institucional educacao conservacao ecoacao cultura ecoligado

Efeito Estufa

O carbono presente na atmosfera garante uma das condições básicas para a existência de vida no planeta: a temperatura. A Terra é aquecida pelas radiações infravermelhas emitidas pelo Sol até uma temperatura de -27º C. Essas radiações chegam à superfície e são refletidas para o espaço. Durante o dia, parte da energia solar é captada pela superfície da Terra e absorvida, outra parte é irradiada para a atmosfera. Certos gases, como o dióxido de carbono, formam uma redoma protetora como o de uma estufa, sobre a Terra - daí o nome do fenômeno -, deixando a luz do Sol entrar, aprisionando parte dessas radiações infravermelhas (65%) e as refletindo ( cerca de 35% da radiação ) novamente para a superfície, evitando que durante o período noturno se perca calor. A maior parte da radiação de ondas curtas do Sol pode atravessar essa camada. Mas a maioria das radiações de ondas longas da Terra não consegue escapar. Isso produz um aumento de 43º C na temperatura média do planeta, mantendo-a em torno dos 16º C, mantendo o planeta aquecido. O processo que cria o efeito estufa é natural. O Efeito Estufa é a forma natural que a Terra tem para manter sua temperatura constante. Sem o carbono na atmosfera a superfície seria coberta de gelo. O efeito de estufa gerado pela natureza é, portanto, não apenas benéfico, mas imprescindível para a manutenção da vida sobre a Terra.

efeito estufa

Se a composição dos gases for alterada, para mais ou para menos, o equilíbrio térmico da Terra sofrerá conjuntamente. O excesso de carbono, no entanto, tenderia a aprisionar mais radiações infravermelhas causando a elevação da temperatura média a ponto de reduzir ou até acabar com as calotas de gelo que cobrem os pólos. Os cientistas ainda não estão de acordo se o efeito estufa já está ocorrendo, mas preocupam-se com o aumento do dióxido de carbono na atmosfera a um ritmo médio de 1% ao ano. A queima da cobertura vegetal nos países subdesenvolvidos é responsável por 25% desse aumento. A maior fonte, no entanto, é a queima de combustíveis fósseis, como o petróleo, principalmente nos países desenvolvidos.

O clima tem evoluído ao longo dos tempos, sendo essa evolução natural. No entanto, nos últimos tempos, segundo muitos pesquisadores, o homem é o grande responsável pelo aumento da temperatura global. Contudo, existem potentes mecanismos naturais para removê-los da atmosfera. Porém, o contínuo crescimento das concentrações destes gases na atmosfera dá origem a que mais gases sejam emitidos do que removidos em cada ano. Ultimamente, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera tem aumentado cerca de 0,4% anualmente. A concentração de outros gases que contribuem para o Efeito de Estufa, tais como o metano e os clorofluorcarbonetos também aumentaram rapidamente. O efeito conjunto de tais substâncias pode vir a causar um aumento da temperatura global (aquecimento global) estimado entre 2 e 6º C nos próximos 100 anos.

emissões
poluição

Os níveis de CO2 variam consoante a estação, sendo esta variação mais pronunciada no hemisfério norte, visto que apresenta uma maior superfície terrestre, do que no hemisfério sul. Este fato ocorre devido às interações que ocorrem entre a vegetação e a atmosfera.

Este aquecimento deve-se especialmente à combustão de combustíveis fósseis, ao desmatamento, às queimadas, ao número crescente de indústrias e ao consumismo desmesurado, ultimamente registrando-se um aumento de 25 % de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. A queima do petróleo e seus derivados (nas cidades cerca de 40 % deve-se à queima de gasolina e de óleo a diesel), contribui enormemente para agravar o problema. Os veículos são responsáveis pela libertação de monóxido de carbono (CO) e dióxido de carbono (CO2), óxidos de azoto (NOx), dióxido de enxofre (SO2), derivados de chumbo e hidrocarbonetos.

As indústrias também são responsáveis por este fenômeno uma vez que emitem enxofre, chumbo e outros materiais pesados, bem como resíduos sólidos que ficam suspensos no ar, por sua vez a concentração de oxigênio vai sendo cada vez menor o que vai provocar doenças graves no sistema nervoso, câncer, problemas respiratórios.


Quanto à agricultura, as substâncias são originadas a partir do cultivo de arroz, queima de resíduos agrícolas e de florestas, entre outras fontes. A derrubada de árvores provoca o aumento da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera pela queima e também por decomposição natural. Além disso, as árvores aspiram dióxido de carbono e produzem oxigênio. Uma menor quantidade de árvores significa também menos dióxido de carbono sendo absorvido.

A incineração de resíduos e a deposição de resíduos sólidos constituem outras fontes de gases com efeito de estufa.

O efeito estufa provoca um desequilíbrio no sistema natural da Terra pelo que é urgente se reduzirem as emissões dos gases prejudiciais e propor alternativas.



Efeitos provocados

As consequências do efeito estufa serão sentidas tanto em nível global como em nível regional. O aquecimento global poderá levar à ocorrência de variações climáticas tais como: alteração na precipitação, subida do nível dos oceanos (degelos), ondas de calor. Assim é natural registrar-se um aumento de situações de cheias que consequentemente irá aumentar os índices de mortalidade no planeta Terra.

Pesquisas realizadas pela Nasa mostram que a temperatura média do planeta já subiu 0,18º C desde o início do século. Nos anos 80, fotos tiradas pelo satélite meteorológico Nimbus em um período de 15 anos registram a diminuição do perímetro de gelo em volta dos pólos. Supondo o efeito estufa em ação, os cientistas projetam um cenário de dilúvio: o aquecimento do ar aumenta a evaporação da água do mar, cria um maior volume de nuvens, faz crescer o nível de chuvas e altera o regime dos ventos. Terras que hoje são campos ou florestas poderão virar desertos. Haveria chuvas intensas em áreas hoje desérticas, como o norte da África e o nordeste do Brasil, e faltaria água em regiões férteis, como o meio-oeste dos EUA. O degelo das calotas polares elevaria o nível do mar, inundando ilhas e áreas costeiras. As regiões baixas serão devastadas. Essa previsão de computador mostra o efeito de um aumento de 3 m no nível do mar na Flórida, Estados Unidos, o que poderia acontecer em 100 anos. Holanda, Bangladesh, Miami, Rio de Janeiro e parte de Nova York, por exemplo, sumiriam do mapa.


Países como o Brasil, que tem na energia hidrelétrica sua maior fonte de energia, poderão sofre com a falta de chuvas, o que acarretará menos água nos reservatórios.

Extinção de espécies animais e vegetais, que hoje são restritos a determinados ecossistemas, poderão desaparecer com o aquecimento.

Uma profunda alteração do clima terá uma influência desastrosa nas sociedades afetando a produção agrícola e as reservas de água, dando origem a alterações econômicas e sociais. O aumento da temperatura global também provocaria a multiplicação de ervas daninhas e insetos e a transferência das pragas de clima quente – como a mosca tsé-tsé, que vive no centro da África – para regiões de clima frio. A absorção do excesso de dióxido de carbono faria a vegetação crescer mais rapidamente e retirar mais nutrientes do solo. Segundo essas projeções, as florestas temperadas só sobreviveriam no Canadá. Grandes incêndios florestais vão se tornar cada vez mais comuns, e seu combate também vai se tornar mais difícil.

A alteração climática levaria a um aumento no número de doenças infecciosas através da proliferação de pestes.

enchente
deserto


Um caso bastante atual refere-se ao fenômeno do El Niño, um aumento de temperatura no sistema oceânico, que deu origem a uma onda quente por todo o mundo. Como resultado direto, verificou-se uma deslocação dos mosquitos responsáveis pela propagação da malária e febre amarela para regiões temperadas a altitudes mais elevadas, atacando os grupos de pessoas mais vulneráveis da sociedade. As cidades geralmente apresentam temperaturas mais altas do que as áreas menos habitadas e, com o aumento do efeito estufa, essas temperaturas vão subir mais do que são hoje, o que poderá afetar a saúde da população. Provavelmente aumentaria a frequência de dias de intenso calor, o que representará um aumento do número de mortes.

Essas são apenas algumas previsões dos cientistas. Segundo eles, para evita-las é preciso que a humanidade respeite os limites do planeta e reduza a liberação de gases na atmosfera. Isso não quer dizer que será preciso abandonar os automóveis e o conforto proporcionado pelo progresso tecnológico. É totalmente viável a construção de automóveis que utilizem combustíveis menos poluentes, instalação de filtros nas indústrias que reduzam a liberação de gases, os governos dos países mais ricos, que hoje são os que mais poluem o planeta, devem investir e incentivar a pesquisa de tecnologias ecológicas. Cabe às indústrias reduzir a poluição, aos governantes fiscalizar e punir os que desrespeitam as leis e à população cobrar dos governantes ações que protejam o planeta, só assim estaremos assegurando o futuro de nossos filhos e das demais espécies que habitam o planeta.


ciclovia

 

reciclagem

O que eu posso fazer para diminuir minha emissão de CO2 para a atmosfera?

A natureza está fazendo a parte dela. E você, está fazendo a sua?

Você conhece a regra dos 3 Rs? A regra dos 3 Rs significa: Reduzir; Reutilizar e Reciclar. Cada um de nós é responsável pela emissão de uma parcela de CO2 para a atmosfera, pois consumimos produtos industrializados e usamos carros ou ônibus para nos locomover. Um norte americano ou europeu, em média, é responsável pela emissão de 5 toneladas de CO2 por ano, enquanto que em países não industrializados, essa média cai para 0,5 tonelada. Portanto, para contribuir menos para o efeito estufa basta consumir menos (reduzir o consumo!!). Mas como fazer isso numa sociedade com tantos apelos ao consumo? Para cada tonelada de papel reciclado, de 10 a 20 árvores são poupadas. Isto representa economia de recursos naturais. As árvores não cortadas continuam absorvendo CO2 pela fotossíntese, e gasta-se a metade da energia para reciclar o papel que para produzi-lo pelo processo convencional. Uma latinha reciclada economiza em energia o equivalente ao consumo de um televisor ligado por 3 horas. Veja que quando falamos em economia de energia, isto representa uma economia de combustível que seria queimado   pela   indústria,   que  implica  numa  redução  na emissão de gás carbônico para a atmosfera, que implica numa diminuição do efeito estufa. O Brasil é o país que mais recicla as latas de alumínio (refrigerante, cerveja) no mundo, chegando a 96% em 2004. Aí vão mais algumas dicas:

   - Evite sacolas plásticas.
   - Escreva dos dois lados do papel.
   - Sempre que puder consuma bebidas que vêm em    recipientes retornáveis.
   - Evite comprar alimentos com muita embalagem.
   - Economize energia e água.
   - Ande mais a pé e de bicicleta.
   - Conscientize seu filho, amigo, vizinho.
   - Recicle papel, latas, vidros, e plásticos.


Topo