidos para rejeitar o Acordo de Kyoto que obrigaria cortes drásticos na utilização de energia no país. A petição é encabeçada pelo Dr. Frederick Seitz, ex-presidente da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, laureado com a Medalha Nacional de Ciência e chairman do George C. Marshall Insitute (Washington, DC). Na petição, os cientistas afirmam "Que não existe evidência científica de que a liberação, por atividades humanas, de dióxido de carbono, metano ou outros gases do efeito estufa estão ou irão causar, em um futuro previsível, aquecimento catastrófico da atmosfera terrestre e a alteração do clima". Ademais, existem substanciais evidências científicas de que aumentos do dióxido de carbono atmosférico produzem muitos efeitos benéficos sobre os ambientes naturais vegetais e animais da Terra.” |
Em realidade, esta petição segue-se à "Declaração de Climatólogos sobre o Efeito Estufa", de 1992, ao "Apelo de Heidelberg", também de 1992 e assinado por 4.000 cientistas e à Declaração de Leipzig, de 1996, assinada pelos mais proeminentes climatólogos norte-americanos, muitos dos quais participaram do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), patrocinado pelas Nações Unidas e que promulgou a teoria do aquecimento global como "consenso" científico. A realidade é bem diferente da apresentada pelos catastrofistas, a grande maioria dos quais ignora dados elementares sobre a evolução geofísica do planeta Terra. É fato que, desde 1870, a temperatura média da Terra aumentou cerca de 0,6ºC. Porém, se o ponto de partida for o ano 1000 (muito antes da Revolução Industrial), ela terá diminuído 1ºC desde então. Ironicamente, antes que a climatologia fosse "politizada", tais períodos mais quentes eram chamados "ótimos climáticos", devido ao correto entendimento de que tais elevações de temperatura moderadas são benéficas para a biosfera em geral. Já o nível do mar subiu 18 centímetros neste século, segundo alguns estudos, mas, no Brasil, há 5.000 anos (quando a indústria mais avançada era a da cerâmica na bacia do Amazonas), a linha costeira se encontrava 4 metros acima da atual. Em geral, o nível do mar subiu 80 metros desde o auge da última glaciação, há 20.000 anos. |
Quanto à concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, ela passou de 277 partes por milhão (ppm), em 1750, para os atuais 380 ppm. Porém, há medições de 348 ppm (a mesma de 1987) com a idade de 9.600 anos. E o registro geológico indica que, no período Ordoviciano, há 440 milhões de anos, havia 16 vezes mais CO2 atmosférico, mas a temperatura média nos trópicos era aproximadamente a mesma de hoje e, nas altas latitudes, uma intensa glaciação cobria o então continente de Gondwana. Esses dados evidenciam a grande complexidade da dinâmica planetária, aí incluídos os fenômenos atmosféricos, cujos múltiplos fatores causais a ciência ainda está longe de dominar e, mais ainda, de poder representá-los em modelos matemáticos, exceto como exercícios acadêmicos. É evidente que as variações de temperatura e concentrações de CO2 que têm causado tanto alarde se encontram totalmente dentro da faixa de variação natural que tem ocorrido há milhões de anos. Por conseguinte, não são razões científicas que estão motivando as decisões políticas de grande impacto econômico, social e nas relações internacionais, referentes às pretendidas limitações do uso de combustíveis fósseis, objeto do Protocolo de Kyoto. |
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Quanto ao alegado “consenso” científico sobre a ameaça, ela simplesmente não existe. Embora os cientistas que a defendem tenham uma exposição midiática muito maior que os chamados céticos, eles estão longe de ser maioria. Desde 1992, quatro importantes manifestos científicos foram divulgados, enfatizando a falta de evidências quanto ao apregoado papel das emissões antropogênicas de CO2 no aquecimento atmosférico. Os fenômenos geofísicos de alcance global têm que ser avaliados a longo prazo, em escala histórica e geológica, principalmente, quando se pretendem utilizá-los para direcionar o desenvolvimento da sociedade mundial. Portanto, sequer dever-se-ia pensar em alterar o padrão de consumo energético e as conseqüentes diretrizes de desenvolvimento do planeta com base nos dados de um período tão curto como os últimos 130 anos - a menos que os interesses envolvidos sejam políticos e econômicos, e não científicos. O fato é que, por transcenderem fronteiras e soberanias, os fenômenos atmosféricos constituem pretextos perfeitos para o fomento de negócios baseados no crescentemente popular conceito de “governança global” , a idéia de que os problemas mundiais estão se tornando muito complexos para ser tratados por Estados nacionais. Assim, o “buraco” na camada de ozônio motivou o Protocolo de Montreal e o banimento de toda uma família de versáteis produtos químicos - CFCs, halons etc. -, ainda que se trate de um fenômeno natural já observado na década de 1920, quando tais produtos sequer haviam sido inventados. Além disso, é preciso considerar a “profissionalização” da militância ambientalista, que muitos transformaram em bem remunerada atividade profissional em milhares de organizações não-governamentais (ONGs) em todo o mundo. Sem esquecer da outra “indústria” que está surgindo à sombra do Protocolo de Kyoto, a dos chamados “créditos de carbono”, com os quais medidas como o plantio de árvores e até mesmo o enterro de uma baleia, como aconteceu recentemente no Rio de Janeiro, são transformadas em títulos negociáveis. As estimativas sobre o mercado potencial para esses autênticos “derivativos de fumaça” ascendem à casa dos bilhões de dólares. Segundo os céticos do aquecimento global antropogênico, não é a ciência, mas a política e o big business, que estão determinando o rumo dessa questão crucial para o futuro da civilização. Malgrado a evidência científica a favor de providências imediatas para reduzir a emissão de poluentes tenha sido convincente para a maioria dos pesquisadores, algumas vozes influentes exprimem o ponto de vista contrário. É possível que pesquisas futuras, com simulações climáticas feitas por computadores mais poderosos e a obtenção de dados mais precisos, possam contribuir para o "fechamento" da questão no registro científico. De algum modo, parece que o "tempo" científico desta questão ainda não maturou suficientemente. |