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Erosão

A erosão é um processo que faz com que as partículas do solo sejam desprendidas e transportadas pela água, vento ou pelas atividades do homem. A erosão faz com que apareçam no terreno atingido, sulcos, que são pequenos canais com profundidade de até 10 cm, ravinas, que têm profundidade de até 50 cm ou voçorocas, que possuem mais de 50 cm de profundidade. O controle da erosão é fundamental para a preservação do meio ambiente, pois o processo erosivo faz com que o solo perca suas propriedades nutritivas, impossibilitando o crescimento de vegetação no terreno atingido e causando sério desequilíbrio ecológico e grandes perdas econômicas e sociais.

Pode-se dizer que de todos os recursos naturais existentes no planeta, o solo é um dos mais instáveis quando modificado, ou seja, quando sua camada protetora é retirada.

Processos erosivos ocorrem de forma moderada em um solo coberto, sendo esta erosão chamada de geológica ou normal. De acordo com especialistas, a erosão é um fenômeno geológico natural e planetário, sem a qual dificilmente a vida teria se instalado na Terra. Esse fenômeno rebaixa superfícies, libera elementos e possibilita o surgimentos de organismos. O problema da erosão conduzido para a desertificação se torna sério e preocupante quando temos a erosão acelerada provocada por ações antrópicas, ou seja, de fora do ambiente, as feitas pelo homem, como o uso incorreto do solo, sem precaução, que resulta em áreas degradadas por excessivo cultivo, contrariando assim as recomendações das boas técnicas agronômicas.
erosão

Uma vez modificado, para cultivo ou desprovido de sua vegetação originária, têm início a erosão, capaz de remover mil vezes mais material do que se este mesmo solo estivesse coberto. Por ano, o Brasil perde aproximadamente 1 bilhão de toneladas de solos através da erosão.

O arraste de partículas constituintes do solo se dá pela ação de fatores naturais como água, vento, ondas que são tipos de erosão, além da própria erosão geológica ou normal que tem por conseqüência o nivelamento da superfície terrestre.

Os ecologistas protestam contra a poluição do ar, dos rios e dos mares, defendem a flora e a fauna, mas raramente se preocupam com um tema da maior importância, a defesa do solo. É nele que as raízes se fixam para que os vegetais possam crescer, à custa da água e dos nutrientes disponíveis. Existe uma dependência recíproca. Sem vegetação para protegê-lo, o solo sofre o impacto direto das chuvas, cujas águas correm superficialmente causando a erosão. Arrastam a matéria orgânica essencial para o desenvolvimento das plantas e provocam sulcos que se aprofundam e algumas vezes acabam se transformando nas grandes voçorocas.

Os solos perdidos com a erosão desembocam nas nascentes de água, como rios, lagos e estuários, causando efeitos internos e externos à agricultura. Os internos são a baixa fertilidade do solo e uso cada vez maior de corretivos. Os danos externos são o assoreamento das nascentes, alagamentos, dificuldade do tratamento de água, redução na capacidade de armazenamento de água nos reservatórios e contaminação dos rios, prejudicando a produção de peixes. As conseqüências diretas e indiretas da erosão acarretam prejuízos muitas vezes irreversíveis que expressam as perdas de solo e água, quando o homem passou a explorar intensivamente os solos. Por exemplo, quando eliminou a mata começou a produzir de maneira intensiva culturas comerciais que oferecem pouca proteção aos solos, sem a preocupação do manejo racional e de medidas adicionais de preservação da integridade química, física e biológica do solo.

voçoroca
As características do solo para se adotar um tipo de cultura normalmente não são consideradas. A maioria dos agricultores adota apenas as curvas de nível para evitar a erosão do solo. Porém, o manejo de sistemas de preparo da terra - o tipo de máquina agrícola - e de cultivo, também são fundamentais para sua conservação. Além disso, técnicas como a rotação de culturas, o plantio direto na palha e o plantio em faixas são outras opções menos prejudiciais ao solo. O homem precisa plantar e colher em escala crescente, para produzir alimentos que atendam às necessidades de uma população que cresce desordenadamente. Seremos 6 bilhões de seres humanos no mundo já no final deste século. As demandas de cereais e carne aumentam constantemente, exigindo o cultivo de extensas lavouras e a manutenção de grandes pastagens, com índices elevados de produtividade. No entanto, para que isso seja possível, é preciso que os agricultores e pecuaristas adotem práticas adequadas de manejo e uso dos solos, de modo a evitar a erosão e a perda da fertilidade.

O uso correto dos solos é um dos principais itens dos currículos adotados nas escolas de agronomia. É importante, portanto, que todos que se dedicam e prescindem do uso da terra para sobreviver, que ao plantar lavouras ou formar pastagens peçam orientação a engenheiros agrônomos, que podem ser contratados, quando os custos de produção permitirem, ou ser consultados nos Departamentos de Extensão Rural mantidos pelo poder público.

Fatores determinantes da erosão:

Quando se fala em solos e erosão, surgem alguns fatores determinantes da erosão classificados como extrínsecos e intrínsecos:

1 - Extrínsecos:

   1.1 - Naturais

   Erosão pela Água

   Também chamada de erosão hídrica, é o tipo de erosão mais importante e preocupante, pois desagrega e    transporta o material erodido com grande facilidade, principalmente em regiões de clima úmido onde seus    resultados são mais drásticos.

   Gotas de chuva, ao impactarem um solo desprovido de vegetação, desagregam partículas que, conforme    seu tamanho, são facilmente carregadas pela enxurrada. Usando o exemplo da agricultura, quando o    agricultor se dá conta de que este processo está acontecendo, o solo já está improdutivo. A erosão pela    água apresenta-se em seis diferentes formas, a seguir:

   - Lençol - superficial ou laminar, desgasta de forma uniforme o solo. Em seu estágio inicial é quase    imperceptível. Quando avançado, o solo torna-se mais claro (coloração), a água de enxurrada é lodosa,    raízes de plantas perenes afloram e há decréscimo na colheita.
  
   - Sulcos - canais ou ravinas, apresenta sulcos sinuosos ao longo dos declives, formados pelo escorrimento    das águas das chuvas no terreno. Uma erosão em lençol pode evoluir para uma erosão em sulcos, o que    não indica que uma iniciou em virtude da outra. Vários fatores influem para o seu surgimento, um deles é a    aração que acompanha o declive, resultando em desgaste, empobrecimento do solo e posterior dificuldade    para manejo com sulcos já formados.

boçoroca     ravina

   - Embate - ocorre pelo impacto das gotas de chuva no solo, estando este desprovido de vegetação.    Partículas são desagregadas sendo facilmente arrastadas pelas enxurradas. Já as partículas mais finas que    permanecem em suspensão, atingem camadas mais profundas do solo por eluviação. Pode acontecer    destas partículas encontrarem um horizonte que as impeça de passar provocando danos ainda maiores.
   
   - Desabamento - têm sua principal ocorrência em terrenos arenosos, regossóis em particular. Sulcos    deixados pelas chuvas sofrem novos atritos de correntes d'água vindo a desmoronar, aumentando suas    dimensões com o passar do tempo, formando voçorocas.
  
   - Queda - se dá com a precipitação da água por um barranco, formando uma queda d'água e provocando o    solapamento de sua base com desmoronamentos periódicos originando sulcos. É de pequena importância    agrícola.
 
   - Vertical - é a eluviação, o transporte de partículas e materiais solubilizados através do solo. A    porosidade e agregação do solo influenciam na natureza e intensidade do processo podendo formar    horizontes de impedimento ou deslocar nutrientes para e pelas raízes das plantas.

   Erosão pelo Vento

   Consiste no transporte aéreo ou por rolamento das    partículas erodidas do solo. Sua importância é grande    onde são comuns os ventos fortes. Esta ação é melhor    notada em regiões planas principalmente do planalto    central e em alguns pontos do litoral brasileiro. Em    regiões onde o teor de umidade do solo é mais elevado, o    evento ocorre em menor intensidade. Um dos principais    danos causados pela erosão eólica é o enterramento de    solos férteis. Os materiais transportados, mesmo de    longas distâncias, sedimentam-se recobrindo camadas    férteis.

   Erosão pelas Ondas

   Ondas são formadas pela ação conjunta de vento e água,    seus efeitos são notados em ambientes lacustres,    litorâneos e margens de rios. O embate das águas (fluxo    e refluxo) nas margens provoca o desagregamento de    material, permanecendo este suspenso, sendo depositado    posteriormente no fundo dos rios, lagos, mares etc.

   Erosão Química
   
   Envolve todos os processos químicos que ocorrem nas    rochas. Há intervenção de fatores como calor, frio, água,    compostos biológicos e reações químicas da água nas    rochas. Este tipo de erosão depende do clima, em climas    polares e secos, as rochas se destroem pela troca de    temperatura e, em climas tropicais quentes e    temperados, a umidade, a água e os dejetos orgânicos    reagem com as rochas e as destroem.

   Erosão Glacial
   
   As geleiras (glaciares) deslocam-se lentamente, no    sentido descendente, provocando erosão e sedimentação    glacial. Ao longo dos anos, o gelo pode desaparecer das    geleiras, deixando um vale em forma de U ou um fiorde,    se junto ao mar. Pode também ocorrer devido à    susceptibilidade das glaciações em locais com    predominância de rochas porosas. No verão, a água    acumula-se nas cavidades dessas rochas. No inverno,    essa água congela e sofre dilatação, pressionando as    paredes dos poros. Terminado o inverno, o gelo funde, e    congela novamente no inverno seguinte. Esse processo    ocorrendo sucessivamente, desagregará, aos poucos, a    rocha, após um certo tempo, causando o    desmoronamento de parte da rocha, e    conseqüentemente, levando à formação dos grandes    paredões ou fiordes.
vento
Erosão pelo vento


ondas
Erosão pelas ondas


glacial
Erosão glacial

   1.2 - Ocasionais

   Cobertura do Solo

   Baseando-se em experiências e observações, denota-se a grande eficiência contra a erosão em solos    cobertos por vegetação, a qual permite melhor absorção de águas pelo solo, reduzindo tanto as enxurradas    como a possibilidade de erosão. Em áreas adaptadas à agricultura, onde o equilíbrio natural - solo x    vegetação - foi rompido sem uma preocupação de contenção erosiva, seus efeitos são mais ¨sentidos¨.    Em uma área com cultura cujo solo é mantido descoberto, perde-se por ano cerca de 3 a 6 vezes mais solo    do que em área idêntica com vegetação densa, ocorrendo também perdas consideráveis de água no solo.

   Manejo do Solo
   
   Dependendo da cultura a ser praticada, fazem-se necessárias algumas medidas de precaução para que se    controle o efeito erosivo do solo. Por exemplo, em uma cultura de cana-de-açúcar os danos podem ser    minimizados preparando-se o solo e realizando-se o plantio em linhas de nível. Porém, como cada cultura    requer um tratamento específico, utiliza-se também o plantio de faixas de cultura com alguns níveis de    vegetação densa ou nativa intercaladas, sendo de grande eficiência contra enxurradas e erosão. Outra    opção, já bastante difundida principalmente para que os nutrientes do solo se recomponham, é a rotação    de culturas. Propicia uma maior cobertura, melhora as condições físicas do solo, reduz a erosão e    enxurrada desde que esta área em descanso esteja recoberta por uma vegetação rasteira para que a água    da chuva não impacte o solo desnudo. O plantio direto na palha também é outra técnica importante de    controle da erosão.

cobertura      curvas de nível
             Cobertura do solo                                                    Plantio em curvas de nível


2 - Intrínsecos:

   2.1 - Topografia - declividade e comprimento da rampa

   Declividade e perda de solo estão interligados entre si. Quanto maior for a declividade, maior será a    velocidade com que a água irá escorrer, conseqüentemente, maior será o volume carreado devido à força    erosiva.

   O comprimento da rampa tem forte ligação com o aumento ou não da erosão. A medida que aumenta o    comprimento da rampa, maior será o volume de água, aumentando também a velocidade de escoamento.    Em alguns casos o comprimento da rampa diminui o efeito erosivo, considerando-se que a capacidade de    infiltração e a permealibidade do solo reduz o efeito.
 
   2.2 - Propriedades do solo

   Grande parte do comportamento dos solos é determinada por sua textura. Solos argilosos são mais    agregados, enquanto que os de textura grossa apresentam macroporos. Solos arenosos são mais    permeáveis e com melhor infiltração, sendo este tipo de solo o que está menos sujeito a erosão. A    estrutura do solo é instável e, através de manifestações pode modificar a textura do solo. Associadas    textura x estrutura resultam porosidade e permealibidade. Solos com boa porosidade são bastante    permeáveis, infiltrando a água de forma abundante e de maneira distribuída.

   No que diz respeito à matéria orgânica, sua incorporação com o solo é bastante eficaz na redução da    erosão. Há o favorecimento no desenvolvimento de microorganismos do solo e uma melhor penetração das    raízes, o que integra as partículas do solo não permitindo o desagregamento das mesmas. Vale lembrar que    todo solo sofre erosão natural, mesmo que suas propriedades estejam em equilíbrio com o meio.

ravinas

assoreamento

lixiviação
Fatores que contribuem para a formação de erosão

Muitas ações devidas ao homem apressam o processo de erosão, tais como:

- o desmatamento desprotege o solo da chuva;
- queimadas;
- uso inadequado de maquinas e implementos agrícolas;
- ocupações desordenadas de margens de rios e a construção de favelas em encostas que, além de desmatamento, provocam a erosão acelerada devido ao declive do terreno;
- a ocupação do solo, impedindo grandes áreas de terrenos de cumprirem o seu papel de absorvedor de águas e aumentando, com isso, a potencialidade do transporte de materiais, devido ao escoamento superficial.


Conseqüências da erosão

   Efeitos poluidores da ação de arraste

   - Os arrastamentos podem encobrir porções de terrenos    férteis e sepultá-los com materiais áridos;
   - Morte da fauna e flora do fundo dos rios e lagos por    soterramento;
   - Turbidez nas águas, dificultando a ação da luz solar na    realização da fotossíntese, importante para a purificação    e oxigenação das águas;
   - Arraste de biocidas e adubos até os corpos d'água    causando com isso, desequilíbrio na fauna e flora nesses    corpos d'água (processo de eutrofização por exemplo).

   Outros danos
 
   - Assoreamento que preenche o volume original dos rios e    lagos e como conseqüência, vindas as grandes chuvas,    esses corpos d'água extravasam, causando as    enchentes;
   - Instabilidade causada nas partes mais elevadas podem    levar a deslocamentos repentinos de grandes massas de    terra e rochas que desabam talude abaixo, causando, no    geral, grandes tragédias.

Formas de evitar

- Não retirar coberturas vegetais de solos, principalmente de regiões montanhosas;
- Planejar qualquer tipo de construção (rodovias, prédios, hidrelétricas, túneis, etc.) para que não ocorra o deslocamento de terra;
- Monitorar as mudanças que ocorrem no solo;
- Realizar o reflorestamento de áreas devastadas, principalmente em regiões de encosta.

A erosão em números

Numa bacia hidrográfica, com 23% da área ocupados por florestas e o restante por pastagens, o escoamento superficial atinge 90% e as perdas do solo são 61 toneladas/hectare/ano. Após 20 anos, estando toda a bacia reflorestada, o escoamento superficial será reduzido para 18% e as perdas do solo por erosão serão reduzidas para 1,2 tonelada/hectare/ano.

Após uma chuva de intensidade média, foi coletada uma amostra de água, encontrando-se, por m3 de água: 1,6 kg de terra em suspensão, 1,5 ppm de potássio (K), 4,6 ppm de cálcio e 2,1 ppm de magnésio (Mg). Cálculos sobre o assoreamento da bacia hidráulica, com capacidade de 3,7 bilhões de m3 de água, indicam haver, num determinado momento, aproximadamente 5.920.000 de toneladas de solo em suspensão. Na hipótese desse solo em suspensão se precipitar no fundo do rio, haveria um assoreamento de 2 centímetros de espessura em toda a superfície submersa da bacia. Através da simulação de cálculo, pode-se concluir que num período de 30 anos todo o lago estará assoreado, e ficará inutilizado para a produção de energia elétrica e outros fins.

A erosão no Brasil e no mundo


Praticamente metade do litoral brasileiro está ganhando novos contornos. Do s 8,5 mil quilômetros da costa, desde a foz do Rio Oiapoque (Amapá) até o Arroio Chuí (Rio Grande do Sul), cerca de 40% da linha atlântica brasileira sofre os efeitos negativos da ação da erosão (recuo do solo) ou de progradação (avanço).

Em geral, a erosão e a progradação são interligadas. Numa praia, onde o solo é arenoso e, portanto, mais "frágil", a perda de areia numa ponta (erosão) tende a ser compensada pelo acúmulo (progradação) em outra, e vice-versa, para que se mantenha o equilíbrio. Casas podem ser destruídas nos locais atingidos pela erosão.

Segundo o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), cada hectare cultivado no país perde, em média, 25 toneladas de solo por hectare. Isso significa perda anual de cerca de um bilhão de toneladas ou cerca de um centímetro da camada superficial do solo de todo o país. Esse material arrastado pela erosão irá se depositar nas baixadas e nos rios, riachos e lagoas, causando uma elevação de seus leitos e possibilitando grandes enchentes. O prejuízo com a erosão e a sedimentação no Brasil, segundo estudos da UnB, chega a cerca de R$ 12 bilhões anuais: para cada quilo de grão produzido, o país perde de 6 a 10 quilos de solo.
Atafona

barranco

A crescente degradação da terra reduz a produção das lavouras e pode ameaçar a segurança alimentar de cerca de um quarto da população do planeta segundo estudos da FAO, a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para alimentação e agricultura. Uma população de aproximadamente 1,5 bilhão de pessoas depende diretamente de terra que está sofrendo degradação.

A segurança alimentar ganhou destaque nos últimos meses porque o aumento do preço dos produtos, como resultado de colheitas fracas, baixos estoques, preço elevado dos combustíveis e crescente demanda podem levar milhões de pessoas a passar fome nos países em desenvolvimento.

A degradação da terra por um longo período vem crescendo e afeta mais de 20 por cento de todas as áreas cultivadas, 30 por cento das florestas e 10 por cento das pastagens.

Ainda segundo a ONU, 35% da erosão é causado pelo excesso de pastoreio, problema típico da África e Oceania, 30% advém do desmatamento, com destaque para a Ásia e a América do Sul, e 28% do uso de práticas agrícolas danosas.

Com os números, vem o espectro da fome. A cada ano, os fazendeiros do mundo têm que alimentar mais 92 milhões de pessoas com 24 bilhões de toneladas de solo a menos. No momento, 89.000 Km2 degradados dificilmente serão salvos, 2,9 milhões exigem investimentos acima das possibilidades dos países em desenvolvimento e outros 9,3 milhões - área equivalente ao território americano - precisam de medidas imediatas como drenagem e novas técnicas de plantio.

A erosão da terra leva à redução da produtividade, migração, insegurança alimentar, danos a recursos básicos e ao ecossistema e perda de biodiversidade, além de contribuir para a crescente emissão de gases que aquecem o planeta. A perda de biomassa e de material orgânico no solo libera carbono para a atmosfera e afeta a qualidade do solo e sua habilidade de reter água e nutrientes.

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