institucional educacao conservacao ecoacao cultura ecoligado

Áreas Protegidas

Um dos principais mecanismos de proteção da excepcional diversidade biológica, dos endemismos, das estruturas geológicas de relevante significado e da considerável riqueza paisagística do Brasil é o sistema de áreas protegidas.

Cerca de 3,9% do território nacional estão sob a proteção federal na forma de diferentes categorias, distribuídas em Parques Nacionais, Reservas Biológicas, Estações Ecológicas, Áreas de Proteção Ambiental (APAs), Reservas Extrativistas e Florestas Nacionais.

Há, ainda, as Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs), que são áreas de conservação em propriedades privadas, para as quais existe uma legislação federal específica. Nessas áreas o ecoturismo vem sendo desenvolvido como o principal meio de geração de renda para uma propriedade sustentável. A intenção da lei é a criação de uma rede particular de unidades de conservação onde o proprietário, por sua livre iniciativa, grava de perpetuidade parcela representativa de sua propriedade como Reserva Particular de Patrimônio Natural. Concebido pelo IBAMA, este programa já conta com mais de 100 reservas particulares, bastante expressivas do ponto de vista ecológico e paisagístico, e seus proprietários recebem o incentivo de isenção do Imposto Territorial Rural (ITR).

tamoios
caparao

À primeira vista, pode parecer que este universo de unidades de conservação é suficiente para proteger não só amostras significativas dos ecossistemas brasileiros como para garantir a perenidade de sua biodiversidade. Entretanto, existem áreas de enorme importância que não estão protegidas apesar de já terem sido propostas e indicadas para proteção. Há que se ampliar esta rede de unidades de conservação levando-se em conta a sua fragilidade, o grau de ameaça de destruição e sua importância para a conservação de espécies raras ou ameaçadas de extinção.

Ao lado da insuficiência do número de áreas protegidas há também o grande problema de implantação das já existentes e criadas legalmente. A deficiência de pessoal em número e qualificação, a falta de regularização fundiária das áreas de uso indireto e inadequada infra-estrutura exigem do Poder Público uma ação imediata para proteger adequadamente estas áreas e fazê-las cumprir seu importante papel ecológico e social.

E é justamente em algumas dessas áreas protegidas, em especial nos Parques Nacionais, Estaduais e Municipais, nas Florestas Nacionais, nas Áreas de Proteção Ambiental onde opera-se o ecoturismo. São elas o primeiro destino ecoturístico procurado pelos fluxos nacionais e internacionais.

É importante assinalar que em algumas áreas protegidas, como as Reservas Biológicas e Estações Ecológicas, não se opera o ecoturismo devido à fragilidade destes ecossistemas onde a visitação é imcompatível com os objetivos de manejo preconizados para estas Unidades de Consevação.

O conjunto de Unidades de Conservação sob jurisdição federal, à exceção das reservas biológicas e estações ecológicas, somado às áreas protegidas estaduais e municipais e às propriedades particulares adaptadas para fins ecoturísticos, oferecem, juntamente com a rica diversidade cultural, condições excepcionais para o desenvolvimento do ecoturismo no Brasil.

ecoturismo

Pólos de Ecoturismo nas Regiões do Brasil

A procura por um turismo onde o grande atrativo é a natureza e a relação do homem com o meio ambiente tem se intensificado cada vez mais. No Brasil, as áreas com grande potencial ecoturístico já foram mapeadas pela Embratur em conjunto com o Instituto de Ecoturismo do Brasil (IEB), e divididas em Pólos de Desenvolvimento de Ecoturismo.

Contrapondo-se ao turismo de massa, o ecoturismo atua com grupos pequenos, pela própria necessidade de reduzir o impacto nos locais visitados e garantir a sustentabilidade da principal fonte de renda da atividade: o ambiente natural. No entanto, os números começam a tomar proporções grandiosas, despertando a preocupação de governos e da sociedade civil organizada.


A preocupação do governo com o fortalecimento da atividade ecoturística se traduz em diversas iniciativas. Recentemente, o Ministério do Turismo assinou um convênio para liberar recursos para o projeto Pólo de Ecoturismo do Brasil, que será implantado, inicialmente, em 14 pólos em todas as regiões do país.

O projeto identificou localidades brasileiras onde a prática do ecoturismo vem ocorrendo e fez um inventário das características, das potencialidades e infra-estruturas de apoio disponíveis. Em todo o Brasil foram identificados 96 pólos, divididos pelas cinco regiões brasileiras.

O conceito de Pólo de Ecoturismo vai além da divisão meramente política de estados ou municípios. Para a Embratur, são considerados Pólos de Ecoturismo as áreas onde as atividades ecoturísticas já vêm sendo desenvolvidas com sucesso, promovidas por um número viável de agentes, ou em locais com potencial para esse tipo de turismo. Os pólos foram mapeados por ecossistemas, e por isso não necessariamente obedecem às delimitações dos estados.



Região Norte

A Região Norte é a maior das regiões brasileiras e abriga a gigantesca Floresta Amazônica. Por ser uma das últimas grandes reservas de recursos naturais - são 3,3 milhões de quilômetros quadrados, só no Brasil - e o local mais rico em biodiversidade do planeta, a Amazônia tem uma vocação natural para o ecoturismo, atraindo pessoas de todo o mundo. A atividade vem despontando como uma das melhores alternativas econômicas para a região e já apresenta projetos bem-sucedidos que unem ONGs, comunidades locais e iniciativa privada. O grande desafio, no entanto, é explorar esse potencial, gerando emprego e renda, sem destruir a floresta.

Formada pelos estados do Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Tocantins, Amapá e Roraima, a região é habitada por comunidades indígenas, caboclas, ribeirinhas, extrativistas e negras remanescentes de quilombos, além das populações que vivem nas cidades. Sua paisagem, em muitos pontos ainda selvagem e preservada, é caracterizada por uma imensa rede hídrica, que converge para o Rio Amazonas, e por uma formidável concentração e diversificação da flora, num clima quente e úmido. Na Amazônia, o difícil acesso e as longas distâncias encarecem tanto produtos quanto serviços para os visitantes. Por isso, há mais turistas estrangeiros do que brasileiros na região.


Mas todo o investimento vale a pena quando se chega a recantos belíssimos como Mamirauá, a primeira Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Brasil. Localizada no município de Tefé (AM) e com uma área de 1.124.000 hectares, a reserva é um exemplo de como é possível conciliar visitação com preservação do ecossistema, pesquisa científica e aumento de renda para a população local. A reserva é uma das unidades internacionalmente protegidas pelas Convenção Ramsar, que agrupa áreas alagadas de interesse mundial. Mamirauá faz parte do maior corredor ecológico brasileiro, juntamente com a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Amanã e o Parque Nacional do Jaú, no estado do Amazonas. Somados, esses santuários da vida silvestre cobrem uma área de 5,74 milhões de hectares.

O Parque Nacional do Jaú, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade, é o maior parque brasileiro e é banhado pelas águas do Rio Jaú, que possui diversas cachoeiras e praias nas margens. Próxima ao Jaú está a Estação Ecológica de Anavilhanas, formada por 400 ilhas em pleno Rio Negro.

mamiraua

Manaus é uma das grandes portas para o ecoturismo na Amazônia. Com aproximadamente 1,5 milhão de habitantes, a cidade é cercada pela floresta. Na cidade de Presidente Figueiredo situa-se a Área de Proteção Ambiental (APA) do Urubuí , que conta com uma boa infra-estrutura, guarda muitas espécies ameaçadas de extinção. A região é propícia para a prática de rafting e outros ecoesportes.

O estado do Pará é outro destino ecoturístico na Amazônia: conta com 16 unidades de conservação, tendo como pontos centrais os pólos ecoturísticos de Belém/Santarém e o Tapajós. O Parque Nacional da Amazônia , por exemplo, guarda uma boa amostra da rica diversidade da floresta. Já a Floresta Nacional do Tapajós conta com árvores que atingem de 30 a 50 metros de altura. A grandiosidade da Amazônia faz com que alguns parques sejam pouco visitados por causa do difícil acesso.

Pólos da Região Norte - Vale do Acre-AC, Amapá (AP), Amazonas (AM), Tapajós (PA), Vale do Guaporé-RO, Norte de Roraima (RR) e Cantão-TO.


lençois maranhenses
Região Nordeste

Além de uma extensa faixa litorânea, com lindas praias e coqueirais, a Região Nordeste conta com fascinantes formações geológicas, que guardam testemunhos fósseis e inscrições de povos pré-históricos. A região, sozinha, comporta quase 50% dos pólos ecoturísticos mapeados pela Embratur: são 47 ao todo. Formada pelos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, é talvez a região brasileira com maiores contrastes de paisagem e riqueza natural.

Entre os locais mais procurados, destaca-se, no coração da Bahia, o Parque Nacional da Chapada Diamantina, marcado por uma vegetação que varia entre florestas de planície, campos de altitude, terras secas, muitas cachoeiras e uma enorme variedade de espécies de flores. Um verdadeiro oásis no sertão. O parque faz parte da Serra do Sincorá, englobando os municípios de Andaraí, Lençóis, Mocugê, Palmeiras e Ibicoara. A melhor forma de conhecer a Chapada, sem dúvida é a pé. Lá não faltam opções de trekking. O importante é estar acompanhando de um guia local, que conheça bem a região.


Formado por um universo de dunas brancas, rios mansos, manguezais exuberantes e uma rica fauna marinha, os Lençóis Maranhenses é outro destino procurado no Nordeste. A região é conhecida como o ''Saara brasileiro'', só que entremeado por lagoas.

Outra formação interessante está entre os estados do Piauí e do Maranhão: o delta do Rio Parnaíba. Ao chegar próximo do mar, o Rio Parnaíba não desemboca em uma só foz, mas se ramifica dando saída às suas águas por cinco barras, que formam um complexo de 80 ilhas, ou seja, o Delta. No mundo existem apenas três deltas em mar aberto: o do Rio Parnaíba, o do Rio Nilo (África) e do Rio Mekong (Ásia).



Ainda no Piauí, está localizado o Parque Nacional de Sete Cidades , que possui vestígios arqueológicos com data de 250 milhões de anos. Outro importante sítio arqueológico está localizado na Serra da Capivara, também no Piauí. Com mais de 340 sítios catalogados, dos quais 240 com pinturas rupestres.

O ecoturismo no Nordeste está estruturado de várias formas. Uma experiência interessante vem acontecendo na Prainha do Canto Verde, no município de Beberibe, a 120 km de Fortaleza-CE, local de praias belíssimas, com dunas e lagoas, coqueirais e cajueiros. Para preservar a cultura local, evitando que o turismo predatório prejudicasse a vida da comunidade de pescadores, a própria população recebe os visitantes em suas casas, produz refeições e organiza roteiros pelo local. O local já se tornou referência no estado em turismo comunitário e chega a receber 30 visitantes por fim de semana.


Outro bom exemplo de como um empreendimento turístico pode ser gerenciado de forma sustentável, envolvendo governo, iniciativa privada e moradores locais, gerando benefício para todos e conservação ambiental é o Arquipélago de Fernando de Noronha. Sua principal ilha, a única habitada, conta com mais de 100 pousadas, a maioria na casa dos ilhéus. Para preservar o local, o IBAMA, responsável pela adiministração do Parque Nacional Marinho de Fernando do Noronha, estabeleceu um limite para a entrada de turistas. Por isso é recomendável fugir dos períodos de alta temporada (dezembro a fevereiro), quando as pousadas ficam lotadas.

No sul da Bahia, outros roteiros merecem destaque como o Arquipélago de Abrolhos, a Área de Proteção Ambiental de Itacaré-Serra Grande, que conta com muitos rios, cachoeiras e grandes porções de Floresta Atlântica, e a Reserva Biológica de Una, considerada por muitos ambientalistas como uma das áreas mais importantes do planeta para a conservação ambiental, devido ao grande número de espécies de animais e vegetais, muitas delas ocorrendo exclusivamente no local (endêmicas).
fernando de noronha

Pólos da Região Nordeste - Reentrâncias Maranhenses-MA, Patrimônio Histórico-Cultural do Maranhão-MA, Lençóis Maranhenses-MA, Chapadas-MA, Delta do Parnaíba (MA e PI), Parque Nacional da Serra da Capivara-PI, Parque Nacional Sete Cidades-PI, Vale Monumental do Ceará-CE, Serra do Baturité-CE, Cariri-CE, Ibiapaba-CE, Litoral Oeste e Leste (CE), Litoral Leste e Norte (RN), Serras do Sul e do Sudeste-RN, Cabugi-RN, Seridó-RN, João Pessoa-PB, Litoral Norte-PB, Serra da Borborema-PB, Sertão Paraibano-PB, Fernando de Noronha-PE, Litoral Norte e Sul-PE, Buique/Pesqueira/Venturosa-PE, Bonito/São Benedito do Sul-PE, Afogados da Ingazeira/Serra Talhada-PE, Bacia do São Francisco-PE, Litoral Norte-AL, Zona da Mata-AL, Sertão Alagoano (AL), Baixo São Francisco-AL, Sertão Sergipano do São Francisco-SE, Propriá-SE, Continguiba-SE, Agreste de Itabaiana-SE, Litoral Sul-SE, Chapada Diamantina-BA, Costa dos Coqueiros-BA, Baía de Todos os Santos-BA, Costa do Dendê-BA, Costa do Cacau-BA, Costa do Descobrimento-BA e Costa das Baleias-BA.


bonito
Região Centro-Oeste

Caracterizada por grandes propriedades rurais e por extensas áreas ainda não ocupadas, a Região Centro-Oeste apresenta um relevo marcado por planaltos, chapadões e depressões, ocupado por bacias hidrográficas importantes. Formada pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, a região abriga uma das mais fascinantes paisagens brasileiras, o Pantanal, imensa planície alagável, com rica diversidade de fauna e um mosaico de formações vegetais.

O Pantanal é um dos ecossistemas mais ricos e peculiares do planeta. O mesmo espaço é capaz de reunir características do Cerrado , da Floresta Amazônica e de terrenos alagadiços, que no período de chuvas deixam grande parte de sua extensão submersa. Neste paraíso tropical, convivem mais de 650 espécies de aves, 80 de mamíferos, 50 de répteis e 260 de peixes, algumas delas com risco de extinção. É o local de maior concentração de fauna das Américas. Tamanha exuberância natural agora tem sua preservação oficialmente garantida. O Parque Nacional do Pantanal recebeu o título da Organização das Nações Unidas (ONU) de Patrimônio Natural da Humanidade.


Apesar dos impactos ambientais - causados pelo crescimento das cidades, pela pesca e caça predatórias, entre outros problemas, o Pantanal conta com muitos projetos e investimentos em prol de sua conservação. O próprio reconhecimento como Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera são resultados destes.

Um dos mais belos espetáculos da natureza brasileira está localizado na porção centro-sul do Pantanal: a cidade de Bonito, no Pólo de Ecoturismo da Bodoquena. Localizada a 270 km de Campo Grande, a pequena cidade ficou famosa por suas águas cristalinas e grutas. Inúmeras cavidades subterrâneas submersas fazem de Bonito o paraíso do espeleomergulho, atividade que vem atraindo mergulhadores de diversas partes do mundo. Outra grande característica de Bonito é a organização do turismo, principal fonte de renda dos moradores. Atualmente os roteiros só são realizados através das agências operadoras, o que incrementou a geração de empregos no local. A maioria dos locais visitados são áreas particulares, facilitando o controle de visitas.

Ao norte do estado do Mato Grosso, o visitante encontrará o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães , com atrativos desde a parte baixa da Chapada (município de Cuiabá), a sua borda (cachoeiras e mirantes) e seu interior (rios, grutas e aspectos históricos do garimpo de diamantes). Caracterizada por grandes formações rochosas e cânions de arenito com até 350 m de altura, a Chapada, há 500 milhões de anos, era fundo de oceano. Ao longo da existência da Terra, o local também já foi coberto por florestas tropicais e habitat de dinossauros, até adquirir a paisagem atual. Seu cartão postal é a Cachoeira do Véu da Noiva, com 86 m de queda.


A região Centro-Oeste também abriga uma outra c hapada: a Chapada dos Veadeiros, localizada no nordeste do estado de Goiás. Destino preferido dos esotéricos, atraídos pelo misticismo dos cristais da cidade de Alto Paraíso de Goiás, a Chapada reserva muito mais surpresas ao visitante. Inúmeras trilhas levam às cachoeiras e poços d'água cristalinas de cor de castanha, entre cânions rochosos. Não só as cachoeiras encantam quem passa pela chapada. Campos de flores, mirantes, mamíferos em extinção e até um curioso vale rochoso com piscinas naturais e minigrutas - o Vale da Lua - incrementam a paisagem característica do Cerrado. O local é propício para a prática do trekking, canyoning e camping.

Pólos da Região Centro-Oeste - Chapada dos Veadeiros-GO, Pirenópolis-GO, Parque das Emas-GO, Pantanal Norte (MT), Chapada dos Guimarães - MT, Amazônia Matogrossense-MT, Pantanal do Sul-MS e Serra da Bodoquena-MS.

chapada dos guimarães

Região Sudeste

A Região Sudeste é a mais desenvolvida economicamente e, sem dúvida, responsável por grandes problemas ambientais e descaracterização da paisagem original. No entanto, ainda conserva áreas protegidas, principalmente o litoral, rodeadas pela exuberante Floresta Atlântica. Formada pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, possui uma riqueza geográfica, de fauna e de flora inigualáveis. O levantamento da Embratur mapeou 26 Pólos Ecoturísticos na região, sendo que cada um deles conta com diversas áreas ou parques.

Bem próximo à divisa da região Sul, no estado de São Paulo, encontra-se a região do Vale do Ribeira. Abrigando importantes remanescentes de Floresta Atlântica, é lá que está o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), área que concentra muitas cavernas, com vestígios e animais pré-históricos, sendo por isso muito procurada por espeleologistas de todo o país.

Na parte serrana do estado está localizada uma área rica em recursos hídricos e famosa por suas águas: a região de Brotas. Com uma vegetação composta de Cerrado e Floresta de Planalto (uma variação de Floresta Atlântica), Brotas é banhada pelas águas do Rio Jacaré Pepira, que cruza a cidade, e faz parte da bacia do Rio Tietê. A fauna local é constituída por uma grande diversidade de aves e por espécies bem típicas do local, como tatu-galinha, veado, gambá, capivara e o já ameaçado de extinção: lobo-guará. Propícia ao turismo de aventura, Brotas possui uma infra-estrutura bastante organizada, com operadoras de turismo que oferecem guias para canyoning, bóia-cross, rafting, além de caminhadas e mountain bike.


petar
caraça
Outro destino aconselhado aos que se encantam com as belezas naturais é o estado de Minas Gerais. Subindo para as terras altas da Mantiqueira encontra-se a região de Itamonte, rica em fauna e flora, com cachoeiras belíssimas. Neste local fica também a parte alta do Parque Nacional do Itatiaia , onde está localizado o Pico das Agulhas Negras. Primeiro parque nacional do país, conta com duas entradas que marcam as distintas áreas que abrange: a parte alta, com uma vegetação de campos de altitude, e a baixa com Floresta Atlântica.

No Pólo das Grutas, Serras e Diamantes encontramos o Parque Nacional do Caparaó , onde se localiza o Pico da Bandeira e o Parque Estadual do Ibitipoca. Assim como em Itatiaia, a região é montanhosa, marcada por trechos de Floresta Atlântica e áreas de vegetação de altitude. Situado a 80 km de Juiz de Fora, Ibitipoca conta com lindas cachoeiras, penhascos, paredões, grutas e uma vegetação baixa, rica em orquídeas, bromélias, canelas-de-ema, cactos e sempre-vivas. É considerada a área mais importante do hemisfério sul para o estudo de líquens. Devido ao excesso de pessoas que visitam o parque, colocando em risco sua riqueza natural, o número de turistas por dia foi limitado a 300 pessoas em dias de semana e 800 pessoas nos sábados, domingos e feriados. Entre os destaques do local estão a Gruta da Cruz, dos Três Arcos, dos Viajantes e a do Pião, a Ponte Preta, a Catarata do Chuveiro, a Prainha, o Lago dos Espelhos e o mais ilustre representante da fauna local: o lobo-guará.


Seguindo para a região da Zona da Mata mineira, é possível conciliar um roteiro histórico pelas cidades de Ouro Preto, Mariana e Tiradentes, entre outras, a um circuito ecológico pelo Parque Natural do Caraça ou o Parque Estadual do Itacolomi. Numa área de aproximadamente 11.000 hectares, propriedades dos padres da Congregação da Missão, situa-se o Parque Natural do Caraça, com o estatuto de Reserva Particular de Patrimônio Natural. Embora seja propriedade particular, o Parque abriga centros de pesquisa e tem apoio do IBAMA para a preservação ambiental. Localizado no município de Catas Altas, o parque fica encravado aos pés da Serra do Caraça e cercado por morros cobertos pela Floresta Atlântica, na Serra do Espinhaço.


Recoberto pelo que sobrou da Floresta Atlântica (que hoje não ultrapassa de 5% da cobertura original), o estado do Rio de Janeiro é caracterizado por contrastes marcantes: montanhas e mar, florestas e praias, paredões rochosos. Ao sul do estado, encontra-se a exuberante Costa Verde, com praias ilhas e reservas ecológicas, além de construções do séc. XVII e XVIII, como a encantadora cidade de Paraty, declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Na mesma região pode-se encontrar outro paraíso: a Ilha Grande, que conta com mais de 117 praias e trilhas por toda sua extensão. A melhor forma de conhecê-la é, sem dúvida, caminhando. A Vila de Abraão é o local com maior infra-estrutura e o mais procurado pelos turistas. Do outro lado, porém, voltadas para o mar aberto, encontram-se as praias mais bonitas da ilha.

Subindo a serra encontra-se o Parque Nacional da Serra dos Órgãos , com suas tradicionais montanhas como o Dedo-de-Deus, a Pedra do Sino, o Açu, entre outras. Lá o visitante encontrará muitas trilhas e cachoeiras. No entanto, é importante sempre estar acompanhado por um guia que conheça bem a região, devido à sua dimensão e complexidade de algumas trilhas, garantindo que tudo corra bem durante o passeio.


Os encantos naturais da Região Sudeste passam também pelo estado do Espírito Santo, com seus belíssimos locais, como o Pólo Ecoturístico de Itaúnas, ao norte do estado, o Pólo Passos de Anchieta ou, ainda, na Serra Capixaba, a região de Domingos Martins onde situa o Parque Estadual da Pedra Azul. Na região de Linhares encontram-se praias arborizadas, fontes de água mineral, lagoas e grandes manguezais. Lá está a Reserva Biológica de Sooterama. Além disso, seu litoral é um dos atrativos marcantes no estado.


Pólos da Região Sudeste -
Grutas, Serras e Diamantes-MG, Zona da Mata-MG, Circuito do Ouro-MG, Terras Altas da Mantiqueira-MG, Canastra-MG, Caminhos do Cerrado-MG, Itaúnas-ES, Delta do Rio Doce-ES, Serra do Caparaó-ES, Serras Capixabas-ES, Costa Verde-RJ, Região do Itatiaia-RJ, Rio/Niterói-RJ, Região Serrana-RJ, Região do Lagos-RJ, Vale do Paraíba do Sul-RJ, Costa Doce-RJ, Alto do Paranapanema-SP, Serras Paulistas-SP, Região das Cuestas-SP, Vale do Ribeira de Iguape-SP, Vale do Paraíba do Sul-SP, Mantiqueira-SP, Litoral Paulista-SP e Grandes Lagos-SP.

pedra azul

Região Sul

Com uma paisagem originalmente marcada por florestas, mescladas de campos interiores e formações litorâneas, a Região Sul teve sua área bastante modificada pela agricultura intensiva. Formada pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a região viu sua cobertura vegetal primitiva substituída pelas culturas características das regiões temperadas, de onde vieram alemães, italianos e eslavos. As manifestações culturais imprimem à região uma fisionomia diferente, um ar europeu. Apesar disso, o Sul ainda guarda porções representativas dos ambientes naturais como serras, canions, picos elevados e, sobretudo, as inigualáveis Cataratas do Iguaçu.

O Pólo Ecoturístico da Serra Gaúcha compreende a região desde o complexo turístico Canela e Gramado até os Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral. Localizados nas proximidades do município de Cambará do Sul, na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, esses dois parques têm como destaque seus monumentais cânions – resultado de diversos movimentos tectônicos, vulcânicos e erosivos – como o Fortaleza e o Malacara, na Serra Geral, e o famoso Itaimbezinho, o maior cânion da América do Sul, no Aparatos. Suas paredes rochosas chegam a ter 700 m, cobertas por vegetação baixa e por pinheiros nativos. Entre a fauna da região, encontravam-se aves como o gavião-pato, o gavião-pega-macaco e a águia cinzenta, que estão ameaçados de extinção. Alguns mamíferos de grande porte, como o lobo-guará, o puma e o veado campeiro ocorrem apenas nas áreas de mais difícil acesso.


aparados da serra

Seguindo para o litoral do estado, ao sul, entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico, encontra-se o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, nos municípios de Mostardas e Tavares. Suas águas rasas atraem 26 espécies de aves migratórias do Hemisfério Norte e cinco espécies vindas do sul, como o flamingo. A Lagoa do Peixe foi recentemente tombada pela Unesco como Reserva da Biosfera.

As belezas naturais do Rio Grande do Sul também incluem o Salto do Yucumã, o maior salto longitudinal do mundo, com 1.800 m de extensão. Localizado no interior do Parque Estadual do Turvo , no município de Derrubadas, Yucumã possui quedas de 12 a 15 metros de altura nas águas do Rio Uruguai, na divisa do Brasil com a Argentina. O Parque do Turvo possui urna área de 174 Km2 de mata virgem com uma fauna e flora abundante, sendo o último refúgio de onça pintada do estado.

O Pólo Ecoturístico ilha de Santa Catarina é formado pelas unidades de conservação existentes no município de Florianópolis e seu entorno. É limitado ao sul pelo Parque Estadual Serra do Tabuleiro, ao norte pela Reserva Biológica do Arvoredo e a noroeste pela APA de Anhatomirim . Montanhas, cavernas, corredeiras e, principalmente, as ondas são as atrações do local. Outros roteiros ecológicos, no entanto, podem ser encontrados na região.


Considerado o segundo pólo de entrada de turistas do Brasil, perdendo apenas para o Rio de Janeiro, Florianópolis chega a dobrar o número da população na alta temporada: o verão. Suas belíssimas praias são procuradas para a prática do surfe, porém é possível encontrar outros atrativos naturais em suas reservas ecológicas. Além disso, passeios de barco para as ilhas do entorno também são uma boa opção.

Para quem prefere a serra e o frio a melhor alternativa é seguir para o Pólo Ecoturístico Planalto Serrano, em Santa Catarina, formado pela região de Lages, pelo Parque Nacional de São Joaquim e pelas serras adjacentes. Nos meses de inverno, a temperatura pode chegar a 4º C negativos e, freqüentemente, a neve surge como um espetáculo inusitado.

O município de Santo Amaro da imperatriz, com 72% de suas terras localizadas dentro do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, liga o planalto ao litoral catarinense. Cortado pelo Rio Cubatão, Santo Amaro oferece como principal atração suas águas termais, que chegam a 39º C, qualificada como uma das melhores do mundo. As propriedades medicinais dessas águas atraem centenas de turistas.

Encravado na belíssima Serra do Mar Paranaense, o Pólo Ecoturístico Paranaguá/Graciosa é formado pelo Complexo Estuarino Lagunar de Paranaguá/Guaraqueçaba e o Parque Estadual Pico Marumbi , abrangendo desde o alto da serra, até os limites externos das ilhas de Superagüi e do Mel. Seguindo de Curitiba para o litoral, seja pela belíssima estrada da Graciosa, ou de trem, pela ferrovia Curitiba-Paranaguá, é possível desfrutar das belezas da região.


A meio caminho deste percurso está o Parque Estadual do Marumbi, local propício às caminhadas e escaladas. O parque conta com infra-estrutura de camping e suas trilhas são bem sinalizadas. No entanto, é necessário o auxílio de um guia para se alcançar os cumes das principais montanhas do Marumbi: o Olimpo, o Abrolhos, a Ponta do Tigre e a Esfinge.

Patrimônio Ecológico da humanidade, a Estação Ecológica da Ilha do Mel, nessa mesma região, tem 95% de sua área composta por ecossistemas de restinga e floresta atlântica, o que a elevou à categoria de Estação Ecológica, em 1982 e reconhecida pela UNESCO como Sítio do Patrimônio Natural Mundial em 2000. Além das trilhas em seus morros e planícies, que levam a locais como a Gruta das Encantadas e a histórica Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, o mar é outro grande atrativo. As praias Grande e do Miguel são ótimas para a prática do surfe.

No entorno do balneário de Matinhos e da Baía de Guaratuba, situa-se o Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, que apresenta regiões significativas como o Morro do Cabaraquara e Serra da Prata, visa proteger a Floresta Atlântica, um dos mais ameaçados ecossistemas do planeta.

graciosa

Com uma área de 21.400 hectares, o Parque Nacional do Superagüi localiza-se no município de Guaraqueçaba, e faz parte do Complexo Estuarino Lagunar integrado por Cananéia, lguape e Paranaguá. O parque é considerado um dos cinco ecossistemas costeiros mais notáveis do globo. Nele encontram-se formações costeiras arenosas, floresta atlântica, restingas e manguezais. Em sua floresta de restinga, uma grande variedade de orquídeas chama a atenção, além de abrigar o mico-leão-de-cara-preta ameaçado de extinção.

Salto Morato, RPPN da Fundação O Boticário, foi implantada em Guaraqueçaba porque esta região abriga um dos mais significativos remanescentes de floresta atlântica quanto ao estado de conservação, diversidade biológica, fauna ameaçada e potencial para a pesquisa e recreação ao ar livre. Por sua importante contribuição para a preservação dos recursos naturais e da diversidade biológica do planeta, essa região também recebeu o reconhecimento da Unesco como Reserva da Biosfera.

O Pólo Ecoturístico Campos Gerais tem como unidades formadoras os Parques Estaduais de Vila Velha e Guartelá. Nas fronteiras entre Brasil, Paraguai e Argentina, o Pólo Ecoturístico Costa Oeste, no estado do Paraná, é formado por parte do Reservatório da Represa de ltaipu e seu entorno, tendo como vértices os Parques Nacionais de lguaçu e o município de ltaipulândia.


ilha do mel

Criado em 1939, um dos mais antigos do país, e tombado em 1986 pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade, o Parque Nacional do lguaçu guarda um espetáculo mundialmente conhecido: as Cataratas do lguaçu. De forma semicircular, com 2.700 m de largura. As quedas enchem os olhos dos visitantes, pela espuma d'água que cai de uma altura de até 72 m nos saltos existentes entre o Brasil e a Argentina - o número de saltos varia entre 150 e 300, dependendo da vazão do Rio Iguaçu.

Pólos da Região Sul - Paranaguá/Graciosa-PR, Campos Gerais-PR, Costa Oeste-PR, Alto Vale do ltajaí-SC, Ilha de Santa Catarina-SC, Planalto Serrano-SC, Serra Gaúcha-RSe Região Central-RS.

Links sugeridos

   - Rede CTA-Consultant, Trader and Adviser
   - Ecoparque de Una
   - EcoBrasil
   - Instituto de Ecoturismo do Brasil
   - Embratur
   - IBAMA


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