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Culturais, Históricos e Arquitetônicos

Cais de Santa Luzia
- é o mais tradicional ponto de partida de turistas para o mar. Por muitos anos foi uma das únicas opções de aluguel de embarcações, já tendo mostrado os encantos da Baía da Ilha Grande a milhões de pessoas. É impossível não se encantar com o charme e cores dos barquinhos ancorados.

cais    casa da cultura
Cais de Santa Luzia                                                        Casa da Cultura

Casa da Cultura - sobrado construído em 1824, foi reivindicado pela comunidade para ser um espaço a serviço dos diversos segmentos culturais. Em 1985 foi comprada pela Prefeitura de Angra dos Reis para ficar definitivamente a serviço da cultura do município e foi tombada pelo INEPAC. No térreo mantém exposições toda semana. Também no térreo se encontra o Ateneu Angrense de Letras e Artes, entidade que procura desenvolver, apoiar e promover a cultura na região. Fica na esquina da Rua do Comércio com a Rua Raul Pompéia, bem em frente ao Banco do Brasil.


Ladeira de Santa Luzia e Sobrado - construído em 1793, é o mais antigo sobrado preservado de Angra, abrigou durante muito tempo em seu pavimento superior a biblioteca do historiador Alípio Mendes, que curiosamente faleceu em 06 de janeiro de 1997, dia em que se comemora o aniversário de Angra dos Reis. Tombado pelo INEPAC em 12 de abril de 1988. Encontra-se em bom estado de. Sobrado com quatro vãos por pavimento, todos em arco abatido com sobre verga, janelas em guilhotina, vergas, umbrais e soleiras em madeira. A travessa onde está localizado teve seu piso em pedras portuguesas restaurado com a retirada da argamassa que o recobria. Atualmente o prédio funciona como sede da Rádio Angra e Jornal Maré. Travessa Santa Luzia, 91.

Antigo Mercado de Peixe - situado no centro da praça, em frente ao Chafariz da Saudade. Originalmente o mar chegava bem próximo, mas com o aterro posteriormente executado, apresenta-se hoje bastante afastado. Construído pela municipalidade em 1914, sua utilização, hoje, é comercial. Arquitetura típica de mercados, com planta ortogonal com portas voltadas para a praça. Cobertura em oito águas coroadas por lanternim para ventilação, destacando-se sua estrutura aparente em  madeira e  ferro,  com uma  coluna circular central funcionado como
sobrado
Ladeira de S. Luzia e Sobrado
ponto de apoio. Beiral de madeira, sustentando por mãos francesas. Base toda de pedra, até a altura de 1 m. Panos de paredes brancos com detalhes geométricos em relevo, pintados de azul. Praça Zumbi dos Palmares, Centro.

Capela da Ordem 3ª de São Francisco da Penitência - situada no núcleo urbano, em um outeiro, no Morro de Santo Antônio. Seu entorno imediato é composto pela ocupação urbana que atinge parte das encostas. Do outeiro avista-se toda a cidade e o porto. Do seu lado esquerdo estão as ruínas do antigo Convento de São Bernardino de Sena. Construção do século XVIII. Foi tombada pela antiga SPHAN, atual IBPC, em 23/07/1947. Trata-se de construção de modestas proporções, composta por capela, pequeno cemitério e claustro. Fachada de linhas simples, portada em folha dupla de madeira almofadada. À altura de coro, três janelas com molduras de cantaria, vergas também em arco abatido e sistema de vedação com folhas internas, madeira e vidraças em guilhotinas. Cimalha bem marcada, frontão com curvas mais nervosas, coroado por cruz central dois pináculos laterais. Óculo central em forma de trevo de quatro folhas. No seu interior são dignas de destaque as imagens de São Francisco de Assis, em madeira policromada dourada com 1,16 m de altura, a de Nossa Senhora da Conceição, com 1 m de altura, a de Santa Ana Sentada, com 92 cm e a de Santo Antônio, com 1,08 m, todas também com o mesmo material.

Convento de São Bernardino de Sena e seu relógio - o convento foi inaugurado em 1763 em substituição ao antigo convento franciscano da "Cachoeira". Funcionou regularmente até o ano de 1859. Em 1931, o convento foi requisitado pelo governo, para funcionar como casa de órfãos e Liceu Primário durante nove anos, quando novamente voltou a ser convento. O relógio existente no campanário ainda é original do antigo convento. Está localizado no terceiro piso da torre sineira do convento, dentro de uma grande caixa de madeira, com um visor de vidro e seus pêndulos atingindo até o segundo piso. Foi adquirido na Alemanha e montado no ano de conclusão das obras do convento, em 1763. Desde a sua montagem funcionou normalmente até 1923, quando parou, voltando a funcionar a partir de julho de 1943, graças aos serviços de um residente do município, que teve, inclusive, que fabricar peças para restaurá-lo. Seu funcionamento depende da queda de um peso de 50 kg , acionando um martelo de ferro que bate de encontro aos sinos de bronze, cada um com quase uma tonelada, fundidos em Portugal por volta do século XVI. O sistema do relógio, de correntes e engrenagens, está associado aos sinos e seus dentes são liberados de acordo com o movimento dos pêndulos. O relógio faz parte do acervo do Convento, tombado pela antiga SPHAN, atual IBPC, em 23/07/1947. Torre Sineira do Convento de S.B. de Sena - Morro de Santo Antônio, Centro - Horário de Funcionamento: 3ª a dom. de 09:00 às 11:00 e de 13:00 às 17:00.

mercado
Mercado de Peixecapela
Capela Ordem 3ª de S. Francisco da Penitência

Convento de São Bernardino de Sena
Conjunto da Capela da Ordem 3ª de S. Francisco da Penitência e o Convento de S. Bernardino de Sena no alto do Morro de Santo Antônio

São Bernardino de Sena
Convento de S. Bernardino de Sena


Capela de Nª Sª do Amparo - situada em um platô às margens do Rio Jurumirim. Do lado esquerdo do platô existe um pequeno cemitério murado. Não há referências do ano de construção, mas sabe-se que a data do século XX. Trata-se de uma construção singela, mas com boa harmonia de linhas. Fachada frontal composta de porta central e pequeno vão retangular acima da mesma. A torre sineira fica situada na parte posterior direita e na lateral esquerda. Há um pequeno anexo colado ao corpo central. Rodovia RJ 16 (Angra-Getulândia), a 6 km do trevo da BR 101, 18 km de Angra dos Reis.

Capela de Santa Luzia - situada na Rua do Comércio, principal rua comercial do núcleo urbano de Angra dos Reis, na esquina com a Travessa Santa Luzia, em área bastante conturbada urbanisticamente, o que prejudica a boa visibilidade do monumento. Construída em 1632, em cumprimento a promessa feita pela família Venerável de Oliveira, primitivos povoadores da Vila dos Santos Reis Magos, à beira mar, é o segundo mais antigo templo religioso situado na área urbana e a primeira matriz de Angra dos Reis. Foi tombada pela antiga SPHAN, atual IBPC, em 01/12/1954. Construção de linhas simples, em seu interior, nave única com teto abobado de madeira e púlpito na lateral direita. Arco cruzeiro simples, altar-mor em dossel com lambrequins, colunas compostas e ladeadas por dois nichos. Merecem destaque: a imagem de Santa Luzia em madeira, estilo barroco, que está no nicho central, e os dois lustres de cristal que ainda existem.  Apresenta  na fachada
santa luzia
principal, portada com ombreira e verga em arco abatido em cantaria, cimalha e porta de folhas almofadadas de madeira. À altura do coro, duas janelas com molduras de pedra e vedação em guilhotinas. Frontão vazado e coroado por cruz. Torre à direita, com porta em verga em arco abatido e folhas lisas, e janela com vedação em guilhotina. Na parte superior, duas simeiras geminadas e outra acima, todas arrematadas por pináculos. Aberta para visitação no horário comercial.

Casa da Cadeia Pública/Câmara Munic de Vereadores - localizada numa das laterais da Praça Nilo Peçanha. O Conjunto circundante da praça é composto, na sua maior parte, por edifícios de 2 andares, destacando-se o Prédio do Governo Municipal e o sobrado que lhe faz fundo. A praça é simples e pequena, com arborização de pequeno porte e as ruas que a contornam são as estreitas e calçadas com paralelepípedos. Não tem-se conhecimento da data precisa de sua construção, mas, segundo Honório Lima, pode-se afirmar que data de aproximadamente 1624. Está atualmente muito modificada em virtude das várias reformas sofridas, que acabaram por descaracterizá-la. Construção de planta retangular sólida, com acesso para o segundo pavimento por escada externa, na fachada frontal
câmara
à praça. Os vãos desta fachada, no segundo pavimento, são portas almofadadas com molduras de massa realçadas pela pintura azul, arqueadas. Possuem também balcões individuais com guarda - corpos de ferro. O pavimento inferior apresenta vãos simples e embasamento de pedra. O guarda corpo da escada externa também é de ferro. Seu interior foi bastante modificado para acomodar as instalações da Câmara Municipal de Vereadores. Visitação de 2ª a 6ª de 10:00 às 17:00.

Chafariz da Carioca - situado no final da Rua Professor Lima, rua bem estreita, com calçamento de paralelepípedos, tendo seu entorno composto por casas simples de dois pavimentos a direita existe um pequeno obelisco. Sua construção data de 1842. É composto de um frontão simples, com cimalha marcada e coroada por dois pináculos laterais e corpo central maior, em volutas. Cinco bicas de bronze jorram água em um pequeno tanque de pedra, com grade de ferro. Deste tanque elas correm para um pequeno poço de granito, à direita, de onde seguem para a galeria de águas pluviais. Os chafarizes, na época que eram construídos, serviam para o abastecimento de água da população. Este chafariz está associado a uma lenda: a de uma jovem apaixonada, cujo namoro com um poeta era proibido pelos seus pais. O moço foi lutar como voluntário na Guerra do Paraguai e lá morreu. A moça, inconformada,
chafariz
ia chorar ao lado da fonte e consumida pela dor veio logo a falecer. Com o tempo conta-se que sombras de branco do par de enamorados eram vistas junto à fonte. Outra crendice é a respeito de que a pessoa que beber água da bica do meio jamais se afastará da cidade.

Chafariz da Saudade - em frente ao prédio do antigo Mercado de Peixes, na Praça Zumbi dos Palmares, Centro. Construção de 1871, projetado em 1863 para perpetuar a memória da vinda de S.M. D. Pedro II no dia 6 de dezembro daquele ano. Monumento em granito, tem o formato de um prisma, em cantaria, com base quadrangular, com uma torneira em cada uma das suas faces, sendo coroado por uma pinha de louça, colocada posteriormente. (Não tem água)

Chafariz Marquês do Herval - situado num dos canteiros da Praça General Osório, Centro, em área sombreada, próximo ao Conjunto do Convento e Igreja do Carmo e a Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo. O chafariz foi construído em 1881, pela Câmara Municipal, sendo restaurado pela Prefeitura Municipal em 1980. Trata-se de uma coluna circular com duas saídas d'água e, na parte superior, decorado com peixes em alto relevo.

Colégio Naval - no início deste século, o General Honório de Souza Lima, ilustre filho de Angra dos Reis, usando seu prestígio junto ao Presidente Hermes da Fonseca, convenceu-o a aceitar a doação de extenso terreno que a Câmara de Vereadores dessa cidade fazia à Marinha, destinada à edificação de uma escola militar. Assim, em 1911, teve início a obra que resultou no atual Colégio Naval, cujo encarregado da empreitada foi o Capitão Rosalvo Mariano da Silva, idealizador do projeto arquitetônico. O local escolhido foi a enseada da Tapera, logo denominada Enseada Batista das Neves, em Angra dos Reis. Em 1914, terminada a construção, tão imponente ficara o prédio que o então Ministro da Marinha, Almirante Alexandrino de Alencar, aproveitou para aí fixar a Escola Naval, onde funcionou até 1920. A partir desse ano, tendo a Escola Naval voltado ao Rio de Janeiro, passou a funcionar naquele local a Escola de Grumetes Almirante Batista das Neves, onde permaneceu até 1949. Finalmente, a 25 de fevereiro de 1949, foi criado o atual Colégio Naval, instituição de ensino que tem como propósito preparar jovens para constituir o Corpo de Aspirantes da Escola Naval, onde é formada a oficialidade da Marinha do Brasil. O Aluno ingressa mediante concurso público e, no período que passa no Colégio, recebe os ensinamentos do Ensino de Segundo Grau, acrescidos de instrução militar-naval especializada, ministrados por seleto corpo de Professores e Oficiais. Alia-se a este aprendizado acadêmico e militar a intensa prática desportiva, que visa aprimorar a condição física dos alunos. Av.Marques de Leão, s/n, Centro, Tel.: (24) 3379-3018.

chafariz da saudadeChafariz da Saudade

Colégio Naval
Colégio Naval


Conjunto da Pça General Osório - situado em lote que abrange duas ruas do Comércio e Júlio Maria. As três fachadas estão voltadas para as áreas abertas: Praça General Osório, Cais de Santa Luzia e Largo do Carmo, o que propicia excelente visibilidade do conjunto do Convento e a Igreja do Carmo, a Igreja da Ordem 3ª de Nossa Senhora do Carmo e o Chafariz Marquês do Herval. Data do século XVIII e foi tombado pela antiga SPHAN, atual IBPC, em 1969 e 1970, pela conotação histórico-urbana que apresenta, além do apuro da construção e grandiosidade da concepção. O conjunto é composto de sobrados uniformes, a ponto de parecerem uma só construção. Nas três fachadas, no pavimento térreo, os vãos são postos com molduras de pedras, com verga arqueada. No pavimento superior da fachada voltada para a praça, apresenta portas e janelas com molduras de madeira, vergas arqueadas, guarda-corpo corrido de ferro, bandeiras e folhas externas
centro
envidraçadas. Nas outras duas fachadas, os vãos são janelas com molduras de madeira, vergas arqueadas e bandeiras guilhotinas envidraçadas. O conjunto apresenta também esquinas bem marcadas com embasamento de pedra. O interior das casas foi bastante alterado para acomodar as instalações dos novos estabelecimentos. Pça. General Osório (Largo do Carmo), Centro. Funciona no horário comercial.

Convento e Igreja N. Sra. do Carmo - situado em área defronte ao mar, tendo à sua direita a Praça General Osório, com seu conjunto tombado pela antiga SPHAN, atual IBPC, em 03/11/1970, e a Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Nas proximidades encontra-se também o Chafariz Marquês de Herval. A rua que o circunda é bastante movimentada, por ser o acesso principal para o centro da cidade. Frontal ao conjunto tem-se o atracadouro, com o aterro que serve de local para o comércio de peixe. Fazendo pano de fundo ao conjunto, vê-se o perfil do Morro do Carmo. Primitivamente tratava-se de modesta Casa de Missão. Em 16 de Julho de 1593 iniciou-se a construção do conjunto, sendo a atual, de 1625. Foi erguido em terrenos doados às Carmelitas, por escritura lavrada em 29/12/1623. De arquitetura simples, em estilo da época colonial brasileira, resistiu ao tempo, apesar de ter sido bombardeado,  durante  a  invasão  francesa de 1710  e ter
Carmo
sofrido várias reformas, uma delas em 1918, onde foi feita adaptação de uma ala para colégio, surgindo na fachada principal portas e janelas. Construção austera, com fachada frontal sem detalhes arqutetônicos relevantes, composta pelo corpo do convento, a igreja e a torre sineira. Pavimento superior com janelas, em molduras de madeira, verga em arco abatido, sobreverga, bandeira guilhotinada envidraçada. A igreja apresenta nave única, capela-mor com teto abobado, altar-mor com três nichos, altares laterais, portas que dão para o convento, púlpitos e coro em madeira. Tem portada de ferro, verga em arco abatido e porta almofadada. Ao nível do coro, três janelas idênticas às do corpo do convento. Cimalha bem marcada, frontão simples, com óculo lobulado no tímpano, envidraçado, encimado por cruz de ferro e quatro corruchéis. Torre sineira acoplada à lateral direita, com cúpula facetada, ladeada por corruchéis, revestida de azulejos e coroada por galo de grimpa em bronze. Abaixo dos sinos e acima das cimalhas, relógio encrustado na parede. Ao nível do térreo, óculo lobulado. No interior da igreja merecem destaque, a imagem de Nossa Senhora da Saúde(altar-mor) e o Cristo Crucificado, que está no altar lateral direito. Praça General Osório (Largo Do Carmo), Centro. Funciona 2ª, 5ª e domingo, em horário de missas.

Ermida de Nº Sº do Bonfim - também conhecida como Igrejinha do Bonfim, se encontra isolada na Ilhota do Bonfim, com fachada frontal voltada para o leste. A ilhota fica bem próxima da Praia do Bonfim e, nos períodos de maré baixa, é possível alcançá-la a pé. Erguida em 1780, em agradecimento ao senhor do Bonfim, pelo náufrago Manoel Francisco Gomes. Tombada pela antiga SPHAN, atual IBPC, em 01/12/1954 e restaurada pelo mesmo órgão em 1976. A capela é protegida por pequena murada que define um amplo pátio na sua parte frontal. Na fachada, frontão curvo vazado, ladeado por pináculos, na parte esquerda. À direita, duas sineiras geminadas e pináculos. Foram alteradas a varanda frontal e a sacristia. No seu interior destaca-se a imagem de Nosso Senhor, em tamanho natural, com incrustações em prata. Só abre no dia do padroeiro Senhor do Bonfim na 1ª semana de maio, quando realiza-se a festa com procissão marítima, atividades esportivas e barraquinhas na praia em frente à Igreja.
ermida
Ermida N. S. Bonfim

Igreja da Piedade - situada num pequeno patamar de rocha viva, na Ponta da Piedade. Quando a maré está baixa, fica ligada à Ilha da Piedade por pequena faixa de areia. Do lado esquerdo da Ponta está a Praia do Morcego e, do lado direito, a Praia da Piedade. A vegetação na área é bastante exuberante e densa. Construção recente, século XX, de características singelas, que, por ser localizada em cima dos costões da Ponta da Piedade, chama bastante a atenção dos navegantes. Compõe-se de planta retangular, com telhado em duas águas de telhas francesas. Possui porta central e torre sineira na lateral direita. Ponta da Piedade, Ilha da Gipóia.

Igreja de Nª Sª Conceição dos Remédios -
situada num pequeno platô, junto à praia da Freguesia da Ribeira. Ao seu redor, árvores esparsas de porte médio e alto (mangueiras, amendoeiras e palmeiras). Construção simples, sem detalhes arquitetônicos relevantes, possuindo fachada frontal composta apenas de uma porta central, com verga de arco abatido e molduras em cantaria. Torre sineira acoplada na lateral esquerda, com três sinos na frente. Pequeno adro com muro de pedra, sustentando-o junto à praia já na faixa de areia. Junto à lateral esquerda, pequeno cemitério todo murado. Inaugurada em 08 de setembro de 1771. O acesso terrestre é fechado, pois a área é de propriedade da Mitra Diocesana. Baía da Ribeira/Praia da Freguesia da Ribeira - Estrada do Contorno.

Igreja de Nª Sª da Lapa e Boa Morte - situada na área mais conturbada da sede municipal. Seu entorno é composto pela Rodoviária e por um conjunto de edificações baixas, utilizadas basicamente para comércio de peixe. Apesar de estar situada em um terreno elevado, tem sua perspectiva bastante prejudicada pelo seu entorno. A igreja foi construída em 1752, por Baltazar Mendes de Araújo, dedicada à Nossa Senhora da Lapa e da Boa Morte, em pagamento de uma promessa. Foi tombada pela antiga SPHAN, atual IBPC, em 01/12/1954. Construção sólida, com fachada enquadrada por cunhais, possuindo apenas portada central com ombreiras e verga em arco abatido, guarnecida de cimalha e porta de folhas almofadadas. Frontão de lanços com óculo no tímpano, encimado por uma cruz, tendo à esquerda, pináculo e à direita torre com duas sineiras geminadas, coroadas por pináculos. Telhado em duas águas. É a única igreja da região que conserva a pintura original do retábulo do altar-mor. Atualmente funciona o Museu de Artes Sacras de Angra dos Reis. Rua Dr. Bastos, Centro.

piedade
Igreja da Piedade

ribeira
Igreja N. S. Conceição dos Remédios

lapa
Igreja N. S. Lapa e Boa Morte


Igreja de Nª Sª do Rosário - situada na planície aluvial do Rio Mambucaba, com o frontispício voltado para o mar. O núcleo histórico desenvolve-se no lado direito, enquanto as construções recentes ocupam o lado esquerdo. Diante de sua fachada frontal, há um cruzeiro de pedra, erguido na mesma época da igreja. Entre 1755 e 1770 foi erguida a primeira capela da Vila, em louvor a Nossa Senhora do Rosário e, em 12/07/1824, a capela foi elevada à paróquia. Em 1834 foi construída a igreja atual, em estilo neoclássico. O altar-mor apresenta-se com trabalhos em talha dourada. A igreja faz parte do acervo arquitetônico paisagístico de Mambucaba, tombada pela antiga SPHAN, atual IBPC, em 11/12/1969. Vila de Mambucaba. Permitidas visitas externas ou apenas nos horários de missa.

Igreja Matriz da Nª Sª da Conceição - situada em uma pequena área com trânsito de veículos bastante intenso. Entorno composto principalmente de construções dos séculos XIX e XX. Solicitada licença para a construção da nova Igreja Matriz de Angra, em 15/02/1626, foi lançada a pedra fundamental. Em 04/02/1750 efetuou-se a solenidade de benção da Igreja, já com suas obras concluídas. Foi tombada pela antiga SPHAN, atual IBPC, em 01/12/1954. Construção de linhas simples, mas harmônicas. Fachada frontal composta de porta central, com molduras de pedra, verga reta e sobreverga. Duas janelas, na altura do coro, com molduras de pedra,verga reta e folha externa de vidro. Frontão simples com óculo central circular, encimado por cruz de ferro vazado. Cunhais bem marcados. Torre sineira na lateral direita, apresentando seteira horizontal no nível do pavimento térreo e uma janela ao nível do coro e cobertura de massa em forma piramidal, ladeada por quatro corruchéis simples. No seu interior, destacam-se as imagens de Nossa Senhora da Conceição, Arcanjo Gabriel e Nossa Senhora das Dores e Rosário. Conta a história que a imagem de Nossa Senhora da Conceição, estava a caminho da Vila de Intanhaém, quando acabou ficando nesta Vila dos Reis Magos para ser a excelsa padroeira dos angrenses. Acabou sendo  adquirida   pela   Câmara,   em  1632.   A   escultura

rosário
Igreja N. S. do Rosário

matriz
Igreja Matriz da N. S. da Conceição

encontra-se no nicho central do altar-mor, tem 1,80 m de altura e apresenta a postura tradicional de Nossa Senhora de Conceição. De colorido discreto, prevalecendo o branco e o azul, destacam-se seu manto e a coroa de ouro. É a Igreja mais rica do município, possuindo retábulos, imagens e indumentárias preciosas. Apesar de sua pedra fundamental datar de 15 de Dezembro de 1626, sua construção durou mais de um século, devido às precárias condições econômicas dos habitantes locais. Sua Pia Batismal, toda em mármore importado, foi doado por D. José I, Rei de Portugal, em 1758. Praça Silvestre Travassos, Centro. Funciona de 3ª a domingo em horários de missas.

Monumento aos Naúfragos do Aquidabã - situado na Ponta do Leste, em um patamar totalmente voltado para o mar, sendo em seu entorno todo gramado, com bancos de concreto e algumas árvores esparsas. Foi edificado em homenagem aos mortos do maior acidente da Marinha de Guerra Brasileira. Em 21 de Janeiro de 1906 o navio Aquidabã explodiu matando a nata do almirantado da época. O navio transportava uma comissão que iria supervisionar a instalação na Baía de Jacuecanga, do Arsenal de Marinha, que seria transferido para aquele local. Monumento em forma de obelisco, de granito, está assentado sobre uma base de pedra escalonada. Nas faces verticais da base, estão as gavetas, com os restos mortais da tripulação. Acesso no Km 470 da Rio-Santos, no trevo da Petrobrás, Jacuecanga.
aquidabã

Núcleo Histórico da Vila de Mambucaba - o espaço físico da Vila de Mambucaba, situado do lado esquerdo da foz do Rio de mesmo nome, é caracterizado por uma planície aluvial espremida entre o mar e a montanha, representada pela Serra da Bocaina. A área de Mambucaba foi originalmente ocupada com lavouras de cana-de-açúcar e, graças ao rio na época ser navegável, criou-se um porto regular no local. Nos séculos XVIII e XIX o porto funcionava oficialmente para importação de produtos manufaturados e exportação de produtos agrícolas e também clandestinamente, para receber levas de escravos e exportar ouro em pó e pedras preciosas. Com a construção de uma estrada pelo interior do Vale do Paraíba, o porto entrou em decadência, até o surgimento da cultura cafeeira, que deu novo impulso à Vila. A única função do núcleo, atualmente, é a turística, graças a sua praia muito procurada por visitantes. O Núcleo teve seu enriquecimento
vila de mambucaba
graças às fazendas de café e ao porto. A vida cultural era bastante movimentada, com bailes, saraus e até apresentações teatrais de grupos franceses. Com a abolição da escravatura, a mão-de-obra se tornou escassa, provocando a desativação das fazendas, dos engenhos e do porto, resultando na decadência da vila. O sítio urbano está entre a BR 101 e o mar, a trama urbana se resume a duas ruas paralelas - Rua do Comércio e Rua das Flores - e um largo ao lado da Igreja do Rosário. Apesar da história da Vila remontar ao ano de 1553, as construções existentes, atualmente no núcleo histórico, são todas do século XIX. Destacam-se a Igreja do Rosário e algumas construções, principalmente na Rua das Flores. O núcleo histórico foi tombado pela antiga SPHAN, atual IBPC, em 11/12/1969.

Prédio do Governo Municipal - localizado num dos lados da Praça Nilo Peçanha, tem do lado oposto o antigo prédio da Cadeia Pública, onde hoje funciona a Câmara Municipal de Vereadores. O conjunto circundante da praça é composto, na maior parte, por construções de 2 e 3 andares, sem maiores cuidados arquitetônicos. Destacam-se apenas o prédio da Câmara de Vereadores e um sobrado que lhe faz fundo. A praça, onde está situado o prédio, é pequena e simples, sem arborização de porte e as ruas que a contornam são estreitas e calçadas com paralelepípedos. O edifício foi construído para ser o Paço Municipal, no final do século XIX, com recursos da própria municipalidade e inaugurado em 24 de maio de 1876. Na segunda década do século XX, foi abandonado com todo o mobiliário, arquivo e biblioteca, até ruir. Em 1930 foi totalmente restaurado e a sede do Governo Municipal,  que se achava instalada sobra-
prefeitura
do da Rua do Comércio, para lá transferida. Construção simples de 2 pavimentos, com platibanda frontal. No pavimento superior, as sete janelas apresentam molduras de massa e sobreverga reta, também de massa. Entre as janelas e cornija vêem-se três brasões nacionais, em massa, pintados. No térreo, pequeno patamar frontal com escadas laterais, dando acesso às três portas. Portadas de pedra com vergas em arco pleno, porta central mais alta e todas as três com bandeira de ferro. O interior do prédio foi bastante alterado para acomodar as instalações do Governo Municipal. Funciona de 2ª a 6ª das 10:00 às 17:00.

Ruínas do Engenho Central do Bracuhy - localizadas na baixada do Rio Bracuhy, junto ao acesso do Condomínio de mesmo nome. Seu entorno é composto pelas vias de circulação, pelos edifícios do Condomínio e por uma vegetação típica de manguezal. Foi construído nas terras da Fazenda Bracuhy e, na época, era o mais bem equipado engenho do país, graças ao sistema empregado por suas máquinas importadas da Europa. A construção em si lembra a arquitetura típica da Revolução Industrial e, apesar de estar em ruínas, ainda é possível ver os fossos subterrâneos e as grossas paredes do engenho. Não existe mais a cobertura nem seus equipamentos. Acesso no Km 504 da BR 101.
engenho

Seminário da Santíssima Trindade de Jacuecanga - localizado no núcleo urbano de Jacuecanga, próximo ao mar. Seu entorno é edificado, mas sem prejudicar a ambiência. Fundado em 1797, por Joaquim do Livramento, ficou abandonado durante muito tempo, transformando-se em ruínas. Restaurado a partir de 1980, sem preocupação de manter suas linhas originais, foi totalmente modernizado, tendo o seu interior transformado em salas de aula. Nos fundos ainda se pode observar partes das ruínas, como muros de pedras, arcadas e nichos. A fachada frontal ao mar permanece com as principais características da construção original. A 15 Km do centro de Angra.

Aldeia "Sapukai" - Tekea Sapukai significa aldeia de ajuda ou socorro. Seu antigo nome era Aldeia de Itatinga. A reserva indígena esta localizada no meio da Mata Atlântica, em local conhecido como Bracuhy e tem uma população de aproximadamente 300 habitantes. Sua área é de 2.500 ha . Localiza-se próximo ao Pico do Frade, de 1640 m de altura, onde está a Cachoeira do Bracuhy, que é o limite do Parque Nacional da Bocaina. O nome Bracuhy vem de Pakuri, fruta que existia em abundância no local. Na aldeia vivem os índios Mbya, que significa "Habitantes da Mata". Juntamente com os Kaioua e os Nhandeva eles pertencem à família dos Guaranis. Para eles a natureza é um ente sagrado, de onde retiram os elementos necessários para a sua sobrevivência. Assim, guiados pela natureza, os Mbyas partiram  de  Paraty-Mirim  em  busca  da   “Terra Perfeita”,
guaranis
chegando a Tangara (passarinho) e fixando sua moradia no Bracuhy. Os Guaranis da aldeia "Sapukai", hoje vivem praticamente do artesanato vendido à beira da BR-101, próximo ao Porto Bracuhy. A língua da aldeia é o guarani. O uso do português é limitado, principalmente para contatos fora da aldeia. No local encontram-se as ruínas do antigo Engenho Central, importante fabricante de açúcar do século passado. Acesso partindo-se do centro de Angra, seguindo pela Rio-Santos (BR-101) em direção a Santos até o bairro Bracuhy, a entrada da aldeia está a 4,5 km da BR-101. Encontra-se a 25 km de Angra.


Serra

Pico do Frade -
localizado na serra do Frade, parte integrante da Serra do Mar. A serra do Frade é formada de rochas cristalinas (granitos, gnaisses, filitos, xisto e quartzitos), o que dá origem a solos ácidos e à presença de grandes blocos de afloramentos graníticos (Boulders). O pico é chamado de Frade por apresentar, de determinados ângulos, a forma de capuz de frade e também por estar ligado à antiga lenda de um frade que andava por aquela região, catequizando os índios, tendo este sido assassinado pelos índios guaianás em local próximo ao pico. É bastante visível tanto do mar como para quem trafega pela BR-101, sentido Santos-Rio. Está situado dentro dos limites do Parque Nacional da Serra da Bocaina e se destaca pelo seu valor paisagístico. Existem várias trilhas para alcançar o pico, que é o segundo ponto mais alto do município. A mata fechada dificulta seu mapeamento, por isso é aconselhável a presença de um guia.
pico do frade


Cachoeiras


Cachoeira da Ilha Comprida -
localizada ao Nordeste da Ponta do Frade, fica perto do litoral, separada do continente por um manguezal, é usada como referência para separar as enseadas da Ribeira e do Bracuhy. D estaca-se pela sua beleza com densa vegetação em torno e por estar localizada junto ao mar. Suas águas são frias, transparentes e claras e precipitam-se de grande rochedo, de 50 m de altura, em uma piscina natural. No período de chuvas o volume é bem intenso, transbordando a piscina natural, até alcançar o mar, através de paredão rochoso, em declive. Cunhambebe. Acesso marítimo a partir do Cais de Santa Luzia. O final do percurso é feito a pé.

Cachoeira do Bracuhy -
corredeiras de águas fortes muito conhecida na região. O acesso ao cume, onde existe uma enorma cachoeira, é todo feito a pé e muito puxado. O rio é muito caudaloso e a corredeira é muito forte.  Previna-se ou prepare-se para muitas mordidas de "borrachudos". Além de várias cachoeiras, existe também uma trilha que leva à aldeia dos Guaranis, que habitam as terras de Angra dos Reis, porém, nem sempre o acesso é permitido.

Cachoeira do Ariró -
formado por alguns rios que descem a Serra do Mar, o Ariró é uma região onde se encontram algumas casas de campo de famílias de Angra dos Reis e do Rio de Janeiro. O local possui pontos para banho e serviço de bar. O acesso é feito por uma entrada logo após a reta do trevo de Lídice, na Rod. Rio-Santos, sentido Santos, para quem sai do centro da cidade. Devido à má sinalização, é recomendável o acompanhamento de um guia.

Cachoeira do Caputera -
vários rios vindos da serra se encontram nessa região formando várias quedas d'água, algumas com grandes poços para banho. Existem alguns bares no local. O acesso é feito através de uma entrada ao lado do Terminal da Petrobrás, a 20 km do centro da cidade, no sentido Rio da Rio-Santos.

cachoeira do bracuhyCachoeira do Bracuhy

caputera
Cachoeira do Caputera



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