REGIÃO SEDE Nos primeiros anos, nossa área de atuação estava restrita à Região da Costa Verde Fluminense, formada pelos municípios do Rio de Janeiro (Guaratiba, Sepetiba e Santa Cruz), Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis, Paraty e Rio Claro. Esta região ainda é riquíssima em recursos naturais, possuindo ecossistemas marinhos perfeitamente integrados à Mata Atlântica, um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta. Aqui ainda podemos ver grandes remanescentes de Mata Atlântica. A diversidade ambiental é fantástica, pois a região apresenta praias e ilhas tropicais, cachoeiras, rios, montanhas e campos, podendo o visitante optar por clima tropical ou clima de montanha num raio de 30 Km. |
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Mata Atlântica |
Represa de Ribeirão das Lajes |
Ibicuí - Mangaratiba - RJ |
| Ao mesmo tempo, a região abriga vários projetos industriais e, mais recentemente, vem vivendo a expectativa da ampliação do Porto de Itaguaí, o qual será o maior porto da América Latina, influenciando a economia do país e do Mercosul. O Porto de Itaguaí certamente atrairá muitas indústrias para a região e exigirá infraestrutura urbana e viária adequada às suas necessidades de operação, como também cuidados especiais de gerenciamento, tendo em vista a prevenção de acidentes e danos ambientais. |
Baia de Sepetiba - Ponte do Terminal de Minério da Ilha de Guaíba MBR - Serra do Mar ao fundo |
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Porto de Itaguaí - Itaguaí - RJ |
| Nas últimas décadas, a região vem sofrendo muitas agressões ambientais, tendo suas baías poluídas por metais pesados, efluentes industriais e domésticos, além da pesca predatória que, como a poluição, também contribui para a diminuição da fauna marinha. Um dos maiores criadouros naturais, a Baía de Sepetiba vem apresentando sérios problemas de assoreamento, poluição, destruição de manguezais e suas comunidades tradicionais de pescadores artesanais praticamente estão se acabando, tendo estas pessoas que optar por subempregos nas áreas urbanas na tentativa de continuarem sobrevivendo, muitos mesmo se marginalizando. Processo de destruição semelhante, podemos observar nas áreas de Mata Atlântica com desmatamentos e ocupações desordenadas. |
Destruição de manguezais |
Extração ilegal de palmito nativo |
Pátio do terminal de minério da MBR - Ilha de Guaíba |
Trem de minério da MBR - observa-se o transporte de sedimentos finos pelo vento – Saí – Mangaratiba – RJ |
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| Terminal de Minério da Ilha de Guaíba – MBR – Mangaratiba - RJ |
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| Depósito de metais pesados da Ingá – Itaguaí-RJ – problema que se arrasta por anos |
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| Distrito Industrial de Santa Cruz – Baía de Sepetiba aos fundos -
Termelétrica de Santa Cruz – Rio-RJ |
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Pesca Predatória |
Terminal de petróleo da Petrobrás - GEBIG – Angra - RJ |
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| Usina nuclear – Eletronuclear – Angra – RJ |
| Muitas espécies da fauna estão desaparecendo devido à destruição de seu habitat, como é o caso do maior primata das Américas, o Mono-carvoeiro ou Muriqui (Brachyteles arachnoides), atualmente muito difícil de ser encontrado em nossas matas. As populações rurais sofrem com a pobreza, muitos tendo que procurar nas cidades alternativas para sustentação. Este processo vem contribuindo para o inchaço dos núcleos urbanos e o esvaziamento das áreas rurais e pesqueiras da região, causando sérios problemas para o Poder Público. |
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Pesca artesanal |
A tudo isso se soma o importante papel histórico que a região representou para a economia do país. Ainda podemos ver e vivenciar elementos históricos importantes. A primeira estrada de rodagem do Brasil, a Estrada Imperial, ainda pode ser percorrida e nela podemos observar verdadeiras obras de arte. Por ela escoava grande parte da produção de café proveniente do Vale do Paraíba. Na região ainda podemos ver as ruínas da cidade de São João Marcos, a qual foi abandonada para dar lugar à Represa de Ribeirão das Lajes, hoje um importante reservatório de água para ser estrategicamente utilizado no abastecimento da metrópole do Rio de Janeiro. |
| Ultimamente, a VIVATERRA vem ampliando sua área de atuação, passando a ser uma organização de âmbito nacional, procurando mostrar a grande biodiversidade brasileira, os problemas ambientais do país e as possíveis soluções na tentativa de garantir a perpetuação das espécies e ecossistemas. A instituição deixou de atuar única e exclusivamente na região da Costa Verde, passando a se preocupar com os problemas ambientais de forma global. Assim, com o principal objetivo de conscientizar a população para os cuidados com o meio ambiente, vem procurando desenvolver ações de divulgação de informações, principalmente, via internet, ampliando consideravelmente seu alcance. |
Represa de Ribeirão das Lajes |
Aspectos da região sede A VIVATERRA está sediada no complexo Baía de Sepetiba/Baía de Ilha Grande/Serra do Mar. A Serra do Mar está presente em praticamente toda a área de abrangência, estando coberta por considerável extensão da Mata Atlântica, principalmente nas regiões de topografia mais acidentada. Pequenas áreas de baixadas (planícies sedimentares) estão presentes nos municípios do litoral sul fluminense, em Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba. Podemos observar grandes planícies nos municípios de Itaguaí e Zona Oeste do Rio de Janeiro (Baixadas de Itaguaí e Sepetiba). |
Cachoeira na Serra do Piloto |
Bebedouro - Estrada Imperial |
Mata Atlântica - Mangaratiba |
Nas encostas dos morros podemos observar, especialmente ao longo da BR 101, numerosas voçorocas provocadas pela erosão acelerada, resultante da destruição das florestas, dos cortes de estradas e do pisoteio do gado. Efeitos da erosão também são notados na área rural devido às práticas agrícolas inadequadas. As queimadas ocorrem com freqüência, prejudicando não só as culturas agrícolas como também comprometendo as áreas de matas. A população rural, em toda a região, é de baixa renda, apresentando condições precárias de vida. O mesmo pode ser observado nas comunidades pesqueiras dos municípios litorâneos, como também nas periferias das cidades e distritos. O litoral é rochoso e muito recortado, pois a Serra do Mar atinge diretamente o oceano, resultando uma costa estreita com pequenas praias nos municípios de Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba. Numerosas são as ilhas aí encontradas, sendo a Ilha Grande a de maior área. A altitude varia de 0 a 1.600 m. Três tipos de clima podem ser encontrados na região diretamente relacionados com o relevo. Nas áreas serranas, em altitudes superiores a 700 m, segundo a classificação de Koppen, encontramos o clima mesotérmico com verões brandos, sem estações secas (Cfb). Na frente de escarpa, estendendo-se aproximadamente entre 200 e 700 m, podemos observar ainda, o clima mesotérmico apresentando verões quentes, sem estação seca (Cfa). Na baixada a situação climática muda completamente, ocorrendo temperaturas mais elevadas sem estação seca definida (Af). A precipitação pluviométrica média anual está em torno de 2.000 mm, distribuída quase que homogeneamente pelos meses do ano. Apenas julho apresenta precipitação mais baixa. Com relação à hidrografia, a maioria dos cursos d'água da região nasce nas vertentes da serra. São rios torrenciais, alguns deles constituídos de saltos e rápidos. Todos abastecem o complexo Baía de Sepetiba/Baía de Mangaratiba/Baía de Ilha Grande. O município de Rio Claro detém 80 % do maior reservatório de água potável da América Latina, a Represa de Ribeirão das Lages, recurso estratégico de enorme importância para a região metropolitana do Rio de Janeiro, pois abastece parte da metrópole, área esta com aproximadamente 26.000 ha, administrada pela LIGHT (concessionária de energia elétrica). Atualmente, no município de Mangaratiba, toda área compreendida acima da cota de 100 m, faz parte de APA de Mangaratiba (Área de Proteção Ambiental). O Parque Nacional de Bocaina é composto por grandes áreas dos municípios de Paraty, Angra dos Reis e Rio Claro. A Ilha Grande, no Município de Angra dos Reis, possui várias unidades de conservação. |
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Pico do Frade - Angra |
Cachoeira dos Veados - Paraty |
Ilha Grande - Angra |
Rio Mambucaba - Angra |
Ilha Grande - Angra |